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25 de Abril e o culto da carga II

1 Maio, 2008

Rui Tavares insiste aqui e aqui em reafirmar a ideia de que sem 25 de Abril não teríamos Serviço Nacional de Saúde e sem Serviço Nacional de Saúde não teríamos redução da mortalidade infantil. É um raciocínio típico dos cultos da carga que atribuem propriedades quase mágicas à forma, às aparência, não se preocupando com a substância das instituições ou das tecnologias. Como o gráfico mostra (via The Studio), a mortalidade infantil começou a descer muito antes do 25 de Abril não sendo possível detectar nenhuma mudança significativa causada pelo 25 de Abril ou pela criação do Serviço Nacional de Saúde. A mortalidade infantil é um dos muitos indicadores que já estavam a mudar muito antes do 25 de Abril e continuaram a mudar da mesma forma depois do 25 de Abril. Outra coisa não seria de esperar. O capital social que existia antes do 25 de Abril era mais ou menos o mesmo que o que existiu depois. O 25 de Abril não gerou portugueses mais inteligentes, nem mais cultos, nem criou o capital necessário para fazer hospitais e maternidades. Antes pelo contrário. Criou a ilusão, ainda em voga, de que o desenvolvimento não requer nem esforço, nem trabalho, nem estudo, nem poupança. Criou a ilusão de que o desenvolvimento é um direito que os governos atribuem por decreto. Os nórdicos têm exelentes indicadores de saúde e têm um serviço nacional de saúde? Crie-se então um serviço nacional de saúde e seremos como os nórdicos. Os nórdicos têm uma Segurança Social que dá reforma a toda a gente? Faça-se um decreto a dar reforma a toda a gente. Como é evidente, este processo mental não procura saber porque é que os nórdicos podem dar reforma a toda a gente (criaram a riqueza necessária na primeira metade do século XX) ou como é que os nórdicos chegaram aos seus indicadores de saúde (as mudanças sociais que ocorreram em Portugal nos anos 50 do século XX, começaram na Suécia da segunda metade do século XIX).

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88 comentários leave one →
  1. piscoiso permalink
    1 Maio, 2008 09:12

    Deve ser o gráfico da actividade sexual do JM.

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  2. Anónimo permalink
    1 Maio, 2008 09:28

    Nao foi o 25 abril que criou nada disso
    Foi o Marcelo Caetano e o Salazar lá do além…
    Esses que trabalhavam no duro.

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  3. piscoiso permalink
    1 Maio, 2008 09:30

    O comentário anterior, foi feito num momento em que o post só tinha a imagem do gráfico, sem texto.
    Sobre o texto, que entretanto apareceu, é óbvio que não se pode saber o que seria hoje sem o 25 de Abril.
    Tal como não se sabe o que seria a nossa civilização sem o 25 de Dezembro, ainda que dificilmente houvesse férias do Natal.

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  4. 1 Maio, 2008 09:46

    “…porque é que os nórdicos podem dar reforma a toda a gente (criaram a riqueza necessária na primeira metade do século XX)”

    E por continuarmos a distribuir a riqueza que não temos cobrando altos impostos em vez de deixarmos os empresários expandir mais, por continuarmos a ter a cultura socialista anti-empresário (veja-se agora a lei dos recibos verdes), todos os outros países da antiga europa do leste nos continuarão a ultrapassar. Um dia serão os nossos filhos a emigrar para a Ucrânia.

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  5. Pi-Erre permalink
    1 Maio, 2008 10:14

    Para se colher é preciso primeiro semear e dar tempo ao tempo. Qualquer agricultor sabe disso, mas os (nossos) políticos não.

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  6. Pi-Erre permalink
    1 Maio, 2008 10:20

    Quando se pretende acabar com os leões tendo em vista defender a elegância e graciosidade das gazelas, o efeito é precisamente o contrário: as gazelas transformam-se em pachorrentos e anafados bovinos e no fim nem há leões nem há gazelas.

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  7. a.verneuil permalink
    1 Maio, 2008 10:36

    Caro picoiso, pelo menos podemos calcular que com férias de natal ou sem ele na porcalhota fica sempre tudo na mesma.
    Férias, pontes, feriados, votos certos/palavras mágicas em terra de mandriões, desesperançados da vida, impreparados para qualquer função, apáticos obssessssivos, uma maioria avassaladora, sustentada por trouxas até à derrocada final.
    “Uma esmolinha por amor de deus!”
    “Fiquei sem quimeras”
    A. Nobre

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  8. Curioso permalink
    1 Maio, 2008 10:58

    Há sempre uma boa forma de voltar a ter o Estado com contas públicas em ordem. Basta deitar abaixo o chamado estado providência: acabe-se com as pensões de reforma; volte-se ao tempo dos médicos da caixa; que as crianças frquentem a escola apenas 4 anos – têm que começar a produzir riqueza logo a partir dos 10 anos…É esta a receita dos nossos liberais de pacotilha, que a meu ver apenas sofre de que pequeno problemazinho: é que os nossos liberais de pacotilha vivem (quase) todos à conta do estado a sugarem a riqueza que os outros criam…Os maiores adversários das ideias liberais em Portugal, são os nossos liberais. Olhamos para eles e o que vemos? Gente a viver à conta do Estado. Criar riqueza? Pois…isso é para os outros. Dão pena, os nossos liberais.

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  9. Tolstoi permalink
    1 Maio, 2008 11:15

    As relações causais estabelecidas, e repetidas exaustivamente, entre mortalidade infantil e criação do SNS; permitiram a criação do dogma de que a redução desse índice se devia à criação do sistema, mas importante é referir o avanço da medicina e a melhoria da assistência, que sim o SNS pode ter potenciado. Mas parabéns pelo questionar desse dogma a partir de dados objectivos.
    Para alguns, antes do 25 de Abri,l em todas as áreas em Portugal existia a idade das trevas…….

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  10. Tolstoi permalink
    1 Maio, 2008 11:18

    Já agora, o gráfico só não corresponde ao Q.I .do Piscoiso porque parte dum nível muito alto, mas a curva sim é essa.

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  11. Minhoto permalink
    1 Maio, 2008 11:23

    A democracia ganha com o 25 de Abril, o Rui Taveira e o seu monsenhor Soares http://br.youtube.com/watch?v=xOQAeVzK7TU

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  12. piscoiso permalink
    1 Maio, 2008 11:44

    Tolstoi desenvolveu o pensamento libertário, para quem a vida em ditadura seria sempre de trevas.
    É claro que não haverá trevas em ditadura para quem partilhe dessa ideologia, seja qual for a sua actividade.
    Ou no mínimo que não desenvolva qualquer actividade que ponha em causa, mesmo de expressão, que ponha em causa o regime.
    Terá o 25A acabado com os ditadores ? Certamente que não. Há por aí resmas deles.
    Até querem limpar da história o 25 de Abril. Actitude grotesca, quando os acontecimentos à data estão devidamente documentados, não apenas pelos autóctones, mas por gente de todo o mundo que nos visitou na altura.
    Alguns até fizeram filmes.
    Não gostam ?
    Comam menos.

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  13. lucklucky permalink
    1 Maio, 2008 12:07

    Há ainda a fuga da província para a cidade. É duvidoso que se ainda estivessem tantas pessoas na província a mortalidade infantil não aumentaria.

