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A ler

23 Junho, 2013

Brasil, o princípio do fim do embuste pelo Francisco José Viegas: «As televisões gostam muito de revoluções. A revolução, segundo parece, está em marcha no Brasil. O que eu disse de Lula, do PT e dos metralhas brasileiros defende-me. Dilma Rousseff não me interessa; é uma personagem secundária de opereta local, arrastada pelos acontecimentos e por Lula, o homem que «não sabia de nada». Por isso, devia rejubilar e pôr-me à espreita: vêem como eu tinha razão?, o povo está em armas nas ruas, protesta contra o PT, contra o aparelho que montou nos últimos dez anos, contra o desregramento da economia brasileira, contra a ignorância e a oligarquia, contra a corrupção. Mas, em vez disso, acho que vale a pena explicar» E o FJV explica.

Rangel junta-se a Carlos Amorim, em Gaia.

22 Junho, 2013
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GAIA1003255_481206648632016_1434896868_nPaulo Rangel associou-se à candidatura de CAA, em Gaia. Será o Comissário para a candidatura de V.N.Gaia a “Capital Europeia da Juventude – 2017″. (Foi apresentado hoje de manhã)

Link: https://www.facebook.com/GaiaNaoPodeParar?hc_location=timeline

Pergunta número dois

22 Junho, 2013

Os professores afirmam que o seu número diminui todos os anos com taxa superior à taxa de diminuição do número de alunos.

A pergunta número dois é: a que taxa reduziram os sindicalistas?

(pode-se perguntar, não pode?)

Mais um programa, mais uma viagem, mais uma série de boa imprensa

22 Junho, 2013

Após protestos, Dilma anuncia Plano Nacional de Mobilidade Urbana Era mesmo o plano que faltava numa longa lista de planos e programas:

Programa Bolsa Família

Programa Brasil Carinhoso

Programa Brasil Sorridente

Plano Brasil Sem Miséria

Bolsa Verde

Cozinhas Comunitárias

(…)

Se tivermos em conta que no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro Único) já estão segundo dados do governo brasileliro inscritas 21 milhões de famílias acabarão a inscrever-se todos os brasileiros pois, entre ricos e pobres, haverá sempre um programa para agradar a todos.

A TSF acordou liberal

22 Junho, 2013

Até se regozija com esta vitória do comércio livre: Azeite português vai continuar a ser exportado para os EUA Portugal e União Europeia conseguiram travar a aplicação de uma medida protecionista. A Casa do Azeite, que representa os produtores, congratula-se com a decisão.

Ainda acaba a considerar reaccionária a excepção cultural francesa

Chega de abuso

22 Junho, 2013

O boicote dos professores à avaliação dos alunos está a lixar a vida destes. As coisas não vão acabar bem. Já ia sendo tempo de pais e alunos reagirem.

Não te metas onde não é preciso

22 Junho, 2013

«Muitas empresas em Portugal, para se desenvolverem, precisavam de recrutar doutorados e nós temos jovens doutorados de elevadíssima qualidade» diz o Crato.

Óptimo. A ser verdade, nem o Estado, nem os contribuintes precisam de meter o bedelho. Se são precisos e os há…

Sintomas de uma sociedade disfuncional

22 Junho, 2013

Se A critica B, aparece logo C a criticar A para empatar jogo.

Passaram 2 ou 3 dias e …

22 Junho, 2013

… ninguém respondeu à pergunta: quanto é que os sindicatos recebem do Estado?

A rua tem consequências anti-rua

22 Junho, 2013

O problema dos protestos que originam cedências por parte dos decisores políticos, como os que se observam agora no Brasil, está na capacidade dos decisores em usarem poder para interferir directamente com exigências dos sectores.

Uns querem mais escolas, outros querem mais hospitais, outros querem ainda transportes gratuitos. Como se conjugam esses interesses com recursos finitos?

