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Antartic Ice video

7 Julho, 2009

(via EU Referendum)

Watch the video …

Then read the script on Watts up with that. Warming? What warming?

Ver também:

«Petition that has been signed by 31,478 American scientists:

«We urge the United States government to reject the global warming agreement that was written in Kyoto, Japan in December, 1997, and any other similar proposals. The proposed limits on greenhouse gases would harm the environment, hinder the advance of science and technology, and damage the health and welfare of mankind».

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122 Comentários leave one →
  1. Marafado de Buliquei-me hiperligação permanente
    7 Julho, 2009 16:14

    Temos a Srª de Fátima pra quê ??

  2. 7 Julho, 2009 16:51

    Repararam com certeza que desde há uns meses atrás que deixou de se falar no “Aquecimento Global”. Agora o tema chique é “Alterações Climáticas”.

    Entretanto o net worth do Al Gore foi multiplicado por cem.

  3. 7 Julho, 2009 16:56

    … e já agora copie o J. M. Durão Barroso na Petição porque o homem anda todo preocupado com o Aquecimento Global, pensando que assim pisca o olho ao voto da esquerda.

  4. 7 Julho, 2009 16:57

    Petition Project ? Nem parece seu Gabriel ….

    The Petition Project itself used to state:
    “ Of the 19,700 signatures that the project has received in total so far, 17,800 have been independently verified and the other 1,900 have not yet been independently verified. Of those signers holding the degree of PhD, 95% have now been independently verified. One name that was sent in by enviro pranksters, Geri Halliwell, PhD, has been eliminated. Several names, such as Perry Mason and Robert Byrd are still on the list even though enviro press reports have ridiculed their identity with the names of famous personalities. They are actual signers. Perry Mason, for example, is a PhD Chemist.[20] ”

    In May 1998 the Seattle Times wrote:
    “ Several environmental groups questioned dozens of the names: “Perry S. Mason” (the fictitious lawyer?), “Michael J. Fox” (the actor?), “Robert C. Byrd” (the senator?), “John C. Grisham” (the lawyer-author?). And then there’s the Spice Girl, a k a. Geraldine Halliwell: The petition listed “Dr. Geri Halliwell” and “Dr. Halliwell.”

    Asked about the pop singer, Robinson said he was duped. The returned petition, one of thousands of mailings he sent out, identified her as having a degree in microbiology and living in Boston. “When we’re getting thousands of signatures there’s no way of filtering out a fake,” he said.[21]

    In 2001, Scientific American reported:
    “ Scientific American took a random sample of 30 of the 1,400 signatories claiming to hold a Ph.D. in a climate-related science. Of the 26 we were able to identify in various databases, 11 said they still agreed with the petition —- one was an active climate researcher, two others had relevant expertise, and eight signed based on an informal evaluation. Six said they would not sign the petition today, three did not remember any such petition, one had died, and five did not answer repeated messages. Crudely extrapolating, the petition supporters include a core of about 200 climate researchers – a respectable number, though rather a small fraction of the climatological community.[22] ”

    In a 2005 op-ed in the Hawaii Reporter, Todd Shelly wrote:
    “ In less than 10 minutes of casual scanning, I found duplicate names (Did two Joe R. Eaglemans and two David Tompkins sign the petition, or were some individuals counted twice?), single names without even an initial (Biolchini), corporate names (Graybeal & Sayre, Inc. How does a business sign a petition?), and an apparently phony single name (Redwine, Ph.D.). These examples underscore a major weakness of the list: there is no way to check the authenticity of the names. Names are given, but no identifying information (e.g., institutional affiliation) is provided. Why the lack of transparency?[23]

  5. 7 Julho, 2009 16:59

    Oregon Institute of Science and Malarkey
    Filed under:

    * Climate Science

    — group @ 7:50 AM

    A large number of US scientists (to our direct knowledge: engineers, biologists, computer scientists and geologists) received a package in the mail this week. The package consists of a colour preprint of a ‘new’ article by Robinson, Robinson and Soon and an exhortation to sign a petition demanding that the US not sign the Kyoto Protocol. If you get a feeling of deja vu, it is because this comes from our old friends, the Oregon Institute of Science and Medicine and is an attempt to re-invigorate the highly criticised 1999 “Oregon Petition“.

    The article itself is just an update of the original article, minus an author (Baliunas), with a switch of Robinson children (Zachary’s out, Noah is in), but with a large number of similar errors and language. As in previous case, this paper too, is not peer reviewed.

    Since this is a rehash of the previous paper plus a few more cherry-picked statistics of dubious relevance, instead of tediously going through the whole thing ourselves, we are going to try something new – an open source debunking.

    As we’ve mentioned previously, we’ve set up a Wiki to provide a one stop shop for articles debunking some of the worst climate contrarian pseudo-science. So, we’ve therefore set up a page for the new OISM paper, and what we’d like to do here is to start collecting material on this paper.

    So, in the comments, please catalog any:

    1. links to articles dealing with debunkings of the previous incarnations of this paper
    2. obvious errors
    3. clear cherry-picking of data
    4. interesting edits between versions

    and we’ll collate all the pertinent stuff on the RC-Wiki page. To make things easier, please label all comments by the section or figure numbers.

    Just to get you started, all versions of the paper make a mistake in the dating of Keigwin’s Sargasso Sea record by 50 years (Figure 2 in early versions, Figure 1 now) since they do not notice that the published dates are in ‘years BP’ (Before Present) which is conventionally dated from 1950, not 2000. And that’s even without getting into the question of why this is the only paleo-record they highlight, or on what logical basis they put the ‘2006′ value on.

    In another example, the authors appear to think that human breathing out of CO2 is contributing to accumulation of greenhouse gases in the atmosphere. (Actually since that carbon comes directly and indirectly from recent plants taking it out of the air, our breathing is carbon neutral). Additionally, they take the ratio of temperature change to CO2 change in the ice core record and assume that is the climate sensitivity of climate to CO2 as opposed to the other way around.

    There is much, much more. Have at it!

  6. henrique pereira dos santos hiperligação permanente
    7 Julho, 2009 17:02

    Se bem percebo querem discutir o assunto com base numa série de dados que começam em 1979/ 1980? A mim parece-se estranho que alguém dê sequer importância a quem discute fenómenos de ciclo longo com base em séries curtas, mas lá saberão por que razão preferem repetir factos a discutir processos. Se alguém tiver interesse em avanaçar um bocado na discussão eu seguramente não serei a pessoa interessada mas por aqui (e noutros posts com mais contraditório) podem ver argumentos a favor e contra:
    http://ambio.blogspot.com/2008/01/uma-resposta-aos-cpticos-climticos.html
    henrique pereira dos santos

  7. henrique pereira dos santos hiperligação permanente
    7 Julho, 2009 17:06

    indicada em vez de interessada no meu comentário anterior. as minhas desculpas
    henrique pereira dos santos

  8. 7 Julho, 2009 17:33

    Como Engenheiro do Ambiente, não posso deixar passar esta “pérola”…
    Não será tão dramático como o Al Gore apregoa… Todavia a “pegada carbónica” da Humanidade nos últimos 200 anos passou de “practicamente inexistente” a “insustentável”!!!
    Certamente muitos de nós não verão efeitos demasiado dramáticos nas suas vidas, causados pelas ditas “Alterações Climáticas”, já o mesmo não posso garantir para as próximas gerações…
    Claro que um país como os E.U.A rejeita o protocolo de Kyoto, porque apesar de ter o poder e a tecnologia para reverter a situação, pura e simplesmente canaliza as suas verbas para a agressão e para os “brinquedos militares”, que a tira a seu belo prazer, contra as nações que não se submetem à suas doutrinas.
    Ponho em causa a credibilidade deste filme bem como o abaixo assinado pela comunidade pseudo cientifica…
    Qualquer pessoa do ramo das ciências do ambiente sabe que uma molécula de CO2 (dióxido de carbono) tem estados intermédios de energia (estados vibracionais), ou seja, permite à molécula reter energia sob a forma de calor sem alteração da sua estrutura ou ruptura de ligações, se a concentração de CO2 na atmosfera é maior do que alguma vez foi na história da humanidade e os agentes bioquímicos que degradam o CO2 (como é o caso das florestas), desaparecem a uma taxa exponencial… Então eu diria que não vamos no bom caminho e que ao longo das próximas décadas, subidas dos níveis dos oceanos e aumento da temperatura global são facilmente previsíveis, a questão é: relativamente a um ponto no globo, qual será a subida do nível do mar e qual será a variação de temperatura ao longo dos anos.
    Vamos começar a poupar recursos como a energia e a água e a investir em novas tecnologias energéticas e deixar de lado lobbies como o do petróleo… Adoptar uma postura consciente relativamente ao gasto de recursos naturais.

  9. 7 Julho, 2009 18:00

    Hmm á umas certas nações que usam “brinquedos militares” contra o povo que não se submete á doutrina do poder em vigar. Vimos isso recentemente…

    Ninguém sabe o que se passa no clima.
    Para começar ninguém mede a temperatura da terra com fiabilidade. Por isso os dados dos últimos 100 anos são no mínimo suspeitos para o baixo nível de variação. De resto a terra tem arrefecido, aquecido sem ligar nada para nós e só a arrogância de uma Civilização Ocidental em autodestruição permite-se gastar tantos recursos. Loucos que não vêem a Incerteza.

  10. 7 Julho, 2009 18:41

    Este post é uma grande treta, Sr. Gabriel. Fosca-se!
    Então toma todas as pessoas que visitam este blog por burras?

  11. Jose Ferreira da Silva hiperligação permanente
    7 Julho, 2009 19:32

    Parece engraçado . T
    Traduz sff..

  12. 7 Julho, 2009 20:18

    “Certamente muitos de nós não verão efeitos demasiado dramáticos nas suas vidas, causados pelas ditas “Alterações Climáticas”, já o mesmo não posso garantir para as próximas gerações…”

    Claro que não pode garantir nada. Nem uma coisa nem o seu contrário. E não há modelo climático que seja capaz de “prever” o que quer que seja com a certeza com que os preocupados do clima tentam vender, pelo que as profecias apocalípticas são isso mesmo: profecias.

    Já agora, Henrique, responda-me só a uma pergunta: Qual é a temperatura correcta, aquela que constitui o objectivo a atingir?
    A de hoje? A de há 10 anos? A de há 100 anos? A de há 1000 anos? 10 000 anos?
    Porque se vamos tomar medidas que vão custar dinheiro e vão inevitavelmente diminuir a nossa qualidade de vida, é no mínimo necessário que se saiba o objectivo a atingir.

    Já agora, há uns anos o Pinatubo lançou para a atmosfera biliões de toneladas de gases e aerossois, de tal forma que a tempperatura do planeta diminuiu dois graus celsius, nos anos seguintes.

    Porque razão o Pinatubo pode fazer o que lhe dá na gana e eu não?
    O Pinatubo tem mais direitos do que eu? É mais natureza do que eu?
    POrque não se protesta contra o Pinatubo?
    Então eu e os meus semelhantes, a cada 5 anos lançamos para a atmosfera uma particula de CO2 por cada 100 000 de ar, e isso é grave, dizem os “preocupados”. O PInatubo caga-se literalmente e ninguém faz nada ?
    Nem um protocolo qualquer?
    Que é que o Sr Henriques tem a dizer disto?

  13. 7 Julho, 2009 21:09

    Poxa pá!!!
    O Pinatubo não constroi brinquedos militares que “impõem e canaliza para a agressão”.
    Percebeste o cerne do “aquecimento global”?
    É por essas e por outras que uma AK-47 a mais corriqueira arma em Africa (e não só) foi fabricada a produzir muito pouco CO2 e é uma arma de defesa.
    Estais esclarecidos?

  14. 7 Julho, 2009 21:22

    Caro lidador

    Sempre existiram vulcões no nosso planeta, que por incrível que pareça contribuem para um equilíbrio de ciclos. Fornecem quantidades imensas de CO2 à atmosfera necessários para o efeito de estufa (que evita que o nosso planeta gele durante a noite) e para a utilização vegetal na fotossíntese.
    Foi precisamente no período carbónico ou carbonífero (-360 a -268 milhões de anos), o quinto período da Era Paleozóica, o período de maior actividade vulcânica, onde se formaram os depósitos de petróleo e gás natural que exploramos hoje.
    Claro está que o seu carro, não polui significativamente, mas cada pessoa não polui só com o carro…
    Imagine todos os produtos que consome (plásticos, tecnologia, electrodomésticos, embalagens), energia, todos no seu processo de fabrico tem a presença de petróleo e água…
    Ora se o seu carro polui aproximadamente 100g de CO2, multiplique esse valor por 6 000 000 000 de pessoas, porque o numero de carros não andará longe disso! veja a cada 100km as toneladas de CO2 que são lançadas na atmosfera.
    Uma nota relativamente a esta questão “Qual é a temperatura correcta, aquela que constitui o objectivo a atingir?
    A de hoje? A de há 10 anos? A de há 100 anos? A de há 1000 anos? 10 000 anos?”- Não há temperatura certa para a Terra, só para a Humanidade.
    Pensando Macro, imaginem a Terra como uma célula gigantesca, que suporta ambientes diversos e condições adversas, mantendo sempre a sua estabilidade.
    Os organismos que nela vivem, apenas o fazem, porque existe um frágil equilíbrio que deve ser respeitado para termos condições favoráveis para o desenvolvimento e proliferação da espécie.
    Os dinossauros eram bem grandes e desapareceram sem deixar rasto… Portanto temperatura certa existe, mas só para nós!
    É possível saber a temperatura da Terra à superfície, para isso existem satélites com imagem térmica e infravermelhos, essa é a temperatura que importa porque é na superfície do planeta que nós vivemos.
    As nações do Mundo preocupados com a crise económica e as guerrinhas nucleares e o Poder…
    Quando faltar a água, não vai dar para beber petróleo, nem dinheiro e muito menos bombas ou mísseis…
    Portanto, para quem está preocupado em perder “qualidade de vida”, saiba que se não tiver água para beber, não vai ter vida sequer, quanto mais qualidade!!!
    Desculpem o entusiasmo ao falar destas questões, não sou do greenpeace, nem dos verdes ou qualquer outra organização ambiental, mas existem medidas que tem que ser tomadas ao nível global de forma a garantirmos a nossa própria continuidade como espécie, claro que isso não interessa aos grupos económicos, do petróleo, das armas, da construcção, dos transportes, da industria ou dos automóveis, porque obriga a canalizar recursos e a fazer tudo como deve ser, em vez de varrer para debaixo do tapete!
    Engenheiro do Ambiente é alguém que permite o desenvolvimento da tecnologia e da sociedade, bem como as suas condições de vida, tendo sempre em consideração os aspectos socio económicos e ambientais. O ambientalista é o gajo que estraga o milho ao Ti Manel, só porque é transgénico…
    Mais esclarecimentos, perguntem…lol

  15. 7 Julho, 2009 21:52

    Depois dessas contas macro todas convém explicar que o CO2 é apenas 3.6% do total dos gases de efeito de estufa e que só uma parte desses 3.6 é produzida pelo homem. Por mais carros a multiplicar por quantos quiser.

  16. 7 Julho, 2009 21:53

    Claro que não pode garantir nada.

    Pode. É garantido que estamos em presença de um analfabruto de grosso recorte. E gabo a paciência de quem responde, incluindo a minha.

  17. 7 Julho, 2009 21:56

    convém explicar que o CO2 é apenas 3.6% do total dos gases de efeito de estufa e que só uma parte desses 3.6 é produzida pelo homem.

    Convém indicar a fonte das atoardas. Idem para os dois graus celcius do analfabruto.

  18. 7 Julho, 2009 21:59

    Já agora, há uns anos o Pinatubo lançou para a atmosfera biliões de toneladas de gases e aerossois, de tal forma que a tempperatura do planeta diminuiu dois graus celsius, nos anos seguintes.
    Porque razão o Pinatubo pode fazer o que lhe dá na gana e eu não?
    O Pinatubo tem mais direitos do que eu? É mais natureza do que eu?

    O Pinatubo diminuiu as temperaturas, nós estamos a aumenta-las. Independentemente das polémicas, acha má ideia haver um maior controlo de emissões, procurar-se maior eficiência usando princípios de poluidor-pagador ? Além de que nada pode fazer para as impedir, são naturais, as nossas não.

    A sua visão do mundo é curiosa. É uma visão egoísta e miserávelista de que não vale a pena fazer nada, levada ao extremo, nem vale a pena você viver, dado que um dia vai morrer. Mais vale matar-se já em vez de perder tempo ao longo da sua vida cuidando de si, da sua sáude e a dos seus.

  19. 7 Julho, 2009 22:02

    PRONTESsssss disse
    7 Julho, 2009 às 9:52 pm

    Depois dessas contas macro todas convém explicar que o CO2 é apenas 3.6% do total dos gases de efeito de estufa e que só uma parte desses 3.6 é produzida pelo homem. Por mais carros a multiplicar por quantos quiser.

    Procure por melhor informação, sobretudo sobre o feedback gerado pelo aumento do CO2 no vapor de água . Elucide-se,

  20. 7 Julho, 2009 22:27

    No entanto, a NASA não parece muito de acordo com essa teoria, Gabriel Silva: http://climate.jpl.nasa.gov/evidence/

  21. 7 Julho, 2009 22:31

    Bem , para que não digam que os tugas não pensam nada , aqui vai uma informação resumida : umas meninas de uma escola do norte fizeram uma investigação aprofundada em torno do tema quente tanto de teorias a favor como contra e chegaram à conclusão , a meu ver e pelo que me anda a sair do bolso ( o certificado energético das casas é caro ,e outras taxas algumas disfarçadas , outras bem claras ) digna de credibilidade de que o aquecimento/ alterações devido à acção humana não é mais do que um mito ( similar ao do inferno , por exemplo , não se esqueçam que o estado veio substituir a religião definindo o que é “pecado” ou não e a consequente contra ordenação ou multa-que saudades de penitência , tão baratinha-) , posto a circular pelos estados de forma a cobrar mais impostos. Espertas , as moças. Apresentaram o estudo num colóquio ou coisa parecida.

    PS ) isto não faz com que não seja verdade verdadinha que andamos a desperdiçar aos molhos recursos naturais limitados em tonterias. Mas com este problema , como tratar dele representa menor consumo , menos taxas e impostos , os chupistas não se ralam.

  22. 7 Julho, 2009 23:18

    O aquecimento global é mais uma histeria parecida com a da gripe A. Há que acompanhar a situação, tomar medidas, claro que sim. Nessas medidas não está pagar rios de dinheiro ao parolo do Al Gore.

  23. 8 Julho, 2009 00:12

    O Al Gore é um “showman”, um individuo com meios e acesso a informação como poucos neste planeta.
    Acho que ele faz um bom discurso de intervenção, porém muitas vezes recorre ao exagero para chocar o espectador…
    Mas tem meios e fontes como ninguém neste mundo e isso meus amigos, custa muito dinheiro!

  24. 8 Julho, 2009 07:25

    Bem podem falsificar vídeos e fazer petições e referendos.

    A ciência não é democrática. Pouco importa o que as pessoas pensam ou deixam de pensar. Não obedece a nenhum directório político nem da direita nem da esquerda. Baseia-se em factos.

    O que a ciência diz é que há aquecimento global : http://www.sciencedaily.com/news/earth_climate/climate/

    Resta aos políticos fazer o possível para minimizar o fenómeno e preparar-nos para os seus efeitos.

  25. 8 Julho, 2009 10:21

    Caro Tiago Mouta.

    O facto de você ser engenheiro do ambiente, é perturbador, porque demonstra o grau de doutrinação com que são formatados os estudantes nas nossas escolas.

    Vamos por partes

    “[os vulcões[ fornecem quantidades imensas de CO2 à atmosfera necessários para o efeito de estufa”

    Então parece que há um CO2 bom ( o dos vulcões) e um CO2 mau, o que você expira. Quer explicar?

    E lá no seu curso, não lhe explicaram que o CO2 nem sequer é o principal GEE? Não lhe falaram do vapor de água?
    Não lhe explicaram que as plantas consomem CO2 e que quanto mais CO2 houver, mais luxuriantes ela se tornam e mais O2 produzem?

