Saltar para o conteúdo

“Um programa para fazer o mesmo (ou pior)” *

3 Maio, 2011
by

«O programa é um falhanço rotundo sob qualquer perspectiva: pobre na escrita e árido na imaginação política; reduplica promessas não cumpridas de 2009 como se o país estivesse na mesma situação de há dois anos e não existisse qualquer pedido de ajuda externa; as propostas são falaciosas porque ignoram alguns dos dados mais relevantes do fracasso da governação; é deslealmente vago quando refere os sacrifícios que irão ser exigidos aos portugueses (“revisão” das deduções fiscais, “racionalização” do IVA, “reorganizar” o SNS); é dolosamente impreciso quanto à elefantíase das grandes obras públicas (TGV, novo aeroporto ou Scut); por fim, é mentiroso em pontos essenciais – por exemplo, atreve-se a estabelecer objectivos a partir do défice de 2010 de 6,8% em vez do valor oficial, para já, firmado em 9,1%…»

* Ontem, no Jornal de Notícias

Gastos sumptuários

3 Maio, 2011
by

Querem conhecer alguns gastos sumptuários realizados na realização das obras da Parque Escolar? Vejam a primeira das reportagens deste programa Biosfera. O problema não é só o que se gastou em ar forçado e ar condicionado: é o que se gasta todos os meses em energia: a factura das escolas “novas” mais do que triplicou. Só é pena não entregarem a factura num certo apartamento da Rua Braamcamp, em Lisboa…

Back to the USSR

3 Maio, 2011

A escola onde o Primeiro-Ministro coloca os filhos não tem grande importância, como acto isolado. Podem existir milhentes razões pessoais e familiares para essa opção. Mas o socialismo começa a ter problemas quando a generalidade dos membros da elite  socialista se fornece nas lojas especiais e a generalidade dos não socialistas é forçado a fornecer-se nas lojas do povo. Em Portugal isso já acontece há alguns anos, quer na educação, quer na saúde.

Kiss and not tell

3 Maio, 2011

Gostava de avançar uma teoria para explicar porque é que os americanos não estão muito preocupados em apresentar provas de que mataram o Bin Laden. Quando um gajo vai para a cama com uma gaja boa, o simples facto de o ter feito é suficientemente satisfatório para que ele não precise de se gabar que o fez. Mas se o gajo não foi para a cama com uma gaja boa, pode sentir-se tentado a gabar-se que o fez, e a tirar satisfação disso. Portanto, gabarolice a mais sinaliza um aldrabão, tanto mais aldrabão quanto mais a gaja for boa.


Bloco quer taxar o património mobiliário

3 Maio, 2011

João José Cardoso explica-nos que “bens mobiliários são aqueles que podem ser mexidos de um lado para o outro: acções, depósitos, etc.”. Dito de outra forma, são bens que quando taxados acima de um determinado nível movem-se para a Suiça, e os suiços agradecem.

novos procedimentos humanitários da administração obama

2 Maio, 2011
by

Sendo francamente avesso às normalmente designadas «teorias da conspiração», que supostamente «explicam» a História por detrás da história, não posso deixar de manifestar o meu imenso espanto, diria mesmo, a minha absoluta estupefacção pela inexistência de uma fotografia que seja do cadáver do inimigo público nº 1 dos EUA, tão-pouco das suas exéquias fúnebres tão rapidamente celebradas a bordo de um navio americano no mar de Omã. Se tivermos em conta o tratamento mediático dado à captura de Saddam Hussein, inclusivamente filmado a sair do buraco do seu esconderijo como se de uma qualquer ratazana se tratasse, há que convir que temos aqui uma certa discrepância no trato…

A casta

2 Maio, 2011

A casta defende a igualdade. A casta vive de patrulhar eventuais sinais de diferença. A casta trata como ímpio quer for contra o dogma da igualdade. A casta torna sinónimas as plavras  público, obrigatória e igualdade. A casta preserva os seus de tudo o que torna obrigatório para os outros: «são os dois filhos do primeiro-ministro (…) que frequentam o ensino privado, nomeadamente os colégios Moderno e Alemão. Ao passo que as duas filhas mais velhas do líder social-democrata, Joana e Catarina, estão em estabelecimentos públicos. »

Proceda-se em conformidade

2 Maio, 2011

Já seria um bom princípio: pacote de ajustamento da economia portuguesa, por Álvaro Santos Pereira

Nada de novo mas sempre perturbante

2 Maio, 2011

A forma como se trata a morte de Bin Laden. É como se os atentados fossem um problema americano. A Al Qaida matou  em Londres e Madrid. Curiosamente é como se esses atentados não tivessem autor e o BIn Laden fosse apenas um assunto dos americanos. Uma mania. Uma vingança. E como se nós fossemos apenas assistentes.

