BLASFÉMIAS

A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade

25 de Abril e o culto da carga

Publicado por JoaoMiranda em 30 Abril, 2008

Rui Tavares, na busca daquilo que o 25 de Abril fez por nós encontrou, entre outras, a universalização das pensões de reforma, a generalização das férias pagas e o Serviço Nacional de Saúde. Esqueceu-se do iô-iô, do cubo mágico, das Doce e das cassetes do Tomás Taveira, tudo modas que apareceram depois do 25 de Abril, e que portanto lhe devem ser atribuídas. Vale no entanto a pena lembrar àqueles que têm em grande conta as propriedades mágicas do 25 de Abril que universalização das pensões de reforma não criou os descontos correspondentes, que o Serviço Nacional de Saúde resultou da reorganização de serviços que já existiam e à custa da sociedade civil e que as férias pagas são pagas com o dinheiro que o beneficiário não recebe no resto do ano. O 25 de Abril não criou fundos de reforma que não existiam, não criou novos serviços de saúde nem criou a riqueza necessária para que os trabalhadores pudessem gozar um mês de férias pagas. A única coisa que o 25 de Abril parece ter criado nestes domínios foi a ilusão, que Rui Tavares alimenta, de que é possível criar as instituições típicas de uma sociedade desenvolvida através da simulação dos aspectos superficiais dessas sociedades.

Ana Matos Pires: Nove

104 Respostas para “25 de Abril e o culto da carga”

  1. The Studio Diz:

    Um excelente texto do J. Miranda. Aliás, gastar desmesuradamente em despesas sociais e deixar a factura para as gerações vindouras é uma das grandes conquistas da Esquerda. É por isso que agora a Segurança Social está num beco sem saída.

    De qualquer forma o J. Miranda tem que compreender que o texto do Rui Tavares não se destina a pessoas inteligentes. Tratam-se de sofismas facilmente desmontáveis, destinados a um público alvo que os vai comer que nem palha porque é esse o seu desejo.

  2. rui tavares Diz:

    “a simulação dos aspectos superficiais”: como as férias, a diminuição da mortalidade infantil e uma velhice menos miserável.

    ps: a questão não é se as férias são pagas com o dinheiro que não se recebe nos meses de não-férias. claro que são, mas mesmo assim as férias valem a pena, para a sociedade e para os interessados, a questão é saber se as pessoas preferem ter férias ou não (preferem) e se as teriam caso não houvesse leis que as tornassem obrigatórias (em muitos casos não teriam). pergunte-se se preferem abolir as leis que regulam as férias… em troca do mesmo dinheiro distribuido de outra forma.

    ps2: por acaso esqueci-me do iôiô, mas poderia ter falado da coca-cola na metrópole (só era permitida a sua venda nas colónias).

  3. Fafe Diz:

    Resumindo, quando é que se acaba com este desgoverno e se enviam os idiotas para a cadeia? Ou isso, por leis aprovadas por idiotas, não é possível por causa do pessoal estar entretido com o final da “tassa”?

  4. Piscoiso Diz:

    … e os isqueiros !
    Antes do 25A, só com licença.

  5. rui tavares Diz:

    por outro lado, é verdade que não ganhei poderes anti-gravitacionais, e desse ponto de vista o 25 de Abril foi inútil.

  6. Pi-Erre Diz:

    No tempo de Salazar era uma chatice: não se podia ter telemóveis, nem usar o GPS, nem ver televisão a cores. Era mesmo mau, o Salazar.
    O 25 de Abril deu-nos isso tudo e também acabou com as licenças de isqueiro. Isto é que é liberdade!

  7. Ruben Diz:

    .
    Procurou, fez bem. Mas encontrou o quê ? Tudo aquilo que já devia ter sido feito há muito tempo. Havia massa. O Escudo de Angola, o Escudo de Moçambique etc eram moedas inexistentes internacionalmente.
    .
    Mais, melhor, diferente, tá quieto. Treta

  8. Alvaro Diz:

    contra @s ditatorzec@s

    http://criticademusica.blogspot.com/

  9. Pêndulo Diz:

    O 25 de Abril deu-nos o João Miranda :-)

  10. The Studio Diz:

    Parece que o Rui Tavares ainda não conseguiu (ou não quis) compreender o texto do J. Miranda. É tão simples quanto isto: os méritos que o Rui Tavares atribui ao 25 de Abril não têm nada que ver com o 25 de Abril. Veja-se por exemplo a diminuição da mortalidade infantil:

    http://alea-estp.ine.pt/html/actual/pdf/actualidades_30.pdf

  11. Fafe Diz:

    Mas, vai haver um golpe de estado? Ou não? Quem tem medo de Sócras Wolf?

  12. Alvaro Diz:

    João Miranda?

    Só conheço o Jorge Miranda…

  13. Fafe Diz:

    É o nome clandestino dele, vocês não percebem nada de subversão.

  14. rui tavares Diz:

    eh lá! o iô-iô ainda vá, mas o telemóvel já pia mais fino.

    bem, se querem comentar aí estão os excertos relevantes.

    “Por outras palavras: tirando eleições livres e justas, imprensa sem censura, extinção da polícia política, partidos políticos, fim da tortura e dos presos de opinião, liberdade de manifestação e associação, que fez o 25 de Abril por nós? Nada.”

    “Eu não sei se o fim da guerra é uma “reforma”: para mim, é melhor do que isso. Ora, diz VPV, o “abandono de África não provocou nenhuma resistência interna, provando a artificialidade do imperialismo indígena”. Pois tirando o fim da guerra, que foram treze anos de “nenhuma resistência interna” mais a “artificialidade” de uns milhares de mortos, temos o quê? Nada.”

    “universalização das pensões de reforma, generalização das férias pagas e Serviço Nacional de Saúde.”

    “tirando os recém-nascidos que sobreviveram, os velhos que recebem pensões, os jovens que não foram à guerra e lotaram as universidades, os adultos que gozaram férias e o pessoal todo que viajou para o estrangeiro sem ser “a salto” e nem precisar de passaporte, que fez o 25 de Abril por nós? Nada.”

    “Um exemplo: a entrada na UE não é o 25 de Abril. Mas é muito duvidoso que chegássemos a uma coisa sem a outra.”