    ” veja a cada 100km as toneladas de CO2 que são lançadas na atmosfera.”

    Parece-lhe dramático, sem dúvida Mas olhe que corresponde a apenas uma molécula de CO2, em cada CINCO anos, acrescentada a 100 000 partículas de ar. Postas as coisas na perspectiva correcta, vá mas é dar umas fornicadelas e gozar a vida, em vez de andar com um placard às costas a berrar que vem aí o fim do mundo.

    ” Não há temperatura certa para a Terra, só para a Humanidade.”
    Sim, e qual é? Números, se faz favor.
    É que, tanto quanto sei, a “humanidade” vive e viveu em zonas com temperaturas gélidas, tórridas e todas entre elas.

    ” Portanto temperatura certa existe, mas só para nós!”
    Qual é?

    ” essa é a temperatura que importa”
    Qual é?

    “Quando faltar a água, não vai dar para beber petróleo, nem dinheiro e muito menos bombas ou mísseis…”

    Deixe para lá as pregações religiosas. Se tivesse estudado algo de jeito durante o seu curso, saberia que um dos efeitos do aumento de temperatura é justamente o aumento da pluviosidade e que isso arrefece a temperatura, o que conduz a um equilíbrio.

    Se tivesse estudado mais, saberia que nos últimos 100 anos a temperatura média da terra aumentou uns fantásticos 0,6 º, 40% dos quais antes da aceleração industrial e do aumento de emissões de CO2.
    Se tivesse estudado mais, saberia que os estudos teóricos provam que uma duplicação da concentração de CO2 na atmosfera ( estamos far far away disso) , levariam linearmente a um aumento de temperatura de apenas 0,55 º.

    Se tivesse estudado mais, saberia que a Gronelândia já foi verde, o que quer dizer que já foi mais quente do que hoje, e não havia civilização para culpar.
    Qual a razão, na sua opinião?

    Se tivesse estudado mais, saberia que os modelos climatéricos usados para “profetizar”, são modelos lineares, que estabelecem apenas feedbacks positivos, ampliando de forma catastrófica as pequenas alterações.
    Se tivesse estudado mais, saberia que o sistema real climatérico é não-linear, composto por subsistemas caóticos e de fronteira, alguns dos quais nem se sabe como funcionam, embora haja bastantes evidências de que a Terra é um sistema que se auto-regula bastante bem.

    ” saiba que se não tiver água para beber”

    E quem é que diz que não haverá água para beber? A sua fé?

    “Desculpem o entusiasmo ao falar destas questões”

    Não é entusiasmo, é convicção religiosa. É a ignorância convencida de alguém que foi doutrinado nas verdades da fé e que se acha detentor de uma aura espiritual, lutando por uma “causa”.

    “mas existem medidas que tem que ser tomadas ao nível global”

    A pulsão ecofascista a funcionar. Você nem se apercebe da enormidade do que diz e isso é bastante perturbador.

    ” claro que isso não interessa aos grupos económicos”

    Não? Os “grupos económicos” não são feitos por pessoas? Não vendem as coisas a pessoas? Você, por exemplo, não comprou o seu computador a “grupos económicos”? Quem fabricou o seu carro? Quem lhe fornece a electricidade? Quem fabrica a roupa que veste? Quem desenvolve os medicamentos que usa quando está doente?

    ” porque obriga a canalizar recursos e a fazer tudo como deve ser”

    Engana-se. Canalizar recursos para uma luta contra moinhos de vento, é justamente desviá-los daquilo que nos pode dar um a melhor vida e soluções reais: a tecnologia.

    Regresse à terra, meu caro. Fuja da doutrinação que lhe foi metida à força nessa sua cabeça e confronte-se com a realidade.
    Comece por responder à questão da temperatura “correcta”,sem se embrulhar em grandes palavrórios de moralista de vão de escada.

    E pense, de uma vez por todas, que a “Natureza” não é Deus, nem tem direitos.
    Direitos é o homem que os tem.
    Pense lá para a sua cabeça, que você faz parte da Natureza e que de resto, cada vez que expira, lança CO2 para a atmosfera. Se acha que a “natureza” vale mais do que você, pode fazer a sua parte:

    Deixar de usar recursos da “natureza”, deixar de se vestir, de se alimentar, de usar objectos, de beber água e de respirar, uma vez que está a matar a “natureza”.

    E deixo-o com aquilo que milhares de cientistas escreveram, no final da tristemente célebre Conferência do Rio, e que ficou conhecido como o “Apelo de Heidelberg”:

    “No limiar do século XXI, vemos com preocupação o surgimento de uma ideologia irracional, que se opõe ao progresso científico e industrial e impede o desenvolvimento econômico e social”

  26. 8 Julho, 2009 12:39

    Caro Lidador

    Obviamente não estudei o suficiente, para “doutrinar”, mas vejo que o senhor estudou… Talvez pela wikipédia!
    A temperatura no planeta pode variar de uns -40ºC nos pólos a uns espantosos 60ºC nos desertos…
    Podemos considerar que a Humanidade se desenvolve plenamente no intervalo -10ºC e 40º C! Respondido?
    Quanto à minha “formatação” académica, posso questiona-lo, quanto à sua, mas isso era irrelevante para a questão.
    Quanto à questão do CO2 “bom” e do CO2 “mau”- saiba os vulcões regulam a concentração de CO2 na atmosfera, nós apenas acrescentamos toneladas a esses valor, claro que o planeta é grande suficiente para o continuarmos a fazer, a questão é? Durante quanto tempo mais a este ritmo?
    As plantas apenas realizam fotossíntese durante o dia, periodo em que degradam o CO2, porque durante a noite tem um ciclo respiratório de consumo de Oxigénio e libertação de CO2.
    Claro que existem outros gases com efeito de estufa, como os Óxidos de Azoto (NOx), o metano (CH4) e o próprio vapor de água.
    Óxidos de azoto sobejamente produzidos pelas nossas actividades de combustão e o metano proveniente de processos de decomposição aeróbia, ou seja, na presença de oxigénio.
    O vapor de água, por si só é inofensivo, não é por existir maior concentração de vapor de água na atmosfera, que vai chover mais…
    A água não acaba, porque a Terra pode ser considerada como um sistema fechado, onde a atmosfera terrestre desempenha as condições de fronteira, portanto a quantidade de água na Terra é sempre a mesma, as suas condições físicas químicas e biológicas é que variam… Não podemos beber vapor de água, nem água dos oceanos, nem das calotes polares, nem de fontes contaminadas, com radiação, metais pesados, bactérias, enfim… Portanto aqui é uma questão de qualidade de recursos.
    Os “subsistemas caóticos”, são os principais ecossistemas terrestres, com condições de temperatura, humidade e pluvisiodade características e que se manifestam quer no tipo de vegetação quer no tipo de seres vivos que habitam essas regiões, alterações, podem fazer divergir o equilibrio existente aumentando o numero de migrações de aves e outras espécies ou “apenas” provocando a extinção de outras.
    Eco fascista, é uma palavra que acabou de entrar no meu dicionário, com o seu post… Não percebo como é que pode ser feita ditadura em torno do nosso planeta, que é a nossa casa???
    Ninguém vai voltar à idade da pedra, só porque respeita o planeta e tem consciência ambiental dos seus actos… Claro que precisamos dos grupos económicos. Ao canalizar recursos para o ambiente estamos a fazer avançar a ciência no desenvolvimento de tecnologias “limpas”, energeticamente sustentáveis, não é só aerogeradores e painéis solares, à muito mais a fazer, no que respeita à pesquisa.
    A realidade é que enquanto existirem pessoas egocentradas e desprezando o que é evidente, eu serei o “moralista de vão de escada” ou o “profeta do apocalipse”, descanse porque o mundo acaba para si quando morrer, esperando sempre que não seja numa catástrofe natural, para não culpar o dito aquecimento…
    A natureza não é Deus, mas mantém tudo aquilo que vê à sua volta de pé… Como pode destruir tudo em poucos segundos, é um poder que não tenciono desprezar!!!
    A conferência do Rio e o apelo de Heidelberg, é sobre aquilo que temos hoje a ideologia do consumo irracional e desmedido, que neste momento se opõe ao progresso científico e industrial pelos lobbies e que impede o desenvolvimento económico, o endividamento constante e social, pessoas como você! Que não aceitam uma visão do colectivo, do Mundo de todos onde todos farão a sua parte, da Humanidade… Apenas comtempla o seu umbigo e a sua vidinha miserável, maldizendo os seus créditos, as suas fériazinhas no Algarve e a vida o Cristiano Ronaldo! Isso meu caro é que é de “Vão de escada” e muita pobreza de espírito… Já percebi que para si o aquecimento global é uma moda e que, como tudo o resto vai passar de moda um dia, aqui o iluminado é você, porque os outros estão pré formatados, não estudam, não sabem, o argumento fácil e a típica agressão do “bota abaixismo” Português, de quem não percebe e também não quer perceber!!!
    Parabéns! Você é o único habitante do mundo a fazer-se acompanhar de massa encefálica… Temos pena!

    P.S- Tem a certeza que não pertence a nenhum dos lobbies descritos anteriormente, ou o seu ídolo é o Claúdio Ramos???

  27. 8 Julho, 2009 13:51

    Sempre me fez impressao as pessoas distinguirem a natureza do ser humano.
    Nao ha distincao. O ser humano e’ natural, faz parte da natureza e nao ha confrontos Homem vs natureza. Essa consideracao do Homem ser distinto da natureza ‘e arrogante e imlicitamente obriga a que o Homem nao seja uma criacao (evolucao!) da natureza e sim criacao de um qualquer deus (?).

    O ser humano e’, neste planeta, o topo de gama da evolucao da natureza. O c’erebro humano e’, neste planeta, a estrura natural mais complexa que existe.

  28. 8 Julho, 2009 14:34

    Você nem se apercebe da enormidade do que diz e isso é bastante perturbador.

    Haha. De facto. Mas escutar os pastores da religião anti-ambiental (pela mesma lógica deve ser uma espécie de satanismo) é uma experiência. Este Lidador (inspirou-se na tinta homónima?) é uma missa completa. Tira a ciência directamente do CEI.

  29. 8 Julho, 2009 14:46

    “ a Humanidade se desenvolve plenamente no intervalo -10ºC e 40º C”

    Bem, então, mesmo que alguém soubesse ( e ninguém sabe, note bem) que daqui a 200 anos a temperatura média seria sei lá, 2º acima do que é hoje, qual o problema? Na verdade já foi. E tb já foi muito mais fria. E já foi antes de sequer haver sapiens. De quem era a culpa? É que se não sabe, como sabe que o meio grau de aumento do último século é devido à nossa “maldade” e “egoísmo”?
    E porque razão isso é “catastrófico”?

    “Quanto à minha “formatação” académica, posso questiona-lo, quanto à sua, mas isso era irrelevante para a questão.”

    Pois é…mas foi o meu caro amigo quem puxou galões de “engenheiro do ambiente”. Se era irrelevante, porque o fez?

    “ vulcões regulam a concentração de CO2 na atmosfera”

    Os vulcões não regulam coisa nenhuma, porque não fazem parte de nenhum ciclo autoregulatório. As erupções vulcânicas são acontecimentos catastróficos que alteram equilíbrios e provocam reajustamentos. O PInatubo lançou essencialmente aerossóis ricos em ácido sulfúrico. Arrefeceu o planeta, não aqueceu.

    “ nós apenas acrescentamos toneladas a esses valor”

    Meu caro, como lhe expliquei, acrescentamos uma molécula de CO2 a 100 000 moléculas de ar em cada 5 anos.

    “ Durante quanto tempo mais a este ritmo?”
    Faça as contas…seguramente por mais anos do que os que temos até ao impacto de um grande meteoro, ou de uma explosão magmática, como a de Yellowstone. Mais tempo até do que até à ocorrência de uma nova idade glaciar. Mas presumo que o meu amigo se sentirá bem debaixo de 1 Km de gelo…ou os seus tetranetos…

    “O vapor de água, por si só é inofensivo”
    Na verdade é o maior gás de efeito de estufa. Caramba, como é que você fez o curso?

    “não é por existir maior concentração de vapor de água na atmosfera, que vai chover mais…”
    Hem?
    Meu caro, a asneira é livre, mas convinha que estudasse antes de escrever asneiras. O conteúdo de vapor de água na atmosfera (e logo o efeito de estufa), depende imenso dos processos de precipitação, fenómeno pessimamente compreendido e que, por isso mesmo, não é modelado nos modelos climáticos lineares que fazem as profecias.
    Um furacão, por exemplo, é o modo mais eficiente de remover o excesso de vapor de água na atmosfera.

    O resto da sua conversa é a habitual declamação de salmos moralistas. Recomendo-lhe que os guarde para si e para as missas.

    Agora vou resumir-lhe o que realmente sabemos sobre esta temática.

    1.Que a humanidade está a produzir CO2
    2.Que a concentração de CO2 na atmosfera está a crescer lentamente e que estamos neste momento com uma concentração 40% maior do que na era pré-industrial
    3.Que essa concentração corresponde a 38 moléculas de CO2 por cada 100 000 moléculas de ar, e que a nossa actividade acrescenta 1 mais em cada 5 anos.
    4.Só 50% do que produzimos fica na atmosfera. Os restantes são absorvidos pela biosfera, fazendo por exemplo crescer mais as plantas, o que de resto é um efeito altamente benéfico.
    5. Que o CO2 é um GEE, mas não o maior ou o que tem maior janela de absorção.
    6. Que a temperatura média da Terra é, provavelmente, 0,55 º mais quente do que era há 100 anos e que 40% desse meio grau, se deu antes de 1940, o que não se pode dever aos combustíveis fósseis, porque até essa altura tinham sido pouco utilizados. E mesmo estes 0,55º não são seguros, devido ao facto de a maioria dos termómetros estarem em zonas hoje mais urbanizadas ( mais quentes).

    O que não está provado, nem de lá se aproxima:
    1. Que o aquecimento seja devido ao aumento de CO2. O facto de 99% dos alcoólicos terem bebido leite na infância, não prova que o leite seja a causa do alcoolismo. As correlações não são relações e isso é tanto mais verdade em sistemas altamente complexos

    Tudo o resto é fé.
    E é com base nessa fé que andamn uns tontos a pedir que baixemos os nossos padrões de vida. Curiosamente a maioria dos meteorologistas é céptica quanto ao fenómeno. Os maiores crentes são os modeladores climáticos, físicos, na sua maioria. Percebe-se. A sua formação leva-os a tentar reduzir o comportamento de um sistema físico a uma simplificação matemática. Acontece que o clima tem uma complexidade quase biológica.

    É por isso que os verdadeiros cientistas, dizem que não têm certezas.

    As “certezas” são dos crentes. Mas até nos relatórios do enviesado IPCC, não há afirmações definitivas ( só no resumo para políticos é que são inseridas afirmações dogmáticas apenas sustentadas por convicções) .

    As convicções nesta matéria, e o chamado principio da precaução, são como a questão do DDT. A proibição do DDT em África, porque uma senhora descobriu que em concentrações elevadas fazia diminuir a espessura das cascas dos ovos, é directamente responsável por um genocídio global. Por não poderem usar o DDT para matar o mosquito que transmite a malária, morrem mais de 1 milhão de pessoas por ano.
    É esse o preço das crenças virtuosas.

    Deixo-o com uma citação de um conhecido biólogo e “cientista do clima”, o Dr Stephen Schneider, inscrita na revista Discover de Outubro de 1989:

    “ temos de reduzir o risco de mudanças climáticas… Para o fazer, temos de obter algum apoio de largo espectro, de capturar a imaginação do público. Para isso temos de oferecer cenários assustadores,fazer afirmações simples e dramáticas, e não mencionar quaisquer dúvidas que possamos ter. Cada um de nós tem de decidir qual é o equilíbrio certo entre ser eficaz e ser honesto.”

    Ou seja, para “fazer um mundo melhor”, advoga a desonestidade descarada.

    Quanto ao Apelo de Heidelberg, uma vez que não entendeu o que lá vinha escrito, deixo-lhe aqui a versão completa

    http://www.sepp.org/policy%20declarations/heidelberg_appeal.html

    Leia-o com atenção
    Foi subscrito por mais de 4000 cientistas, incluindo 72 Prémios Nobel.
    Talvez se fala alguma luz nessa sua mente tão dada à religiosidade.

  30. 8 Julho, 2009 15:02

    #9
    “Qualquer pessoa do ramo das ciências do ambiente sabe que uma molécula de CO2 (dióxido de carbono) tem estados intermédios de energia (estados vibracionais), ou seja, permite à molécula reter energia sob a forma de calor sem alteração da sua estrutura ou ruptura de ligações”
    O mesmo se aplica a todas as moléculas de todas as substâncias do Universo.
    “se a concentração de CO2 na atmosfera é maior do que alguma vez foi na história da humanidade”
    Tudo indica que não.
    “e os agentes bioquímicos que degradam o CO2 (como é o caso das florestas), desaparecem a uma taxa exponencial…”
    os dados da FAO indicam que a área florestal total do planeta tem vindo a aumentar, tal como é expectável devido ao aumento do CO2.

    #18
    Tem razão, estes dados estão inflacionados. A contribuição do CO2 antropogénico para o efeito de estufa é desprezável.

    #25
    “A ciência não é democrática. Pouco importa o que as pessoas pensam ou deixam de pensar. Não obedece a nenhum directório político nem da direita nem da esquerda. Baseia-se em factos.”
    De acordo.
    “O que a ciência diz é que há aquecimento global”
    O que a ciência diz é que não sabe se a Terra está a aquecer ou não. E se estiver não é por causa do CO2 produzido pelo homem, essa teoria viola leis da Física e da Química.
    “Resta aos políticos fazer o possível para minimizar o fenómeno e preparar-nos para os seus efeitos.”
    Minimizar é capaz de ser má ideia. Um aquecimento global traria mais vantagens que desvantagens.

    #28
    A temperatura da Terra varia entre -80 e (quase) 60º C.
    A água é responsável por mais de 95% do efeito de estufa (entre os gases da atmosfera, é a única molécula polar, com ligações covalentes simples, portanto a que apresenta maior potencial vibracional)

  31. 8 Julho, 2009 15:03

    Furacões no golfo do México, tipo Katrina, tremores de Terra violentíssimos (como em Itália e na China), desertificação de solos ou Tsunamis no sudeste asiático, eventos da última década apenas…
    Não são sinais claros de alterações climáticas…
    Em Portugal lembro-me de chover bem mais do que actualmente… E tivemos um mini tufão na região de Santarém… Tudo normal, não tem nada a ver com alterações climatéricas, pois não???
    I rest my case…

  32. 8 Julho, 2009 15:12

    “se a concentração de CO2 na atmosfera é maior do que alguma vez foi na história da humanidade”
    Tudo indica que não.

    Mais um fanático. Tudo o quê caro índio? Anda um link lá em cima para a NASA se não me engano que indica que sim. Já para não falar do gelo com 650.000 anos. Claro que há sempre a hipótese de a Terra ter 6.000 anos. Com estes crentes nunca se sabe.

    os dados da FAO indicam que a área florestal total do planeta tem vindo a aumentar, tal como é expectável devido ao aumento do CO2

    Extraordinário! Link para a fonte por favor. Quero beber dessa sabedoria directamente.

  33. 8 Julho, 2009 15:15

    Um aquecimento global traria mais vantagens que desvantagens.

    Jesus Cristo, a ler na diagonal quase que perdia esta. Mais vale enumerar umas e outras para os crentes saberem do que fala.
    Tinha ideia que os Apaches eram mais espertos. Deve ter sido noutros tempos.

  34. 8 Julho, 2009 15:16

    POrtanto o Tiago MOuta acha que os tremores de terra se devem às alterações climatéricas.
    Não há pachorra.
    Quanto aos furacões, sempre atingiram e irão atingir certas regiões do planeta, muito tempo antes de o aquecimento global ser culpado. Na verdade os peritos do Centro Nacional de Furacões vem avisando há décadas que os EUA estavam a atravessar um período de abrandamento da actividade dos furacões e que seria previsível que o ciclo natural fosse retomado ( ciclos de 30/40 anos)
    Na verdade 2004 foi uma epoca bastante atarefada em furacões, 2005 foi atarefadíssima, mas 2006 esteve muito abaixo da média. Não houve um único ciclone tropical no Atlantico e no Pacifico.

