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O Kit Kat da corrupção *

16 Fevereiro, 2008
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O ‘Apito Dourado’ já se vangloria de 11 processos contra Pinto da Costa. Quando penso no nível de corrupção no nosso país, aqueles casos lembram-me um antigo ‘spot’ do ‘Kit Kat’: um polícia, num aeroporto, mastiga gulosamente o chocolate enquanto, nas suas costas, pacatamente, atravessam a fronteira as mercadorias mais suspeitas que é possível imaginar; nisto, surge uma velhinha arrastando a sua mala e o polícia logo avança, determinado, com cara de quem afirma “por mim ninguém passa”.

Claro que a comparação não é entre Pinto da Costa e a inocente velhinha do anúncio – mas querer reduzir a corrupção a casos menores de arbitragens com o Maia e o Beira-Mar é a melhor forma de desviar as atenções da verdadeira podridão que custa muitos milhões ao País. E um enorme favor, ainda que involuntário, aos sombrios interesses dos poderes que dela se aproveitam.

* Publicado no Correio da Manhã, em 15.II.2008

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71 comentários leave one →
  1. 16 Fevereiro, 2008 20:43

    Mr. CAA,

    Certeiro, o seu post, quanto ao “AD” !
    (Algo semelhante já eu o disse e escrevi.)
    No entanto, devo sublinhar a minha profunda crença que o seu FCP (tal como outros clubes) beneficiaram pontualmente de favores de árbitros.
    Este “Apito Dourado” terá que condenar alguém, depois do que MJM, PM, LFV, CS e outros escreveram, disseram, denunciaram e filmaram. Sobretudo MJM tem que sair “vitoriosa”…
    E há quem tenha feito fugas para a frente, surgindo como virgem ofendida e noutro caso, anjo prejudicado…

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  2. 16 Fevereiro, 2008 20:52

    No fim de contas o único a pagar a factura da corrupção no futebol há-de ser um ‘bibi’ qualquer ‘arranjado’ à pressão…

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  3. 16 Fevereiro, 2008 21:17

    A diferença é que quem continua a comer o chocolate do campeonato é o Pinto da Costa.

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  4. Boa Vista permalink
    16 Fevereiro, 2008 21:21

    De há uns tempos para cá o argumento é esse:

    “o apito dourado é uma coisinha sem importância…
    deixem lá isso…
    há muito pior…”

    Dada a distribuição generalizada desta nova teoria, só me pergunto como é que terá acontecido o seu lançamento?
    Talvez o CAA me possa esclarecer. Juntaram-se todos no centro do país (normalmente na Bairrada ou em Coimbra) e combinaram: “a partir de amanhã vamos passar a dizer isto…”?
    Ou não foi assim?
    Como foi?

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  5. 16 Fevereiro, 2008 21:26

    Mr. Piscoiso,

    Pois….
    E o pior, no caso dos Benfiquistas, é que o ainda presidente LFV, em vez de se concentrar para resolver os diversificados problemas de gestão da Sad e do Clube(e são muitos infelizmente !), anda por aí a ver “filmes” que tomara ele não se levante inadvertidamente NA CABINE DE PROJECÇÃO E APAREÇA A SUA SILHUETA !…
    Tem tentado cobrir o sol com uma peneira…
    E imaginemos que Pinto da Costa, dado que tem bons advogados, sai “ileso” deste caso: como reagirá Vieira ? Que credibilidade restará a MJM ?

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  6. 16 Fevereiro, 2008 21:27

    É realmente um país muito pobre.
    Pobre de espírito. Quando os verdadeiros ladrões TODOS os dias nos roubam mais um bocadinho, nos impostos criados, na saúde, na educação, nos negócio ruinosos pro estado…
    Futebol.
    O pessoal só quer BOLA!!!
    Podem não ter dinheiro para pagar a casa pq o emprego é precário mas o IMPORTANTE é se o Major comprou árbitros para o Gondomar.

    PORTUGAL. País de merda.

    Tiago Soares Carneiro (um professorzeco segundo a Lurdes)

    P.S. – Que o apito dourado se resolva e que os culpados sejam punidos. http://democraciaemportugal.blogspot.com

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  7. 16 Fevereiro, 2008 21:31

    Boa Vista,

    O caso “Apito Dourado”, por o que tem sido transmitido pelo MP, PGR e não só, é grave.
    Mas há de facto muitos outros casos que não “futebolísticos”, bastante mais graves e lesivos do Estado, da economia e da cidadania que se deseja escorreita, cristalina.
    E estou de acordo com o que Mr.CAA escreveu no final do último parágrafo do seu post.

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  8. 16 Fevereiro, 2008 21:44

    Se os benfiquistas estão convencidos, que na hipótese de Pinto da Costa ser condenado, o FCP deixa de ganhar a Liga, podem esperar sentados.

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  9. 16 Fevereiro, 2008 21:48

    Força Socrates as ratazanas do esgoto sairam á luz do dia

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  10. anti-comuna permalink
    16 Fevereiro, 2008 21:49

    Estranho? Não. Apenas mais uma jogada do nosso sr. engenheiro, Pinócrates, O Magnífico. (O Lorenzo deve estar a dar voltas no seu túmulo. ;-))

    O tabu que ninguém fala: BCP, a arma secreta para o controle do défice do Estado no ano 2008!

    É estranho o manto de silêncio, o tabu, sobre a provável e principal razão que envolve o interesse súbito de “todo o mundo” sobre o Banco Comercial Português: a possível transferência para a Segurança Social do fundo de pensões dos colaboradores do Banco avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros.

    Esta transferência, a concretizar-se, será contabilizada como receita extraordinária da Segurança Social neste ano 2008 e controlará o défice do Estado satisfatoriamente. Esta solução que estará na mira do Governo Sócrates (sem dúvidas), já foi testada pelo Governo de Guterres (com a transferência do fundo de pensões do BNU, realizado pelo ex-ministro Sousa Franco) e pelo Governo de Santana Lopes, para controlar o défice e cumprir os valores limite fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Assim, no ano de 2004, o ex-ministro das Finanças Bagão Félix transferiu fundos de pensões de empresas públicas (entre outros, o Fundo da Caixa Geral de Depósitos) para a Caixa Geral de Aposentações, conseguindo um encaixe financeiro de cerca de 1,9 mil milhões de euros (segundo foi noticiado).

    Estamos, na verdade, no cerne das negociações das cadeiras na Administração do BCP! Isto é, poderá o PS garantir um perfeito e tranquilo sucesso orçamental no Ano 2008, com uma total concordância do maior partido da oposição (?), tendo em vista o ano de eleições de 2009? Mas, é bom recordar e não esquecer (PS e PSD) o parecer do Tribunal de Contas sobre este tipo de operações:

    “O impacto directo sobre as finanças públicas, que se projectará por um período longo, resultante das transferências referidas, tem um efeito positivo sobre as receitas do Estado no ano em que ocorreram, mas têm um efeito inverso nos anos posteriores, uma vez que as receitas não serão suficientes para suportar o valor das despesas”.

    Neste cenário, bem descrito pelo Tribunal de Contas, afirmamos que não se augura nada de bom para os reformados e trabalhadores no activo com a transferência do Fundo de Pensões para o Estado. Denunciamos a apatia e a ingenuidade dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores do BCP em não verem e não perceberem o fundo real da situação. Ou, será que querem ver e perceber? Porque será que não defendem os legítimos interesses dos trabalhadores com absoluta firmeza e determinação?

    O Accionista mediático do BCP, Joe Berardo, o homem que “Sabe Tudo”, que no seu apostolado de críticas e denúncias emite opiniões diversas, ainda não se pronunciou sobre esta matéria? Ou, será que sabe e não quer dizer? Ou, sabe mesmo da medida desejada pelo Governo de Sócrates?

    O Senhor Joe Berardo não é seguramente um “capitalista do povo”, como quer fazer passar na imagem que vende. Pelo contrário, Berardo defende unicamente o seu dinheiro, os seus investimentos e o Fundo de Pensões representa uma responsabilidade para o Banco que quer ver eliminada, ou antes, transferida para o Estado.

    Finalmente, independentemente dos respeitáveis nomes que são apontados como candidatos às cadeiras do Conselho de Administração Executivo do BCP, os accionistas, os clientes, os colaboradores do Banco, gostavam de saber da voz dos Candidatos a Presidente , nos próximos dias que antecedem a Assembleia Geral, quais são os modelos e as orientações que pretendem imprimir na organização, se vão seguir a política das fusões, se vão continuar o Programa em marcha “Millennium 2010”, etc. Ou seja, os Curricula Vitae de Santos Ferreira e Miguel Cadilhe são inquestionáveis, mas urge sentir e reflectir as linhas orientadoras de liderança que sustentam as suas candidaturas.

    Até agora vivemos no campo vago da dança dos nomes. Historicamente, o Banco Comercial Português sempre nos habituou à excelência na liderança e à clareza sólida dos objectivos a atingir. Por esta via, se atingiu o patamar de importância que o BCP hoje ocupa no sistema financeiro português.

    Escrito por Delfim Sousa, reproduzido na http://resistir.info/portugal/bcp_o_tabu.html .

    Se fosse só esse o interesse do desgoverno… 😉

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  11. 16 Fevereiro, 2008 21:54

    Mr. Piscoiso,

    Bem, o campeonato 2007/08, está já ganho pelo FCP. E, na eventualidade de PC vir a ser condenado, recorrerá. E o caso prolongar-se-á no tempo.
    E…e, possivelmente o melhor será que ele e Valentim não “abram a goela” (como certa vez ouvi a alguém), porque se o fizerem, virá aí um tornado com apocalipse sobre certos clubes, ex e actuais dirigentes, agentes, etc&tal…

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  12. 16 Fevereiro, 2008 21:59

    Anti-Comuna,

    recentemente e a propósito dum acontecimento jurídico-económico/financeiro, um meu amigo explicou-me detalhadamente que alguns bancos e banqueiros não podem ser punidos em Portugal. Se tal acontecesse, o “edifício” bancário, a economia portuguesa, oscilariam de modo muito violento e ficaria desestabiliizado por bastante tempo.
    Fiquei preocupado com o “sistema”, com o “esquema” que se vive neste país….

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  13. 16 Fevereiro, 2008 22:06

    Nao há duvida que os adeptos do FCP entraram na fase esquizofrenica.
    Parece que já se conformaram com a realidade de terem um presidente aldrabão, agora argumentam que:
    a) o apito dourado é um grao de areia
    b) o pinto da costa até pode ir preso, mas o FCP continuará um grande clube
    Eu sou benfiquista, e concordo com ambos!
    Ninguem em consciencia dirá que a corrupção fez o FCP, que todas as vitorias daí vieram, mas penso que tambem ninguem poderá dizer em consciencia que isto é tudo uma cabala contra os bons rapazes do futebol nos ultimos 20 anos.