Com intervencionismo não se conjugam: o que é alocado para transportes não é alocado para educação e vice-versa. O crescimento da carga fiscal necessária para suportar mais e mais estruturas torna-se incomportável e o propósito artificial de redução de desigualdade, perversamente, apenas a acentua: mais e mais impostos são usados – retirando-os aos que podem criar emprego para suportar funcionários públicos, que não geram riqueza, como forma de suportar esse estado social – isto fazendo com os que têm menos recursos percam a possibilidade de os obterem com a única forma verdadeiramente eficaz de distribuição: através de salários.

O que estamos a assistir é o socialismo a engolir-se a si próprio. E é só a 765ª vez na história recente. A consequência disso é tornar-se necessário conter o descontentamento disperso, não liderado, ultra-revindicativo, com formas crescentemente repressivas. Não há nem nunca houve refeições gratuitas.

Notícias não relacionadas

22 Junho, 2013

* Ministra da Justiça diz que países da CPLP têm resposta firme para a corrupção

* Filho do Presidente angolano vai controlar Fundo Soberano de cinco mil milhões de dólares

Com tradições. *

22 Junho, 2013
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Este final de mandato de Rui Rio tem sido relativamente surpreendente. À primeira vista, quase revolucionário. Parece apostado em relembrar-nos a velha e bem-sucedida frase publicitária de uma conhecida marca de uísque: “a tradição já não é o que era”! No Porto, parece, de facto, não ser. Por exemplo, as corridas de automóveis, à custa da persistência camarária, já entraram no respetivo circuito internacional. Criou-se uma “ nova tradição” a grande velocidade, alicerçada no facto de ter existido, entre 1958 e 1960, um circuito internacional da Boavista, em fórmula 1. Criar-se uma “tradição rápida” – ou a sua ilusão (o tempo o dirá) – é algo de revolucionário! Quase tanto como acabar-se com ela….

Ler mais…

Alertas republicanos do sábio Tocqueville

22 Junho, 2013

Rodrigo Constantino

“A multidão sempre me incomodou e me emudeceu.” (Alexis de Tocqueville)

Em clima crescente de anomia, caos, desordem e anarquia, com vândalos “revolucionários” atuando impunemente pelo país todo, tudo isso sob a blindagem de manifestações legítimas, porém difusas e contra “tudo isso que está aí”, nada melhor do que manter a serenidade e buscar sabedoria nos antepassados. Eles já passaram por situações semelhantes, por revoluções, por convulsão social, quando a política em si passa a ser vista como o grande inimigo.

Resolvi reler vários trechos de Edmund Burke, e publiquei alguns no meu artigo “Brincando de Revolução“. Agora foi a vez de revisitar outro gigante, Alexis de Tocqueville. Com percepção extremamente acurada de quem viveu tensões revolucionárias de perto e de dentro do poder, Tocqueville fez o possível para preservar o bom senso e as liberdades básicas do povo.  Seu relato consta no imperdível livro Lembranças de 1848. Abaixo, alguns trechos que merecem destaque:

Leia mais aqui.

Ninguém quer prejudicar alunos…

21 Junho, 2013
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…só impedir que concorram à universidade.

A chave da greve passa precisamente pelos Conselhos de Turma do 12.º ano. Porque aí jogam-se outras questões fundamentais, nomeadamente o acesso ao ensino superior. E enquanto não houver notas de 12.º ano, não há Universidade para ninguém. Já aconteceu isso em 1989, é verdade, mas aí os tempos eram outros. Neste momento, nenhum ministro aguentaria tal situação. Nuno Crato ruiria como um castelo de cartas. — Ricardo Ferreira Pinto

uma frase familiar

21 Junho, 2013
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Minutos antes de anunciarem a cedência aos manifestantes e a anulação do aumento dos transportes públicos reivindicada nas ruas, Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo e dirigente do PSDB, terá dito a Fernando Haddad, prefeito da cidade e dirigente do PT, que estava disposto a manter o aumento e a aguentar a pressão, se ele o acompanhasse. Haddad preferiu ceder e Edson Aparecido, dirigente paulista do mesmo partido de Alckmin, disse uma frase notável, que é, para nós portugueses, particularmente familiar: “Não é hora de fazer contas, pelo amor de Deus! Temos um problema político para resolver”. Ora bem. As contas ficam para mais tarde…