    De resto entre 2003 e 2005 a temparatura média global da superficie do oceano baixou espantosamente. Ninguém sabe porquê, mas se os terramotos se devem ao CO2, estou em crer que este fenómeno tb.
    Como, de resto, o facto de o Benfica não ter ganho o campeonato.

  35. 8 Julho, 2009 15:17

    Perante o rigor de alguns cromo-políticos, apetece-me dizer que o vídeo do post, está em consonância com as colheitas do vinho do Porto.

  36. 8 Julho, 2009 15:19

    O que a ciência diz é que não sabe se a Terra está a aquecer ou não.

    Ia perdendo mais esta! É um nunca acabar! Vai ter mesmo que colocar aqui as fontes de tanta sabedoria.

  37. 8 Julho, 2009 15:26

    tremores de Terra violentíssimos

    Caro Tiago Mouta, valeu pelo esforço, mas também se espalhou ao comprido. E os furacões também são mau exemplo.
    É escusado subir a parada à la Al Gore para convencer estes crentes que aqui andam. Lembre-se que está a falar com membros de uma igreja muito coesa e de fé muito enraizada.
    Fontes credíveis é que não têm. Ainda estou à espera da fonte dos “dois graus celcius”. Se bem que não é muito importante, dá para avaliar o nível de desconversa.

  38. 8 Julho, 2009 17:01

    Referi várias tipos de situações que podem ser causadas por acção antrópica, como os Sismos
    http://www.foxnews.com/story/0,2933,487967,00.html

    Se não existe aquecimento global então o porquê disto???
    http://www.guardian.co.uk/environment/cif-green/2009/jul/07/g8-climate-change

    Quanto a furacões os dados de 2006 pouco me interessam, vamos aos de 2009…
    http://pt.kioskea.net/actualites/eua-reveem-para-baixo-numero-de-furacoes-e-tempestades-em-2009-10536-actualite.php3

  39. 8 Julho, 2009 18:56

    Se estiverem interessados podem ler uma resposta a esta nota, aqui: http://jmmatias.blogspot.com/2009/07/os-negacionistas-ca-do-burgo-e-outros.html.

    Como isto remete para outro blogue compreendo que não publiquem este “comentário”, mas fica o convite ao Gabriel Silva para aceder a outro tipo de informação sobre este tópico.

  40. 8 Julho, 2009 19:23

    Caro Tiago, como alguém já disse, estatelou-se ao comprido, o que não era dificil de prever, dada a superficialidade das suas crenças e a incapacidade para as sustentar.

    Quanto ao Guardian, tem uma certa piada usar como certificação do aquecimento global, o jornal mais ideologicamente esquerdista do Reino Unido, e que, como é da praxe, acha que o mal é do capitalismo, da civilização industrial, do bush, do “Grande Capital” , do GRande Petróleo, etc.

    De resto claro que há aquecimento global. Concretamente, meio grau em 100 anos. É disso que estamos a falar. É esse o facto. Tudo o resto é fé e desonestidade militante, como assinalaram os 4000 signatários do Apelo de Heidelberg.

    Nada de novo. Já Heidegger, no tempo em que era nazi, falava do ódio à tecnologia.

    Os tontos reproduzem-se…

  41. 8 Julho, 2009 20:24

    Como o Lidador é de direita, defensor do “burn, baby burn” e não concorda comigo, eu sou portanto, automaticamente de esquerda e tenho uma argumentação superficial… FALSO!
    Esta questão ultrapassa os limites estreitos das mentes partidárias, esta questão é da HUMANIDADE!
    O Apelo de Heidelberg data de 1992 e apela precisamente, para pessoas com as suas crenças e filosofias de vida… E como estão erróneos no seu comportamento!
    Eu odeio tecnologia, que sirva para matar milhões de pessoas, como bombas atómicas e/ou nucleares… O Mundo seria bem melhor, sem esses “brinquedos”!
    Claro que uma visão do Mundo e da Humanidade, ultrapassa em muito a visão que tem da varanda do seu T1…

  42. 8 Julho, 2009 23:23

    Já Heidegger, no tempo em que era nazi, falava do ódio à tecnologia.

    Ninguém esperava a lei de Godwin. Esperava-se argumentos e fontes credíveis. Fica para a próxima!

  43. 9 Julho, 2009 01:48

    #34
    A NASA mede (oficialmente) o CO2 em Mauna Loa, no Hawai, em cima do maior vulcão activo do mundo. A concentração de CO2 no ar (que muitos dizem igual em todo o lado por se dispersar facilmente no ar) varia muito de local para local, tal como acontece, por exemplo, com a concentração de sal na água do mar. Tem aqui (http://4.bp.blogspot.com/_hrgRgSNj0mo/R_o5kkdVBrI/AAAAAAAAAOs/ONvfJkcveVE/s1600-h/BeckI.jpg) um gráfico com as medições de CO2 (reais) a vermelho (até 1960), que mostra que em 1820 a concentração de CO2 era de 440 partes por milhão, contra as actuais 380 indicadas pela NASA. Também em 1940 foram medidas concentrações de 400 ppm.
    O relatório da FAO está aqui: ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/008/A0400E/A0400E14.pdf
    De facto, a área total de floresta reduziu-se cerca de 3% entre 1990 e 2005 mas foi substituída por área agrícola. Nestes 16 anos, apenas 9 países (dos 190 existentes) perderam área florestal significativa.

    Quanto à Terra ter 6000 anos, não me recordo que alguma vez a ciência o tenha afirmado (talvez esquecimento meu), mas não perca tempo a demonstrar que tem 4 500 milhões porque não consegue fazê-lo vai ter que se socorrer de teorias e depois chamar crente a quem contrapuser factos. De qualquer forma, não vale a pena mudarmos de assunto. O ‘post’ é sobre “alterações climáticas”.

    #35
    Quer enumerar as desvantagens? Vai falar da subida da nível do mar, quando o gelo que derrete é marinho e o continental tem vindo a aumentar de forma mais ou menos constante. Coitadas das ilhotas do Dubai, as águas ali já são tão quentes que qualquer expansão térmica pode fazer submergir tudo.

    #38
    A que é que chama temperatura média global? À média das temperaturas das estações meteorológicas que dão jeito. Qual é a temperatura média da Terra? Qual era a temperatura média da Terra há mil anos? Como se calcula?

  44. 9 Julho, 2009 04:15

    Portanto, só para ficar registado, nega que o CO2 actual é de cerca de 390ppm? Já agora qual é a sua explicação para Mauna Loa? Deve ter uma. Este gráfico deve-se à acção do vulcão suponho. Quem é que julga que é? O Al Gore dos pequeninos a fazer o pino? Tenha juízo.

    Esse gráfico já foi discutido há muito (por exemplo), mas a crença resiste. Beck ignora as últimas décadas de descobertas científicas e apresenta valores inacreditáveis. Por exemplo, falha em apresentar uma causa para a subida vertiginosa do CO2 que necessitaria de fontes colossais; falha depois em apresentar causas para a posterior reabsorção em poucos anos que é algo ainda mais mirabolante. Com os níveis de poluição de hoje o aumento é de 4ppm/ano. Beck apresenta sem se rir 40ppm ou mais por ano na década de 40. Que quer que lhe diga? Crenças há para todos os gostos.
    Ei, mas parece saber tanto disto, qual é a sua explicação?
    Qual é o papel das medições do ice core (também no gráfico)? Essas medições que recuam 650.000 anos é que são fantasiosas?

    Só para ficar registado, a floresta ao contrário do que afirmou tão peremptoriamente não está a aumentar?
    Já agora, quer rever a sua afirmação sobre #16 ao que acrescenta que é um exagero? Pode consultar a wikipédia.

    Gosto é do relativismo dos “apenas”. O que está a acontecer nas florestas é dramático para dizer o mínimo. Olhe, os nativos por exemplo, não têm direito a liberalismo e também são gente. Têm direito a levar no focinho e a calar.
    E quanto à área agrícola, informe-se sobre o que é essa agricultura.
    E só para ficar registado, se for o IPCC das Nações Unidas não serve; se for a FAO das Nações Unidas já serve (para já), é isso?
    É que a mesma FAO está aqui a chamar “alarmante” (com todas as letras) a perda de floresta. Alarmante? E há detalhes chatos, como derrubar floresta antiga que se substitui por árvores novas. Para si e esta tropa são tudo números que dão um apuro líquido de *apenas* perda de 3%. A realidade não se comove. Até no Google Maps vê isso a olho nú. Isto é, se não for deficiente visual.

    Quanto à Terra ter 6000 anos, não me recordo que alguma vez a ciência o tenha afirmado

    Ainda bem!

    Quer enumerar as desvantagens?

    Eu? Depois si.

    A que é que chama temperatura média global?

    Deixe-se de conversa de chacha e link para as fontes todas que lhe pedi e as outras já agora. Ainda só ligou para a FAO. Está curto. Olhe mas deixe lá, que já acabei. Fica para a próxima. Discutir com tipos assim é o mesmo que discutir com a ortodoxia comunista. Sabem o que sabem e a mais não são obrigados.

    Este Gabriel é outro pândego. Quando se fala em consenso, cai o carmo e a trindade, mas se forem 31.478 cientistas(?!)) já é bom. E o outro gosta mais quando são 4.000, desde que sejam dos bons. Realmente contra seitas religiosas não há argumentos.

  45. 9 Julho, 2009 09:44

    “Ninguém esperava a lei de Godwin”

    Engana-se. Heiddeger tem muito a ver com esta histeria e explico-lhe porquê.

    O livro “Uma Verdade Inconveniente”, de Al Gore, repete quse ipsis verbis os argumentos do pessimismo tecnológico de Heidegger (The Question Concerning Technology, 1953), e há no livro inúmeros trechos que são praticamente decalcados das ideias de Heiddeger.
    Gore partilha até o pessimismo político do filósofo alemão que achava que não havia solução política satisfatória . Não chega, como Heidegger, a gabar a “intrínseca grandeza e honestidade” da solução “nacional-socialista”, mas avança despreocupado pelo mesmo campo, reivindicando um novo paradigma civilizacional pela reformulação da organização política em torno do problema da mudança climática e da educação do pensamento dos homens.
    Acaba de o fazer de novo, há dois dias, dizendo que a luta contra a mudança climática é equivalente à luta contra o nazismo. Curiosa comparação vinda de quem plagia o filósofo do nazismo.
    E, de resto, uma ideia próxima das teses da “deep ecology”, que apostam na criação de estruturas mundiais não eleitas, compostas por “especialistas” da ecologia, uma espécie de aiatolas ecológicos, que se atribuem a si próprios o privilégio de interpretar directamente as Verdades Reveladas da Mãe-Terra, sumo-sacerdotes do saber ecológico, aptos a orientar espiritualmente a acção dos governos eleitos.
    Trata-se de fascismo, mais precisamente ecofascismo.

    E, tal como Heiddeger, Gore é pessimista mas utópico. Vê um problema e uma oportunidade.
    A oportunidade de nos salvarmos submetendo-nos à autoridade da sua visão de modo que as nossas consciências possam ser mudadas.
    A “solução” de Gore, exige homens novos, como todas as ideologias utópicas.

    Mas será mesmo necessário usar o idealismo platónico e o dualismo cartesiano para abordar a questão da mudança climática?
    A coisa é assim tão complexa que exija uma “mudança de mentalidades”, um “homem novo” e uma nova forma de organização política e social?

    E será realista a exigência de congelamento imediato das emissões de GEE?
    Gore sabe que não, pelo que ao dar voz a tal exigência, está pura e simplesmente a transferir a questão da mudança climática, do mundo real da tecnologia, da economia e da política (a arte do possível) para a estratosfera moral, a partir da qual é fácil condenar de forma absoluta.
    E essa é a razão pela qual omite no seu livro a alternativa nuclear.
    Garante assim o seu olimpismo e não conspurca o idealismo moralista de oponente da civilização tecnológica. No fundo, como filósofo ecofascista que aspira a orientar a humanidade no caminho do bem, não pode conceber soluções meramente tecnológicas, lá onde acha que só a mudança de mentalidades é a solução pura e ética.

    No fundo esta questão é mais filosófica e psicológica que climática.

    Em termos psicológicos, é evidente o esquema edipiano da Mãe Natureza, vítima do Pai (civilização industrial/ocidental), contra o qual se vira o filho protector (as pessoas “esclarecidas”, como Gore, o Tiago e aqui o anónimo). No limite o filho aspira a matar o Pai, ficando então livre para amar a Natureza e viver feliz.

    Esta gente está impregnada até à medula deste tipo de pensamento, e é por isso que usam uma linguagem forte e passional, como pregadores d.

    Como todos os utópicos em missão, acham que o problema que eles descreves é o mais importante do mundo e que as pessoas têm de ser educadas para que vejam o perigo da maneira que eles o vêem, e se juntem à batalha, não se esquecendo de sugerir que quem discorde da sua visão só pode ser gente de má-fé, ou ignorante, apostada em continuar a agredir a Mãe Natureza.

  46. 9 Julho, 2009 09:57

    “Com os níveis de poluição de hoje o aumento é de 4ppm/ano.”

    É falso e exagerado, mas mesmo que fosse, equivaleria a uma partícula de CO2 em 100 000 partículas de ar, em cada 3 anos.

    É menos. É metade. E de resto, para que se coisas sejam colocadas no seu contexto, a contribuição humana para o efeito de estufa é de 0,28%. E o nosso CO2, contribui com uns míseros, 0,12 %.
    Porra,0,28% e 0,12%. Um ninharia. E as vacas aos peidos nos pastos? E as formigas a largar metano?
    E o simples facto de sermos 6 000 0000 000 a expirar CO2 às carradas?

    Vão cavar batatas.
    Só o vapor de água causa mais de 95% do efeito de estufa e o Tiago Mouta acha que isso é que é irrelevante.
    Ora batatas.
    Se estão preocupados com o CO2, podem fazer algo. Suicidem-se. Se todos os preocupados do mundo se suicidarem, são menos uns milhões de partículas de CO2 que são largadas para a atmosfera a cada expiração.
    Porque não o fazem?
    A atmosfera não é importante?
    Estão à espera de quê para agirem?

  47. 9 Julho, 2009 12:21

    Lidador, a sua tirada no #47 é alucinantemente boa. Dou-lhe os meus parabéns.

  48. 9 Julho, 2009 14:00

    Sugeria a quem tem vindo a colocar os comentários a esta nota – particularmente, aqueles que não são negacionistas – que leiam a última crónica de George Monbiot, no Guardian (eu sei, eu sei, é o famigerado jornal esquerdista do RU): http://www.guardian.co.uk/environment/georgemonbiot/2009/jul/08/climate-denial-astroturfers-pseudonyms. Ele fala a respeito deste tipo de debates, e sobre, muito provavelmente, quem são alguns dos seus intervenientes. Uma pequena transcrição para incentivar a leitura:
    “I believe that much of this is native idiocy: the infantile blathering of people who have no idea how to engage in debate. Many of the posters appear to have fallen for the nonsense produced by professional climate change deniers, and to have adopted their rhetoric and methods. But it is implausible to suppose that this is all that’s going on. As I documented extensively in my book Heat, and as sites like DeSmogBlog and Exxonsecrets show, there is a large and well-funded campaign by oil, coal and electricity companies to insert their views into the media.
    They have two main modes of operating: paying people to masquerade as independent experts, and paying people to masquerade as members of the public. These fake “concerned citizens” claim to be worried about a conspiracy by governments and scientists to raise taxes and restrict their freedoms in the name of tackling a non-existent issue. This tactic is called astroturfing.”
    Será que o mesmo poderá estar a suceder em Portugal? Hum, penso que não – deve ser a outra explicação.

  49. 9 Julho, 2009 14:12

    #46
    “Portanto, só para ficar registado, nega que o CO2 actual é de cerca de 390ppm?”
    A concentração de CO2 varia muito de local para local, e num mesmo local de uma hora para outra. Como não é um poluente, a maioria dos organismos responsáveis por medições da qualidade do ar não efectuam medições de CO2. Para a propaganda oficial, o de Mauna Loa serve perfeitamente. A título de exemplo da variação do CO2, deixo as medidas efectuadas, na última semana, na estação meteorológica do Liceu Clássico de Diekirch, aqui: http://meteo.lcd.lu/7days_04.png

    “Este gráfico deve-se à acção do vulcão suponho.”
    Não! Este gráfico é perfeito demais para ter algo a ver com as oscilantes erupções dos vulcões do Hawai. É a NASA quem tem de explicar como o obtém.

    “Com os níveis de poluição de hoje o aumento é de 4ppm/ano.” Este valor é calculado com base na quantidade de petróleo e carvão queimado, não é um valor real medido em lado nenhum.

    Sobre as medições efectuadas nos cilindros de gelo:
    http://www.larouchepub.com/eiw/public/2007/2007_10-19/2007-11/pdf/38_711_science.pdf

    “Só para ficar registado, a floresta ao contrário do que afirmou tão peremptoriamente não está a aumentar?”
    como lhe disse em #45, está a aumentar na esmagadora maioria dos países. Obviamente, naqueles que têm a quase totalidade do território coberta de floresta tem de diminuir. Todos têm direito à melhoria das condições de vida e ao desenvolvimento tecnológico e industrial.

    “E só para ficar registado, se for o IPCC das Nações Unidas não serve; se for a FAO das Nações Unidas já serve (para já), é isso?”
    Contesto os dogmas do IPCC, tem direito a contestar os da FAO, se os entender como tal.

    “A realidade não se comove”. A sua melhor frase. É chato quando a natureza não se compadece com a balela que dá jeito à política, não é?

    Quanto à “conversa de chacha”, acertou em cheio. Falar de temperatura média global é mesmo “conversa de chacha”. Tal como falar de aquecimento GLOBAL ou de um valor universal para a concentração de CO2. o problema é mesmo esse, os alegados factos que estão na base da teoria não são factos.

    #48
    Muito bons os 3 primeiros parágrafos, depois… não havia necessidade.

  50. 9 Julho, 2009 14:33

    É chato quando a natureza não se compadece com a balela que dá jeito à política, não é?

    Obviamente não explica nada. Nem tem que explicar. Nada são factos. Detalhes quando muito. Factos neste casos tem o índio. A ortodoxia é assim mesmo. Contra crenças não há argumentos.

    Mas já que fala de política, nestes “debates” ainda ninguém me explicou quais são os ganhos políticos de dizer que existe aquecimento global; que vai ser necessário tomar medidas que como alguém disse em sábias palavras “vão custar dinheiro e vão inevitavelmente diminuir a nossa qualidade de vida”.
    Eu pensava, até de ler este blogue, que os “ganhos políticos” eram mais na base do cor de rosa. Afinal, quanto pior melhor. Como é que explica isso? Afinal quem são os malandros que andam a ganhar politicamente com isto?

  51. 9 Julho, 2009 14:44

    Os Ocidente destruído no seu interior pelo Romântismo Esquerdista conta cada vez menos. Não bastou a lição do Movimento Eugénico. Sim o problema é que não houve lição alguma, os perdedores escreveram a História, assim como as teorias do excesso de população do Clube de Roma…já estaríamos todos mortos hoje.

    BEIJING (AP) — China surpassed the United States as the world’s biggest auto market for the first half of 2009 after June sales soared 36.5 percent from a year earlier, according to data reported Thursday.
    China’s vehicle sales in June rose to 1.14 million, the second-highest month to date after April’s 1.15 million units, the China Association of Automobile Manufacturers said. Passenger car sales hit a monthly record of 872,900 units….

  52. 9 Julho, 2009 15:19

    Quem foi o grande motor externo da China? Foi o romantismo ou o realismo dos EUA? Este tipo não distingue e cú de um buraco no chão. Agora queixam-se.