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  14. anti-comuna permalink
    16 Fevereiro, 2008 22:06

    Caro MJRB, não é bem assim, mas quase. 😉

    Mas é estranho que o que escreveu este accionista não seja aflorado na imprensa quando os rumores já existem há bastantes semanas. Assim como outros rumores.

    O nosso país é um espectáculo. A Cosa Nostra em Itália vai ter que mandar para cá os seus futuros líderes para aprendere a verdadeira arte do mafianço sem o uso de extrema violência frequente. 8)

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  15. Anónimo permalink
    16 Fevereiro, 2008 22:11

    Pois é, como eu disse noutro post o que chateia a porcaria do CAA em relação à Justiça é o facto de o Porco da Costa, o Capo, andar a ser apertado. Mas apertado a brincar porque o Porco é um cidadão de primeira, protegido que está pelos CAAs deste país, porque se fosse com outro desgreaçado que andasse a pagar viagens a árbitros ou a a pagar a meretrizes para os satisfazer, já há muito que estava nas ruas da amargura.

    Detesto gentalha com direitos acima dos outros, e mais ainda acima da lei, protegidos por vira-latas que julgam que por escreverem em pasquins on-line são escribas. São sim criadagem !

    Tu és um criado de servir CAA.

    E estou-me pouco a borrigar que sejas um “homem do norte” que esses como-os ao pequeno almoço, um de cada vez.

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  16. Lisboeta permalink
    16 Fevereiro, 2008 22:12

    Quem escreveu o post anterior fui eu, o Lisboeta !

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  17. 16 Fevereiro, 2008 22:20

    Anónimo,

    não é com essa sua linguagem que V. passa a ter razão. Até lhe retira razão.
    Conheço e sou amigo de muitas e extraordinárias pessoas nascidas e /ou residentes no Norte, que nada têm a ver com este e outros casos.
    V. deve ter passado muita fome, porque estou certo, ainda não “comeu” nenhum “homem do Norte”.
    E não generalize nem misture futebol ou clubites com as pessoas em geral.
    Sou “do Sul” e não me revejo em si.

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  18. 16 Fevereiro, 2008 22:23

    Adenda:
    Não me revejo MINIMAMENTE em si.

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  19. 16 Fevereiro, 2008 22:26

    E já agora, uma pergunta:
    V. sabe ou faz uma pequena ideia da quantidade de Benfiquistas que vivem no Norte ? São igualmente “homens do Norte” que defendem as suas culturas, os seus modos de vida, as suas lutas laborais e outras, que desejam a Regionalização, etc, etc.

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  20. Paulo permalink
    16 Fevereiro, 2008 22:29

    Lá está este a confundir F.C.Porto com norte da mesma maneira que confunde Lisboa com Portugal…

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  21. Paulo permalink
    16 Fevereiro, 2008 22:30

    Já tenho saudades de o ouvir dizer asneiras acerca de Lisboa no Avenida Central 😉

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  22. Lisboeta permalink
    16 Fevereiro, 2008 22:50

    Ó MJRB eu quero lá saber se no norte há benfiquistas, quero lá saber no que pensam os nortistas, a cultura deles, o modo de vida. Isso é assunto que não me interessa para nada. É gente de que eu não gosto, é gente de que eu não preciso para nada.

    Eu sou de Lisboa, sou do Sul, e não me interessa o norte para nada !

    Uma coisa é certa : Regionalização, à minha conta nunca !

    Eles que façam como os Kosovares e aí podem contar com o meu voto.

    Agora o que eu não posso deixar passar é o branqueamento que certas “criadas de servir” andam a fazer de um sabujo, que é talvez o mais sabujo deste país e que dá pelo nome de Porco da Costa, e que é o mafioso mais protegido destre país !

    E têm a lata e o despudor de o fazerem argumentando que a Justiça está mal porque há quem entenda (e muito bem !) que o Sabujo tem de responder pelos seus actos como todos os os outros portugueses !

    Não é um CAA qualquer que me insulta a inteligência !

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  23. 16 Fevereiro, 2008 22:59

    Lisboeta,

    Afirma V.: “Não lhe interessa o Norte para nada” ; “Eles que façam como os Kosovares”. V. não tem a noção onde vive.
    Admito que não goste do Norte, das pessoas do Norte. É um gosto. Mas até ao limite, drástico, como V. coloca a questão…longe de mim, tal pantomineirice “lisboeta”…

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  24. 16 Fevereiro, 2008 23:14

    Se são os do norte que falam mal, então este lisboeta deve ser do norte.

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  25. jofer permalink
    16 Fevereiro, 2008 23:17

    Lisboeta Diz:

    Quem não se sente não é filho de boa gente.
    Você é lisboeta, e que lhe faça bom proveito
    Pela sua conversa parece que todo o país está a ser sustentado por Lisboa. Se Lisboa é assim tão rica não é tanto pelo esforço dos lisboetas. Muitos dos impostos são arrecadados em Lisboa. É em lisboa que estão muitas das sedes de empresa que têm as suas fábricas espalhadas um pouco pelo país. Logo os impostos são pagos no local da residencia da sede. É Lisboa a viver do ouro do Brasil…

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  26. 16 Fevereiro, 2008 23:32

    Mr. Piscoiso,

    este “lisboeta” não fala mal. Fala por falar. E em nada dignifica os habitantes de Lisboa.
    Sei como tratá-lo: colocando-o, no Mercado do Bolhão, junto duma vendedora, durante 10 segundos a dizer mal do Porto e do Norte. Depois, escutaria de castigo 1 horinha de sermão cantado não só por essa vendedora mas por quem quisesse acariciar a criatura.
    Levado a Campanhã e ansioso por partir, chegaria a Lisboa mudo e quedo.
    Apanhado o táxi em Santa Apolónia, descarrega “nos do Norte”, pensando que o taxista lhe daria razão. Não deu, e disse-lhe que tinha nascido na Mouraria….

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  27. 16 Fevereiro, 2008 23:38

    O comissario do hotel Victoria, mais conhecido pelo Pardal do MGbt do Pavda anda a dar uma de catequista – não é assim , faz-se assim, tal coisa é assim, vai mas é dar aulas ao Bregessio e so brugessio e a todos brugessios do Centro Vitoria – mas este brugessio reformou-se para isto, ou anda a fazer concorrencia á pinga do Cartaxo

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  28. 16 Fevereiro, 2008 23:39

    Neste momento, na SICN, António Victorino d’Almeida dá porradita num imberbe defensor da alteração do ensino de música no Conservatório.
    Dá-lhe, António !!

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  29. 16 Fevereiro, 2008 23:46

    Pardal, tenho idade para ser tua tia avó, sei do que vou falar, o MGbt esta identificado, gosta é de farinheira do Ramalde / Paranhos, cada vez que vê uma farinheira, o MGbt começa a fazer rateres com a panela de escape, por isso muita atenção, o MGbt precisa para alem de um panela nova uma junta da cabeça

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  30. 16 Fevereiro, 2008 23:47

    “A Polícia Judiciária (PJ) queria prosseguir a investigação do designado caso Mantorras, em que eram visados o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e os empresários Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa, mas o Ministério Público de Lisboa optou por arquivar o caso sem atender a uma proposta de quebra de sigilo bancário de duas contas sedeadas em paraísos fiscais. Em causa estava a averiguação da identidade dos verdadeiros beneficiários de cerca de 750 mil euros provenientes da venda, ao Alverca, de 50% do passe do futebolista que ainda eram propriedade da empresa de Jorge Manuel Mendes.
    Esta foi uma das divergências implícitas entre a PJ e o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do MP de Lisboa, liderado pela procuradora Maria José Morgado. Outra foi a circunstância de, no despacho final do processo, datado de 6 de Setembro, o MP apenas ter apreciado o eventual crime de participação económica em negócio enquanto a PJ catalogou a investigação em redor também do ilícito de peculato e eventual fraude fiscal. De acordo com informações recolhidas pelo JN, a PJ estava a averiguar todos os fluxos financeiros decorrentes dos direitos sobre o passe do jogador angolano – sobre o qual, recorde-se, houve a suspeita de que Vieira se teria apropriado de parte das verbas, por ter sido dono de 60% do passe e ter tido intervenção no negócio enquanto líder do Alverca e gestor do Benfica – e deparou-se com uma declaração falsa por parte de Jorge Manuel Mendes, que seria descoberta após o levantamento do sigilo bancário de uma conta das ilhas Caimão da “off-shore” “Almond”. Por 50% do passe de Mantorras, este empresário recebeu 1,6 milhões de euros e desse dinheiro transferiu 750 mil euros para a referida Almond. De seguida, fez constar na contabilidade da PGD, a sua empresa portuguesa localizada em Coimbra, que essa verba seria para pagar a um empresário do Paraguai de nome Francisco Ocampo, com vista à aquisição de parte dos direitos de dois jogadores paraguaios. Acontece que, depois destas declarações de Mendes no processo, o sigilo bancário da conta da Almond nas ilhas Caimão foi levantado e a PJ descobriu que os titulares da conta eram o próprio empresário e a mulher e não qualquer emissário do Paraguai. Confrontado pela PJ com esta descoberta da investigação, Jorge Manuel Mendes remeteu-se ao silêncio. No mesmo procedimento de quebra de sigilo, os investigadores detectaram que os 750 mil euros foram desdobrados em duas tranches de 324 mil euros que seriam transferidas para contas de duas outras sociedades de paraísos fiscais a Minshall Management Inc. e a Hervey Management Ltd. As contas destas duas entidades estavam sedeadas em Caimão e na Zona Franca da Madeira. Razão pela qual a PJ sugeriu nova quebra de sigilo, a fim de conhecer os verdadeiros beneficiários do dinheiro e eventualmente confirmar se seriam Jorge Manuel Mendes e um sócio, que entretanto foi viver para o Brasil e nunca foi encontrado pela investigação. Só que o MP acabou por ignorar esta proposta e optou por arquivar o caso. Conforme o JN ontem noticiou, um dos principais argumentos foi o facto de não terem sido encontrados sinais de fluxos financeiros indiciadores de que Vieira possa ter ganho dinheiro ilicitamente com os negócios de Mantorras. Isto apesar de DIAP de Lisboa ter classificado como sem qualquer credibilidade a versão de Vieira no que toca à data de um contrato de cedência, ao Alverca, de 60% dos direitos sobre o passe de Mantorras de que era detentor em nome pessoal.”

    Nuno Miguel Maia, JN

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  31. 16 Fevereiro, 2008 23:49

    A Polícia Judiciária (PJ) queria prosseguir a investigação do designado caso Mantorras, em que eram visados o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e os empresários Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa, mas o Ministério Público de Lisboa optou por arquivar o caso sem atender a uma proposta de quebra de sigilo bancário de duas contas sedeadas em paraísos fiscais. Em causa estava a averiguação da identidade dos verdadeiros beneficiários de cerca de 750 mil euros provenientes da venda, ao Alverca, de 50% do passe do futebolista que ainda eram propriedade da empresa de Jorge Manuel Mendes.