    É uma listagem restrictiva. Alguém duvida de que se poderia acrescentar mais? Mas se querem defender que o 25 de Abril foi irrelevante em qualquer das coisas enumeradas, ou que as mudanças não têm qualquer significado nas nossas vidas, estejam à vontade. Desde o 25 de Abril que a liberdade de expressão nos permite dizer o que quisermos.

  15. Sofia Ventura Diz:

    Alvaro Diz:
    30 Abril, 2008 às 9:01 pm
    João Miranda?

    Só conheço o Jorge Miranda…

    O Jorge Miranda tem um filho chamado João Miranda (também formado em direito, assistente na FDL e membro da CADA).
    A piada é que quando cheguei ao Blasfémias, achei que este João Miranda era o outro. Rapidamente me apercebi, no entanto, que não podia ser.

  16. Pi-Erre Diz:

    “Um exemplo: a entrada na UE não é o 25 de Abril. Mas é muito duvidoso que chegássemos a uma coisa sem a outra.”

    Claro!… Todos os membros da UE tiveram que fazer o seu 25 de Abril para poderem entrar. De contrário ficavam fora da cauda.

  17. Pi-Erre Diz:

    E se não tivesse havido o 25 de Abril ainda hoje estávamos a 24.

  18. Sofia Ventura Diz:

    «Claro!… Todos os membros da UE tiveram que fazer o seu 25 de Abril para poderem entrar. De contrário ficavam fora da cauda.»

    Curioso… o Pi-Erre acompanha as críticas do JM ao RT, mas incorre, precisamente, no erro apontado a este último.
    Se o iô-iô (que é uma palavra linda, vá-se dizendo) não tem nada a ver com o 25 de Abril, como é que o facto de estarmos na cauda da Europa tem? Quer com isto o Pi-Erre dizer que, se não tivesse havido o 25 de Abril, Portugal estaria orgulhosamente à frente dos destinos europeus?

  19. Alvaro Diz:

    15 - Sofia

    Pois…

    eu tinha pensado nisso mas n me apeteceu estragar a festa…

  20. yoda Diz:

    “Vale no entanto a pena lembrar àqueles que têm em grande conta as propriedades mágicas do 25 de Abril que universalização das pensões de reforma não criou os descontos correspondentes” - É uma afirmação curiosa quando se sabe que os diversos fundos de pensões instituídos depois do 25 de Abril foram, durante vários anos excedentários. Se hoje não são, e ainda não vi prova disso, é porque 30 anos de governos de direita não só não o quiseram como trabalharam para a realidade ser outra (pior), descapitalizando a segurança social anos a fio.

    Outra afirmação que só não é curiosa porque o seu estatuto de afirmação ridícula ofusca tal epíteto é a de que “o Serviço Nacional de Saúde resultou da reorganização de serviços que já existiam e à custa da sociedade civil”. Pergunto eu: quantos médicos por 1000 habitantes havia em 1974, quantos hospitais e centros de saúde hoje em funcionamento existiam em 1974 e, por exemplo, que indicadores na área da saúde apresentava Portugal em 1974. Se as diferenças forem significativas é porque houve qualquer coisa para além de uma “reorganização”, nomeadamente a instituição efectiva de um serviço de saúde universal e gratuito, algo que não se constrói apenas com boas vontades e reorganizações. Se mais não fosse, hoje já não se nasce em casa.

    À questão das férias pagas já o 2º comentário responde de forma eloquente. Basta acrescentar que ter no Portugal da década de 70 algo que Léon Blum instituiu em França na década de 30 é, indubitavelmente, uma conquista de Abril.

  21. Alvaro Diz:

    n percebo como ainda questionam o 25 de abril… no velho regime estariam todos c o bico calado e ninguém se atreveria a andar a mandafr postas de pescada por aqui.

    deviam questionar é o estado a que isto chegou. E a culpa n é seguramente do 25 de abril.

  22. Alvaro Diz:

    olhem para o norte, e deixem-se de saudosismos idiotas.

  23. Alvaro Diz:

    para o norte da Europa, claro…

  24. Alvaro Diz:

    mas lá que isto vai ter de dar uma volta, isso vai.

  25. J Diz:

    “O Jorge Miranda tem um filho chamado João Miranda (também formado em direito, assistente na FDL e membro da CADA)”.

    A endogamia. Já sabíamos.

    ———————————–

    O 25 de Abril trouxe apenas a Liberdade. Quanto ao resto, basta fazer o benchmarking com Espanha, que não teve o 25 - A.

    Ainda assim, Viva o 25 - A.

  26. 26 Diz:

    Pois , até parece que se não fosse o 25 iriamos viver numa especie de Cuba , marginalizados do resto do mundo , que não íamos entrar na europa e tal , que os avanços da medicina e tecnológicos nos iriam ser vedados.
    è fixe dizer o que se pensa , mas quando o falar e protestar não leva a lado nenhum..não sei para que serve : talvez , conversa de café?
    E se a transcição tivesse ocorrido de forma natural ( que é o que iria acontecer-ou duvidam?) , como em Espanha , talvez agora o estado não tivesse uns donos bem identificados e não fossemos governados por inúteis. E saõ milhares , com esta treta da massificação da profissão ( a única que dá , e bem , sem responsabilidades e sanções , para enriquecer)político.

  27. Anónimo Diz:

    E o 25 novembro?
    Querem dizer que o problema foi ter existido o 25 Novembro?

  28. Alvaro Diz:

    10.000 hooligans invadiram as ruas de Londres:

    http://criticademusica.blogspot.com/

    up’ssssss

  29. 26 Diz:

    Quanto ao sistema de saúde universal e gratuito…deixem-me rir. Agora como antes , os ricos são os que fazem operações a tempo e horas e não esperam meses por uma consulta e bla bla , vocês sabem. Também não nascem em ambulãncias , muitos aderiram à moda de voltar a nascer em casa em vez da maternidade xpto.

