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barriga de aluguer

5 Outubro, 2014
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António Costa, recentemente eleito líder do PS e chefe da oposição, vai discursar hoje numa reunião do Livre, para quem se não tenha ainda apercebido, uma cisão do Bloco de Esquerda que teve 2,35% nas eleições europeias, votação que, em legislativas, deverá corresponder a 0,35% do eleitorado, provavelmente como manifestação da sua intenção de federar a esquerda contra a política austeritária do governo dito de direita de Passos e Portas. Em forma de retribuição, o exigentíssimo chefe dessa prestigiada agremiação partidária, o historiador Rui Tavares, manifestou uma disponibilidade “muito clara” para vir a governar com o PS, ao ponto de, se for necessário, adaptar o seu “programa de trabalho” para que ele se possa adequar a tão nobre desígnio. Considerando que o Livre praticamente não representa mais do que praticamente ninguém, há neste gesto de Costa qualquer coisa de dificimente compaginável com o princípio democrático e a ideia representativa, visto que ele poderá vir a permitir a ascensão ao poder de um grupo que ninguém lá quer ver, utilizando, para esse efeito, a barriga de aluguer do PS. Quem sabe os comentadores da Quadratura do Círculo nos ajudem a entender este estranho fenómeno.

Os donos da História e das palavras

5 Outubro, 2014

Tema do meu artigo de hoje no Observador: O problema da não esquerda em Portugal é que não tem nome, não tem discurso, não marca a agenda e lá no fundo, no dia em que as contas o permitirem, gostava mesmo era de ser socialista. –

Disse autocrítica?

5 Outubro, 2014

O líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, defendeu que «o Presidente da República, tendo sido primeiro-ministro durante dez anos e sendo Presidente da República também praticamente há esse tempo, falando da crise do sistema político, devia também ter feito a sua própria autocrítica, coisa que não fez».

Questionado sobre o discurso do Presidente da República, Cavaco Silva, Ferro Rodrigues lembrou, por outro lado, que «Portugal não teve até agora nenhuma crise de governabilidade, houve sempre soluções para formar Governo, a crise que existe é uma crise de confiança determinada pelo que aconteceu depois da crise internacional», afirmou.

 

Poema inédito de Saramago

5 Outubro, 2014
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1 Kg de laranja
3 Kg de batata
Ver se há toranja…
10 embalagens de atum em lata
1 garrafa de azeite
6 litros de leite

Cuidado com os entusiasmos

4 Outubro, 2014

Vai grande entusiasmo nas hostes socialistas com as declarações de Ricardo Salgado: há uma parte que teve de ser entregue a alguém em determinado dia. É melhor terem calma porque paulos há muitos (alguns são umas perfeitas fénixes!). E convém não esquecerem que uma das vezes que tiveram um arrebatamento similar acabaram em estado de choque porque o paulo era outro.  E então as declarações passaram a calúnias, as escutas a ignomínia, o PGR a gato constipado…

Na qualidade de eucalipto

4 Outubro, 2014

IMG_7564.JPGAntónio Costa vai ao congresso do Livre, não na qualidade de comentador, autarca, líder partidário, ideólogo, teórico do socialismo, anti-austeritário, filósofo, ex-ministro, advogado, legítimo marajá ou inevitável vítima de vil discriminação; vai mesmo na qualidade de eucalipto.

Na prática, vai ao congresso do Livre secar a ceninha. Decerto irá acompanhado de grandes patriotas de esquerda que tanto foram candidatos do partido unipessoal como votantes do PS.

Exterminar uma raça de esquerda não será racismo?

 

sobre o aborto

3 Outubro, 2014
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«E fez abortos? “Sim.” O quê, nove abortos? “Sim, foi horrível”, admite: “A Teresa Black, minha companheira de quarto, apoiou-me imenso. Não só cozinhava sempre como, quando eu fazia um aborto, me ajudava e despejava montes de sangue e porcarias.” (:::) “Tentando usar um tom calmo, pergunto se Vic alguma vez pensou em, sei lá, contracepção. O rosto dela iluminou-se, como acontece sempre que ouve pronunciar o nome dele. “Não queria estragar o seu prazer sexual”, explica-me, como se isso fosse uma questão óbvia. “Era mais importante para mim que ele estivesse feliz”.

