Que vergonha. E que grande alívio
Fui reler o programa eleitoral do PS à luz do “memorando de entendimento” de Portugal com a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu. É um exercício penoso pois o PS (e veremos domingo o que propõe o PSD) mantém-se fiel ao velho princípio de que os eleitores só votam em quem lhes apresenta a realidade em tons cor-de-rosa. Nada que surpreenda: é assim em Portugal desde que temos democracia. Pior: parece ser assim em muito lado pois, como esta semana confessou Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, “quando as coisas começam a ficar sérias, temos de mentir”. Ora o memorando de entendimento não mente nem está embrulhado em palavras delicodoces, antes estipula, exige, estabelece metas, fixa prazos. O memorando é mesmo o programa das reformas que há muito se sabe serem necessárias mas das quais se tem fugido como o diabo da cruz.
Há um ano, quando se tornou claro que os mercados não perdoariam aos países que tivessem perdido o controlo dos seus défices e das suas dívidas, Portugal poderia ter optado por seguir o caminho agora delineado no memorando. Primeiro, porque o essencial das suas medidas reformistas há muito que eram defendidas pelos especialistas. Ler mais…
a mim parece-me que…
Foto do dia (de ontem)
Amanhã, às 15h, na pousada de Sta. Luzia, ocorrerá a apresentação oficial da lista dos candidatos a deputados do PSD pelo círculo de Viana do Castelo. Estará presente o secretário-geral do PSD, Dr. Miguel Relvas. E eu direi o que me vai na alma.
Perceber coisas simples
Mesmo que o acordo (tradução não oficial) com o FMI/MEEF previsse exactamente as mesmas medidas que constavam do PEC IV (e não prevê), não é a mesma coisa aplicar tais medidas num quadro de constante subida das taxas de juro nas sucessivas emissões de títulos de dívida (PEC IV) ou num quadro (FMI/MEEF) em que tais medidas são a contrapartida de um financiamento a taxas seguramente mais baixas e com maturidade mais longa (recorde-se que, no último ano, grande parte da dívida emitida é dívida de curto ou muito curto prazo, nas emissões mais recentes de apenas 3 meses). A tese de que o Governo planeara já adoptar tais medidas (sendo desnecessário o recurso à ajuda externa caso a oposição tivesse viabilizado o PEC) é, por isso, uma absoluta falácia.
Se o PEC IV tivesse sido aprovado, mesmo que o Governo fosse capaz de pôr e prática as medidas nele previstas (o que é mais do que duvidoso), daqui a seis meses ou um ano, seria inevitável recorrer à ajuda externa, acompanhada de novo pacote de medidas ainda mais severo, pois o “buraco” a tapar seria ainda maior.
Na troika já começaram a perceber que há um problema chamado primeiro-ministro português
Amadeu Altafaj, porta-voz do comissário dos Assuntos Económicos é um deles. Mas ainda vai no início da coisa. Caso contrário, coitado, saberia que frases como esta “devemos ser muito sinceros e dizer olhos nos olhos aos portugueses” não fazem aqui qualquer efeito. Do minuto 13 a 14.
Vergonha, vergonha foi ser necessário virem uns estrangeiros repetir o que muita gente dizia
para que o Governo passasse a ser entrevistado e confrontado com a realidade. Mas nesse tempo quem dizia o que agora o FMI dise era bota-abaixista. Esta entrevista ontem de Teixeira dos Santos na RTP 1 é um marco. Não a esqueçam.
Mentir sempre:
Pedro Silva Pereira, 5 de Maio: «Os senhores jornalistas que publicaram essas notícias sobre cortes do 13º mês, cortes no salário mínimo ou reduções de pensões a partir dos 600 euros saberão de onde essas informações vieram e com certeza que não foram do Governo», afirmou.»(*)
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José Sócrates, 16 de Março: «Perda de prestígio e influência no mundo, [medidas com]consequências para o Estado e para a vida das pessoas muito piores como acabar com o 13º mês, reduzir o salário mínimo, despedir funcionários públicos e cortar mais os salários», exemplificou Sócrates.» (*)
Senhoras e senhores, respeitável público, liguem a televisão e verão algo nunca visto. Pela primeira vez diante dos vossos respeitáveis olhos, um governo que conduziu um país à falência e que teve de negociar in extremis um acordo para pagar salários e juros aos credores apresentou-se como vencedor perante o povo.