  30. Curioso Diz:

    O conteúdo deste post é dificil de classificar, na senda de outros do mesmo autor. Contudo, o expoente máximo da ignorância, como já aqui foi notado, é quando fala no Serviço Nacional de Saúde - chega a ser grotesco um investigador universitário na área da biologia escrever tamanho disparate! Ora aí está uma das vantagens do 25 de Abril: exprimir livremente a nossa ignorância! Sem lápis azul.
    Se o nosso Presidente da República lesse este post ficaria chocado com a ignorância que grassa nos nossos investigadores universitários sobre o 25 de Abril. Sugiro mais um estudo para a Católica :-)

  31. Pi-Erre Diz:

    18. Sofia Ventura

    Eu não disse que estamos na cauda da Europa. Pois se Sócrates e Barroso já nos informaram que Portugal está no pelotão da frente…

  32. Zé Bonito Diz:

    “(…)que o Serviço Nacional de Saúde resultou da reorganização de serviços que já existiam(…)”

    Que quer isto dizer, João Miranda? Que já existiam hospitais? É que se pretende ir mais longe do que isso, pretende mal. Claro que não foi o 25 de Abril (limitando-o ao simples movimento de tropas com apoio popular) que fez o que temos hoje. Mas a verdade é que antes tínhamos uma das mais altas mortalidades infantis da Europa e hoje temos uma das mais baixas do mundo. Mais: o sistema nacional de saúde, com todos os defeitos que ainda tem, está entre os 12 melhores do mundo (ou estava…).

    Quanto ao resto, só por picardia pode pretender usar os argumentos que usa, para atacar o artigo de Rui Tavares. É evidente que não foi o Otelo quem alargou a escolaridade obrigatória, nem o Vasco Lourenço quem melhorou as relações internacionais. No entanto, tudo isso apenas se verificou depois do 25 de Abril, mais tudo o que diz respeito a legislação laboral, segurança social, etc. E se até concordo com os que dizem que a mudança de regime era inevitável (com ou sem 25 de Abril), não vou ao ponto de nos comparar com os espanhois. Com eles, a mudança fez-se após a morte de Franco. Connosco, Salazar já tinha morrido há muito e o máximo que o sector mais dinâmico do regime tinha conseguido fazer, foi uma Ala Liberal a quem o Marcelo facilmente tirou o “piu”.

  33. Mr. Hyde Diz:

    É o 25 de Abril que nos permite, a todos, viver em democracia e ao JM a liberdade de asneirar impunemente: ioiô.

  34. Tonibler Diz:

    Miranda,

    Mereces. Depois de escreveres isto, não sei bem do que esperavas…

  35. Aborto Diz:

    Ó Bonito… claro que tinhamos de ter uma das maiores mortalidades da europa, porque, então e mesmo assim, continuávamos a crescer… e tudo isso apesar do medo do “papão” Salazar…
    De que temos medo agora que (di-lo você), com a menor mortalidade infantil da europa, não crescemos nem um bocadinho…
    Será que a “canalhada” está com medo de vir a este mundo (Luso) e ter de enfrentar tão grande “ventura pós-Abrileira”…?! eheheheh…. Deixem-me rir…

  36. Harpad Diz:

    Caro Miranda,

    Muito se assanham os laranjinhas & similares desta terra e arredores contra os direitos conquistados em Abril. Oh! Como é horrível pagar a segurança social aos trabalhadores (atrasa a compra do novo BMW do patrãozinho); Oh! Como são horríveis esses trabalhadores que fazem férias, ainda por cima pagas (não saberão como prejudica a competitividade?)!

    Qualquer dia ainda querem ser pagos, ter direito à greve e a contratos de trabalho (os grandes sacanas)!

    Como é bom ser rico, não é senhor, Miranda? Ter tudo ao alcance da mão. Experimente ir um ano trabalhar para um supermercado (ou vários já que irá ser despedido para que não haja hipótese de lhe fazerem contrato), experimente pagar as contas, a alimentação, a roupa do corpo, o aluguer da casa, os transportes públicos, as fraldas dos putos, os livros da escola, tudo isto e muito mais, com o ordenado mínimo. Acrescente-lhe as despesas com a saúde & afins para perceber para que serve a segurança social.

    O sistema não é sustentável? Experimente-se cobrar mais aos ricos que a riqueza não cresce nas árvores, para que uns enriqueçam outros têm de ficar mais pobres.

    O que o senhor pelos vistos nunca percebeu é que a existência de uma sociedade pressupõe que a maioria dos seus membros dela tirem proveito. Pessoitas como o distinto cavalheiro acham que a sociedade existir para servir uma minoria, como mão-de-obra barata e como mercado, sendo despesas com o povinho verdadeiros estorvos.

    O senhor também foi daqueles que fugiram para o Brasil no 25 de Abril e é daqueles que fazem uma peregrinaçãozinha saudosista a Santa Com Dão?

    Cumprimentos.

  37. Anónimo Diz:

    Viver em democracia?Chamam democracia a esta bandalheira?Onde o crime não tem castigo?A gastarem o que o velho deixou e o que vem da europa?A dividir com o mundo todo?Por conta de quem nunca fez as asneiras que já fizeram?
    Não sei se andam a ler bem o presente, mas tenham cuidadinho com o futuro… que vai ser negro, muito negro e a malta já está a perder a paciência, a desrespeitar as vacas sagradas…
    Só queria saber porque carga de água os colonialistas foram corridos de áfrica sem nada e agora temos cá mais do que os expulsos já “nacionais”, como se não tivesse havido nenhum 25 de abril…

  38. Fernando Vasconcelos Diz:

    Penso que na verdade já foi tudo dito por aqui quanto a este post. Sinceramente interrogo-me se o João Miranda pensa realmente assim ou se esta é uma espécie de “boutade”, uma provocação se preferirem. É que os FACTOS são de tal forma opostos à realidade descrita a lógica necessária a um homem de ciências de tal forma distorcida que não estou a ver como pode o João defender esta teoria. No entanto porque não gosto de fazer processos de intenção e admito que esteja enganado gostaria de saber só a título de exemplo: Se tínhamos um serviço nacional de saúde DECENTE explique por favor o aumento da esperança de vida (não vale apontar o fim da guerra por razões óbvias) ou a diminuição da taxa de mortalidade infantil para níveis semelhantes aos do resto da Europa quando estes eram mais parecidos com os do terceiro mundo antes do 25 de Abril.

    Acho que é escusado para defenderem o vosso ponto de vista quererem à força fazer crer que tudo foi negativo. É ilógico. Não corresponde à realidade e não vos faz ganhar adeptos. Ah e o mais engraçado de tudo é que é um paradoxo em relação à vossa forma de racionalização dos problemas. Isso é o mais engraçado de tudo.