Dieta em defesa da escola pública

21 Junho, 2013

www_4-6-11Há uma professora da Escola EB 2+3 de Moura em greve de fome desde 3ªfeira à noite. Susana Valente tem 41 anos é professora de Português e Inglês e decidiu avançar com este protesto para dar visibilidade à luta dos professores que, na sua opinião, vivem neste momento uma situação de desespero devido às politicas seguidas pelo ministério tutelado por Nuno Crato.Ainda segundo Susana Valente os professores têm sido “desautorizados” e “enxovalhados”, por isso, apela à luta e à união dos seus colegas de profissão.

via Rádio Voz da Planície

(Nota: foto poderá ser de outra pessoa)

não perceberam nada

21 Junho, 2013
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Aqueles que supõem que o que se está a passar no Brasil é uma revolta de pobres e explorados contra a miséria imposta por capitalistas sem escrúpulos, uma espécie de «de pé, ó vítimas da fome» tropical, ou, numa bonita imagem de neo-realismo socialista do nosso leitor Piscoiso, a revolta de milhões condenados a «situações de vivência incomportáveis, em simultâneo com a exibição de riqueza por minorias protegidas», não perceberam nada do que se está a passar. Quem tem vindo para a rua é maioritariamente a classe média, que, nos últimos dez anos, dispôs de um nível de prosperidade, de bem-estar e de acesso a empregos e a bens de consumo que nunca antes tinha tido no Brasil. Estas pessoas não estão preocupadas com o que não têm e gostariam de ter. Elas estão é muito apreensivas com o que têm e não gostariam de perder. É na melhor das hipóteses, para aqueles que apreciam o método de análise, uma luta de classes ao contrário.

Numa Qimonda perto de si

21 Junho, 2013
  1. Espanhola Megasa vence privatização da Siderurgia Nacional
  2. Siderurgia Nacional entra no grupo das dez maiores exportadoras
  3. Siderurgia Nacional ameaça despedir 750 trabalhadores
  4. Governo não responde a ameaça da Siderurgia de deslocalizar produção
  5. Mexia diz que se a Siderurgia Nacional for para Espanha vai ter preços mais altos
  6. Megasa cerrará si no se rebaja su factura eléctrica
  7. Megasa pide a Feijóo que presione a Industria para impedir su cierre “Nos tiene que buscar una solución”, reclamó Carlos Bascoy, presidente del Comité
  8. Governo segura Siderurgia Nacional
  9. Siderurgia Nacional/Megasa (riscar o que não interessa) fecha portas hoje (aguarda link no futuro)

De arrebatamento em arrebatamento até não se sabe onde

21 Junho, 2013

Depois do arrebatamento com Lula, da euforia com Obama a que se seguiu o transe como Hollande começou em alguma imprensa portuguesa de que o PÚBLICO é um típico exemplo o frenesim com Martin Schulz.
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A propósito de equidade

21 Junho, 2013

Professora leva murro de aluno Rapaz invadiu sala duas vezes. Na última trancou a turma à chave e bateu na docente

Aluno sequestra colegas, agride e ameaça professora de morte

Portugal terá verdadeiramente Ministério da Educação, sindicatos dos professores e associações de pais quando perante casos como este o ministro, os dirigentes sindicais e os dirigentes as  associações de pais dediquem a a este assunto o mesmo tempo de discussão que afectam a discutir a carreira docente.