Entrevista a Paula Rego, ontem publicada na Sábado.

“Certa ocasião, na década de 1960, quando o aborto ainda era ilegal, enquanto visitava o centro cirúrgico como residente de G.O. (Ginecologia e Obstetrícia), eu presenciei o aborto de um feto pesando aproximadamente um quilo. Ele foi posto num cesto, gritando e lutando para respirar enquanto o pessoal médico fingia não notar. Logo, os choros cessaram. Essa dolorosa experiência levou-me a pensar mais seriamente sobre este importante tema.”

Ron Paul, Definindo a Liberdade

no bom caminho

3 Outubro, 2014
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António Costa é um tipo simpático e fleumático, com boa presença televisiva, com um ar conciliador e de ser amigo do seu amigo. Tem uma característica própria dos líderes políticos de sucesso, que é andar sempre a rir como se não existem problemas no mundo que ele não consiga resolver entre duas imperiais. Desde que se atravessou ao caminho de António José Seguro até à data, dizem os seus críticos, Costa praticamente não abriu a boca sobre aquilo a que vem e sobre o que quer. Não abriu a boca, não é bem assim: não abriu a boca própria, mas pôs outras a falar pela sua. A primeira, e a que ficará a liderar a mais importante tribuna da oposição, é a de Ferro Rodrigues. A sua escolha não é uma escolha qualquer. E Ferro, supostamente falando em concordância com o líder, foi já adiantando que a falência de Portugal se ficou a dever a “uma crise europeia de enorme dimensão”. Em Portugal, como é de praxe, ninguém foi responsável por coisa nenhuma, desde logo o patriótico governo de José Sócrates, que por mero acaso e para infelicidade do próprio, estava ocupado a salvar a pátria no meio dessa tremenda tempestade. A mensagem está dada e não pode dizer-se que António Costa seja um político ingrato. Ah, já agora, o próximo acto público do novo líder socialista será discursar numa assembleia do Livre. Está visto que vai no bom caminho.

Novo Saramago

3 Outubro, 2014

José Saramago acabou de lançar um novo livro, acto que não sendo extraordinário para um autor falecido é ligeiramente desconcertante pela quantidade de texto escrito pelo próprio, a saber 22 ou 23 páginas em Times New Roman 16 com margens de 3 cm. A fragmentação do eu sempre foi parte integrante da obra de José Saramago graças ao espaçamento entre a irmandade comunitária da ausência de propriedade marxista e o preço de capa do livro. Aqui, Saramago leva-nos a uma fragmentação ainda maior, fragmentação esta que constitui uma ausência de conceito, ideia, narrativa, história, desenvolvimento e conteúdo. Sendo uma obra inacabada que tanto pode oscilar entre o “não iniciada” e “definitivamente abortada”, a única crítica justa que se pode fazer a este extraordinário livro é que

Por uma questão de coerência

3 Outubro, 2014

e com Costa a conversar com Lobo Xavier e Pacheco Pereira semanalmente na SIC terá de se arranjar um programa de Passos trocando opiniões com Seguro e Ribeiro e Castro. Já Portas poderá conversar com António Capucho e António Guterres. Jerónimo terá também o seu programa onde poderá conversar com Isabel Moreira e Louçã. Catarina Martins e João Semedo esses poderão conversar um com o outro que já lhes chegava.

Isto não está a acontecer

2 Outubro, 2014

Na SIC N decorre a Quadratura do Círculo com o actual líder do PS lá sentado como se fosse a coisa mais natural do mundo o líder de um partido ser comentador político. A isto junta-se que António Costa ao ser confrontado com a sua liderança diz que não se comenta a si mesmo. Depois temos Pacheco Pereira que se deve ver a si mesmo como uma reencarnação de Oliver Cromwell em Lord Protector. Lobo Xavier recorda Sócrates e Costa reage Oh Oh e naturalmente não debate nada e faz um discurso declarativo.