    Esta foi uma das divergências implícitas entre a PJ e o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do MP de Lisboa, liderado pela procuradora Maria José Morgado. Outra foi a circunstância de, no despacho final do processo, datado de 6 de Setembro, o MP apenas ter apreciado o eventual crime de participação económica em negócio enquanto a PJ catalogou a investigação em redor também do ilícito de peculato e eventual fraude fiscal.

    De acordo com informações recolhidas pelo JN, a PJ estava a averiguar todos os fluxos financeiros decorrentes dos direitos sobre o passe do jogador angolano – sobre o qual, recorde-se, houve a suspeita de que Vieira se teria apropriado de parte das verbas, por ter sido dono de 60% do passe e ter tido intervenção no negócio enquanto líder do Alverca e gestor do Benfica – e deparou-se com uma declaração falsa por parte de Jorge Manuel Mendes, que seria descoberta após o levantamento do sigilo bancário de uma conta das ilhas Caimão da “off-shore” “Almond”.

    Conta descoberta

    Por 50% do passe de Mantorras, este empresário recebeu 1,6 milhões de euros e desse dinheiro transferiu 750 mil euros para a referida Almond. De seguida, fez constar na contabilidade da PGD, a sua empresa portuguesa localizada em Coimbra, que essa verba seria para pagar a um empresário do Paraguai de nome Francisco Ocampo, com vista à aquisição de parte dos direitos de dois jogadores paraguaios.

    Acontece que, depois destas declarações de Mendes no processo, o sigilo bancário da conta da Almond nas ilhas Caimão foi levantado e a PJ descobriu que os titulares da conta eram o próprio empresário e a mulher e não qualquer emissário do Paraguai. Confrontado pela PJ com esta descoberta da investigação, Jorge Manuel Mendes remeteu-se ao silêncio.

    Dinheiro repartido

    No mesmo procedimento de quebra de sigilo, os investigadores detectaram que os 750 mil euros foram desdobrados em duas tranches de 324 mil euros que seriam transferidas para contas de duas outras sociedades de paraísos fiscais a Minshall Management Inc. e a Hervey Management Ltd. As contas destas duas entidades estavam sedeadas em Caimão e na Zona Franca da Madeira. Razão pela qual a PJ sugeriu nova quebra de sigilo, a fim de conhecer os verdadeiros beneficiários do dinheiro e eventualmente confirmar se seriam Jorge Manuel Mendes e um sócio, que entretanto foi viver para o Brasil e nunca foi encontrado pela investigação.

    Só que o MP acabou por ignorar esta proposta e optou por arquivar o caso. Conforme o JN ontem noticiou, um dos principais argumentos foi o facto de não terem sido encontrados sinais de fluxos financeiros indiciadores de que Vieira possa ter ganho dinheiro ilicitamente com os negócios de Mantorras. Isto apesar de DIAP de Lisboa ter classificado como sem qualquer credibilidade a versão de Vieira no que toca à data de um contrato de cedência, ao Alverca, de 60% dos direitos sobre o passe de Mantorras de que era detentor em nome pessoal.
    JN Online

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  32. 16 Fevereiro, 2008 23:50

    Viajar não custa

    Existe uma factura (2.1. 54219) da Agência Abreu endereçada ao Sport Lisboa e Benfica (serviço 228037, conta 1.010994) do dia 18 de Março de 1988, referente a “8 viagens a Luxemburgo e Bruxelas, c/estadia de 11 a 17/3/88 – 87.300 escudos x 8, de 698.400 escudos”, para alguns jornalistas, entre eles João Manha. Factura essa de que O PATO tem cópia, é claro.

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  33. Lisboeta permalink
    16 Fevereiro, 2008 23:51

    Ó MJRB

    lido melhor com peixeiras, do Bolhão ou não, do que pensa.

    Se você é de Lisboa e gosta de lhes prestar vassalagem o problema é seu.

    Eu não lhes presto.

    Nem aceito que apareça aqui um armado em jornalista a dizer que não se pode tocar num sujeito porque ele é de um determinado clube e de uma determinada região.

    Quanto ao Jofer digo-lhe isto : nasci numa zona de Lisboa rodeada (infelizmente) de fábricas por todos os lados. E não eram fabriquetas, era industria pesada !

    Ainda gostava de saber quem é que deu a carteira de jornaleiro ao CAA…

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  34. acoral permalink
    16 Fevereiro, 2008 23:52

    MJRB, você preocupa-se demasiado com o q pode acontecer se o pc e o valentão falaram, q falem e q aconteça seja o q fôr, e q pague, à séria quem trm de pagar, eu não estou nada preocupado e você como Benfiquista tb não deveria estar… entende não entende?

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  35. 16 Fevereiro, 2008 23:55

    “Antidoping” e perseguição

    Em editorial no jornal O Jogo, Manuel Tavares, escreve “sobre a ingente missão de combater o “doping” os factos do “Tour” aí estão para as desfazer. E para dar razão a Laurentino Dias quanto ao princípio de que esta é uma grande guerra. Mas uma grande guerra não precisa de desculpas nem de justificações sobre se há ou não perseguidos”. E dá como exemplo a entrevista que Laurentino Dias deu ao Expresso, onde revelou que “o FC Porto tinha sido vigiado em termos de controlo antidoping por comparação com os outros grandes – 30 visitas ao futebol portista, contra 18 ao sportinguista e 11 ao benfiquista – para provar que não há nenhuma perseguição ao emblema da águia.” E pergunta: “E havia necessidade?”

    Se havia necessidade? Não. Laurentino Dias, como secretário de Estado do Desporto, devia saber que para calar os benfiquistas, não precisa de andar a dizer o que eles gostam de ouvir e que por acaso até é verdade. Que afinal o clube perseguido é o FC Porto. Porque isso fica mal. Está bem que se persiga, sempre, o FC Porto, afinal de contas é normal e já estamos habituados, mas sem divulgações. Compreendeu a mensagem senhor Laurentino Dias?

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  36. 16 Fevereiro, 2008 23:57

    Um dossier anónimo entregue na Prouradoria-Geral da República (PGR) acusa Maria José Morgado e a sua equipa de investigação de ter ligações estreitas com o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira e de, por isso, ter direccionado a investigação do Apito Dourado no sentido de prejudicar o FC Porto e ignorar indícios sobre favorecimentos ao Benfica.

    Ao que o DN apurou, os autores do documento, 26 páginas em papel com o timbre da Direcção Nacional da Polícia Judiciária, acusam o fiscalista Saldanha Sanches, marido de Maria José Morgado, de trabalhar há vários anos para Luís Filipe Vieira. Os denunciantes, que dizem ser inspectores da PJ apenas preocupados “com a descoberta da verdade”, apontam ainda um processo judicial anterior dirigido por Maria José Morgado, o denominado processo das Finanças, no qual o actual presidente do Benfica terá sido beneficiado – uma empresa da qual Vieira era sócio comprou a Fábrica de Louças de Sacavém a preço simbólico e construiu ali um condomínio privado no qual viviam quatro directores de Finanças, acusam.

    Este dossier, sabe o DN, são os “documentos-bombas” que o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, garantiu ter em sua posse aquando da entrevista concedida à SIC, na quinta-feira passada. O documento, aliás, terá já sido enviado a diversas entidades, entre as quais a PGR, o DIAP do Porto, o presidente da Liga, o Conselho Superior de Disciplina da FPF e o próprio FC Porto.

    Vários inspectores da equipa constituída por Maria José Morgado para a investigação do Apito Dourado são referenciados, apurou o DN, pelo relatório entregue na PGR como estando controlados pelo presidente do Benfica, a quem alguns dos inspectores da PJ deveriam favores, nomeadamente o inspector Sérgio Bagulho. Aliás, os autores do dossier informam que Vieira tem desde há muito “homens seus” dentro da PJ.

    Os denunciantes anónimos, alegadamente inspectores da PJ, esclarecem nada ter contra o Benfica, mas apenas enumeram situações em que os aparentes beneficiados foram o clube da Luz ou o Alverca, este ao tempo em que era dirigido pelo actual presidente do Benfica. No Alverca, Luís Filipe Vieira é acusado de ter aliciado o guarda-redes Palatsi, que então defendia a baliza do Beira-Mar, que estava em luta com os ribatejanos pela manutenção.

    As revelações anónimas – sem que os autores forneçam provas de de acusações – focam ainda a época 2004/05, em que o Benfica foi campeão. Ao que o DN apurou, Vieira e José Veiga são acusados de combinar árbitros para os jogos do Benfica com o então presidente da Comissão Arbitragem da Liga, Luís Guilherme, e de aliciar um jogador do Estoril na véspera do Estoril-Benfica no Algarve.
    DN Online

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  37. 16 Fevereiro, 2008 23:59

    Pinto da Costa sugeriu ontem, em Lisboa, que se visionasse o Nacional-Benfica, da época 2003/04, jogo que esteve na origem da última acusação deduzida pelo Ministério Público contra o presidente portista, por alegada interferência prejudicial aos interesses benfiquistas:

    “Se forem sérios e puserem essas imagens, muita gente sentir-se-á envergonhada do que diz, do que escreve e do que insinua”

    “Confio nos tribunais deste país. Confio sobretudo na justiça divina e, de peito aberto, quero dizer que estou de consciência tranquila e não tenho nada que recear. Disse há dias, numa entrevista, e repito hoje aqui que quando se souber quem esteve por detrás de um determinado livro, não a autora mas sim a ideóloga, compreenderão porque certas coisas estão lá escritas e porque são agora ditas”

    “Daquilo que sou acusado, defender-me-ei nos tribunais. Mas ainda estou à defesa, porque disso não posso falar”

    “Corre no Porto que há um presidente de uma SAD que, no Tribunal da Boa Hora, foi condenado a prisão efectiva por furto ou por instigação ao furto. Digo-vos já que não fui eu!”

    “Corria lá no Porto que um determinado clube pagava, em troca de favores, viagens a vários jornalistas, entre as quais se encontrava a senhora dona Leonor Pinhão. Fiquei preocupado porque pensei: queres ver que lá vou eu ser acusado disto? Fiz as minhas pesquisas e podem estar tranquilos, porque tenho em meu poder uma cópia de uma factura dirigida a outro clube com a referência dona Leonor Pinhão, passagem aérea entre Lisboa-Luxemburgo-Lisboa, com estadia no Luxemburgo. Não é em nome do FC Porto; é em nome de outro clube. Por isso, se disserem que eu pago viagens à Leonor Pinhão, é mentira, não fui eu.”