A comunicação ao país de José Sócrates na terça-feira à noite foi um número de ilusionismo em que nem sequer faltou o mistério da proibição da tomada de fotografias por parte de fotógrafos alheios ao gabinete do primeiro-ministro e o suspense de um ministro das Finanças esfíngico como se fosse partenaire no número das facas.
Como convém aos espectáculos de magia, no fim ouviu-se dizer que tinha corrido bem, entendendo-se aqui o bem no sentido da prestidigitação. Ou seja, sabe-se que se foi enganado, até gozado (a propósito de gozo, quem além do nosso primeiro-ministro fala de privatização da escola pública?) mas a cada actuação do artista em questão – há largo tempo que a figura de primeiro-ministro foi substituída pela de performer de ilusionismo – acaba sempre a tornar-se consensual que o número correu bem pois ninguém percebeu para onde foram as pombas, nem os coelhos, nem a mulher, nem as cartas, adereços que nas prestações deste nosso artista entrincheirado em S. Bento não são pombas, nem coelhos, nem mulher, nem cartas que desaparecem mas sim buracos orçamentais, número de desempregados, dados sobre a segurança interna, resultados efectivos da frequência das Novas Oportunidades e da distribuição de computadores Magalhães ou o balanço das operações de compra e venda do património estatal à Estamo.
Esta relação entre o ilusionista e o seu público tornou-se de tal modo indispensável ao nosso quotidiano que mal o espectáculo terminara já Francisco Assis avisava que era preciso não entrar em euforia. Qualquer criatura que não estivesse imbuída deste clima de show mágico perguntaria imediatamente onde é que pode haver euforia num país que pediu 78 mil milhões de euros, que tem impostos altos e vai aumentá-los mais ainda, que tem a maior dívida externa dos últimos 120 anos e que regista um desemprego-record. Mas nós já perdemos a noção do real. O que nos interessa é a eficácia da encenação.
<a Ler mais…
Uma final Portucalense
A disputar muito em breve entre as duas melhores equipas do Condado, com níveis de competitividade que pedem meças em termos internacionais. E num ambiente céltico, assaz acolhedor e familiar para ambos os contendores.
Prevê-se renhida peleja, de resultado incerto. Como afirmou ontem PC com a assertividade que se lhe reconhece, os lampiões, trôpegos como andam, constituiriam um adversário bastante mais acessível.
é preciso laicizar o ps
Os terríveis malefícios e as consequências nefastas do fanatismo religioso.
os custos do socialismo – 2
os custos do socialismo – 1
Luís, fali o país porque o quis falir
Mínimos
Face à dimensão do acordo estabelecido e dos compromissos assumidos entre o governo demissionário e as entidades internacionais, o mínimo que se pode esperar é o de que a Comissão Permanente da Assembleia da República ou o Presidente da República convoquem o Parlamento para que os representantes dos portugueses se pronunciem sobre o mesmo.
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(também publicado no Rua Direita)
Pronto, ’tá bem, ‘a gente’ não fala mais nisso
«O ciclo da polémica sobre a culpa pode agora ser fechado para que se acredite no regresso da política» – lê-se no editorial não assinado (raio de mania) do PÚBLICO de hoje. Ou seja não interessa nada como chegámos aqui. E sobretudo escusa de falar-se das responsabilidades do actual Governo. A bem dizer elas devem ser mais ou menos idênticas às da oposição. Ou quiçá a culpa maior é dos governos de Cavaco Silva. Ou do Nobre da Costa.
O discurso de Almada
No Verão de 1975 Vasco Gonçalves fez um discurso em Almada que não foi mais alucinado do que outros que proferira anteriormente. Mas de repente a televisão mostrava impiedosamente aquele homem esgargalado, quase descomposto, bramindo contra a reacção, os fascistas, os aliados dos fascistas, os cúmplices dos fascistas enquanto o país estav no caos. Muitos daqueles que tinham começado por apoiar o companheiro Vasco e que depois se tinham ido calando perante as sucessivas golpadas do PCP perceberam que não dava mais. Não quer isto dizer que não continuassem a simpatizar com aquele universo do progressismo mas perante a insanidade de tudo aquilo intuiram que assim não podia ser.
