Margem de erro

Ao que parece o governo pretende que o acordo ortográfico comece a ser aplicado em 2010. Mas, felizmente, o governo não tem capacidade para impor um acordo ortográfico. Poderia impô-lo através do ensino, o que demoraria décadas, mas para isso o ensino público teria que ter capacidade para ensinar a escrever sem erros ortográficos. Dado que o acordo ortográfico envolve pouco mais do que 1% das palavras usadas na língua portuguesa, o ensino público teria que ter capacidade para ensinar os seus alunos a escrever com muito menos que 1% de erros ortográficos, digamos, 0.1%.  Caso contrário, o acordo seria irrelevante. O que são algumas palavras com consoantes duplas num texto com erros ortográficos bem mais graves? É mais que evidente que o ensino público não tem capacidade para ensinar os alunos a escrever sem erros de acordo com uma norma, seja ela qual for. Os portugueses continuarão a escrever como bem entenderem.

PS – O Público não vai adoptar o acordo ortográfico. Boas notícias. É uma dissidência saudável numa sociedade que se pretende livre.

30 Comentários

  1. anónimo
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 11:42 | Permalink

    vamos ver se não muda de ideias quando se abrir uma janela de oportunidade para exportação dos excedentes para limpeza de vidros nos países acordados.

  2. balde-de-cal
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 11:46 | Permalink

    o socialismo em portugal é um caso de policia

  3. Anónimo
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 11:54 | Permalink

    Já que JM escreve sem erros ortográficos, deduzo que esteve no ensino privado. Parabéns.

  4. Licas
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 11:58 | Permalink

    diz bem: a começar pelo Sócrates

  5. Rxc
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:03 | Permalink

    3, as coisas mudam sabe? Às vezes para melhor, muitas para pior. Pergunte aos professores do Superior (se puder, evite os do dito “Politécnico”, que frequentemente têm um discurso ao nível do preparatório) o que acham da “matéria” que lhes chega do secundário, nos últimos anos…

  6. .
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:08 | Permalink

    Cada um come o que lhe apetecer. Há quem coma pudim e quem como algo com uma consistencia análoga chamada m-rda. É só escolher.

  7. Sarkastiko
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:22 | Permalink

    Eu acho que a Norte do Douro deviamos adoptar o Portucalense outra vez pelas seguintes razoes:
    - nesta altura houve grande riqueza literaria,
    - muito mais facil de escrever e temos a vantagem de o nosso sotaque encaixar na perfeicao (bastava-nos quase escrever como se le)
    - o Galego (dialecto dos nossos vizinhos) é em tudo semelhante (o que facilitaria uma futura reunificacao).
    Só Mouriscos abixanados se lembrariam de transformar oum em ~ao; aim em ~ae; oim em ~oe.
    E ter uma letra que se pode ler de 6 maneiras diferentes: X –> ex, eis, z, cs, s, ch…
    Quem foi a abécula que importou os tils??? Depois admiram-se que o Portugues seja dificil de aprender…
    Há mais excepcoes que regras!

  8. Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:24 | Permalink

    Pelo que li, o Público só está à espera de novos correctores ortográficos para evitar fazer má figura.

    Nota: onde se lê “correctores” leia-se “corretores”.

  9. Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:25 | Permalink

    Tretas.
    Para que é que servem os correctores ornitográficos?

  10. Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:30 | Permalink

    Bem, se pensarmos no casamento gay, as contas devem ser semelhantes. É só coisas importantes…

  11. Balde de Merda
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:39 | Permalink

    Sem pés nem cabeça…coisas do JMiranda

  12. Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:40 | Permalink

    Absolutamente contra esse “acordo ortográfico” !

  13. Hawk
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:45 | Permalink

    Nada contra, mas julgo que é inútil.

  14. Aderito Silva
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:49 | Permalink

    http://1.bp.blogspot.com/_lI4SzfEMVJM/SzqJUxyRtQI/AAAAAAAAGb0/uek7o1bxiTo/s1600-h/zona_euro_wallstreetjournal.bmp

    Portugal no poletão da frente

  15. Aderito Silva
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 12:58 | Permalink

    O Jorge Nuno diz que não há petroleo no Porto, noticia toda a CS em manchestes

    Não sabia que a refinaria de Matosinhos já fornece o Porto.

    Porque será, não pagam?

