Separar das águas
O bail-in em Chipre reduziu significativamente o número de pessoas que acha que os bancos devem falir em vez de ser salvos pelo contribuinte. Acho que não tinham percebido que a falência de um banco implica perdas para os depositantes.
Uma pergunta
Durante a década de 2000-2010, a economia portuguesa foi continuamente alimentada por um fluxo de endividamento externo equivalente a 10% do PIB. Em 2010, o Estado gastava 20% acima da receita, o défice era de 10% do PIB. Isto gerou uma economia dependente do endividamento externo, por um lado, e da despesa pública por outro.
Há neste cenário semelhanças com o que se passava na antiga URSS. Uma parte muito significativa da economia da antiga URSS era consumo público inútil que as instituições públicas adquiriam entre si. A questão que se coloca é: porque é que as reformas liberalizadoras na antiga União soviética não tiveram um efeito imediato no crescimento? Porque é que a economia demorou 15 anos a recuperar?
o que aí vem não vai ser bom
Nenhum político gosta de dar más notícias ao povo. Em situações de crise, essa atitude é agravada pelo facto dos políticos estarem convencidos que as boas notícias animam as pessoas e que o optimismo é meio caminho andado para se resolverem os problemas. Por isso, os governantes nunca dizem a verdade completa aos governados. Mesmo quando estão perante o abismo. Muitos deles acreditam mesmo que são capazes de dar a volta aos factos, conseguindo fazer em pouco tempo e sem recursos o que não foram capazes de fazer quando tinham uma coisa e a outra. Estes são, de longe, os que podem provocar os piores danos, porque estão completamente alheados da realidade, da sua própria e da do país em que têm responsabilidades. Ainda há pouco tempo assistimos a José Sócrates a resistir ao pedido de ajuda económica, convencido que ainda conseguiria evitar a bancarrota, quase seis anos depois de dispor do país como, infelizmente, muito bem quis. Vitor Gaspar não levou o país à bancarrota, porque ele já lá estava quando assumiu funções, nem dispôs de meios faraónicos para o recuperar, mas emprestou o seu nome a uma estratégia de recuperação que não podia resultar. E disso é inquestionavelmente responsável.
Impressões
A política acabou
De momento, só conta a economia. Lamento muito.
Regression to the mean
Fenómeno estatístico a que Portugal não escapa. A regressão, neste caso, é ao estado histórico “normal” de país de emigração.
Sugestão de leitura
A Ideia de Europa em Luís de Camões, de J.P. SIMÕES DIAS
“A Ideia de Europa em Luís de Camões” – disponível para download gratuito na iBookstore da Apple! em:
https://itunes.apple.com/us/book/ideia-europa-em-luis-camoes/id608676591?ls=1
Toda a gente sabe!* / **
Toda a gente sabe que a “receita” pressuposta no “memorando” celebrado entre o Governo português e os nossos credores (quem, de facto, nos resgatou da bancarrota) implicava uma via rápida para a recessão.
Toda a gente sabe que o equilíbrio orçamental, num Estado sobreendividado e sem crédito, é impossível de se alcançar, no mínimo e como agora se diz, sem um risco sério de uma “espiral recessiva”.
Toda a gente sabe que a austeridade, por si só e sem crescimento, gera um empobrecimento vertiginoso. (O que já parece mais difícil é saber como se conjuga, realisticamente, aquela austeridade com esse crescimento!).
Da Primavera árabe
A 17 de Dezembro de 2010 um vendedor de fruta, Mohamed Bouazizi, imolou-se na Tunísia. Esse gesto foi o detonador duma revolta. O interesse mediático foi enorme. A Mohamed Bouazizi foi atribuído o Prémio Sakharov.
A 12 de Março de 2013 um vendedor de cigarros, Adel Khadri, imolou-se na Tunísia. O caso mal foi noticiado.
Chipre: confisco do contribuinte alemão
1. O contribuinte alemão foi mais uma vez chamado a garantir um empréstimo à banca de um país da zona euro.
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2. Os depositantes cipriotas vão ter que pagar a sua parte através de uma conversão de depósitos em capital.