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  14. 1 Maio, 2008 12:12

    Ó João Miranda! Ou sou eu que tenho dificuldade em compreendê-lo, ou anda com os escritos um pouco baralhados. É evidente que o 25 de Abril teve as suas principais consequências imediatas ao nível das liberdades e dos direitos sociais (liberdade de expressão e reunião, ´direitos laborais, fim da guerra, etc.). Tudo o resto, já era admitido pelos sectores mais dinâmicos do regime que, no entanto, eram travados pela relação de forças existente. Será necessário recordar que Veiga Simão foi um homem de confiança de marcelo Caetano e o “iniciador” das reformas educativas que levaram ao alargamento da escolaridade obrigatória? Será necessário recordar que os homens da “Ala Liberal” (que nasceu dentro do regime) eram partidários da aproximação à Europa com a consequente abertura dos mercados (o que nos obrigava a qualificar a mão-de-obra e a reconverter o sector produtivo, muito dominado por actividades de baixo valor acrescentado e trabalho barato)?

    O que o 25 de Abril fez, foi acelerar o processo. Ponto final. Análises como as que o João Miranda está a fazer, fazem lembrar uma famosa escola da historiografia americana que se divertia a imaginar como seria o mundo se o comboio não tivesse sido inventado. Mas, se quiser mesmo saber o que esteve na origem da evoluçaõ positiva dos índices de mortalidade infantil. Compare:
    1º) As indicações da OMS para o sector;
    2º) O número de hospitais existentes no país;
    3º) O número de pediatras existentes no país e a sua distribuição geográfica;
    3º) O número t de hospitais com valência de pediatria;

    Já agora: o João Miranda sabe, por acaso, o que foi o Serviço Médico à Periferia?

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  15. 1 Maio, 2008 12:17

    lucklucky:
    “É duvidoso que se ainda estivessem tantas pessoas na província a mortalidade infantil não aumentaria”.

    É precisamente aí que as mudanças foram maiores. Basta comparar o que eram os hospitais existentes fora de Lisboa Porto e Coimbra com o que são hoje e, sobretudo, com as especialidades que disponibilizam à população.

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  16. 1 Maio, 2008 12:23

    “E por continuarmos a distribuir a riqueza que não temos cobrando altos impostos em vez de deixarmos os empresários expandir mais, por continuarmos a ter a cultura socialista anti-empresário (veja-se agora a lei dos recibos verdes), todos os outros países da antiga europa do leste nos continuarão a ultrapassar. Um dia serão os nossos filhos a emigrar para a Ucrânia”.

    Excelente comentário.
    ———————————–

    Excelente “post”.

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  17. 1 Maio, 2008 12:29

    O 25 – A continua a ser uma data marcante, que colocou o fim de uma época aterradora.

    Contudo, é preciso notar, que o 25 – A acabou com o modelo económico que então existia, baseado nas Colónias e limitou-se a entregar em 1986 (quando Soares viu que Portugal era insustentável) o país à UE (CEE).

    Ou seja, os “Pais do 25 – A” conseguiram distribuir o que tinham, sobretudo pelos seus bolsos, e quando verificaram que não tinham nada para dar, entregarm Portugal como penhora à Europa.

    Se a UE implodir (esperemos que não), Portugal estará logo numa depressão económica evidente.

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  18. 1 Maio, 2008 12:52

    J:
    “Se a UE implodir (esperemos que não), Portugal estará logo numa depressão económica evidente”.

    Se isso acontecer, a depressão será bem maior do que a portuguesa. Já agora: retire lá os fundos europeus e diga que “remédios” temos para tratar a depressão. Este também é um bom tema de reflexão para os que se fartam de falar os “empresários portugueses, limitados pelo Estado”. Onde estão eles?

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  19. Pêndulo permalink
    1 Maio, 2008 12:55

    Acho tão bonito os “falsos recibos verdes” de elite, com rendimentos próximos dos € 100.000 queixarem-se da carga fiscal.
    Para quem não saiba só são, no caso das prestações de serviços, tributados por 70% do que ganham.
    É só ir à página da DGCI e utilizar o simulador (diga-se que só está disponível para 2005).
    Façamos para 2005 a simulação de um trabalhador dependente que ganhe €90000 sem descontos nem mais nada, só vamos introduzir os 90.000- Imposto a pagar € 24.391,09

    Façamos agora um prestador de serviços com os mesmos 90.000 – Imposto a pagar € 14.489,14

    São só € 10000 de diferença

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  20. 1 Maio, 2008 13:02

    “Curioso Diz:

    Há sempre uma boa forma de voltar a ter o Estado com contas públicas em ordem. Basta deitar abaixo o chamado estado providência: etc, etc, etc bla bla bla”

    Não me diga que pensa que é possível manter as contas SEMPRE desequilibradas? Não me diga que pensa que é possível gastar sempre mais do que se ganha? Não acha que há uma altura em que é preciso começar a pagar as dívidas? Acredita mesmo que o ‘estado providência’ só existe com défices?

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  21. 1 Maio, 2008 13:05

    “Acho tão bonito os “falsos recibos verdes” de elite, com rendimentos próximos dos € 100.000 queixarem-se da carga fiscal. Para quem não saiba só são, no caso das prestações de serviços, tributados por 70% do que ganham.”

    É natural que quem tenha um maior risco de rendimento tenho uma menor tributação. Um profissional liberal até pode ganhar 100.000 este ano, mas pode estar doente no próximo e ganha 0. Se o estado fizesse as médias de rendimentos de longo prazo para nivelar as tributações e se devolvesse imposto cobrado em ano de prejuízo, este argumento ainda poderia ter razão de ser.

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  22. yoda permalink
    1 Maio, 2008 13:12

    A taxa de variação entre 75 e 90 é nitidamente superior à dos últimos 15 anos do salazarismo, por um factor de 100% apenas. De qualquer modo diga-se que para conseguir taxas de mortalidade infantil de 20 ou 30 por mil não é preciso mais do que ser a Guatemala ou Cabo Verde de hoje em dia. Há portanto duas questões: até quanto seriam as as supostas estruturas da sociedade de antes do 25 de Abril capazes de baixar a taxa de mortalidade infantil e porque é que a discussão se centra apenas neste indicador.

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  23. Pêndulo permalink
    1 Maio, 2008 13:13

    Prf TVC

    O IRS refere-se aos rendimentos de um ano só, seja para os dependentes ou para os “recibo verde”. O argumento que apresenta de devolução também é válido para os dependentes, por exemplo eu já tive dois empregos em simultâneo, fui tributado pela soma, quando deixei um, no ano seguinte, o Estado não me devolveu nada do que eu tinha pago no ano anterior.

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  24. Pêndulo permalink
    1 Maio, 2008 13:18

    Aliás a justificação legal para a exclusão de 30% foi a de que seriam as despesas inerentes ao exercício da actividade, coisa que para os falsos recibos verdes cria uma injustiça face aos trabalhadores dependentes pois, como é óbvio, as despesas são as de transporte, comuns aos trabalhadores dependentes que as não podem deduzir.

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  25. permalink
    1 Maio, 2008 13:28

    O 25 DE ABRIL É RESPONSAVEL PELO AQUECIMENTO GLOBAL

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  26. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 13:33

    João Miranda insiste no disparate, mas agora acolitado por The Studio. Sim ,The Studio, o comentador mais execrável da blogosfera. Quem te viu e quem teve, João Miranda!! No que te transformaste!

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  27. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 13:38

    Muitas pessoas até que simpatizam com várias ideias veiculadas por blogueiros liberais, como é o meu caso. Mas estes posts deitam tudo a perder.Não admira nada que muita gente saque da pistola quando ouve a palavra liberalismo. Com posts destes…….

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  28. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 13:43

    “(o 25 de Abril) Criou a ilusão, ainda em voga, de que o desenvolvimento não requer nem esforço, nem trabalho, nem estudo, nem poupança” Jm

    Malvado 25 de Abril. Volta Salazar, estás perdoado. Não há dúvida os valores do 25A são uma autentica bosta quando comparados com os de Salazar. O 25 A fez dos portugueses uns preguiçosos que só pensam em praia, futbol e pedir dinheiro emprestado. Ah que saudades de Salazar. Naquele tempo éramos felizes.