PS. Nossa TSF dedica hoje o seu forum à morte de Bin Laden Coitadinha de nossa TSF dividida entre a sua tão grande dedicação ao pacifista Obama – esta operação deve ter sido obra do Bush! Só pode. O Obama diz que foi ele que deu a ordem para a operação mas não pode ser. Um homem tão pacífico, uma pomba da paz, uma esperança do equilíbrio interior do universo… podia lá fazer uma coisa dessas?! – e a sua tese dos reacendimentos que na gestão Obama passaram a exacerbações: Este é um duro golpe que pode abalar a Al-Qaeda ou teme que possa exacerbar os grupos extremistas? Daqui se apela à participação no Forum TSF com vista à denúncia deste acto de violência, feito ao arrepio do Direito internacional congeminada pelos falcões que se introduziram na Casa Branca.

Vencedor do dia

2 Maio, 2011

Défice público: cinco propostas*

2 Maio, 2011

“O Estado português chegou à bancarrota porque sucessivos governos andaram a beneficiar os amigos, esbanjando o dinheiro dos nossos impostos. Não será pois admissível que, na hora de poupar e proceder a cortes na despesa, sejam os mais humildes e a classe média a sofrer os maiores sacrifícios.” Ler mais…

Um sinal de coerência

1 Maio, 2011
by

Sócrates, para quem o conceito de governar se limita a fazer campanha desenfreada à custa do erário público desde que tomou posse, inaugurou hoje uma escola. Contudo, ao ter este gesto ao Domingo revelou inusitada coerência – pois foi também em dia santo que Sócrates ultimou aquela espécie de ‘licenciatura’ que tão bem o caracteriza…

O candidato ideal da direita socialista

30 Abril, 2011

Tenho notado que muitos eleitores da direita:

.

1. Ainda não perceberam que o país faliu;

2. Ainda não perceberam as consequências da falência;

3. Querem manter o Estado Social tal como está;

4. São a favor de todas as medidinhas para ajudar os mais pobres, desde que elas não envolvam o esforço dos próprios;

5. Acham que não se deve mexer na escola pública, no SNS, na segurança social e no subsídio de desemprego.

.

O candidato a PM ideal para estes eleitores é óbvio.

Qual a melhor forma de cortar no subsídio de desemprego?

30 Abril, 2011

Esta semana o Movimento Mais Sociedade fez uma boa proposta: penalizar quem passa mais tempo a receber subsídio de desemprego com uma redução da pensão de reforma.  Sabendo-se como se sabe que quer o subsídio de desemprego quer as pensões de reforma vão ter que baixar, esta solução permite fazê-lo atendendo a alguns princípios que devem nortear a Segurança Social:

.

1. Responsabilidade individual: as pessoas são responsabilizadas pelas suas opções e pela sua dedicação ao trabalho. Aqueles que fazem escolhas que lhes permitem manter-se empregados durnte mais tempo. Aqueles que foram para sociologia ou para antropologia porque a matemática dava muito trabalho são penalizados por isso.

.

2. Previsibilidade: têm que existir regras claras, que não dependam das circunstâncias nem do peso político dos grupos etários, que permitam saber a priori como serão geridos os recursos em situações de escassez.

.

3. Realismo: a proposta reflecte o facto de que os recursos são escassos e de que não chegarão para tudo.

.

4. Adaptabilidade: a proposta permite gerir recursos sem cortes bruscos no curto prazo. As pessoas têm tempo de adaptar a sua actual situação às novas regras. A gestão de recurso depende das opções individuais de cada um e não do corte cego feito por políticos.

.