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3. É mais justo converter depósitos em capital do que pagar os aumentos de capital com dinheiro do contribuinte (como se fez por cá com o BPN),
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4. Bancos cipriotas passam a ser a concretização de um sonho socialista: tornam-se uma cooperativa de depositantes.
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5. Quando a Islândia fez pior aos depositantes estrangeiros dos bancos islandeses, choveram elogios. O modelo islandês de fazer a banca pagar a crise é que era bom. Agora já não gostam?
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6. Quem criticou o salvamento do Banif só pode achar este modelo melhor.
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7. Quem estava a contar com a generosidade dos contribuintes alemães para alimentar défices elevados em Portugal ficou a saber que essa generosidade tem limites.
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8. O fundo de garantia bancária é uma ficção. Em Portugal não chega para cobrir 1% dos depósitos inferiores a 100 mil euros. Ficará sempre ao critério dos políticos decidir se salvam ou não um banco com dinheiro do contribuinte.
autismo
Não deixa de ser preocupante o autismo que os nossos governantes manifestam sobre as consequências das políticas económicas estatizantes que têm seguido. Como pode, por exemplo, Vitor Gaspar admirar-se e ter tido um «grande desapontamento» pelo aumento do desemprego, num contexto de recessão económica e com a política de «enormes aumentos de impostos» que tem seguido? Donde espera ele que nasçam empresas e postos de trabalho? Dos planos traçados nos gabinetes do seu ministério pelos seus burocratas, ou da economia real e dos bolsos das pessoas e das economias das empresas? Se o estado o leva o dinheiro às pessoas e às empresas, se não há crédito nos bancos que o estado também ajudou a falir, e se não existem condições externas e internas para exportar, como podem as empresas aumentar a produção, única forma de criarem novos postos de trabalho?
Este autismo academicista, que convence quem governa que é capaz de se fazer substituir a quem é governado e que distorce a realidade para ela caber na teoria, é um dos perigos grandes do estatismo dos nossos tempos. Com isto não pode haver desilusões, mas apenas ilusões. Ah, e já agora, João, nem Portugal era, em 2011, a URSS de 90, nem Cavaco é Ieltsin, nem Passos e Gaspar valem juntos metade de Yegor Gaidar.
Em que política económica acredita a direita?
Coisas a ter em conta
a) O Esquerda.net fez uma rectificação a propósito da fotografia onde se via ou melhor dizendo o Esquerda.net e seus similares viam o novo Papa a dar a comunhão a Videla. O próximo Papa tem de ser colombiano e ter dado hóstias várias à gente das FARC. Assim não há mais problema com as hóstias.
b) O I tem um artigo sobre Merkel Raízes polacas escondidas de Merkel reveladas em biografia em que escreve coisas deste género a propósito da origem polaca da família de Merkel: ” Na Alemanha, os líderes do Reich parece terem uma natural propensão para esconder as suas verdadeiras origens familiares. Antes da mulher mais poderosa no mundo o fazer, também o seu antecessor na chanceleria, Adolf Hitler, omitiu a sua origem austríaca e raízes familiares. Indiferente à revelação, Merkel prepara-se para ser reeleita de forma indiscutível para cumprir um terceiro mandato como chanceler.” Será que a origem polaca de Merkel devia interferir nas eleições?
c) Putin não pôs mais dinheiro e o inevitável aconteceu: Chypre : un sauvetage inédit à 10 milliards d’euros
afinal, em que acredita esta direita?
Todas as previsões económicas do governo, o mesmo é dizer, o seu programa para o país, têm falhado. E não basta dizer, como afirmou o primeiro-ministro, que «previsões são apenas previsões», porque isso qualquer astrólogo amador sabe, e nós não o contratamos para ler os astros ou deitar a sorte nas cartas.