a «revolução» sem rosto

21 Junho, 2013
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No Brasil, o poder está prestes a cair na rua. O país enfrenta manifestações diárias de descontentamento com o status quo, que têm degenerado em actos de violência crescente, perpetrados por minorias radicais de filhos de classe média e criminosos comuns. Nas grandes cidades, para além das pilhagens ao comércio, têm-se verificado tentativas de assalto dos edifícios dos poderes públicos, e ontem, em Brasília, os limites foram ultrapassados com as ameaças ao Itamaraty e ao Congresso Nacional. Oitenta cidades tiveram manifestações simultâneas, as grandes estradas do país e das principais cidades foram cortadas por horas seguidas, aeroportos têm sido encerrados, centenas de pessoas já ficaram feridas e as mortes, embora em número ainda reduzido, já começaram a acontecer. Rio, Ribeirão Preto, Fortaleza, Salvador, Brasília, Recife, São Paulo e outras cidades têm sido palco de cenas diárias de extrema violência. Os poderes públicos mostram-se incapazes de uma reacção consistente. Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo cederam à primeira exigência dos manifestantes (revogaram o aumento dos transportes públicos que iniciou os protestos), e as manifestações continuam sem parar, com animosidade crescente. Dilma e o governo federal permaneceram quase todo o dia em silêncio, visivelmente sem saberem o que dizer. Ao fim da tarde, emitiram um comunicado patético anunciando que estavam a ser estudadas fotografias dos cartazes exibidos nas manifestações, para se entender «o perfil dos manifestantes» e as suas reclamações. As polícias, por outro lado, oscilaram entre entradas duríssimas, no começo dos acontecimentos, e, agora, a quase ausência de reacção, provocada pelo medo de críticas e por falta de definição estratégica.

As revoluções costumam começar assim: com a eclosão de fúrias acumuladas, provocada por questões secundárias. E se é certo que o Brasil não enfrenta propriamente uma revolução – até porque o gigantismo do país é incompatível com um movimento revolucionário global – a verdade é que os poderes públicos estão sem conseguir responder ao que se está a passar. Em boa medida, porque os próprios manifestantes não sabem o que estão a exigir. Para além de uma sensação comum de desagrado com o status quo, as exigências e reivindicações concretas são dispersas e muito abstractas. E não há interlocutor. Não há um rosto, uma cara, um comité, ou seja o que for, que represente estas pessoas e as exigências que ninguém consegue ao certo determinar.

Ora, esse é o grande perigo da situação que o Brasil vive: não há um caderno de reivindicações, nem com quem negociar. De modo que, ou os poderes públicos conseguem rapidamente descobrir um interlocutor no meio da multidão, ou não se pode antecipar o que acontecerá.

Mais impostos, se faz favor

20 Junho, 2013

Pedro Lains pede mais impostos para que “determinadas actividades não fechem numa crise“:

Há sectores que atingiram uma dimensão tal que só o Estado tem capacidade financeira para intervir, os bancos já não têm.

O ‘desenrascanço’ português

20 Junho, 2013

A propósito da televisão pública grega que o governo fechou e o tribunal mandou reabrir o  Herdeiro de Aécio lembra como o Conselho da Revolução resolveu em Portugal no ano de 1975 o problema de uma estação de rádio que não conseguia encerrar:RR2

Foi mesmo à bomba!

não há pachorra

20 Junho, 2013
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Não há coisa mais detestável do que subprodutos de literatura com sucesso editorial. Só nos últimos anos, levamos com os romances histórico-esotéricos, com os de vampiros para adultos, adolescentes e crianças, e, agora, com o soft-porno sado-maso para donas de casa desesperadas e maridos incompreendidos. O mal é que, para além dos originais, detestáveis, é certo, mas ainda assim com o mérito de terem descoberto o filão, estes êxitos editoriais provocam a publicação de um sem número de imitações de péssima qualidade, que enchem as prateleiras das livrarias e esgotam boa parte dos orçamentos das editoras. Agora, uma coisa chamada 50 Sombras de Grey, não se bastando com o formato livresco, avança para a 7ª arte, pelo que é de antever as salas de cinema cheias de filmes do “género”. É muito sadismo, não haja dúvida.

a encher chouriços

20 Junho, 2013
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António José Seguro foi ver encher chouriços.

Ler ou copiar faz a diferença

20 Junho, 2013

«Rui Rio dá tolerância de ponto para “salvar” feriado de S. João». Parabéns à jornalista Maria Lopes. Leu a lei e percebeu o que estava em causa.