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  29. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 13:48

    “Como é evidente, este processo mental não procura saber porque é que os nórdicos podem dar reforma a toda a gente…”

    O 25 A até processos mentais conseguiu criar. E ainda por cima estuporados. Vamos precisar mais de 100 anos para nos livrarmos deles.

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  30. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 13:50

    Em suma: a valente merda que somos hoje deve-se ao 25 de Abril; as poucas coisas que ainda se aproveitam em nós são reminiscências do tempo de Salazar.

    Bastava escrever estas duas linhas João Miranda!

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  31. Pêndulo permalink
    1 Maio, 2008 13:51

    Em que ano nasceu o JM ? Em que décadas e em que país cresceu? Se calhar o JM até tem razão.

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  32. Cientista Liberal-Conservador permalink
    1 Maio, 2008 14:23

    Credo… tanto paleio para se acabar fazendo a habitual apologia saudosista do Estado Novo. Isto nao é novo por estes lados. Sao estes os “liberais” portugueses? Sim, senhor que progressistas!

    Já sabemos a ladaínha de cor: o Salazar nao era assim tao mau, o Cunhal também teria torturado uns tantos, o Salazar fez muito bem à nossa economia, o 25 de Abril é um mito romântico embelezado por esses execráveis esquerdistas, etc., etc.

    Que aborrecimento, ó Miranda! O único gajo que ainda dá aqui umas larachas com piada é o Piscoiso. Mas estes “liberais” da naftalina nao amparam o golpe puxando pelo miolo.

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  33. Doe, J permalink
    1 Maio, 2008 14:30

    Por muito mau que tentem pintar o Salazar dificilmente conseguem justificar o lixo todo que veio depois dele. Mas como uma mentira mil vezes repetida… 🙂

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  34. Cientista Liberal-Conservador permalink
    1 Maio, 2008 14:36

    Essa gente, que “pinta” o Salazar com tons de PIDE, censura, sub-desenvolvimento, tacanhez….

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  35. 1 Maio, 2008 14:56

    Acho que há muita gente que não consegue ver aonde se queria chegar com esta entrada de JM…

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  36. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 15:22

    JM em relação ao SNS você não faz ideia nenhuma do que está a dizer.Eu fui o responsável máximo (em termos operacionais) da construção e equipamento dos 12 mais recentes hospitais,de dezenas de blocos operatórios e de centros de saúde.

    Sabe qual é a diferença entre instalações e equipamentos da idade média e de instalações e equipamentos de hoje, em Portugal?Não sabe.Mas eu sei, porque vi a idade média,a miséria,a falta de condições mínimamente capazes.Você JM deve achar-se muito esperto mas devia ter vergonha de mal dizer o extraordinário trabalho que se fez na área da saúde.Acompanhei técnicos da UE que aqui estiveram a estudar o que nós fizemos.Mas claro com a ditadura é que era bom!

    Quanto á SS é inadmíssivel que você apresente um argumento destes!Não é o JM que bem diz,do inexistente SS do país mais rico do mundo?

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  37. JoãoMiranda permalink
    1 Maio, 2008 15:50

    ««Sabe qual é a diferença entre instalações e equipamentos da idade média e de instalações e equipamentos de hoje, em Portugal?»»

    Se não fosse o 25 de Abril não haveria upgrade dos equipamentos e das instalações?

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  38. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 16:11

    Antes do 25 A, para efeitos de definição de direitos em matéria de assistência nos estabelecimentos e serviços de saúde, existia uma estigmatizante classificação da população em três grupos: pensionistas, os que tinham recursos para pagar todas as despesas médicas e hospitalares; pobres ou porcionistas, os que só poderiam pagar uma parte ou porção das despesas médicas e hospitalares; e Indigentes, isto é, os que nada podiam pagar, por exclusão social, sendo o grau de insuficiência económica averiguado através do famoso inquérito assistencial.

    Tudo isto acabou com 25 de Abril. Palavras para quê?

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  39. Tolstoi permalink
    1 Maio, 2008 16:12

    O Sr. Luis Moreira das duas uma, ou trabalha no SNS ou vende para o SNS, está tudo dito. Quanto custa uma consulta num Hospital Central num serviço com bastantes especialistas (ao contribuinte ) e quanto custa uma consulta de especialidade num dos novos Hospitais privados (Grupo Melo ou Espírito Santo) a quem a paga, tendo por exemplo um seguro. Esta é que é a questão. No estado os profissionais de saúde ganham sempre o mesmo quer trabalhem quer não trabalhem, . O SNS é também um universo com muito desperdício, isto para ser benévolo. Existem aqueles que integrados no sistema sabem usá-lo muito bem.

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  40. JoãoMiranda permalink
    1 Maio, 2008 16:13

    ««Antes do 25 A, para efeitos de definição de direitos em matéria de assistência nos estabelecimentos e serviços de saúde, existia uma estigmatizante classificação da população em três grupos: pensionistas, os que tinham recursos para pagar todas as despesas médicas e hospitalares; pobres ou porcionistas, os que só poderiam pagar uma parte ou porção das despesas médicas e hospitalares; e Indigentes, isto é, os que nada podiam pagar, por exclusão social, sendo o grau de insuficiência económica averiguado através do famoso inquérito assistencial.

    Tudo isto acabou com 25 de Abril. »»

    Acabou? Já ouviu falar de taxas moderadoras dependentes do rendimento?

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  41. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 16:24

    Já ouvi falar de taxas moderadoras dependentes do rendimento e não me chocam se em causa estiver a sobrevivência do SNS. Comparar isto com antes do 25A é atirar areia.

    E o que me diz ao facto de Portugal ter sido dos países desenvolvidos que mais cresceu desde os anos setenta até hoje, tendo escalado do fundo das hierarquias no índice de “desenvolvimento humano” das Nações unidas para um estimulante 23º lugar?

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  42. 1 Maio, 2008 16:26

    JM, o SNS ganhou este nome em 1979, o décreto Arnaut que lhe deu origem é de 1976, e há uma série de alterações legislativas de 1974-75 que são também relevantes. A questão institucional está resolvida, o SNS é uma consequência clara do 25 de Abril.

    Esta não é apenas uma questão institucional. Quanto à mortalidade infantil, Portugal não se aproximou apenas da média: superou essa média. Logo, não se limitou a acompanhar uma tendência. Estávamos entre os piores da nossa zona geográfica, e agora estamos entre os melhores do mundo.

    Muita coisa contribuiu para isso, antes e depois do 25 de Abril — e até ao Albino Aroso e à Leonor Beleza. Como é evidente e eu digo na crónica. Menosprezar uma mudança de regime porque não tem todos os efeitos no imediato, ou porque anteriormente já havia dados positivos, é pouco engenhoso.

    Uma ditadura não pode ter boas estatísticas de saúde? Pode (v. Cuba). Mas as boas estatísticas de saúde em Portugal estão ligadas à democracia, por duas razões principais a meu ver:

    – A reorganização e investimento: você diz que o SNS é uma mera reorganização. É isto um argumento sério? Tudo o que nós fazemos é reorganização: até deus não criou o céu e a terra, “separou” o céu e a terra. Para valorizarmos o 25 de Abril ele teria tido de criar os hospitais do zero e inventar a medicina em Portugal? Não. Mas a reorganização permitiu investimento, e não há nenhum agente de saúde em Portugal que não reconheça o salto qualitativo e quantitativo que foi dado no 25 de Abril.