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O ponto está em saber porque falham as «previsões» deste governo, concretamente as que vaticinavam resultados mais optimistas para os números do desemprego e do crescimento económico. A explicação não é difícil de entender, e até mesmo este governo, necessariamente obcecado com a bancarrota do país, é capaz de a perceber: o que gera emprego é a riqueza, e o estado português anda há muitos anos a destruí-la com políticas fiscais de enorme irresponsabilidade. Por outras palavras mais simples, daquelas que, como dizia o outro, até uma humilde dona de casa entende, a tributação elevada não permite a poupança, sem poupança não há investimento e sem investimento não se criam empresas, trabalho e riqueza. Para além do mais, o risco de investir num país com uma política fiscal errática é muito elevado, não atrai capitais estrangeiros e afugenta os nacionais, que, de resto, para além destes óbvios inconvenientes, a polícia fiscal do regime também cuida de amedrontar. Assim, e de uma vez por todas, para ver se nos entendemos, quem acredita que é a engenharia económica e financeira do governo e do estado que cria emprego são os socialistas, entenderam? Quem não for socialista deve ter outras ideias e pensar melhor.
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No fim de contas, a coisa resume-se a isto: em que política económica acredita a direita do regime, protagonizada pelo PSD e pelo CDS? Até agora, a resposta tem sido esta: nos mesmos princípios e nas mesmas políticas do Partido Socialista.
Agora? Agora fazem de conta que não aconteceu nada
O Malomil chama a atenção para esta notícia do Esquerda.net: «Jorge Mario Bergoglio, ou o padre que dava a comunhão a Videla. Jamais condenou os ditadores argentinos, apesar de saber que Videla e os seus sequazes torturavam, assassinavam, faziam desaparecer milhares de pessoas. Não pode alegar que não tinha conhecimento, porque era o confessor e dava a comunhão a Videla.» Para reforçar esta denúncia – cabe também perguntar se a indignação seria a mesma caso a comunhão fosse dada a um ditador de esquerda e se acredita o autor do texto que Videla confessa os seus crimes na confissão – mas voltando à hóstia dada a Videla por Bergoglio acontece que não é de facto Bergoglio que se vê na foto que ilustra o texto do Esquerda.net. Em jeito de conclusão escreve o Malomil: “É possível que haja outras imagens, outros factos. Mas esta não, esta é uma deturpação. E agora, que fazer? Pedir desculpas aos leitores, talvez?” Desculpa? Só por milagre. Porque a regra da casa é fazer de conta que não aconteceu nada e seguir em frente com mais acusações. Pode ser que alguma acerte.
orelhas a arder
forma e reforma
Parece que a eleição do Papa Francisco já teve consequências em Portugal, trazendo-nos algum sentido de humor que o novo titular da cadeira de S. Pedro parece apreciar e que tanta falta faz nestes tempos sombrios. Infelizmente, por cá, o humor é menos refinado, como pode depreender-se desta extraordinária iniciativa, patrocinada camufladamente pelo actual governo, para debater a reforma do estado português com quem lhe deu a forma disforme que ele hoje tem. Hão-de ir longe.
Equivalências
De acordo com a lei, a “contribuição para o áudio-visual constitui o correspectivo do serviço público de radiodifusão e de televisão, assentando num princípio geral de equivalência“.
Mas equivalência entre o quê?
Equivalência entre o benefício directo para os cidadãos e o pagamento da contribuição não é: quem paga a dita contribuição são os consumidores de electricidade, independentemente do benefício que retirem do serviço público de radiodifusão e televisão do grupo RTP. Será entre os custos do tal serviço público e o valor global da taxa cobrada?
O Ministro especialista em equivalências Relvas deu luz verde a cortes de 21 milhões [de euros] na RTP. Apesar disso, a RTP vai propor o aumento da taxa do audiovisual em 2014. A equivalência deve ser isto. Cortar nos custos e aumentar a taxa.