A lei que altera o regime da função pública foi redigida por algum incompetente que lá meteu que os feriados municipais precisavam de autorização do Conselho de Ministros. O governo já reconheceu a burrada e vai emendar o erro.

Já a Isabel Paulo, do Expresso, Ricardo Simões Ferreira do Diário de Noticias entre outros que copiaram a notícia, estão chumbados. Não perceberam nada e limitaram-se a servir de pé de microfone ao Sindicato/CDU que também não percebeu e ficam todos mal na fotografia.

O mercado é soberano

20 Junho, 2013

“Não há como escapar das inexoráveis leis do mercado.” (Mises)

A presidente Dilma tem postura arrogante, de quem sabe tudo de economia e pode impor seus desejos ao “mercado”. Foi assim que ela abraçou a bandeira de combatente dos juros altos. Ela iria reduzi-los na marra, pois é “corajosa”. Faltou apenas ela combinar com a lei econômica.

Assim como um louco pode desejar muito voar, mas se ele pular do alto de um prédio seu destino será a queda pela lei da gravidade, quando o governo resolve reduzir a taxa de juros ignorando os fundamentos econômicos, o resultado será juros maiores à frente. Não dá para brincar impunemente com o mercado.

A ignorância acerca desses fatos fez com que muitos celebrassem as medidas do governo lá atrás. Dilma tinha dobrado os bancos e colocado o mercado financeiro de joelhos! Alguns poucos economistas, entre eles Alexandre Schwartsman e este que vos escreve, alertaram que o tiro sairia pela culatra. Juro menor imposto pelo governo hoje, significa juro maior imposto pelo mercado amanhã.

Leia mais aqui.

 

o psd tem (mais) um sarilho

20 Junho, 2013
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«Relação diz que Seara não pode ser candidato».

Seja como for

20 Junho, 2013

A UGT tem novo líder: é empregado do BES

Antes de ser candidato à UGT, o novo líder falou com Ricardo Salgado

O baixo nível de sindicalização leva a que os sindicatos sejam em Portugal uma espécie de criaturas fictícias do Shrek: falam em nome dos trabalhadores e são sustentados pelos contribuintes (às vezes tb com a generosa dádiva do grande capital) porque o poder político precisa manter viva a concertação social.  Seja como for os sindicatos sem estes apoios ficavam reduzidos a quê?

Eppur si muove!

20 Junho, 2013

On line vão surgindo publicações que nos lembram que há vida para lá das publicações do costume. A Papel prossegue e o Vítor Elias torna-se cada vez mais indispensável. Há que tempos andava para ler uma coisa assim: «Agora que o Tribunal Constitucional obrigou o Governo a repor o subsídio de férias aos funcionários públicos, tenho sobre este assunto algo relevante a dizer. Sobre as férias, isto é. Todos já devem ter ouvido falar de casos, apócrifos ou não, em que, a caminho do Algarve, um condutor pára o automóvel na berma de uma estrada alentejana para urinar por trás de uma azinheira apenas para se ver surpreendido por um touro. Pois bem, chegado ao Algarve o azarado condutor poderia ter de enfrentar um encontro imediato do terceiro grau ainda mais assustador: deparar-se com um “caminhante”, aquelas pessoas que não gostam de se chamar “turistas”. Os “caminhantes”, “caminhadores”, “passeantes”, o diabo que os carregue em segunda classe.»

