Caça aos Gallianos

Conchita pré-Conchita
As pessoas não estão a ver bem as coisas no que diz respeito à redução hitleriana disparada pelo poeta Alegre, o ex-candidato derrotado por Cavaco Silva e Mário Soares nas presidenciais. Alegre, numa tentativa de capitalização (o que por si só já é de saudar) do regresso de John Galliano, um@ Conchit@ pré-Conchit@, demonstra, por vias travessas, a rejeição pessoal da França, local ridicule onde um tipo pode acabar preso por vender memorabilia nazi pensando, por engano, tratar-se de inocente memorabilia estalinista.
It takes one to know one, como dizem os conterrâneos de Galliano.
A ler
Vítor Bento Os tempos do tempo no DE
São as #europeias2014 relevantes?
Sim.
As forças políticas integracionistas continuam com o freio nos dentes e tudo prometem fazer para se avançar na direcção de um estado único. A tática integracionista é sempre a de face a qualquer questão, avançar sem refletir.
Infelizmente não há em Portugal partidos ou representantes que se oponham a tais politicas. Noutros países existe maior diversidade de escolhas e há formações políticas que desejando um verdadeiro Mercado Único e cooperação europeia nos seus aspectos positivos, se opoêm a disparates vários defendidos pelos integracionistas. É assim no Reino Unido, na República Checa ou na Polónia, apenas referindo países onde tais forças não são classificadas como «extremistas». Nesses mesmos países os seus governos são os mais intransigentes defensores do alargamento das áreas onde ainda é necessário implementar um Mercado Único: banca, seguros, educação e saúde, transportes, comunicações, automóveis, etc. Ou seja focam-se no essencial e recusam os disparates integracionistas.
Noutros países, os eleitores apenas podem optar entre mais do mesmo. Ou então sobra-lhes as ditas forças extremistas que defendem simultaneamente pontos de vista anti-integracionistas à mistura com coisas menos recomendáveis. Mas o eleitor local pensa que em matéria europeia mais valerá um extremista que trave um pouco a loucura integracionista (mas em quem dificilmente votaria para eleições internas), do que a manter-se o actual rumo das coisas. Daí que tais partidos subam consideravelmente nas sondagens quando se trata de europeias. É um voto de protesto, mas protesto contra o exagero da UE. Não contra a sua existencia, mas recusa expressa dos seus exageros. É o que as sondagens indicam vir a suceder em França, na Grécia, Hungria, nas duas partes da Bélgica e nos Países Baixos.
O próximo ciclo europeu não terá apenas uma nova composição do seu Parlamento e uma nova Comissão. Existe a real possibilidade de ser realizada uma nova revisão geral dos Tratados europeus num sentido de maior integraccionismo. Assim claramente apontam várias matérias defendidas pelas principais forças políticas a nível europeu:
– Orçamento europeu à base de receitas próprias da UE o que implica a criação de receitas fiscais próprias;
– Criação de dívida comum, pela emissão de eurobonds e outro mecanismos de mutualização;
– Harmonização fiscal, significando que impostos seriam fixados a nível central e não ao nível de cada Estado;
– Prestações sociais iguais e pagas pelo orçamento europeu. (Junker defende mesmo um salário mínimo europeu….);
– Reforço de uma politica externa comum, tentando dar utilidade aos 5 mil funcionários e 139 representações diplomáticas que foram criadas recentemente;
– Reforço e incremente das funções e meios das polícias europeias e dos meios militares;
– Tendo já sido criado uma Procuradoria-Geral europeia, haverá que lhe dar que fazer, o que passará pela criação de uma novo direito penal e contraordenacional europeu, directivas a aplicar pelos sistemas juridicos nacionais, subordinação das produradorias estaduais à PG europeia, etc.;
– Com o Tratado Orçamental já os parlamentos nacionais se encontram limitados e sob vigilancia da Comissão e pretendem os integracionistas aumentar ainda mais tais poderes de intervenção supra-parlamentar;
Ora, seria sobre estas e outras questões similares que a campanha se deveria ter centrado. Porque tais matérias, gravosas para as liberdades, serão um dia apresentadas como tendo sido apoiadas pelos cidadãos, o que é obviamente mentira. Também nada se disse sobre a indicação do relevante posto de Comissário europeu, que ninguém sabe quem será nem se discute a forma fechada como será nomeado dentro de dias. Mas não apenas os integracionistas (PSD/PS/CDS) se entenderam para não falar de tais coisas escondendo-as do eleitorado , como tiveram a cumplicidade dos jornalistas que nunca lhes perguntaram nada sobre o assunto, entretendo-se em coisas menores. Mas farão editoriais na segunda-feira a lamentar-se da pobreza e embuste da campanha, escondendo a sua conivência e co-responsabilidade.