  16. Aderito Silva
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 13:04 | Permalink

    Quando a Justiça quer, os cestos sobem os rios, os peixes cantam nas nuvens e os passaros fazem o ninho no fundo do rio

  17. Aderito Silva
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 13:11 | Permalink

    as más previsões das cheias da noite passada, coisa que não se vereficou, é tudo culpa dos Socratinos

  18. Posted 30 Dezembro, 2009 at 13:11 | Permalink

    udo isto é o que parece a Mirande.
    Entre o parecer e o ser vai um abismo de especulação mirandeira.
    Por outro lsdo o Público não vai ser a excepção- serãa regra.
    Segundo PARECE só o Sol adotará imediatamente o acordo

  19. Posted 30 Dezembro, 2009 at 14:25 | Permalink

    Sou globalmente contra o Acordo. Há, porém, coisas nele que vão ao encontro da minha própria intuição e prática de escrita e a essas subscrevo-as. Refiro-me ao novo regime das palavras justapostas e aglutinadas. Nem tudo é ofensivamente revisivo no plano da rasura da vestigialidade greco-latina no intacto dos étimos.

  20. f
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 14:35 | Permalink

    Como bom e típico português, não sou a favor nem contra, antes pelo contrário.

    Para além do inglês de praia, e do espanhol de rua que ando a aprender, não preciso saber mais nada. essas duas línguas chegam para me fazer entender em qualquer parte do mundo.

  21. Pi-Erre
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 15:13 | Permalink

    A pouco e pouco o português vai ficando estropiado. Só nos resta o mirandês.

  22. zezinando
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 16:03 | Permalink

    Grande “sarkastico” mai nada!

    Não somos uma nação à toa! ou será TOUA ehehe aqui ha uma identidade fortíssima!

  23. Sarkastiko
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 16:49 | Permalink

    Correccao: Nom suomos uma naçom à toua!

  24. Pax Julio
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 17:20 | Permalink

    “Nota: onde se lê “correctores” leia-se “corretores”.”

    Que tipo de “Corretores”? Os de tinta branca ou os que transaccionam na bolsa?

  25. PMS
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 19:25 | Permalink

    A propósito da revisão ortográfica em curso, na revisão do vocabulário que está a ser feita pelo ILTEC, é afirmado pela respectiva responsável que “quando a referência é a pronúncia optou-se por seguir a da região de Lisboa”.

    Pelos vistos a revisão ortográfica não visa apenas a uniformização da ortografia entre países, visa também a imposição administrativa do falar de Lisboa como referência – substituindo e atropelando a tradição e o entendimento da Academia de considerar o falar de Coimbra como o verdadeiro português-padrão.

    Não é tolerável a Lisboa que o português padrão seja o falado noutra cidade. Por isso, pretende mais uma vez ganhar na secretaria a quem com mérito (Coimbra) lhe faz sombra.

    Da minha parte, e porque a língua pertence ao povo e não ao Estado (sendo o contrário sintomático de países totalitários ou colonialistas), não pretendo aderir ao novo acordo ortográfico. Enquanto me for possível, irei ler livros e jornais no português actual.

  26. Zenóbio
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 19:42 | Permalink

    O João Miranda ainda está no tempo da Pharmácia? Se não está, porque se opõe à unificação da língua portuguesa?

  27. Posted 30 Dezembro, 2009 at 19:48 | Permalink

    Ainda recordo quando aprendi a escrever o meu espanto por se dizer “ação” e se escrever “acção”. Ou dizer-se “ótimo” e escrever-se “óptimo”.
    Se calhar quando era miúdo, era brasileiro.

  28. S. Guimarães
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 20:24 | Permalink

    Recuso-me a escrever “brasileirês”.
    Prefiro dar calinadas em Português.
    S.G.

  29. Mr. Hyde
    Posted 30 Dezembro, 2009 at 22:50 | Permalink

    O Acordo Ortográfico é a tentativa de criar uma norma ortográfica única, destacando a fonética, e procurando igualar a língua escrita à língua falada.
    Como noutros ramos do saber, sempre houve, há e haverá, Velhos do Restelo, retrógados e imobilistas, a quererem emperrar a mudança. Tenho dito!

  30. Licas
    Posted 31 Dezembro, 2009 at 19:55 | Permalink

    ____Corrector ( o que corrige)
    ____Corretor ( medianeiro de compras. . . )

    Está a compreede sr. Hyde que o cêzinho é indispensável para que estas duas palavras não se tornem homógrafas . E também para que se pronunciem a 1ª com`*e* aberto , a 2ª
    fechado?
    A IGNORÂNCIA É SEMPRE ATREVIDA!


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