Agora chegou a Carrossel. Ou eu só agora tive agora notícia dela. Comece-se por ler o artigo de Vítor Matos sobre a canção Grândola, Vila Morena, ou melhor dizendo sobre o que aconteceu quando Zeca Afonso  tentou cantar  Grândola em Grândola: : «  José Afonso começou, mas não acabou, não o deixaram terminar, aconteceu o impensável: apuparam-no, assobiaram-no, gritaram-lhe “esquerdista”, estragaram o espectáculo, estava o caldo entornado, não havia fraternidade, muito menos um amigo em cada esquina, o Zeca meteu a viola no saco, literalmente. Fez o que fazem hoje alguns ministros, quando pela canção não os deixam falar, estes tempos de troika também são dos avessos. Ele foi-se embora, abalou, como dizem os alentejanos.»

Cliquem a vão ter gratas surpresas.

Financiamento e independência dos sindicatos

20 Junho, 2013

O que é que acontece quando um sindicato em vez de ser financiado pelos seus membros é financiado pelo Estado?

1. Os interesses dos sindicatos tornam-se com o tempo diferentes dos interesses dos trabalhadores. Os sindicatos tornam-se fáceis de controlar por quem controla o financiamento. Sindicatos passam a depender de quem tem poder para legislar ou de quem tem poder para influenciar a legislação. Sindicatos ficam sob controlo dos partidos políticos.

2. Como o sindicato não precisa dos seus membros para prosperar, os trabalhadores são instrumentalizados e os seus interesses ignorados ou usados como pretexto para atingir objectivos partidários. A longo prazo os trabalhadores ficam pior e os sindicalistas ficam melhor.

3. O sindicato tenderá a colocar os interesses dos sindicalistas à frente dos interesses dos sindicalizados.

4. Formar-se-á uma clique de sindicalistas que se eternizam no poder. Esta clique mantém o poder por se mexer bem nas nomenclaturas partidárias e por conseguir financiamentos públicos para o sindicato. O poder e o dinheiro permite a esta clique manter uma rede de militantes que os elege sucessivamente para novos mandatos. Como o sindicato não resolve problema nenhum à maioria dos trabalhadores, estes não se sentem motivados para participar na vida interna dos sindicatos, sendo esta dominada pelos insiders dependentes do financiamento público.

5. Sindicatos tenderão a ser pouco construtivos e a defender reivindicações irrealistas e populistas. A função das reivindicações irrealistas é captar alguma simpatia de curto prazo dos trabalhadores. O sindicato tem interesse em manter o seu estatuto pelo custo mais baixo possível. Mas para o sindicato é indiferente o sucesso dessas reivindicações ou se estas são construtivas. Para o sindicato as consequências de longo prazo são irrelevantes. O sucesso do sindicato não depende do sucesso económico dos trabalhadores a longo prazo.

Enlarge your city

20 Junho, 2013

Tanto Viana do Castelo como Viseu anunciaram este ano que ganharam o prémio “best city” da Europe Business Assembly. Mas não foram as únicas. Por exemplo, Kormorant Madibeng e Capricorn na África do Sul e Mormugão em Goa também. São todas cidades reconhecidas “pelo sucesso na sua gestão e pela dinâmica do desenvolvimento”.

Tudo indica que o esquema funciona assim:

1. Alguém criou uma organização que atribui prémios.

2. Todos os anos são enviados emails a dezenas de autarcas anunciando-lhes que são vencedores do prémio de melhor cidade.

3. Contra o pagamento de uma determinada quantia (alguns prémios custam cerca de 5000 euros aos agraciados) serão convidados a participar numa cerimónia de atribuição do prémio.

4. Alguns autarcas aceitam a honra, outros mandam o email para spam.

Como este ano há eleições autárquicas, houve 2 portugueses que caíram no conto do vigário.

Mais um pequeno poder

20 Junho, 2013

Governo dá às autarquias poder para cobrar coimas por incumprimentos da lei.

Estão a criar um monstro legislativo. Mais uma fonte de burocracia e corrupção.