Esticados no sofá
«Descobri quem vai suceder ao Sapiens Sapiens. Vi-o à minha frente. É ele o Homem Esticado no Sofá que segundo o Google tradutor – desculpem mas cinco anos de Latim não dão para perceber mais que duas palavras na resignação do Papa quanto mais para fazer retroversões! – se traduzirá por Homo Extendit Toro. Esta fantástica criatura caracteriza-se por levar boa parte do dia semi-reclinada. Em geral nos sofás mas também pode ser na cama. O essencial é estar reclinado porque tudo no Homo Extendit Toro indica que ele já nasceu cansado. O seu olhar é ligeiramente semi-cerrado como convém à sua postura e tem uma capacidade fantástica de o revirar: o Homo Extendit Tororevira os olhos tal como as aves viram o pescoço, podendo atingir os 270º de rotação.» “Esticados no sofá” é título de um livro que ando a escrever aqui, semananalmente.
Francisco
Antes de o papa se apresentar na praça de São Pedro perante a multidão já tinhamos tido o anúncio do seu programa através do nome escolhido: Francisco.
O de Assis, como é notório pela sua maneira de ser e agir. E nem de outra forma poderia ser, para uma primeira vez que o nome fosse utilizado.
E quando se apresenta, não é como papa, mas bispo de Roma. Segunda inovação. Melhor dizendo, recuperação da tradição. Até o seu antecessor passou apenas a «bispo emérito Bento XVI». Falou para os seus diocesanos: «a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo», apresentou o seu Cardeal-Vigário para a diocese de Roma que o ajudara no caminho «para a evangelização desta cidade tão bela!»; e no fim solicita a protecção de Maria «para que guarde Roma inteira». Sem dúvida, o bispo da diocese de Roma. E isso é também outro programa.
E por fim deixou logo a marca, real e simbólica, do gesto de pedir a oração (e como que a benção), do povo para si, antes de ele a dar também. É a imagem e gesto a partir da qual definirá tudo o mais no seu mandato.
surpresa!
«Novo Papa é contra o casamento gay», surpreende-nos o Diário de Notícias. Provavelmente, também será contrário ao aborto, à eutanásia, às relações extra-conjugais, ao lesbianismo, ao sexo grupal, ao ateísmo, etc.. Reaccionário!
talvez o canário?
Desgraçadamente. a Humanidade não vai poder beneficiar de Chávez embalsamado! É uma enorme contrariedade para a ciência e para a revolução, provavelmente originada por sabotagem yankee, mas nada feito: os «cientistas russos e alemães», génios a quem estava confiada tão bela tarefa, comunicaram ao herdeiro Maduro que, para a coisa resultar, «se deveria ter começado antes». Provavelmente, com ele ainda vivo.
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Esperam-se a habitual choraminguice e os protestos das carpideiras comentadeiras da secção chavista do Blasfémias.
o primeiro “papa negro”

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Andou, por aí, ultimamente, meio mundo excitado com a ideia de que teríamos, finalmente, o primeiro “Papa Negro” da Igreja Católica. Pode dizer-se que, com a designação de Bergoglio, acertaram em cheio
ora vamos lá pôr a casa em ordem

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Jorge Maria Bergoglio, jesuíta, Arcebispo de Buenos Aires, é, desde hoje, o Papa Francisco I.
do manifesto e das listas
O mais recente manifesto de «personalidades» defende a adopção de 3 medidas que visam melhor o sistema político. A primeira é a instituição de eleições primárias dentro dos partidos para a apresentação a cargos políticos. A segunda é a criação de círculos uninominais para a Assembleia da República, com possibilidade de candidaturas directas de cidadãos e a eleição nominal nas listas partidárias. O terceiro é a reforma do sistema de financiamento de partidos.
(A defesa de reforma do sistema de financiamento não concretiza nenhum aspecto nem aponta verdadeiramente o que esteja mal, pelo que não é possível avaliar da mesma).
Tratam-se, genericamente, de boas ideias. Tão boas que há anos que as duas primeiras ideias são aqui publicamente defendidas neste blog por vários dos seus elementos. O que é certamente motivo de agrado ver que as mesmas fizeram o seu caminho e chegam a outros quadrantes. Dá esperança que possam a vir adoptadas.