Costa é líder do PS e deve colocar-se a esse nível debatendo com outros líderes e não estar para ali a ouvir o Lobo Xavier  a dizer “O António deve” O António sabe”.

Avé! Nós, telespectadores, Te saudamos.

2 Outubro, 2014

mysoreelephant1903_The state durbar elephant, with attendants of His Highness the Maharaja of MysoreUma pequena nota para dizer que o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (SPCML), Secretário-Geral do Partido Socialista (SGPS), ex-Ministro dos Assuntos Parlamentares (MAP), ex-Ministro da Justiça (MJ), ex-Ministro de Estado (ME), ex-Ministro da Administração Interna (MAI), Licenciado em Direito (LD), Pós-Graduado em Estudos Europeus pela Universidade Católica Portuguesa (PGEUUCP) e ex-estudante de ballet (TUTU), o Excelentíssimo Doutor Marajá António Costa (EDM António Costa, SPCML, SGPS, MAP, MJ, ME, MAI, LD, PGEUUCP, TUTU), estará hoje na Quadratura do Círculo na Qualidade de Comentador (QC).

Revista de imprensa

2 Outubro, 2014
No Guinness Book of World Records Na revista Sábado

No Guinness Book of World Records Na revista Sábado

Deputada com relação complicada com a História

2 Outubro, 2014

Entrevista de Rita Rato ao Correio da Manhã (2009):

 

– Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas? 

– Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.

– Mas foi bem documentado… 

– Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.

– Mas não sentiu curiosidade em descobrir mais? 

– Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra coisa…

Rita Rato foi a deputada do PCP que pediu a retirada dos bustos dos presidentes do Estado Novo.

Emigração, não! Queremos é nacionalização!

2 Outubro, 2014

A emigração jovem é um drama pungente; que o diga Marinho Pinto, obrigado a emigrar para Estrasburgo e Bruxelas ao abrigo de um eleição como eurodeputado para fazer parte da bancada do ALDE (Alliance des Démocrates et des Libéraux pour l’Europe). Não é de surpreender que Marinho Pinto pretenda criar “medidas efectivas para impedir que a sangria continue”, impedindo jovens portugueses da exploração como mão-de-obra barata, tal como, por exemplo, 1 em cada 6 médicos na Noruega com salários indignos de 3320€, quando estão bem melhor, por exemplo, concorrendo ao Parlamento nacional, como Marinho Pinto poderá atestar.

Claro, “a direita portuguesa guarda os seus princípios no mesmo bolso onde guarda o seu dinheiro”, como se sabe. Isto porque a esquerda é impoluta, apesar de Marinho Pinto não se rever “na tradicional geometria política portuguesa”, mas, ei, desde que a ideia seja “combater a direita mais selvagem” desde o 25 de Abril, que é que isso importa?

A parte complicada é a do partido de Marinho Pinto pretender “regressar aos valores fundadores do ideal democrático e republicano”, a começar pela liberdade, “que defenderá contra tudo e contra todos”; liberdade a defender excepto, naturalmente, a liberdade de emigrar, lá está.

Outra cena que vamos defender é a propriedade privada; isto excepto para as empresas que pretendemos expropriar porque, “tal como as nacionalizações não foram irreversíveis, há privatizações que também não o serão”.

Pretende ajudar a eleger Marinho Pinto? Precisamos manter o homem ocupado durante uns 3 meses até à campanha das presidenciais de 2016.

Dia mundial da música

1 Outubro, 2014

Depois dos buxos os bustos

1 Outubro, 2014

A sessão plenária desta quarta-feira começou com um assunto imprevisto: a decoração dos corredores da Assembleia da República. É que os deputados foram surpreendidos esta tarde quando se depararam com uma exposição com os bustos dos vários presidentes da República, onde se incluem as figuras de António Óscar Carmona, Américo Tomás e Craveiro Lopes, que marcaram o período do Estado Novo. ‘Os Bustos da República’ estão a dividir a esquerda e a direita no Parlamento, com a esquerda (PS, PCP e BE) a pedir a suspensão imediata da exposição, e a direita (PSD e CDS) a fala em “história” e não em “política”.