    – Mas há outra razão, e esta foge absolutamente ao seu “argumento da carga”. Recentemente, uma ambulância chegou atrasada, um homem morreu, houve um escândalo nacional e o ministro foi demitido. O próximo ministro sabe que estas coisas lhe custam o lugar. Na ditadura, o facto nem teria sido noticiado. A democracia, por si só, permite trazer para a arena pública as coisas que preocupam a população (a saúde, nomeadamente) e pressionar os políticos. A democracia faz bem à saúde, se o eleitorado o quiser. A liberdade de expressão, eleições livres e outras coisas que ganhámos a 25 de Abril tiveram influência sobre isto, como sobre outros serviços prestados pelo Estado.

    Podia isto ter acontecido em ditadura? Como possibilidade, sim. Imaginemos que Marcelo Caetano achava, como Fidel Castro, que a saúde tinha valor propagandistico, ou que isso era meramente uma preocupação do ditador. Isto também permitiria pressionar o ministro. Resta saber se tão bem como a opinião pública o faz hoje.

    Mas é aqui que o seu pensamento mágico se revela (sim, o seu). Você precisa não só de dizer que o que aconteceu não teve influência do 25 de Abril (o que é muito difícil), como precisa de dizer que onde teve influência do 25 de Abril (eleições livres, por exemplo) isso não tem efeito de contágio nem relevância. Mas necessita ainda de sugerir que uma ditadura que foi interrompida teria feito o mesmo, ou melhor, caso a tivéssemos deixado continuar.

    E depois ainda tem a lata de alegar irracionalidade no pensamento de pessoas que dizem que:
    – o 25 de Abril teve efeitos concretos
    – esses efeitos são relevantes
    – esses efeitos são duráveis
    – esses efeitos contagiam outros.

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  43. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 16:50

    O regime político-constitucional do período entre 1926 a 1974 era como todos sabemos anti-partidário, anti-liberal e anti-parlamentar. Existia um partido político apenas, designado por União Nacional. A Economia assentava no corporativismo cujo intuito principal era dar um total controlo do Estado sobre as actividades económicas. Por outro lado a indústria existente estava organizada de acordo com um modelo de cariz predominantemente monopolista. Agora diga-me caro João Miranda – se souber, é claro- como é que se poderia criar desenvolvimento nestas circunstâncias? È preciso ir a Coimbra para ver que um sistema assim funciona mal? Tudo isso acabou com a democracia. Na verdade, existe uma forte correlação positiva entre democracia e crescimento económico, já para não falar em desenvolvimento que isso é óbvio de mais.

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  44. Curioso permalink
    1 Maio, 2008 16:58

    “Não me diga que pensa que é possível manter as contas SEMPRE desequilibradas? Não me diga que pensa que é possível gastar sempre mais do que se ganha? Não acha que há uma altura em que é preciso começar a pagar as dívidas? Acredita mesmo que o ‘estado providência’ só existe com défices?”

    Não, não acredito. Acredito que é possível ter contas equilibradas com reforço do estado-providência. Quer um exemplo? A Espanha, mesmo aqui ao lado, para não falarmos sempre dos países nórdicos. Saldos positivos nas contas públicas, com reforço das prestações sociais. Ao contrário do que defendem os nossos liberais que vivem à conta do dinheiro dos contribuintes. Aliás, um primeiro passo para chegar lá é desparasitar o estado de todos os inuteis que vivem à sua (nossa) conta e que se auto-intitulam de liberais, consultores e de “empresários” – teriam que começar a viver apenas da riqueza que conseguissem criar. Outro passo seria o de acabar com negócios obscuros que lesam as contas públicas (tipo submarinos e afins…), mas que são tão do agrado dos liberais e dos chupistas já referidos. É claro que para isto seria necessário ter Governos sérios e a sério.

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  45. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 17:13

    Obviamente que nada se consegue sem esforço, dedicação, estudo, enfim sem uma cultura de profissionalismo e rigor. E é verdade que neste domínio Portugal tem um longo caminho a percorrer. Mas porquê trazer o 25 de Abril à colação? O 25 de Abril não é para aqui chamado, caro João Miranda.

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  46. 1 Maio, 2008 18:10

    Já agora, os seus posts partem de uma enumeração minha pouco exaustiva das coisas que o 25 de Abril fez por nós. Conto nessa enumeração um pouco menos de 20 itens, e muitos outros poderiam ser acrescentados. O mais arriscado é certamente ligar a entrada na UE ao 25 de Abril, mas não tenho dúvidas que em ditadura não teríamos entrado na UE. O JM tentou usar o seu argumento da “carga” em três (pensões, férias e SNS). Do meu ponto de vista mal, porque não só o 25 de Abril teve consequências directas sobre estes como indirectas também (via democrática). A conquistas das liberdades É o ponto essencial no fim de uma ditadura e JM não consegue chegar. Desejo-lhe boa sorte para os restantes itens da lista. A avaliar pelo que tentou fazer com as férias e o SNS, teremos muitas piruetas de lógica pela frente.

    ===
    “Por outras palavras: tirando eleições livres e justas, imprensa sem censura, extinção da polícia política, partidos políticos, fim da tortura e dos presos de opinião, liberdade de manifestação e associação, que fez o 25 de Abril por nós? Nada.”

    “Eu não sei se o fim da guerra é uma “reforma”: para mim, é melhor do que isso. Ora, diz VPV, o “abandono de África não provocou nenhuma resistência interna, provando a artificialidade do imperialismo indígena”. Pois tirando o fim da guerra, que foram treze anos de “nenhuma resistência interna” mais a “artificialidade” de uns milhares de mortos, temos o quê? Nada.”

    “universalização das pensões de reforma, generalização das férias pagas e Serviço Nacional de Saúde.”

    “tirando os recém-nascidos que sobreviveram, os velhos que recebem pensões, os jovens que não foram à guerra e lotaram as universidades, os adultos que gozaram férias e o pessoal todo que viajou para o estrangeiro sem ser “a salto” e nem precisar de passaporte, que fez o 25 de Abril por nós? Nada.”

    “Um exemplo: a entrada na UE não é o 25 de Abril. Mas é muito duvidoso que chegássemos a uma coisa sem a outra.”

    É uma listagem restrictiva. Alguém duvida de que se poderia acrescentar mais? Mas se querem defender que o 25 de Abril foi irrelevante em qualquer das coisas enumeradas, ou que as mudanças não têm qualquer significado nas nossas vidas, estejam à vontade. Desde o 25 de Abril que a liberdade de expressão nos permite dizer o que quisermos.
    ===

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  47. 1 Maio, 2008 18:16

    Óh Rui Tavares: e que tal actualizar o seu blog? Era porreito, pá!
    Cumprimentos; E lembre-se BEM do filme dos MOnty que citou no seu artigo.Lembra-se como acabou a cena? LOL

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  48. J.Pereira permalink
    1 Maio, 2008 18:46

    O rapaz Tavares é um excelente exemplo do excelente ensino universitário(?) cá da paróquia.
    Como amostra , a “ideia” que a personagem tem do que terá sido uma coisa que dá pelo nome de “tomada de Lisboa aos Mouros”.
    Esclarecedor…

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  49. Isabel Coutinho permalink
    1 Maio, 2008 18:53

    Antes do 25-A não havia SNS, mas havia a Caixa de Previdência, que abrangia todos os que para ela descontavam, que eram todos os empregados por conta de outrem, porque o desconto era obrigatório. (Também havia um regime qualquer para os pescadores e trabalhadores agrícolas, mas não sei muito bem como era.)
    Nessa altura o trabalho precário era praticamente inextistente (excepto agricultura e turismo), por isso os que usufruiam dos serviços da Caixa eram quase todos. E o desconto para a Caixa era uma ninharia, que quase não pesava nos ordenados.
    Quem viveu nesse tempo sabe como a Caixa eram muito melhor que o SNS. Não havia taxas moderadoras, o medicamentos eram praticamente gratuitos. Assim como eram gratuitos os serviços hospitalares.
    Quanto à mortalidade infantil, essa, como alguém já disse aqui, não começou a baixar com o 25-A, mas muito antes.
    Começou quando as mães começaram a ter os filhos nos hospitais ou maternidades, em vez de os terem em casa. Ou tomaram consciência de que tinham de levar os filhos ao médico, em vez de os tratarem com “mesinhas”.