  39. tina Diz:

    Eu acredito que o regime ditatorial não acabou antes porque Marcelo Caetano não sabia o que fazer com as colónias. Isso não foi preocupação dos revolucionários de Abril, fizeram o que fizeram, isto é, a solução mais fácil, deixarem uns a matarem-se aos outros com portugueses metidos ao barulho. Acho que Marcelo deve ter ficado aliviado por lhe terem tirado esse problema das mãos e só se perguntava porque é que demoraram tanto tempo.

  40. Anónimo Diz:

    Deu-se o glorioso 25 e todo o candidato a sentar-se na mesa do orçamento “deu” tudo o que a malta pedia.Milhares e milhares para a CGA sem nunca terem descontado tostão… agora que chega a altura de lhes pagarem em força diminuem a toda a gentinha.É o nivelar por baixo o principio básico da esquerda.Que só sabe “mergilhar” e “dividir”Quando a massa acaba, normalmente a “democracoia” constipa-se…

  41. Anónimo Diz:

    tina Diz:
    Olhe corrija lá o seu pensamento:O programa do MFA previa a “consulta” do povo acerca do problema colonial.Portanto não foram os autores do 25 que fizeram a asneira que se fez.SEM CONSULTAR o povo como aliás agora fizeram com o “tratado” de Lisboa…

  42. jose manuel santos ferreira Diz:

    Bendito 25 do quatro

    Pelo menos, hoje, conseguimos distinguir, que 34 anos depois a juventude pós, é muito inteligente

    Aproveitam-se da liberdade de - expressão - para bacorarem activamente sobre a dita

    Onde é que estavas quando do 25 de Abril ????

  43. Anónimo Diz:

    O 25 deu-se por cobardia dos que propalavam o maio de 1968.100000 desertores e uma juventude amaricada a pensar no seu “eu”
    Com o regresso dessa gaijada toda foi “partir” a pedra do “edificio” até ficar só areia fininha.
    Entretanto esses gajos estão ricos, ordenham manadas , são já patrões em grande.
    O povo? que faça mulatinhos…

  44. Anónimo Diz:

    Onde é que estavas quando do 25 de Abril ????

    Olha filho estava a fazê-lo…

  45. Prof cvt Diz:

    Este imbecil cultural que se apresenta como biotecnólogo, mas que nada escreve sobre a dita, agora quer suceder ao sr. Pedro Arroja. Qualquer dia dá-lhe para o anti-semitismo radical e depois leva desta espécie de blogue o pontapé do costume. Não tarda.

  46. Spacek Diz:

    “…universalização das pensões de reforma não criou os descontos correspondentes” JM

    Esta é uma grande vantagem da democracia em relação à ditadura. Se fosse em ditadura os descontos seriam correspondentes, isto é, seriam muito maiores.

  47. Spacek Diz:

    “o Serviço Nacional de Saúde resultou da reorganização de serviços que já existiam e à custa da sociedade civil”JM

    Pois reorganizou. Mas JM esquece-se que só em democracia é possível fazer uma reorganização eficaz. Mais: só em democracia é que é a reorganização é feita à custa da sociedade civil. Se fosse em ditadura era à custa dos mais desgraçados.

  48. Minhoto Diz:

    Ó João Miranda está a incorrer de um erro muito grave que é o de tentar argumentar as convicções religiosas do Rui Tavares, não vê a reverência que ele tem pelo cardeal Mário Soares, todas as noites reza uma internacional escrita no seu caderninho a agradecer ao sr cardeal por tudo que fez por ele.

  49. Harpad Diz:

    Para os Anónimos e outros que para aqui atiram postas de pescada: o país era tão melhor com o Botas no poder que o milhão de portugueses que emigrou em meio século de certeza o fez para poder ensinar a outros como se constrói uma nação tão grandiosa. Generoso povo somos.

    Onde é que estavam vocês no 25 de Abril? A fugir para a América do Sul, para Espanha?

    Nada une mais os simples de espírito do que o sentimento de pertença a um império. Mesmo que seja um feito de cartas.

  50. Spacek Diz:

    “…as férias pagas são pagas com o dinheiro que o beneficiário não recebe no resto do ano”JM

    Isto é óptimo. Se não fosse assim estourava-se o dinheiro todo durante o ano e quando chegasse as férias, népia – De resto é isso que acontece em ditaduras.

  51. a.verneuil Diz:

    O Rui Tavares deve andar na escandinávia ou prefere acreditar em embustes. Tenha cuidado em se referir à liberdade de
    expressão, vígula. O lápis deixou de ser azul mas se eu falar muito, o meu chefe não me vai dar boa informação de certeza. Claro que eu lá no trabalho sou socialista, os meus filhos não têm culpa nenhuma dos chefes serem escolhidos a dedo de há três anos para cá. Dizem os entendidos que nem no tempo do botas se viu escândalo tamanho.
    O Rui Tavares frequenta pouco os SS. Eu explico em poucas palavras: o direito do tuga escolher os serviços e os profissionais, só não foi completamente abolido, porque não tiveram a coragem de fechar os privados. Até agora têm tido medo. Mesmo assim os chamados antros de saúde (Centros de saúde) como lhes chamam, são uma cópia da ineficiência das policlínicas soviéticas que conheci, só que o custo da cada consulta em média é superior em muito à de um consultório privado dos melhores especialistas da nossa praça. O Rui procure saber quanto é para ter um desmaio. 80 euros para o Sul e 60 para o Norte, grosso modo. Os seus impostos pagam tudo. Se o desgraçado do tuga tem a ousadia de consultar fora do sistema é tomado de ponta e fica a pensar do que lhe vai acontecer se lá tiver que voltar para um atestado, para uma análise, seja para o que for. Até os atestados têm que ser passados lá para terem validade. O que esses médicos fazem em termos de prevenção, corresponde aquilo que os enfermeiros se dispõem a fazer, porventura melhor, tal como acontece em países como a Noruega ou o Canada. Ainda têm a lata de falar de falta de médicos quando chegava e sobrava metade para fazer o que só um clínico está habilitado. São os mesmos que ganham balúrdios em bancos de urgência de hospitais sem nunca terem tido qualquer experiência autêntica de patologias graves. Para isso teriam que ter optado por especialidades hospitalares, entende?
    Siga a vergonha do que se passa nas USF, o que foi a bandeira do ps, informe-se dos negócios crónicos e chorudos pelas bandas da informática da saúde área vital em que estamos a milhas de muitos países, a começar pelos nossos hermanos, que até levaram à demissão duma secretária de estado. O Rui sabe da missa a metade, só espero que não tenha o azar de um dia sofrer no local os riscos que o comum dos mortais passa todos os dias. Tem alguma idéia dos riscos a que os tugas se sujeitam no SNS? Informe-se sobre as infecções resistentes aos antibióticos, a percentagem de infecção da ferida pós-operatória nos hospitais, examine as listas de espera dos doentes cancerosos à espera de cirurgia, siga o que se vai passar nos telejornais, agora que os tugas começam a perceber como circula à beira do precipício. Homem nos nossos hospitais nem sequer consegue saber a verdadeira causa de morte da mais de 99% dos doentes. Há uma legislação retrógrada que protege a má prática, compreende? Pensa o Rui que os médicos não se enganam? Pensa que uma nota de entrada bombástica, por vezes comprada, é um passaporte para gostarem de ajudar as pessoas? Pensa que é possível aperfeiçoar-se sem estudarem e reflectirem sobre os seus erros? Desengane-se. Já ouviu falar quem lhes paga os Congressos? Quantas profissões se mantém imunes a uma verdadeira avaliação, Rui Tavares? Ainda existem profissionais de alta categoria no meio desta barafunda, só que se estão a pirar todos os dias para outras paragens. Pergunte-lhes se estão satisfeitos.
    Olhe Rui, se um dia deixarem uma boa equipa de advogados a tratar dos meandros da saúde veria com as coisas começavam a tomar outro caminho.
    Eu sei, eu sei que é feio dizer certas coisas, parece mal, não haveria necessidade, é a corrupção, o clientelismo, a mentira repetida ate à exaustão, a cartelização, a promiscuidade do público com o privado, as nomeações políticas. Peço desculpa.