Que o PCP  e o BE façam este número já se espera. Que o PS vá na conversa é que dá que pensar. Também estranho que os distintos parlamentares não se assanhem com Gomes da Costa. É que enfim os senhores deputados devem ter lido que o marechal foi exilado por Salazar. Mas por estranho que possa parecer aos senhores deputados ter discordado do Estado Novo não transforma ninguem num democrata. Antes pelo contrário.

Assim proponho que:

a) Deixem ficar o Craveiro Lopes pq terá conspirado contra o Salazar

b) Coloquem no espaço reservado aos três presidentes uma fotografia de líderes símbolos da liberdade que a AR tanto aprecia como o Álvaro Cunhal, Jerónimo de Sousa ou Francisco Louçã

c) Repensem se na exposição em causa podem continuar: Francisco da Costa Gomes que foi Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas antes do 25 de Abril e cuja actuação em Angola lhe valeu a oferta pela PIDE em Angola de uma Kalashnikov; Spínola que além de inúmeros cargos antes do 25 de abril se envolveu com um grupo terrorista de extrema-direita no ano de 1975.

d) Que não se refira aquele período e se escreva assim ‘nesse país cinzento e triste havia quem se dissesse Presidente da República. Mas desses não há-de rezar a História pois quem devia ocupar esse cargo era… ‘ E depois cada um preenche  a gosto.

Estão todos feitos uns com os outros

1 Outubro, 2014

Ministério Público arquiva queixa contra agências de ‘rating’

justiça social

1 Outubro, 2014
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autoestradas

Informa-nos o Expresso que um estudo da fundação alemã Bertelsmann Stiftung dá conta que Portugal tem vindo a descer, desde 2011, no ranking da justiça social europeia, estando no 20º lugar dos 28 países da União

Até 2011, a coisa era muito melhor, como pode ver-se pela fotografia.

O exame de consciência do politicamente correcto

1 Outubro, 2014

O exame dos comissários diante do PE parece estar transformado numa avaliação do politicamente correcto. Têm de dizer-se coisas que o parlamento gosta  como que se esteve contra  a troika. E quando alguém sai da moldurinha é um escândalo. Como sucedeu com o comissário para a área digital, o alemão Günther Oettinger,  que declarou que não vai proteger, as celebridades “estúpidas o suficiente para serem fotografadas nuas”.  Em primeiro lugar cabe perguntar se ele não fosse alemão se poderia falar assim. Por exemplo, se fosse português neste momento teríamos uma crise. Em segundo lugar não só me parece uma evidência que a segurança digital tem muito mais que fazer que preocupar-se em proteger as fotos que as celebridades entendem por bem fazer de si mesmas mais ou menos despidas ou vestidas  como há que acrescentar que essas mesmas celebridades se despem frequentemente no exercício do seu trabalho ou como forma de promoção sem que se sintam minimamente melindradas.

se não ganhar na primeira, é muito provável que perca na segunda

1 Outubro, 2014
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Como era mais do que expectável, Dilma Rousseff tem vindo a aumentar substancialmente o espaço de intenções de voto entre si e os seus concorrentes mais próximos, principalmente em relação a Marina Silva. Todos os institutos de pesquisas eleitorais brasileiros o confirmam, e, hoje mesmo, o Ibope apresentou uma nova sondagem que dá resultados próximos dos números da pesquisa de ontem da Datafolha: 39% para Dilma, 25% para Marina e 19% para Aécio.

O facto, porém, é que não estando eleita na primeira volta, Dilma tem grandes probabilidades de perder a eleição na segunda, como, de resto, o PT sempre temeu, e isso tem uma explicação muito simples.

Na verdade, existem três tempos eleitorais muito diferentes nas eleições presidenciais brasileiras: a pré-campanha, até ao início da propaganda eleitoral televisiva; a campanha eleitoral da primeira volta; e a campanha eleitoral da segunda, quando esta ocorre. Resolvendo-se as eleições brasileiras essencialmente na televisão (é impressionante a política de alianças partidárias para fazer aumentar os tempos de antena), até começar a campanha televisiva a realidade é uma, e outra muito distinta após o seu início. Contudo, da primeira volta para a segunda, as coisas podem também mudar profundamente.