Até porque o grande vencedor das europeias já se conhece: a abstenção, a indiferença por parte dos eleitores face à UE.
Passatempo democrático
Relacione o partido/coligação da coluna da esquerda com o cabeça de lista da coluna da direita.
CDU
PTP
PPV
MPT
PAN
POUS
L
PDA
PCTP/MRPP
PNR
MAS
PND
PS
PPM
BE
Marisa Matias
João Ferreira
Orlando Figueiredo
Acácio Valente
Marinho e Pinto
Paulo Rangel
Carmelinda Pereira
Rui Tavares
Leopoldo Nunes
Humberto Oliveira
Nino Correia da Silva
Eduardo Welsh
José Casaca
José Manuel Coelho
Gil Garcia
Razões para não se votar PSD/CDS nas #europeias2014 (3)
«o candidato da coligação PSD/CDS-PP sugeriu a criação de “uma guarda-costeira, como uma força para-militar ou mesmo um embrião de uma união de Defesa». (*)
A ficção da ferrovia
O voluntarismo político dá nisto, prejuízos na casa dos milhões suportados, ainda e sempre, pelos contribuintes. Com a agravante de vedarem actos de gestão (paragens pelo menos em Nine, Barcelos e Viana) que poderiam minimizá-los.
Uma ligação ferroviária Porto – Vigo justifica-se? Haja liberdade para os operadores abrirem as rotas que entenderem, que ela seria criada se fosse viável. Actualmente, haverá factores que não a aconselhariam, de natureza técnica, mas não só. Desde logo, é inviável pretender fazer uma ligação rápida numa linha de via única e a coexistir com inúmeras composições regionais. Forçará inevitavelmente paragens em várias estações para os cruzamentos, onde passageiros não poderão entrar nem sair, sob pena de desmentir a propaganda política da “ligação directa”. E tornará a viagem bem mais demorada (mais de 2 horas para percorrer 120 kms), insusceptível de competir com o automóvel.
Mas tão ou mais importante do que isso é olhar-se para os transportes de forma integrada, que não dispensam os chamados nós intermodais. Estes permitem não só racionalizar, mas potenciar a utilização articulada de diferentes meios de transporte. Aqui, deparamo-nos logo com uma falha gritante, a ausência de uma estação ferroviária no aeroporto Sá Carneiro, com ligação directa à linha do Minho e às linhas do Norte e do Douro via Campanhã. E um serviço devidamente integrado com o transporte aéreo, permitiria que, em qualquer estação entre Vigo e Coimbra se fizesse o check-in para o voo e o correspondente despacho da bagagem. Esta articulação, que é simples logística, criava condições para implementar uma estratégia win-win, ao permitir captar passageiros para o aeroporto e para a ferrovia: passageiros nas áreas de Vigo ou de Coimbra tenderiam, a demandar o aeroporto Sá Carneiro por comboio, face à sua maior proximidade relativamente a Lisboa ou Madrid e à acrescida conveniência com tal articulação de meios de transporte. Aparcamentos adequados nas principais estações das linhas e promoções turísticas integradas nos outros locais por elas servidos, constituiriam outro chamariz a uma maior utilização.
