BLASFÉMIAS

A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade

Criminalidade X

Publicado por JoaoMiranda em 29 Agosto, 2008

Como mostra o gráfico, a criminalidade violenta diminuiu em 2007 cerca de 10%. Os dados para o primeiro semestre de 2008 dão um aumento de 10%, o que anula a diminuição de 2007. A ciminalidade de 2008 está aos níveis de 2006. A suposta onda de criminalidade afinal era o estado habitual do país em 2006. Alguém se lembra desses tempos terríveis?

151 Respostas para “Criminalidade X”

  1. jcd Diz:

    Olhando para o gráfico conclui-se que Guterres não estoirou só com a despesa pública.

  2. Pinto Diz:

    Uff, vá lá. Então assim não é importante.

  3. Piscoiso Diz:

    A minha tia Amélia queixa-se de que em 2006 lhe roubaram um guarda-chuva James Smith & Sons.

  4. Assur Diz:

    “Por acaso” a malta lembra-se da criminalidade em 1998. Por isso, ao contrário de alguns, não temos orgulho do estado habitual do país em 2006. Daqui se conclui que a baixa de criminalidade por um único crime em determinado ano é motivo de festa mesmo que se esteja em plena “guerra civil”.

  5. Bruno - Planetas Diz:

    Nem mais João!!

  6. Laranjo Diz:

    Andamos ao sabor das notícias espalhafatosas dos média e legisla-se em cima do joelho para calar os fazedores de opinião e acalmar a insegurança que se inventou proliferar.

    Faço aqui uma sugestão aos governantes e legisladores deste mísero país:

    Assumam a vossa hipocrisia e façam um Código de Processo Penal totalmente novo para os ditos crimes “violentos” e outro para os restantes crimes.

    Para os primeiros façam julgamentos sumários e com o mínimo de garantias de defesa para os arguidos;

    Para os outros, sobretudo para a criminalidade de colarinho branco e corrupção, mantenham este código repleto de garantias.

  7. José Diz:

    Tem tanto sentido afirmar que a criminalidade não aumentou, como dizer que a Justiça funciona melhor.

    Ao não se entender isso, está a desvalorizar-se o sentido político das tendências mediáticas.

    Até o próprio PR, já o admitiu e o Governo idem, implicitamente.

    A estatística não pode ser o único instrumento para avaliar fenómenos sociais.

  8. Bruno - Planetas Diz:

    O João pode dar a origem da fonte, pq estou a ter alguma dificuldade em calar os alarmistas!

    Obrigado

  9. JoaoMiranda Diz:

    Relatório Anual de Segurança Interna 2007 (PDF)

  10. Bruno - Planetas Diz:

    Já tinha esse, tenho mais dificuldade com os dados relativamente ao ano de 2008.

  11. J Diz:

    O João Miranda continua “cego”. Força. Este “post” é identico aos que colocou em relação ao assalto ao BES.

    Depois do Vitalino, se o JM for objecto de car-jacking ou parecido, não se queixe!

    Força.

  12. Jota Diz:

    Vamos esperar pelo relatório de 2008, afinal vai ser interessante saber a que se deve o aumento de 10% na criminalidade designada violenta, se foram os roubos por esticão ou os roubos de postos de combustíveis, ourivesarias, etc.

  13. José Diz:

    No Porto, em poucos meses, sucederam-se alguns homicídios, localizados, centrados em meia dúzia de personagens da noite.

    Em termos estatísticos, esses homicídios, não chegaram para colocar em risco a nossa belíssima estatística da mortandade provocada por bandidos.

    Ainda assim, deu para uma onda de choque mediático.

    Imagine-se que alguém vinha para a tv, com este argumentário: nada de preocupações. Isto é só fumaça estatística. No fim do ano, lá chegaremos aos números do costume.

  14. fernando antolin Diz:

    Provavelmente no final deste ano teremos valores algo superiores aos de 2006.Penso que há um “tom” alarmista que ajuda,desde logo,a vender as notícias e pode também constituir arma de arremesso político,como no passado e por parte de quem agora se sente atacado,o foi também.Alguma da criminalidade violenta existente mudou de alvos e usa meios e contextos diferentes dos usados há uma década.Não devemos gritar “aqui d’el rei” sem motivo mas também erra quem julgar que “no pása nada”.Haja a coragem política de mudar aquilo que deve ser mudado,por parte de e em relação aos protagonistas com a missão de prevenir e combater estas situações.Se nada se fizer,continuaremos a ter uma discussão em círculo que nada resolverá.

  15. Pinto Diz:

    “Rui Pereira admite onda de criminalidade”

    (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/396511

  16. Diz:

    Mas como se chegam aos números do relatório?
    Como se faz a recolha das participações e ocorrências?

  17. Laranjo Diz:

    Ainda se lembram do famoso período “alarmante” que foi vivivo há alguns anos atrás com os casos de “Antrax” que sucediam a ritmo frenético nas notícias…
    Haverá estatísticas desse tenebroso período de insegurança?

  18. José Diz:

    “Mas como se chegam aos números do relatório?
    Como se faz a recolha das participações e ocorrências?”

    Só pode ser através da recolha de elementos que ficam registados nas polícias.

    Sendo assim, teremos por exemplo, um número assustador de casos de “violência doméstica” que não configuram crime de mais tratos.

    E na tal criminalidade violenta, será preciso verificar como é que se catalogam essas ocorrências em “violentas” ou não violentas. E quem cataloga.