Dito isto, alguém ouviu estes pontos serem discutidos ao longo da semana? Eu não. Só ouvi as parvoíces que os abrantes foram dizendo sobre o tema e que a comunicação social não teve qualquer problema em amplificar.

Legitimidade

29 Abril, 2011

A Rainha de Inglaterra não é eleita, não é escolhida pelo seu povo. Tal como o Príncipe Carlos, Príncipe William ou… Durão Barroso.

Mais do mesmo!

29 Abril, 2011
by

“Mais Sociedade” quer aumento do IVA e da idade da reforma

Isto é típico da “corte”, pensam primordialmente no aumento da receita. O emagrecimento de um Estado parasitário por cortes – que têm de ser enormes – na despesa, é uma prioridade sempre adiada.

PSD: ter poder ou ter razão?*

29 Abril, 2011

Não interessa se Passos Coelho fala bem ou mal. Se mostra a mulher ou se a esconde. Se convida Nobre para as listas. Tal como em 2009 também não interessava se Manuela Ferreira Leite se explicava adequadamente, se interrompia a campanha para ir ver o neto ou se apanhava boleia de Alberto João Jardim.
Nada disso interessa. Acredito que os líderes do PSD se preparem para as campanhas e até que acreditem que depende deles ganhá-las ou perdê-las. Mas não só não é assim, como cada vez é menos assim. Neste caso os sociais-democratas escusam de culpar Sócrates, porque a culpa não é dele. Ele apenas beneficiou e potenciou um dos adquiridos da política portuguesa – a de que o PS é o partido natural de poder em Portugal – e sobretudo tornou evidente aos olhos de todos que o PSD sobrevive agarrado a flashes desconexos de memória – Sá Carneiro e Cavaco Silva – e a um panteão de razões não entendidas no seu tempo, mas que a posteridade confirma como fundamentadas. Manuela Ferreira Leite é sem dúvida a mais eloquente protagonista deste aparente paradoxo que transforma a posteriori os ex-líderes do PSD num poço de razões e de discernimento, características que escassos meses antes, quando eram líderes, todos asseveram faltar-lhes.
Já o PS vive de História e de ideologia. Colou a I República ao 25 de Abril de 1974, conseguiu fintar o PCP no que ao património de Abril respeita, reserva para si o lugar maior na nossa integração europeia e sobretudo criou uma versão simplificada da História de Portugal em que o PS é, numa versão humilde, pelo menos o motor da nossa História. Para esta concepção não é de modo algum irrelevante a figura majestática de Mário Soares, tutelando o regime há 37 anos.
É quase ocioso explicar que não existe nada de equivalente do lado do PSD.

Ler mais…

Isto não augura nada de bom

28 Abril, 2011
by
Ouro em máximos históricos acima dos 1.535 dólares
 
Subjacente a isto, estão políticas monetárias laxistas dos países ocidentais para financiarem um modelo social desde há muito insustentável.
 
Podemos estar na iminência de um cataclismo financeiro inimaginável, ao ponto de nos pôr saudosos da crise do sub-prime.

Num País na bancarrota, isto raia a insolência

28 Abril, 2011
by

António Mendonça: “Não há nenhuma alteração” ao TGV

Avançar com este projecto, é um crime de lesa-economia. Que poderosos interesses estarão envolvidos que justifiquem tal teimosia? Qual será o banco, nacional ou estrangeiro, disponível neste momento para garantir o financiamento desta megalomania? Porque não denuncia a oposição esta irracionalidade? Na conjuntura actual, é muito fácil passar uma mensagem simples e clara à opinião pública: se não temos dinheiro para pagar o mais básico, porquê gastar num Ferrari?

Ser PS é dizer isto sem rir e sem que os outros desatem a rir

28 Abril, 2011

«”O ministro das Finanças, o que é feito dele, os portugueses sabem: está a negociar o processo de ajuda externa. Está a trabalhar intensamente no Ministério das Finanças com a troika para defender Portugal neste processo de negociação internacional“, respondeu Pedro Silva Pereira quando questionado sobre a ausência de Teixeira dos Santos desde que começaram as negociações com as equipas do FMI, da Comissão Europeia e do BCE.»

Por via das dúvidas podem deixar a luz do gabinte acesa toda a noite de modo a que o povo quando passa na rua veja e perceba que o senhor ministro não foi vítima duma purga mas sim está lá, a defender a Pátria. Na URSS e na Coreia do Norte esta técnica deu bons resultados.