Tudo isto rentabilizaria as linhas? É pouco provável. Para além da estação do aeroporto, haveria que duplicar e electrificar a linha em toda a sua extensão, de modo a que permitisse a circulação dos Alfas, com um nível de conforto incomparável ao actual. Ou seja, investimento de mais algumas centenas de milhões. Quando o aeroporto duplicar o tráfego para 12 milhões de passageiros / ano, tiver mais algumas rotas intercontinentais (uma hipotética para Cuba atrairia por certo muitos galegos), talvez permita atingir o break-even. E mesmo assim, convinha que se complementasse com adequados interfaces ferrovia / transporte marítimo, potenciando também a actividade dos portos de Leixões e Vigo.
Em suma, aliciar passageiros para o transporte ferroviário fica cada vez mais caro, exigindo pesados investimentos em renovação de linhas (ou novas linhas) e interfaces com transporte aéreo e rodoviário. Na ausência de restrições à utilização do automóvel ou de (caros) incentivos à ferrovia, as pessoas optam e optarão cada vez mais pelo superior conforto, conveniência, privacidade e flexibilidade daquele. Esta é uma tendência, quiçá irreversível, que se vem verificando em todos os países desenvolvidos e que nem a subida a pique dos preços dos combustíveis conseguiu inverter.
Mas os políticos não aprendem e insistem em “educar-nos”. Porventura alertados pela notícia de ontem do Público, já marcaram uma cimeira no interior para discutir os interesses do litoral. Nada de novo: atirar dinheiro aos problemas, o mesmo intervencionismo na gestão corrente da CP (ok, passará a haver paragens, mas têm de ser estas!…) que talvez duplique os passageiros para 50 e o mesmo esquecimento nos interfaces estruturantes com o transporte aéreo e marítimo…
Das projecções
Tudo tranquilo na frente ocidental
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Manuel Alegre in “Praça da Canção”
Voz esganiçada.
Violador de regras da convivência democrática.
Exterminador de judeus.
Espírito intolerante.
Magro.
Agressivo.
Extremista.
Importante é que vão ganhar as eleições legislativas… europeias.
Leitura complementar: “Quem se meter com o PS leva!”
Eu saí logo após o fim!
Podem invocar o direito ao esquecimento
Razões para não se votar PSD/CDS nas #europeias2014 (2)

Destaque do Manifesto de Junker
O que espero
Eleições para o emprego
Está preocupado com o emprego? Veja aqui os programas para as eleições europeias: todos têm uma proposta para a redução do desemprego (textos retirados dos respectivos programas eleitorais).
Bloco de Esquerda
Defendemos uma política económica virada para o desenvolvimento e a criação de emprego…
Virtudes e vícios de um consenso europeu
Como a Helena já noticiou, o Observador começou hoje. Com estes dois blasfemos em força. Eu escrevi sobre o Assis, o Rangel e estarem os dois muito de acordo:
Observando
O Observador nasceu hoje. Passem por lá e entre outras coisas vejam o debate Assis-Rangel
Abaixo o racismo, malditos boches
Esta canção destrói empregos. É uma canção terrível, de 1932, escrita pelo próprio Hitler, que inclui a linha assassina “He’s been tanning nigger out in Timbuktu, now he’s coming back to do the same to you“. Qualquer pessoa que passe esta canção é um perigoso racista, daqueles que parece filiado no Syriza, Frente Nacional, Aurora Dourada, Partido Socialista, Bloco de Esquerda ou qualquer outro daqueles que inclui um “a culpa é da Alemanha” entre uma ou outra sande de courato mutualizadora com eurobonds federalistas “troika fora daqui” e “mandem mais dinheiro”.
Qualquer comum socialista saberia que cometer a insensatez da xenofobia/racismo sem ser com alemães é meio-caminho andado para a desgraça pessoal. Assim sendo, este locutor da Radio Devon, David Lowe, só teve o que mereceu, ao ser despedido: a xenofobia é horrível e deve ser activamente combatida, só não o sendo graças à gorda alemã que esmifra este país tornando-nos escravos do grande capital através desta política austeritária-castradora e fomentadora do imperialismo que mais não é que completar o plano de Hitler de subjugar os povos do sul.