    “Também me disseram que um árbitro internacional tinha dito que em Portugal lhe tinham proporcionado grandes noites. Fiquei preocupado. Mas como isso ainda não veio a público e não fui acusado. Estejam tranquilos porque também consegui saber que as mulheres que amaram mr. King não foi por indicação do FC Porto”.

    “Na altura própria, no sítio devido, vamos demonstrar quem está por detrás de toda esta tramóia. Podem ter a certeza de que ninguém me fará recuar um milímetro em defesa do FC Porto. Nunca recearei defender-me das calúnias e da degradação da imagem dos treinadores, atletas e dirigentes que passaram pelo FC Porto. Não serei carne para canhão para promover seja quem for”.

    O senhor King

    Howard King, ou “mr King” como lhe chamou ontem Pinto da Costa, um ex-árbitro internacional inglês que, em 1995, confessou numa entrevista ao jornal “News of the World”, reproduzida depois por “A Bola”, que recebera favores sexuais em Lisboa, onde esteve para apitar um jogo do Sporting, na década de 80, e outro do Benfica, em 1992. Howard King mencionou ofertas de valor acima do permitido pela UEFA, além da presença de prostitutas no hotel como forma de aliciamento antes desses jogos apitados em Portugal.

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  38. 17 Fevereiro, 2008 00:02

    Vai com certeza causar algum impacto na Liga a participação à respectativa Comissão Disciplinar, por parte de um clube da I Liga, de um dossiê contendo uma exposição e diversos recortes da imprensa escrita onde são reveladas algumas escutas telefónicas envolvendo Luís Filipe Vieira, José Veiga e João Rodrigues, e se pergunta por que razão eles não estão a ser investigados. Num desses recortes (do “Público” de 8 de Setembro 2006) pode ler-se inclusive em título: “Apito Dourado/Escutas apanharam Vieira a escolher árbitros para o Benfica”, acrescentando aliás a autora dessa peça – Tânia Laranjo – o seguinte: “Presidente dos encarnados recusou quatro árbitros para apitar as meias-finais da Taça de Portugal na época 2003-2004, no ano em que o Benfica ganhou a final ao FC Porto. Vieira protestou com Valentim Loureiro por não designarem Paulo Paraty, conforme havia sido garantido ao clube semanas antes. Mas, depois de muito reclamar e de recusar árbitros por não lhe darem ‘garantias’ ou por estarem próximos do FC Porto, acabou por avalizar João Ferreira. As conversas estão transcritas no processo principal do Apito Dourado, mas o presidente do Benfica nega a sua existência”. E, com efeito, com alguma aparente razão, porque foi como se essas conversas não tivessem existido uma vez que, pelo menos que se saiba, ele nunca foi incomodado por isso…

    Vieira, Rodrigues, Veiga e Mouco

    … Mas também João Rodrigues teve uma intervenção muito interessante neste e noutros casos. Porque, segundo o “Correio da Manhã” de 22 Junho 2007, “os árbitros do Benfica eram combinados com ele”, já que “Pinto de Sousa lhe telefonava regularmente para que fosse ele a contactar Vieira no sentido de acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no Apito Dourado da existência dessas conversas abundam”. Mas o “Record” de 23 Junho 2007 vai pelo mesmo caminho, ao titular: “Benfica também pedia árbitros”. E em seguida: “Vieira falava com João Rodrigues e este pressionava Pinto de Sousa”. Quanto a José Veiga: esse (segundo o mesmo “Record”) “pedia ‘favorzinhos’ para o Estoril”. E no entanto também ao que parece nunca ninguém (a ele e a João Rodrigues) os incomodou… Vamos porém ver como reagirá a Comissão Disciplinar a tudo isto.

    PS.: Quem, ao que O PATO julga saber está da disposição de contar tudo o que sabe se for chamado a depôs é o ex-membro da CA da Liga, Júlio Mouco. Deverá ser muito instrutivo ouvi-lo…
    O Jogo 150/23 Sab, 21 Jul 2007

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  39. 17 Fevereiro, 2008 00:03

    JOSÉ VEIGA:

    Sr.presidente está ocupado?
    Fala Veiga[…] Era um favorzinho…
    Como você é muito amigo…, a ver se podia dar-lhe uma chamadinha, para ver se corre bem.
    […] É contra o União da Madeira, mas nunca se sabe.

    JOÃO RODRIGUES:

    ” Nomeie o Devesa Neto que o acalma logo [Pinto de Sousa queixava-se que Veiga estava zangado]

    PINTO DE SOUSA:

    Eu precisava de uma ajudinha.
    Amanhã, ao meio-dia tenho de escolher os árbitros internacionais para a Taça.[…]
    Precisava de dois nomes de árbitros que o Benfica considerasse.

    JOÃO RODRIGUES:

    Eu vou ligar ao Luis Filipe.[…]
    Já lhe ligo.

    João Rodrigues fazia os contactos com o Benfica, a pedido de Pinto de Sousa.

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  40. 17 Fevereiro, 2008 00:04

    Expresso: Comprou o seu lote de 1,8 milhões de acções a 5 euros?
    Manuel Vilarinho: Comprou? Ver-se-á no final se comprei ou não.

    Expresso: Mas sobre o lote que lhe é atribuído não existe uma penhora por parte do Banco Espírito Santo?
    Manuel Vilarinho: Há qualquer coisa, mas não vou acrescentar nada.
    No Expresso edição papel

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  41. 17 Fevereiro, 2008 00:05

    PS e PSD chamaram os polícias para esconder a porcaria da Câmara debaixo do tapete. Rapidamente e em força.

    As candidaturas do PS e PSD à Câmara Municipal de Lisboa são bem reveladoras do estado a que chegou a falta de vergonha dos dois partidos responsáveis por tudo o que se passa neste sítio cada vez mais mal frequentado.

    A capital, obviamente, não podia fugir às regras do jogo impostas há anos pelo centrão que se vai governando à conta de tudo e de todos. A corrupção, o clientelismo e o aparelhismo são as palavras-chave de socialistas e sociais-democratas, com a ajuda esporádica de centristas e comunistas quando tal se torna necessário para construir maiorias aqui e acolá, no Governo e nas autarquias.

    Agora, com o escândalo a rebentar as costuras democráticas, os dois partidos saltaram para a praça pública com candidaturas ditas de peso, credíveis e, acima de tudo, formadas por prestigiados cidadãos há muito ligados à segurança pública e ao combate ao crime, nomeadamente o económico.

    O PS empurrou o ministro das polícias, antigo responsável pela Justiça com a tutela da Polícia Judiciária, para a frente de combate. Mas não contente com isso arranjou uma nova figura, o mandatário financeiro, para mostrar aos lisboetas que o financiamento da campanha eleitoral ia ser totalmente limpo, sem dinheiro sujo pelo meio. O eleito foi o fiscalista Saldanha Sanches, homem conhecido por denunciar a corrupção e principalmente a falta de vontade política para a combater séria e eficazmente, casado com Maria José Morgado, responsável pelo processo do ‘Apito Dourado’, agora à frente do Departamento de Investigação e Acção Penal, uma mulher que conhece melhor do que ninguém os meandros do crime económico.

    O PSD não lhe ficou atrás e empurrou Fernando Negrão para a capital. Magistrado judicial e ex-director da Polícia Judiciário nos tempos dos governos de Guterres, este setubalense vem mesmo a calhar para os sociais-democratas tentarem apagar os muitos milhões que andaram a saltar de mão em mão em Lisboa nos mandatos de Santana Lopes e Carmona Rodrigues.

    As promessas de grandes debates sobre a corrupção, o clientelismo e o aparelhismo foram rapidamente atiradas para o canto. Agora interessa discutir a data das eleições, a abstenção previsível num domingo de Julho e tentar, de todas as formas possíveis e impossíveis, enganar mais uma vez os cidadãos de uma Lisboa esburacada, suja, a cair aos bocados, sem eira nem beira. PS e PSD não chamaram os polícias para limpar a Câmara Municipal da corrupção e do clientelismo. Chamaram os polícias para esconder a porcaria debaixo do tapete. Rapidamente e em força.
    Correio da Manhã António Ribeiro Ferreira; Jornalista

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  42. 17 Fevereiro, 2008 00:08

    Em meados de Novembro passado a EPUL voltou a ser notícia, desta vez porque através dela a CML terá pago em 2003, ao Sport Lisboa e Benfica, cerca de 8 milhões e cem mil euros, valor relativo às obras dos ramais de acesso ao novo estádio que nunca foi autorizado pelos respectivos órgãos camarários. Esta informação resultou de uma investigação que o vereador José Sá Fernandes realizou, reunindo vários documentos provenientes da própria EPUL, CML e Assembleia Municipal de Lisboa.

    O caso remonta a 2002, quando a presidência da autarquia estava a cargo de Pedro Santana Lopes, tendo-se então celebrado um Acordo de Princípios entre a CML, a EPUL e o SLB, que definiu a participação das diversas entidades na construção do novo Estádio da Luz.

    Nessa altura, Santana Lopes determinou, numa sessão da Assembleia Municipal, que não «haveria qualquer comparticipação financeira por parte da CML, ou EPUL, no projecto do SLB» mas que a «construção dos ramais de ligação às infra-estruturas de subsolo para o novo estádio, bem como a fiscalização e consultadoria da obra» seriam asseguradas pela CML, através de uma empresa participada pela EPUL. De acordo com o então estipulado por Santana Lopes, o custo a suportar pela EPUL nunca deveria ultrapassar os 200 mil contos.

    Sucede que, em 2003, à revelia desta determinação, o então Vice-Presidente da CML, Carmona Rodrigues, enviou à EPUL um fax da minuta do «Contrato-Programa» a celebrar entre esta e o SLB, que alargava o âmbito da participação da CML/EPUL nas obras e previa a atribuição de uma comparticipação financeira de cerca de 6 milhões e oitocentos mil euros.

    De acordo com as informações apuradas pelo vereador do Sá Fernandes, Carmona Rodrigues autorizou, por sua iniciativa exclusiva, que a EPUL efectuasse o referido pagamento ao SLB, e decidiu ainda «por sua responsabilidade, modificar o texto do contrato programa (CML/SLB), alterando a expressão “bem como a fiscalização e consultadoria da obra” para “bem como a fiscalização e consultadorias do Projecto”».

    Acresce que, segundo as informações recolhidas «o orçamento enviado pelo SLB, em Fevereiro de 2003, referente à rubrica “construção dos ramais de ligação” não tem nada a ver com o orçamento junto posteriormente ao contrato de execução celebrado para o efeito».

    Pela análise dos documentos constatou-se que, de facto, a EPUL pagou facturas que, na sua maioria, nada têm a ver com a “construção dos ramais de ligação às infra-estruturas de subsolo para o novo estádio do SLB, nem com a fiscalização e consultadoria da obras”, mas sim como pagamento de “consultadorias”. Além disso, a empresa pública aceitou também documentos cujas datas são anteriores ao dia de assinatura do contrato de execução, de 2001 e 2002, num valor superior a mais de 4 milhões de euros.