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  50. Tolstoi permalink
    1 Maio, 2008 18:54

    O Sr. Curioso generaliza com muita facilidade, nem todas as pessoas vivem de forma directa ou indirecta do estado, muitos apenas contribuem para o mesmo.
    Aliás o estado não sobreviveria doutra forma.
    A questão da organização dos serviços de saúde é discutida em todos os estados, tendo cada país a sua especificidade. Vejamos agora a vertente dos recursos humanos e mais especificamente recursos médicos. È preciso não esquecer que por exemplo o SNS Inglês funcionou com alguma eficácia (entre outros factores) graças a médicos internos de outros países (Índia, Paquistão, etc) que mesmo não sendo favoravelmente remunerados se valorizavam através da conclusão dos seus internatos de especialidade, regressando alguns posteriormente ao seu país. Cada vez menos, esses médicos, como por exemplo os Indianos têm necessidade de sair do seu país, pois já têm em muitas áreas uma excelente medicina. Portugal apesar de alguns serviços com qualidade não é destino preferencial para a formação médica, e grande percentagem de médicos não se encontram motivados no SNS, daí a recente deslocação para os Hospitais privados. Sem dúvida que se podem contratar médicos em países onde exista algum excedente mas será esse o caminho para uma assistência de qualidade?
    As faculdades de medicina aumentaram recentemente o numero de vagas nos seus cursos mas só daqui a alguns anos teremos o acréscimo de profissionais, mas não me parece que o anseio de grande parte destes jovens seja ser funcionário público. Como
    gerir então estes recursos ? deveremos reforçar o SNS? Ou contractualizar?

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  51. Isabel Coutinho permalink
    1 Maio, 2008 18:56

    “Desde o 25 de Abril que a liberdade de expressão nos permite dizer o que quisermos”

    Sem dúvida. Mas não é com “liberdade de expressão” que enchemos a despensa.

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  52. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 19:01

    Eu não trabalho no SNS nem nunca trabalhei.Sou gestor de profissãoe e de formação e fui convidado para gerir o programa operacional da Saúde entre 1991 e 1996.Tive graves problemas com o sistema instalado.Fui acusado pelo Independente e pelo Expresso que teria sido eu que lancei o concurso da gestão PRIVADA do Amadora/Sintra.Não fui, mas lutei para que isso acontecesse.Para se puder comparar a gestão dos hospitais públicos com a gestão privada.Acho que a gestão pública e privada se devem complementar.Disse-o quando era dificil dizer e sofri muito com isso.Eu e a minha família.Só faltava agora que me acusassem que sou contra a privada.

    Aquele gráfico reflete as seguintes etapas. Saneamento básico em que as condições da saúde das mães e das crianças foram melhorando ao longo de séculos.Depois o aparecimento dos antibióticos.Na fase actual os equipamentos e as técnicas de apoio á vida.O Dr. Albíno Aroso lançou e implementou um amplo programa de apoio á mãe e á criança que em 5 anos levou Portugal aos melhores lugares dos rankings mundiais.Só possível porque os hospitais públicos poderam ter melhor instalações e os melhores equipamentos.E, acima de tudo, que Albino Aroso e a sua equipa tivessem uma liberdade de acção que nunca haveria em contexto de ditadura.

    Até um determinado valor basta as condições de alimentação e saneamento básico para melhorar os índices.A partir daí só um trabalho sério, alicerçado em conhecimentos e técnicas sofisticadas é possível melhorar.

    Dizer que com a ditadura era possível fazer isto, é tão desonesto, intelectualmente, como dizer que a guerra em Africa tambem acabaria em África.É possível que sim.Depois de milhares de vidas desperdiçadas!

    Tudo isto foi feito contra os grandes interesses, dos barões da medicina.Veja-se o que aconteceu á Leonor Beleza!

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  53. 1 Maio, 2008 19:10

    Ó Isabel Coutinho: Você estará boa da cabeça? Tem noção da alarvidade do que está a dizer?

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  54. piscoiso permalink
    1 Maio, 2008 19:13

    Mas não é com “liberdade de expressão” que enchemos a despensa.
    Pois.
    Nem a garrafeira. Mas um gajo buber, e não poder dizer o que lhe vai na alma, também não tem piada.

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  55. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 19:14

    Isabel Coutinho,por amor de Deus você nunca reflectiu sobre esta questão:Sabe que eu nasci nas Beiras e só fui 2 vezes ao médico.Ambas as vezes estava a morrer.E como eu a esmagadora maioria das crianças! Não diga nada sobre isto.Eu vi hospitais ( e foi só há 16 anos) onde um bloco operatório era uma sala com menos equipamento de um qualquer consultório médico de hoje.

    Nenhum privado investiria em milhões de contos em equipamentos como fez o SNS.Quando a medicina dava os primeiros passos em técnicas de diagnóstico que são hoje corrente e aceites o que torna o investimento sem risco.

    Sabe o que está a contecer com os privados?Cirurgia laparoscópia, ambulatória, entra á noite sai 24 horas depois.Centenas de contos.Cuidados prolongados o SNS resolve.Camas,estadias e doenças de longa duração o SNS trata.Não dão dinheiro!

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  56. Tolstoi permalink
    1 Maio, 2008 19:15

    O exemplo de Leonor beleza é péssimo, como ministra, apesar de avisada, e embora socorrendo-se de pareceres técnicos, é certo, permitiu a administração de lotes que vieram contaminar com HIV várias crianças hemofílicas. Meu caro, nestas matérias quando há dúvida suspende-se, não se permite a sua administração por razões económicas, principalmente num país onde existe tanto dinheiro mal gasto e tanto desperdício. Como sabe em França o responsável da pasta da saúde num processo semelhante respondeu perante a justiça.

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  57. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 19:20

    Tolstoi

    Infelizmente, tanto para si como para mim, virá o dia em que a saúde dos Mellos e do BES não o vão tratar.Mesmo que tenha dinheiro!

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  58. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 19:29

    Beleza lutou e atacou interesses que faziam o que queriam nos hospitais.Veja o que as corporações de interesses lhe fizeram.Quanto ao factor de sangue infectado, a Beleza é outra.Foi a mãe.Que eu conheci e que é uma senhora de grande nível.Teve azar num período crítico.Tolstoi você já pensou que neste momento há vírus que não são conhecidos e que daqui a 5 anos se vai perceber que o malandro do médico lho receitou numa bela embalagem cor de rosa?

    Não é que eu lho deseje, mas que é certo…

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  59. libertas permalink
    1 Maio, 2008 19:37

    O melhor do 25 de Abril foi a Caixa Geral de Aposentações, em que uns 300 mil portugueses vivem num mundo à parte de privilégios e regalias, à custa da miséria do povo e da sua vil exploração.

    Uma sra professora do ensino primário (da escola Estado) com 11 anos de estudo, nascida em 1950, reformou-se (como as colegas das escolas do estado) em 2002, com 52 anos de idade, com 2700 euros/mês vitalícios, 14x ao ano!!!!

    Se tivesse trabalhado num qq colégio não-estatal, ainda hoje estaria a trabalhar, até 2015 (qd perfaz 65 anos). Até a colega da função pública já mamou mais de MEIO MILHÃO de €€€ (13 X 14 X 2700€), em casa sem trabalhar!!!! MEIO MILHÃO de euros roubados aos pobres!

    VIVA o 25A!