  53. 9 Julho, 2009 15:46

    “there is a large and well-funded campaign by oil, coal and electricity companie”

    Como disse lá atrás, para os “esclarecidos” catastrofistas o facto de haver alguém que discorde da Verdade Revelada, não pode dever-se a raciocínio independente e livre, porque esse é o atributo exclusivo que se atribuem a si mesmos.
    Postas as coisas nesres termos não há argumentação possível,porque as pessoas que emitem os argumentos são, ou estúpidos, ou tarefeiros pagos pelo “Grande Petróleo”.
    Este tipo de conversa é recorrente. Vem de Lenine…se a mensagem não te agrada, trata de descredibilizar o mensageiro.

    Vamos lá agora desfazer este argumento.

    Esta gente acredita que o “Grande Negócio” faz tudo para esconder das massas as alternativas de baixo custo e amigas do ambiente, de modo a poluir o ambiente só para chatear os ambientalistas.
    Até dava uma cena de um filme: o CEO de uma companhia petrolífera, gordo, de charuto, cartola capitalista e nariz de judeu, refastelado na poltrona: Olhem lá, e se a gente provocasse uma catástrofe ecológica qualquer, para chatear aqueles ambientalistas?

    Dinheiro:
    Contrariamente a este mito conspiratório, o dinheiro flui exactamente ao contrário, isto é, na direcção do alarmismo.
    Por exemplo, a Fundação MacArthur atribuiu subsídios de meio milhão de dólares, a investigadores do clima, só para falarem publicamente sobre a ameaça do global warming.
    James Hansen, da NASA, e conhecido alarmista, recebeu 250 000 dólares da Fundação da mulher de Kerry.
    Há vários anos que só o estado federal americano, através de várias agências, oferece 100 milhões de dólares por ano para lobis ambientalistas.
    São os ambientalistas que ganham hoje rios de dinheiro. Basta ver o Al Gore…
    Um pequeno segredo sujo, é que a maioria das organizações ambientalistas são altamente subsidiadas pelo “Grande Petróleo”
    Na verdade as empresas estão a seguir a corrente e a posicionar-se para o dinheiro que vai fluir do bolso dos contribuintes para as “alternativas limpas”.
    Basta dar por exemplo uma olhada ao site da British Petroleum, que, aliás até já se chama Beyond Petroleum

    Quanto ao IPCC, claro que não é fiável. Trata-se de um painel de gente “empenhada” que se limita a compilar papers que vão de encontro aos objectivos da organização.
    Não faz pesquisa, nada. Compila papers da corda e faz resumos. De resto o seu “Resumo para Políticos” é uma delirante doutrinação, que nada tem a ver com o que os relatórios técnicos.
    Confirmem, caramba. Está tudo disponível.

    Na verdade a maioria dos papers assume como pressuposto que a mudança climática é causada pelo homem, justamente aquilo que deveria ser provado. É como um axioma na matemática, ou uma evidência cartesiana.
    Os papers que ponham em causa o próprio axioma não só são raros ( a atribuição de bolsas de investigação passa muito pela conformidade com a doutrina oficial, e pelas crenças dos gestores de fundos de investigação) , como trazem pouca honra e nenhum prestígio ao seu autor. De facto são conhecidos inúmeros casos de investigadores ostracizados e arredados da gamela, por causa das suas ideias contrárias à Verdade Revelada.

    Querem um exemplo?
    O Dr Roy Spencer, da Universidade do Alabama e que trabalhou como cientista sénior de Estudos Climáticos da NASA, tendo sido inclusivamente ouvido no Senado dos EUA, sobre estes assuntos.
    Leiam os seus artigos, caramba.

  54. 9 Julho, 2009 16:02

    Hahaha. Nem os comunas ortodoxos. Retiro o que disse.

  55. 9 Julho, 2009 16:21

    Para recentrar a questão no tópico iniciado com a publicação do vídeo, vejam o que diz a esse propósito, aqui: http://www.skepticalscience.com/news.php?n=53:

    “I’ve been reflecting on the recent poll that found a record 41% of people now think global warming is exaggerated. Meanwhile, 86% of climate scientists think we won’t restrict warming to under 2°C. Why the discrepancy between qualified climate scientists and the general public? I would suggest that scientists are not always completely effective at communicating their science to the average person. Global warming skeptics, on the other hand, have a wide range of rhetorical techniques that are quite successful in sowing doubt.
    One of the most common techniques is cherry picking selected pieces of data while ignoring the big picture. A perfect example is the argument that human CO2 emissions is tiny compared to natural CO2 emissions. After all, humans only emit 26 gigatonnes of CO2 per year. Nature, on the other hand, emits a whopping 770 gigatonnes per year, via the ocean, animals and vegetation. Put that way, how could we possibly say mankind is having that much of an impact compared to nature?
    But that argument ignores the fact that while nature emits 770 gigatonnes, it also absorbs roughly the same amount through the ocean and land plants. So the net amount that nature contributes to atmospheric CO2 is practically nothing. In fact, it’s slightly negative as nature absorbs a fair chunk of the CO2 we emit.
    So there you have it – cherry pick a few incriminating factoids, neglect to give the whole picture and bingo, you’ve constructed a perfectly functional skeptic argument that while thoroughly debunked, continues to make the rounds to this day. Within the last few weeks, I’ve had the human CO2 is tiny argument told to me twice by two different family members (gotta love those family get-togethers).
    An argument that has found new life in recent weeks is Antarctica gaining ice. It even shot its way into the top ten (at least until the next fad pushes it out). This is largely attributable to an article in The Australian, Antarctic ice is growing, not melting away. The article makes its argument simply and effectively in a single sentence:
    “East Antarctica is four times the size of west Antarctica and parts of it are cooling.”
    Both statements are true. However, what the article fails to mention is that while parts of the East Antarctic interior are gaining ice, it’s also losing ice around the edges and overall, is in approximate mass balance. So with West Antarctica losing ice and East Antarctica in balance, Antarctica is overall losing ice. But all The Australian does is cite the size of East Antarctica, mention that parts of it are cooling and the inference is East Antarctic ice gain must outweigh West Antarctic ice melt. It’s clever persuasion but very misleading.
    The article then transitions into a discussion of sea ice so smoothly, you barely even notice they’re no longer talking about land ice. Many discussions of Antarctic ice melt fail to distinguish between land ice and sea ice which are two separate phenomenon. Antarctic land ice is falling. Antarctic sea ice, on the other hand, is increasing. This is partly due to less ocean heat rising to melt sea ice and partly due to cyclonic winds caused by the ozone hole (more on this in an upcoming post). It’s important to note that sea ice is increasing despite the Southern Ocean showing pronounced warming.
    So to properly understand what’s happening with climate, you need the full picture, not a selection of conveniently cherry picked factoids. But how do you communicate complex climate issues in a soundbyte? How do scientists give a user-friendly version of climatology science without over-simplifying? It’s an issue I wrestle with a lot lately and welcome any discussion on the topic.”

  56. 9 Julho, 2009 16:24

    #50

    Caro José Matias

    Concordo plenamente!

  57. 9 Julho, 2009 16:45

    Eu estou de acordo, em absoluto, com a necessidade de ler tudo. Aliás, posso comprová-lo, com a listagem de todas as fontes “negacionistas” que frequentei. E isso é tão verdade, por amor à verdade, que agradecia me informassem sobre as fontes que ponham em causa, os factos que são referidos nesta nota do Climate Progress sobre “there is a large and well-funded campaign by oil, coal and electricity companies”, http://climateprogress.org/2009/07/02/another-exxonmobil-deceipt-they-are-still-funding-climate-science-deniers-despite-public-pledge/:

    “In its May 2008 Corporate Citizenship Report, ExxonMobil promised:””In 2008, we will discontinue contributions to several public policy research groups whose positions on climate change could divert attention from the important discussion on how the world will secure the energy required for economic growth in an environmentally responsible manner.”” Bullshit. Okay, you’re not shocked. Still, it is worth publicizing their deceipt, as the UK’s Guardian did: “”ExxonMobil continuing to fund climate denial groups, records show: The world’s largest oil company is continuing to fund lobby groups that question the reality of global warming, despite a public pledge to cut support for such climate change denial, a new analysis shows. Company records show that ExxonMobil handed over hundreds of thousands of pounds to such lobby groups in 2008. These include the National Center for Policy Analysis (NCPA) in Dallas, Texas, which received $75,000 (£45,500), and the Heritage Foundation in Washington DC, which received $50,000. According to Bob Ward, policy and communications director at the Grantham Research Institute on Climate Change and the Environment, at the London School of Economics, both the NCPA and the Heritage Foundation have published “misleading and inaccurate information about climate change.”
    … Ward said: “ExxonMobil has been briefing journalists for three years that they were going to stop funding these groups. The reality is that they are still doing it. If the world’s largest oil company wants to fund climate change denial then it should be upfront about it, and not tell people it has stopped.“
    The oil giant’s full list of 2008 grantees is here. They also gave money to such purveyors of misinformation on climate change policy as American Council for Capital Formation Center for Policy Research and American Council on Science and Health and Federalist Society for Law and Public Policy Studies and Manhattan Institute for Policy Research and National Black Chamber of Commerce, which recently released this doozy:
    NBCC Study Finds Waxman-Markey Reduces GDP by $350 Billion
    But apparently that utter nonsense doesn’t qualify as diverting attention from the important discussion of how to deal with climate change.
    And the above is just a partial list of the “public policy research groups whose positions on climate change could divert attention from the important discussion on how the world will secure the energy required for economic growth in an environmentally responsible manner” that ExxonMobil is still funding. For the full list, just cross-reference the oil giant’s 2008 grantee list with the list of misinformers from ExxonSecrets.
    Here are more details from the Guardian:
    On its website, the NCPA says: “NCPA scholars believe that while the causes and consequences of the earth’s current warming trend is [sic] still unknown, the cost of actions to substantially reduce CO2 emissions would be quite high and result in economic decline, accelerated environmental destruction, and do little or nothing to prevent global warming regardless of its cause.”
    The Heritage Foundation published a “web memo” in December that said: “Growing scientific evidence casts doubt on whether global warming constitutes a threat, including the fact that 2008 is about to go into the books as a cooler year than 2007″. Scientists, including those at the UK Met Office say that the apparent cooling is down to natural changes and does not alter the long-term warming trend.
    And let’s not forget the Heritage Foundation pushes ‘completely untrue’ attack on clean-energy jobs with a panel bought and paid for by dirty energy.
    If ExxonMobil wants to fund disinformation and anti-scientific deniers, no one can stop them. But hopefully we can stop them from lying about it.”
    PS: Eu ficaria satisfeito que me comprovassem que a Exxon não publicou aquilo que se transcreve no princípio, no May 2008 Corporate Citizenship Report.
    E a-propósito sabem mesmo o que se passou com a indústria do tabaco e a descredibilização da investigação científica – [ou será que ainda não acreditam mesmo que o tabaco provoca cancro?] E ainda a propósito, e como exemplo,sabem o que se passou – pouca gente sabe – com a luta para acabar com o chumbo na gazolina, nos EUA?
    PS (1): Declaração de interesse: Sou um economista, do “main stream economics”, e se fui esquerdista na juventude, não o sou agora (como, aliás, muita boa gente da praça)

  58. 9 Julho, 2009 17:51

    “Sou um economista”

    Se é um economista, devia saber o seguinte:

    1. O dinheiro gasto a “fazer qualquer coisa” para resolver o “problema” da mudança climática, não será gasto noutra coisa, e será aliás desviado de outras utilizações. Ó o que acontece sempre com os recursos escassos.

    2.Os seres humanos não podem viver sem usar os recursos do ambiente, e sem modificar o meio ambiente,

    3.Não há jantares à borla. E fazer “qualquer coisa” para atalhar um problema que alguns acham gravíssimo e outros não, implica usar recursos. A questão é sempre a mesma: O custo de “fazer alguma coisa”, justifica-se face ao problema em si? Talvez o caro economista já tenha ouvido falar daquela coisa do “custos versus benefícios”.

    4. Tirando coisas como a amizade, etc, pode dar-se um preço a tudo o que tem valor para alguém, e é esse preço que irá gerir a escassez.
    5. A energia “alternativa” é cara, porque é escassa e com custos de produção elevados. Para existir tem de ser subsidiada com o dinheiro cobrado nos impostos. Dinheiro que se estivesse na posse de quem o ganhou, seria utilizado na melhoria da sua qualidade de vida, tal como ele a interpreta.
    6.Em economias livres, os subsídios a energias alternativas não competitivas não estimulam o investimento nelas, a longo prazo, porque os investidores sabem que estão dependentes da mudança de humor do governo.
    7. Se não houver subsísidos, a coisa funciona melhor. Os preços são reais, os investidores investem em tecnologias rentáveis, os consumidores pagam o preço da escassez real. E o governo não tem nada a fazer, muito menos leis idiotas, de engenharia social que se sabe sempre como acabam.

    8. Haverá sempre poluição, e é idiota querer reduzir para lá de um certo limite. Cá em casa, admito um certo grau de sujidade e pó, porque para ter tudo a cumprir a prova do algodão, teria de pagar um preço demasiado elevado. Poderia fazê-lo, mas ficaria sem dinheiro para beber umas boas garrafas de tinto. Faço a minha gestão de escassez.

    De volta ao global warming.
    1.O facto único, indesmentível e indesmontável, é que a temperatura da Terra aumentou meio grau em 100 anos. E, pelo que sabemos, já aumentou antes bastante mais do que isso e já diminuiu tb muito mais que isso
    2. Tal não se deveu ao sapiens, mas sim a outra coisa qualquer.
    3. Ninguém (NINGUÉM), é capaz de provar que este meio grau se deve, desta vez, ao sacana do sapiens.
    4. NINGUÉM sabe que temperatura iremos ter daqui a 10 anos, e muito menos a 100. Tudo o que se disser sobre o que irá ser, é adivinhação, especulação, profecia, output de modelos, enfim, é FICÇÃO.
    5. Uns acreditam que irá ser mais quente. É uma fé.
    6. Outros acreditam que não irá ser nada disso. É outra fé.
    7. A diferença é que os tipos da 1ª fé, querem que eu gaste o meu dinheiro nas rezas ao seu deus. Querem baixar o meu nível de vida para aplacar a fúria do Deus Irae. Eu não quero gastar o meu dinheiro, e não peço que gastem o deles. Quero que me deixem em paz com o meu dinheiro para comprar um vinho de 200 euros em vez de uma zurrapa de 1 euro.

    Perceberam a diferença?
    Eu repito: a minha fé é tão válida como a vossa, mas não vos exige que gastem o vosso dinheiro a aplacar o meu Deus. A vossa é totalitária, quer que eu me submeta à vossa ideia e quer gastar o meu dinheiro em velas.

    Uma boa solução?
    Quem acredita na catástrofe climática que ponha lá na declaração do IRS uma contribuição para o assunto. Chama-se a isto, colocar a carteira onde está o coração.
    Que, como eu, não acredita no demónio, não tem de dar dinheiro para a missa.
    Parece-vos bem?
    Bem, então fiquemos por aqui.

    Mas recordem-se:
    O único facto é que EM 100 ANOS A TEMPERATURA DA TERRA AUMENTOU 0,5 º. Se querem arrepelar cabelos por coisa tão mesquinha, façam-no. Se acreditam nas bolas de cristal, façam-no também.
    Mas deixem-me em paz, que eu quero andar de carro o mais barato possível e quero expirar CO2 e quero ter a casa quente no Inverno e fria no Verão, e quero comer bem e quero beber bom vinho.
    É pedir muito?

  59. 9 Julho, 2009 19:13

    Basta dar por exemplo uma olhada ao site da British Petroleum, que, aliás até já se chama Beyond Petroleum

    Inversão de valores é uma coisa, andar de mãos no chão e pés no ar é outra. Toda a gente pensava que era óbvio greenwashing (Source Watch), mas afinal faz parte da perigosa conspiração ambientalista.
    Há fundamentalistas, mas outros exageram. Argumentos zero. Só conversa de chacha. Para entreter o zé pagode.

    Quanto ao Jaworowski “and the vast CO2 conspiracy”, não tive tempo de analisar o douto PDF, mas felizmente já alguém o fez. É um nunca acabar.

  60. 10 Julho, 2009 00:43

    #52
    “Obviamente não explica nada. Nem tem que explicar. Nada são factos.”
    Tentei que compreendesse que os 380 ppm de CO2 que (alegadamente) são medidos em Mauna Loa não significam nada. Em qualquer quintal deste planeta, as concentrações de dióxido de carbono podem variar em apenas 3 ou 4 horas mais de 150 ppm, sem que o Homem tenha qualquer intervenção, basta, por exemplo, que caia uma violenta chuvada. Aqui tem um exemplo da variação da concentração de hoje (no anteriormente citado liceu). Compare os valores das 4 horas da manhã e do meio-dia. http://meteo.lcd.lu/today_04.png
    Também tentei que compreendesse que não temos a noção exacta de qual é a temperatura média da Terra. As estações meteorológicas que se usam hoje para o cálculo da média não são as mesmas (nem perto disso) que se usavam à 50 anos e elas não estão (nem perto disso) uniformemente distribuídas pela superfície do planeta. O espaço envolvente aos termómetros varia muito de estação para estação. As margens de erro dos mesmos nunca são tidas em consideração. Não há, portanto, dados credíveis que permitam considerar que o planeta está a aquecer.
    Tentei ainda que compreendesse que também não há dados que permitam relacionar a temperatura com as concentrações de CO2, porque este é medido apenas num único local (por sinal, absolutamente ridículo para o objectivo).
    Já agora, quanto ao CO2 e ao metano (CH4), serem gases com elevado efeito de estufa, deixo-lhe mais um link para os espectros de absorção das moléculas destes gases, e ainda, do óxido nitroso (N2O) outro dos alegados maléficos, do oxigénio (O2) e da água (H2O), por comparação com a totalidade da atmosfera.
    http://www.friendsofscience.org/assets/documents/FOS%20Essay/absorbspec.gif
    As zonas escuras correspondem aos comprimentos de onda da radiação absorvida. Acresce a isto, o facto de por cada molécula de CO2 existente na atmosfera, existirem 50 moléculas de água e 700 de oxigénio. Na imagem ainda falta o espectro de absorção do azoto (N2) que não encontrei online, mas que se estiver interessado encontra seguramente em papel em várias bibliotecas de faculdades. Há mais de 1550 moléculas de N2 para cada molécula de CO2. A quantidade de metano e de óxido nitroso na atmosfera é de tal forma baixa que os valores lidos são desprezáveis, por comparação com as margens de erro dos aparelhos de leitura.

    Já agora, e ainda a propósito do ‘post’, o gelo total do planeta tem vindo a aumentar (pelo menos desde que se colocaram satélites em órbita, no final dos anos 80). O gelo marinho permanece mais ou menos constante, a uma redução do gelo do Árctico opõe-se um aumento idêntico do gelo marinho do Antárctico.
    http://arctic.atmos.uiuc.edu/cryosphere/IMAGES/global.daily.ice.area.withtrend.jpg
    (evolução do total de gelo marinho, de acordo com a NOAA)
    O gelo continental, essencialmente da Gronelândia e do Antárctico, que em conjunto representam mais de 95% do gelo do planeta tem vindo a aumentar (este nem me vou dar ao trabalho de procurar o link, acredite se quiser, afinal “A ortodoxia é assim mesmo. Contra crenças não há argumentos”).

    A propósito de política, economia (e estudos alegadamente científicos)… Pew Center diz-lhe alguma coisa?

  61. 10 Julho, 2009 02:16

    Vê-se tão bem de onde tira a palinódia que até me parece plágio. Em vez de argumentar, foge para a frente. Empurra com a barriga. Mete mais ao barulho. A do metano é para mostrar que sabe muito, mas isso já sabíamos. A propósito, já descobriu onde o Beck meteu o CO2?
    Quanto ao vulcão, a NASA explica porquê. Se em vez do Junk Science lê-se o site deles, saberia porquê. Procure o link.

    Para registo, explique lá uma coisa: Está a dizer que na NASA são tremendos incompetentes, ignorantes e/ou fazem parte de uma conspiração?

    A do gelo é mais uma que vou arquivar junto das florestas. Como pista deixo-lhe a massa. No Árctico a NASA acabou de revelar a tendência de 2004 a 2008 — a palavra que utilizam é “dramático”. Na Antárctida também há perda de gelo. Idem nos glaciares e cumes montanhosos. O que tem aumentado na Antárctida é o gelo no mar (apesar do aquecimento do oceano). É este facto que os “cépticos” da treta, como o autor do post que olha para o filme como um boi para um palácio, seleccionam para provar as suas teses.