Se não lerem agora
guardem e leiam mais tarde pois dada a reinante falta de informação sobre as recentes eleições na Índia este texto de Jorge Almeida Fernandes no PÚBLICO é essencial:
1. A vitória de Narendra Modi e dos nacionalistas hindus do Bharatiya Janata Party (BJP, Partido do Povo Indiano) marca o fim de uma era. A vitória estava anunciada. A surpresa é a sua dimensão. Desabou o Partido do Congresso, que liderou a independência da Índia, moldou as instituições e governou quase sempre. Só este facto permite falar em “ruptura histórica”. Abre-se também uma situação inédita desde os tempos da antiga hegemonia do Congresso: a oposição parece inexistente. Ler mais…
Notícias que mereciam maior destaque
Suíços rejeitam o salário mínimo mais alto do mundo
Além de não terem acreditado nas teses do pensamento mágico aplicadas aos salários – Se os suíços quiserem, o salário mínimo mais alto do mundo será 3270 euros – os suíços também rejeitaram (53% dos eleitores) a compra de 22 aviões de combate suecos defendida pelo ministro da Defensa, Ueli Maurer, e que custaria 3,126 bilhões de francos suíços. Uma maioria ainda mais expressiva, 63,5% dos eleitores, votaram a favor da proibição para toda a vida do exercício de uma actividade profissional ou voluntária com crianças para qualquer pessoa condenada por abusos sexuais.
As 15 promessas de Seguro em Português
Estão aqui, as 15 promessas. Vamos traduzir.
1. Acabar com a TSU dos pensionistas
A Taxa Social Única mudará de nome e chamar-se-á algo como PSU, Provimento Social Unificado.
2. Revogar cortes no complemento solidário para idosos
Passa a existir a CSPPIPPJ – Contribuição Social de Provimento Para Idosos Pago Por Jovens.
3. Não despedir funcionários públicos e aumentar o salário mínimo
Excedentários passam a professores da nova disciplina Educação Social e de Estado, a leccionar a partir do 1º ciclo. Salário será aquele que permita viver em dignidade, como aferido pelo dignómetro digital, a produzir na renovada indústria portuguesa.
4. Acabar com a sobretaxa de IRS graças ao combate à fraude e evasão fiscal
Seguro vai dar com a língua nos dentes.
5. Promover novos acordos de contratação colectiva
Boys passam a ter contrato unificado.
6. Avançar com o plano de reindustrialização 4.0
Dignómetros digitais de nova geração. Três eixos de desenvolvimento: tradição (Mota-Engil), recursos endógenos (Casa Pia) e indústrias de raiz (Aloe Vera e Vidas Passadas).
7. Estação Oceânica Internacional dos Açores
Com ligação à Gare do Oriente, articulando o hub ferroviário com hovercrafts de grande velocidade. Portugal não pode ficar fora da rede intercontinental de hovercrafts.
8. Pacto para o emprego
“Vamos criar empregos? Está bem”. Finalmente, um governo que cria emprego, cria recursos e desafia Lavoisier.
9. Não aumentar a carga fiscal na próxima legislatura
Não é preciso mais impostos. Não só a Europa recebe dívida em Eurobonds como dívida é só o que for superior a 60% do PAB, o Produto Administrativo Bruto. Poderá parecer que há um aumento de impostos mas é porque antes media-se em PIB e agora medir-se-á em PAB, um indicador muito mais eficaz para o cálculo de tretas.
10. Exclusividade na saúde, separação total entre público e privado
Encerramento de vários hospitais, quando os profissionais forem obrigados a optar.
11. Reduzir a taxa de abandono escolar dos actuais 20% para 10%
Passagem administrativa de metade dos que abandonam o sistema de ensino através de um sistema de sorteio.
12. Não plafonamento das contribuições para a Segurança Social
Redução do valor obtido pelo cálculo de pensão para o escalão etário 50–65. Reformados existentes mantêm pensão, novos pensionistas passarão a receber 1/3.
13. Cumprir o Tratado Orçamental
Ignorar os números 1 a 12.
14. Promover a reforma do Estado
Não fazer cortes. Reforma significa colocar as pessoas certas no sítio certo.
15. Defender uma nova agenda europeia
A Minha Agenda, O Meu Primeiro Calendário ou Almanaque Republicano para Petizes.