O discurso de José Sócrates desta semana é o seu discurso de Almada. Sócrates pode fazer bem campanha, recorrer aos truques do costume mas só entre avençados arranjará uma alma que consiga ver isto e não ter vergonha. Ou piedade.
mas quem diria?!
A despedida
Hoje, às 23h, na RTPN, farei a minha despedida do Direto ao Assunto – pelo menos até às eleições.
Temas: a ajuda que Sócrates não queria e de que agora se vangloria (e até o deve fazer já que causou a desgraça que a trouxe), a entrevista de Passos Coelho à RTP (21h) e a morte de um terrorista abrigado pelo Paquistão.
Só visto, contado não se acredita
Francisco Assis: “Não podemos entrar em clima de euforia” Durante mais de um ano negaram a crise. Celebraram contratos que sabiam não poder cumprir. No dia em que se tornou incontornável que não havia dinheiro sequer para pagar salários fizeram finalmente o pedido de ajuda externa. Ou melhor dizendo o ministro das Finanças fez esse pedido à revelia do PM que dizia que jamais o faria. E agora depois de chegarmos a esta miséria em enormíssima parte por culpa deles que governaram como quiseram vêm apresentar não só este acordo como uma vitória do governo como ainda nos dizem que não podemos entrar em euforia, como se a crise tivesse acabado? Mas que mal fizemos nós aos deuses para termos de aturar este calvário??
É bom recordar…
…como se faz hoje no Editorial do Jornal de Negócios:
Se bem os conheço vão assobiar para o lado
«NENHUM jornal foi autorizado ontem a fazer fotografias da importante comunicação ao país do primeiro-ministro José Sócrates. A decisão foi, mais uma vez, só haver fotografias feitas pelo fotógrafo oficial do gabinete do primeiro-ministro, Ricardo Oliveira. Decisão inaceitável a todos os títulos, apesar de nenhum jornal se atrever hoje a referi-la. Alguns jornais escondem mesmo tratar-se de fotos oficiais – o Público assina a foto como sendo da AFP, o Correio da Manhãcomo sendo da Lusa. Uma “conferência de imprensa” (como lhe chamou o primeiro-ministro) sem fotógrafos (e já agora sem perguntas) é uma conferência de imprensa? Ou apenas a confirmação de que o jornalismo português está de joelhos?» António Granado aqui onde também escreveu sobre as fotografias do congresso do PS/GPM.
Como escreve o Henrique Raposo: «A história da relação entre média e PS socrático será feita um dia. Não será uma história meiga. » : «O que eu acho inaceitável é a equivalência moral que se faz entre o amadorismo/ingenuidade/falta de jeito de Passos e os actos e consequências de Sócrates. Essa equivalência – que está em vigor nos média – não é aceitável. Um está lá há 15 anos. O outro nunca lá esteve. Um levou o país à bancarrota. O outro é líder da oposição há um ano. Aproveitar o ruído do PSD para esconder o fracasso absoluto da governação PS é uma coisa inaceitável. Moral e intelectualmente. Um exemplo: na segunda-feira, o hino novo (?) do PSD teve mais buzz do que a notícia das 600 mil crianças que perderam um subsídio de família. Isto não é justo. Uma vírgula mal colocada numa declaração de Passos causa mais eco na imprensa do que um acto de má governação de Sócrates (ex.: a factura de electricidade das escolas triplicou com a Parque Escolar). Isto não é normal. Se Passos dá um espirro, todos os jornais caem em cima; há um motim de Teixeira dos Santos contra Sócrates, mas isso não causa polémica nem discussão. Isto não está certo. Não é honesto. »
Especialistas em comunicação política
Os comentadores que consideraram genial o discurso de Sócrates no Congresso do PS consideram que o discurso de ontem também foi genial. Um grande comunicador. Sócrates é genial (um grande comunicador) quando diz que nâo chamará o FMI, é genial (um grande comunicador) quando diz que não governará com o FMI, é genial (um grande comunicador) quando diz que a culpa é do PSD que não aprovou o PEC IV, é genial (um grande comunicador) quando diz que vamos ter saudades do PEC IV. Continua a ser genial (um grande comunicador) quando anuncia que vai chamar o FMI, é genial (um grande comunicador) quando anuncia que se candidata a governar com o FMI e é genial, fantástico, imbatível (um grande comunicador) quando anuncia que o FMI é melhor que o PEC IV. Não me lembro de nenhuma intervenção de Sócrates que não tenha sido genial, notável, arrasadora, fantástica, imbatível.