    Só que, na verdade, e sem existir explicação cabal para tal, a EPUL pagou cerca de oito milhões e cem mil euros ao SLB, ou seja, mais cerca de um milhão e 300 mil euros a mais do que os seis milhões e oitocentos mil euros, que Carmona Rodrigues determinou em Fevereiro de 2003.

    Face à gravidade dos factos – a atribuição, ao que tudo indica, indevida, de cerca de oito milhões e cem mil euros a um clube de futebol, sem ter por base as respectivas deliberações dos órgãos camarários – Sá Fernandes participou os factos à Inspecção-Geral das Finanças, Tribunal de Contas, IGAT e Procuradoria-Geral da República, para investigação.

    Carmona Rodrigues, a quem José Sá Fernandes exigiu esclarecimentos sobre a matéria, com urgência, pública e documentalmente, negou na passada semana, em comunicado à imprensa, que a CML tenha pago indevidamente 8,1 milhões de euros ao SLB.

    O presidente esclareceu que o assunto já foi auditado pelo Tribunal de Contas, que constituiu uma equipa de auditoria interdisciplinar e interdepartamental para acompanhar a execução e o desenvolvimento do Euro 2004, englobando a fase de concepção/construção de infra-estruturas, nomeadamente os estádios. Esta auditoria incidiu, segundo o edil, especialmente sobre a actuação das autarquias.

    Em relação aos custos da obra do Estádio do Benfica suportados pela autarquia, Carmona referiu que, num acordo de princípios ratificado pela Assembleia Municipal de Lisboa, ficou estabelecido que os encargos com a construção dos ramais e com a fiscalização e consultadoria da obra seriam assumidos pela CML, através da EPUL, não tendo sido determinado o valor máximo a suportar pela empresa municipal. No contrato programa posteriormente celebrado entre a autarquia, a EPUL, o SLB e a sociedade Benfica Estádio não foi especificado, segundo o presidente da autarquia, se os trabalhos referidos seriam assegurados por empreiteiros e meios contratados pela EPUL ou, como resultava do acordo de princípios, através do suporte dos respectivos encargos, pelo que as duas formas de apoio à obra poderiam ser equacionadas.

    Esquerda.net: EPUL – comissões: TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS?
    A 13 de Setembro o vereador José Sá Fernandes revelou que a Imohífen, uma Sociedade Anónima (S.A.) de Mediação Imobiliária, cujos capitais são detidos na totalidade pela EPUL terá recebido indevidamente comissões, em três concursos públicos lançados pela EPUL. A Imohífen, sub-contratou, por seu turno, os serviços de uma mediadora imobiliária, a Find Land, à qual pagou comissões, de cerca de um por cento, por vendas de terrenos que, na verdade, teriam sido praticadas pela própria EPUL.

    Essa situação ter-se-á repetido em 3 concursos públicos – venda dos terrenos do Sport Lisboa Benfica em 2003, venda de terrenos para o futuro “Centro Cívico” do Vale de Santo António, em 2004 e venda de vários lotes de terreno, também no Vale de Santo António, em 2005 -, nos quais legalmente não há direito a pagamento de comissões de mediação.
    A Find Land terá, através destas operações arrecadado cerca de um milhão e 300 mil euros em comissões, sendo de acordo com o vereador eleito pelo BE, possível confirmar todas estas verbas nos relatórios de contas de 2003, 2004 e 2005 da Imohífen. De acordo com os documentos, a Find Land recebeu em 2004 um total de 262.368,75 euros de comissão pela à venda do terreno do Vale de Santo António. Em 2005, por sua vez, a Imohífen pagou à Find Land 491.019 euros como comissão relativa à venda de terrenos, deixando o relatório respectivo perceber que se tratou da venda dos lotes de Terreno do Vale Santo António.

    O relatório de 2003 da Imohífen refere que essa empresa pagou à Find Land uma comissão de 570.375 euros pela mediação imobiliária na venda dos terrenos do Benfica, embora esta mediação nunca tenha existido, de acordo com a escritura pública dos referidos terrenos. Na escritura pode ler-se que foi «declarado pelos outorgantes que neste acto não houve intervenção de mediador imobiliário».

    Na verdade, este caso é ainda menos claro, já que a proposta para o concurso dos terrenos, é apresentada por Bernardino Gomes a 12 de Dezembro de 2003, e só três dias depois é firmado o acordo entre a Find Land e a Imohífen, já que imobiliária nem estava ainda registada na conservatória, logo não poderia ter praticado qualquer acto de mediação imobiliária.

    Nesta venda estão implicados dois dos actuais administradores da EPUL, Manuel Agrellos e Adroaldo Azevedo, assumiram pela Imohifen o compromisso de pagar à Findland, sem existir qualquer suporte documental. Uma carta contendo a proposta de Bernardino Gomes, assinada por Manuel Agrellos e Adroaldo Azevedo e ratificada pelo conselho de administração da EPUL três meses mais tarde, em Fevereiro de 2004, acabou, então, por ser o único documento na base do negócio.

    Os três concursos públicos em causa foram efectuados sem o loteamento aprovado, e tiveram sempre como vencedor o construtor João Bernardino Gomes. No caso dos terrenos do Benfica, a Sociedade de Construções João Bernardino Gomes S.A. beneficiou com um preço sensivelmente igual à base de licitação (38 milhões de euros). No segundo caso do “centro cívico” do Vale de Santo António só foi a concurso a Sociedade João Bernardino Gomes S.A., que ganhou com um preço igual à da base de licitação (51.242.675 euros). Já no terceiro caso, dos lotes de terreno do Vale de Santo António, existiram 3 concorrentes que licitaram a globalidade dos lotes, estando dois deles ligados a Bernardino Gomes, que acabou por ganhar o concurso.

    Face ao que apurou, José Sá Fernandes, considerou existirem indícios de “gestão danosa” e “tráfico de influências” (ver notícia no DN) e defendeu existirem responsabilidades evidentes por parte da actual administração da EPUL e também do Executivo da CML, sobre os factos expostos.

    Sobre a responsabilidade do Executivo, é de salientar que foi no decorrer de 2006 que se aprovou o relatório de contas da EPUL de 2005, que esta aprovou o relatório de contas da IMOHIFEN e que o Conselho de Administração desta última autorizou o pagamento à FIND LAND das respectivas comissões.

    Relativamente ao conselho de administração da EPUL são várias as implicações que vieram a público sobre as operações efectuadas, e que podem comprometer o colectivo. Talvez por isso a vogal do conselho de administração, Luísa Amado, e um dos administradores da subsidiária Imohífen, Manuel Agrellos, tenham apresentado a sua demissão em início de Novembro, embora haja quem avance como justificação a ruptura do conselho com o próprio presidente.

    O vereador do BE na CML, exortou nessa altura, uma vez mais, Carmona Rodrigues a avançar com a demissão em bloco do conselho de administração, alegando que os actuais elementos não têm condições para conduzir a reestruturação da empresa.

    Carmona Rodrigues, que não cedeu aos argumentos do vereador do BE, faltou à reunião da CML seguinte, facto que o PS lamentou, através de uma tomada de posição do vereador Manuel Maria Carrilho, que defendeu que se exigiria na ocasião uma explicação sobre a «evidente imoralidade» subjacente à atribuição de prémios de várias dezenas de milhar de euros aos administradores da EPUL.

    A sessão ficou também marcada pelo facto de Fontão de Carvalho, ter anunciado que iria dar indicações à EPUL e participadas para a devolução de todos os prémios. Até então apenas os Administradores que o eram, simultaneamente, do Conselho de Administração da EPUL e participadas, tinham recebido orientação da CML para a devolução dos prémios. De fora, tinham ficado os “administradores residentes”, ou seja, aqueles que eram apenas administradores das participadas. Nessa sessão Fontão de Carvalho adiantou que a EPUL proibiu entretanto a Imohifen de voltar a fazer acordos com privados em negócios de venda de terrenos e imóveis em concurso público.

    João Teixeira, cuja presença fora solicitada pelo Vereador José Sá Fernandes, faltou também à mesma sessão, mas dias mais tarde, a 6 de Outubro, viria finalmente a prestar explicações.

    Na reunião o presidente da EPUL, escudou-se sobretudo no facto de grande parte dos actos terem sido praticados antes da sua gestão, que começou em Janeiro de 2006, mas recentemente soube-se que João Teixeira teve conhecimento do pagamento de prémios e comissões, em Agosto do corrente ano, no decurso de um já referido processo disciplinar instaurado a um dos directores da empresa, e que resultou na demissão deste.

    Tratou-se de uma sessão marcada por alguma turbulência, e que terminou antecipadamente, devido à saída da sala do vereador José Sá Fernandes, para prestar declarações à comunicação social. Carmona Rodrigues considerou que essa ausência de Sá Fernandes significava uma “falta de democracia” e encerrou os trabalhos.

    A oposição, que rejeitou terem existido motivos concretos para o encerramento dos trabalhos, veio a solicitar nova sessão de esclarecimentos, já que muitas dúvidas ficaram ainda por esclarecer, nomeadamente o montante dos prémios devolvido, montantes efectivo das comissões pagas, existência de documentos que consubstanciem os pagamentos, entre outros assuntos.

    O PCP reagiu aos esclarecimentos prestados, emitindo a 13 de Outubro uma nota em que considera que os casos que foram conhecidos «são o resultado inevitável de uma orientação incorrecta imposta à EPUL enquanto empresa municipal, uma efectiva subversão dos seus objectivos e práticas.» O essencial, para os comunistas na CML é, pois, «resolver e eventualmente punir os erros», sendo «indispensável» corrigir o que «lhes deu origem», referia o mesmo documento», que exigia ainda que se clarificassem todas as situações relacionadas com a actividade da EPUL e das empresas sua associadas, e defendia a marcação de nova reunião da CML com esse propósito.

    JN: IGF detecta irregulares em negócio entre Benfica e EPUL
    Relatório dá conta de falta de transparência e má gestão dos dinheiros públicos
    Um relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF) apontou alegadas irregularidades em negócios da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), como falta de transparência e má gestão dos dinheiros públicos.

    O documento, a que a agência Lusa teve hoje acesso, analisou operações concretizadas pela EPUL entre 2003 e 2006, nomeadamente os concursos e eventuais comissões de mediação nas vendas dos terrenos do “Benfica Stadium”, do Futuro Centro Cívico do Vale de Santo António” e de vários “Lotes de terreno no Vale de Santo António”.

    A inspecção abrangeu ainda os factos participados pelo vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, sobre pagamentos efectuados ao abrigo do contrato-programa celebrado entre a autarquia, a EPUL, o Sport Lisboa e Benfica (SLB) e a Sociedade Benfica Estádio, Construção e Gestão de Estádios (BESA), referente à construção dos ramais de ligações às redes concessionárias para o novo estádio, bem como a fiscalização e consultoria da obra.