  19. Bruno - Planetas Diz:

    José,
    Imagino que a catalogação da criminalidade violenta é feita à luz de critérios internacionais bem definidos.

  20. Nuspirit Diz:

    À medida que se vai conhecendo a verdade dos factos, também a argumentação dos que aqui desancaram o João Miranda se vai moldando. É giro de observar. Agora já não interessa saber se há uma onda de assaltos. Agora está-se numa fase em que se diz que os assaltos são uma coisa má!! Mas isso nunca esteve em discussão!! Isso é tão óbvio. Não se dão conta os detractores de JMiranda que estão a mudar de assunto?

  21. Miguel Madeira Diz:

    Talvez fosse melhor que o gráfico começasse em zero (em vez de em 10.000).

  22. José Diz:

    Imagina…eu também gostaria de imaginar.

    Mas pegue-se por exemplo, numa ocorrência que envolva uma qualquer actuação integradora de crime de resistência e coacção sobre funcionário ( artº 347 C.P.) Por exemplo, numa operação stop, um indivíduo que é mandado parar, abranda, e logo a seguir acelera e investe contra o guarda que o vai abordar, em modo que o guarda entende ser uma agressão física tentada. Ou uma variante deste procedimento, corrente em certos sítios.

    Como é que esta actuação se classifica? Quem a classifica? Quando a classifica? Quem recolhe os elementos estatísticos relativos a esta ocorrência.

    Outro caso: à noite, uma chamada na PSP, alerta para um caso de “violência doméstica”, num apartamento. Gritos, portas a bater, louça a partir, crianças a chorar e voz de homem embriagado e alterado, com gritos de mulher em alvoroço.
    Vai-se a ver e foi um caso sem gravidade e mesmo repetido, sem continuidade que assuma a natureza de maus tratos.

    Como é que se classifica isto, se a lei, mesmo em caso isolado, cataloga como “violência doméstica”?

    Claro, como violência doméstica.

  23. Cam Diz:

    pois, pois, há apenas um pormenor que o principe dos diletantes blogantes que é o JM ignora, como ignora tantas outras coisas sobra as quais manda os seus bitaites.
    Há maneiras burocraticas de iludir durante uns tempos o aumento progressivo da criminalidade violenta. Um deles é redefinir o que é criminalidade violenta.
    pois, quando entrou en vigor a revisão do código penal?

    pois, pois…

    infelizmente a revisão que permite apresentar estatisticas mais bonitas durante algum tempo também contém em si os germens que geram o aumento da criminalidade.

  24. Pinto Diz:

    Nuspirit,

    1º Em 2006 houve 139 assaltos a bancos, em 2007 houve 108: “(…)De acordo com o Relatório de Segurança 2007, o número de assalto a bancos desceu de 139 em 2006 para 108 no ano passado (…)” (http://diario.iol.pt/sociedade/assalto-assalto-bes-assalto-ao-bes-sequestro/979622-4071.html).

    Se em 2008 já houve 150, mesmo que não haja mais nenhum (que é altamente improvável), os números já são preocupantes.

    2º “Rui Pereira admite onda de criminalidade”

    (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/396511

    3º “Para o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, Portugal mudou: «Já não somos um país de brandos costumes» (…)”
    (http://diario.iol.pt/esta-e-boca/violencia-assaltos-garcia-leandro/984044-4087.html)

    Só um à parte: a polícia voltou a matar,

    “O rapaz de 21 anos caiu acidentalmente num poço, esta madrugada, em Oliveira do Bairro, quando fugia de uma patrulha da GNR. Ainda pediu ajuda, mas acabou por morrer afogado (…)
    (http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/11541)

  25. Bruno - Planetas Diz:

    José, infelizmente não tenho o conhecimento para esclarecer a fundamentação subjacente aos critérios de catalogação da criminalidade, mas julgo que a mesma será feita por quem tenha a competencia para tal.

  26. pedro romano Diz:

    Excelente. Espero que o artigo no DN esteja ao nível do que tem vindo a postar no Blasfémias.

  27. Carlos Diz:

    Faltou só dizer que o gráfico foi gentilmente fornecido pelo Pedro Silva Pereira.

    Para que servem esses números? Como são calculados e que tipo de crimes abrange? O roubo do chapéu de chuva conta “1″, da mesma forma que o tiroteio na Quinta da Fonte ?

    Sabemos todos que o sentimento de insegurança criado na população é muito mais importante do que o cálculo subjectivo das ocorrências. Esse sentimento de insegurança é o mais elevado das últimas décadas, e motiva intervenções não só do “homem da rua” mas do Presidente, Sindicato do Magistrados, Juízes, Pinto Monteiro, Ministros, etc. O único calado é … Sócrates!

  28. Pinto Diz:

    Nuspirit, quando o meu comentário (24) já estiver bem moderado leia-o, sff.

  29. Alberto Mendes Diz:

    Ainda alguém se lembra do surto de agressões a magistrados em tribunal?

  30. Winston Smith Diz:

    Não são precisos gráficos com bolas de bilhar para perceber que a “onda” foi criada ou pelo menos empolada pelos media.

    Mas a questão relevante é saber se há ou não um nível de violência acima daquilo que a sociedade toma como aceitável.

    Se em Agosto houve mais x% de crimes do que em Julho ou se o aumento é de y% face a qualquer outro mês é cagativo. Admitindo que os jornais não inventam notícias (…) e se limitam e meter tudo na 1a página quando antes ia para a 27, o que importa é saber se devemos aceitar como normal (inevitável?) x assaltos e y mortes por dia/mes/ano ou não e, nesse, caso o que deve ser feito.