    Quanto à conversa do Watts que tão bem transcreve, acabou de levar mais um valente abanão. Que pena.

    As religiões têm dificuldades em deixar as suas bíblias. Não seja pastor. Pense pela sua cabeça. Acabei de descobrir este, pode ser que lhe dê jeito.

    Nesta fase só me interessa saber, na sua avisada opinião, quais são os benefícios políticos desta história e quem os está a colher.

    Aliás o autor do post devia discorrer sobre o assunto. Parece estar bem informado. E deve ser um gosto ter “lidadores” e “apaches” como apoiantes das suas teses.

  62. 10 Julho, 2009 03:56

    #62

    Caríssimo não gaste o seu latim, com os negacionistas do óbvio… Para debitar blasfémias estão os criadores do blog…Esta é apenas mais uma…
    Gabriel Silva: “Astroturfing”, outra vez, não por favor!!!

  63. 10 Julho, 2009 09:33

    O anónimo e o Tiago, estão reduzidos ao debitar de ataques pessoais, e slogans do vademecum. Argumentos nenhuns, limitam-se a aceitar como sagradas as “Verdades Reveladas” da NASA.

    Vamos por pontos:

    A NASA é uma agência governamental que luta por financiamento. Há todo um programa de satélites ( Aqua, Terra, etc) cuja finalidade é justamente a observação na area da climatologia. Só há dinheiro a correr dos orçamentos federais, se o problema for apresentado como grave.
    Não sou eu que o digo, é o cientista Roy Spencer,doutorado em metereologia actualmente na Universidade do Alabama, que esteve ligado a estes programas e que de resto foi co-autor do metodo de monitorização precisa das temperaturas globais, a partir de satélites.

    De resto, fez parte da task force da NASA que foi ao Congresso “vender” o projecto “Missão para o Planeta Terra”, que garantiu um gordo financiamento à Agência.

    Citemo-lo:

    “Eu sabia que o programa de investigação da minha agência podia ser prejudicado se expressasse dúvidas sobre a parte “provocada pelo homemm”, da teoria do aquecimento global”

    Dito isto, nem a NASA pode fazer de conta.

    Remeto-vos para o seu site
    http://climate.jpl.nasa.gov/uncertainties/
    onde nas “Incertezas”, não pode deixar de listar e explicar em resumo as incertezas que na verdade deitam por terra toda a converseta para tontos.

    Trata-se, nem mais nem menos, de dizer que pouco sabemos sobre os efeitos da irradiação solar, dos aerossois, das nuvens, da precipipação, etc.

    É justamente por isso que os modelos climatéricos usados para profetizar as desgraças que nos esperam, não são fiáveis. É que não se pode modelar o que não se conhece. Na prática os físicos que fazem os modelos, tentam traduzir em equações lineares os fenómenos não-lineares que conhecem. Os que não conhecem ( as tais incertezas), não podem modelar.
    A questão dos feedbacks é crucial. Os modelos actuais limitam-se a extrapolar feedbacks positivos, porque são os cenários “maus”.

    É por isso que a partir de uma simples e indisputável ninharia – A TEMPERATURA DA TERRA TERÁ AUMENTADO MEIO GRAU CELSIUS EM 100 ANOS- profetizam desgraças para daqui a 10, 20, 30 ou 40.

    O facto de o planeta já ter tido temperaturas muito superiores e inferiores, mesmo sem que o sapiens por cá andasse, não é suficiente para tirar destas cabeças a ideia de que “temos de fazer algo”.
    E esse fazer algo passa sempre por ir buscar dinheiro aos bolsos dos outros, diminuindo-lhe a qualidade de vida.

    Sejamos honestos:

    Acreditar na profecia é uma fé.
    Não acreditar tb é uma fé.
    Ninguém sabe como irá ser o futuro.

    A diferença é que os alarmistas querem usar o meu dinheiro para acender velas e aplacar o seu Deus Irae.
    Eu só quero que me deixem em paz, que não me venham buscar o dinheiro que considero mais útil para comprar um garrafa de vinho do que para “fazer qualquer coisa”,
    A minha fé não exige dinheiro de ninguém. Pelo contrário, deixa o dinheiro nos bolsos das pessoas, para fazerem o que sempre fizeram: dar-lhe o uso que entendam.

  64. 10 Julho, 2009 09:47

    Aliás há no site uma declaração notável sobre o Sumário para Políticos do IPCC, que refere que a “probabilidade de o aquecimento ser de origem antrópica é de 90%”

    Esta declaração é simplesmente ridícula. Como se pode calcular esta probabilidade? Probabilidade é basicamente o numero de casos observados a dividir pelo nº de casos possíveis.
    Com os diabos, quantas Terras há? A que casos observados esta malta se refere? Meteram a Terra num laboratório e fizerem experiências? Como é possível que a demagogia tenha chegado ao ponto de baralhar os próprios conceitos matemáticos?

  65. 10 Julho, 2009 13:48

    Sim, eu sou um economista que aceita a evidência científica da responsabilidade humana no aquecimento global, e nisso estou muito bem acompanhado – cada vez mais há mais economistas a aceitar isso (Krugman é o mais recente), mas vamos ao que interessa: o alegado elevado custo de oportunidade do financiamento das despesas com a contenção do crescimento do aquecimento global.
    Quem foi, que eu saiba, o primeiro e o principal proponente da tese? O vosso bom amigo Bjorn Lomborg. Do mais recente o que é que posso trazer à colação, é esta nota do Climate Progress:
    http://climateprogress.org/2009/07/09/bjorn-lomborg-debunking-copenhagen-global-warming-deneir/
    Um excerto para estimular a leitura (e a pesquisa da evidência científica carreada nesta e noutras matérias, nesse blogue):

    “[...] As Cimate Progress regulars will know, Lomborg has been remarkably successful in persuading people that tackling climate change is a low priority. His Copenhagen Consensus was a study paid for by The Economist and took as its starting point the challenge “If we had $50 billion dollars to spend, how could we achieve the greatest possible global good?” The study concluded that, from a list of thirty priorities, tackling climate change was the lowest. The argument could be summarized as follows:
    •We’ve only got a limited amount to spend,
    •Climate change is far from urgent and,
    •Tackling it will be very expensive while doing little good.
    While this argument has convinced thousands, every element of it has now been either discredited by the latest science or exposed as statistical trickery.
    The first is based on the classic debating tactic of creating false dichotomies and in this case, arguing that we have to make a moral choice between either saving the environment, or helping people. Nice try Bjorn, but complete hogwash.
    If we take the UK as an example, we give around 0.3% of our GNP in foreign aid. Lomborg’s argument is that if we spend money on climate change it means that there will be less available for foreign aid but actually it is how we manage our carbon emissions in the other 99.7% of our GNP that is significant. This carbon management is not necessarily about cutting things – it’s about doing things differently. There are plenty of other reasons why this is a false dichotomy but I will leave it to others who are more conversant with models like Contraction and Convergence to expand on this.
    The next part of his argument is that climate change is not an urgent issue and here Lomborg endlessly quotes the IPCC prediction of an 18-59 cm rise, arguing that we can easily cope with such a rise if we all continue to become wealthier. What he conveniently ignores is that the report actually predicted a rise of 18-59 cm plus an unknown extra rise from various other factors. What a difference half a sentence makes! The scientists met in March this year to discuss the latest developments including assessments of what the unknown extra rise should be (primarily from the melting of land-borne ice which was previously subject to considerable uncertainties and consequently, but controversially, excluded from the IPCC’s report). The conclusion of the scientist’s meeting was that the sea level rise is likely to be 1m over the course of this century unless very urgent action is taken. Lomborg’s reaction was to dismiss this data as the work of a few trouble-makers for which he was roundly ridiculed by Stefan Rahmstorf here.
    Of course there are many other urgent impacts of climate change, very well covered elsewhere on Climate Progress, including loss of agricultural land, loss of Himalayan glaciers on which roughly 40% of humanity depends for summer melt water and, one that has been underplayed in my opinion, ecosystem collapse resulting from species extinctions.
    Lomborg’s cost benefit analysis
    Perhaps the part of Lomborg’s argument that has appeared most convincing is his cost benefit analysis. It took some effort to unpick this but it revealed some interesting evidence about his methods.
    Bjorn has stated that cutting carbon dioxide costs about $20 per tonne and it only does $2 worth of good. With only a modicum of lateral thinking it is clear that his $20 figure is an absurd simplification. Does it cost $20 per tonne more to run a fuel efficient car than a gas-guzzler? Does it cost $20 per tonne to turn office lights off at night? I don’t think so. Fortunately in 2007 McKinsey and Co followed up this anecdotal evidence with their brilliant and comprehensive ‘Cost curves for greenhouse gas abatement’ showing that the costs vary between around minus 150 Euros and plus 50 Euros per tonne. They concluded that we could stabilise at 450ppm at zero nett cost.
    Their findings can be backed up by a lot of recent examples from the construction industry. A UK study into BREEAM ‘Excellent’ (roughly equivalent to LEED ‘Platinum’) office buildings by Cyril Sweet and the BRE Trust concluded that the additional cost of achieving ‘Excellent’ for naturally ventilated schemes was around 3%. A 2009 study by McGraw Hill Construction showed convincingly that green office buildings are more valuable – getting 3% higher rent in 2005 and that gap has widened to 6% after the credit crunch. The biggest difference is to be found in running costs which will be much lower than conventional schemes so it pays back quickly and that places it below the line in the McKinsey cost curve.
    The same can be found in residential schemes: ‘One Brighton’ by Bioregional Quintain with Crest Nicholson has recently been completed to zero operational carbon at a completely standard cost. So that also goes below the line. On a wider scale, Woking Borough Council implemented a comprehensive energy efficiency strategy in their region starting with the quick wins and working through to some of the costlier elements on the McKinsey Costs Curves. They achieved a 75% reduction in CO2 emissions and saved £5m in the first ten years – another move that is firmly below the zero line in the Cost Curves. These examples reinforce the message from the McKinsey study that there are lots of ways of cutting carbon and saving money – showing that the figure used by the Copenhagen Consensus is a very crude assumption.
    During the research that I carried out with my colleague Anna Maria Orru, by far the most startling discovery was the extent to which Lomborg had distorted the picture about the benefits of cutting carbon. I phoned Lomborg’s main source for the $2 figure, Professor Richard Tol. He told me that “The number 2 ($2) comes about when you ignore all the uncertainties and you just go for a high discount rate, but if you start including the fact that things could go dramatically wrong then you would come up with a much higher number”. Professor Tol’s guess for the right figure is that it should be around $23-25 per tonne and he has assessed the probability of it being much higher. After this phone call I found it hard to concentrate for the next hour. The figure that Lomborg has used was quite simply wrong and not just slightly wrong but by more than an order of magnitude. The figure that he has used to persuade thousands of influential people is a grotesque distortion. Just staggering.
    So in every key respect Lomborg’s argument has collapsed. It was based on false dichotomies, highly selective readings of climate science, absurdly crude assumptions on cost and wildly distorted figures on benefits.
    If I was the editor of The Economist I would now do two things: I would ask Bjorn Lomborg for my money back and I would apologize to developing nations for having dangerously delayed the effort to tackle climate change.”

    Naturalmente, há muito mais a acrescentar quanto à relação entre economia e a contenção ao aquecimento global: veja-se, por exemplo, a discussão, em curso, política, económica e científica, sobre os custos (de introduzir, ou não introduzir)o sistema de cap and trade quanto às emissões de CO2, nos EUA, e os estudos (nomeadamente, do Congressional Budget Office [será que pertence à conspiração esquerdista, etc. etc.?]que demonstram o peso per capita muito reduzido do esforço de contenção – ver http://www.cbo.gov/doc.cfm?index=10432.
    Vou introduzir, ainda, outro assunto, numa próxima nota.

  66. 10 Julho, 2009 14:02

    Não era isto que tinha em mente, para introduzir aqui, mas diz respeito à discussão em curso nos EUA, e às questões do custo das medidas de contenção do aquecimento global: para ler a nota completa ir a http://climateprogress.org/2009/07/07/mississippi-governor-barbour-misquotes-mckinsey-scare-public-literally-about-climate-bill-chinese-scheme/
    Um excerto:

    “As expected, dirty energy lobbyist-turned-Governor Haley Barbour never once mentioned the devastation his “drill, baby, drill” energy policy would cause (see “Mississippi burning — and flooding: Haley Barbour to be remembered as man who gave his state 90°F temps 5 months a year plus countless Katrinas?“). Masochists can read his full Senate testimony here, and I’ll address his bizarre “scary” story about China at the end.
    First, though, in the Q&A, Barbour claimed McKinsey found that a cap-and-trade bill would raise electricity rates $0.05 to $0.15 per kWh. Not!
    In fact, Mckinsey has done many analyses showing that measures needed to stabilize emissions at 450 ppm have a net cost near zero (see here). McKinsey’s recent detailed analysis of “Reducing US Greenhouse Gas Emissions: How Much at What Cost?” concluded:
    The United States could reduce GHG emissions in 2030 by 3.0 to 4.5 gigatons of CO2e using tested approaches and high-potential emerging technologies. These reductions would involve pursuing a wide array of abatement options with marginal costs less than $50 per ton, with the average net cost to the economy being far lower if the nation can capture sizable gains from energy efficiency.
    A CO2 allowance price below $50/ton in 2030 would raise electricity rates well below the five cents a kilowatt hour Barbour claims, probably under two cents a kilowatt hour — and of course the rise in average rates over the next decade would be well under one cent a kilowatt hour.
    But the climate and clean energy bill does have the kind of energy efficiency push McKinsey models (see The triumph of energy efficiency: Waxman-Markey could save $3,900 per household and create 650,000 jobs by 2030). Thus, the effect on overall consumer electricity bills will be quite small, as EPA found (see “New EPA analysis of Waxman-Markey: Consumer electric bills 7% lower in 2020 thanks to efficiency“).”

    Nesta discussão não se pode esquecer dos efeitos dinâmicos em termos de crescimento ecómico, e de emprego qualificado, da adopção de novas tecnologias, mais eficientes porque poupadoras de inputs não renováveis, como os combustíveis fósseis, não esquecendo tudo o resto em termos de impactos ambientais (acidez dos mares, etc. etc). Naturalmente, há quem perca com essa mudança de paradigma de actividade económica: quem é? quem é?

  67. 10 Julho, 2009 14:05

    “É justamente por isso que os modelos climatéricos usados para profetizar as desgraças que nos esperam, não são fiáveis. É que não se pode modelar o que não se conhece. Na prática os físicos que fazem os modelos, tentam traduzir em equações lineares os fenómenos não-lineares que conhecem. Os que não conhecem ( as tais incertezas), não podem modelar.
    A questão dos feedbacks é crucial. Os modelos actuais limitam-se a extrapolar feedbacks positivos, porque são os cenários “maus”.”

    o sr. parece perceber muito do assunto, quantos artigos já publicou? Se demonstrasse tais certezas, pouparia muito trabalho a muita gente!

  68. 10 Julho, 2009 14:17

    Caro José Matias, todas as “evidências” que apresenta são projecções.
    São coisas que certas pessoas acham que vão acontecer no futuro. Dizer que o mar vai subir não é uma evidência, é uma projecção. Um palpite. Um cenário. Eu tb ddigo que vai subir. E descer. Como aconteceu incontáveis vezes no passado. Sabe que Bruges, na Bélgica era não há muito tempo, um porto movimentadíssimo, com acesso ao mar? Parece que entretanto o mar desceu. Porquê?
    E todas essas projecções se baseiam em modelos. Os modelos são as bolas de cristal.

    Na verdade, como dizem cada vez mais cientistas, estamos perante uma fé e os relatórios do IPCC, assumem como infalíveis os pobres modelos climáticos, ignoram tudo o que os contraria e tratam de aumentar a histeria apocalíptica, numa deliberada e assumida cruzada para manipular a opinião pública e pressionar os políticos. (Há até um inacreditável Sumário para Políticos)
    Apresentam as incertezas do futuro como certezas reveladas por bolas de cristal e rejeitam qualquer informação científica que contrarie os cenários negros que divulgam. Querem que o debate seja encerrado e que haja uma “Verdade” indiscutível.
    Como nas religiões.
    Sabe, ninguém nega que a taxa de CO2 aumentou muito nos últimos anos, mas a verdade é que a temperatura não aumentou na proporção esperada (apenas 0.6 graus em todo o século XX o que só por si indica que não é certo que exista sequer uma correlação moderada entre o nível de CO2 e a temperatura).
    Nada que justifique tanta histeria e muito menos as homilias de Gore e a doutrinação do IPCC que, com base num registo nada alarmante do passado, dardeja raios sobre o futuro, ameaçando-nos com certezas de terror e destruição, tal como sempre fizeram os profetas da desgraça. Antes era pelos pecados contra Deus, agora é pelos pecados contra o novo Deus dos sem Deus: a Natureza.
    Como se nós não fossemos da natureza.
    E esta nova religião tem tudo para se impor: se acontecem desgraças, os aiatolas do clima dir-nos-ão que a culpa é dos nossos pecados ecológicos. Se não acontecem desgraças, dir-nos-ão que é porque tomámos a tempo as medidas que eles nos aconselharam.
    E eles estarão sempre certos…

    Ora a verdade é que os modelos utilizados para profetizar são apenas isso: modelos.
    Abstracções da realidade, nas quais há milhares de variáveis que são parametrizadas, porque não se conhece o modo como interagem, só são introduzidas as que se conhecem, as que os modeladores acham importantes e as que são possíveis de introduzir.

    “Models used to date do not include uncertainties in climate-carbon cycle feedback nor do they include the full effects of changes in ice sheet flow, because a basis in published literature is lacking.” (pag 14 do Sumário para Políticos” do ano passado)

    E, como todos os matemáticos sabem, é IMPOSSÍVEL saber como evolui um sistema complexo, para lá de um certo número de iterações, uma vez que por vezes basta uma variação infinitesimal de uma variável, ditada até pela necessidade de arredondar algures um número irracional, para virar do avesso o output do modelo.

    ”As so many cosmic effects are omitted from climate models, there is no credibility for arguments such as “there is no other explanation” [than anthropogenic generation of carbon dioxide]. This must be remembered when making future political decisions related to these matters.”(Prof Frederik Singer, físico «Climate data disagree with climate models»)

    Os cientistas sabem disto, mas o “consenso” não é científico, é ideológico.
    A própria escolha do CO2, como vilão é ideológica, porque nem sequer é o GEE com maior efeito de estufa. E aquanto à acção política preventiva, a verdade é que os próprios ecofascistas, apesar de continuamente nos exortarem a sermos virtuosos e a não pecarmos contra o seu Deus, reconhecem que reduzir o nosso nível de vida, aumentar as taxas sobre a industria e sobre o consumo, etc, não vai alterar nada, porque tudo depende de forças muito mais poderosas.
    As mesmas que levaram a temperatura da terra a oscilar entre óptimos climatéricos e glaciações, muitos milhares e milhões de anos antes de sequer haver sapiens capitalistas a quem carregar com a culpa.

  69. 10 Julho, 2009 15:14

    O anónimo e o Tiago, estão reduzidos ao debitar de ataques pessoais, e slogans do vademecum.

    Esta vinda do autor do “deixem de respirar” é quase tão boa como a atoarda da “beyond petroleum”. Quando não há argumentos, comparações com os Nazis, vá que não vá…

    A NASA é uma agência governamental que luta por financiamento.

    Mas isso é agora, correcto? No tempo do Bush não era assim! Tinham prestígio e quem lhes corrigisse os papers. Mas disse Roy Spencer? Qual, este?

    É justamente por isso que os modelos climatéricos usados para profetizar as desgraças que nos esperam, não são fiáveis.

    É um facto. Os relatórios do IPCC têm pecado regularmente por excesso de optimismo.

    Acreditar na profecia é uma fé.
    Não acreditar tb é uma fé.
    Ninguém sabe como irá ser o futuro.