Como alternativa à troika podem recuperar este documento
O preço da gasolina vai subir
O Ministro Moreira da Silva vai apresentar um projecto de lei para forçar a adopção de combustíveis não aditivados no mercado. Os elementos do novo sistema são os seguintes:
Preços de referência
A Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) fixará preços de referência para os combustíveis. Um preço de referência é um ponto focal que pode ser usado pelos agentes do mercado para formar um cartel informal. Haverá poucos incentivos para vender abaixo do preço do referência ou sequer para entrar em directo confronto com um concorrente. Não há nada a ganhar com isso. Num mercado em que os principais elementos de concorrência são os descontos e as vendas cruzadas, estes elementos perdem grande parte do seu apelo (o desconto obriga a que se venda um pouco acima do preço médio para os clientes em geral e abaixo para os clientes com desconto).
Imposição de práticas comerciais
Determinados agentes em determinados concelhos são obrigados a adoptar determinadas práticas comerciais, no caso são obrigados a vender combustíveis não aditivados, mesmo que não o queiram fazer. As consequências disto são óbvias: mais custos para o distribuidor de combustível, menos investimento e menos concorrência.
Excepções
Só alguns postos de combustíveis é que estão obrigados a vender combustíveis não aditivados. Os postos novos, os sujeitos a renovação substancial e os actuais que tenham mais de quatro reservatórios ou que disponham de oito ou mais locais de abastecimento. São ainda dispensados os que se situem em municípios onde os combustíveis são vendidos dentro de uma margem à volta do preço de referência.
Na prática, estas excepções criam um desincentivo à criação de novos postos de combustível, reduzindo a concorrência. São também uma benesse para os actuais postos que, pela sua dimensão, não precisam de vender gasolinas não aditivadas. O valor de mercado destes postos acaba de subir.
Imprevisibilidade e burocracia
Estas medidas introduzem elementos de imprevisibilidade e burocracia que tornam menos atractivo o negócio da distribuição de gasolina. Como estas medidas vão encarecer os combustíveis, são de esperar medidas populistas ainda mais estúpidas no futuro.
Erro conceptual de base
Este projecto de lei baseia-se numa equivalência equívoca entre gasolina low cost e gasolina não aditivada. A gasolina não aditivada não é low cost por causa da falta de aditivos. É low cost porque permite segmentar o mercado entre clientes de baixo e alto poder de compra. Não é a gasolina que é low cost, são os clientes que são low cost. Os postos low cost são postos de nicho que se especializam em clientes muito mais sensíveis ao preço do que a outros factores. Fora deste nicho a gasolina não aditivada não é rentável e será mais cara. Não é um modelo de negócio generalizável.
Chavismo
Não há nenhuma diferença de princípio entre esta proposta de lei e os métodos usados na Venezuela para impor aos comerciantes limites aos preços de venda e à margem de lucro. Uma combinação de ignorância com populismo. A mentalidade é a mesma. E os resultados também serão idênticos.
Perguntar não ofende
Anonymous atacam site dos socialistas europeus e revelam contactos de deputados portugueses
É impressão minha ou o Anonymus nunca ataca os sites de partidos da esquerda radical?
Como o discurso ambientalista serviu para legitimar uma fantástica e poluente trafulhice
Vale a pena ouvir Clemente Pedro Nunes no programa Olhos nos Olhos
A tradicional descida do Chiado
É com pesar que sou informado que o peso pesado, a arma secreta, o Ivan Drago do Partido Socialista, só participará na campanha eleitoral no último dia, na “tradicional descida do Chiado”.

Na imagem, a tradicional descida do Chiado com indivíduo de canadiana, do lado direito.
Apesar da limitação temporal, é de prever uma enchente, incluindo de pessoas, na “tradicional descida do Chiado”, em animada festa pelo PEC 4 e redobrado ânimo pela vitória de Conchita Wurst no Eurofestival da Canção.
Pessoalmente, lamento apenas uma aparição do special guest nesta european tour para umas eleições cujo conteúdo relevante é a possibilidade de reeleição do Rui Tavares. Por falar nisso, o LiVRE também deve estar algures numa estação de metro nesse dia (Senhor Roubado?): apareçam, pá.