Para se ter uma ideia simples do que se passa neste momento na televisão brasileira, fruto dos partidos que apoiam cada um dos candidatos, Dilma dispõe de 11m e 24s diários, Aécio tem 4m e 35 s e Marina apenas 2m e 3s. Ou seja, sozinha Dilma tem quase o dobro do tempo televisivo dos outros dois candidatos juntos, quase três vezes o tempo de Aécio e seis vezes o de Marina. No segundo turno, porém, o candidato que lá chegar receberá certamente alguns dos tempos de outros partidos e poderá equilibrar as coisas. O jogo volta, por isso, a recomeçar. É por esta razão que o PT, Lula e Dilma temem a segunda volta. E têm excelentes razões para isso.

Mar Verde

30 Setembro, 2014

Uma operação que dava um filme. Uma incursão que acabou a ser discutida nas Nações Unidas. Um resgate de prisioneiros realizado com êxito. A história da Mar Verde confunde-se com a de Alpoim Calvão. Na morte de Alpoim Calvão: Como é que os portugueses (não) souberam da Mar Verde? – Tema do meu texto, hoje, no Observador

Novo líder parlamentar do PS

30 Setembro, 2014
Eduardo Ferro Rodrigues, filho de Eduardo Ferro Rodrigues e pai da apresentadora Ferro Rodrigues, o novo líder parlamentar do Partido Socialista (na imagem, à direita).

Eduardo Ferro Rodrigues, filho de Eduardo Ferro Rodrigues e pai da apresentadora Ferro Rodrigues,
o novo líder parlamentar do Partido Socialista (na imagem, à direita).

O neo-realismo enquanto livro de estilo

30 Setembro, 2014

O JN relata um caso de abusos sexuais a uma criança de 4 anos. O caso é particularmente chocante dado o papel que segundo o mesmo jrnal a mãe desempenhava nesse abusos. E eis como termina o texto do JN: Os alegados abusos sexuais não foram cometidos no âmbito de famílias desestruturadas ou com problemas financeiros fora do comum. A jovem mãe de 23 anos é oriunda de uma família de classe média baixa, a viver na zona de Lisboa.

Vai-se  a ver e actos como os aqui descritos são o resultado da crise económica! O que lerá esta gente?

Mais uma taxa, mais um emprego no munícipio

30 Setembro, 2014

Em 2014 morreram  sete pessoas  em todo o litoral português, na época balnear. Trata-se de uma baixa de quase 60% em relação ao ano de 2013. O número de mortes baixa para números que não sendo bons pq se registam mortos permitem dizer que paulatinamente o úmero de vítmas tem vindo a descer. Pois então de que se lembra a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores? De mudar o sistema que por sinal está a funcionar: «o presidente da Federação, Alexandre Tadeia, defende que está na hora de alterar uma lei com cinco décadas. “Julgamos que a melhor forma de acabar com estas questões seria modificar o sistema de contratação dos nadadores salvadores em Portugal, que faz com que existam nadadores salvadores apenas onde existem concessões. Achamos que este sistema devia acabar e assim reduzir-se o número de praias não vigiadas”,  sugere Alexandre Tadeia, em declarações à Renascença. A Federação considera que os nadadores-salvadores devem ser contratados pelas autarquias e propõe o pagamento de uma taxa municipal de protecção civil por parte dos comerciantes. “A autarquia contraria nadadores salvadores não só para as praias do seu concelho, mas também para praias fluviais, piscinas, para realizarem acções de segurança aquática nas escolas, formação, etc…”, afirma Alexandre Tadeia.» Por outras palavras querem engrossar o número de funcionários municipais.  Enfim enquanto está na hora do BE desenterrar o seu projecto de ter vigilância nas praias todo o ano