De facto, o sistema político enferma de fortes entraves à participação dos eleitores. É absolutamente verdade que os parlamentares são escolhidos por meia dúzia de pessoas das direcções politicas, o que torna a prática parlamentar dos escolhidos absolutamente acéfala, quase sem excepções. E restringe gravemente o dever de vigiar e controlar o poder executivo Na realidade é mais o inverso que se passa. A opção do voto nominal das listas partidárias,é interessante,mas seria sempre um passo intermédio. O que significaria mais umas dezenas de anos na mesma. Apenas a criação de círculos uninominais poderá efectivamente levar a que os eleitores se revejam nos eleitos como seus verdadeiros representantes e permitindo o seu escrutínio.
A actual maioria e a composição da AR poderia ter permitido essa alteração. Mas faltou, uma vez mais vontade e força política,optando-se manifestamente pela manutenção de um sistema desfasado da realidade e absolutamente centralista. Dali não virá qualquer mudança. Mas a coisa até é simples de prever: ou mudam a bem, ou serão um dia mudados a mal.
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Por contraste, nas eleições autárquicas, aqui há anos foi «permitida» a apresentação de listas de cidadãos. Ainda que com graves e injustificados entraves quanto aos seus requisitos, tem sido uma via bem aproveitadas. E em crescendo, como felizmente se verificará nas próximas eleições. É aliás o único sinal de alguma vitalidade dos eleitores no meio político. Algumas dessas listas resultam dos sistemas fechados e castradores dos próprios partidos, com a tradicional e ilegítima imposição de candidatos locais por parte das direcções centrais. Mas muitas outras são de facto de cidadãos com projectos autónomos em relação aos partidos.
Aliás, o sentido alargado de descontentamento com a situação politica/económica presente deveria potenciar o surgimento de ainda mais candidaturas de listas de cidadãos, pois que estes tem aí, para já, o único forma de participação pelo qual podem fazer ouvir a sua voz e a defender os seus interesses.
200.000
«Seguro acusa Passos de destruir 200 mil postos de trabalho.»
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Desses, 150 mil foram criados por Sócrates.
Isto não está fácil!
Notícias de hoje:
Fumo negro na primeira votação (em Roma)
Negociações estão a ser difíceis (em Lisboa)
E às creches quando vai chegar?
Bullying homofóbico já chegou às escolas do primeiro ciclo do básico O texto infelizmente não indica se são escolas com ou sem jardim-de-infância mas no próximo levantamento dos casos de “homofobia e transfobia” nas escolas nomeadamente nas do primeiro ciclo do básico – vulgo escola primária – certamente que isso lá virá discriminado.
Alguém vai ter de explicar ao dr. Mário Soares
que até melhor prova o pensamento mágico não funciona. Em alternativa pode oferecer-lhe uma pistola de fulminantes:
16-12-2008 Mário Soares avisa que está a ser criado clima de desconfiança e revolta em Portugal
8-09-2011«Tem que haver outra revolução, mas uma revolução a sério»
29-11-2011 Mário Soares: “Se a Europa não muda, terá de haver uma revolução
7-1-2013 Mário Soares alertou (…) que se pode caminhar para uma “terceira guerra mundial
12 – Março – 2013 – Mário Soares “indignação pode tornar-se violenta”
A corporação dos sensíveis
As pessoas sensíveis falam muito dos pobres e enfatizam expressões como “políticas sociais” como se ao pronunciá-las assim enfaticamente elas mesmas de tão sensíveis lhes sentissem as dores e logo aumentassem a sua condição de pessoas moralmente superiores. Actualmente vários sensíveis mostram-se todos os dias muito sensibilizados pela insensibilidade das medidas de austeridade – A sensibilidade e os sensíveis assunto do meu texto de hoje no DE
Talvez Requerino…
Através do Bloco de Esquerda (onde se encontra sempre bons e giros fait-divers) cheguei a esta notícia de que em Espanha não se pode ter como nome próprio Lenine.