“Gondomar… Gondomar…”
Manifesto Nunca Mais
Não sou muito dado a petições mas vou assinar esta; o motivo é simples: em vez da petição pedir para que se faça isto e aquilo, favorecendo um grupo qualquer através de despesa pública e onerando os contribuintes, pede exactamente o contrário; pede para que isto seja governável.
Manifesto “Nunca Mais”.
O mercado do protesto é como qualquer outro mercado
Que vender quando não temos canções novas e alguém que queira comprar as velhas? Vende-se descontentamento e raiva disfarçada em angústia.
Não querendo ser cruel, mérito lhe seja dado: Fernando Tordo está a fazer um verdadeiro serviço público ao país; se todos os rendeiros descontentes com as inevitáveis reduções acabassem por emigrar, a despesa reduzia imediatamente.
Adenda: Está aí um novo disco de Michael Jackson; um do Fernando Tordo é que seria surpreendente.
princípios velhos e caducos
Não sinto um particular entusiasmo por ordens sociais politicamente estruturadas, dirigidas ou condicionadas. Por isso, quando no meu último post referi que o 25 de Abril depusera “uma ordem política e social fundada em princípios velhos e caducos”, referia-me a uma sociedade – a sociedade civil e política portuguesa – que sentira uma longa presença de mais de quarenta anos de um regime político personalizado num único homem e no que ele entendia ser melhor para o país e para os seus cidadãos.
Esta foi a primeira e a mais importante manifestação de senilidade do Estado Novo, diga-se, aliás, muito precocemente manifestada. Mesmo que considerássemos que esse regime foi inicialmente benéfico para Portugal, trazendo alguma paz ao país e pondo as contas públicas em ordem, nada justifica que um país seja tão longamente dirigido por uma pessoa, ainda que esta possa ser admirável ou merecedora da mais elevada consideração intelectual, tema em cujo mérito não entro, porque absolutamente desnecessário para este efeito: o simples mérito pessoal não pode legitimar o exercício de nenhum poder.
Na verdade, as sociedades contemporâneas caracterizam-se pela pluralidade, porque são compostas por indivíduos que cooperam entre si para poderem melhorar as condições da sua existência e, consequentemente, das existências alheias. Ao invés do que se costuma dizer, não foi a Revolução Francesa que introduziu os princípios da igualdade dos indivíduos perante o estado e a lei, mas a Revolução Industrial, ao produzir as condições de progressivo bem-estar material para as pessoas, com o qual elas ganharam um verdadeiro direito à propriedade de si mesmas, sem o que qualquer outro direito se torna absolutamente inviável. Por outro lado, numa sociedade de contribuintes fiscais, onde todos participam no sustento da rés publica, nada justifica que os administradores deste tipo de sociedade se legitimem a si mesmos, e não possam ser designados por todas e por cada uma das pessoas que a mantêm com o esforço do seu trabalho, nem que elas os possam afastar da gerência daquilo que lhes entregaram, quando não satisfaçam a maioria dos contribuintes.
Razões para não se votar PSD/CDS nas #europeias2014

Shortie
Muito mal deve andar a reputação da terapia de vidas passadas para a Alexandra Solnado ter aceitado associar-se ao Parlamento num evento.
O Tribunal europeu que reconhece “direito ao esquecimento” na Internet do senhor González abriu uma caixa de Pandora. Basta que dentro em pouco alguém venha lembrar o direito a ser esquecido no papel. Dirão que às hemerotecas vão poucas pessoas. Pois vão. Mas se eu usar o que leio nos jornais para fazer um livro estou ou não a colidir com o direito ao esquecimento das pessoas cujos actos recuperei do papel?
Obrigado, obrigado, obrigado, salvadores
Dietistas lançam 20 desafios para melhorar a alimentação de portugueses. Obrigadinho, fascistas.
Rute Borrego, presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa dos Dietistas (APD), “pretende movimentar a sociedade civil, o poder político, o setor [sic] social e cooperativo e o setor [sic] privado nas questões de saúde alimentar”. O programa Movimento2020 (lindo nome) apresenta 20 desafios para que nos próximos 6 anos até as idiotas das crianças consigam escolher alimentos num supermercado através da leitura de rótulos.