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  60. libertas permalink
    1 Maio, 2008 19:39

    O melhor do 25 de Abril foi a Caixa Geral de Aposentações, em que uns 300 mil portugueses vivem num mundo à parte de privilégios e regalias, à custa da miséria do povo e da sua vil exploração.

    Uma sra professora do ensino primário (da escola do Estado) com 11 anos de estudo, nascida em 1950, reformou-se em 2002 (como as outras colegas das escolas do Estado), com 52 anos de idade, com 2700 euros/mês vitalícios, 14x ao ano!!!!

    Se tivesse trabalhado num qq colégio não-estatal, ainda hoje estaria a trabalhar, até 2015 (qd perfaz 65 anos). Até se reformar, a colega da função pública já mamou mais de MEIO MILHÃO de €€€ (13 X 14 X 2700€), em casa sem trabalhar!!!! MEIO MILHÃO de euros roubados aos pobres!

    VIVA o 25A!

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  61. Tolstoi permalink
    1 Maio, 2008 19:42

    Diga isso aos pais das crianças que morreram. A responsável da pasta era a filha que teve conhecimento do aviso por isso pediu os pareceres. Mas explique então o que Leonor Beleza e o seu secretário de estado Costa Freire envolvido em bons negócios
    ao que parece com mais um familiar de grande categoria fizeram na saúde em Portugal . Os únicos médicos beliscados foram os médicos mais novos que perderam os vínculos o que aconteceu aos “tubarões”?

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  62. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 19:52

    O Freire que eu não conheço vendeu um sistema informático ao Hospital S.Francisco Xavier e a Leonor Beleza não foi acusada de nada. Mas eu não estou aqui a defender a Dra Beleza, estou aqui a defender o SNS e a dizer-lhe
    que o espantoso avanço que houve na saúde em Portugal se deveu ao SNS.Os privados é que estão agora a ir na onda desencadeada pelo SNS.Não o contrário.Quanto aos procedimentos do pessoal e gestão eu comecei por dizer que é preciso que público e privados coexistam!

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  63. 1 Maio, 2008 19:56

    Há duas coisas muito interessantes nestes diálogos. Em primeiro lugar, o 25 de Abril continua bem vivo, quero dizer: promove júbilo e provoca dor. A vida é assim. O Presidente deveria aconselhar os jovens a visitar este blogue para se instruírem sobre a data.

    A segunda é o seu carácter fetichista. Nesta discussões não há responsáveis, gente que tenha feito opções, tomado iniciativas, etc. O que há é uma data de calendário tomada como fetiche benévolo ou diabólico.

    Do ponto de vista histórico, houve continuidades e rupturas. Poderia ser de outra maneira? Há proposições, porém, que não fazem sentido: dizer que a melhoria dos indicadores da mortalidade infantil melhorou por causa do 25 de Abril. Eu posso acreditar, mas é uma questão de fé. Não posso sujeitar a proposição a nenhuma prova empírica, pois não posso organizar um mundo paralelo onde o regime do 24 de Abril permaneceria em 25 e ver o que resultava, para comparar. Também não posso provar que o regime não se reformaria a si mesmo e transitaria à democracia. Também não posso provar que o regime não descolonizaria e que não haveria uma tragédia devido a essa descolonização. A História não é um laboratório. Combina investigação do passado com muita ideologia, mas isso é, também, impossível de evitar.

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  64. 1 Maio, 2008 20:06

    2700euros de reforma aos 50 e tal anos? Coisa pouca. Merecia mais até. Assim tipo revolução permanente, cada vez mais privilégios.

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  65. Jofer permalink
    1 Maio, 2008 20:07

    Curioso Diz:
    1 Maio, 2008 às 10:58 am

    Completamente de acordo com o seu coméntário.Porém acrescento mais: o JM não comeu o pão que o diabo amassou no tempo do “tonho das botas”.
    Se tivesse comido o pão que o diabo amassou não falava de barriga cheia.
    Prefiro o mau que hoje tenho que o bom que tive durante a ditadura

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  66. Jofer permalink
    1 Maio, 2008 20:17

    JoãoMiranda Diz:
    1 Maio, 2008 às 4:13 pm
    Acabou? Já ouviu falar de taxas moderadoras dependentes do rendimento?

    Sr Miranda antes do 25A colavam uma vinheta no talão de marcação de consulta. E se a memória não me atraiçoa, pagava-se
    5$00. Para quem ganhava 50$00 por dia (era o meu caso. Naquela época ganhava-se ao dia e eu estudava de noite), é uma questão de fazer contas. Veja lá se agora se paga mais…?

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  67. Tolstoi permalink
    1 Maio, 2008 20:18

    Bem escrito JCM.
    Mas só para responder ao Luis Moreira como queria que os privados entrassem na saúde antes após o período revolucionário. Já agora lembro que os tais Mellos criaram ainda no tempo do estado novo uma unidade de saúde que prestava assistência aos seus funcionários. Note que eu não defendo que o estado se deva demitir completamente da área da saúde, o que sei é que existe muito desperdício e muita hipocrisia e dinheiro mal gasto, daí que a contractualização por parte do estado de serviços a privados ser uma opção, a par de uma sã concorrência entre sector privado e estado.O subsistema ADSE embora ligado a outro ministério deverá acabar ou ser completamente controlado pois é permissivo a facturações de exames desnecessários ou não realizados.

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  68. portela menos 1 permalink
    1 Maio, 2008 20:20

    “Mas não é com “liberdade de expressão” que enchemos a despensa”

    E com a ditadura tinhamos a despensa cheia?

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  69. portela menos 1 permalink
    1 Maio, 2008 20:26

    JM é um bom provocador. Mas tem alguma dificuldade em defender até ao fim que não gosta, de todo, do 25Abril74, porque sabe que sem o 25A não estariamos aqui a discutir os disparates dele e também de outros saudosistas “santacombadenses”.

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  70. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 20:48

    JCM isso que diz cabe por inteiro ao JM, ele é que diz que o 25 de Abril não teve influência nenhuma no desenvolvimento do país!

    Tolstoi

    Eu estou de acordo com a concorrência entre a privada e o SNS.Comecei por dizer isso.Aliás, sou dos que acreditam que o melhor seguro de vida do SNS é a concorrência da privada, como já se está a ver com as reformas do sector.

    Portela menos

    É claro que o que provoca é perceber que o JM, incapaz de atacar o 25 de Abril de frente, vem com estas teorias que ninguem pode provar ou deixar de provar.Mesmo sem o 25 de Abril a guerra em Africa tambem acabaria!Quantos milhares de mortos depois? Como na Índia?O exemplo da Índia permite ao JM dizer que sem o 25 de Abril a guerra em África teria um desfecho melhor?

    Salazar: Morram todos! é essa a solução?

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  71. 1 Maio, 2008 21:14

    No meio de tudo isto há uma coisa que se chama ressentimento. No fundo, todos nós sofremos desse ressentimento, pois a história não corre como nós achamos que ela deveria correr. O 25 A teve os seus vencedores e os seus derrotados, do ponto de vista político. Mas, no fundo, todos são perdedores, não pela natureza do novo regime, mas pelo facto de a vida se afirmar sempre de outra maneira. Isto refere-se a qualquer acontecimento histórico, não ao 25 A em particular.

    Um coisa é verdade: este tipo discussão apaixonada mostra que o acontecimento está bastante vivo. As pessoas ainda se sentem obrigadas a tomar posição perante ele. O mesmo sucedeu há pouco com o regicídio e o 5 de Outubro. Ainda não estão mortos, geram paixões. Mas quem se interessa pelos lados em oposição na crise de 1383-1385? Porventura, os adversários da crise de 1974 estão unidos no apoio aos vencedores da crise do século XIV.