Conceitos de democracia

20 Junho, 2013

Pelo que percebi, se os sindicalistas não forem pagos pelo Estado deixa de haver democracia. Têm a certeza que percebem o que é uma democracia?

Já perdemos o juízo?

19 Junho, 2013

À pergunta “quanto custam os sindicatos dos professores” podemos obter reacções interessantes em termos antropológicos (mas não o custo).

the-man-who-mistook-his-wife-for-a-hat-by-oliver-s1A verdade desportiva

Fascistas venceu Nazis por 2-1.

Ao intervalo, “tomar no cu” empata com “obscurantismo” por uma bola.

Exercício para desenvolvimento dos conhecimentos

Quanto custam mesmo os sindicatos da educação ao contribuinte, nomeadamente em salários pagos a sindicalistas por funções às quais estão vinculados e que não são executadas ? Sei lá, como dar aulas?

por uma tabela jurídico-penal do insulto

19 Junho, 2013
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Se um “idiota” custa 2.500 euros, qual será o valor de de tabela de um “palhaço”?

uma sugestão para as moções do cds

19 Junho, 2013
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Objectivo social da empresa: o lucro.

co-gestão no cds

19 Junho, 2013
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Pelo CDS, a moção apresentada ao Congresso pela oposição a Portas apresenta interessantes propostas de co-gestão empresarial, no ponto 4.2., sobre Economia: “vi. Incentivar a distribuição de resultados das empresas à generalidade dos trabalhadores, tomando-os como “parceiros” dos empresários e encorajando a participação nos resultados”. Não está mal, não senhor.

‘Piquena’ dúvida

19 Junho, 2013

Dada a enorme indignação que vai na pátria com o facto de se ter perguntado quem paga o ordenado ao senhor Nogueira – que já agora é de? -quando estarão reunidas as condições políticas, astrais, protocolares e outras que escapam, para que se possa formular tal questão sem que tal seja uma ofensa?

É só fazer as contas

19 Junho, 2013

Líder da Feprof responde a deputados do PSD e diz que sindicatos nada recebem do Estado.

Educação: Há 281 professores ao serviço dos sindicatos: «O número de professores destacados nos sindicatos é actualmente de 281, dos quais 125 exercem actividade sindical a tempo inteiro e por isso não dão aulas, revelou ao Correio da Manhã o Ministério da Educação e Ciência (MEC). O CM perguntou à tutela qual a despesa que representam os professores destacados nos sindicatos e se, dada a situação de crise, o Governo a pretende reduzir. O MEC não respondeu.   Pelos cálculos do CM, a despesa rondará os 9 milhões de euros. Segundo o MEC, a soma dos 125 professores dispensados a tempo inteiro mais as dispensas parciais é equivalente a um total de 212,5 dispensas. Tendo em conta que a maioria dos dirigentes se posiciona em escalões avançados da carreira docente, e com base no valor bruto auferido no 9º escalão (3091,82 euros), chega-se a uma despesa de 9,2 milhões de euros por ano. Isto contando com 14 meses de salários e não incluindo outras remunerações.Arménio Carlos, da CGTP, explicou que o total de dirigentes sindicais a tempo inteiro “não chega a meio milhar”, pelo que os 125 docentes nestas condições representam cerca de 30 por cento do total. O facto de a classe docente ser a maior na Função Pública (cerca de 150 mil profissionais) e de o nível de sindicalização ser elevado ajuda a explicar estes números.Em 2005, havia 1327 professores destacados que custavam mais de 20 milhões de euros. A ministra da Educação da altura, Maria de Lurdes Rodrigues, diminuiu esse número para 450. Em 2006, Governo e sindicatos acordaram nova redução, para 300. O número de dirigentes com dispensa de serviço docente passou a ser proporcional ao de associados dos sindicatos, pelo que a Fenprof, com 132 elementos, é a estrutura com mais dispensados.»