    Estar a discutir taxas de variação é desfocar a atenção da essência do fenómeno. Exactamente como as brincadeiras que se fazem com os “menos x mortos este semestre nas estradas” quando, menos x ou menos y são, por cá, sempre muitos mais que os que deveriam ser (mesmo admitindo que haverá sempre um número que é inevitável).

  31. Range-o-Dente Diz:

    O João Miranda acredita na estatística oficial?

    .

  32. JoaoMiranda Diz:

    ««Sabemos todos que o sentimento de insegurança criado na população é muito mais importante do que o cálculo subjectivo das ocorrências.»»

    Ou seja, quando a insegurança for irracional devemos aplicar as mesmas soluções que quando ela é racional?

    Imagine que a insegurança resulta de uma fantasia criada pelos media. Vamos gastar dinheiro em mais meios policiais por causa disso?

  33. Pinto Diz:

    Nuspirit,

    1º Em 2006 houve 139 assaltos a bancos, em 2007 houve 108: “(…)De acordo com o Relatório de Segurança 2007, o número de assalto a bancos desceu de 139 em 2006 para 108 no ano passado (…)” (http://diario.iol.pt/sociedade/assalto-assalto-bes-assalto-ao-bes-sequestro/979622-4071.html).

    Se em 2008 já houve 150, mesmo que não haja mais nenhum (que é altamente improvável), os números já são preocupantes.

    2º “Rui Pereira admite onda de criminalidade”

    (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/396511

    3º “Para o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, Portugal mudou: «Já não somos um país de brandos costumes» (…)”
    (http://diario.iol.pt/esta-e-boca/violencia-assaltos-garcia-leandro/984044-4087.html)

    Só um à parte: a polícia voltou a matar,

    “O rapaz de 21 anos caiu acidentalmente num poço, esta madrugada, em Oliveira do Bairro, quando fugia de uma patrulha da GNR. Ainda pediu ajuda, mas acabou por morrer afogado (…)
    (http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/11541)

  34. tina Diz:

    João,
    Insisto que estamos a falar de criminalidade recente, de 2007 para 2008. E não é verdade que o no de homicídios no 1 semestre de 2008 é igual ao do ano inteiro de 2007? Sendo assim, podemos esperar um grande pulo nesse gráfico para o ano de 2008.

  35. Justiniano Diz:

    JM!
    1- Inflacção sobe 10% = Pressão Inflacionária
    2- Poder de Compra aumenta 10% = extraordinária subida do poder de compra (ou 1)
    3- Aumento de 10% no consumo de electricidade= Catátrofe ecológica e financeira
    4- Diminuição de 10% nas enissões de carbono= Desenvolvimento extraordinário
    5- Aumento de 10% na criminalidade= Facto estatisticamente imperceptível

  36. Assur Diz:

    “Imagine que a insegurança resulta de uma fantasia criada pelos media”

    Mas não é. Exceptuando os “marcianos” dos condomínios fechados, qualquer cidadão vê ou é vitima da criminalidade.

  37. Luis Moreira Diz:

    Se compararmos com o tempo do Zé do Telhado estamos muito melhor.A questão é que a populaça tem um sentimento de insegurança que pode ser um factor de apertar liberdade para haver mais segurança.E por esse caminho podemos ter muito a perder.Já vamos nos chips nos automóveis!

  38. rxc Diz:

    Então e a comparação é sempre com o ano anterior? O JM anda muito influenciado pela visão de curto-prazo tão em voga nestas nossas sociedades. Poderíamos, por exemplo, analisar o aumento ocorrido nos últimos dez anos (+50%). É que olhando para aquele gráfico, é caso para ficar alarmado não?

    E o mais interessante é um (suposto) liberal confiar nas estatísticas de um governo “socialista”!

  39. O Seringador Diz:

    Hmm. Afinal a criminalidade subiu desde a Expo 98. Claro, o estaleiro trouxe essa imigrantada toda, que depois ficou sem emprego. E reparem como há um pico em 2004. Nem de propósito. A culpa é do Cavaco pela Expo e do Carlos Cruz pelo Euro 2004.

  40. tina Diz:

    E em termos de homícidios, Portugal até é um país bastante violento como revelam estas estatísticas para 2007. Imagine-se se ainda vai ficar pior!…

    http://www.scribd.com/doc/21670/Crime-Statistics-Murders

  41. Pinto Diz:

    Uma vez que os comentários demoram uma eternidade a ser moderados, vai por fases.

    Nuspirit,

    1º Em 2006 houve 139 assaltos a bancos, em 2007 houve 108: “(…)De acordo com o Relatório de Segurança 2007, o número de assalto a bancos desceu de 139 em 2006 para 108 no ano passado (…)” (http://diario.iol.pt/sociedade/assalto-assalto-bes-assalto-ao-bes-sequestro/979622-4071.html).

  42. Pinto Diz:

    2º “Rui Pereira admite onda de criminalidade”

    (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/396511

  43. Pinto Diz:

    3º “Para o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, Portugal mudou: «Já não somos um país de brandos costumes» (…)”
    (http://diario.iol.pt/esta-e-boca/violencia-assaltos-garcia-leandro/984044-4087.html)

  44. Pinto Diz:

    Só um à parte: a polícia voltou a matar,

    “O rapaz de 21 anos caiu acidentalmente num poço, esta madrugada, em Oliveira do Bairro, quando fugia de uma patrulha da GNR. Ainda pediu ajuda, mas acabou por morrer afogado (…)
    (http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/11541)

  45. Miguel Madeira Diz:

    “pois, quando entrou en vigor a revisão do código penal?”