    Há outra coisa que não gostamos de confessar: é que associamos as nossas posições a duas coisas: 1. ao lado moralmente bom; 2. elas estão sempre ligadas à forma como nós interpretamos os nossos interesses. Como não gostamos de confessar isto, tendemos a tornar absolutas posições que são meramente relativas.

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  72. Doe, J permalink
    1 Maio, 2008 21:17

    Cientista Liberal-Conservador Diz:
    “Essa gente, que “pinta” o Salazar com tons de PIDE, censura, sub-desenvolvimento, tacanhez….”

    Podem apelida-lo do que quiserem. O que dificilmente conseguirão desmentir, mesmo com todos os chavões da estafada cartilha, é que ele fez o que considerava ser o melhor para o País e não o melhor para ele… ou para os boys dele.

    E isso não fácil de encontrar, mesmo alargando bem a malha dos critérios, nas centenas de “salvadores” que por lá chafurdaram depois, “a bem da nação”.

    Agora se ele estava certo ou errado isso já é material para outro campeonato bem diferente.

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  73. 1 Maio, 2008 21:21

    Mas que gira, esta discussão! as coisas que a gente aprende! Por exemplo, que os medicamentos antes do 25 de Abril eram quase gratuitos! Foi pena eu não ter sabido na altura. Teria poupado algum dinheiro, certamente, porque eu, mesmo sendo funcionário público, pagava-os por inteiro. E os meus filhos bem podiam ter nascido de graça nos hospitais públicos, o que me tinha dado imenso jeito, a mim que tinha estado três anos a receber a recibo – sem ter a certeza de que não me davam um mês de aviso e me punham na rua…
    Como aconteceu, aliás, a uma colega que engravidou sem estar casada, e como aconteceu a um colega que partiu um braço e foi considerado menos apto…
    Mas o que me intriga verdadeiramente – eu sei que não devia perguntar, mas aqui vai: – o João Miranda tem alguma coisa contra o Rui Tavares? Ele come criancinhas ao pequeno almoço? Ou deve-lhe dinheiro e não lhe paga?

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  74. honni soit qui mal y pense permalink
    1 Maio, 2008 22:36

    Vamos lá a fazer outro 25 de Abril s.f.f..
    E eu cá trato do actual presidente de conselho .
    Não sei se vai acompanhado por arroz ou batatas, mas abri hoje ao almoço um vinho branco do Douros do caraças, que é para a ocasião.

    O 25 de Abril deu-nos , no balanço final , sobretudo a Liberdade de Expressão, e a possibilidade de vivermos em Democracia ( o que só ficou garantido após o outros 25 … o de Novembro … esse o Sôr Rui deve ignorar).

    Mas afinal a Liberdade de nos podermos expressar vale tudo o que de errado tb se fez.Agora parece valer de pouco … mas como se pode votar de 4 em 4 anos e correr com os mentirosos em cena … viva o 25 de Abril Sempre.

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  75. honni soit qui mal y pense permalink
    1 Maio, 2008 22:38

    Quem é o Rui Tavares ?

    é um careca de ocúlos, que veste de preto, e fala ás vezes na RTP Noticias e na congenere da SIC ?

    ou é avançado do Boavista ?

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  76. 1 Maio, 2008 23:08

    Primeiro: a fonte do gráfico é o The Studio? Ou há aí alguma referência melhorzinha? Será que se eu fizer ali um gráfico com uma descida de 2% entre 1960 e 1975 será publicado? Ou será necessário colocar uma descida de 40 ou 50%?

    Segundo: assumindo que os dados estão correctos, basta ler os números para ver a diferença. Tire-se a tendência no pré-25 de Abril e no pós-25 de Abril e extrapole-se o valor para hoje. São os mesmos? Não? Então é capaz de ter havido influência, não?…

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  77. Anónimo permalink
    1 Maio, 2008 23:09

    Ora , em definitivo :
    grande sorte tiveram os alemães com a sua “revolução” de 46 que os levou ao topo da europa , não foi? Apesar da “revolução” ter deixado o país destruído , 30 anos depois , lá estavam eles na maior. E continuam.
    Não vale falar em ajudas , A gente também teve. Milhões.

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  78. Isabel Coutinho permalink
    2 Maio, 2008 00:47

    “antes do 25A colavam uma vinheta no talão de marcação de consulta. E se a memória não me atraiçoa, pagava-se
    5$00.”

    Sr Jofer, acho que a memória o está mesmo a atraiçoar. A si ou a mim. Tenho quase a certesa que essa taxa moderadora de 5$, de que me lembro muito bem, só apareceu depois do 25 de Abril.

    Quando afirma “Naquela época ganhava-se ao dia”, está a referir-se a quem?

    Engana-se quem pensa que eu estou a defender a ditadura. Eu festejei o 25 de Abril.
    Mas nem tudo o que havia antes do 25A era pior do que é hoje.

    Não vou dar exemplos. Pense-se apenas na taxa de desemprego. Ou no emprego percário.

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  79. 2 Maio, 2008 00:55

    Miranda,

    Acho que já disse que os teus posts falham por falta de “cinzentos”. O desenvolvimento pode surgir por decreto do governo se os anteriores eram limitadores desse desenvolvimento. Óbvio! O capital social não teve uma descontinuidade, mas a sua utilização, sim. Não criou o capital para fazer hospitais e universidades, mas foram feitas.
    O 25 de Abril não criou ilusão nenhuma. Aliás é curiosa a forma como argumentas que o 25 de Abril não criou nada de positivo, porque já estava latente, mas criou tudo de negativo, que não o estava. Os portugueses, os mesmos burros que já existiam antes do 25 de Abril, escolheram de livre vontade quem lhes materializou a ilusão, da mesma forma que aturavam aqueles que antes não o faziam.
    O 25 de Abril foi uma descontinuidade na liberdade de escolha e, com isso, na utilização desse capital. E o SNS e o sistema educativo (que podes argumentar que hoje são exactamente o contrário e eu concordo) foram fundamentais na garantia das bases sociais para a utilização desse capital. A mortalidade infantil é apenas um indicador e até é um pouco surpreendente que alguém que se diz cientista se ponha a fazer análises ceteribus paribus à economista

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  80. Vitor permalink
    2 Maio, 2008 18:58

    Se ainda estivessemos no tempo que muitos deste pseudo liberais gostariam de estar, o desgraçado do povo ainda trabalhava à jorna, com capatazes por perto que não se ensaiavam nada em dar-lhes umas surras se as coisas não tivessem como deviam.
    Por vontade de muitos ainda era Deus, Pátria e Familia e Orgulhosamente Sós e outros disparates parecidos.
    O país está como está e ainda vai ficar pior e a culpa não é do 25 de Abril. Foi o fim de uma epoca que não fazia sentido. Do período anterior a essa data hoje pagamos caro a péssima mas inevitável descolonização, e pagamos com 13 anos de guerra que terminarm há 34 anos atrás.
    De 26 de Abril em diante é que vieram os erros,e também não foi a adesão a UE, que ao contrário do que foi dito não penhorou o país.
    As pistolas que se deviam apontar era a um bando de políticos ignorantes que não souberam traçar linhas de estratégia que assegurassem a competividade do país no seu contexto Europeu, mesmo antes da adesão à UE. As pistolas deviam também ser apontadas a muitos empresários que por muita riqueza que criassem era tudo ou quase tudo para o bolso, modernização, formação profissional, marca registada,design, desenvolvipento e pesquisa…tretas, Mercedes, Porches, vivendas de luxo e contas de casa debitados da conta da empresa além da bruta retirada liquida mensal não declarda….
    Enfim são tantas as culpas quantos os culpados se os pudessemos prender todos, uma coisa é certa, ainda era preciso construir mais prisões porque muitos ainda andam ai… os que mamam, os que mamaram, os que deram a mamar, os que mudam a lei para que eles e outros mamem mais e os que preparam terreno para que os filhos, os irmãos ou os amigos, vulgo lobis, venham a mamar.
    É pena eu ainda não ter encontrado a minha teta!