    Não me meta ao nível da sua junk science e da sua fé(zada). Só tenho uma fé e não é para aqui chamada. Estas discussões no Blasfémias têm cinco anos e há quem não tenha aprendido nada em cinco anos de avanços científicos — nenhum dos quais no sentido que não existe aquecimento global e/ou que não seja de origem antropogénica. Quanto ao futuro, é uma verdade de La Palice, mas há coisas que se sabem.

    Uma delas é que escusa de se preocupar porque ninguém vai fazer nada. É contrário do que diz a sua cassete invertida. Vá lá comprar a garrafa, mas olhe que deve beber com moderação.

  70. 10 Julho, 2009 15:27

    ” atoarda da “beyond petroleum”
    Atoarda? Está então convencido que tudo aquilo que ignora ( e cuja vastidão parece ser imensa), é “atoarda”?
    Presumo que não saiba fazer tapetes de Arraiolos. Será que o fabrico de tapetes é uma “atoarda”?

    “Quando não há argumentos, comparações com os Nazis”
    Pronto, chegámos à famosa Lei de Godwin.

    “Só tenho uma fé e não é para aqui chamada.”
    Mas então porque faz questão de a discutir? E porque faz copy paste dos salmos e dos versículos da Verdade Revelada?

    “há quem não tenha aprendido nada em cinco anos de avanços científicos”
    É bom notar que é capaz de se reconhecer num espelho. Sinal de que nem tudo está perdido.

  71. 10 Julho, 2009 15:33

    aumentar a histeria apocalíptica, numa deliberada e assumida cruzada para manipular a opinião pública e pressionar os políticos

    Não há noção do ridículo. Qual histeria colectiva? Cruzada?

    ninguém nega que a taxa de CO2 aumentou muito nos últimos anos

    Ninguém nega? Isto é um caso de problemas sensoriais graves. Ainda acima apresentaram um gráfico de Beck a negar isso. Por falar no assunto, já descobriu onde o Beck meteu o CO2 que inventou na década de 40?

    aiatolas do clima

    Aiatolas do clima? Isto não me parece lá muito elogioso… Tendo os “aiatolas” a conotação que têm, está a tentar aumentar a histeria não apocalíptica, numa deliberada e assumida cruzada para manipular a opinião pública e pressionar os políticos?

    Como se nós não fossemos da natureza.

    Continue a inverter tudo. É uma estratégia brilhante. Basta dar por exemplo uma olhada ao site da British Petroleum!

    Tenho desculpas a apresentar porque pensava que se estava a falar da Terra, não do planeta Zorg.

    Deixe o vinho. E desampare a loja porque ameaça embaraçar o Gabriel.

  72. 10 Julho, 2009 15:35

    Deixe o vinho.

  73. 10 Julho, 2009 15:37

    Quanto ao resto,penso que estamos de acordo,e podemos resumir nisto:

    A evidência científica é que a temperatura do planeta aumentou cerca de meio grau celsius em 100 anos.
    Discorda?

    P.S. Presumo que por “ciência” entenda o velho método científico.

    Quanto ao aumento do nível do oceano, recomendo-lhe que leia o Relatório do IPCC de 2007 que, apesar do natural enviesamento, não pode deixar de reconhecer que :

    “The panel concluded that it could not “provide a best estimate or an upper bound for sea level rise” over the next century due to their lack of knowledge about Earth’s ice.

    ” our inability to predict what sea level rise is likely over the next century has substantial human and economic ramifications”(Fourth Assessment Report, Summary for Policymakers, p. 182.)

    Não sei se notou o “likely”?
    É esta a ciência que se mete no prato dos políticos.
    Likely!

    Ciência do tipo “likely”!

  74. 10 Julho, 2009 15:53

    A “atoarda” tirada directamente do site da BP:

    “BP goes ‘beyond petroleum’
    Then in 2000 BP, now a group of companies that included Amoco, ARCO and Castrol, unveiled a new global brand with a new mark, a sunburst of green, yellow and white symbolizing dynamic energy in all its forms. It was called the Helios after the sun god of ancient Greece.

    In a press release announcing the change, the group said it had decided to retain the BP name because of its recognition around the world and because it stood for the new company’s aspirations: ‘better people, better products, big picture, beyond petroleum.”

    http://www.bp.com/sectiongenericarticle.do?categoryId=9014508&contentId=7027677

    Como vê, nem isto sabe, o que não inibe a arrogância própria dos ignorantes.

  75. 10 Julho, 2009 16:35

    Como vê, nem isto sabe, o que não inibe a arrogância própria dos ignorantes.

    Jesus Cristo! Ouça lá… … Estou “beyond words”… Até o mais despudorado greenwash (Wikipedia) tenho de discutir ao contrário? Isto prova que a BP e cito:

    Na verdade as empresas estão a seguir a corrente e a posicionar-se para o dinheiro que vai fluir do bolso dos contribuintes para as “alternativas limpas”.

    Ainda se dizia que os comunas tinham uma cassete… Este tem aparelhagem completa. E chama “aiatolas” e “ignorantes” aos outros. É dose.

  76. 10 Julho, 2009 16:45

    Caro Anónimo, parece-me genuinamente perturbado. Tantas as fintas que acabou por se fintar a si mesmo.
    Vá, acalme-se, rebobine, e quando se sentir novamente perdido já sabe que pode voltar à ritual recitaçãos dos salmos.
    Consta que a repetição de mantras tem um efeito calmante e refrescante.

    E deixo-o com a única evidência a que tem andado a fugir:

    Em um século de maldades e CO2, a temperatura da Terra aumentou meio grau celsius.

    E a esta nem você nem ninguém pode fugir. É este o “alarme”.
    E se comentasse este facto, em vez de se perder com patetices?

  77. 10 Julho, 2009 17:02

    Português em 5 minutos, invalida decadas de investigação e desenvolvimento de modelos computacionais climáticos!

    Fantástico.

    Acabaram-se os milhões gastos em supercomputadores para os “ecofascistas”. É tudo uma treta.

  78. 10 Julho, 2009 17:47

    Não guna, não é o português. Não há ninguém no mundo da investigação que não conheça as limitações dos modelos.

    Se soubesse algo de matemática, saberia que os “supercomputadores”, seja, eles tão super como você queira imaginar, não podem contornar a complexidade do mundo real.
    Laplace, há mais de um século, dizia que era possível prever tudo o que iria acontecer se tivesse uma máquina onde pudesse lançar todas as condições iniciais.

    Já se sabe que isso não é possível. O determinismo morreu.
    Essa é de resto a razão pela qual não é possível prever as condições meteorológicas a mais de meia dúzia de dias. A partir daí, a variabilidade é total e pode ir de uma coisa ao seu contrário.
    Não depende da máquina, mas do facto de se tratar de sistemas não lineares. Não há determinismos possíveis aqui.

    Nunca ouviu falar do “efeito borboleta”? De comportamentos estocásticos em sistemas deterministas?
    Não, claro que não…continua a pensar que se calhar Laplace tinha razão.
    Ou provavelmente nem sabe quem foi o senhor
    Talvez lá chegue se perceber que nem Newton conseguia prever o comportamento de 3 esferas. As suas leis deterministas esgotam-se nas duas.Com três, é o caos.
    Há aqui tb uma marca ideológica. Não é de estranhar que aqueles que acreditam neste novo determinismo mecânico do aquecimento global, sejam genericamente os mesmos que acreditaram no determinismo marxista.
    É a mesma mentalidade rígida e dogmática, que não consegue pensar o real sem o desenhar como as rodas dentadas de um relógio.
    Gente perigosa.
    Gente muito perigosa.

  79. 10 Julho, 2009 18:33

    He lá. Parece que fui banido. Mas o lidador continua a pregação. Faça bom proveito. E cuidado com a BP!

  80. 10 Julho, 2009 19:56

    Não percebi se o comentário # 70, de Guna, me era destinado. Em todo o caso, mesmo que o não tenha sido, não concordo com o aparte sobre a “autoridade”, sobre o que tinha sido publicado ou não [pela minha parte, eu não falo grosso: transcrevo o que, aqueles que sabem melhor do que eu, dizem) - se o critério fosse esse, como ninguém aqui é climatologista, ninguém poderia-se pronunciar.
    Esta questão é uma questão de cidadania - para o bem e para o mal - pelo que todos devemos ter uma opinião. Convirá, no entanto, que seja o mais informada à partida, e o mais falsificável possível (à Popper): qualquer que seja o nosso ponto de partida, deveremos sujeitá-la ao confronto de fontes alternativas. Eu tenho-o feito, e a minha convicção tem-se fortalecido. Aliás, algo com que todos nós poderemos concordar, é que algo cheira mal neste assunto: ou há uma conspiração de um lado, ou de outro. Como todos somos pessoas de bem - embora, com convicções diferentes nesta matéria e, nenhum está a soldo da Exxon, ou do Amorim, ou, do outro lado, dos cientistas, do Al Gore, da Nasa - para lixar os ditos "#%!!!XXXYY||" (quaisquer que eles sejam), vamos todos ler.

    Eu começo: da minha parte, visitem
    http://www.realclimate.org/ O Real Climate é escrito por uma equipa de climatologistas e podem recorrer ao seu motor de busca (por exemplo, Bjorn Lomborg,climate models, etc. etc. ). Visitem também http://climateprogress.org e procedam do mesmo modo. Para abrir o apetite, mais um excerto (tomem nota: se acederem à nota original podem ver [caro Lidador, tenha isso em atenção] os links para questões como “how climate models worked, the difference between short term noise and long term signal, how the carbon cycle worked, connections between climate change and air quality, aerosol effects, the relevance of paleo-climate, the nature of rapid climate change etc.”). É um desabafo por parte de um colaborador do Real Climate:
    http://www.realclimate.org/index.php/archives/2009/06/groundhog-day-2/

    “But, to be frank, there has been another reason. When we started this blog, there was a lot of ground to cover – how climate models worked, the difference between short term noise and long term signal, how the carbon cycle worked, connections between climate change and air quality, aerosol effects, the relevance of paleo-climate, the nature of rapid climate change etc. These things were/are fun to talk about and it was/is easy for us to share our enthusiasm for the science and, more importantly, the scientific process.
    However, recently there has been more of a sense that the issues being discussed (in the media or online) have a bit of a groundhog day quality to them. The same nonsense, the same logical fallacies, the same confusions – all seem to be endlessly repeated. The same strawmen are being constructed and demolished as if they were part of a make-work scheme for the building industry attached to the stimulus proposal. Indeed, the enthusiastic recycling of talking points long thought to have been dead and buried has been given a huge boost by the publication of a new book by Ian Plimer who seems to have been collecting them for years. Given the number of simply made-up ‘facts’ in that tome, one soon realises that the concept of an objective reality against which one should measure claims and judge arguments is not something that is universally shared. This is troubling – and although there is certainly a role for some to point out the incoherence of such arguments (which in that case Tim Lambert and Ian Enting are doing very well), it isn’t something that requires much in the way of physical understanding or scientific background. (As an aside this is a good video description of the now-classic Dunning and Kruger papers on how the people who are most wrong are the least able to perceive it).
    The Onion had a great piece last week that encapsulates the trajectory of these discussions very well. This will of course be familiar to anyone who has followed a comment thread too far into the weeds, and is one of the main reasons why people with actual, constructive things to add to a discourse get discouraged from wading into wikipedia, blogs or the media. One has to hope that there is the possibility of progress before one engages.
    However there is still cause to engage – not out of the hope that the people who make idiotic statements can be educated – but because bystanders deserve to know where better information can be found. Still, it can sometimes be hard to find the enthusiasm. A case in point is a 100+ comment thread criticising my recent book in which it was clear that not a single critic had read a word of it (you can find the thread easily enough if you need to – it’s too stupid to link to). Not only had no-one read it, none of the commenters even seemed to think they needed to – most found it easier to imagine what was contained within and criticise that instead. It is vaguely amusing in a somewhat uncomfortable way.”

    Aquilo que tencionava colocar era um artigo sobre o CO2 que achei muito pedagógico (para mim, que não sou da área), mas ainda não o redescobri.

  81. 10 Julho, 2009 20:04

    Esqueci-me de referir a questão da BP.
    Vejam aqui:http://climateprogress.org/2009/06/30/bp-stand-for-back-to-petroleum-oil-giant-shuts-clean-energy-hq-slashes-renewables-budget/

    “The UK’s Guardian reports: BP has shut down its alternative energy headquarters in London, accepted the resignation of its clean energy boss and imposed budget cuts in moves likely to be seen by environmental critics as further signs of the oil group moving “back to petroleum”. Sad, but not terribly original or surprising (see “Shell shocker: Once ‘green’ oil company guts renewables effort“). But Tony Hayward, the group’s chief executive, said BP remained as committed as ever to exploring new energy sources and the non-oil division would benefit from the extra focus of being brought back in house…. “It saves money and brings it closer to home … you could almost see it as a reinforcement [of our commitment to the business],” he said. Paging Dr. Cal Lightman!
    Seriously, they gut the program and claim it is “reinforcement” of their commitment. Perhaps BP stands for “Beyond Prevarication” or “Beyond Pinocchio.” In the business world, “money talks, bullsh!t walks” — so let’s follow the money (as it departs the BP clean energy biz):
    BP Alternative Energy was given its own headquarters in County Hall opposite the Houses of Parliament two years ago and its managing director, Vivienne Cox, oversaw a small division of 80 staff concentrating on wind and solar power.
    But the 49-year-old Cox -– BP’s most senior female executive, who previously ran renewables as part of a larger gas and power division now dismantled by Hayward -– is standing down tomorrow.
    This comes alongside huge cuts in the alternative energy budget – from $1.4bn (£850m) last year to between $500m and $1bn this year….
    What is the next “reinforcement” for the staff — cement galoshes?
    In April the company closed a range of solar power manufacturing plants in Spain and the US with the loss of 620 jobs and Hayward has publicly questioned whether solar would ever become competitive with fossil fuels, something that goes against the current thinking inside the renewables sector.
    Hayward has also moved BP into more controversial oil areas, such as Canada’s tar sands, creating an impression that he has given up on the objectives of his predecessor, Lord Browne, to take the company “Beyond Petroleum”.
    Note to Guardian: “Creating an impression that he has given up”? How about just “giving up”?
    Yes, well, given that conventional oil production is peaking, if you abandon the clean energy alternatives then you have no choice but to get into the real dirty climate-destroying stuff (see “BP proves Beyond Petroleum was greenwashing, joins “biggest global warming crime ever seen” ” and “Investors warn Shell and BP over tar sands greenwashing”). That would be betting your company’s future on destroying your children’s future.
    Note to BP: The world — joined by Canada — is eventually going to ban production and use of oil from the tar sands once we become truly desperate to stave off 1000 ppm and 5-7°C warming. My guess is that happens no later than 2030.
    BP, R.I.P. You have written your own epitaph.
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    •Big oil made over $600 billion during Bush years, but invested bupkis in clean energy, Part 1
    •Part 2: Details on BP, Chevron, Conoco Phillips, Shell and ExxonMobil

  82. 10 Julho, 2009 21:07

    “RealClimate”?!? Mas esta a confundir aqui a audiencia por ovelhinhas ciosas de ouvirem a propaganda oficial ou que?

  83. 10 Julho, 2009 21:26

    Não é por nada, mas esta é mesmo oficial, e falsificável. É um exemplo do que se pode ler no Climate Progress:http://www.google.pt/reader/view/#stream/feed%2Fhttp%3A%2F%2Fclimateprogress.org%2Ffeed%2F

    “NOAA scientists today announced the arrival of El Niño, a climate phenomenon with a significant influence on global weather…. NOAA expects this El Niño to continue developing during the next several months, with further strengthening possible. The event is expected to last through winter 2009-10….. In its monthly El Niño diagnostics discussion today [click here], scientists with the NOAA National Weather Service Climate Prediction Center noted weekly eastern equatorial Pacific sea surface temperatures were at least 1.0 degree C above average at the end of June. The most recent El Niño occurred in 2006.
    This announcement is a big deal from the perspective of heating up global temperatures and cooling off denier talking points. After all, the La Niña conditions over the past 18 months helped temporarily mute the strong human-caused warming signal, allowing the global warming deniers to push their nonsensical global cooling meme with the help of the status quo media (see “Media enable denier spin 1: A (sort of) cold January doesn’t mean climate stopped warming“).
    Remember that back in January, NASA had predicted:Given our expectation of the next El Niño beginning in 2009 or 2010, it still seems likely that a new global temperature record will be set within the next 1-2 years, despite the moderate negative effect of the reduced solar irradiance. ENSO doesn’t change the overall warming trend, but it is a short-term modulation, what NASA labels the largest contributor to the “natural dynamical variability” of the climate system. How are El Niño and La Niña defined?
    El Niño and La Niña are officially defined as sustained sea surface temperature anomalies of magnitude greater than 0.5°C across the central tropical Pacific Ocean. When the condition is met for a period of less than five months, it is classified as El Niño or La Niña conditions; if the anomaly persists for five months or longer.
    You can read the basics about ENSO here. The following historical data are from NOAA’s weekly ENSO update
    As the planet warms decade by decade thanks to human emissions of greenhouse gases, global temperature records tend to be set in El Niño years, like 2005, 1998, and 2007, whereas sustained La Niñas tend to cause relatively cooler years.
    Human-caused global warming is so strong, however, that as NASA explained, it took a serious La Niña, plus unusually sustained low levels of solar irradiance, to make 2008 as cool as it was. Yet, notwithstanding the global warming deniers and the status quo media, 2008 wasn’t actually cool. Indeed, 2008 was almost 0.1°C warmer than the decade of the 1990s averaged as a whole.
    So if we have an El Niño, then, as NASA says, record global temperatures are all but inevitable. And this brings us back to NOAA’s prediction today [boldface in original]:
    Synopsis: El Niño conditions will continue to develop and are expected to last through the
    Northern Hemisphere Winter 2009-2010.
    … Model forecasts of SST anomalies for the Niño-3.4 region (Fig. 5) reflect a growing consensus
    for the continued development of El Niño (+0.5°C or greater in the Niño-3.4 region). However, the
    spread of the models indicates disagreement over the eventual strength of El Niño (+0.5°C to +2.0°C).
    Current conditions and recent trends favor the continued development of a weak-to-moderate strength El
    Niño into the Northern Hemisphere Fall 2009, with further strengthening possible thereafter.
    Figure 5. Forecasts of sea surface temperature (SST) anomalies for the Niño 3.4 region (5°N-5°S, 120°W-170°W). Figure courtesy of the International Research Institute (IRI) for Climate and Society. Figure updated 15 June 2009.
    A hot summer and fall — how timely that would be for debating a climate bill!
    Will we set a record this year for global temperature? Too soon to say, especially since the strong La Niña this winter will no doubt partly offset whatever impact the El Niño has. More likely is that 2010 is the record, since there is typically a delay of a few months between ENSO changes and changes in global temps.
    And not that there was any realistic chance global temperatures would collapse this year, but now it is quite safe to say that “this will be the hottest decade in recorded history by far.“ The 2000s are on track to be nearly 0.2°C warmer than the 1990s. And that temperature jump is especially worrisome since the 1990s were only 0.14°C warmer than the 1980s.
    Once we set the global temperature record, then the “no warming in 10 years” meme will die — at least until the next La Niña or major volcano and/or general lapse in coverage by the status quo media, as the “best climate blog you aren’t reading” depicted with this figure:
    It’s always cooling, except, of course, when it’s not.

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    •The data show the planet STILL keeps warming
    •Yes, the planet has kept warming since 1998
    •Yes, the globe is warming. But how fast?
    •“Hadley Center to deniers: We are STILL warming”
    •NASA: 2007 Second Warmest Year Ever, with Record Warmth Likely by 2010

    PS: Caros negacionistas: (irónico) quando se está a combater o erro, importa conhecer os argumentos dos outros, particularmente quando são oficias, para sermos mais eficazes. (sério) Estou a partir do pressuposto a) dos negacionistas portugueses não serem financiados pela Galp, Exxon, e b) de não terem nesta questão uma posição de fé.
    NOTA para quem não conhece Karl Popper: A notícia é falsificável porque se não vier a verificar-se, então o meu lado de debate terá muito a explicar.