Renegociar as PPP
Alguém consegue explicar como é que isso se faz?
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O que ganham os concessionários com a renegociação?
Magia Negra
O que José Sócrates anunciou ontem foi um pretenso programa a 3 anos que, quando terminar, deixará Portugal com mais 12% ou 13% de divida pública daquela que tem hoje.
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O que José Sócrates não anunciou ainda foi o programa de resgate financeiro do Estado. Aquele que permitirá a Portugal evitar a bancarrota, reduzir o endividamento público para valores sustentáveis, criar superavits nas contas públicas, pagar as PPPs e deixar um país decente para os nossos netos. Para os filhos já não há muito a fazer.
Saudades II
Amanhã, o acordo que a troika vai anunciar vai fazer-nos ter saudades da versão do acordo que Sócrates anunciou hoje.
Agenda do FMI
A 15 de Março de 2011 Sócrates avisava que se o PEC IV fosse reprovado vinha aí a “agenda do FMI”: “Acabar com o 13º mês, reduzir o salário mínimo, despedimentos na função pública”.
o osama do josé
Para os estrategas do PSD que andavam convencidos que, em Portugal, o poder se perde em vez de se conquistar, as primeiras linhas do acordo firmado com o FMI, hoje apresentadas por Sócrates, não são uma boa notícia. Estas cabeças iluminadas esqueceram-se de ler «O Cisne Negro» de Taleb, e aplicaram incondicionalmente o método indutivo à queda de Guterres e à eleição de Barroso. Erro grave: José Sócrates não é António Guterres e, ao contrário deste, gosta de chafurdar em pântanos, o que vai tornar particularmente difícil a vida ao PSD. É evidente que, nestas circunstâncias, o governo continua a ter a faca e o queijo na mão, e pode maximizar os «êxitos» das suas não-medidas, acalmando e conquistando o eleitorado. Não vai haver mexidas nos 13º e 14º meses de salário, as reformas acima de € 600,00 e abaixo dos € 1.500,00 não serão reduzidas, não vai haver despedimentos na função pública, and so on, and so on, pelo menos, até ao fim deste ano, muito depois das eleições se terem realizado. E, depois, já será tarde… O PSD podia ter contrariado isto? Claro que sim, se tivesse apresentado uma alternativa séria e consistente de governo e de modelo social e político ao deste PS, para o que teria de ter a seu lado o CDS, isto é, toda a ala direita do regime. No taco-a-taco das medidinhas com rentabilidade eleitoral, perderá sempre em favor do governo, como se acabou de ver. Temo bem, por isso, ao contrário do que pensaria a intelligentsia laranja, este acordo com a troika venha a ser o Bin Laden de José Sócrates e não o seu epitáfio político.
Saudades
“Vamos ter saudades do PEC IV” José Sócrates, 28-4-2011
Spin
O ainda PM – há que reconhecer – é um extraordinário comunicador. Não podia ter escolhido melhor momento para a sua comunicação ao país. Nada disse sobre o “pacote”, mas descansou logo uma boa parte do eleitorado, que já antecipava o corte do subsídio de Natal, e ainda teve tempo para atirar a responsabilidade pelas más notícias que alguém terá de dar amanhã para a irresponsabilidade da oposição e atacar a imprensa que ainda esta tarde divulgava valores de financiamento muito mais elevados dos hoje anunciados, mais ou menos ao mesmo tempo que a declaração do PM.