Quanto mais baixo o défice melhor

28 Abril, 2011

O governo português deve fazer tudo o que for possível para reduzir o défice, incluindo desorçamentar, esconder despesas, falsificar a contabilidade, o que for preciso, porque se o fizer os credores emprestam-nos a juros mais baixos. O ideal seria que o INE e o Eurostat colaborassem. Quanto mais baixo for o défice oficial mais facilmente os credores nos emprestam mais dinheiro, mesmo que esse défice oficial não reflicta a verdade. Os credores também ficam contentes se a dívida oficial for baixa, mesmo que exista muita dívida escondida sob a forma de PPPs e nas empresas públicas. Na dúvida entre fazer uma PPP ou pagar logo a despesa pelo orçamento de estado, os governos devem fazer uma PPP porque essas despesas não se reflectem nem no défice nem na dívida. Se for seguida esta estratégia não teremos problemas de crédito porque os credores não vêm o défice aumentar.

“A táctica” *

28 Abril, 2011
by

«Não é essencial para os seguidores de Sócrates ganhar as eleições nas actuais circunstâncias. Aliás, alguns de entre os mais lúcidos, computando a insuperável inépcia governativa do seu chefe, devem preferir que os tempos complicadíssimos que aí vêm conheçam um governo privado a sua presença. O plano oficial é outro: tornar Portugal politicamente ingovernável, tentando forçar na mente dos votantes em eleições futuras a tese de que não existe ensejo de alternativa a Sócrates senão o propriamente dito.»

* Ontem, no Diário de Notícias

«Mudanças metodológicas»

27 Abril, 2011

Qualquer jornalista encartado papa o que lhe dão. E vai daí repetem a cartilha do governo socialista de que a alteração efectuada aos deficites se deveu a uma obscura «mudança metodológica» (que ninguém consegue encontrar…). Como não pensam, escrevem, por exemplo  que o Eurostat «obrigou» a incluir nas contas públicas as verbas torradas no BPN.  Repare-se: os contribuintes viram 2 mil milhões do dinheiro que o estado lhes sacou entregue a um bando do estado e … surpresa, tal dinheiro não constava das contas públicas.

Outra surpresa: as verbas contratualizadas com as concessionárias (na ordem das centenas de milhões), não constavam das contas públicas embora sejam da ordem das centenas de milhões de euros sacados aos contribuintes.

As empresas de transportes públicos receberam centenas de milhões de euros (sacados aos contribuintes), mas tal também não constava das contas públicas.

Tudo «mudanças metodológicas», claro. …. Não eram as contas que estavam mal, não foi o governo que tentou esconder o que fez ao dinheiro sacado aos contribuintes, não eram as contas públicas de duvidosa seriedade com reflexos na credibilidade das nossas obrigações nos últimos meses, não foi aldrabice como na Grécia, não foi o governo que tentou não prestar as devidas contas do dinheiro que recebeu… não, foi apenas uma mudança de metodologia.

Eu sei o que isso é. Um dia, dei 10 euros ao meu filho para comprar o jornal  e tive de lhe aplicar uma mudança metodológica para reaver o troco….

Critérios editoriais

27 Abril, 2011
by

Alguém me explica porque é que só a Renascença e a RTP é que estão a dar destaque à notícia de que o Governador do Banco de Portugal responsabilizou hoje os decisores políticos pelo descalabro das contas públicas?

Será porque Carlos Costa disse que nos últimos 12 anos os Governos à frente dos destinos do país não foram prudentes? E que se endividaram e não quiseram cumprir regras europeias, de manter o défice abaixo dos 3%, ou de simples bom senso?

Andam a gozar connosco

27 Abril, 2011

A Câmara socialista de Matosinhos é proprietária de um Estádio Municipal, de um Centro de Desportos e Congressos, de um Centro Desportivo Municipal, de 6 Pavilhões Municipais, de Campos de Ténis e de 7 piscinas municipais.

.

Agora, para ajudar a resolver os problemas financeiros de duas entidades privadas, vai comprar mais 2 estádios, o do Leça FC e o do Leixões. Estádios que obviamente continuarão a ser utilizados por aquelas entidades privadas. Os socialistas acham bem e normal usar o dinheiro dos contribuintes para aliviar as dívidas de privados.