Evidentemente seria mais divertido e adequeado o leitor interromper aqui a leitura e passar directamente para as peripécias de D. Camilo e o baptismo do pequenito Liberto Camilo Lenine….
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Se regressou, informamos o estimado leitor que em Portugal também Lenine não pode ser nome próprio. Nem Rosa Luxemburgo. Nem Marx. Nem Estaline ou Guevara. É uma pena…Mas há muita escolha e para todos os gostos (ou sem ele).
o caminho das presidenciais
como “consolar” uma senhora?
São várias as maneiras possíveis, mas esta, de que nos dá conta o Diário de Notícias, parece ser pouco apreciada no Islão. Valha-nos o Profeta! A nós e, sobretudo, ao Ahmadinejad…
símbolos da resistência à crise e a esta sociedade sem futuro.
Temos de arranjar uma cartilha
para ler os jornais e decifrar títulos como estes 92 anos do PCP. Jerónimo quer eleições porque “um ideal nunca morre” Suporá um leitor distraído que Jerónimo quer eleições no seu partido o tal que partilha desse ideal que não morre e que pelos vistos revivifica com as eleições. Mas não é nada disso. Jerónimo quer sim eleições no país. De eleição em eleição até à ditadura final. Mas enfim de exagero em exagero o I ainda teve tempo para concluir: Mundo chora a morte de Hugo Chávez Já este título Hollande equilibra contas com plano de austeridade de esquerda é todo um poema: nasceu a austeridade boazinha, a austeridade de esquerda.
Impressões
Citação do dia – 1
“Publicação na internet de todos os salários dos funcionários públicos, e dos trabalhadores
em todas as entidades e organismos públicos e empresas do Estado” (*). Ora aqui está uma boa proposta, de preferência substituindo “salários” por “vencimentos anuais” (incluindo horas extra, bónus, etc.).
Citação do dia – 2
“Publicação na internet de todas as contratações em entidades e organismos do Estado, incluindo as empresas públicas, e divulgação da filiação partidária dos contratados” (*). A última parte da proposta é de menor utilidade – como dizia um antigo ministro, “cada partido tem os seus independentes”.
Papel
De facto estou de acordo: Macarrons [ou a maior falácia da doçaria europeia] na Papel uma revista on line. E antes que comece a ladainha que estou a fazer auto-divulgação porque vem lá uma entrevista comigo (também podem ler que não perdem nada) recomendo que leiam a entrevista ao Gabriel Mithá Ribeiro autor de O Colonialismo Nunca Existiu! Colonização, Racismo e Violência: Manual de Interpretação. É fundamental.
A luta dos reformados indignados
No final de Dezembro de 2012, início de Janeiro de 2013, havia um grande entusiasmo sobre a possibilidade de o tribunal Constitucional declarar vários artigos do orçamento inconstitucionais. A questão que reunia mais consenso era o da contribuição de solidariedade, considerada por muitos como claramente inconstitucional. Houve grande empenho nesta luta de reformados e pré-reformados, como Cavaco Silva, Bagão Félix e Ferreira Leite, que tudo fizeram para acabar com esta contribuição extraordinária.
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Agora, em Março, surgiu um grupo de reformados indignados, cujo objectivo é precisamente lutar contra a contribuição de solidariedade que eles consideram, obviamente, inconstitucional. Gerou-se um novo consenso: estes indignados são uns ricaços que gozam com as dificuldades do povo. Ficarem sem parte da reforma é certamente justo nestes tempos de crise.
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Dentro de algumas semanas, o tribunal constitucional dará razão aos reformados indignados. Nessa altura vamos ter novo consenso. Desta vez, os que criticaram os reformados indignados dirão que o governo esteve mal em atentar contra a Constituição.
esta também foi o rudolfo rebêlo quem escreveu?
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Mario Draghi, em carta enviada a António José Seguro. Ou terá sido mais uma do Rudolfo Rebêlo?
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Leitura complementar: “PS sente que ‘troika’ é mais flexível que Passos”.