    Para a IGF, “o contrato-programa celebrado entre a CML, o SLB, a BESA e a EPUL não obedeceu aos normativos legais vigentes em matéria de celebração de contratos-programa de desenvolvimento desportivo, uma vez que não quantificou devidamente os encargos para os entes públicos”.

    O contrato contrariou assim, na opinião da IGF, “os princípios subjacentes à boa gestão dos dinheiros públicos e condicionando a avaliação do equilíbrio dos direitos e obrigações para as partes e dos potenciais impactos”.

    “Da execução do contrato-programa e aliás do seu próprio teor resulta uma evidente contradição, uma vez que se por um lado explicitava que o município de Lisboa não iria atribuir qualquer comparticipação financeira, por outro lado, incumbia a EPUL de conceder verdadeiras comparticipações financeiras, estando sempre em causa o dispêndio de dinheiros municipais”, adianta.

    Salienta ainda que a execução da componente ramais de ligação às redes concessionárias para o novo estádio, bem como a fiscalização e consultoria da obra acarretou para o orçamento municipal a assunção de um encargo de cerca de oito milhões de euros, ultrapassando assim o valor máximo de cerca de seis milhões de euros, estipulado no contrato de execução.

    “A inclusão da EPUL neste contrato-programa pelos órgãos autárquicos correspondeu a uma instrumentalização da empresa, levando- a a assumir um conjunto de encargos financeiros que não têm correspondência directa nas suas atribuições”, sublinha.O relatório de auditoria da IGF, que decorreu entre Setembro de 2006 e Fevereiro deste ano, revela que os procedimentos adoptados para venda no caso dos terrenos do Benfica Stadium e do Futuro Centro Cívico do Vale de Santo António “não respeitaram cabalmente o princípio da transparência”, embora tivessem obedecido à forma definida em termos estatutários (concurso público por proposta em carta fechada).

    Segundo a IGF, depois da assinatura dos contratos-promessa de compra e venda dos terrenos, entre a EPUL e a Sociedade de Construções João Bernardino Gomes, foram celebrados “acordos” de natureza complementar, os quais introduziram alterações aos negócios-base contemplados nas normas dos respectivos concursos.

    “Tais alterações assumem particular importância relativamente aos terrenos do ‘Futuro Centro Cívico do Vale de Santo António’, uma vez que o acordo celebrado previa a possibilidade de flexibilização das áreas brutas de construção”, sublinha o relatório, ressalvando que não foi possível aferir se tais alterações terão como consequência uma efectiva vantagem patrimonial para o privado.

    Isto porque ainda não foi aprovado o alvará de loteamento referente ao “Vale de Santo António”, pelo que se desconhecem quais serão as potencialidades construtivas que virão a ser aprovadas e se as mesmas serão mais favoráveis do que as previstas nas normas do concurso, sustenta.Quanto à componente de adiantamento por conta de lucros futuros, decorrentes do empreendimento de 200 fogos no Vale de Santo António, o relatório aponta que “houve lugar ao pagamento de 9,9 milhões de euros ao Benfica sem que fosse devidamente demonstrada a adequabilidade de tal valor aos lucros previsíveis, sendo ainda que a EPUL assumiu toda a componente de risco no negócio”.Relativamente aos procedimentos adoptados para reconhecimento dos proveitos associados à venda dos terrenos do Vale de Santo António, a IGF afirma que não obedeceram aos princípios contabilísticos vigentes.

    Outras irregularidades detectadas prendem-se com a empresa Imohífen, empresa participada a 100 por cento pela EPUL, que servia de intermediária na venda de terrenos.”Em cumprimento dos contratos de mediação imobiliária celebrados entre a EPUL e a Imohífen, no âmbito destes negócios, foram pagas pelas primeira à segunda entidade, comissões de mediação imobiliária superiores a 4,4 milhões de euros”, salienta o documento.

    Por sua vez, ao abrigo de acordos que assumiram formas diversas, nomeadamente a do contrato de parceria imobiliária, a Imohífen pagou à Find Land comissões de mediação imobiliária no valor de 1,6 milhões de euros, encontrando-se ainda por facturar cerca de 95 mil euros.

    “A necessidade de a Imohífen estabelecer uma parceria de mediação imobiliária com a Find Land evidencia que a empresa do ‘grupo EPUL’ não prosseguiu de forma cabal os fins subjacentes à sua criação, o que torna, uma vez mais, questionável, a utilidade da participação da EPUL”, sublinha a IGF.

    Perante as conclusões do relatório, a IGF recomenda que sejam convertidos os Estatutos da EPUL, em função do seu efectivo legal – empresa municipal, obedecendo ao disposto no regime jurídico do Sector Empresarial Local.

    Sugere também que em todos os concursos para alienação de terrenos, lançados pela EPUL haja, desde logo, uma correcta e completa especificação dos negócios a realizar de modo a contribuir para a transparência dos processos.

    A IGF sugere ainda que a EPUL não recorra e empresas de imediação imobiliária nos processos de alienação de terrenos por si promovidos sob a forma de hasta pública ou concurso por apresentação de proposta em carta fechada.

    “Os estatutos da EPUL, embora alvo de alterações pontuais, encontram-se profundamente desajustados face à actual realidade da empresa e ao enquadramento legal vigente para o sector empresarial local, sendo determinante que se proceda à sua conversão em função do tipo legal a que esta entidade deve corresponder – uma empresa municipal”, acrescenta.

    Contactado hoje pela agência Lusa, o vereador José Sá Fernandes, adiantou que o relatório é “arrasador” e “deu razão” às suspeitas levantadas por si.

    “O relatório serve para alertar e para que não se voltem a cometer os mesmos erros”, disse José Sá Fernandes, adiantando que, no futuro, a Câmara de Lisboa e a EPUL devem conhecer bem os dossiês para evitar situações idênticas.

    Sá Fernandes adiantou ainda que a sua presença na Câmara de Lisboa foi muito importante para o futuro da autarquia: “as pessoas percebem que eu não estou aqui a fazer qualquer espécie de demagogia e que fui rigoroso nas suspeitas que levantei”.

    Contactado pela Lusa, o antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes não quis comentar.

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  43. 17 Fevereiro, 2008 00:10

    Acoral,

    nada, mesmo nada preocupado estarei por PC, VL ou outros, virem a ser julgados e condenados.
    Quero, é JUSTIÇA A SÉRIO no país onde vivemos ! IGUAL PARA TODOS, em todas as ocasiões.
    Quero também, que algumas pedras não atinjam telhados que eu estimo e defendo, porque são parte dum Emblema pelo qual já fiz –com todo o gosto !!– muito mais do que V. pensa. Só que algumas dessas telhas-de-vidro não foram por mim colacadas…daí o meu receio.

    Quanto ao Norte, estimo-o, com estimo e tenho afecto por outras regiões do país. Só que não embarco em verborreias estupidificantes e pensamentos perturbados.

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  44. 17 Fevereiro, 2008 00:10

    Não tenho o prazer de conhecer a Tia Sara, daqui vai o meu saravá – O MGbt é um espião que veio do frio, ali para os lados da Av. da liberdade, aonde esta instalada a intelegencia da MGKB- houve aqui e vai contar ao Pereira de carvalho da MGKB – quando é um assunto, surgido no período, que só o SG gigante pode decidir, a resposta fica para mais tarde, quando e um assunto de bregerice ele proprio tem autonomia de colocar os pontos na ordem – se me diz que o trabalho´´a tarefa é renumerado, julgo que não, pode é subir ao posto ainda vago pela passagem á reserva do carvalhas a seu pedido porque sabia que andava a ser seguido e escutado pela paranoia MGKC do Centro Vitoria com delegação na Antonio Maria, em frente do Chiado Terrace .

    Tome nota Tia Sara, se lhe baterem á porta, a dizzerem que vendem farinheiras e Morcelas de Chaves, diga, sem abrir
    a porta, que recebe aquele produto de 1ª, vindo directamente do produtor – o que eles querem é vasculhar a sua vida privada para amanhã a acusarem que vê telenovelas capitalistas.

    Vá aparecendo Tia Sara. Diga não aos passarocos

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  45. 17 Fevereiro, 2008 00:13

    Lisboeta,

    está completamente enganado: NÃO PRESTO, NUNCA PRESTEI NEM PRESTAREI VASSALAGEM A QUEM QUER QUE SEJA !! Em circunstância alguma !!

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  46. 17 Fevereiro, 2008 00:13

    Director municipal de planeamento ligado a Vieira
    Luís Filipe Vieira beneficiado com alterações ao PDM de Lisboa

    A viabilização de um loteamento de grandes dimensões em terrenos adquiridos por Luís Filipe Vieira à Petrogal, nas imediações da Expo, teve por base um projecto elaborado por um “atelier” de arquitectura com o qual o director municipal de Planeamento Urbano da Câmara de Lisboa, Fernando Pinto Coelho, colaborou durante muitos anos.

    Pinto Coelho foi um dos principais responsáveis pela alteração do Plano Director Municipal de Lisboa que, em 2004, tornou possível a aprovação de projectos como os que o presidente do Benfica tem para aquele e outros terrenos industriais da zona oriental da cidade.

    O director municipal nega que as alterações ao PDM tenham algo que ver com interesses de Vieira, mas confirma que trabalhou para ele no Algarve e confirma que mantém estreitas relações com o arq.º José Vaz Pires, que define como o seu “melhor amigo”, com o qual assinou muitos projectos em co-autoria, sendo coproprietário, com ele e um colega, da vivenda do Restelo onde funciona o seu atelier. Em todo o caso, garante, não teve qualquer intervenção no deferimento, em Novembro passado, do pedido de informação prévia subscrito por Vaz Pires.

    Em consequência da proposta então aprovada pela maioria camarária, vai ser possível construir nas antigas instalações da Petrogal na Rua da Centieira um total de 674 fogos, além de 3243 m2 de lojas. O pedido de informação prévia do loteamento foi apresentado em Junho de 2005, salientando a memória descritiva que “corresponde a um trabalho iniciado há ano e meio e vem no seguimento da publicação das alterações em regime simplificado [ao PDM] levadas a cabo pela autarquia e que permitiram as condições técnico-legais para desenvolvimento desta proposta”.

    Graças a essas alterações, o artigo 64 do regulamento do PDM passou a permitir que as “áreas consolidadas industriais” – como é o caso – sejam ocupadas por “superfícies comerciais, serviços, habitação e equipamentos colectivos”, embora tenham que continuar a ser “predominantemente” ocupadas com indústria. Até aí era possível fazer alguma habitação e comércio, mas essas construções não podiam ultrapassar os 30 por cento da superfície construída.