.

A nenhum daqueles alienados vereadores municipais lhes passa pela cabeça que não é de todo essa finalidade porque que as pessoas pagam impostos. Afinal, se a Câmara socialista vai obrigar os contribuintes a ajudar aquelas duas entidades, porque razão outras entidades não poderão vir a solicitar o mesmo favor?’ Ou porque é que cada contribuinte de Matosinhos não pensará, com inteira razão, que se calhar mais valia ter um desconto nos impostos municipais ao inves de a câmara andar a desbaratar o seu dinheiro?

.

É gente incompentente e irresponsável que nos anda a lixar a vida, e  que deveria ser processada por abuso de poder e desvio de dinheiros públicos.

.

E é nisto que estamos

27 Abril, 2011

«A proposta de redução das pensões em caso de desemprego, defendida pelo grupo ‘Mais Sociedade’, obriga “quem passa fome a aceitar qualquer emprego”, afirma a UGT. A proposta “é um disparate porque o subsídio de desemprego é um direito e não é propriamente algo que beneficie quem não contribuiu”, disse o secretário-geral da UGT, João Proença, à Lusa. As declarações de João Proença surgem no dia em que o Jornal de Negócios apresenta algumas propostas para o programa eleitoral do PSD, elaboradas pelo movimento da sociedade civil ‘Mais Sociedade’, composto por várias personalidades, entre as quais, o presidente não executivo da Vodafone, António Carrapatoso. Segundo considerou, a medida obriga “quem passa fome a aceitar qualquer emprego”.» –

Este parágrafo é um retrato fiel de Portugal em 2011. No dia em que se soube que “Executivo quer convencer o sector financeiro a canalizar a maior parte dos fundos dos Planos Poupança Reforma para investimentos em títulos soberanos” esperar-se-ia que isso fosse discutido, causasse apreensão, denúncias… mas NADA. O que interessa é manter a ficção de pé:  alguém que há anos é pago pelo Estado para alegadamente defender os trabalhadores mostra-se indignado por causa de uma proposta que visa dar sustentabilidade  a um sistema de protecção social. Note-se que não discute a proposta, que não apresenta argumentos contra – e certamente que eles existem –  limita-se a invocar o direito a recusar trabalho por parte de quem “passa fome” e recebe subsídio de desemprego. Enfim, quando dentro de alguns anos o subsídio de desemprego não chegar para garantir aos desempregados que não passam fome, em que os pensionistas andarão às voltas com os investimentos feitos pelos bancos em títulos da dívida pública,  já ninguém se lembrará deste dia. E as milícias da indignação já nem se lembram do que disseram até porque já estarão indignadas com outras coisas.

Às 23h, na RTPN

27 Abril, 2011
by

Hoje, às 23h, mais um Directo ao Assunto, na RTPN.

País real

27 Abril, 2011

Trinta adjudicações por ajuste directo a empresas que não existiam

O mundo surreal do jornalismo e da política

27 Abril, 2011

Querem perceber o Estado do país? Leiam com atenção esta notícia do Público. É surrealista.  Nela se explica que, devido às regras de contabilidade do Eurostat, o défice de 2011 poderá aumentar se forem introduzidas portagens nas SCUTs que ainda não as têm. Até aqui tudo bem. É contabilidade. Vale o que vale. Anos de desorçamentação geram, mais cedo ou mais tarde, este tipo de paradoxos. Só que, segundo a notícia, os políticos que nos dirigem estarão a ponderar não introduzir portagens nas SCUT para não aumentar o défice contabilístico. Vou repetir: os políticos que nos dirigem estarão a ponderar abdicar de uma receita para não aumentar o défice. E os jornalistas que fazem a peça em momento algum mostram compreender que não faz sentido nenhum abdicar de uma receita para baixar o défice. Se a receita aumenta, o estado das contas públicas melhora, mesmo que o défice contabilístico aumente temporariamente. Chegamos ao estado a que chegamos também por causa disto: políticos predispostos a respeitar metas surreais, desde que aprovadas na UE, e jornalistas que não os questionam nem são capazes de avaliar a realidade para alem das estatísticas oficiais e das declarações dos “especialistas”.