    Houve alguma revisão do código penal? Não digo que não tenha havido, mas só ouvi falar de uma revisão do código do processo penal (que, para o assunto em questão - definição do que é criminalidade violenta - , não tem nada a ver com o CP)

  46. Assur Diz:

    “A polícia voltou a matar”????

    Eh eh eh. Este pessoal anti-polícia sonha…

  47. tina Diz:

    E aposto que a tendência do gráfico apresentado pelo João é semelhante à dos números de imigração em Portugal.

  48. Bruno - Planetas Diz:

    “Imagine que a insegurança resulta de uma fantasia criada pelos media. Vamos gastar dinheiro em mais meios policiais por causa disso?”
    Caro João,
    Eu julgo que, quando a sensação de insegurança se instala na sociedade pode ser mais difícil de combater que a criminalidade propriamente dita.
    A Fobia da insegurança é real e bastante incapacitante para a população, traduzindo-se na perca de qualidade de vida.

  49. OLP Diz:

    Desafio:
    Neste grafico deveria ser anotada a data em que o novo código penal entrou em vigor.
    Depois podiam fazer umas pequenas anotações como as diferenças nos códigos fizeram as diferenças nas estaísticas.

  50. Pinto Diz:

    ““A polícia voltou a matar”????

    Eh eh eh. Este pessoal anti-polícia sonha…”

    Assur, estava a ser irónico

  51. Pinto Diz:

    “Desafio:
    Neste grafico deveria ser anotada a data em que o novo código penal entrou em vigor.
    Depois podiam fazer umas pequenas anotações como as diferenças nos códigos fizeram as diferenças nas estaísticas.”

    NA MOUCHE

  52. Pinto Diz:

    Miguel Madeira,

    “Houve alguma revisão do código penal?”

    Claro que houve. Principalmente a polémica alteração ao art. 30.º do Código Penal. Veja que há quem diga que foi para beneficiar os arguidos da Casa Pia. Lembram-se de cada uma.

  53. Carlos III Diz:

    Uma estatísitca vale apenas o que vale e é manipulável (comentário# 23). Mas haveria que ter em conta outros factores: as chamadas “cifras negras” (delitos não participados, muitas vezes pela sensação de que é inútil)e a sequuência da participação: em quantos casos foi descoberto o autor do crime? Que condenação sofreu?
    O Zé do Telhado aterrorizou meio país mas acabou degredado em África para o resto da vida, creio. A Justiça funcionou.

  54. Anónimo Diz:

    O João Miranda produz alguns textos muito próximos do perfeito e faz algumas análises geniais, mas às vezes parece acreditar que ninguém sabia que o défice era de 6%, que a criminalidade violenta não aumentou, e que o défice foi de facto reduzido. Já se perguntou o que se pode esperar de um ministro e de um governo que se apresenta na RTP a afirmar quantos guardas vai formar de novo sem referir quantos sairam? Acha que se pode confiar em algum número produzido por esta gente? O JM não assistiu como todos nós à palhaçada do BdP no início da legislatura? O JM não vê que no caso da linha do tua os parafusos estão todos soltos e a Secretária de Estado dos trnsportes diz que está tudo perfeito? Quer mais? Isto não lhe soa a ex-URSS? Acredita em papéis com números? João Miranda: o Estado Português está repleto de vigaristas e aldrabões da pior espécie, sem ponta de vergonha na cara, que não se coíbem de meter a nação pelos piores caminhos para poderem dar um pouco de brilho à sua carreira. Talvez não tenha reparado, mas não parece haver gráficos sobre corrupção no Estado, porque a corrupção pura e simplesmente não existe, como aliás sustenta o chefe da Associação de Municípios.

  55. Anónimo Diz:

    Desde meio da primeira legislatura de Guterres quase duplicou, só. Isto aponta um caminho que é uma seta a subir, e bem. Depois chega Sócrates e ela desce logo. Só grandes momentos na vida de um país produzem resultados tão drásticos, como as guerras ou as Expos. :-)

  56. Pizarro Diz:

    Engraçado era tentar perceber o pq daquele aumento de 25% ali entre 1998 e 1999.

  57. Doe, J Diz:

    “Albufeira: Apreendidas centenas de bolos”
    “Caça à bola de Berlim na praia”

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=D4801F7B-F95A-4E4D-ACB4-54FB18731D44&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

    Está em curso mais uma importante operação de combate à criminalidade. Os portugueses já podem voltar a dormir descansados pois já está em curso a operação de extradição das 500 bolas de Berlim indocumentadas.

  58. Anónimo Diz:

    Por acaso esta estatística deveria ser acompanhada, em paralelo, do valor dos salários e de emigração.
    Salários a perder valor, por haver quem trabalhe mais baratinho, emigração de indígenas a aumentar para fugir á africanização salarial(e não só…)
    Tudo isto constitui um bom “combustível” para o aumento da criminalidade pois que os políticos conseguiram de facto ter todos insatisfeitos…

  59. Bonifácio Diz:

    Não se fala mais do chip DEMO?
    Hoje o Cavaco vai promulgar a lei que inicia o caminho que nos levará ao chip de localização e identificação pessoal.
    Há uma petição em curso.
    http://www.ipetitions.com/petition/siev/signatures.html
    Ainda há tomates em Portugal?