  84. 10 Julho, 2009 21:29

    “e o mais falsificável possível (à Popper)”

    Parece que temos aqui um common ground no critério científico de Karl Popper. Ora siga-me neste racicínio:

    Segundo esta nossa referência comum, uma teoria científica tem como principal característica ser falseável, isto é, admitir o confronto com os factos e ser abandonada se estes a não confirmarem, ao contrário das verdades religiosas, que não são falseáveis porque dependem apenas da fé na Revelação.

    Ora segundo esta modesta ideia do Popper, o catastrofismo climático só poderá ser confrontado com factos que prevê, daqui a muitos anos, muitos mais do que aqueles que nós viveremos. Ou seja, não há factos actuais que possam falsificar esta teoria.

    Passa-se o mesmo com a ideia de Juízo Final, ou com a vinda do Messias. Até pode ser verdade, mas isso só se saberá na altura. Neste momento, porque impossíveis de comprovar, são meras crenças. E contudo veja o topete desta gente que pretende que os acontecimentos futuros em que acredita, sejam considerados factos do presente.

    Mais grave: tal como nas religiões, os factos que realmente se produzem, não provam, aos olhos dos crentes, que a sua fé seja falsa. É o caso.
    O aquecimento global nestes últimos 100 anos foi de meio-grau. Esse é o facto.
    O aumento de CO2 não teve correspondência no aumento de temperatura. Esse é outro facto.
    Mas para os crentes, esses factos não refutam a validade da teoria. Ora postas as coisas nestes termos, a teoria não pode ser refutada, tal como a ideia do Messias. A não ser no futuro, altura em que será ou não confirmada.

    Portanto meu caro, ao citar Popper, tem de ser coerente e aceitar que esta teoria não é científica.

    Será no máximo uma ciência do tipo “likely”

  85. 10 Julho, 2009 21:52

    E tb tem certa piada este seu último copy paste, em que encontra credibilidade num artigo que não se cansa de adjectivar todos aqueles que não comungam da mensagem chamando-lhe insensatos, “negacionistas”,etc.
    Para quem fala de Popper, é notável que o arrefecimento dos últimos anos não tenha beliscado nem um milímetro a teoria. Lá está, só no fim, daqui a 200 anos, é que saberemos. É como a bondade de Deus…indiscutível, mesmo que a capela caia na cabeça dos fiéis.

    Acontece que não não se trata de negacionismo coisa nenhuma. Isso é um adjectivo lançado por Al Gore para tentar castrar intelectualmente aqueles que não lhe aturam a pregação, um ónus moral do tipo negação do Holocausto.

    Não é possível negar que o planeta aqueceu meio grau em 100 anos.
    Não é possível negar que o planeta arrefece e aquece por razões que se desconhecem.
    Não é possível negar que a cada 5 anos a actividade humana está a lançar para a atmosfera 1 molécula de CO2, por cada 100 moléculas de ar.

    O que sim, é possível negar é:

    1. Que seja dada como “científica” a asserção de que é o CO2 antrópico que causa a mudança climática
    2. Que seja considerada “científica” a previsão linear dos modelos climatéricos.
    3.Que os modelos sejam retratos fiáveis da realidade.
    4. Que a redução de emissão de CO2 tenha mais efeitos benéficos que malefícios.

  86. 10 Julho, 2009 21:56

    “por cada 100 moléculas de ar.”

    Correcção…por cada 100 000

  87. 10 Julho, 2009 22:10

    Não há fair-play. Este pregador não cala a caixa. Pensava que aqui não havia censura, como nos blogues de esquerda. Afinal há.

  88. 10 Julho, 2009 22:35

    “Climate Progress”? E isso tem a ver com ciencia?

    E so esta referencia:

    “•Sorry deniers, hockey stick gets longer, stronger: Earth hotter now than in past 2,000 years”

    … diz-me logo que ainda levam o Michael Mann a serio. Logo, eu nao os levo a serio. Tao simples como isso.

  89. 10 Julho, 2009 22:36

    Back in business?

  90. 10 Julho, 2009 22:40

    Tive de mudar de IP caro Lidador. Já viu isto?

  91. 10 Julho, 2009 22:59

    Há aqui tb uma marca ideológica. Não é de estranhar que aqueles que acreditam neste novo determinismo mecânico do aquecimento global, sejam genericamente os mesmos que acreditaram no determinismo marxista.

    Felizmente há muitas direitas. Porque seria embaraçante pertencer a uma direita bronca, ignorante, estúpida e embrutecida.

    Gente perigosa.
    Gente muito perigosa.

    Embaraçante!

    E Luis Dias: Não quer revelar as suas fontes? Diga-nos onde havemos de ir aprender o que está certo. O Watts é escusado.

  92. 10 Julho, 2009 23:03

    Perspicácia não lhe falta… Toda a gente vê que sou eu a fugir das evidências. Isso é em si mesmo uma evidência.

    Em um século de maldades e CO2, a temperatura da Terra aumentou meio grau celsius.

    Porque havemos de nos ficar por discutir uma subida? Discutamos a descida! Segundo a mesma fonte deste belo post.

  93. 10 Julho, 2009 23:58

    “E Luis Dias: Não quer revelar as suas fontes? Diga-nos onde havemos de ir aprender o que está certo. O Watts é escusado.”

    Para que? Para que o oiça a dizer disparates contra essas pessoas, que tenha lido ou buscado nalguma wiki pertencente ‘a legiao dos Realclimatenses?

    E nao, se quer saber, tambem nao dou muita corda a esse Anthony, acho-lhe piada mas e’ puramente coisa de entretenimento, nao ciencia.

  94. 11 Julho, 2009 00:22

    Karl Popper, Busca Inacabada – Autobiografia Intelectual, Esfera do Caos, pp. 147, 148:
    “… quanto ao meu grau de corroboração, a ideia era resumir, numa curta fórmula, um relatório da maneira como uma teoria passou – ou não passou – nos seus testes, incluindo uma avaliação da severidade dos testes: só os testes empreendidos num espírito crítico – refutações tentadas – deveriam contar. Passando esses testes, a teoria poderia “provar que era capaz” – a sua “aptidão” para sobreviver aos testes a que tinha sobrevivido; tal como no caso de um organismo, a “aptidão”, infelizmente, significa apenas sobrevivência presente, e o desempenho passado de modo algum assegura sucessos futuros,
    Via (e ainda vejo) o grau de corroboração de uma teoria meramente como um relatório crítico sobre a qualidade do desempenho passado: não poderia ser usado para prever o desempenho futuro (a teoria, claro, pode ajudar-nos a prever acontecimentos futuros). Assim, tinha um índice temporal: só se pode falar do grau de corroboração de uma teoria num certo estádio da sua discussão crítica. Em alguns casos, proporcionava um guia muito bom se quiséssemos avaliar os méritos relativos de duas ou mais teorias em competição, à luz das discussões passadas. Quando postos perante a necessidade de agir, com base numa ou noutra teoria, a escolha racional era agir com base na teoria – se houver alguma – que até ao momento tinha resistido à critica melhor do que as suas competidoras: não há melhor idéia de racionalidade do que a prontidão para aceitar a crítica; ou seja, a crítica que discute os méritos de teorias em competição do ponto de vista da idéia reguladora de verdade. De acordo com isto, o grau de corroboração de uma teoria é um guia racional para a prática. Embora não possamos justificar uma teoria – ou seja, justificar a nossa crença de que é verdadeira – podemos por vezes justificar a nossa preferência por uma teoria em relação a outra; por exemplo, se o seu grau de corroboração for maior”
    Como interpreto aquilo que Popper diz acima, e aplicando-o ao caso em questão, a teoria da responsabilidade humana no aquecimento global e a teoria do aquecimento global, têm vindo a ser corroboradas pelos dados do paleoclima, do comportamento do clima no século XX, pela evidência de outras ciências (por exemplo, o efeito dos gases de estufa; evolução do crescimento sustentado do CO2, mas não só dele), pela explicação das situações anómalas que tem vindo a ocorrer (comportamento do gelo nos polos e nos glaciares; comportamento das plantas e dos animais) e finalmente, pela capacidade dos modelos climáticos em reproduzir a história climática verificada até agora.
    No entretanto, fazem-se predições (susceptíveis de serem falsificáveis) na base dessas teorias, não só quanto a um futuro medido em décadas, mas também quanto aos próximos anos.
    Em todo o caso, a corroboração dessas teorias, face às alternativas que as negam, fazem delas guias racionais para a prática – o perigo de não fazer nada, ocorrendo aquilo que prevêem, é altíssimo, donde por motivo precaução é imperioso que se procure a contenção (ou, de outra forma, temos de estar segurados para a eventualidade de ocorrer o pior). Mas aquilo que é necessário fazer, seria necessário fazê-lo em qualquer caso (mesmo que aquelas teorias não fossem corroboradas): uso mais eficiente da energia e de todos os inputs produtivos (nos transportes, construção civil, actividade económica)devido à possibilidade da ocorrência do esgotamento dos carburantes fósseis a curto; do aumento da degradação ambiental e da necessidade de alimentar toda a população mundial. Quem ganha com isso não começar a ser feito de imediato?

  95. 11 Julho, 2009 00:32

    Para que? Para que o oiça a dizer disparates contra essas pessoas, que tenha lido ou buscado nalguma wiki pertencente ‘a legiao dos Realclimatenses?

    Depende. Mas posso tentar não dizer disparates.

    E nao, se quer saber, tambem nao dou muita corda a esse Anthony, acho-lhe piada mas e’ puramente coisa de entretenimento, nao ciencia.

    Interessante. Mande as fontes para se ler. Ao contrário de certos e determinados comentadores, não vou dizer nomes mas aqui aparece como lidador, eu estou interessado em saber mais.

  96. 11 Julho, 2009 00:33

    “This announcement is a big deal from the perspective of heating up global temperatures and cooling off denier talking points.”

    Translation:

    “You just wait man!! You just wait!!”

    ahah!

    Ainda me lembro bem de como 2008 era suposto ter um “super El nino” a la 1998. Ficou-se por uma nina. Seja como for, e’ hilariante ver os warmers, com as suas toneladas de papeis “peer-reviewed”, relatorios municipais, estatais, nacionais e internacionais, com tanta “evidencia” a seu favor, estao tao a roer os dentes perante o desconhecido como estavam ha’ vinte anos atras.

    Que dirao eles se o el nino se verificar apenas de 1ºC, e de pouca duracao? Que dirao eles se a temperatura ainda baixar mais em 2010?

    “You just wait, man!! You just wait!”

  97. 11 Julho, 2009 00:45

    “Interessante. Mande as fontes para se ler. Ao contrário de certos e determinados comentadores, não vou dizer nomes mas aqui aparece como lidador, eu estou interessado em saber mais.”

    Quer que eu lhe faça o trabalho de casa? Ja’ e’ tarde e ma’ hora para isso. Se quer saber, eu leio de tudo. Sejam fanaticos de um lado, sejam fanaticos do outro, sejam moderados, sejam apaticos… De vez em quando apanham-se umas historias curiosas, como a historia do HS, outras vezes discutem-se os modelos e so’ me apetece rir-me ‘a gargalhada sempre que defendem o “skill” de modelos tao complexos, sem evidencias nenhumas. Os factos estao no vento da internet, e desde que uma pessoa tenha cuidado e verifique as fontes que usa, tenha em conta os pontos de vista contrariantes e etc. e tal, talvez haja uma esperança de criar um ponto de vista minimamente razoavel.

    Coisa que e’ inexistente nos media e nos discursos de “cientistas”. Lembro-me de ha’ pouco tempo ver um clip no youtube onde o chefe da NASA pedia desculpa aos seus trabalhadores porque tinha escrito poucos dias antes que embora acreditasse no aquecimento global, tinha “reservas” pessoais sobre se de facto era razoavel fazermos alguma coisa por esse problema. Pediu desculpa e humilhou-se perante uma plateia de centenas de pessoas da NASA, defendendo que o papel de uma organizacao daquelas e’ fornecer ‘a sociedade os dados mais fiaveis e objectivos possivel, sem haver ambiguidades devido a posicoes dos seus representantes.

    Ah! Que hipocrisia! Que dizer entao daquele senhor da NASA, o sr James Hansen (que começou todo este carrocel em 88) que nao para de advogar nao so’ que a ciencia esta’ encerrada, mas tambe’m que tipo de politicas se devem fazer sobre isto, que tipo de pessoas devem ir para a cadeia, insinuacoes contra o processo democratico e actividades de desobediencia civil?!?

    Ningue’m avisa este senhor de que ultrapassa todas as marcas? Ninguem se apercebe da diferença abissal entre os dois exemplos?

    Tudo isto sao sintomas. Mas a verdadeira doença, essa, e’ bem mais profunda…

  98. 11 Julho, 2009 00:51

    tipo negação do Holocausto

    Lei de Godwin duas vezes? Isso anda mau de argumentos.

    É como a bondade de Deus…indiscutível, mesmo que a capela caia na cabeça dos fiéis.

    E jacobino também.

  99. 11 Julho, 2009 01:00

    Quer que eu lhe faça o trabalho de casa?

    Acha? Deve ser isso. Monkton et al? Não obrigado.

    O sr James Hansen defende de uma forma exagerada (com exageros) o seu ponto de vista. Mas não o tenho por aldrabão. Mas deparo-me constantemente com aldrabões e não são “warmers”. Belo termo tem aí. Sem bias nem nada. Say no more.

    Ah, se entra pela dialéctica do nada se pode provar, também estamos entendidos.

  100. 11 Julho, 2009 04:08

    #64
    “Vê-se tão bem de onde tira a palinódia que até me parece plágio. Em vez de argumentar, foge para a frente.”
    Plagiei o quê?
    Em vez de argumentar fujo para a frente. Vossa excelência acha que factos científicos não são argumentos. Vossa excelência ou é analfabeto funcional e não percebeu patavina do que escrevi, ou hipótese mais provável, como foi incapaz de rebater qualquer dos argumentos apresentados acusa o interlocutor daquilo que você próprio faz.

    “Está a dizer que na NASA são tremendos incompetentes.”
    Na NASA como em qualquer outra instituição há pessoas competentes e outras incompetentes. Decida você quais são os preferidos da comunicação social.

    “No Árctico a NASA acabou de revelar a tendência de 2004 a 2008 — a palavra que utilizam é “dramático”. Na Antárctida também há perda de gelo.”
    Meu caro, não me interessam adjectivos, antes valores. Coloquei um link para os dados do satélite que mostram a perda de gelo no Árctico (aproximadamente) compensada pelo ganho do gelo marítimo do Antárctico. Disse-lhe que o gelo marinho representa menos de 5% do gelo total, 95% do gelo do planeta está concentrado no grande maciço do continente Antárctico (sobre o solo, repito) (aproximadamente 85%) e sobre a Gronelândia (aproximadamente 10%). Os dados dos satélites mostram que este gelo tem aumentado nos últimos 30 anos de forma mais ou menos constante. Conhece alguém que conteste isto? Eu não! Os alarmistas dizem que o gelo da Gronelândia, junto à costa, está a diminuir, esquecem-se de dizer que nos restantes 80 ou 90% da ilha está a aumentar. Dizem também que o gelo da Península Antárctica (cerca de 3% do continente) está a diminuir, esquecem-se de dizer que no resto do continente está a aumentar. No fundo, os alarmistas até são bons rapazes, mas muito esquecidos.

    “Quanto à conversa do Watts que tão bem transcreve…”
    Não sei a que se refere. Estive 2 vezes no blogue do senhor e não gostei. Além disso, não frequento blogues em que depois de ler os ‘post’ em inglês, respondo em português, deixo perguntas e ninguém me responde. Se eu “sou obrigado” a ler o inglês deles porque não hão-de ler o meu português. Mania das grandezas (a minha), eu sei.

    “As religiões têm dificuldades em deixar as suas bíblias. Não seja pastor. Pense pela sua cabeça.”
    É precisamente isso que tenho tentado que faça. Mas vossa excelência é fanático por gráficos desenhados a computador e confunde o mundo virtual com o real.

    “Nesta fase só me interessa saber, na sua avisada opinião, quais são os benefícios políticos desta história e quem os está a colher.”
    1- Os países desenvolvidos tentam evitar a concorrência dos em vias de desenvolvimento reduzindo-lhes o acesso a fontes de energia barata como o carvão;
    2- Uma série de gentinha sem escrúpulos lucra com o negócio dos créditos de carbono;
    3-Os políticos gostam de incutir medo na população, acham que assim esta se torna mais facilmente governável;
    4-As petrolíferas e as mineiras lucram fortunas com as energias alternativas, por isso (excepção feita à Exxon que no inicio se tentou opor) investiram milhões na propaganda da balela.

    Acho que deixei num comentário seu lá para trás, uma pergunta por responder: quais as vantagens de um aquecimento global?. Aqui vai:
    Aumento da área agrícola do planeta e recuo dos desertos e das zonas áridas;
    Aumento da produção agrícola por unidade de área devido à melhoria das condições atmosféricas;
    Diminuição dos fenómenos climáticos extremos, como as ondas de calor e de frio (ao contrário do que afirma o IPCC), basta comparar o clima dos trópicos com o clima de regiões de maior latitude;
    Diminuição do número de vítimas com o calor, mas principalmente com o frio (que apesar de não ter propaganda na comunicação social é muito mais letal);
    Redução da factura energética associada aos aparelhos de ar condicionado;
    Redução da factura de água, associada à rega de culturas, devido ao aumento da humidade do ar.
    Há seguramente muitas mais mas estas são as que me ocorrem no momento.

    E agora, vai-me dizer qual é o valor da concentração de CO2 na sua rua, agora? E amanhã de manhã? E na praia mais próxima de si? E no cimo da Serra da Estrela? (Não responda 380 ppm, que não vale fazer rir!)
    E qual é a temperatura média da Terra? Quantos termómetros vai usar para a calcular? Onde os vai pôr? Quantas vezes ao dia os vai ler? E esse valor, é a temperatura média ou a média das temperaturas? Que valor científico é que tem?
    E o CO2 é um gás com efeito de estufa? Certo! Apresente-me uma substância que não tenha efeito de estufa (só uma chega-me).

    Se calhar não vale a pena dar-se ao trabalho de responder a este comentário, dada a minha manifesta falta de argumentos. Não acha?!

  101. 11 Julho, 2009 10:13

    “o perigo de não fazer nada, ocorrendo aquilo que prevêem, é altíssimo, donde por motivo precaução é imperioso que se procure a contenção”

    Este seu conceito não difere nada, mutatis mutandis, da filosofia da condenação ao Inferno. De facto, se o crente não fizer nada do que deve, se houver Inferno, o perigo é altíssimo e, por precaução, é imperioso que vá fazendo umas rezas.

    Isto é, nem mais nem menos, que o Principio da Precaução, coisa louvável, mas que na prática é uma treta e não serve para nada.
    Somos aquilo que somos, libertámo-nos em elevado grau da miséria, do desconforto, das doenças, enfim, da “natureza”, pelo uso de tecnologias, práticas e métodos que têm riscos inerentes. Tudo o que fazemos durante as 24 horas do dia, envolve riscos.

    A falácia do meu caro amigo, é a falácia do cidadão moderno, “progressista” e ignorante. Quer o sol na eira e a chuva no nabal. Quer electricidade abundante e barata, mas manifesta-se contra a construção de novas centrais. Quer lixo tratado, mas não quer que os outros produzam lixo e é contra mais um aterro lá perto. Acha a energia nuclear boa para a atmosfera, mas not in my backyard.

    Esta gente, ou quer de facto abdicar da vida moderna ( não acredito), ou vive num mundo imaginário onde se pode ter o que se quiser, sem correr qualquer risco..

    Claro que pode ser verdade que querem voltar à caverna, mas nesse caso a procura mundial de cavernas iria exceder a oferta, e haveria que fabricar novas cavernas, produzindo poluição, gastando energia, devastando a “natureza”.

    Mas a verdade é que estamos a fazer muito pela natureza. Pelo simples funcionamento da oferta e da procura, pelo sistema de preços livres, cada vez que um recurso escasseia no mercado, torna-se mais caro, e logo menos consumido. O que é um estímulo para a pesquisa de outros.
    Não são precisos aiatolas do clima para nos virem sacar o dinheiro do bolso a fim de “fazerem algo”. Na verdade, esse é o método adequado para nos empobrecer a todos, excepto às burocracias que vão “combater o problema”.