Qualquer analista sabe que o país está na bancarrota, que a ajuda externa vai ser dura, apesar de necessária e de só pecar por tardia. Mas, perante grande parte do eleitorado, apagar a imagem de “excelente resultado” apresentada por Sócrates vai ser muito, muito difícil para toda a oposição. Anunciar, como fez Catroga, que o acordo se deve ao PSD (leia-se: o bom acordo deve-se ao PSD e não ao Governo) não é uma estratégia particularmente eficaz (ainda que seja verdade): Sócrates já tinha recolhido os louros. Temo que se aproximem mais quatro anos do mesmo.
das duas uma
«São suficientes as medidas previstas no orçamento e as anunciadas no âmbito do PEC IV», garantiu aos portugueses José Sócrates, que acrescentou não serem precisas mais medidas de austeridade este ano, para além das previstas nesses dois instrumentos orçamentais. Afinal, em que é que ficamos? Não vinha aí uma catástrofe de proporções biblícas por causa do chumbo do PEC IV? E não íamos todos sentir-lhe a falta, por causa da «irresponsabilidade política» de Passos Coelho e da oposição? Das duas uma, ou falta aqui qualquer coisa ou a queda do governo não foi tão trágica quanto nos disseram que seria.
105 mil milhões!!!
Será o montante da ajuda a Portugal, a fazer fé nesta notícia. Recordo que, aquando da formalização do pedido da dita, se falava num valor entre 70 e 80 mil milhões. Seria interessante saber que buracos escondidos justificam tal acréscimo. O que só vem reforçar a necessidade de uma auditoria às contas públicas.
também rendeu votos
sobre a segunda «morte» de bin laden
Um artigo muito interessante de Paul Craig Roberts, mais um tolinho fanático por ovnis e marcianos verdes, que foi assistente do Secretário do Tesouro dos EUA durante o governo Reagan e editor associado do The Wall Street Journal. (via Elisabete Joaquim e O Insurgente).
só falta o morto
Uma fotografia-família da Administração Obama, em mangas de camisa, a assistir à captura de Bin Laden, como se estivesse a ver a final do Campeonato Mundial de Futebol ou a jogar um video game infantil. Declarações eufóricas do Presidente («We got him!», «Este é um grande dia para a América!»), ao melhor estilo texano de perseguição e captura dos celerados do Velho Oeste, reveladas por fontes oficiais da Casa Branca. Imagens esclarecedoras do interior da casa colhidas após a operação. O êxito do ADN colhido no cadáver. Uma gravação com declarações de Bin Laden, presumivelmente ameaçadoras, feita, por pura coincidência, pouco tempo antes do ataque e cujo conteúdo será revelado em breve. Centenas de imagens divulgadas na comunicação social de todo o mundo, com as manifestações de alegria do povo americano pela morte do seu inimigo público nº 1. Obviamente que nada disto hostiliza o «Islão radical», o tal que as exéquias fúnebres no mar de Omã, obedecendo a todas as exigências do islamismo mais ortodoxo, tentaram amavelmente contornar. Este é, por enquanto, o saldo da «Operação Geronimo» (o nome de código de Bin Laden nos serviços secretos americanos), já considerada unanimemente pela comunicação social «a maior vitória que Obama podia dar aos Estados Unidos». Para a festa ser perfeita, só falta o morto. Vamos a ver se ele aparece…
À atenção do FMI
Rua Direita
Porque o socialismo (ps) e o meio-socialismo (psd) não se recomendam de todo, como se comprova pelos últimos anos, e porque creio que o CDS/PP é o único partido estruturalmente não-socialista (ainda que por vezes a sua prática deixe algumas dúvidas…), será altamente desejável, a meu ver, que o mesmo veja aumentado o número de eleitores e de deputados. Assim, por convite do Adolfo Mesquita Nunes estarei nestes dias de campanha também no Rua Direita.
Desde quando nasce o terrorismo das desigualdades?
O cavalo do inglês
Sobre os efeitos marginais de uma medida na economia, o João José Cardoso conhece de certeza a história do cavalo do inglês. A ideia era reduzir a ração do animal um bocadinho todos os dias. Não fazia mal nenhum, o animal habituava-se e no fim poupava-se dinheiro na ração. E assim foi durante algum tempo, até que o cavalo morreu.