  60. Doe, J Diz:

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=86CB06F9-743E-4881-A38D-D5EF6F889D67&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011

    “De acordo com a Direcção-Geral do Orçamento, entre Janeiro e Julho, foram contabilizados 48,5 milhões de euros de receitas provenientes das multas de trânsito.”

    Os cobradores do fraque da farda estão em grande.

  61. Teresin Diz:

    Muito mal deve andar a investigação em bio-tecnologia para desperdiçarmos os nossos “melhores” cérebros a discutir estatísticas.

    Longe estamos de uma sociedade melhor que esta quando qualquer o único método racional de decisão se baseia na parente mais pobre das ciências e aquela que Eistein sonhava eliminar: a estatística.

    Pobre, pobre é a sociedade que esquece os laços humanos e se apoia em muletas como as médias para determinar os seus actos.

    Inculta é a comunidade que discute capas de jornais.

  62. P. Peter Diz:

    A fiabilidade desses números é arrasadora. Quer um conselho: recolha você os dados na sua paróquia e desenvolva a partir daí.

  63. Pinto Diz:

    “Há uma petição em curso.
    http://www.ipetitions.com/petition/siev/signatures.html
    Ainda há tomates em Portugal?”

    Novidade seria não haver uma petição a uma proposta de lei.

    “Petiçao contra o Tabaco entregue na Assembleia da República”
    (http://www.radiomiramar.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/1254)

    “Nova petição contra lei do tabaco”
    (http://diario.iol.pt/noticias/cigarros-peticao-saude-abzhp-tabaco/932194-291.html)

    “Petição contra a nova lei sobre cães perigosos ou potencialmente perigososos”
    (http://www.petitiononline.com/Caninos/)

    “Petição contra lei da pesca recreativa”
    (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=689687)

    “PETIÇÃO CONTRA A LEI DE APOSENTAÇÃO”
    (http://memorialdolamento.blogs.sapo.pt/131531.html)

    “Apresentada petição contra entrega de gestão da REN às autarquias”
    (http://lisboa.bloco.org/index.php?Itemid=26&id=336&option=com_content&task=view)

    “Petição conta a política de pagamentos do Google Adsense”
    (http://www.fique-rico.com/2008/06/09/peticao-contra-politica-pagamentos-google-adsense/)

    “Petição contra Museu Salazar discutida no Parlamento ainda nesta sessão legislativa”
    (http://www.destak.pt/artigos.php?art=11308)

    “Petição contra o acordo ortográfico”
    (http://www.forumenfermagem.org/forum/index.php?topic=2161.0)

    “Petição contra as privatizações”
    (http://reciclemos.weblog.com.pt/arquivo/113900.html)

    Já chega.

    BEM RAZÃO TINHAM OS ROMANOS.

  64. Pinto Diz:

    ““De acordo com a Direcção-Geral do Orçamento, entre Janeiro e Julho, foram contabilizados 48,5 milhões de euros de receitas provenientes das multas de trânsito.”2

    Dois sinais:

    1º A polícia não está enfiada na Esquadra.

    2º Infringimos o CE que é obra.

  65. Pinto Diz:

    “Há uma petição em curso.
    http://www.ipetitions.com/petition/siev/signatures.html
    Ainda há tomates em Portugal?”

    Novidade seria não haver uma petição a uma proposta de lei.

    “Petiçao contra o Tabaco entregue na Assembleia da República”
    (http://www.radiomiramar.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/1254)

    “Nova petição contra lei do tabaco”
    (http://diario.iol.pt/noticias/cigarros-peticao-saude-abzhp-tabaco/932194-291.html)

  66. Assur Diz:

    Pinto

    Sabemos disso. Mas lembrou-nos uma boa :) e não se admire se vir por aí isso escrito.

  67. Nuspirit Diz:

    Reparo agora que entramos na fase de que a estatística tem limitações. O mais engraçado é quem entrou nessa argumentação, fá-lo como se tivesse descoberto a pólvora!! Não os quero desiludir, mas toda a gente minimamente informada sabe que, a respeito da estatística, é habitual brincar-se dizendo que ela é a arte de torturar os números até que eles confessem. Isso, de facto, quer dizer que o tratamento dos dados tem de ser muito rigoroso. Mas quando o é, toda a gente sabe também, que a estatística é a ferramenta mais poderosa ao dispor do homem para agir racionalmente. Só os imprudentes dela desdenham.

  68. rms Diz:

    Caro,
    A estatística é aquilo que nós quisermos que seja. A verdade é que os crimes violentos que existiam há 10 anos são agora de tipo diferente. Há 10 anos eram essencialmente em zonas rurais, e por motivos passionais. Agora não o são, são organizados, selectivos e em consequência de furtos. Mas isto o gráfico não diz…

  69. Maria Marques Diz:

    João Miranda, you´re much smarter than this. A criminalidade violenta engloba muitos tipos de crimes. O facto de estar numericamente aos níveis de 2006 a criminalidade violenta, não implica que não existam agora mais crimes mais violentos do que em 2006.