    Segundo Fernando Pinto Coelho – que trabalhava nos Espaços Verdes até ser convidado por Carmona Rodrigues para director do planeamento –, as alterações aprovadas em Setembro de 2003 (com o voto contra do PCP e a abstenção do PS) e publicadas em Março de 2004 foram decididas para “reconverter certas áreas obsoletas e trazer novos habitantes” a Lisboa.

    O próprio Governo, acrescentou, deu instruções para que essas alterações fossem feitas, de forma a adequar o PDM ao plano regional de ordenamento do território. Publicadas as alterações, os proprietários das diversas parcelas industriais ficaram com os seus terrenos valorizados. Mas nem todos passaram a poder beneficiar por igual com elas.

    Embora o novo texto do regulamento nada diga nesse sentido, os serviços camarários passaram a interpretá-lo como se a predominância dos usos industriais – ou seja, a obrigação de os manter em 50,1 por cento dessas áreas – se se medisse em relação à totalidade da zona oriental e não em relação a cada uma das parcelas, ou até das diferentes manchas industriais. Quer isto dizer que das alterações efectuadas beneficiam, antes de mais, os primeiros a chegar. Quando estes estiverem servidos pode acontecer que estejam esgotados os 49,1 por cento, para além dos quais não pode haver transformação de usos – e quem vier a seguir já nada poderá construir.

    A decisão de interpretar o regulamento desta maneira, diz Pinto Coelho, foi ditada por razões técnicas e “determinada superiormente”. Como boa parte destas áreas está há muito ocupada com usos terciários que não vão ser abandonados, e como Vieira comprou e está a comprar outras parcelas na zona, tudo indica que será ele – que o PÚBLICO não conseguiu contactar – o grande beneficiário da polémica alteração do PDM de Lisboa.
    Público 28.03.2007 – 09h07 José António Cerejo PÚBLICO

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  47. 17 Fevereiro, 2008 00:14

    Há dias, O PATO recebeu um e-mail de uma senhora que – é ela quem começa por dizê-lo – “não se pode expor com receio de represálias internas”, uma vez que é “pessoa ligada às investigações do processo Apito Dourado, cujas intenções iniciais” – acrescenta – “eram as melhores”, rematando contudo: “Estou profundamente desiludida”.

    E avança porquê: porque, segundo ela, essas investigações “foram completamente direccionadas” – indica por quem – “escolhidos alvos previamente definidos e cometidas uma série de ilegalidades e notórios erros processuais, que necessariamente vão matar o processo, em que muitos trabalharam de boa fé”. Levantando em seguida muitas questões que enumera, e que, segundo ela, foram deixadas de lado; para adiantar um conjunto de “elementos para uma investigação que deveria ter sido feita e não ocorreu, mas que está muito a tempo de se fazer”, embora “ninguém tenha mostrado interesse em investigá-las”.

    Por exemplo:

    – Investigue-se a realização de reuniões secretas em Lisboa, e outras no Bar Privado, também em Lisboa (…), testemunhadas por muitos funcionários deste local;

    – Investigue-se quanto pagou quem alojou Carolina Salgado para esta dizer o que disse, e quem na PJ deu suporte a essa estratégia;

    – Investigue-se, agora que se fala tanto da Bragaparques, qual a ligação dessa empresa (a um determinado clube e ao seu presidente e às sociedades de um outro presidente de clube);

    – Investigue-se a ligação (de um árbitro a uma determinada Câmara Municipal) e as ligações do presidente dessa Câmara ao presidente do clube da terra a uma grande empresa, etc., etc., etc. Tudo isso, continuando na EPUL, no caso-João Pinto, na transferência do jogador Marcel para o Benfica, mas (também) ligações de um presidente de um clube com a PJ de Lisboa, e por aí fora.
    E avança porquê: porque, segundo ela, essas investigações “foram completamente direccionadas” – indica por quem – “escolhidos alvos previamente definidos e cometidas uma série de ilegalidades e notórios erros processuais, que necessariamente vão matar o processo, em que muitos trabalharam de boa fé”. Levantando em seguida muitas questões que enumera, e que, segundo ela, foram deixadas de lado; para adiantar um conjunto de “elementos para uma investigação que deveria ter sido feita e não ocorreu, mas que está muito a tempo de se fazer”, embora “ninguém tenha mostrado interesse em investigá-las”.
    O Jogo 24/23 Sab, 17 Mar 2007

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  48. 17 Fevereiro, 2008 00:17

    A operação Apito Dourado é muito rendosa. Vende jornais e programas rádio-televisivos; é óptimo entretenimento e dá notoriedade, aplausos e louros a gente sedenta de galarim, andor e glorificação, à custa da terra queimada. Para tanto é gerida com o rigor e mestria de um marketing perfeito. A preceito e à medida da ambição e metas de venda dos promotores e dos gostos e expectativas dos consumidores.

    Sim, o futebol e seus nomes de proa são um apetecido alvo mediático. Essencialmente porque suscitam mais inveja do que admiração. Somos um povo atavicamente invejoso; temos inveja dos outros, do seu poder e competência, do seu mérito e reconhecimento, das suas gratificações e êxitos, do seu bem-estar e viver. A inveja reduz à sorte e acaso, à fraude e proteccionismo o sucesso alheio e atribui o insucesso pessoal ao azar e falta de oportunidade, à injustiça e incompreensão dos outros.

    Ao conferir estrelato aos seus protagonistas, o futebol desperta portanto a aversão e inveja de quem se julga com mais direito a ocupar o pódio da promoção e veneração, da adulação e celebração, da exaltação e entronização públicas. À inveja junta-se a frustração, sobretudo quando os outros alcançam mais do que era suposto suceder. Não se aceita o triunfo alheio e tenta-se diminuí-lo para iludir o demérito pessoal.

    Enfim o futebol congrega os ingredientes ideais para ser lançada sobre ele uma cruzada de ferro e fogo com impacto e lucro mediáticos. Até porque nas últimas décadas a maioria dos adeptos esteve em jejum e abstinência no tocante a êxitos significativos. Logo atribuir o sucesso de uma minoria a esquemas de fraude e corrupção compensa, embora de modo ilusório e triste, quem não tem argumentos para vencer.

    Mas… não haverá corrupção no futebol? Admito que sim, mesmo sem ter provas. Imagino que, nas transferências de jogadores e no doping, haja motivos para séria preocupação. Não acuso árbitros, por mais que a prepotência e inadequação de alguns para a função ditem a reforma urgente. Não tomo cunhas, fanfarronice e sexo por provas de corrupção. Porém tenho a firme convicção de que esta é no futebol muito menor do que noutros sectores. Por isso não acredito na pureza bacteriológica das intenções que movem a investida contra ele, expressas na gestão mediática do processo. E também não vejo razão para envolver tantos meios na operação. Assim acho que o país tem o direito de saber os respectivos custos e os órgãos superiores da justiça têm obrigação de fazer luz e ser claros nesta matéria.

    Não, não acredito na bondade da mediatização da operação e de quem dela se serve. Não acredito que seja expressão genuína do desejo sincero de um futebol mais limpo. O filme tem outro guião e este vai para além da bola. Sou céptico quanto aos motivos e fins; se eram puros na fonte, foram inquinados pelo caminho. Até agora só vi espuma colorida, conforme aos apetites do freguês. E, porque olho em redor, farto-me de ver sinais de suspeita e manipulação.

    No essencial o processo está concluído; já tem escalpes e vencidos. Mesmo que não se provem os crimes imputados, há figuras que vão sair dele diminuídas e até destruídas, pelas energias gastas e pela vida devassada. Chegaram ao fim da linha, forçadas. Não sejamos ingénuos; era isso mesmo o que se exigia e saudava desde o início: abatê-las, para outras, com perfil nada melhor, terem o caminho livre e facilitado. Era só isso e nada mais que se esperava e concitava o aplauso entusiástico da maioria. Por esse lado os mentores e apoiantes do processo já ganharam, mesmo que o remate judicial venha revelar que a montanha pariu um rato. Isso já pouco importa; o que conta é o objectivo de antemão garantido por um plano bem gerido. Parabéns aos vencedores! Entre eles não conto a justiça nem a vontade de elevação cívica do futebol; o troféu é da santa aliança ávida de poleiro e poder.

    Enquanto o apito distrai o povo e aliena a atenção, o polvo estende e engorda os tentáculos da sua acção. Também aqui há vencedores e vencidos; são sempre os mesmos, eternamente estabelecidos.
    A Bola Jorge Olímpio Bento na sua crónica “Um olhar do Norte”

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  49. anti-comuna permalink
    17 Fevereiro, 2008 01:01

    O meu país está podre. De alto a baixo. Não tem remédio senão aceitar ser o mezzogiorno ibérico.

    Alguns brasileiros dizem que o Brasil é corrupto por herança. A avaliar pelo próprio Brasil ou até Angola, não há dúvidas que deixamos as nossas marcas.

    Não havendo império, anda meio Portugal a vigarizar o outro meio, tal é a sanha desta gente.

    Vou dedicar-me à pesca. Começo pelos peixinhos do Padre António Vieira e lá chegarei ao Polvo Capelo…

    Pobre e triste país o nosso. Não tem redenção.

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  50. Mialgia de Esforço permalink
    17 Fevereiro, 2008 01:02

    CAA,

    Óptima analogia.

    Embora alguns assobiem para o lado, a corrupção mina a Tugalândia de alto a baixo, de Norte a Sul. Até que dá um jeitão reduzi-la a PC e ao FCP. Para o Vieira do Ésse Éle Bê e sus parolitos anestesiados só a hipótese de papar algum título na secretaria provoca-lhes sonhos húmidos.

    Circunscrever a corrupção desportiva à zona do Porto é só mesmo para mentecaptos e analfabetos funcionais.

    Se, para esses tais, o FCP só ganhou por causa do Apito, e nos últimos anos se tem assistido a um descarado Apito-AntiAzulado, fica a pergunta óbvia: porque é que os outros continuam sem ganhar?

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  51. 17 Fevereiro, 2008 01:04

    J,

    …essa “estória” de PDM’s e afins, mais vendas de terrenos (A.Mexia era presidente da GALP, estarei equivocado !?), que custaram 9 milhões de contos mas hoje valem 90 milhões, aconteceu, em 2004, salvo seja o erro e a personagem por mim invocada, ao tempo de Santana como presidente da CML, que em Outubro de 2003, em plena inauguração do novo Estádio da Luz, teceu rasgadíssimos elogios ao tal Vieira, ou estarei equivocado ?

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  52. Mialgia de Esforço permalink
    17 Fevereiro, 2008 01:10

    …essa “estória” de PDM’s e afins, mais vendas de terrenos (A.Mexia era presidente da GALP, estarei equivocado !?), que custaram 9 milhões de contos mas hoje valem 90 milhões, aconteceu, em 2004, salvo seja o erro e a personagem por mim invocada, ao tempo de Santana como presidente da CML, que em Outubro de 2003, em plena inauguração do novo Estádio da Luz, teceu rasgadíssimos elogios ao tal Vieira, ou estarei equivocado ?