  52. Anónimo Diz:

    O 25 criou “monstros” ou melhor “elefantes brancos”.O SNS tudo bem mas julgam que vai durar muito mais tempo?Contem o nº de médicos e enfermeiros, vejam os seus vencimentos de topo e produtividade e depois perguntem de ONDE vem o carcanhol para tudo suprir…
    Baralhos de cartas meninos, baralhos de cartas que um ligeiro vendaval irá com o vento…
    Nada se produz e querem ser do 1º mundo?Esperem mais uns tempinhos…

  53. yoda Diz:

    “Esta é uma grande vantagem da democracia em relação à ditadura. Se fosse em ditadura os descontos seriam correspondentes, isto é, seriam muito maiores.” - Isso era justamente o que acontecia com o frágil sistema de pensões do Estado Novo, visto que ainda ninguém recebia e toda a gente pagava. Aposto que o sonho do João Miranda é ir mais longe e confessar que o ideal era ninguém receber e toda a gente descontar para ele.

    Quanto ao 26, que se ri do SNS, é necessário lembra-lhe que se espera tanto no público como no privado. Por vezes mais no público outras mais no privado, não só por cirurgias mas também por consultas e outros actos rotineiros. Só que se o médico particular se atrasa 1 hora é a vida e os 70 euros livres de impostos lá vão na mesma. Se o médico do SAP se atrasa meia hora é um gatuno e um malandro e se fôssemos nós em vez dele faríamos muito melhor e é uma pena não sermos. A diferença é que o SNS atende 50 vezes mais pessoas, isto é, os (1-1/50)*100% mais próximos da base da pirâmide que o capitalismo tão habilmente mantém de pé. O SNS é, apesar de tudo, uma coisa fantástica, que contribuiu para em 30 anos se fazerem progressos extraordinários na nossa pátria. Se não fosse algo tão bom e tão potencialmente lucrativo, as elites, tipicamente preguiçosas, deste país não manipulariam todos os cordelinhos para lhe ir pondo, gradualmente, as garras. Isso é, aliás, o que se tem verificado. É portanto, e cada vez mais, imperativo que se defenda o SNS, por tudo de bom que ele representa. Se não fizesse tantos milhões de portugueses que não o João Miranda e respectivos compinchas o SNS não mobilizaria tanta gente em sua defesa.

  54. José Barros Diz:

    Bom post do JM e melhor resposta do Rui Tavares. Os exemplos que dá dificilmente o JM pode refutar. O que torna o post curto para as suas pretensões: as de minimizar os benefícios de um golpe de Estado que, com mais ou menos tropelias, livrou as pessoas do jugo de uma ditadura. O melhor texto que li a propósito das comemorações do 25 de Abril foi publicado na última página do Público pelo colunista que escreve, julgo eu, às terças e cujo nome agora não me recordo: o sentido era basicamente o de que as pessoas de direita têm de se habituar a celebrar o 25 de Abril e que as pessoas de esquerda têm de fazer o mesmo em relação ao 25 de Novembro.

  55. 26 Diz:

    O que conta , penso eu , na avaliação do 25 são os resultados a que chegámos. Se bem me lembro , na Times , o ano passado saiu um retrato de Portugal actual que parecia saídinho de 1973. Tivemos qué ? 10 anos de democracia que deu para implementar as bases? Seguidos de 20 anos de partidocracia que levou Portugal de volta a 1973 pela mão dos políticos ditos “democráticos”-o que é meu é meu , o que é teu é um bocado assim como de todos?

  56. Aquilino Diz:

    À data do 25 de Abril havia cêrca de 39% de analfabetos.
    Ainda vai levar uma porrada de anos a desaparecerem, a avaliar por alguns escritos.

  57. Harpad Diz:

    Há muita coisa aqui que me escapa: 60 e 80 EUROS por uma consulta num centro de saúde?
    Advogados a gerir saúde? Mas isso é o que acontece agora! Veja-se o que resta dos hospitais-empresa geridos por esta corja e similares. Saúde privada é para quem a pode pagar (os outros não têm direito?). Facto consumado é o de que muitos hospitais privados reencaminham problemas que não sabem resolver de volta para os públicos, os únicos onde se fazem investimentos de monta em áreas que não rendem tanto dinheiro quanto por silicone nas mamas. Dúvidas? Vejam o que sucede a uma gravidez que por algum motivo corre menos bem: não há privado que não reencaminhe os clientes para a Alfredo da Costa. Não há espera nos privados? Não há incompetentes nos privados? Claro que não, isto é, pelo menos para quem tem dinheiro para uma clínica de luxo, de preferência da Suíça.