Preso por ter cão, gato, periquito ou coisa nenhuma!

26 Abril, 2011
by

Sócrates, na entrevista a Judite de Sousa, seguiu o guião de campanha, há muito preparado e conhecido. Principal ideia-chave, repetida em todas as circunstâncias e com um ar contristado: tudo estava bem até ao “chumbo”, pela oposição (leia-se, PSD) do PEC IV. Vamos ouvir isto, de variadíssimas formas, a pretexto ou a despretexto, até 5 de Junho.

A par deste guião de Sócrates, há uma outra linha de acção, diria, “comunicacional” que, até agora e com a colaboração de uma grande parte da imprensa, também tem sido inculcada: qualquer coisa que a oposição (leia-se, o PSD) diga, ou não diga, faça ou não faça, será sempre objecto de exclamação, indignação e recusa veemente, com um tom e um ar do género “vê-se logo que só dizem disparates e nós é que somos bons e credíveis”!

Ler mais…

Clarificação, precisa-se

26 Abril, 2011

Só a clarificação da vida política valerá o esforço dumas eleições antecipadas. E, de duas uma: ou os partidos clarificam as suas posições, exprimem as suas divergências e propõem modelos alternativos de governação; ou serão os portugueses a clarificar a sua posição face à política, desprezando-a.

Auditoria, auditoria, auditoria!!!

26 Abril, 2011
by

PSD insiste em conhecer impacto das PPP e concessões em nova carta ao Governo

 

Há falhas óbvias na estratégia de comunicação do PSD, que é tudo menos eficaz e assertiva, ressaltando uma tendência obsessiva para ligarem os “complicómetros”.

 

O tema é simples de abordar e passa por defender convicta e simplesmente a verdade das contas públicas. Isto é algo que interessa a todos os cidadãos pagantes, asserção que deve também ser sempre enunciada e faz todo o sentido que seja do conhecimento público antes das eleições.

 

Assim, em vez de andar a tratar do assunto “às pinguinhas” e com pinças (com medo de melindrar sabe-se lá quem), escrevendo cartas com não sei quantas perguntas que já ninguém sabe sobre que versaram, ou a pedir o impacto das PPPs e das concessões, coisa que diz pouco ou nada ao cidadão comum, o PSD deveria há muito ter pedido, alto e em bom som, uma auditoria às contas públicas. E a partir de então, todas as intervenções dos responsáveis deveriam abordar repetidamente este tema: auditoria às contas para conhecer a verdade.

 

Porque se dúvidas houvesse sobre a veracidade das mesmas, elas têm-se dissipando nos últimos tempos com as sucessivas revisões que o INE vem fazendo, incluindo todos os anos passados desde 2007 (!!!).

 

E ainda só é visível a ponta do iceberg. “Portugal não é a Grécia!”, proclamou Sócrates inúmeras vezes no seu triunfalismo roncante, desde sempre acompanhado pelo coro acéfalo dos nossos jornalistas. E pelo silêncio bovino dos deputados da oposição.

Preparação vs. Irrealismo *

26 Abril, 2011
by

 

As movimentações típicas de campanha eleitoral, apesar de oficialmente ainda nela não termos entrado, sucedem-se. Estranhamente, ou talvez não, por vezes, tudo se passa como se não se passasse nada! Quer dizer, vemos sucederem-se as disputas intra-partidárias menores (por exemplo, de egos feridos por causa das sempre famigeradas e disputadas “listas” de candidatos), assim como proclamações políticas que parecem ignorar a realidade: doravante, a acção política deverá ser, necessariamente, diferente e adequada à situação de “protectorado financeiro” (e também político) em que, materialmente, o Estado português e, em especial, a dupla José Sócrates/Teixeira dos Santos, transformaram Portugal.