    MJRB,

    Exactamente. Porreiro, pá!

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  53. 17 Fevereiro, 2008 01:12

    Mialgia de Esforço,

    peço-lhe o seguinte: não trate o Sport Lisboa e Benfica por “Ésse Éle Bê”. Há toda uma enorme HISTÓRIA que qualquer pessoa, português ou não, Benfiquista ou não, mas conhecedora do trajecto do Clube, admiram e respeitam !
    Poderá V. estar contra “este SLB” de Vieira e eu entendo-o, mas por favor, não confunda Azevedos e Vieiras com o Clube !
    (Eu, não sou nenhum “pardalito anestesiado” por Vieira.)

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  54. 17 Fevereiro, 2008 01:16

    Anti-Comuna,

    Redenção, redenção…, será difícil. Vou mais pela rendição, durante mais alguns anos, caso o povo-NADA não queira reagir via voto…
    O mesmo povo-NADA que está f….., não desperta do entalanço…

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  55. 17 Fevereiro, 2008 01:23

    “Tá” perro o discernimento do povo-NADA… Desde há muito ! Gaita, que está difícil entenderem quem lhes quer (algum) bem e quem dele se serve…
    E prevejo que com umas benesses pequenitas que sejam, em 2009 voltam a reeleger o carrasco…
    (Sadomasoquismo, embora a maioria não saiba o que é sadomasoquismo…)

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  56. Mialgia de Esforço permalink
    17 Fevereiro, 2008 01:25

    MJRB,

    V. sabe perfeitamente que a minha referência não o abrange.

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  57. 17 Fevereiro, 2008 01:25

    Que diferença! Do radicalismo do CAA de há um ano, em que afirmava que Pinto da Costa era obviamente inocente e que era tudo uma cabala, até porque os jogos em questão tinham sido em anos em que o Porto tinha sido campeão com larga vantagem, até admitir que o homem é culpado mas há pior. Realmente o procurador geral tem razão em dizer que já ter chegado aqui foi muito bom. Muito bom. A revolução moral pode continuar, que já tem as suas vítimas.

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  58. 17 Fevereiro, 2008 01:26

    Agora, se me permitem, vou beber “um copo”.
    Uma boa noite para todos !

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  59. 17 Fevereiro, 2008 01:33

    Luís,

    O que lhe vou dizer, nada tem a ver com Pinto da Costa e o “Apito Dourado”: não gostei nada e fiquei preocupado ao ouvir o PGR dizer isso !
    Explico-lhe: sobre o tal caso, ninguém foi ainda condenado; muito mal está a Justiça, quando um PGR ou um juíz afirmam que os processos instaurados a A ou B, Y ou Z, antes de serem julgados, já fizeram “prova” (qb) e colocaram na sociedade a serenidade desejada… Ou se quiser, “limpou” ervas daninhas…

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  60. dragaõ azul permalink
    17 Fevereiro, 2008 02:03

    É extraordinário pensar que, num país onde a corrupção está na própria corrente sanguínea do cidadão comum, em pequena ou grande escala, tudo se resolve contruindo uma elaborada campanha orquestrada por pessoas de caracter comprovadamente sinuoso, contra as eventuais aldrabices de um dirigente que, quer se queira qer não, sem sombra de dúvidas, é de longe o maior dirigente desportivo deste pais que há memória e tem uma dimensão que ultrapassa largamente as fronteiras deste retangulo da inveja em que vivemos. Tudo na vida é uma questão de marketing e de saber fazer um embrulho bonito, mesmo que dentro desse embrulho se esconda um esqueleto. Os Americanos exterminaranm milhões de índios e são hoje considerados os maiores defensores da liberdade. Os Alemães exterminaram Judeus e foram considerados genocidas. De outra forma não podia deixar de ser. Já em Portugal, o clube que é claramente melhor que a concorrência, nas ultimas 2 décadas porque é 1 – Melhor organizado 2 – Melhor liderado 3 – Mais disciplinado 4 – Tem um nível de exigência, que não se vê nem em nenhum outro clube, nem em qualquer outra orgaização, seja empresarial, ou até governamental. No entanto, os bons da fita são aqueles que, pelo contrário nos mesmos 20 anos foram e continuam a ser liderados, por notórios patifes, que recorrem a qualquer expediente para conseguir os seus fins e que se aproveitam da grandeza?? desses clubes para se auto-promoverem . Só para que não digam que presto vassalagem, como afirmou aqui um dos iluminados postadores, se se conseguir provar, sem sombra de dúvida, que PC comprou/aliciou árbitros, pois que seja cndenado. Mas a haver a chamada “justiça igual para todos”, que é uma ficção em qualquer parte do mundo, como se sabe, ele não seria NUNCA condenado sozinho.

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  61. 17 Fevereiro, 2008 02:39

    J,

    ao fechar o computador deparei-me com os seus comentários-referências, e antes de ir “beber um copo” com amigos, li-os com atenção. Com muita atenção. V. tocou em algumas “feridas”.
    O pouco crédito que me merecia certa Justiça, desfez-se de vez a 17 de Setembro de 2007, quando o MP arquivou o caso-Mantorras.

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  62. vitória permalink
    17 Fevereiro, 2008 03:17

    de facto,

    depois do que MJM, PM, LFV, CS e outros…

    quem é PM? um tal de Pedro Morão ou Mourão, benfiquista?

    e outros, of course, o Nico, Nicolau Breyner, a sua partenaire, … Casa Nova, das novelas, e, sim, MJM e o LFV, além aí de vaytiados blogs vermelhos…

    ui, e na tasca ao lado é um ver-se-te-avias de borrachos a falar disso tudo e de outras tantas tretas de arranjinhos benfiquistas que não vêm nas escutas, mas passados, num descaro, a vista de toda a gente, porque dizem uns deles, o Benfica é Nacional, enquanto o Porto tá bem que ganhe lá fora mais do que os outros clubes todos juntos, mas cá dentro dá pa desconfiar, já sabe, que ninguém aceita que um clube da união nacional, qual o Benfica, não ganhe sempre e mais que toda a gente…

    e eu tenho que a raiz dos apitos, sim, porque os há variados, encontra-se aí, na raiz verdadeira do problema, muito mais abrangente.

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  63. 17 Fevereiro, 2008 03:34

    Lisboeta,

    enquanto espero e não desligo o computador, especialmente para V., esta minha pergunta: Também é dos tais que desejam no SLBenfica “um Pinto da Costa” ?
    Se deseja, cale-se !
    Eu, não quero nenhum “Pinto da Costa” no SLBenfica — quero um presidente Benfiquista que acima de tudo e de todos defenda, de modo imaculado os superiores interesses do Clube !
    (É que várias dezenas de Benfiquistas, desesperados, têm-me dito que querem “um PC” na Luz…daí a minha pergunta.)

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  64. jabier permalink
    17 Fevereiro, 2008 10:04

    ai, ihihi…

    eu quero um presidente bBenfiquista que, acima de tudo e de todos, defenda, de modo imaculado, os superiores interesses do cClube !

    ai, te queda, manuela, pára, que me haces cosquillas, mi amor, cariño, ui, caray, me deja, por diós, manuela!…

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  65. 17 Fevereiro, 2008 10:57

    Aparentemente o Benfica como está, serve para muita coisa e é útil a muito benfiquista.
    Desde a venda de jornais à venda de emblemas.
    Como dizia o Veiga, coisa do género: “O Benfica é um clube de futebol e não uma loja de kits”

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  66. 17 Fevereiro, 2008 12:31

    Nestes comentários, fizeram-me dois tipos de acusações: a primeira é tão boçal que nem sequer a comento; a segunda, que defende que isto se trata de uma prática concertada que visa defender em ‘ultima ratio’ a posição criminal de Pinto da Costa e de outros arguidos, também está a tomar a núvem por Juno.

    Exemplifico: na investigação do Apito Dourado, directa e lateralmente, encontraram-se várias confissões de crimes, bem como factos que como tal podem ser subsumidos – as investigações centraram-se, extraordinariamente, na subida do Gondomar de divisão e dos problemas relativos às queixas do presidente dos Dragões Sandinenses…

    Mais: um dos inquéritos de que falou Paulo Morais no Prós & Contras é relativo a um extraordinário negócio urbanístico que deu origem à venda do campo do Salgueiros e da sua venda à Metro do Porto para a construção de uma estação: há papeis, documentos, pessoas dispostas a testemunhar. Estamos a falar de centenas de milhares de contos. Mas, claro, o que interessa não é isso. São as arbitragens e ver se se alimenta a lenda que ainda mantém vivos muitos medíocres que estão à frente de clubes que já foram grandes.

    Até porque, é bom não esquecer, se essas ‘vigarices legais’ do urbanismo fossem a Tribunal existiria sempre o risco de que algumas carreiras polítcas tidas como impolutas viessem abaixo.

    Valentim Loureiro foi o grande suporte político de quem, até ao momento da sua queda? Quem é o político, agora com as mais altas ambições políticas, que conseguiu um lugar de relevo graças ao empenho de Valentim? E os favores de Valentim e a Valentim foram feitos com a conivência de quem? Porque é que não se levaram para a frente as investigações relativas à gestão do Metro do Porto???

    Pensem bem nisso antes de olhar para o dedo que aponta para mais além…

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  67. Tribunus permalink
    17 Fevereiro, 2008 17:39

    O apito dourado è a ponta de um iceberg e não è só uns desafios de futebol, que estão em causa, toda aquela mafia de Gondomar e
    Porto a fazer telefonemas para os ministros e não só, representa milhões de contos, nunca contabilizaveis, que se podem advinhar, pela transcrição das escutas! Desafios de futebol, construção civil, terrenos, construções sem licença etc etc e o pai o filho, os amigos etc etc. Uma pregunta, não existe nenhum juiz. capaz de levantar o segredo as contas bancárias (que estão no país) para ver o enrequecimento do pai, do filho e dos amigos?
    media-se a quantos à hora os sacos se foram enchendo……..
    mas num país que a Fatima Felguieras contimua bem, não existe democracia de facto, mas sim uma parvónia que dura vai para 30 anos…….

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  68. denunciacoimbra2 permalink
    17 Fevereiro, 2008 20:27

    “Come chocolates pequena…

    Não há mais metafisica no mundo do que comer chocolates…”
    Álvaro de Campos

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  69. Chefe permalink
    18 Fevereiro, 2008 19:57

    Mais uma vez CAA mostra sem pudor que não tem etica nem valores… triste

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  70. Chefe permalink
    18 Fevereiro, 2008 19:57

    Tudo vale desde que o seu clube ganha, pois claro.

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  1. Apitos mais dourados * (**) « BLASFÉMIAS

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