    O Zé-povinho que se aguente e não adoeça. É uma espécie de comentário vitoriano reinventado: “Estás doente? Deita-te e pensa no défice.”

  58. a.verneuil Diz:

    Yoda, essa sua frase “O SNS é, apesar de tudo, uma coisa fantástica, que contribuiu para em 30 anos se fazerem progressos extraordinários na nossa pátria” deve ter saído dum manual do estado novo. O argumento de que O SNS levanta tanta gente em sua defesa assenta de facto em muita gente que pode esperar horas e só ultimamente começa a desconfiar já que raramente é sequer observada a sério e muitos, muitos funcionários ligados ao tacho sem serem avaliados. Se os doentes pudessem escolher o que aconteceria a grande parte desses serviços? Yoda, o carcanhol não vai durar sempre.

  59. nem estranho não estranhar Diz:

    Não conheço o Rui Tavares nem o João Miranda e lado algum. Por acaso li o artigo no Público e fiquei a cismar. Agora é o próprio que traz aqui a parte que mais me choca:
    “Por outras palavras: tirando eleições livres e justas, imprensa sem censura, extinção da polícia política, partidos políticos, fim da tortura e dos presos de opinião”.

    Imprensa sem censura já não existe: há autocensura e interesses acobertados… Eleições livres e justas começo a duvidar, a começar pela discriminação jornalística a diversas candidaturas eleitorais. Partidos políticos, hoje em dia, fazem lembrar os do… 24A ou da URSS. Fim da tortura já ninguém acredita e nem é por motivos políticos - veja-se a Leonor Cipriano. Presos de opinião vamos tendo também, pois há delitos de opinião já em tribunal: Charrua, Pinto da Costa entre outros.

    Portanto, nem 8 do Miranda nem 80 do Tavares.

    Ou seja, estamos na fase de nem carne nem peixe. Antes pelo contrário. E eu sempre que não estranho não estranhar…

    Por isso não vou na cantiga da sereia. E essas não faltam na Imprensa do regime, sim, como antigamente.

  60. portela menos 1 Diz:

    Nos ultimos tempos ao pessoal da “ala liberal” deu-lhes para falar/escrver sobre o Social, já que quanto ao Económico as coisas estão pela rua da amargura.

    O sistema e a mão-invísivel estão a trair estes jovens turcos que tanto se têm empenhado em glorificar a economia de mercado.
    Um dia destes ainda nos venderão a ideia de que a alta de preços é fruto do calor que se faz abaixo do Equador.

  61. Piscoiso Diz:

    Se não fosse o 25A, só havia blogues do regime.

  62. J.Pereira Diz:

    O rapaz Tavares deixou de fora uma “conquista” abrilina fundamental para o progresso e democratização da paróquia : a passagem dos engenheiros técnicos a “engenheiros” tout court ( cabalmente demonstrado pelo bípede que, alegadamente ,exerce como primeiro ministro)…

  63. portela menos 1 Diz:

    nota:
    o simples facto de estamos aqui a debater ridiculariza os que maltratam o 25Abril74, por ignorância.

    outros prefeririam que continuassemos “grandes” …do Minho a Timor.

  64. Luis Moreira Diz:

    Só tenho pena que tanta gente tenha sofrido para o JM poder agora dizer estas monstruosidades!

    Quanto ao VPV se o apanhar á saída do Gambrinus vai ver que ele está muito melhor…

  65. Inculto Diz:

    “Se o médico do SAP se atrasa meia hora é um gatuno e um malandro e se fôssemos nós em vez dele faríamos muito melhor e é uma pena não sermos. A diferença é que o SNS atende 50 vezes mais pessoas”

    Hahahahaha. Já foste ao SAP?

    Yoda, não importa se o SNS atende 50 vezes mais ou 1000 vezes mais, importa é se para atender essas 50 vezes mais pessoas são precisos 100 vezes mais médicos e mais horas “trabalhadas” por médico.

  66. Helder Diz:

    José Barros,

    “Os exemplos que dá dificilmente o JM pode refutar.”

    Não é essa a questão do post. É natural que outros o tresleiam mas não me parece que você o faça e por acaso o JM até pode refutar os exemplos. Não é honesto comparar valores absolutos em 74 com a evolução que se seguiu, sem considerar a mesma coisa para 1926 e a evolução seguinte com Guerra Civil de Espanha, WWII e Guerra Colonial pelo meio.

    Em 1960 (30 anos depois de 1926) alguém podia escrever: “como a literacia, como a diminuição da mortalidade infantil, como uma velhice menos miserável” E era tão verdade como a resposta do RT.

  67. Helder Diz:

    “34 anos depois…”

  68. Inculto Diz:

    Já vão nove hoje João? Ah, g’anda homem. A Ana Matos Pires vai ficar impressionada.

    Nota: não vi nenhuma critica tua ao 25/4 mas o pessoal arrepiou-se todo, cuidado que ainda é depu(r)tado :)

  69. Helder Diz:

    Por outro lado as reacções ao post não são de estranhar (incluindo a do RT) considerando que há quem escreva que para uns ficarem mais ricos outros têm que ficar mais pobres, ou seja, a este nível de indigência intelectual não há nada a fazer. Só estranhei os comentários do JB e do camarada Toni. ;-)

  70. Luis Moreira Diz:

    O SNS é mesmo uma coisa fantástica! Quem lá trabalha e quem o dirige é que não é tão fantástico como isso!

    Não confundam.

  71. cinco dias » Bof, assim não vale Diz:

    [...] assim não vale 1 Maio 2008 | por Ana Matos Pires Erro metodológico básico, o do JM. Vamos mas é ver o desempenho de hoje, feriado, Dia do Trabalhador. De assinalar, contudo, o rigor [...]

  72. Spacek Diz:

    Este post só mesmo as pessoas muito inteligentes o podem perceber. Só mesmo um Helder para nos explicar timtim por tintim. Obrigado Helder. Aparece mais vezes.

  73. yoda Diz:

    a.verneuil, porquê? Por causa da palavra “pátria”? Se assim é, a sua argumentação é um pouco débil. O que vem a seguir? Dizer que escrevi um manual à moda do Salazarismo por escrever “encarnado” em vez de “vermelho”? Além disso no tempo do estado novo não existia o SNS e muito menos se usava a palavra “fantástico”.