  70. Anónimo Diz:

    Este post é uma palhaçada, pura demagogia.
    De onde é que o JM acha que esses dados provêem?
    Do número de queixas efectuadas na polícia. Ou acha que a polícia anda aí na rua a contabilizar um a um o número de ocorrência?
    O que está a acontecer é que o número de queixas está a diminuir, não pelo facto de o número de ocorrências diminuir, mas sim pelo facto de haver uma consciência colectiva dos cidadãos da impunidade que grassa pelo nosso país, que já nem vale a pena queixar-se à polícia.
    Estatísticas há muitas!!!

  71. JoaoMiranda Diz:

    ««O facto de estar numericamente aos níveis de 2006 a criminalidade violenta, não implica que não existam agora mais crimes mais violentos do que em 2006.»»

    Cabe-lhe a si demonstrar que agora existem mais crimes mais violentos do que em 2006. Quais são os seus dados?

  72. JoaoMiranda Diz:

    ««O que está a acontecer é que o número de queixas está a diminuir,»»

    Consegue provar essa tese?

  73. rms Diz:

    Caro,

    saberá, certamente, o que são as cifras negras e que a descrença no sistema judicial leva, precisamente ao seu aumento, ou não?

  74. Anónimo Diz:

    JoaoMiranda

    “««O que está a acontecer é que o número de queixas está a diminuir,»»

    Consegue provar essa tese?”

    Saia um pouco do Campus Universitário e observe in loco a realidade portuguesa.

  75. JoaoMiranda Diz:

    ««saberá, certamente, o que são as cifras negras e que a descrença no sistema judicial leva, precisamente ao seu aumento, ou não?»»

    Como é que eu posso saber se o Rms ainda não apresentou qualquer prova?

  76. JoaoMiranda Diz:

    ««Consegue provar essa tese?”

    Saia um pouco do Campus Universitário e observe in loco a realidade portuguesa.»»

    Isso é uma forma de dizer que não consegue provar. Ou seja, quando se trata de provar conjecturas o caro anónimo refugia-se na sua percepção da realidade obtida por experiência própria. Como devia saber, essa percepção não prova nada. Pode ser uma ilusão.

  77. Piscoiso Diz:

    Um gráfico, uma estatística, uma sondagem, sem um autor idóneo, é uma grosseira manipulação propagandística.
    Como o gráfico do post não indica autor, suponho que foi fabricado pelo inefável Miranda dos posts múltiplos, de encher chouriços.

  78. rms Diz:

    Não vou explicar, porque, como disse um blogger seu vizinho, acho que você se diverte imenso às nossas custas e ri-se como um perdido quando o levamos a sério. É isso por que não vou explicar porque é que eu nem ninguém consegue identificar os números que representam as cifras negras, mas que eles existem, existem. É mais ou menos como as bruxas.

  79. Anónimo Diz:

    “Isso é uma forma de dizer que não consegue provar. Ou seja, quando se trata de provar conjecturas o caro anónimo refugia-se na sua percepção da realidade obtida por experiência própria. Como devia saber, essa percepção não prova nada. Pode ser uma ilusão.”

    Ahh!! Alguém que se auto-intitula expert em biotecnologia, acha que o empirismo é uma ilusão…Hummm…Agora diga-se, como é que se provou que a Terra era esférica (e achatada nos pólos)?

  80. JoaoMiranda Diz:

    ««Um gráfico, uma estatística, uma sondagem, sem um autor idóneo, é uma grosseira manipulação propagandística.
    Como o gráfico do post não indica autor, suponho que foi fabricado pelo inefável Miranda dos posts múltiplos, de encher chouriços.»»

    Caro Piscoiso,

    Não faça figuras tão tristes. Até eu me sinto embaraçado. O Piscoiso deve ser neste momento o único despistado que ainda não descobriu qual é a fonte. Pergunte às suas tias que até elas sabem.

  81. JoaoMiranda Diz:

    ««Não vou explicar»»

    Não vai explicar porque não consegue.

    ««não vou explicar porque é que eu nem ninguém consegue identificar os números que representam as cifras negras»»

    Não deixa de ser muito conveniente essa teoria das cifras negras. O Rms defende a tese que uma cifras negras que ninguém viu favorecem a sua tese. Explique lá como. Acha que não havia cifras negras há 1 ano ou há 2? Acha que as cifras negras só afectam os dados de 2008? Porque é que considera que as cifras negras favorecem a tese da onda de criminalidade e não o contrário?

  82. Nuspirit Diz:

    Confiar mais nos nossos instintos e percepções do que nas evidências empíricas é um erro muito comum. Para ser sincero até digo que ninguém está livre dele. E quando se está a falar no sentimento mais importante à sobrevivência do homem, que como se sabe é o medo, então aí, conseguir manter a cabeça fria reconheço que é uma tarefa hercúlea.

    Mas se ainda confiássemos mais nos instintos do que no poder da razão, ainda hoje andávamos a quatro patas.

  83. JoaoMiranda Diz:

    ««Ahh!! Alguém que se auto-intitula expert em biotecnologia, acha que o empirismo é uma ilusão…»»

    Não. O que é uma ilusão é a sua ideia de que pode determinar a realidade pela experiência pessoal. O caro anónimo acha que a sua experiência pessoa é mais autoritária do que as estatísticas. Aposto que o anónimo mede a criminalidade com base nos assaltos de que foi vitima mais os seus amigos. E aposto que avalia a tendência através da sua memória selectiva.

  84. Piscoiso Diz:

    Eu não tenho de descobrir as fontes, ainda que saiba quais são. Haverá quem não saiba e que o post não indica.
    Alguma honestidade só lhe ficava bem.
    Mas não pretendo ser paternalista, já que a desonestidade lhe poderá ser mais lucrativa.