Rute Borrego admite que “é uma meta difícil porque implica ter profissionais nos cuidados de saúde primários”. Puxando a brasa à sua sardinha (é peixe, contém mais ómega 3 que borrego), Rute procura encaixar mais alguns fascistas daqueles que dizem às pessoas exactamente o que devem ou não fazer nas estruturas burocráticas do funcionalismo público.
É um verdadeiro flagelo, esta epidemia de obesidade e desbaste crónico da população pelos seus péssimos hábitos alimentares, como se comprova pelo gráfico seguinte.

E a limpeza das vidas passadas vai ser integrada no SNS?
Podem perguntar ao pai do SNS se o universal e gratuito se aplica apenas às vidas presentes ou também se refere às vidas passadas?
A sovietização dos motores de busca

O camarada Estaline achava-se no «direito ao esquecimento». Isto é, entendia que a permanência do seu inimigo Trosky nas fotografias junto a Lenine, de quem Estaline reinvidicava a sua legitimidade política, «lhe pode ser prejudicial ou deseje que seja esquecida, mesmo tratando‑se de uma informação publicada licitamente por terceiros».
Assim decidiu o Tribunal de Justiça da União Europeia criando um novo e perigoso «direito ao esquecimento» o qual abre portas a todas as arbitrariedades e manipulações.
Obrigado, irmãos
Esta deliberação de bondade suprema, com os votos contra de Domingos Farinho (jugular), João Almeida (PCP), Carla Luís (Bloco de Esquerda) e António Saraiva (PCP vertente ecológica), não contempla a possível suspensão dos jogos Alcainça – MTBA, Pinheiro Loures – Cerca e Sobreirense – Monte Agraço para a 1ª série da 1ª divisão da associação de futebol de Lisboa. Também fora da deliberação da CNE ficou o já clássico Mem Martins – Algés e o sempre emocionante Beneditense – Nazarenos na divisão de honra da associação de futebol de Leiria.
A CNE não se pretende pronunciar sobre o Kalmar – Helsingborg a realizar às 14h00 no estádio Fredriksskans em Kalmar, Suécia, com capacidade para 10.000 espectadores; jogo a contar para a League Allsvenskan, correntemente liderada pelo Malmö com 7 vitórias, 1 empate e 1 derrota.
Continuam na mesma
«Decisão da CNE não me surpreende dada a Comissão» – Esta frase sobre a decisão da CNE a respeito da realização da recunião do BCE a 25 de Maio e do Conselho de Ministro sa 17 não foi proferida pelo BE ou pelo PCP. Veio sim do PS. Dir-se-á que do PS da linha Sócrates. Claro, mas eles continuam aí, iguais ao que sempre foram. Estão à espera. E são eles quem um Guterres candidato a PR mais teme.
Concertação ou mistificação?
Qual a representatividade das pessoas que se sentam na Concertação Social?
Composição da Comissão Permanente de Concertação Social
| Efetivos | Suplentes | |
|
Governo |
Primeiro Ministro Ministra de Estado e das Finanças Ministro da Economia Ministra da Agricultura, do Mar Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança SocialEconomia
|
|
| Organizações Sindicais | ||
|
CGTP-IN |
Arménio Horácio Alves Carlos Armando da Costa Farias |
Carlos Manuel Alves Trindade Joaquim Filipe Coelhas Dionísio |
|
UGT |
Carlos Manuel Simões da Silva Lucinda Manuela de Freitas Dâmaso |
Ana Paula Mata Bernardo António Luís Ferreira Correia |
| Organizações Empresariais | ||
|
CIP |
António Saraiva | Gregório Rocha Novo |
|
CCP |
João Vieira Lopes | Vasco Álvares de Mello |
|
CAP |
João Machado | Luis Miguel Correia Mira |
|
CTP |
Francisco Calheiros | Adília Lisboa |
…….