 

o número dois

29 Setembro, 2014
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Em política ninguém governa sozinho. O percurso de um líder, desde a conquista do poder no seu grupo, até ao poder do estado, é sempre feito a dois, com um “braço direito” que o completa e que é, muitas vezes e em inúmeros assuntos, mais importante do que ele. Frequentemente, quando a parelha se desfaz, o líder passa a fraquejar e quase sempre revela as suas fragilidades e insuficiências. Querem exemplos? Freitas do Amaral e Amaro da Costa (o primeiro nunca se recompôs da morte do segundo), Cavaco Silva e Fernando Nogueira (Eurico de Melo, primeiro), António Guterres e Jorge Coelho, Paulo Portas e Luís Nobre Guedes (António Pires de Lima, depois), Durão Barroso e José Luís Arnaut, Mário Soares e Salgado Zenha (Almeida Santos, mais tarde), José Sócrates e Silva Pereira, Passos Coelho e Miguel Relvas. O número dois, para além do que foi já dito, tem uma outra enorme utilidade: permite compreender quem é verdadeiramente, o que pensa e como age o líder. Em relação a António Costa, antes de qualquer outra questão de relevo, é esta que importa esclarecer: quem será o seu braço direito no PS. Só isso nos permitirá compreender se ele é, ou não, refém do passado. E, curiosamente, Costa não tem ainda um número dois à vista…

Convergência Progressista de Esquerda

29 Setembro, 2014

Da auto-crítica socrática

29 Setembro, 2014

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É com alguma admiração que vejo José Pacheco Pereira parafrasear Weber com “a maioria das acções de um politico tem o efeito exactamente contrário do que era pretendido” e, em simultâneo e no mesmo artigo, revelar ter existido “um encontro secreto entre o secretário-geral da UGT e o primeiro-ministro”.

Se o efeito pretendido por Pacheco Pereira é demonstrar conhecer as entranhas da negociação política, o efeito obtido é precisamente mostrar que, para o autor, o salário mínimo é apenas uma mera conveniência para arremesso político.

Não é necessariamente o socratismo que está de volta: o que está de volta é a disponibilidade do PSD para o socratismo.

aquilo que aí vem

29 Setembro, 2014
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António Costa parece ter ganho ontem eleições no país e não apenas no PS. A natureza do processo eleitoral escolhido para a escolha do líder socialista, a diferença substancial das votações entre os candidatos e a comunicação social fizeram destas eleições internas uma espécie de primeira volta das legislativas do próximo ano. O élan ontem ganho por Costa dificilmente será quebrado até às eleições, e tenderá mesmo a crescer em termos nacionais. A esperança sempre foi a principal força motriz das mudanças políticas, e Costa, que nada prometeu e nada garantiu, continuará a dizer apenas que fará melhor do que o governo PSD/PS. O fundamento é simples e há muito que tem vindo a ser difundido na opinião pública, até por gente do PSD: não era necessário ter ido tão longe nas políticas de austeridade, e o caminho seguido pelo governo deveu-se apenas à sua cegueira ideológica liberal e não às exigências dos credores e do memorando assinado com a troika.

Pelas hostes do governo, a imagem de Pedro Passos Coelho passou a ser, de há duas semanas para cá, a principal preocupação. Provavelmente continuará a sê-lo por muito tempo, o que fará vir ao de cima as clivagens no PSD, reprimidas nos últimos anos pelas exigências da governação e pela distância das eleições. O CDS fará também questão de se afastar o que for possível do governo em que esteve nestes três anos, sendo que Paulo Portas deu já o mote para o motim: a necessidade de baixar impostos no próximo orçamento, o que o PSD dificilmente, por razões objectivas, poderá aceitar. Passos será apresentado como um líder teimoso, que não escutou o parceiro de coligação nas decisões que mais afectaram os portugueses, única esperança para o CDS poder manter o seu eleitorado.

Neste panorama, o PSD de Pedro Passos Coelho irá fragilizado às legislativas, sendo natural que o seu baronato, para quem o instinto de sobrevivência fala sempre mais alto do que qualquer outro sentimento, procure soluções que lhe permitam manter-se na orla do poder. Nesse contexto, o nome de Rui Rio surgirá como inevitável, sendo que o próprio deu já inúmeros sinais de que, desta vez, poderá não enjeitar responsabilidades. Se o posicionamento eleitoral do PSD for o de avivar os fantasmas socialistas e socráticos do passado, a derrota arrisca-se a ser grande: a política não vive de memórias do que já foi, mas de esperança quanto ao que poderá vir a ser. O PSD terá de falar sobre o futuro, missão que, pela natureza das coisas, não lhe será fácil.