    Não há volta a dar-lhe. A energia mais barata é a que será usada. E só será usada outra quando passar a ser mais barata. Tudo o resto é treta. As parolices das taxas sobre o CO2, apenas tiram dinheiro do meu e do seu bolso. Tornam mais cara a produção de bens, diminuem a nossa qualidade de vida e a nossa liberdade de escolha.

    E tudo isto por algo que NÃO ESTÁ PROVADO: Que a mudança climática seja sobretudo causada pelo homem.

    Imensas quantidades de dinheiro estão a ser drenadas para esta parvoíce, sacadas do nosso bolso, desviadas de coisas bem mais importantes, como por exemplo a luta contra a malária, porque alguns fanáticos como o tal Hansen, o Gore, o Leonard de Caprio e outras estrelas do show business, acham que essa é a “cause du jour”.

    Na verdade, e porque se desconhece como o clima realmente funciona, o “perigo de não fazer nada”, pode ser bem menor do que o perigo de “fazer algo”. Podemos bem estar a reforçar uma tendência mais forte.
    Quando a Terra glaciou e aqueceu dezenas de vezes ao longo da sua História, tal deveu-se a causas que ainda desconhecemos, mas que, evidentemente, estão ainda aí a funcionar.

    Esta histeria do “man made”, faz lembrar o que os padres diziam após o Terramoto de Lisboa: que tinha sido causado pelos pecados das pessoas contra Deus. Aqueles pregadores não conheciam a tectónica, não sabiam das forças profundas que moviam o solo, pelo que a culpa só podia ser, evidentemente, da Humanidade pecadora.

    Estamos hoje a recriar o mesmo fenómeno.
    Não compreendemos as forças que controlam o clima, logo a culpa é dos pecados do Homem. Ontem contra Deus, hoje contra Gaia, o deus pagão ressuscitado e ofendido.
    Temos de fazer penitência, sacrifícios. Só isso evitará sermos castigados pela nossa iniquidade.

    E vem você farroncar-se com o POpper.
    Olhe que é preciso lata…ou melhor, blindagem.

  102. 11 Julho, 2009 13:05

    Tenho seguido a discussão no Insurgente, mas já agora chamo a atenção aqui também. Dados recentes que tenho recolhido do Gloss indicam que o nível do mar está a descer à volta de Portugal. E em muitos sítios do mundo, onde antes estava a subir. Vejam mais em ecotretas.blogspot.com
    E preparem-se para um escândalo (sou eu a blasfemar LOL)
    Ecotretas

  103. 11 Julho, 2009 14:59

    Caro Gabriel Silva

    Não tenho conseguido publicar o meu mais recente comentário – é muito interessante: diz respeito ao trabalho dos climatologistas com os seus modelos – e isso aborrece-me, já que tenho achado a discussão muito curiosa.

    Poderá explicar-me o que estou a fazer mal?

    Com os meus melhores cumprimentos

    José Matias

    PS: Será que tem escrito para o Diário Económico, com um mome ligeiramente diferente?

  104. 12 Julho, 2009 23:24

    Caro José Matias,

    O meu ponto era este: ninguém é climatologista, mas falam como se fossem a autoridade no assunto! Isso é que eu acho engraçado, mandam-se bitaites, insulta-se o trabalho de muita gente, citam-se umas frases feitas, etc… Somos todos peritos mas é só nos blogs!

    Caro Lidador,

    O sr. parece confundir modelos climatérico com modelos meterológicos, são diferentes. A sua afirmação: “Não depende da máquina, mas do facto de se tratar de sistemas não lineares. Não há determinismos possíveis aqui.” é deterministica ou estocástica? O sr. sabe os detalhes de modelos climático para poder fazer tal afirmação? Todos os sistemas não lineares são caóticos? E a matemática não dá para mais? Desistimos? Felizmente o sr. Laplace não estava sózinho e como ele, muitos outros não se deixaram limitar com argumentos de “Lidadores”!

  105. 13 Julho, 2009 00:36

    Caro Guna
    Bem, pela parte que me toca, nunca pretendi ser mais do que sou: um economista muito preocupado com o assunto, e por isso, a minha participação neste debate, foi basicamente fazer referência a artigos de, nomeadamente, climatologistas e especialistas no assunto – penso que a discussão destes assuntos sofre excessivamente de enviesamento ideológico, e a ideologia, legítima e incontornável que é, não pode ser entrave à verdade, porque assim descamba em fundamentalismo. Eu defendo que neste debate todas as posições ideológicas devem estar representadas, já que, admitida a corroboração da posição que tem maior (e esmagador, neste momento) apoio científico, a discussão política e técnica passará para as alternativas a mobilizar, e aí haverá muito a discutir.
    O último “copy and paste”, que não consegui introduzir aqui, era precisamente de um climatologista a discutir o seu trabalho com modelos – penso que é muito instrutiva à luz dos argumentos aqui aduzidos, por alguns dos intervenientes. Se estiver interessado, publiquei-a hoje (12 de Julho), no meu blogue:http://jmmatias.blogspot.com

  106. 13 Julho, 2009 00:47

    Fiz a tentativa, e não passou: será que será por causa do endereço do artigo? Vou tentar sem isso. Nessa eventualidade, fica aqui a indicação, que o “copy and paste” foi retirado do Gristmill (fazer pesquisa no Google), de 25 de Fevereiro, com o autor a ser identificado ao fim do que se segue:

    I have a paper [PDF] in this week’s Science discussing the water vapor feedback. It is a Perspective, meaning that it is a summary of the existing literature rather than new scientific results. In it, my co-author Steve Sherwood and I discuss the mountain of evidence in support of a strong and positive water vapor feedback.
    Interestingly, it seems that just about everybody now agrees water vapor provides a robustly strong and positive feedback. Roy Spencer even sent me email saying that he agrees.
    What I want to focus on here is model verification. If you read the blogs, you’ll often see people say things like “the models are completely unvalidated.” What they mean is that no one has produced a 100-year climate run with a model, then waited a hundred years, and evaluated how the model did. There are many practical problems with doing this, but the biggest is that by the time you determine if your model was right or not, it would be too late to take any meaningful action to head off the problem.
    Of course, we could compare the last 150 years of observations to climate model runs for that same period. This has been done, and the models do a pretty good job. But because the models are constructed with knowledge of the present climate, this is clearly a weaker test than one in which you do not know what the answer is in advance.
    What about comparing the climate models with shorter temperature records? Like 10 or 15 years? This will not work. In order for the models to correctly simulate short timescales like this, the models have to be initialized with the atmosphere’s present state. This is not done, so short-term fluctuations in the model and in the atmosphere may be completely uncorrelated, and over short times the temperature record may diverge significantly.
    So how do we get a sense of the reliability of climate models? The approach taken by the scientific community is really the only one available: analyze and validate the individual processes in the climate models. Thus, the focus of my work has been to study the water vapor feedback and validate its incorporation into climate models. What we have found is that the models appear to be doing a pretty good job at getting this key parameter correct.
    If you can validate enough processes of the model (water vapor, clouds, ice, oceans, etc.) then you generate confidence that your model is probably making predictions that are at least in the ballpark. In addition, it gives you a good feeling of where the weak points in the model all are. For example, this type of analysis has demonstrated that most of the uncertainty in the model predictions arises due to clouds.
    And having identified the most uncertain processes in the model, you can use other physical constraints to bound their magnitude. For example, a strong argument can be made that the cloud feedback is unlikely to be large and negative.
    Once you have a good handle on the individual processes that are operating in the climate, then you can actually estimate future warming without a climate model.
    Thus, saying that climate models are “unvalidated” sells them short. They may not have been validated in all the ways we would like to validate them, but scientists have indeed spent a lot of time studying and validating the individual physical processes within the models. The result of this is that we can have a reasonably high confidence that we will get a few degrees of warming by the end of the century if emissions are not reduced.

    Andrew Dessler is an associate professor in the Department of Atmospheric Sciences at Texas A&M University; his research focuses on the physics of climate change, climate feedbacks in particular.

  107. 13 Julho, 2009 16:08

    “If you can validate enough processes of the model (water vapor, clouds, ice, oceans, etc.) then you generate confidence that your model is probably making prediction”

    Ou seja, Jose Matias, o que nos diz o senhor, é que se houver bons modelos para os processos individuais, então é provável que o modelo geral faça boas previsões.
    Ora bem, o que aqui é importante é o “SE” e o “PROVÁVEL” .
    Laplace dizia mais, dizia que SE conhecesse todas as condições iniciais, seria um dia possível prever todo o futuro. A probabilidade de Laplace era 100 %.
    A deste senhor é uma retórica, porque é óbvio que não calculou probabilidade alguma. Nem podia, só há um acontecimento e ele está a decorrer.
    O que se deduz é que tem uma fezada.

    O que está errado nesta conversa?
    1º-Não se conhecem todos os processos que influenciam o clima, logo não é possível modelar o que não se conhece
    2º-Alguns dos processos do clima são problemas do tipo “valor inicial”, isto é, são altamente sensíveis a pequenas e fortuitas alterações das condições iniciais. O famoso “efeito borboleta” , e não é possível modelar linearmente fenómenos não-lineares, sem admitir uma variabilidade grandinha da silva.
    3º-Estes processos são também problemas de “valores de fronteira”.
    4º-Mesmo que venhamos a obter comportamentos realistas dos modelos de cada um dos processos individuais e que venhamos a conhecer em pormenor todos esses processos (coisas de que estamos muito longe), o realismo desaparecerá de imediato assim que os sub-modelos forem reunidos no modelo global. Em linguagem simples, mesmo que os submodelos sejam deterministas, o modelo global é sempre estocástico. Esta abordagem está, não sou eu que o digo, completamente errada e corresponde a querer encontrar o significado de um livro, pela simples identificação e junção dos elementos com que é construído (as letras, como se com as mesmíssimas letras, não fosse possível construir um nº infinito de livros com infinitos significados.

    Na verdade, os modeladores têm fé. Fé de que compreendem integralmente os processos do clima e fé de que as suas equações os representam com fidelidade.
    Não são acompanhdos nessa fé.
    Uma pesquisa feita a 530 climatólogos de 27 países, publicada em Maio de 2007 pelo Instituto Hartland, revela que apenas 1/3 dos inquiridos confia nas previsões dos modelos.

    http://www.heartland.org/events/NewYork08/index.html
    E, meus caros, é com base nestas bolas de cristal, que nos querem ir ao bolso e fazer de nós peças de (mais) uma experiência de engenharia social.

    No entretanto, os chineses, os indianos, os brasileiros, os russos, etc, rebolam-se no chão à gargalhada, perante as nossa palermices suicidas.

  108. 13 Julho, 2009 16:58

    Mais uma vez o caro Lidador, “derrapa” para não dizer “despista-se”, nos seus próprios argumentos…
    São excelentes exemplos para o Ambiente, a China que foi obrigada a melhorar a qualidade do ar em Pequim pelos Jogos Olímpicos (tal era a concentração de poluentes!), a Índia que transformou o seu maior rio (o Ganges) numa lixeira/esgoto monumental, o Brasil e a desflorestação intensiva da maior mancha de floresta tropical húmida e a Rússia ainda a braços com uma explosão nuclear em Tchernobyl (1986), que espalhou uma mancha radioactiva pela Europa e que teima em não desaparecer… Sim, sem dúvida que são motivos para rejubilar de alegria e contentamento, quiçá rebolar à gargalhada no chão!
    Palmas para si e para a sua visão disforme da realidade…

    Entretanto cá vai uma ideia muito boa, aplicável ao nosso país… E sem ir aos bolsos do Lidador, apenas à sua boa vontade!

  109. 13 Julho, 2009 17:18

    Caro Tiago, não misture as coisas.
    Esses paises riem-se ( e com razão), das medidas idiotas que vão fazendo o seu caminho no Ocidente, no que toca ao CO2.
    É o caso do cómico tratado de Quioto, que apenas empobreceu a Europa, sem que nada de útil daí viesse, e do que o Obama se prepara para fazer na América com o sistema de cap-and-trade.
    Riem-se porque já perceberam há muito que estão a assistir ao espectáculo do suicídio do mundo ocidental e esfregam as mãos porque é para lá que se irá transferir a riqueza, a começar pelas fábricas.

    Não é da poluição que estamos a falar, e lamento que não seja capaz de analisar as questões sem vir à baila com tiradas primárias, extraídas dos slogans mais bacocos.
    Quem acha que CO2 é “poluição”, devia rever as premissas em que pensa este assunto.

  110. 13 Julho, 2009 17:26

    Tenho aqui mais uma pérola da doutrina “Think Green”, para os interessados claro, porque para os Lidadores o que importa é apenas a setinha dourada…

  111. 13 Julho, 2009 17:30

    Já agora, caro Tiago, desengane-se. Está a falar com alguém que jamais deixou um pedaço de lixo no meio do mato e que em marchas de montanha metia o lixo na mochila para depositar no recipiente adequado. Alguém que durante anos foi e veio do o trabalho , que ficava a 10 Km de casa, a correr e de bicicleta.
    Eu sei que pessoas como você necessitam desesperadamente de ver as coisas de forma maniqueísta e por isso, e uma vez que se consideram a si mesmos, como “esclarecidos”, “civilizados” e do lado certo, necessitam de imaginar os outros como feios, estúpidos, porcos, a dar peidos no restaurante e a arrotar a cebola e pimento.

    Não vá por aí.
    Eu e muitos outros como eu, defendem a natureza pelo prazer que dá, não porque a considerem sagrada, ou algo do género.
    Sou um utilitarista e é esse utilitarismo que me torna mais eficaz e produtivo naquilo que considero útil para mim.
    A natureza está ao meu serviço, tal como a minha casa, e os meus objectos. É por isso que eu cuido deles. Não sou eu que estou ao serviço da natureza e dos bons ares.
    Verifique quem, geralmente, trata melhor um automóvel, se o proprietário, se um empregado, e verá porque razão são as pessoas como você e os outros tolinhos do ambiente, os que menos fiáveis são.

    POnha os olhos no Al Gore e no De Caprio, e verifique o estilo de vida que levam e o dinheiro que fazem a “defender o planeta”.
    À conta de tolos como o meu caro amigo.

  112. 13 Julho, 2009 17:54

    Antes de tudo, o que empobreceu a Europa, foi um conjunto de factores politico económicos, como a explosão económica Chinesa, a guerra ao terror (mas qual terror?), a crise dos combustíveis, os sucessivos aumentos das taxas de juro e da carga fiscal, a expansão prematura (na minha opinião!), aos países de Leste e as bolhas especulativas que se foram criando por todo o lado, através da Banca, dos offshores, etc… Anos de Luz do protocolo de Kyoto!
    Como dizem os antigos “O que é demais é moléstia!”, bem verdade no que toca ao CO2, que só é considerado poluente pela quantidade excessiva presente na atmosfera, ultrapassando os 380 ppm…
    Ao contrário de premissas propostas por si, como a do “CO2 bom” e do “CO2 mau”, ou até mesmo aquela pérola de limitar o ciclo respiratório para inibir a produção de CO2 (Como se essa porção fosse relevante!)!
    Quanto às tiradas primárias e aos slogans bacocos, nesta longa discussão, você já foi tristemente “bafejado” pela Lei de Godwin, pelo menos 3 vezes, o que lhe retira bastante credibilidade argumentativa.
    Deixo-lhe uma notícia do Público, só para se entreter… Claro que depois dirá, que são slogans bacocos, material de esquerda e fontes manipuláveis, mas leia, pelo menos aumenta a sua cultura!!!

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1311698

  113. 13 Julho, 2009 18:06

    Agora discutimos “o lixo na sua mochila”, “os 10 km a correr ou de bicicleta”, “os peidos no restaurante e os arrotos a cebola ou a pimento”, ou ainda “o amor do proprietário à sua viatura” e “o estilo de vida do Al Gore e do De Caprio”?????
    No inicio, confesso que apesar de disparatada, a sua argumentação tinha algum nível, mas com esta passou de imediato para a categoria “Claúdio Ramos”…Temos pena!
    Então e o CO2? Os modelos Climáticos imprevisíveis? Os modelos deterministas de Laplace? O rebolar de rir da China, Rússia, Brasil ou India? Até da Lei de Godwin tenho saudades, caro Lidador.
    Já foi mais agradável discutir consigo… Agora é bate boca!

  114. 13 Julho, 2009 18:21

    “Já foi mais agradável discutir consigo”

    Bem, Tiago, eu não estou a discutir consigo. Seria tão inútil como discutir física atómica com uma galinha.
    Estava apenas a tentar fazer com que se desse conta da inanidade das suas convicções.
    Reconheço que não fui bem sucedido e que é mais fácil fazer uma ideia dar a volta ao mundo,do que conseguir que ela penetra os escassos milímetros de matéria óssea que separam o mundo real do solitário neurónio que voga desamparado no imenso espaço vazio que o meu amigo tem entre as orelhas.

    Vá, agora vá-se e não chateie as pessoa crescidas.

  115. 13 Julho, 2009 22:34

    “Está a falar com alguém que jamais deixou um pedaço de lixo no meio do mato”

    Qual é o problema de deitar o lixo no meio do mato? Pelos vistos o mato está a crescer, o que é uma beata no meio de km^2 e km^2 de mato? É 1 m^2 em 100 000 em cada 5 anos!

    “A natureza está ao meu serviço”

    Quem vier a seguir que se desenrasque.

  116. 14 Julho, 2009 17:28

    Gostaria de fazer ainda alguns comentários ao que disse o lidador, mas deparei-me (de novo, e no entretanto) com este vídeo (não sei se consigo publicá-lo) e penso que merece ser visto. Nele historia-se o processo da tomada de consciência do problema do aquecimento global, e da contestação a essa tese. O vídeo é comprido, mas pode ser visto por troços (na base do contador do tempo). Se não conseguir podem acedê-lo no blogue Stranger Fruit, 8 de Fevereiro 2008, sob a epígrafe Oreskes on Global Warming Denialism.

  117. 14 Julho, 2009 19:28

    Bem: se quiserem mais informação sobre o Heartland Institute (e os outros) vão ao site da exxonsecrets.org (Greenpeace) e leiam.
    Sobre os modelos (ou de outra coisa qualquer relacionada com esta questão, como, por exemplo, a dimensão do consenso científico), vão ao site do Real Climate, e usem a procura para ver o que os cientistas dizem.
    E, se efectivamente, não recebem nenhuma avença esquisita, leiam. Em alternativa, vejam o vídeo acima…
    Isto deixou de ter piada.

  118. 15 Julho, 2009 00:10

    Caro José Matias,

    Realmente o seminário que disponibilizou deve ser bastante interessante para o Lidador e outros. A anologia das melancias é profética! Mas dúvido que mude alguma coisa. A discussão elevou-se ainda mais, agora é uma questão de fé. Também dúvido que a discussão impedirá alguém de fazer afirmações muito mal informadas e só questionarem o que lhes convém.

    Cumprimentos

  119. 15 Julho, 2009 02:08

    #117 Lidador

    Caríssimo

    Não se enterre mais, por favor! Está a dar pena…
    Física atómica é do século passado, já passámos pela física nuclear e neste momento estamos na física quântica… Mas, galinhas é consigo! O meu solitário neurónio, deve-se ao facto de achar que vale a pena informar e esclarecer pessoas como você, os negacionistas do óbvio (o que me torra a paciência!)…
    Entende que as pessoas crescidas, são as mesmas que “peidam no restaurante e arrotam a cebola e pimento”???

    Lembre-se que para quem quer saber mais, existem sempre as novas oportunidades…
    Espero que nunca seja vitima de um dos “acasos da natureza”, porque aí, claramente que a natureza deixaria de estar ao seu serviço…
    Mas fico contente em saber que não polui os matos desse Portugal e que faz uma correcta triagem de resíduos, até porque “…se o Gervásio aprendeu a separar em 2 minutos…”, porque é que os Lidadores deste País não o fariam???
    Open your mind… Peace!

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