    “Se os doentes pudessem escolher o que aconteceria a grande parte desses serviços?”. Os doentes não podem escolher, é também por isso que existe o SNS. A medicina privada em Portugal é destacadamente das mais caras da UE, quanto mais não seja em valor cobrado/rendimento médio. Pela minha experiência apenas os países bálticos batem o nosso registo. O SNS existe para servir o país real, e serve-o, é por isso que se apresenta sempre entre os melhores nas estatísticas da OMS, é por isso que é preciso defendê-lo, e é por ser preciso defendê-lo que tanta gente adere à causa da sua defesa, porque as pessoas sentem quando lhes fecham a urgência, e sentem porque não existe alternativa. E se não existe alternativa, o SNS é de facto uma construção a valorizar.

  74. Luis Moreira Diz:

    Sem dúvida o SNS é fantástico e é preciso defendê-lo.A única maneira de o defender é torná-lo melhor e articulá-lo com a privada.Sem zonas cinzentas onde se movimentam os grandes interesses que querem viver á sua custa.

    Quem trabalha no SNS não deve trabalhar na privada.Pague-se segundo o mérito.O pior de tudo é os blocos operatórios estarem fechados enquanto os médicos estão em trânsito para os consultórios.Aí é que está o prejuízo.

  75. Helder Diz:

    Spacek, sempre às ordens

  76. Harpad Diz:

    Caro Helder,

    Sobre indigências mentais aconselho-o a aprender matemática, porque se houver 5 moedas e cinco pessoas, para que uma tenha três, duas estão tramadas. Criar dinheiro do nada só se for para passar um cheque e oferecê-lo a um clube de futebol.

  77. Doe, J Diz:

    “Rui Tavares, na busca daquilo que o 25 de Abril fez por nós encontrou, entre outras, a universalização das pensões de reforma, a generalização das férias pagas e o Serviço Nacional de Saúde.”

    Não fui ler o artigo porque ficção acerca do 25 já a oiço há mais de 30 anos mas espero que não se tenha lá esquecido de algumas das mais proveitosas “Conquistas de Abril”:

    As nacionalizações, as ocupações, os saneamentos, a reforma agrária (a reforma “agarra”, para os “amigos”), o COPCON, a Junta de Salvação Nacional, e a Ponte 25 de Abril, essa grandiosa e marcante obra de engenharia revolucionaria que nasceu numa única tarde de festa.

    Quanto aos blogues claro que iam aparecer à mesma, quando chegasse a altura deles, embora impressos em papel de bíblia e como suplemento do Avante. ;)

  78. a.verneuil Diz:

    Tem razão Luis Moreira quando afirma: “Sem dúvida o SNS é fantástico e é preciso defendê-lo. A única maneira de o defender é torná-lo melhor e articulá-lo com a privada.Sem zonas cinzentas onde se movimentam os grandes interesses que querem viver á sua custa”.
    Sim, o SNS é um ferrari na areia do deserto, enterrou-se. Usaram e abusaram, agora comem os cardos.

    “Os utentes não podem escolher, é também por isso que existe o SNS” - Yoda. Não atinjo, com serviços eficientes dava para cada um ter um cheque anual que cobria as despezas excepto as catástrofes, essas sim teriam que ser cobertas pelo estado.
    Afinal podem escolher onde compram as batatas, o arroz, os carros, os fatos, só não podem escolher na saúde.
    “A medicina privada em Portugal é destacadamente das mais caras da UE, quanto mais não seja em valor cobrado/rendimento médio”.
    A medicina privada carrega porque funciona na prática como que em clandestinidade, como não existe articulação, nem verdadeira competição todos saem prujudicados.
    O Yoda fica impressionado com o número de doentes “vistos”, uma das razões por que são muitos é que eles não vêm maneira de ver o problema resolvido, voltam sempre ao centro de saúde eàs urgências, não é! Mais consultas não quer dizer mais qualidade, antes pelo contrário, vejam se percebem. Nem os ministros ainda se deram conta disso! Para ele contam os números, a quantidade como o filipinho do psd quando preparou o desmonoramento dos hospitais que estes agora já não conseguem por de pé. É ver fugir os profissionais mais habilitados.
    O Harpad diz que “Há muita coisa aqui que me escapa: 60 e 80 EUROS por uma consulta num centro de saúde?”. Queira informar-se através de fontes idóneas. Os números pecam por defeito. Não é fácil obter informações oficiais, porque o sigilo sobre esse assunto por parte de todos os governos que sustentam o elefante é a norma.
    Não estou a falar de advogados das administrações hospitalares, aí estamos de acordo total. Falo de advogados que vão ser capazes de por processos nos casos de negligência e incúria. São mais que muitos. Não contem com a Ordem dos Médicos.
    Quanto a essas estatísticas pífias que nos punham no 12º lugar em termos de serviços de saúde, esqueçam, isso foi há muito, de 200 para cá tem sido sempre a descambar.
    A assitência materno-infantil foi liderada por um grande médico, Dr. Albino Aroso, por acaso militante do psd, que com a sua equipa excelente teriam feito igual trabalho em qualquer parte, teve pouco que ver com o sns. Obtiveram autorização, já não foi mau e ainda assim tiveram que ultrapassar tremendos obstáculos.

  79. Curiosamente Diz:

    Luis Moreira Diz: ” O SNS é mesmo uma coisa fantástica! Quem lá trabalha e quem o dirige é que não é tão fantástico como isso!
    Não confundam. ”

    Evidente, a culpa é sempre dos outros, neste caso é de quem trabalha e recebe ordens. Os trabalhadores é que são culpados. Mais valia serem todos despedidos, e receberem ordens de privados.
    Curiosamente, terá que explicar como é que pessoas que não são fantásticas, fazem um serviço FANTÀSTICO.

  80. Curiosamente Diz:

    Curiosamente, nunca vi tanta mentiras e meias verdades, e ignorância, num só post.
    Isto “O Harpad diz que “Há muita coisa aqui que me escapa: 60 e 80 EUROS por uma consulta num centro de saúde?”. Queira informar-se através de fontes idóneas. Os números pecam por defeito. Não é fácil obter informações oficiais, porque o sigilo sobre esse assunto por parte de todos os governos que sustentam o elefante é a norma.”
    é completamente falso.
    Tudo.
    Uma consulta num centro de saúde, é facílimo obter o seu preço. Não é nem pode ser segredo, por uma simples razão. Está aberto ao público.
    É só irem a um, ou mesmo telefonarem, fora consultar a internet, e perguntar.