Assim, muito dificilmente deixaremos de ter, no segundo semestre de 2015, um governo liderado pelo PS. A emergência das finanças públicas e uma vitória relativa poderão impor um governo de coligação com o principal adversário, desde que este recomponha a sua liderança.

Quanto ao hoje incensado António Costa, só quando for chefe do governo os portugueses perceberão o que já tiveram oportunidade para perceber inúmeras vezes: que não existem homens providenciais, nem milagres. Perceberão, também, qual é a realidade do seu país. Mas, nessa altura, já de pouco lhes valerá.

Rui Rio

29 Setembro, 2014

Existe uma grande unanimidade em torno de Rui Rio, quer à esquerda quer à direita, embora o papel que cada um intimamente reserva a Rui Rio não seja nem unânime nem explícito. Uns gostariam de ver Rui Rio como um subalterno de António Costa, cuja existência teria como única função fazer brilhar o messias. Outros esperam que Rui Rio seja um social democrata competente, certinho nas contas, mas seguindo a linha política de Silva Peneda. Acreditam que Rui Rio é o homem certo para fazer a reforma do Estado, mas sem  despedimentos, cortes de salários, cortes de reformas, mobilidades ou qualquer outro tipo de chatices. No fundo, uma reforma do Estado que acabe com os carros do estado e outras gorduras mas que mantenha os motoristas na função pública. Rui Rio, se for inteligente, fugirá o mais possível destes dois grupos de apoiantes.

OPA

29 Setembro, 2014

O Blasfémias oferece 100€ para a aquisição do partido Livre e, em acréscimo, um contrato de 3 anos ao seu coordenador para desempenhar funções em exclusividade como consultor de eleições primárias com direito a eventuais despesas de representação.

Esta oferta é válida por 7 dias a contar da data de publicação.

os senhores que se seguem

28 Setembro, 2014
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ng3466738“Este é o primeiro dia de uma nova maioria de Governo”.

Resultado final das primárias do PS

28 Setembro, 2014

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uma disputa entre camaradas

28 Setembro, 2014
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28 de setembro, sempre!

28 Setembro, 2014
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Era difícil encontrar melhor madeira de celebrar o 28 de setembro de 74 do que estas primárias do PS. É que, na hipótese de vitória de Seguro, nada ficará do Ancien Régime do PS.

Quem querem as pessoas que vença isto das primárias dos socialistas?

28 Setembro, 2014

Para o comunista

É indiferente. O poder do PCP está nos sindicatos e há um limite à pressão que se consegue fazer através de greve. São do contra seja com quem for.

Para o bloquista

São 10 pessoas. Que interessa o que querem?

Para o CDS de Portas

Costa. O discurso dos descamisados serve perfeitamente o propósito de Portas, quer no governo, quer na oposição.

Para o PSD socialista

Seguro. Se se conseguirem livrar do Passos Coelho, o desgaste de três anos na oposição do líder socialista permitem uma maior esperança de vitória nas legislativas.

Para o PSD liberal

Costa. Uma coisa foi governar com o memorando, outra é governar exclusivamente para os grupos de pressão internos. A melhor situação para liberais é permitir que Costa seja o Hollande português, catapultando o socialismo para a má memória de onde nunca devia ter saído.

Para o Zé

É indiferente. Quem manda é a realidade, são todos uns mentirosos, quero lá saber.

Primeiro estranha-se. Depois entranha-se

28 Setembro, 2014

«Uma professora do ensino básico foi agredida esta quarta-feira dentro da sala de aulas da Escola Básica n.º 2 em Rossio ao Sul do Tejo, pelos pais de um aluno, tendo sido transportada ao Hospital de Abrantes. Fonte do estabelecimento de ensino disse à agência Lusa que a professora em questão chamou os pais devido a situações de alegados maus comportamento do aluno. A mesma fonte disse que a professora ficou ferida nas mãos e num braço, a par de uma crise de ansiedade emocional.