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  81. tina permalink
    2 Maio, 2008 22:34

    (…)As pistolas deviam também ser apontadas a muitos empresários que por muita riqueza que criassem era tudo ou quase tudo para o bolso, modernização, formação profissional, marca registada(…)

    Que ridiculo, como se os empresarios devessem algo a alguem. Ha gente tao burra que nao percebe que devia estar agradecida aos empresarios. So se atrevem a falar assim aqueles que vivem a mama do estado tal como este ignorante comentador.

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  82. tina permalink
    2 Maio, 2008 22:39

    Por pior que seja um empresario, ele ainda e’ mais util do que qualquer funcionario publico. Qualquer funcionario publico e’ dispensavel (ate’ agradecem se ele se for embora!…) e facilmente substituido enquanto um empresario nao.

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  83. Rxc permalink
    3 Maio, 2008 00:16

    Tina, esperemos que nunca tenha alguma doença crónica séria, porque aí vai desejar ter certo tipo de funcionários públicos por perto. Pode sempre mandar vir um empresário, mas não sei se a vai ajudar muito.
    O mundo não é a preto e branco, ganhe mas é tino…

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  84. Rxc permalink
    3 Maio, 2008 00:23

    E tendo em conta que uma parte significativa dos ditos “empresários” deste país tem um nível de escolaridade baixo, acha que todos são insubstituíveis e que qualquer médico, juíz, polícia, professor, etc, é descartável? Deve viver numa zona muito estranha do país. Na minha, os bons são todos indispensáveis, sejam empresários ou funcionários públicos.
    E já pensou que um funcionário público pode virar empresário, ou vice-versa? Aí passa logo a ser bom/mau?

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  85. lucklucky permalink
    3 Maio, 2008 09:58

    Eu penso que certas pessoas deviam (re)ver a 1º Feira de Design em Portugal que foi no início dos anos 70. Com o 25 de Abril e o fundamentalismo Esquerdista acabou a maioria da cooperação entre as Artes e a Industria. Poderia-se ter acabado o regime que aliás caiu mais de podre do foi derrubado sem destruir muito do que estava construído.

    Quanto ao SNS é precisamente a distorção da saúde por ser um sistema monopolista que muitos (desde os sindicatos ás empresas) desejam para ganhar poder e vender. O cidadão não pode escolher o Hospital que deseja, nem o mercado recompensa o que tem maior reputação porque a reputação não tem significado num sistema monopolista.

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  86. Vitor permalink
    5 Maio, 2008 12:07

    À Tina

    “como se os empresarios devessem algo a alguem. Ha gente tao burra que nao percebe que devia estar agradecida aos empresarios”

    Cara comentadora
    Admito que não tenha percebido o que quis dizer, mas acho que vive bastante equivocada com a realidade do País.
    1º Não sou funcionário publico, e no meu comentário não refiro por uma única vez essa classe (onde existe um grande grupo dos mamas…mas a porca também é grande), por isso dispenso sugestões.
    2º Trabalho para uma empresa privada, multinacional, com facturações de muitos milhões de euros a crescer 15 ou 20% ao ano aumenta-me 2%…

    Os empresários deste país, não todos,mas muitos não só devem ao país como aos seus trabalhadores. Quantos são os que dividem lucros, promovem a criatividade, têm responsabilidade social? Quantos empresários aumentaram os seus trabalhadores na proporção do crescimento da empresa?

    Acha bem não aumentar aos salários com argumento de a empresa está a dar prejuízo e o patrão compra carro novo, casa nova e etc? Tenha paciência…
    Acha bem despedir porque engravidou, despedir alguem só para não criar vinculo à empresa e contratar logo alguem para substituir?
    Quanto a mais dívidas muitos empresários devem ao país tudo o que são.
    Portugal precisa de todos, mas precisa de todos unidos e não uns a ver quanto mais é que consegue sugar dos outros..
    São precisos empresários qualificados e trabalhadores qualificados, é preciso afirmar o conceito de mérito, de participação e colaboração.

    “Qualquer funcionario publico e’ dispensavel (ate’ agradecem se ele se for embora!…) e facilmente substituido enquanto um empresario nao.”

    Finalmente, e porque tamanho disparate não permite que me cale tenho-lhe a dizer o seguinte. O País não são só empresários e funcionários publicos. Para sua informação em linguagem empresarial ao mais alto nível NINGUEM É INSUBSTITUIVEL. E só fala assim porque de certeza que nunca precisou de bulir como faz o resto da maralha, deve ter uns confortaveis rendimentos de alguem que fez por isso e lhe deixou de mão beijada.. Experimente por um ano viver com o salário minimo e pagar casa, transportes, alimentação, saúde, educação, etc.. Experimente, alargue os horizontes.
    P.S. Não será a Tina um dos seis mil gerentes e empresários que declararam apenas o salário minimo…coitados.

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  87. Paulo Almeida permalink
    20 Novembro, 2018 20:35

    Tenho lido e ouvido muitas vezes a atribuição da criação do SNS, ao glorioso 25 de Abril, como se os cuidados de saúde da população, não existissem antes dessa data.
    Tenho publicado vários textos sobre este assunto, no sentido de repor a verdade e até, esclarecer, algumas mentes mais “convenientemente distraídas ou esquecidas”.
    Uma coisa é criar um sistema de saúde, outra é continua-lo altetando-o para melhor ou par pior.
    Mas a glorificação pessoal á custa do mérito alheio, não é bonita.
    Aqui publico mais um, talvez até o menos exaustivo.

    Gostava que o publicassem, com o mesmo ímpeto com que publicaram a vosso.

    Em 1899, o governo de José Luciano
    de Castro criou a Direção-Geral de Saúde e Beneficência Pública (a que correspondiam ao nível dos serviços, duas repartições, a de saúde e a de beneficência), para tratar de assuntos que antes corriam pela Direção Geral da Administração Política e Civil.(decreto de 4 de outubro de 1899).
    Com a criação do ministério do Trabalho em 1916, na conjuntura da Primeira
    Guerra Mundial, surgiu no seu âmbito uma Direcção -Geral da Previdência Social
    e uma Inspeção da Previdência Social.
    Na avalanche de decretos publicados na fase final (maio -junho) do governo de Domingos Leite Pereira, todos eles datados de 10 de maio de 1919 (data prévia às eleições), surgiram vários diplomas com objetivos sociais, da responsabilidade do ministro
    do Trabalho, Augusto Dias da Silva. Entre eles: o decreto n.º 5636, sobre seguro
    social obrigatório na doença; o decreto n.º 5637, sobre o seguro obrigatório contra desastres no trabalho; decreto n.º 5638, sobre o seguro obrigatório contra a invalidez, velhice e sobrevivência; decreto n.º 5639, sobre Bolsas de Trabalho. Finalmente, o decreto n.º 5640 criava o Instituto de Seguros Sociais Obrigatórios e de Previdência Geral, sediado no ministério do Trabalho.
    Parcialmente financiadas por
    impostos sobre prémios de seguros e sobre o capital bancário (decreto n.º 5640, de 10 de maio de 1919). Compensar as vítimas dos acidentes de trabalho, evitar que os mais débeis viessem a cair na pobreza e na indigência eram objetivos centrais desta política.
    Importa registar um diploma de 1935, o decreto -lei n.º 25936, de 12 de outubro,
    dado o seu caráter assistencialista para a “defesa da família”. Invocando o princípio
    constitucional que impunha ao Estado proteger a maternidade.

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