    Se o fizessem chegariam à conclusão que custa entre 3 euros, e 5 euros.
    Sim, uma consulta num centro de saúde.
    Como é possível, por “agendamento”, haver tanta mentira, é esclarecedor do estado calamitoso no portugal.
    Nem simples factos querem apurar, e mente-se. Evidente, que qualquer melhoria, terá que ser impossível.
    Qualquer conclusão, terá que ser falsa, pois as “agendas” pesam mais na cabeça de muita gente, que a realidade.
    E não são “as elites” que o fazem, é muita gente, gente demais.

  81. Luis Moreira Diz:

    Porque a simples ideia de ter um Serviço universal e gratuito é uma ideia fantástica.E é isso que você nunca perceberá.

  82. Curiosamente Diz:

    Luis Moreira Diz: “E é isso que você nunca perceberá.”

    Só vocé percebe tudo, mas curiosamente, não respondeu à minha pergunta. Que ideias, toda a gente tem, e devia perceber isso.

  83. Harpad Diz:

    “Se o fizessem chegariam à conclusão que custa entre 3 euros, e 5 euros.”

    Tal como foi notado por Curiosamente, este é, de facto, o valor que eu e o resto dos portugueses costumam pagar. Creio que pouco de mais idóneo existe do que os recibos numa gaveta. 60 a 80 EUR é o que se paga, na melhor das hipótese, por uma consulta de especialista numa clínica privada de custo moderado. Acontece frequentemente as pessoas serem atendidas pelo mesmo médico no público e no privado, com a vantagem de, no segundo caso, se esperar menos. Parece-me então que a diferença não reside tanto na qualidade do profissional mas sim na falta de meios públicos para servir a população.

    Quanto aos advogados, Caro Verneuil, não tinha percebido o seu ponto mas garanto uma coisa: se processar o sector público é difícil, processar uma empresa é muito pior. Entregar a saúde aos privados não é solução. Não há advogado que possa ser pago pelo povo que se possa bater com asequipas de advogados das empresas, não obstante a quantidade de filmes parvos que os américas gostam de fazer sobre o assunto.

  84. Curiosamente Diz:

    Luis Moreira Diz: ” O SNS é mesmo uma coisa fantástica! ”

    Aqui disse que era uma coisa , ou seja, algo que existe e é fantástico.

    Depois disse que não existe, e que é apenas uma ideia.

    E se é apenas uma ideia, como pode dizer isto ? :

    “Quem lá trabalha e quem o dirige é que não é tão fantástico como isso!
    Não confundam. ””

    Então as pessoas trabalham numa “coisa fantástica”, ou numa “ideia” ? Por ser impossivél trabalhar tanta gente numa “ideia”, é evidente que disse que era real, e fantástico E disse-o claramente. Não disse que era uma ideia.
    Depois, disse que não eram fantásticas as pessoas que lá trabalhavam , mas sim mazinhas. Pessoas mazinhas a fazerem coisas fantásticas (e mesmo que fosse uma ideia) é coisa que curiosamente, só o LMoreira comprenderá, deixe-me que lhe diga. Mas não tem nexo.

  85. Dinis Diz:

    Ó Rui Tavares: é que tal actualizar o seu blog? Era porreiro ,pá!
    PS: Como se vê a partilhar a última do Público com aquele rapaz?

  86. Anónimo Diz:

    Depois de tantas intervenções a favor e contra permito-me também esclarecer os mais novos do seguinte:
    A par dos grandes Hospitais de Santa Maria em Lisboa e de S. João no Porto, existiam a 24.4.74 muitos outros, que não é necessário inumerar, nas referidas cidades; além destes, havia em cada Distrito um Hospital Distrital e ainda, em cada Concelho os Hospitais concelhios aos quais, mais tarde, mudaram o nome para Centros de Saúde.
    Embora o SNS não funcionasse como actualmente, as populações tinham ao seu dispôr uma rede de unidades de saúde com as condições normais para a época.
    Quanto ao subsídio de férias e de Natal foram ainda instituidos no governo de Marcelo Caetano. Até os militares no Ultramar gozavam dessas prorrogativas.
    Custa acreditar que haja quem queira fazer crer que 34 anos depois, Portugal se teria mantido num estado de letargia enquanto todo o mundo se desenvolvia.
    Bastará lembrar que nesse tempo uma peseta valia 43 centavos de escudo,e que a Espanha sem revolução, depois da morte de Franco ocorrida a 20 de Novembro de 1975 experimentou um desenvolvimento sem paralelo na sua história recente. Só que em Espanha ninguém desmontou o franquismo, ele foi desaparecendo naturalmente com o progresso de Espanha. O mesmo tivesse acontecido em Portugal e ninguém desejaria ser espanhol, ou teria cada vez mais saudades de Salazar.

  87. Tribunus Diz:

    A Espanha, não precisou de nenhuma abrilada, apesar de ter um passado de guerra civil, para atingir niveis economicos e financeiros, que em Portugal se perderam!
    Não temos actualmente censura? estão a dormir as televisões e
    imprensa, são manipulados, descaradamente pelos governos após o 25/4. Não temos policia politica, mas a PSP visita entidades onde suspeita a preparação de uma greve! Férias pagas havia para mais de 15 anos antes da abrilada…………..
    Bufos? continuamos a ter, mas não para nos defender dos criminosos! Quanto ao resto, tudo pior ver justiça? Quanto à saude melhorou efectivamente, mas com um desgoverno completo de
    custos e com iniquidade: quem ganha 1.000 euros paga por um medicamento o mesmo do que quem recebe 500!

  88. libertas Diz:

    O melhor do 25 de Abril foi a Caixa Geral de Aposentações, em que uns 300 mil portugueses vivem num mundo à parte de privilégios e regalias, à custa da miséria do povo e da sua vil exploração.

    Uma sra professora do ensino primário (da escola do Estado) com 11 anos de estudo, nascida em 1950, reformou-se em 2002 (como as outras colegas das escolas do Estado), com 52 anos de idade, com 2700 euros/mês vita