Ler mais…

Papel fundamental

26 Abril, 2011

Se a coligação for impossível com Sócrates como primeiro-ministro (na hipótese de o PS vir a ser o partido mais votado), Mário Soares será o único ‘senador’ com condições para negociar. Sócrates não lhe grita nem lhe atira com o telemóvel à cabeça. A História repete-se: o FMI está pela terceira vez em Portugal – e Mário Soares, como das outras vezes, desempenha de novo papel fundamental 

Devidamente expurgada do ranço jacobinoesta prosa até que explica muito bem declarações como esta: Soares: Passos é “uma pessoa bem-intencionada com quem se pode falar”

Esta Social Socialista: a dívida a quem desconta e a quem poupa

26 Abril, 2011

Perante esta notícia: Governo ‘ataca’ PPR para pagar dívida. Executivo quer convencer o sector financeiro a canalizar a maior parte dos fundos dos Planos Poupança Reforma para investimentos em títulos soberanos. aconselham-se investimentos nos seguintes produtos:


A hipocrisia tem destas coisas

26 Abril, 2011

Perdidos no deserto do Luciano Amaral: «A Guerra da Líbia continua o seu desastrado curso. A intervenção ocidental, nominalmente destinada a servir fins humanitários, está neste momento ela própria envolvida num desastre humanitário, podendo ainda vir a causar outros. Recorde-se que o propósito confesso inicial era proteger os chamados “rebeldes” dos ataques de Khadafi, evitando o agora célebre potencial “massacre de Benghazi”. Não havia lugar para “mudanças de regime”. Neste momento, os países ocidentais dirigidos pela NATO são partes de uma guerra civil e estão do lado que quer mudar o regime. Ou seja, são partes de um desastre humanitário como são todas as guerras civis, cujas condições pioram dia a dia, e não sabem quando vão poder sair dele. Estranhamente, no entanto, continuam a multiplicar declarações sobre como não querem mudar o regime. Não vale a pena elaborar sobre a contradição, que parece óbvia para todos menos para os que estão nela imersos.»

Idade, valores e consentimento*

26 Abril, 2011

Segundo o Correio da Manhã um homem acusado de violar a enteada, à data com 12 anos, saiu do tribunal em liberdade – com pena suspensa durante quatro anos – porque o colectivo de juízes entendeu que a criança consentiu a relação sexual.

Os juízes serão certamente excelentes. Os códigos portugueses são uma maravilha e certamente que inspiram leis por esse mundo fora. O tribunal funciona maravilhosamente. Eu, como todos os portugueses, não percebo nada de justiça e até devo estar agradecida por tão doutas cabeças aceitarem que os meus impostos contribuam para os manter em tão altos cargos. Contudo, certamente por um desarranjo qualquer do meu cérebro, não consigo entender que um tribunal desculpabilize um homem acusado de violar a enteada considerando que a criança, então com 12 anos, consentiu ter relações com ele: uma criança de 12 anos pode dizer que consente muita coisa mas um homem ou uma mulher de 40 tem o dever de saber que não lhe pode pedir que consinta.

*PÚBLICO

Pagar as dívidas.

25 Abril, 2011
by

“Pagar as dívidas“, um texto publicado no “Delito de Opinião” por gentil convite de Pedro Correia.

as eleições são um incómodo….

25 Abril, 2011

Em pleno 25 de Abril, o gang dos 4 presidentes está de acordo:  é preciso «consenso», «esforço de concertação», «um governo com amplo espectro político que consensualize o mais possível um grande propósito nacional», «é crucial que os portugueses se unam», «os consensos sólidos»,  «pactos de regime» …. e outros chavões de igual teor.

Ou seja, todos a acharem a ideia de eleições muito pouco conveniente, senão mesmo totalmente desajustada à forma como o bando dos 4 vê a realidade. Escolhas? Alternativas? Debate? Divergência?  Um horror que só vai piorar a situação. Foi uma manhã absolutamente patética. Só não tiveram coragem de apelar abertamente à reinstauração da União Nacional….

Já vimos este filme…

25 Abril, 2011
by

Passos Coelho garante que não vai “enxamear” o Estado com boys do PSD

 

Em 1995 Guterres disse algo semelhante – no jobs for the boys! – e, desde então para cá, tem sido um fartar vilanagem.

 

Em vez destas “nobres” declarações, seria porventura mais eficaz que Passos Coelho comunicasse o seu projecto (imagino que o tem) de redução do peso do Estado. Tal só pode ser feito com privatizações e extinção de múltiplos organismos, sejam eles Institutos Públicos, Fundações, Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia. Então poderíamos acreditar numa considerável redução de jobs.