  85. rms Diz:

    Não, só não vou explicar porque, realmente, não quero. E quem diz que as cifras negras só afectam 2008? Releia lá o que escrevi. E se o facto de eu acreditar que as cifras negras aumentam proporcionalmente em relação ao aumento do descrédito no sistema judicial, acreditar no contrário serve para que o João defenda a sua tese, ou não?

  86. JoaoMiranda Diz:

    ««Não, só não vou explicar porque, realmente, não quero. E quem diz que as cifras negras só afectam 2008? »»

    Bem, então explique porque é que as cifras negras não afectam uniformemente todos os anos.

    ««E se o facto de eu acreditar que as cifras negras aumentam proporcionalmente em relação ao aumento do descrédito no sistema judicial»»

    O seu argumento é circular. E como é que sabe que o descrédito no sistema judicial está a aumentar? E como é que sabe que o efeito nas tais cifras negras é suficiente para esconder uma onda de criminalidade em 2008?

    ««, acreditar no contrário serve para que o João defenda a sua tese, ou não?»»

    A minha tese é que não há provas de uma onda de criminalidade. O Rms tem vindo a confirmar essa tese ao recorrer a hipotéticas cifras negras e a um hipotético aumento do descrédito no sistema judicial. Se quer refutar a minha tese tem que apresentar provas e não meras teses que precisam de ser provadas.

  87. Anónimo Diz:

    “O que é uma ilusão é a sua ideia de que pode determinar a realidade pela experiência pessoal”

    Mas quem falou em experiência pessoal?
    Além de que relatórios e estátisticas em Portugal não são para ser levados a sério. Veja-se o caso da linha do Tua. Existe inúmeros relatórios a indicar que a linha é segura, contudo continua a existir inúmeros acidentes ferroviários. Não há uma relação causa efeito? Tal como não há uma relação causa efeito entre a diminuição do número de queixas derivado pela apatia dos cidadãos provocado pela (fraca) eficácia do sistema judicial português?

  88. ana Diz:

    Os Portugueses acreditam piamente na vaga de crimes. Só existe a realidade transmitida pelos TVS e tablóides.
    No caso dos crimes violentos, assaltos a PACs, Bancos, etc, existe sempre particpação, autos de noticia, pelo que as estatística está correcta. Já agora gostaria de saber quantos comentadores foram REALMENTE ASSALTADOS com arma de fogo, e não a história de que ouviram dizer??

  89. Nuspirit Diz:

    A descoberta da realidade é descoberta ou construída? Quem tem a crença na subjectividade( que é apenas uma explicação psicológica dos processos indutivos) acredita que ela se constrói Tudo bem. Mas atenção, esse método indutivo priva-se a si mesmo de um fundamento lógico, isto é, a passagem dos casos particulares á sua generalização decorre do hábito e crenças, não é por isso susceptível de fundamentação lógica. Mas com certeza absoluta que não é dessa forma que se descobre a verdade.

  90. rms Diz:

    Apresentar provas? Hahaahahah. Calma, sr. juiz, que o meu julgamento ainda não começou.

    1 - Eu nunca disse que afectam ou não todos os anos.

    2 - A minha tese vem do tal empirismo, da minha percepção e do meu contacto com pessoas da área. A sua vem dos números que vai buscar ao RASI e, chapados assim, dizem o que queremos que digam.

    3 - O MAI e o GCS divulgaram agora mesmo que o crime violento aumentou 15% desde o início do ano e, presume-se, em comparação com o ano anterior.

    4 - Mais números? Entre 2006 e 2007 o número de homicídios voluntários consumados desceu de 194 para 133, uma variação de 31,4% que em muito contribuiu para o decréscimo de 10,5% da criminalidade violenta. Mais uma vez, os números dizem aquilo que nós queremos que diga, vejamos: Entre 2006 e 2007 o número de homicídios voluntários consumados desceu de 194 para 133, uma variação de 31,4% que em muito contribuiu para o decréscimo de 10,5% da criminalidade violenta. Mas a verdade é que, se, há uns anos, os homicídios consumados se verificavam em zonas mais rurais e onde o índice de armas - de caça - por habitantes é elevado, com o crime de homicídio a verificar-se essencialmente, por zangas de vizinhos; a verdade é que a criminalidade violenta e grave baixou nesses distritos e transferiu-se para distritos mais urbanos: Aumentou em Aveiro(9,1%), Braga, (5,1%), Santarém (0,9%) e desceu em Bragança (24%), em Castelo Branco (6,7%), Évora (16,8%), Guarda (54,1%), Vila Real (34%) e Viseu (10%).

    6 - Ainda sobre o RASI, e fazendo uma análise a dez anos, podemos concluir que o número de participações registadas pelas forças de segurança foi de 355.069 em 1998 e de 385.876, ou seja, um aumento 30.807 registos.

  91. Nuspirit Diz:

    Pelo que conheço das estatísticas em Portugl até que nem são muito más. Mas, por muito más que sejam, ninguém tenha dúvidas, continuam a ser um excelente indicador. Muito mais fidedignas que a as nossas percepções. Então neste caso, em que é o medo que está em jogo, nem se fala.

  92. JoaoMiranda Diz:

    ««Mas quem falou em experiência pessoal?
    Além de que relatórios e estátisticas em Portugal não são para ser levados a sério.»»