“Os pais do aluno em questão entraram na sala de aulas, no início da primeira aula da manhã, culparam a professora pelo alegado mau desempenho comportamental do filho e agrediram-na nas mãos e num braço”, acrescentou. A maioria dos alunos, de uma turma do 4.º ano da escola básica do Rossio, que assistiram às agressões, “foram para casa por questões emocionais”, disse. Os restantes alunos “foram divididos” pelas outras turmas do estabelecimento de ensino.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém confirmou a ocorrência à Lusa.  O alerta foi dado às 9h21. Ao local ocorreram os bombeiros de Abrantes, com um veículo de socorro e a PSP. Jorge Soares, porta-voz da PSP de Santarém, disse à Lusa que “a agressora foi identificada e o caso, por configurar um caso de crime público, vai ser remetido para o Ministério Público”.» Jornal de Notícias, 24 de Setembro de 2014.

Alguém encontrou uma declaração do Ministério da Educação sobre este caso? E dos sindicatos? Primeiro estranha-se. Depois entranha-se. Tema do meu artigo de hohe no Observador.

O centralismo nunca descansa

27 Setembro, 2014

Isto é tipicamente o centralismo no seu pior. E a burocracia a justificar-se a si mesma.

Ou seja, quem tem competência, como não podia deixar de ser,  para negociar acordos com os sindicatos é cada município individualmente. Mas vem o poder central dizer «ah, mas é preciso um ok nosso, senão não vale». Mas a proposito de quê? A que titulo se arroga o MF de interferir na negociação entre município e sindicatos? Passado um ano e com 400 acordos já em vigor, agora irá o MF «analisar» cada acordo individualmente  e decidir.

Está-se a ver o resultado: atrasos imensos, pedidos de pareceres, conversinhas no gabinete, decisões contraditórias, uns municipios satisfeitos outros a reclamar que em igualdade de circusntancias lhe foi negado o sagrado ok ministerial. Tudo isso para quê? Para coisa nenhuma, só para chatear e  afirmar «a ultima palavra é de Lisboa» (e temos que dar que fazer a este pessoal administrativo que temos aqui na sede…).

Atente-se na arte retorica centralista deste parágrafo: «… irá o Governo dar resposta fundamentada às propostas de ACEEP remetidas pelas autarquias locais e desenvolver os necessários processos negociais no sentido de se alcançar o entendimento e consenso quanto aos diversos aspectos das propostas». Quer dizer, o Ministério, que na sua incompetência deixou arrastar a situação meses e meses,  e que nem parte é nos acordos, irá agora chantagear alguns municipios «ou vocês mudam isto ou a gente não dá o ok». É assim que se exerce o poder em Portugal, de forma incompetente e apenas para fazer prova de vida do seu podersinho de lixar a vida dos outros.

o defensor dos contribuintes está de volta

27 Setembro, 2014
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O Dr. Paulo Portas lembrou-se agora, ao fim de mais de três anos de governo, que é ao estado que compete reduzir despesas para que os contribuintes possam pagar menos impostos. O raciocínio, de extrema complexidade, levou algum tempo a ser formulado, até atingir este estado de quase perfeição. Ora, para que o Dr. Portas não perca mais do seu precioso tempo a meditar por onde deverá iniciar tão grandiosa tarefa, a que ele se pretende integralmente votar na próxima legislatura, deixamos-lhe aqui uma sugestão: vender a RTP, mesmo que por um euro, negócio que pouparia muitos milhões aos portugueses, ainda que pudesse lançar alguns camaradas de armas no desemprego. O Dr. Portas, de regresso à defesa dos contribuintes, certamente que não enjeitará mais este compromisso eleitoral. E nós vamos acreditar nele.

Lavagem de imagem

27 Setembro, 2014

Logo agora que as coisas estavam a correr mal a Passos Coelho, aparece logo alguém a dar-lhe uma ajuda:

“Pedro Passos Coelho fez comigo o que todos os partidos fazem com os mais velhos: afastou-me”, diz Ângelo Correia