11 de Abril: Ukraine Offers Its Regions More Autonomy in Bid to End Violence in East (*)
6 de Maio: Parlamento da Ucrânia rejeita realizar referendo do 25 de maio (*) «O parlamento da Ucrânia votou nesta terça-feira contra a realização em 25 de maio de um referendo sobre a integridade territorial e a descentralização do país, como pedem os rebeldes pró-Rússia do leste.» (notícia não divulgada nos meios de comunicação pro–ucranianos portugueses)
9 de Maio: as milicias ucranianas voltam a cercar e assassinar pró-russos mediante fogo posto. Desta vez foram 20 os mortos (*).
12 de Maio: We’re encouraging the efforts of the Government of Ukraine to reach out to all regions within the framework of the National Dialogue, including on the constitutional reform process. It is vital to ensure the rights of national minorities, diz sem vergonha na cara a EU Very Small Representative Catherine Ashton (*)
Esta senhora ainda se atreve a classificar de «ilegais» as consultas locais sobre autonomia de domingo passado. Mas há alguma coisa que seja «legal» na Ucrânia? Acaso foi «legal» o derrube do presidente anterior, derrube esse que Aston andou a patrocionar e incentivar? Tenha tino e vergonha na cara. Com Kiev a negar qualquer autonomia e protecção e a fazer guerra às regiões das minorias russas, como queriam que estes se comportassem? Caladinhos?
Ou tem os seus habitantes de sofrer placidamente o assassinato de cidadãos desarmados às mãos das forças/milícias ucranianas?
O problema é mesmo o povo, o ignaro povo
Ele há frases reveladoras. Como esta:
Ou seja: quando o povo não vota como eu gostaria que ele votasse, isso é uma limitação da democracia. A hipótese de haver muito povo que não pensa o mesmo que eu nem me cabe na cabeça, pois eu sei o que é o melhor para o povo. O povo, às vezes, é que é ignaro.
É por estas e outras que, um dia, se acaba a limitar realmente a democracia em nome de uma democracia sem limites. E do povo, claro, de um povo finalmente liberto de “lavagens ao cérebro”, da “atracção do sucesso” e das “maravilhas do mercado”.
De Robespierre a Lenine não faltou quem teorizasse sobre o tema.
Ler
A culpa é sempre da austeridade de João Miguel Tavares: «A notícia foi publicada neste jornal na semana passada, com o seguinte título: “O inferno de uma doente com cancro deixada na escadaria de uma igreja”. Acrescentava o pós-título, com trocadilhos celestes: “Uma mulher debilitada, com cancro, teve alta do Hospital Joaquim Urbano, no Porto, mesmo sem ter uma casa para onde ir. Passou uma tarde nas escadas de uma igreja, onde não viu o céu, até a Segurança Social lhe arranjar um quarto. O inferno em que vive está agora escondido numa pensão.”
O impacto foi imediato: a notícia foi replicada em vários meios de comunicação e nas redes sociais, a fotografia de Rosa nas escadarias da igreja tornou-se viral, só no site do PÚBLICO a notícia tem neste momento 37 mil partilhas, e na quinta-feira à noite escutei na SIC Notícias Gabriela Canavilhas referir-se à história de Rosa como um caso de “banalização da miséria” e da imposição em Portugal de uma “normalidade da pobreza”, culminando, nas suas palavras, na total “indiferença perante a dor e o desespero”. Basta juntar pelos pontinhos as sugestões de Canavilhas: as políticas de austeridade promovidas pelo Governo causaram desgraças como a de Rosa, que não só foi corrida do hospital portuense como ficou, apesar da extrema pobreza em que vivia, sem o Rendimento Social de Inserção.
Só que de seguida nós líamos a notícia e descobríamos uma realidade bastante diferente: o hospital não queria deixar sair Rosa; a doente insistiu em ir-se embora, garantindo que ia para casa de familiares; o próprio director do serviço de Pneumologia ofereceu-se para, do seu bolso, lhe pagar um táxi. Diria que enquanto retrato da “indiferença perante a dor” haverá melhores exemplos do que este. Mais: em declarações posteriores à Rádio Renascença, o Instituto da Segurança Social esclareceu que a prestação do RSI de Rosa havia sido “suspensa pela entrega tardia dos documentos necessários à sua renovação”. Ler mais…