    Se os relatórios não são para levar a sério, o que é que resta senão a experiência pessoal?

  93. Nuspirit Diz:

    O que o RMS diz é que o tipo de crime se está a alterar. Okay. Mas isso é outra discussão.

  94. JoaoMiranda Diz:

    ««1 - Eu nunca disse que afectam ou não todos os anos.»»

    Pois não. Não disse nada, não provou nada. Limitou-se a lançar dúvidas sobre as estatísticas, o que é irrelevante para o caso. O que o Rms devia provar é que existe a tal onda de criminalidade.

    ««2 - A minha tese vem do tal empirismo, da minha percepção e do meu contacto com pessoas da área.»«

    Muito científico.

    «« A sua vem dos números que vai buscar ao RASI e, chapados assim, dizem o que queremos que digam.»»

    Nope. A minha vem da falta de provas de que existe uma onda de criminalidade. Ainda não percebeu que eu usei as estatísticas apenas para mostrar que elas não provam que houve uma onda de criminalidade?

    ««3 - O MAI e o GCS divulgaram agora mesmo que o crime violento aumentou 15% desde o início do ano e, presume-se, em comparação com o ano anterior.»»

    O Rms não confia em estatísticas. Porque é que agora decidiu usá-las? Porque lhe dão jeito? Então as estatísticas que não eram fiáveis passaram de repente a ser?

    ««4 - Mais números? Entre 2006 e 2007 o número de homicídios voluntários consumados desceu de 194 para 133, uma variação de 31,4% que em muito contribuiu para o decréscimo de 10,5% da criminalidade violenta.»»

    Como é que 61 crimes contribuem para um decréscimo que foi de mais de 2000 crimes?

    ««6 - Ainda sobre o RASI, e fazendo uma análise a dez anos, podemos concluir que o número de participações registadas pelas forças de segurança foi de 355.069 em 1998 e de 385.876, ou seja, um aumento 30.807 registos.»»

    10%. Muito menor que o aumento da criminalidade violenta, que ninguém contesta. O que está a ser discutido é uma suposta “onda de criminalidade” que ainda ninguém provou.

  95. Pinto Diz:

    A presunção de inocência não é algo estanque, inflexível. Se assim fosse, a polícia nunca poderia deter (mesmo que presenciasse o mais hediondo crime) pois a pessoa era, presumivelmente inocente, por isso não poderia ser privada da sua liberdade.
    Também não poderiam existir medidas de coacção (nem o Termo de Identidade e Residência), pois estreitam, de certa forma, a liberdade de um indivíduo, mesmo antes deste ser julgado.
    Uma situação prática: um homem matava 20 crianças num parque infantil; um polícia presenciava o crime mas nada poderia fazer (nem exigir a identificação) pois tudo o que fizesse feriria a presunção de inocência.
    Ora bem se sabe que isso seria inviável. Só viável na cabeça de tresloucados.

    Isto é o B, A, BA do Direito. Há quem insista em não perceber. Muito bem: cumpram a lei mesmo sem a perceber (se cada um não cumprisse a lei porque não a entendia, era “o a ver se te avias”). Eu também não percebo nada de medicina e não hesito em ir ao médico quando estou doente.

    Aliás, esta matéria já foi discutida, voltada a discutir e novamente discutida (neste blogue, porque a opinião dos especialistas foi unânime). Só posso chegar a uma conclusão: JM trá-la novamente a lume porque é a mais comentada. POR ESSA RAZÃO, ESTE É O ÚLTIMO COMENTÁRIO QUE FAÇO RELATIVAMENTE A ESTE ASSUNTO. CONVIDO AS PESSOAS SENSATAS A FAZER O MESMO.

  96. Bruno - Planetas Diz:

    isto está a aquecer..!

  97. Bruno - Planetas Diz:

    Caro João,
    Noticia de última hora:
    “Criminalidade violenta aumentou cerca de 15 por cento este ano”
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340965&idCanal=12

  98. Pinto Diz:

    Arre que os comentários demoram a ser moderados. Vou por fases a ver:

    “Há uma petição em curso.
    http://www.ipetitions.com/petition/siev/signatures.html
    Ainda há tomates em Portugal?”

    Novidade seria não haver uma petição a uma proposta de lei. Vejamos:

  99. Pinto Diz:

    “Petiçao contra o Tabaco entregue na Assembleia da República”
    (http://www.radiomiramar.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/1254)

  100. Pinto Diz:

    “Nova petição contra lei do tabaco”
    (http://diario.iol.pt/noticias/cigarros-peticao-saude-abzhp-tabaco/932194-291.html)

  101. Pinto Diz:

    “Petição contra a nova lei sobre cães perigosos ou potencialmente perigososos”
    (http://www.petitiononline.com/Caninos/)

  102. Pinto Diz:

    “Petição contra lei da pesca recreativa”
    (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=689687)

  103. Pinto Diz:

    “PETIÇÃO CONTRA A LEI DE APOSENTAÇÃO”
    (http://memorialdolamento.blogs.sapo.pt/131531.html)

  104. Pinto Diz:

    “Apresentada petição contra entrega de gestão da REN às autarquias”
    (http://lisboa.bloco.org/index.php?Itemid=26&id=336&option=com_content&task=view)

  105. Pinto Diz:

    “Petição conta a política de pagamentos do Google Adsense”
    (http://www.fique-rico.com/2008/06/09/peticao-contra-politica-pagamentos-google-adsense/)

  106. anabela Diz: