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É tudo uma questão de status

29 Maio, 2008
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E o automóvel é um dos seus principais símbolos. Toda esta histeria à volta dos combustíveis tem essencialmente a ver com isso: a recusa de uma classe média que teve uma ascensão artificial, muito alavancada em endividamento e subsídios, em abdicar do carrinho.
Taxas de juro em ascensão, combustíveis e alimentação em subida exponencial, estão a dar cabo dos orçamentos familiares, sobrando cada vez mais mês no fim do dinheiro. Em casa, há muito que a mulher e os filhos deixaram de beber sumos e Coca-cola, ele teve recentemente de abdicar da cerveja, a dieta é cada vez mais à base de pão e lacticínios.
Depois de vários cortes e apertos de cinto, põe-se agora uma terrível opção: deixar de pagar a renda do leasing automóvel ou o combustível. Independentemente da escolha, o resultado prático será sempre a indisponibilidade da viatura.
E aqui começa a revolta a germinar, quando se ganha consciência que a ascensão social terminou e está em acelerada regressão. Vão-se escondendo as carências alimentares, mas ser visto a andar a pé ou a utilizar os transportes públicos é insuportável.

144 comentários leave one →
  1. Elcaseiimunitates permalink
    29 Maio, 2008 12:33

    Isto para não falar daquela “instituição nacional” que é de tomar o pequeno almoço na pastelaria mais próxima de peferência depois de “picar o ponto”.

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  2. 29 Maio, 2008 12:42

    Grande perspicácia caro LR.

    Obviamente que a prioridade nacional à construção de auto-estradas, os incentivos à mobilidade (viver em X e trabalhar a n KM; concentração de serviços públicos) e ter-se planeado toda a estrutura de mobilidade do país com o pressuposto do uso do automóvel (estradas quase sem passeio para peões; inexistência de ciclovias; rede transportes públicos quase imutável de há décadas para cá) nada tem a ver com a questão abordada.

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  3. anonymouse permalink
    29 Maio, 2008 12:44

    Mas voces andam a reboque do bloco? é o delírio absoluto da politica portuguesa.. nao dou muito para defenderem as bicicletas agora que a esquerda pede a subsidiação do combustivel

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  4. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 12:45

    Excelente texto. Na verdade, em Portugal, quem não tem carro novo é visto como atrasado mental. E ai de quem se lembre de manter o seu carro mais de 10 anos! É olhado de soslaio.

    Mas o que o seu texto mostra é uma coisa muito simples. A classe média portuguesa julgava-se rica, quando aparentava os seus sinais exteriores de riqueza, através de objectos comprados a crédito. Com esta crise passam a saber que nunca deixaram de ser pobres, pois a sua situação liquida caminha a passos largos para a insolvência.

    Se juntarmos ao aumento das taxas de juro, que trouxe muita gente à realidade, o aumento do pitroil e o arrastão fiscal deste desgoverno, temos um mix bem cardado para nos levar para o fio da falência.

    Vejamos bem. Um país com um consumo bem acima da sua capacidade de criar riqueza, iria acabar por ser espremido na primeira crise do crédito que lhe surgisse na esquina. Este mesmo país, com um Estado monstruoso e gigantesco, ainda se quer dar ao luxo de mudar a fiscalidade de acordo com as emoções de momento dos mercados das matérias-primas, anestesiando ainda mais os maus agentes económicos.

    O futuro dos portugueses vai ser bem negro. E o Estado vai ser o primeiro a sentir. Pois acabou-se a mama de sacar cada vez mais dinheiro via fiscalidade. Está na hora do Estado emagrecer a sério. Porque, por enquanto, anda a brincar às dietas. Este mesmo Estado não tem dinheiro para a manutenção dos radares da Brigada de Trânsito da GNR mas já tem para comprar brutas viaturas para os seus corpos dirigentes. Mais. Temos os corpos dirigentes da admnistração pública a aconselhar os portugueses a abdicarem de carros e a usarem transportes públicos, mas eles são os primeiros a usarem as suas mordomias, como carro de serviço, motorista e demais regalias. Seja ele um Presidente da Cámara, Juiz-Conselheiro ou até um secretário-de-estado.

    Mas agora vamos mesmo acordar deste oásis ilusório e abraçar o pior pesadelo económico que algumas vez os portugueses vivos conheceram.

    Habituem-se! O pior ainda está para vir.

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  5. 29 Maio, 2008 12:51

    “Em casa, há muito que a mulher e os filhos deixaram de beber sumos e Coca-cola, ele teve recentemente de abdicar da cerveja, a dieta é cada vez mais à base de pão e lacticínios.”

    Concordo com esta exposição, excepto na “dieta ser cada vez mais à base de pão e lacticinios”

    Também esta o é cada vez Menos. Não foi por acaso que começaram a surgir avisos nos pacotes de leite sobre a importancia do mesmo na alimentação.

    Mas a questão do carro realmente é a mais dolorosa para a imensa pseudosocialite em LX .
    È que ha quem a morar no Campo Grande queira entrar com o carro pelo escritorio a dentro no Saldanha..

    Metro???? Córrôrr

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  6. brutamontesalentejano permalink
    29 Maio, 2008 12:59

    Tem “muitíssema” razão o RV (deve ser uma raposa velha ;)). Toda a infraestrutura física, social e empresarial está montada no pressuposto da mobilidade automóvel e nos combustíveis baratos. E depois a culpa é da classe média. Ora “cum catâno”.
    “Ê inté chiguei” a pensar qu’este poste tinha sido escritp pelo JM, que é um provocador. Mas “engani-me”. Será que o JM já “tein descíplos”? 😆

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  7. 29 Maio, 2008 13:00

    O post do LR prima pela perspicácia.
    Sem desmerecer a conjunctura actual, os portugueses têm um problema de complexo de inferioridade e tentam rebater esse mesmo complexo adquirindo bens por forma a complementar uma imagem que consideram pobre de origem.
    É claramente uma questão de mentalidade que tarda em reformar-se, a realidade inclusive acentua cada vez mais a necessidade de demonstrar as qualidades intrínsecas através de objectos supérfluos, sem mais valias na formação de mentalidades fortes.

    Quanto à questão dos transportes públicos, eu como utente, afirmo que os mesmos proporcionam hoje um serviço muito superior, perfeitamente adequados à realidade de uma sociedade evoluída como deve ser a nossa.

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  8. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 13:00

    “Mas a questão do carro realmente é a mais dolorosa para a imensa pseudosocialite em LX .”

    Lisboa vai ser a última região do país a sofrer o colapso do Estado português e da economia portuguesa. Mas vai ser a região que mais dificuldades terá de se adaptar. Quando o Estado implodir e for obrigado a reduzir, quer se queira, quer não, o seu monstro despesista, Lisboa vai conhecer taxas de desemprego na casa dos 20%. Ou mais.

    Tem sido em Lisboa e no sul do país a maior resistência à mudança. Também devido a parte do seu parolismo serôdio, crente que sendo da capital e vivendo do crédito e do salário estatal, lhe garante um futuro risonha e acima dos restantes portugueses. Vão acordar para a realidade também.

    Veja-se bem como funciona a porcaria de sistema político-partidário. O desgoverno anuncia congelamento dos passes sociais. Mas não para todo o país. Esse sofrerá aumentos de 6%. Ao passo que Lisboa e Porto beneficiarão desta benesse estatal. Mas compreende-se uma medida estípida destas? Penalizar onde não existe poder de compra e poucos transportes públicos e beneficiar já as regiões mais ricas?

    Só no pacóvio Portugal se aceita estas ignominias. E ninguém protesta porque é em Lisboa e no Porto que a generalidade dos opinion makers vivem. Se vivessem em Vale da Burra ou Paraíso Negro até pinchavam e clamavam conrtra mais esta injustiça do monstro estatal.

    Enfim, nada como me rir com estes palhaços que nos desgovernam, que irão apanhar com o céu na moleirinha.

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  9. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 13:01

    É comprarem aqueles carritos monolugares para irem para o trabalho e dizerem que é “in”. Podem-lhes fazer umas pinturas giras para ser únicos.

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  10. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 13:02

    … Aliás esses carritos deviam ser possíveis de alugar como já existem em certas cidades. Deixem-se de coisinhas e sejam praticos.

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  11. 29 Maio, 2008 13:02

    Isto dos pobres terem qualidade de vida, poderem ter uma casa e um carro tem de acabar!

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  12. Uma tipa sem "status" permalink
    29 Maio, 2008 13:10

    Quem escreveu isto notoriamente nao utiliza trasnportes publicos fora de Lisboa ou do Porto.Porque o resto de portugal lá sabe o que são transportes públicos!
    Ter carro é um status? Mas vocês vivem em que ano?Ou em que século?
    As pessoas estão revoltadas porque mexem na carteira mas nao mexem nos ordenados.
    E se ha uma maioria descontente é porque algo esta errado.A revolução de Abril não se teria conseguido se o “povo” ou aqueles que hoje são filhos dos que vieram á rua e foram apelidados agora como sem status!!Por Favor!!Ou acham que os intelectuias (que deve ser um Status segundo as pessoas que aqui publicam)conseguiam alguma coisa sem o apoio daqueles que “faz de conta que tenho status”?
    Só se me oferece dizer que este txto só pode ter sido escrito por algum afilhado de um presidente da Repsol ou da Galp….

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  13. 29 Maio, 2008 13:11

    8 –

    ““Mas a questão do carro realmente é a mais dolorosa para a imensa pseudosocialite em LX .””

    eu por acaso acho que vai ser igualmente dramático para a províncio socialite saloia portuguesa que para ir ao café da rua do lado leva sempre o carro.

    depois transformam-se em velhas lontras.

    e eles em broncos barrigudos. Isso é ao menos se estiverem caladinhos e quietinhos. mas n tão. e isso é um grande problema. inda vai haver uma guerra…

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  14. 29 Maio, 2008 13:13

    12 –

    de facto tem alguma razão…

    se os tranp públicos em lx e Prt são exasperantes imagina-se como serão na província. Bem… onde os há ( pq o problema é havê-los…) até devem funcionar melhor que a escarreta (Carris) em Lisboa…

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  15. 29 Maio, 2008 13:16

    É vulgar, quando duas pessoas se conhecem, perguntarem: “Que carro tens?”.
    É uma pergunta, que para fazer algum sentido, terá de ter um suplemento:
    “Costumas andar nele?”

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  16. 29 Maio, 2008 13:17

    “Nuno Santos Silva Diz:
    29 Maio, 2008 às 1:02 pm

    Isto dos pobres terem qualidade de vida, poderem ter uma casa e um carro tem de acabar!”

    E vai acabar. O problema e´que não é por razoes de excesso de habitação (meio milhao casas vazias) ou do parque automovel estar a prejudicar o hambiente.
    Isto irá inevitavelmente acontecer porque Chegou a vez da China gozar estes previlegios à troca dos Ocidentais.
    Quem tiver duvidas é reparar nos 100 MILHÕES de automoveis previstos para os chineses na proxima meia duzia de anos (só em janeiro – Agosto 07 venderam-se mais 5, 5 milhoes carros ). Quem arranjará tanto pitroil para os Chinocas? – Facil – o muito amigo IRÃO. (que ajuda a manter o barril a 60 dolares – Abril 08- na China)

    Se a isto tudo juntarmos que os Chinocas tambem querem e gostam de ter uma boa casa ( Fernando Nobre AMI refere e bem que so eles chineses- estão a importar +de 50% do cimento mundial) podemos ter uma ideia do rolo compressor que ai vem chamado China.

    Ou seja … O Ocidente e a sua pseudoqualidade de vida já era!

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  17. 29 Maio, 2008 13:18

    “É comprarem aqueles carritos monolugares para irem para o trabalho e dizerem que é “in”. Podem-lhes fazer umas pinturas giras para ser únicos.”

    por acaso disseram-me que são gratuítos aqueles que têm publicidade. Você anda de carro fazendo publicidade a qq coisa e só paga a gasolina que gasta. É justo! Eu andei no Porto (há “bués” de anos…) a fazer wind-surf com as pranchas da Sandeman e eles n me pagavam. Nem eu a eles… Ha! E quem fizesse 300 horas, se n to em erro, levava uma prancha de prémio, mas eu n tive para isso. E ainda provei umas vinhaças que lá tavam nas caves, com 70 anos, que n é para todos. E isso foi o melhor!

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  18. 29 Maio, 2008 13:20

    entretanto…. a mulher a dias da educação continua a xatear a cabeça aos profs e ainda vai haver uma guerra, mas das grandes:

    Irresponsáveis declarações

    Relativamente às recentes declarações da Senhora Ministra da Educação, em que se mostrou preocupada com o insucesso escolar, afirmando que “os chumbos é que são facilitismo”, os professores do Departamento de Matemática da Escola Secundária de Tomás Cabreira, reunidos em 30 de Abril de 2008, declaram o seguinte…
    http://criticademusica.blogspot.com/

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  19. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 13:39

    O comentário nº 12 tem toda a razão.

    Este post é imbecil. Só não dá vontade de rir porque ofende centenas de milhares de portugueses que têm de se deslocar diariamente para o trabalho de carro porque não há transportes dignos desse nome.

    Eu para chegar ao meu emprego demoro 30-40 minutos de carro. De transportes públicos, 2 autocarros, 1 comboio e mais um autocarro, demoro mais de 2 horas às vezes 2 horas e meia. E o mesmo no regresso.

    Tenho opção? Vou de carro por status?

    Você devia ter vergonha.

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  20. Filipe permalink
    29 Maio, 2008 13:51

    “mas ser visto a andar a pé ou a utilizar os transportes públicos é insuportável.”

    Concordo LR, apesar de ser mais insuportável andar de transportes públicos, é que para andar a pé há sempre a desculpa do exercicio fisico.

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  21. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 14:01

    “Eu para chegar ao meu emprego demoro 30-40 minutos de carro. De transportes públicos, 2 autocarros, 1 comboio e mais um autocarro, demoro mais de 2 horas às vezes 2 horas e meia. E o mesmo no regresso.”

    Aposto que Vc. nunca fez nenhuma manifestação pela abertura de transportes públicos. Mas se calhar já é capaz de se manifestar contra o preço da gasolina.

    Mas se não existem transportes públicos é porque, nem sequer o poder político tem interesse em tal, nem os clientes existem. Muitas empresas foram compradas pela Arriva porque não existia gestão nem sequer clientela para esses mesmos tranportes públicos.

    A generalidade dos que se queixam hoje pela falta de tranportes públicos só se lembraram deles nesta aflição. “É a vida!”

    PM Declaração de interesses: adepto dos transportes públicos, que utilizo frequentemente em Portugal.

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  22. balde-de-cal permalink
    29 Maio, 2008 14:06

    não gosto do status quo

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  23. 29 Maio, 2008 14:06

    Para andar a pé só na passadeira do ginásio.
    Isso sim, é que é sporty. Há totós que fazem kilómetros na passadeira mas são incapazes de andar 200m na rua.

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  24. 29 Maio, 2008 14:20

    Acerca dos transportes públicos: os que vivem em Lisboa e Porto e sua periferia mais próxima têm hoje muito poucas razões para não os preferirem em detrimento do transporte individual. Só os ‘complexos’ parolos e a automobilite aguda é que justificam o elevado uso do automóvel particular por estas pessoas. Nas periferias mais afastadas e nas pior servidas (onde vivem milhões), e nas cidades de média dimensão e suas regiões envolventes a coisa muda de figura. Aí a oferta de transportes públicos é manifestamente deficiente e de má qualidade. É por aí, nos transportes públicos, que a mudança deve começar a ser feita.

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  25. 29 Maio, 2008 14:24

    Eu gosto é de estereótipos.

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  26. 29 Maio, 2008 14:34

    “E ninguém protesta porque é em Lisboa e no Porto que a generalidade dos opinion makers vivem.”

    publicado hoje de manhã:

    http://fliscorno.blogspot.com/2008/05/passes-sociais-e-paisagem.html
    http://fliscorno.blogspot.com/2008/05/to-pagar-or-not-to-pagar.html

    Ah ok, eu não sou um opinion maker 🙂

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  27. a. verneuil permalink
    29 Maio, 2008 14:39

    A Fronda
    Série de acontecimentos de grande violência, que se sucedem de forma emaranhada e caótica.
    Aspirações políticas colectivas, especulação desenfreada que esmaga os miseráveis, ambições pessoais, ganância, corrupção ao mais alto nível, descrédito misturado com o afã de protagonismo de figuras públicas, insatisfações crónicas mesclam-se e motivam protestos, agitações e revoltas.

    A história não se repete, até porque não há cardeais na tugolândia (Mazarin), quando muito há uns diáconos e ingenheiros de meia tigela que vão fugir quando a casa começar a abanar. Ainda assim tenham as “cameras” prontas porque vêm aí imagens interessantes que as casas degradadas e suas cortinas bolorentas já não escondem.
    Os esgotos assomam à superfície. Já cheira. As gaivotas regressam a terra e deixam-se envenenar nas lixeiras.

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  28. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 14:40

    anti-comuna, não compliques. A questão é que, por uma razão ou outra, nem todos têm transportes públicos. Perguntar se quem não tem transportes públicos já fez manifestações disto e daquilo, não adianta nada. O post do LR é dirigido para alguns, não é dirigido para outros. É simples. É dirigido para quem usa o carro como simbolo de status, não é dirigido para quem não tem alternativa. Muito gosta esta malta de complicar.

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  29. Uma tipa sem "status" permalink
    29 Maio, 2008 14:41

    Citando:
    “É vulgar, quando duas pessoas se conhecem, perguntarem: “Que carro tens?”.
    Notoriamente a vulgaridade deve depender do Status…quanto mais elevado se consideram mais importancia acham que têm!
    Se for presidente da GALP e andar num Atos concerteza não fica bem… aqui o “status” conta..mas na classe errada!

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  30. ourição permalink
    29 Maio, 2008 14:43

    A minha tia ermelinda recomendou-me que armazenasse comida de cão enqunto há e se encontrasse cerejas podres no lixo dos hipermercados as engolisse com caroço que faz socegar mais o estômago. Será que a prima do picoiso lhe dá semelhantes conselhos ou ele já prepara a retirada com o autocad debaixo do braço? Em Angola diz que precisam disso.

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  31. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 14:44

    “anti-comuna, não compliques. A questão é que, por uma razão ou outra, nem todos têm transportes públicos. Perguntar se quem não tem transportes públicos já fez manifestações disto e daquilo, não adianta nada.”

    Adianta, adianta. Conheço zonas do país em que as empresas de tranportes fecharam linhas e serviços por falta de clientela. Andava tudo de pópó. Hoje guincham.

    Se me disser que há locais do país em que não existem transportes públicos aceito. Mas também nunca vi uma manife a pedir transportes públicos. Fazem mais depressa contra as portagens que contra a falta de transportes públicos.

    Complicar? Eu? Naaa! É impressão sua. 😉

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  32. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 14:51

    De que vale dizer que a histeria à volta dos combustíveis tem que ver com os portugueses gostarem de se passear de carro para exibirem ou forjarem um status quo?
    No reino Unido, onde não existe essa paranóia, não está também tudo histérico por causa do preço dos combustíveis?
    Por

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  33. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 14:52

    Porque é que as pessoas continuam a fazer de conta que isto não vai afectar a sociedade para além do problema do carrinho?

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  34. 29 Maio, 2008 14:54

    Gostava de saber quantos pais oferecem a carta de condução aos filhotes mal estes fazem 18 anos?

    Gostava de saber quantos pais oferecem aos filhotes carritos para ir para a faculdade?

    Gostava de saber quantas pessoas vão de carro sozinhas para o trabalho/escola/casa…?

    Gostava de saber quantas pessoas se dignou a fazer a comparar os custos de uma ida a solo para o “destino” ou de transportes públicos?

    Também gostava de saber como é que se pode comparar as questões de trânsito rodoviário em Lisboa com as cidades/vilas/aldeias da província? ou acham mesmo que andar 20 km sem trânsito é a mesma coisa que andar 20km com trânsito? o consumo é igual?

    E convenhamos que da mesma forma que o texto acima não se ajusta aos condutores de pesados, também não se ajusta áqueles que de facto necessitam do veículo para se movimentarem. Infelizmente/felizmente não são tantos quantos os expectáveis.

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  35. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 15:01

    “Se me disser que há locais do país em que não existem transportes públicos aceito.”

    Aceitas? vá lá, ainda bem, fico mais descansado.

    “Mas também nunca vi uma manife a pedir transportes públicos.”

    anti-comuna, as coisas não existem em função do que tu vês, ou não vês. Eu, pelo meu lado, digo-te então que nunca vi nenhuma manifestação contra as portagens, e já vi uma manifestação a pedir transportes públicos. Seja como for, com manifestações, ou em elas, ou do que tu vês, ou não vês, de facto, muita gente preferia ter transportes públicos eficazes a gastar quase um ordenado a andar de pópó.

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  36. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 15:03

    Histórietas portugas no seu melhor.

    Um familiar meu foi convidado para ser admnistrador de uma dada multinacional, no Porto. Uma das benesses era usufruir de carro da empresa e gasolina paga pela empresa.

    Esse meu familiar vivia fora do centro do Porto e, por ironia do destino, tinha uma linha de autocarro entre a sua rua e a da empresa. Desde que saía de casa até à dita sede da empresa, esse meu familiar demorava cerca de 30 minutos, se não estou em erro.

    Por questões óbvias, esse meu familiar optou por abdicar do carro e apenas exigiu que a empresa lhe pagasse o passe social, dos antigos STCP.

    No entanto, esse meu familiar foi visto na empresa como, parolo e pouco inteligente. Até a recepcionista se deslocava para a empresa de carro e a expensas suas.

    Durante meses as pessoas não respeiram como deviam esse meu familiar, até que ele se impôs pela sua competência e inteligência.

    Tudo por causa do pópó que foi abdicado por esse familiar meu.

    E ainda dizem que não existe status social no uso de uma simples viatura? Bahh! Parolagem com a mania de que têm o rei na barriga.

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  37. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 15:04

    “Eu, pelo meu lado, digo-te então que nunca vi nenhuma manifestação contra as portagens, e já vi uma manifestação a pedir transportes públicos.”

    Sorte a sua, ver uma raridade. 😉

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  38. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 15:07

    Então mas que mal é que tem as pessoas quererem viver bem, andar de carro, dar a carta aos putos de 18 anos e tudo o mais? Não percebo. Não eramos supostos viver numa sociedade civilizada? Não trabalhamos para ter essas coisas?
    Noto um certo tom de condenação moral no facto de as pessoas quererem ter qualidade de vida. Estranho seria que assim não fosse. Não é o facto de as pessoas quererem ter coisas que faz andar a sociedade e a economia?
    Mais dois meses de crise e ainda aparece alguém a sugerir que voltemos todos para as árvores! errggg!

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  39. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 15:13

    E já agora, anti-comuna, você já fez alguma manif para reivindicar mais transportes públicos? Não anda de carro como os outros? e se não anda é porque não pode, porque lhe tiraram a carta ou porque assim poupa para dar aos pobres?
    Parece que há uma certa alegria por parte de algumas pessoas por outras estarem a enfrentar dificuldades. Do tipo: “Andava tudo de pópó. Hoje guincham.” Está contente? sente-se vingado? Irra!

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  40. 29 Maio, 2008 15:16

    “- – – mas ser visto a andar a pé ou a utilizar os transportes públicos é insuportável.- – – ”

    E usar um autocolante azul no carro uma verdadeira afronta, mas mais um créditozinho fácil para comprar um plasma para ver a selecção (e pagá-lo 2 vezes), está tudo bem.

    Gato.

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  41. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 15:19

    “E já agora, anti-comuna, você já fez alguma manif para reivindicar mais transportes públicos? Não anda de carro como os outros? e se não anda é porque não pode, porque lhe tiraram a carta ou porque assim poupa para dar aos pobres?”

    Não, nunca fiz manifes para pedir os transportes públicos. Graças a deus nunca precisei. Mas sempre os utilizei. Mesmo em jovem, andava à boleia, até para a europa. 😉

    “Então mas que mal é que tem as pessoas quererem viver bem, andar de carro, dar a carta aos putos de 18 anos e tudo o mais? Não percebo.”

    Ok. Se possuir e andar de carro faz parte da sua qualidade de vida…

    Eu é que não entendo nada disto. Olho para a generalidade das nossas cidades e só vejo prédios e carros. Parques infantis? Quase nada. Jardins para a terceira idade se exercitar? Quase nada. Zonas verdes e de recreio? Pouca coisa.

    Tá certo. Eu como fui criado num meio menos urbano adoro ouvir os passarinhos logo pela manhã. Melhor que ouvir carros a apitar. Mas cada um é como cada qual. eheheheheh

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  42. 29 Maio, 2008 15:22

    Repetindo argumentos já aqui deixados por mim:

    Lololinhazina, andar todos os dias enfiado em engarrafamentos não é certamente qualidade de vida. Em Lisboa entram diariamente cerca de 400 mil veículos, alguns como tráfego de atravessamento, outros para vir trabalhar, outros para consumir e passear. O que leva aos congestionamentos que se vêm hoje em dia (A5, IC19, A1, A2…), que se tenda compensar aumentando o número e a dimensão das rodovias. Em média cada veículo transporta 1,2 passageiros… uma média que nos deve deixar orgulhosos, concerteza.

    A liberdade de usar o carro particular interfere negativamente com a liberdade dos outros terem uma boa saúde, daí que é necessário reduzir o número de carros que entram diariamente em Lisboa devido aos movimentos pendulares casa-trabalho-casa. Estes têm um impacto brutal em termos económicos e de saúde pública pois a poluição atmosférica é responsável por 310.000 mortes prematuras na Europa todos os anos, mais do que as causadas por acidentes rodoviários. O custo estimado para a economia europeia varia entre € 427 e € 790 mil milhões por ano.

    A solução passa mesmo pela mudança de hábitos, recorrendo menos ao uso do automóvel particular nas deslocações em que tal não seja absolutamente necessário. Da minha parte, desde o início do ano que passei a vir de transportes para o trabalho. Demora mais tempo, mas é mesmo muito mais barato e bastante menos poluente. A questão dos transportes colectivos é, muitas vezes, uma pescadinha de rabo na boca: sem clientes não há oferta, sem oferta não há clientes…

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  43. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 15:24

    “raridade”? Ó anti-comuna, e se eu te disser que há mais manifestações a pedir transportes públicos, do que contra as portagens, seja em manifestações clássicas na rua, seja em petições de indivíduos ou grupos, junto do governo ou autarquias? Por todo o país, diariamente, há pessoas que pedem transportes públicos, para os seus bairros, as suas ruas, as suas aldeias, e várias dessas manifestações ou simples reinvindicações passaram já em reportagens na televisão. É uma questão de estares atento. Olha, só no Porto, por exemplo, é relativamente frequente. E em zonas mais careciadas, nem se fala.
    E andam por aqui uns fuminhos de moralismo, que tresanda… a lolozinha tem razão.

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  44. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 15:30

    “Ó anti-comuna, e se eu te disser que há mais manifestações a pedir transportes públicos, do que contra as portagens, seja em manifestações clássicas na rua, seja em petições de indivíduos ou grupos, junto do governo ou autarquias? Por todo o país, diariamente, há pessoas que pedem transportes públicos, para os seus bairros, as suas ruas, as suas aldeias, e várias dessas manifestações ou simples reinvindicações passaram já em reportagens na televisão.”

    Dê-me já 3 exemplos.

    E assim dou-lhe razão.

    “E andam por aqui uns fuminhos de moralismo, que tresanda…”

    Moralismos? Moralismos uma ova. Quem quer carro que se aguente com os preços da gasolina. Querem pitroil barato? Descubram nos vossos quintais.

    O que não é sério é queixarem-se do preço da gasosa e esquecerem-se que há falta de médicos no país (20% da população nem sequer médico de família têm), há imensas listas de espera, as nossas cidades são selvas urbanas e de cimento onde impera a criminalidade à noite; há velhotes que não podem sair de casa e exercitar-se para viverem mais uns anitos; etc.

    É uma questão de prioridades. Eu também tenho carro e não me queixo muito pelo preço da gasolina, embora saiba que é um mau investimento possuir viatura própria. Mas queixo-me de não ter médico de família, de não ter um sistema de saúde como deveria, num país da chamada europa, de não ter um sistema de segurança social sequer que impeça a fome em Portugal.

    Mas cada qual é que sabe. Mas entre a gasolina mais barata e IRC ou IRC mais baixos… Nem sequer penso duas vezes.

    “É a vida!”

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  45. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 15:32

    Pedro Gomes,

    “A liberdade de usar o carro particular interfere negativamente com a liberdade dos outros terem uma boa saúde.”

    Eu logo vi. Começaram com essa conversa da saúde dos outros para me proibirem de fumar e agora querem aproveitar a mesma conversa da saúde dos outros para me proibirem de andar de carro e demorar uma hora um quarto de casa ao escritório em vez de vinte minutos de carro (sim, há muitas pessoas para quem demora menos tempo a viagem de carro do que de transportes). O que virá a seguir?

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  46. sulista e elitista permalink
    29 Maio, 2008 15:35

    Criticam quem vive acima das suas possibilidades? Mas não é este sistema “capitalista” que quer vender carros, casas, telemóveis, ipod, …
    Ou será que a solução é todos (menos as elites e os que se encheram durante 20 anos com os fundos da Europa) pagarmos a crise (sobe o petróleo, o arroz, o trigo, o leite).
    A solução é a sempre a mesma, os que menos podem é que pagam a crise. Que tem muitos milhões investidos em fundos está descansado pois o investimento passa do petróleo para o arroz, para o café, o ouro ou seja o que for.
    Eu se fosse “elite” estaria preocupado com a crise? Claro que não! Agora até há menos transito nas estradas, os aeroportos têm menos “gentinha”, oh que incómodo…
    Os pobrezinhos podem ir para a sopa dos pobres, ou para a saida da missa onde para “limpeza da alma” recebem sempre (?) “alguma coisinha”.

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  47. vascos permalink
    29 Maio, 2008 15:35

    Teodora Cardoso nomeada administradora do Banco de Portugal
    A economista Maria Teodora Cardoso foi nomeada administradora do Banco de Portugal, de acordo com o comunicado da reunião do Conselho de Ministros.

    ——————————————————————————–

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  48. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 15:36

    “Começaram com essa conversa da saúde dos outros para me proibirem de fumar e agora querem aproveitar a mesma conversa da saúde dos outros para me proibirem de andar de carro”

    Errado. Ninguém lhe pede para deixar de andar de carro. O que lhe pedimos é que saiba ser inteligente em o usar. Não o sendo, paga por isso. Liberdade implica responsabilidade. Ser cidadão não é apenas ter direitos mas deveres. Essa é uma das regras de ouro do Liberalismo.

    Mas, pronto, andar de carro é ter qualidade de vida… Eu como já vivi em várias cidades da europa, cada vez mais me convenço que possuir carro é um mau investimento e ter menos qualidade de vida. Mas cada um com as suas manias.

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  49. 29 Maio, 2008 15:37

    Mais vale rico e com saúde, do que pobre e cancerígeno.

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  50. ferro permalink
    29 Maio, 2008 15:38

    só no porto:
    janeiro
    http://www.dn.sapo.pt/2007/01/03/cidades/nova_manifestacao_contra_rede_stcp.html
    fevereiro
    pn.icicom.up.pt/2007/10/02/porto_manifestacoes_contra_stcp_sem_fim_a_vista.html
    outubro
    http://stcpfotopic.blogspot.com/2007/08/utentes-voltam-manifestar-se.html

    e mais há, é so procurar…

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  51. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 15:41

    Caro Ferro, essas manifes existiram pelas alterações nas linhas. E depois a mania de querer ter uma paragem à porta, fez o resto.

    Veja lá se no interior vê manifes do género?

    É por isso que, em parte, os críticos tripeiros do centralismo lisboeta deviam olhar para o que se passa no Porto e tirar as suas analogias. 😉

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  52. ferro permalink
    29 Maio, 2008 15:43

    não entendo.. a questão do status e da marca é um dos pilares da sociedade de consumo capitalista. E a generalização do consumo a toda a sociedade? Este blog não é liberal? Ou o racionamento liberal fez toda a gente perder o norte. Não me digam que já há pessoas que só trabalham para comer? como em cuba?

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  53. ferro permalink
    29 Maio, 2008 15:44

    anti comuna, então queria manifestações porquê? pela côr dos autocarros? é que se as linhas não servirem os utentes não tem muita razão de existirem certo?

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  54. 29 Maio, 2008 15:46

    Claro que têm razão de existir, agora não dá é para parar à porta de todos os utentes…

    Lololinhazinha, que eu saiba ninguém a proíbe de fumar, apenas a limitam no caso de mandar o fumo para cima dos outros. Usar o carro de uma forma responsável não é o mesmo de ficar proibido de usar o carro de todo…

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  55. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 15:50

    “é que se as linhas não servirem os utentes não tem muita razão de existirem certo?”

    Eu não sei nada disso. O que eu sei é que é impossível ter uma linha de autocarro por cada rua das cidades e uma paragem em cada 10 metros. É pouco eficiente e demasiado caro.

    Mas tenho a certeza que muitos portugueses são comodistas e amantes da sua, digamos, carroça. Vê-se isso todos os dias. As pessoas preferem viver no meio de uma selva urbana que em cidades onde seja respirável. Compare-se as cidades do norte da europa com as portuguesas. Tirando algumas cidades do interior, é só asfalto e cimento.

    Chamam a isso qualidade de vida? Vou ali e já venho. Mas cada um é como cada qual.

    Diz-me a experiência que ter uma linha passando pela minha rua é pouco qualitativo. Ouvir autocarros desde logo manhazinha não faz parte dos meus projectos de vida. Gosto mais de ouvir os melros. 😉

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  56. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 15:52

    Para o anti-comuna, o homem mais distraido do mundo:

    http://jn.sapo.pt/2004/10/28/grande_porto/populares_exigem_paragem_stcp_proxim.html

    http://www.freipedro.pt/tb/250101/gua6.htm

    http://www.jf-odivelas.pt/conteudos/templates/Noticias.asp?articleid=314&zoneid=43&z=4&sz=43&n=2

    http://forum.autohoje.com/archive/index.php/t-3682.html

    http://noticias.portugalmail.pt/artigo/20060628/faltam-autocarros-em-cascais

    Queres mais duas centenas?

    Mando-te já também de seguida a prova de que o pai Natal não existe ;). És um gajo desconfiado, sempre te digo…

    Anti-comuna, há lugar para um gajo se queixar do preço do pitrol, da falta de transportes públicos, da falta de médicos, da falta de espaços verdes, da falta de força na verga, espondilose, etc, etc. Tu não te queixas de algumas destas coisas, simplesmente porque não tens razão para isso. Parabéns à prima.

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  57. ferro permalink
    29 Maio, 2008 15:52

    antes de recomeçar os moralismos deixe-me dizer-lhe que as manifestações tinham a ver com o encerramento de linhas, não de paragens.

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  58. 29 Maio, 2008 15:53

    LR,

    Até concordo consigo.

    Mas, penso que Você é bancário. Isto é, trabalha para um banco.

    Agora, ponha-se na “pele” de um Empresário, pequeno, médio ou grande, e veja lá se VocÊ pensa nos combustíveis da forma que diz!

    Não. O grande problema do “Chico esperto tuga” que faz a A-1, a 175 km/hora, no seu BMW ou Audi, para mim, é mera futilidade, idêntica ao facto do “Zé Porreiro Pá” viver no Heron Castilho, onde também vivem, noutro apartamento, o Diogo Infante e o Herman.

    Agora, a TAP que em vez de gastar 500 milhões de euros em combustível num ano, passar a gastar 750 milhões de euros, esse é um problema que o LR não vê….e diz que é HISTERIA!

    Não é. É um CHOQUE energético muito sério. Com impactos incalculáveis.

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  59. ferro permalink
    29 Maio, 2008 15:54

    caro anticomuna a aposta em infraestruturas rodoviárias em detrimento dos transportes públicos foi aplaudida pelas empresas e liberais como “medidas de crescimento estrutural”. Em que ficamos?

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  60. 29 Maio, 2008 15:55

    Bonitos post e comentários centrados no urbano.
    E quem mora na provincia?
    Provincia que pode ser uma casa isolada algures, que apenas tem estabelecimentos comerciais ou serviços a dez quilómetros ou mais?
    Foi uma opção. OK! Contando que se pegava no carro e ia com facilidade até onde se quisesse.
    Mas agora os custos disparam. Que fazer?
    Vender a casa.Trocar o carro por um hibrido? Ir de férias?

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  61. 29 Maio, 2008 15:59

    Um amigo meu, residente na Alemanha, indicou-me o endereço de um arquivo de fotografias que se pode ver [aqui].
    Vale a pena ver a colecção – até porque muitas das imagens são lindíssimas – e matutar:
    Como é que aquela gente toda consegue viver sem ser atafulhada em automóveis e, ainda por cima, gabar-se da qualidade de vida?!

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  62. 29 Maio, 2008 15:59

    Ir para a província foi uma opção livre e tomada em consciência, que deveria ter tomado em conta o custo de aquisição do carro e do combustível. Liberdade é isso mesmo: tomarmos as nossas decisões (certas ou erradas) e responsabilizarmo-nos pelas suas consequências (boas ou más).

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  63. Doe, J permalink
    29 Maio, 2008 16:01

    anti-comuna Diz:
    “Mas também nunca vi uma manife a pedir transportes públicos. Fazem mais depressa contra as portagens que contra a falta de transportes públicos.”

    Eu tenho visto algumas, de cada vez que a Carris fecha mais uma linha de eléctrico, acaba com com mais uma carreira ou lhe corta o horário pela metade, sempre em nome do “melhor serviço” pois está claro. 🙂

    O que lá não se vê são os camaradas das bandeiras e dos SMSs e, sem eles, não há TVs e portanto elas não existem.

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  64. ferro permalink
    29 Maio, 2008 16:02

    C. Medina Ribeiro infelizmente o desenvolvimento, até de pensamento, entra em Portugal de clister. Até há poucos dias havia quem neste blog que parodiasse com o andar de bicicleta.

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  65. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 16:12

    “Ir para a província foi uma opção livre e tomada em consciência, que deveria ter tomado em conta o custo de aquisição do carro e do combustível. Liberdade é isso mesmo: tomarmos as nossas decisões (certas ou erradas) e responsabilizarmo-nos pelas suas consequências (boas ou más).”

    Olha, mais um arauto das amplas liberdades… Pedro Gomes, a vida não é assim; é um bocadinho mais complicada do que isso.

    “O que lá não se vê são os camaradas das bandeiras e dos SMSs e, sem eles, não há TVs e portanto elas não existem.”

    Doe J. não vês televisão? também preferes ir ouvir os melros, como o bucólico anti-comuna? 😉

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  66. Miucha permalink
    29 Maio, 2008 16:12

    Ora bem, presumo que o LR se desloque de transporte público no seu dia-a-dia, não? E que a sua mulher beba ainda cerveja e o LR tenha deixado de beber cola e sumos (soa a falta de açucar efectiavamente). Isto porque o tom da posta soa a posta de bacalhau – parafraseando o MEC – fica mal cronicar quando nos pomos de fora – afinal o LR é português classe média ou já nos traiu ascendendo à aristocracia? Ou vai ter a honestidade de como bom macho português (não me diga que não é?!) olhar-me nos olhos e dizer que não lhe dá mais pica conduzir um BM do que um SEAT no seu dia-a-dia? Se calhar também não gosta de futebol e prefere coisa mais ultra assim tipo golfe? Ora bolas não se vai revoltar também ou prefere que fique tudo caladinho como convém a todos os governos. Afinal a classe média ou vai presa por não arrebitar cachimbo ou por arrebitar mesmo? Em que ficamos – acordou pró mal dispostinho hoje, não? A sua posta saiu com tom anti-classe média. Fica mal pois fica…

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  67. 29 Maio, 2008 16:17

    Meu caro Pedro Gomes,”claro que sim” e como não podemos prever o futuro… só nos resta arcar com as consequências.
    O que eu gostaria de salientar é que nem sempre existem transportes publicos que satisfaçam as necessidades.
    Nem digo que seja bom ou mau. Não existem, pura e simplesmente.
    No caso que narrei- e que conheço três ou quatro pessoas a viver nessas condições, por opção própria é verdade – resta-lhes a solução de dividirem um carro e os respectivos custos.
    Pelo menos ganham em qualidade de vida.

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  68. ferro permalink
    29 Maio, 2008 16:19

    Uma nova questão surge (do mais marxista possível)- Qual é o teu nível de status?? e qual é o carro do LR? desconfio que não é um fiat punto

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  69. 29 Maio, 2008 16:20

    Com argumentos tipo: “Eu logo vi. Começaram com essa conversa da saúde dos outros para me proibirem de fumar e agora querem aproveitar a mesma conversa da saúde dos outros para me proibirem de andar de carro…”

    pouco ou nada mais há a dizer, de facto. Quando a qualidade de vida das pessoas passa por ter 1 carro e por poder levá-lo todos os dias para os engarrafamentos, eu tenho que assumir que os meus conceitos de qualidade de vida estão profundamente distantes.
    Suponho que o auge esteja na paragem do automóvel na Estação da Galp a admirar a magueira de abastecimento do meu instrumento de qualidade de vida!

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  70. 29 Maio, 2008 16:22

    As mais amplas liberdades na provincia?… é pá essa é que não.
    Muito do pessoal da cortiça tem o último BM ou mercedes estacionado junto ao galinheiro,e não se queixa.

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  71. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 16:23

    “caro anticomuna a aposta em infraestruturas rodoviárias em detrimento dos transportes públicos foi aplaudida pelas empresas e liberais como “medidas de crescimento estrutural”.”

    Pelos Liberais? A sério? Aponte-me 3 ou 4 e já lhe dou razão.

    Olhem, qualidade de vida, para mim, foi mesminho agora ter ido comprar cenouras para a sopinha do jantar e ter-me deslocado de bicicleta. 🙂

    Fiz exercício, apanhei ar puro, deu para ver as belas pernas de uma ciclista como eu e ainda poupei uns tostõezinhos. 😉

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  72. ferro permalink
    29 Maio, 2008 16:24

    anónima vê-se bem que nunca tiveste de passar por cima de ninguém para conseguir sair do autocarro, ou ficar uma hora a desesperar numa paragem ou foste espremida de tal forma dentro de uma lata de sardinhas ambulante para poder chegar à conclusão que há confortos que tem um preço. Isto aconteceu-me em lisboa e no porto, e deus como desejei estar num carro naquelas alturas.

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  73. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 16:27

    Este post e respectiva caixa de comentários é uma boa amostra do funcionamento da sociedade portuguesa.
    Admitindo estatisticamente que a malta milionária tem mais com que se divertir do que com o Blasfémias e que a malta verdadeiramente pobre não tem acesso à internet, sou forçada a concluir que a generalidade dos comentadores pertencem à classe média.
    Seria estatisticamente normal que os comentários fossem mais solidários com essa classe média endividada que gosta de andar no seu carrito pago a prestações (se se endividou para o comprar, ao menos que o use!). De onde vêm, então, estes moralismos a roçar o “habituem-se” e “agora é que vão ver”? De uma classe média que é incapaz de se reconhecer ao espelho?

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  74. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 16:29

    óóó, o anti-comuna já não fala comigo

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  75. ferro permalink
    29 Maio, 2008 16:33

    anticomuna onde quer chegar com a historia das cenouras, da sopinha e de que uma das funções do estado liberal é garantir o transporte público de qualidade? à risota?

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  76. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 16:33

    Anónima,

    Não seja hipócrita. Qualidade de vida seria nem sequer ter que vir trabalhar. Olhe, poder ter ido hoje comprar cenouras de bicicleta, por exemplo.
    Simplesmente, para quem tem que trabalhar em Lisboa e para quem demora cerca de uma hora e vinte de transportes para fazer doze quilómetros (contra vinte minutos de carro), obviamente, a escolha já está feita.
    Se não consegue perceber isso não consegue perceber nada.

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  77. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 16:35

    “Seria estatisticamente normal que os comentários fossem mais solidários com essa classe média endividada que gosta de andar no seu carrito pago a prestações (se se endividou para o comprar, ao menos que o use!).”

    E sou solidário. Mas não pedindo reduções de impostos devido à conjuntura de um dado mercado.

    Por outro lado, quem se endividou tem que aprender a fazer mais contas e a deixar-se de chorar-se com as suas escolhas. A maioria dos endividados fê-lo sem medir as consequências dos seus actos. Liberdade implica responsabilidade.

    Eu ficaria mais feliz se alguém me dissesse assim: vamos pedir para que se reduza os impostos sobre os combustíveis cortando a respectiva contrapartida na despesa pública. Aí eu aplaudia. Agora, pedir baixas fiscais com base em conjunturas de um dado mercado é errado. Tão errado que impede que haja racionalidade económica conduncente a um melhor nível de vida.

    Os portugueses têm que se habituar a responsabilizar-se pelos seus actos de consumo. E pelos seus pedidos de despesa pública.

    Portugal tem 130% de endividamento face aos seus rendimentos. Acham isso normal? Eu não acho. Da mesma maneira que condeno as práticas bancárias também condeno quem deseja viver sob o fio da navalha do endividamento.

    A vida não é fácil. Portanto…

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  78. 29 Maio, 2008 16:36

    J,

    “Mas, penso que Você é bancário. Isto é, trabalha para um banco.”

    So what? Os bancários não têm gasolina subsidiada.

    “Agora, ponha-se na “pele” de um Empresário, pequeno, médio ou grande, e veja lá se VocÊ pensa nos combustíveis da forma que diz!”

    Qualquer empresário consciente e com um mínimo de visão estará neste momento a tentar obter as máximas economias no consumo de combustível.

    “Agora, a TAP que em vez de gastar 500 milhões de euros em combustível num ano, passar a gastar 750 milhões de euros, esse é um problema que o LR não vê….e diz que é HISTERIA!”

    Mas porque raio a TAP (e os pescadores, taxistas, transportadores, azeiteiros com fitinha amarela no carro, etc) haveria de ficar “isenta” da crise? A crise é como o sol, quando nasce é (ou deve ser) para todos. E se todos começarmos desde já a fazer os reajustamentos necessários, mais depressa conseguiremos sair dela. O que é inaceitável é estarem alguns a pedir benesses à custa de todos os outros, recusando-se a aceitar uma realidade irreversível: acabaram os tempos da energia barata.

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  79. Miucha permalink
    29 Maio, 2008 16:37

    Isto tudo porque não lhe compete ajuízar os motivos da revolta em tom moralista e desdenhoso. Quem é o LR para julgar a motivação do pessoal “revoltoso”. Ainda bem que não sugeriu que a malta revoltosa era constituida por grupos manipulados por interesses do grande capital, ou, sei lá, interesses políticos de franjas extremistas – mas olhe que o tom era o mesmo.
    Acho fantástico até que tenha sugerido que ter um carrinho seja um objecto de luxo para “esta classe média” que retrata na sua posta. Quase somos levados a acreditar que o LR não nos considera mais dignos do que ir para o empreguinho num carro de bois, pois então? Achava que aqui no Blasfémias se havia coisa que não se desdenhava era a motivação pessoal de cada um – criticar a motivação dos indivíduos é assim muito à socialista – eu é que sei o que é bom para o povo. Coitados, eles não passam de um bando de pacóvios montados em carros que nunca mereceram. Ora então pagou o seu carrinho a pronto – seu capitalista especulador ?!
    Eu cá acho que devemos trair a nossa classe – prontos! – eu nasci burguesa mas quero tornar-me aristocrata a ai de quem vier cercear o meu direito à ascensão social (esta foi plagiada do Dali em RGA no Maio de 68 na Sorbonne, não é minha não)! Liberdade já!
    Já agora – eu conduzo um Seat a gasóleo que a minha empresa gentilmente me cedeu e não me queixo, porque sei muito bem o satus que tenho e não preciso de um carro para o provar. Obrigada!

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  80. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 16:39

    “Simplesmente, para quem tem que trabalhar em Lisboa e para quem demora cerca de uma hora e vinte de transportes para fazer doze quilómetros (contra vinte minutos de carro), obviamente, a escolha já está feita.
    Se não consegue perceber isso não consegue perceber nada.”

    Faça como eu: peça privatização dos transportes públicos.

    Eu já vivi em Londres e só usava transportes públicos. E eram caríssimos, numa altura em que os meus rendimentos era parcos. E demorava quase 2 horas até chegar a casa. E daí?

    “anticomuna onde quer chegar com a historia das cenouras, da sopinha e de que uma das funções do estado liberal é garantir o transporte público de qualidade? à risota?”

    Não quero chegar a lado nenhum. Soube-me bem pedalar em vez de pegar na voiture. Tão simples como issso.

    Mas os Liberais pedem que se privatize os transportes públicos. A procura acabará por gerar a sua oferta. Se não existir procura, que se aguentem com as opções de vida. Não é para isso que tanto se prega a Liberdade?

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  81. 29 Maio, 2008 16:41

    Cara Lolazinha,

    Eu trabalho em Lisboa, moro em Cascais, demoro uma hora e meia de transportes para chegar ao destino, não posso de facto dizer que demoro 20 minutos de carro por contraponto… no entanto posso dizer sem “hipócrisia” que não ando de carro, não tenho carro e não tenho sequer intenção de comprar um.

    Agradeço a sua comiseração, mas não preciso de lições de vida de si… como já disse cada um faz as suas escolhas, quer andar de carrinho para curtir o seu “status” então sujeite-se aos aumentos.

    A desonestidade intelectual é mais que muita quando o assunto é comodidade.

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  82. 29 Maio, 2008 16:43

    “hipocrisia” e não “hipócrisia”

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  83. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 16:46

    Anti-comuna,

    O problema não é o que meu amigo defende. É o tom com que se refere às pessoas que estão com esses problemas ou em vias de os ter! Quando a banca deu créditos ás pessoas para que estas pudessem comprar o que a sociedade de consumo as convenceu que necessitavam ninguém as andou a advertir para os riscos que corriam. E essas pessoas, que não são especialistas em economia e que provavelmente nem sequer andam por aí a ler jornais, jamais colocaram a possibilidade de os juros das suas casinhas dispararem da forma como dispararam, do preço do petróleo se ter lembrado de aumentar, e por aí em diante.
    Limtaram-se a dar como garantida uma determinada conjuntura social porque não tinham motivos para desconfiar dela. (todos os dias havia um político a dizer que o país estava cada vez melhor, lembra-se?).
    Neste contexto, é falta de solidariedade a forma como algumas pessoas, inclusivamente o anti-comuna se referem a quem agora enfrenta esses problemas.
    Será que é porque nós gostamos sempre mais de pensar que a culpa é mesmo das pessoas? Para acharmos que cada um tem o que merece?

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  84. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 16:49

    “Agradeço a sua comiseração, mas não preciso de lições de vida de si…”

    Não agradeça, porque eu não tenho qualquer comiseração por si nem perco tempo a dar lições de vida a pessoas que não me paguem para isso.

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  85. Miucha permalink
    29 Maio, 2008 16:52

    Não consigo que me passe esta sensação de ofensa, ainda por cima vinda do blasfémias! Ninguém é perfeito, ó LR, e eu vou ser sempre uma ingénua. Mas não admito que julguem as minhas motivações, apenas o meu comportamento. Porto-me bem de uma forma geral.Julgar motivações é meio caminho andado para outra inquisição ou comissão política, como lhe quiser chamar.

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  86. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 16:53

    “Quando a banca deu créditos ás pessoas para que estas pudessem comprar o que a sociedade de consumo as convenceu que necessitavam ninguém as andou a advertir para os riscos que corriam.”

    Não me diga que os bancos encostavam as pistolas às têmporas dos clientes? A mim, por muito que eles se esforcem, nunca me convenceram a usar de dinheiro para o qual eu poderia usar em consumo.

    As pessoas, desculpe, pretendem viver em Liberdade? Que meditem nas escolhas. Eu quando faço asneiras (faço muitas), assumo o erro e os prejuízos. Não engano os outros nem a mim. Da mesma forma quem se endivida tem que aprender a obter informação que lhe permita tomar as melhores decisões.

    O que eu não aceito é que se diga que as pessoas se endividaram porque foram obrigadas. Porque, 80% dos casos, isso é mentira. Endividaram-se por consumismo, status social, etc. Agora assumam a sua responsabilidade. Tão simples como isso.

    Eu tenho mais pena do desgraçado que ganha 434 euros mensais e não lhe chega o salário para pagar sequer a alimentação dos seus filhos. Isso sim.

    O resto, por muito que me queiram dar lições de solidariedade, não me convencem. Enquanto uns andam chateados por a gasolina subir de preço eu estou preocupado com a pobreza absoluta e a fome que campeia em Portugal. Portanto…

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  87. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 16:54

    o anti-comuna e o Pedro Gomes fazem-me rir com a ladainha das opções de vida e a Liberdade, e nãoseiquê.. quando o anti-comuna nos brindar com o já clássico “quem nos acode”, acho que lhe vou dizer que devia ter tomado em conta o custo de viver em Portugal… “a liberdade é isso mesmo”, como dizia o outro 😉

    e os melros e a bicicleta e as cenouras e a sopinha… é lindo. parece uma novela do júlio dinis.

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  88. 29 Maio, 2008 16:56

    Mas esse discurso da desculpabilização e não assunção dos erros é tão típico.

    O erro está no Banco que me deu um crédito.

    O mal está na publicidade que me convence que preciso do supérfluo.

    A culpa é da falta de formação económica induzida (não sei por quem, mas alguém terá que ser responsabilizado).

    Claro que no meio de tudo isto nós somos marionetas, cabeças de vento, idiotas, sem consciência do caminho que trilhamos. É tão mais fácil culpar o resto do mundo, que assumir o desgoverno!
    Tenha dó!

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  89. 29 Maio, 2008 17:00

    Miucha,

    “Ora bem, presumo que o LR se desloque de transporte público no seu dia-a-dia, não?”

    Se estiver bom tempo, faço de bom grado 4 kms a pé e outro tanto na volta.

    “E que a sua mulher beba ainda cerveja e o LR tenha deixado de beber cola e sumos”

    Lá em casa todos tomamos chá desde pequenos.

    “fica mal cronicar quando nos pomos de fora – afinal o LR é português classe média ou já nos traiu ascendendo à aristocracia?”

    De fora porquê? Não podemos criticar a nossa espécie? Temos de facto muito a aprender com os ingleses que sabem, melhor do que ninguém, fazer a auto crítica mordaz.

    “Ou vai ter a honestidade de como bom macho português (não me diga que não é?!) olhar-me nos olhos e dizer que não lhe dá mais pica conduzir um BM do que um SEAT no seu dia-a-dia?”

    Quando conseguir juntar dinheiro para 2 BMWs, comprarei um. Mas não acredito que ele me faça mais macho…

    “Se calhar também não gosta de futebol e prefere coisa mais ultra assim tipo golfe?”

    Gosto de bola, adepto do FCP, anti-lampião terciário ou quaternário, que festeja exuberantemente as respectivas vitórias e derrotas com vinho espumante baratucho da bairrada em garrafa Dom Pérignon, em simultâneo com exultantes baforadas numa mísera cigarrilha a que chamo Havano do tio Fidel. Como vê, todas as emoções primárias próprias da classe média dita urbana.

    “A sua posta saiu com tom anti-classe média. Fica mal pois fica…”

    Mas a classe média é intocável?

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  90. ferro permalink
    29 Maio, 2008 17:01

    nesse caso ainda bem que cá está o LR para nos dar o seu sermão paternal.

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  91. ferro permalink
    29 Maio, 2008 17:03

    propunha mesmo um conversas em família estilo marcelo caetano

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  92. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 17:04

    “O que eu não aceito é que se diga que as pessoas se endividaram porque foram obrigadas. Porque, 80% dos casos, isso é mentira. Endividaram-se por consumismo, status social, etc.”

    Mais uma vez, o anti-comuna não sabe do que fala. A maior parte das pessoas, actualmente, endivida-se para satisfazer necessidades primárias, como manter os filhos em creches ou infantários privados (porque não há públicos suficientes na zona), pagar a prestação da casa ou do carro (que, ao contrário do que alguns extraterrestres pensam não são objectos de luxo), ou para outras despesas, como obras, arranjos, etc. Mas desta vez, não me vou dar ao trabalho de fornecer exemplos ao anti-comuna. A impressão que me dá, sinceramente, é que o anti-comuna vive noutro planeta, onde a sua única preocupação é dar ar aos pneus da bicicleta e alpista aos rouxinóis, e mandar postas de pescada sobre os outros.

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  93. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 17:05

    “quando o anti-comuna nos brindar com o já clássico “quem nos acode”, acho que lhe vou dizer que devia ter tomado em conta o custo de viver em Portugal… “a liberdade é isso mesmo”, como dizia o outro ;)”

    Nop. A generalidade das decisões públicas são tomadas não tendo em consideração o interesse geral. Ou chamado, o público.

    O que Vc. me está a dizer é que a culpa nunca é nossa. É do preço do pitroil, das taxas de juro, da crise externa, etc. Ou dos políticos. Mas em última análise, a culpa é nossa porque somos nós que os escolhemos. Portanto, aguentemos ou lutemos pelos nossos ideias.

    O que é errado é dizer-se que só o nosso umbigo conta. E a maioria dos que protestam agora pelo preço da gasosa estiveram calados quando os impostos subiram em Portugal. Alguns até aplaudiram. Agora como a gasosa sobe de preço devido à subida do preço do pitroil, pedem baixas fiscais porque lhes vai ao bolso. No entanto, a fiscalidade está a arruinar a economia portuguesa e ninguém pede cortes na despesa pública. Ou melhor, muito poucos. Os do costume. Os famosos neoliberais.

    Andei aqui quase 4 anos a protestar contra estas más políticas económicas e orçamentais. Mas nunca enganei ninguém. Disse sempre que vinha aí uma crise medonha e que estavamos a ser enganados pelo poder político. E nunca me viram a pedir baixas nos impostos porque sou afectado directamente, mas pela própria sociedade portuguesa. E no entanto, também sou vítima de arrastões fiscais e chego a ser taxado duplamente. Mas nunca me mobilizei pelo que pago, mas pelo chamado interesse geral.

    Portanto, cada qual assuma as suas responsabilidades. 😉

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  94. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 17:10

    “Mais uma vez, o anti-comuna não sabe do que fala. A maior parte das pessoas, actualmente, endivida-se para satisfazer necessidades primárias, como manter os filhos em creches ou infantários privados (porque não há públicos suficientes na zona), pagar a prestação da casa ou do carro (que, ao contrário do que alguns extraterrestres pensam não são objectos de luxo),”

    Claro que não sei do que falo. Naturalmente. Mas dizer-me que as pessoas endividam-se para pagar a creche às crianças é que não lembra ao diabo.

    Basta atentar aos números do endividamento em Portugal para se perceber que este exista para dois principais produtos: hipotecas e automóvel. E tanto é assim que eu tenho familiares que estão com a corda ao pescoço porque, como se diz na minha terrinha, deram um passo maior que a perna.

    Como cresci a comprar depois de poupar e face às enormes dificuldades financeiras do meu clã, aprendi que: quem não tem dinheiro, não tem vícios.

    E não me venham com ladaínhas típicos das lamechices da nova classe média portuguesa. Eu comecei a trabalhar muito cedo e se consegui alguma coisa na vida foi com muito esforço, suor e trabalho. Portanto…

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  95. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 17:15

    Meu caro anti-comuna, volto a dizer-lhe, viver em Portugal, como viver na merdaleja sem transportes públicos, é opção de quem cá está. Amanhe-se e não nos chateie. É assim a doutrina, ou não é?

    LR, a questão é que você, do alto do seu púlpito, resolveu proclamar, muito solene, muito moralista, que “é tudo uma questão de status” e que isto é tudo uma histeria de uma classe média mimada, que a malta comprou carro para mostrar ao vizinho e à família e agora aguente-se, etc. Eu acho que esta conclusão é um bocaditito abusiva e ridícula. Não acha, sinceramente?

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  96. Miucha permalink
    29 Maio, 2008 17:16

    Pronto,pronto – não era para responder – só ouvir. E a classe média é para criticar,sim, mas como generalizou as motivações de toda uma classe (na qual me incluo) numa única, senti-me atingida. Sendo assim presumo que no seu post se referia apenas às suas motivações. Fico mais descansada. Esteja à vontade, a mim tanto se me dá qual é a forma que escolhe para exibir status. Não me impressiono. Também gosto de chá, mas desde os 35 que prefiro cerveja. Já não me calo. Não responda.

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  97. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 17:20

    “Mas dizer-me que as pessoas endividam-se para pagar a creche às crianças é que não lembra ao diabo.”

    Não sabe do que fala, obviamente, como já provou, anti-comuna. Você está um bovcado a leste, de facto. As´maior parte das pessoas endividam-se porque, entre outras coisas, têm despesas mensais que incluem pagar creche (para quem tem filhos pequenos), carro, hipoteca, alimentação, etc, etc. Obviamente, também há muitos que se endividam para ir de férias para Bora-Bora, ou para comprar um plasma.

    “Eu comecei a trabalhar muito cedo e se consegui alguma coisa na vida foi com muito esforço, suor e trabalho. Portanto…”

    Por falar em “ladainhas”…

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  98. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 17:21

    “Meu caro anti-comuna, volto a dizer-lhe, viver em Portugal, como viver na merdaleja sem transportes públicos, é opção de quem cá está. Amanhe-se e não nos chateie. É assim a doutrina, ou não é?”

    Não sei se é opção de vida ou não. O que sei é que nessa tal merdaleja, aqui há uns anitos, não muitos, utilizar transportes públicos, os poucos que havia, era para os “rotos”.

    E se me disserem que não há transportes públicos, peçam para que exista e utilizem-nos. Tão simples como isso. Eu o faço e não me vê a queixar-se do preço da gasosa, pois não?

    Eu sou do tempo em que não ter carroça nova era um sinal de fraqueza. E quanto mais caro e potente o carro, melhor figura se fazia. Eu como sou avarento por natureza (é um dos meus vários defeitos capitais) valorizava tanto os meus carros, que eles saiam das minhas mãos e iam quase direitinhos para a sucata. E usava os transportes públicos sempre que podia.

    Mas eu sou do tempo em que me diziam: ainda tens essa lata velha? Não tens dinheiro para um novo?

    Ou ainda: o teu carro já tens 10 anos? E não mudas?

    E isto era corriqueiro em Portugal. Nos bons tempos em que o crédito fácil era rei e senhor em Portugal.

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  99. ferro permalink
    29 Maio, 2008 17:22

    se o liberalismo não serve a comunidade no geral, fomenta a divisao, a acusação mutua e a pobreza então pf procurem outra via que nao vai ser tao cedo que vamos viver isolados uns dos outros com rouxinois a cantar.

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  100. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 17:23

    “As´maior parte das pessoas endividam-se porque, entre outras coisas, têm despesas mensais que incluem pagar creche (para quem tem filhos pequenos), carro, hipoteca, alimentação, etc, etc.”

    Sim, sim. Pois, pois. Eu bem os vejo.

    E eu é que não sei do que falo. Vou ali e já venho. 😉

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  101. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 17:25

    “Não sei se é opção de vida ou não.”

    Agora já não sabe? 😉

    “E se me disserem que não há transportes públicos, peçam para que exista e utilizem-nos. Tão simples como isso.”

    Vive no Céu com os Anjos, anti-comuna. Bem Haja.

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  102. caramelo permalink
    29 Maio, 2008 17:27

    “E se me disserem que não há transportes públicos, peçam para que exista e utilizem-nos. Tão simples como isso.”

    Ainda me estou a rir com esta 😉

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  103. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 17:28

    Ó anti-comuna, não há pachorra para essa conversa do façam como eu que trabalhei muito e poupei. Se eu hoje tivesse tido a oportunidade de ir andar de bicicleta e comprar cenouras talvez estivesse mais tolerante. Você diz que não há quem faça empréstimos para pagar creches??? Há pessoas que fazem créditos para pagar impostos, homem!

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  104. Lololinhazinha permalink
    29 Maio, 2008 17:31

    Eu bem digo! O Anti-comuna finalmente está feliz por as pessoas que lhe disseram que ele tinha uma lata velha estarem em dificuldades!! Está radiante porque no fundo acha que estão a ter qualquer coisa que merecem. É assim. São assim grande parte dos portugueses…

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  105. Bafo D'Onça permalink
    29 Maio, 2008 17:36

    Transportes públicos….
    As vezes é preciso é fazer contas.
    Vivo em V.N.Gaia e Trabalho no centro do Porto 2ª a 6ª. Todos os dias faço este percurso de carro ida e volta: total 30km.
    30Km x 22dias = 660Km mensais, o que no meu carro corresponde a aproximadamente 50€ mensais de gasóleo para trabalhar. Saio da garagem e estaciono na rua a fugir às multas, demoro 15 minutos para cada lado sempre em Auto Estrada sem portagem.
    Para este percurso esses chupistas da STCP,SA e da Metro do Porto, cobram-me 48.50€ (passe para cinco zonas 20km de raio), tenho que fazer transbordo de autocarro e metro,viajo de pé, muitas vezes enlatado, apanho frio e chuva tenho que andar a pé 10min de casa à paragem e mais 5 da paragem ao trabalho mais o regresso.
    Querem que eu ande de Transportes publicos, a estes preços, eu ando mas é o car….
    O meu patrão agradece, nunca me atraso e nunca falto por constipação.
    Bafo’s

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  106. 29 Maio, 2008 17:37

    Miucha,

    “Acho fantástico até que tenha sugerido que ter um carrinho seja um objecto de luxo para “esta classe média” que retrata na sua posta.”

    Eu acho que cada um pode ter o carrinho ou carrão que muito bem entender, desde que o possa pagar.

    “Eu cá acho que devemos trair a nossa classe – prontos! – eu nasci burguesa mas quero tornar-me aristocrata a ai de quem vier cercear o meu direito à ascensão social”

    Um direito que lhe assiste. Desde que, quando chegar a aristocrata, não pretenda fazer jus à nova categoria e viver à custa de outrém.

    “Não consigo que me passe esta sensação de ofensa, ainda por cima vinda do blasfémias! Ninguém é perfeito, ó LR, e eu vou ser sempre uma ingénua. Mas não admito que julguem as minhas motivações, apenas o meu comportamento. Porto-me bem de uma forma geral.Julgar motivações é meio caminho andado para outra inquisição ou comissão política, como lhe quiser chamar.”

    Oh “vidrinho de cheiro”, mas quem é que esteve a julgá-la? A posta é uma simples análise a partir de casos que vou conhecendo. E acho que retrata a maneira de ser de muitos de nós, de se endividarem alegremente sem fazerem previamente as contas e tratarem de arranjar um responsável quando as coisas dão para o torto. Responsabilidade pelos actos próprios, é que nem pensar.

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  107. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 17:37

    “Você diz que não há quem faça empréstimos para pagar creches??? Há pessoas que fazem créditos para pagar impostos, homem!”

    Pois há. Mas creches não. Mas viagens sim. Carros e a habitação.

    Vc. pode dizer que é errado generalizar. E que há de tudo. Mas eu cinjo-me aos números do crédito existente em Portugal. Até bem recentemente era automóvel e casa própria.

    Claro, claro, nos últimos anos, face ao elevado endividamento e falta de rendimentos, hoje até se faz crédito ao consumo, pagando taxas absurdas para pagar créditos à habitação. E a tendência, infelizmente é para piorar.

    Mas eu não aceito, como Liberal, e crente que o ser humano deve ser livre e, como tal, responsável pelos seus actos. Tão simples como isso.

    Quem se engana a si próprio atirando as culpas próprias para os outros ou estranhos, não merece muito mais que sofrer. Porque isto é típico de sociedades de mentalidade socialista e típico de quem se trata a si mesmo, ou como imaturo ou como atrasado mental.

    Na minha profissão vejo isso amíude. Fazem asneiras mas, normalmente, porque doi admitir os nossos erros, atiram para os outros as suas culpas. Ora é o pitroil, ora é o Trichet, ora é a crise, etc.

    Claro, claro, admitir que erramos custa imenso ao ego. Porque nos faz sentir uns falhados. Mas quem assume os seus erros não é um falhado, é alguém que tenta ser responsável pelos sesu actos e decisões. É alguém que tenta ser livre.

    E a Liberdade…

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  108. 29 Maio, 2008 17:38

    E há pessoas que pedem créditos para ir passar férias ás Caraíbas.

    E há pessoas que pedem créditos para comprar LCDs, computadores, etc…

    Não me venham dizer que o “pessoal” tá todo endividado por causa das creches e por causa dos impostos!

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  109. Vitor A. permalink
    29 Maio, 2008 17:41

    “Basta atentar aos números do endividamento em Portugal para se perceber que este exista para dois principais produtos: hipotecas e automóvel.”

    Ó Anti-comuna, desculpe lá, mas voçê esqueceu-se aqui de um bem de primeirissima necessidade de muitos portugueses que também é subsidiado pelos benditos créditos que são as férias imprescindíveis e religiosamente todos os fins de semana prolongados, vulgo pontes, no estrangeiro, sim, porque isto de ir para fora cá dentro é só para os pé rapados.

    Vitor A.

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  110. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 17:42

    “O Anti-comuna finalmente está feliz por as pessoas que lhe disseram que ele tinha uma lata velha estarem em dificuldades!! ”

    Está bem enganada. Eu fico feliz com a riqueza alheia. Eu celebro a riqueza e apenas esconjura a pobreza.

    O que eu não aceito é que agora façam o discurso do coitadinho porque não querem admitir que erraram em determinadas decisões. Ou não querem aceitar a realidade tal como ela é. Tão simples como isso.

    Eu posso-lhe dizer com toda a franqueza. Sou dado a muitos vícios e adoro alta velocidade automóvel. Mas nunca me passaria da cabeça queixar-me dos preços da gasosa porque eu gosto de queimar a alta velocidade, de vez em quando.

    Mas como sou avarento, também sei tomar as minhas decisões. E olhe que conheço de carro quase todos os países da europa ocidental. 😉

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  111. ferro permalink
    29 Maio, 2008 17:44

    o leninismo moral chegou ao blasfemias, isto realmente é digno de se ver

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  112. Vitor A. permalink
    29 Maio, 2008 17:46

    Já para não falar dos que metem baixa e vão passear e fazer compras para nova iorque como uma prof de uma escola da póvoa que conheço, que quando começa a faltar e se pergunta por ela alguém diz: Está com baixa, e depois ao ouvido: foi a nova iorque com o marido.

    Vitor A.

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  113. ferro permalink
    29 Maio, 2008 17:48

    e a delação

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  114. Vitor A. permalink
    29 Maio, 2008 17:55

    ferro

    Se um seu educando fosse privado de aulas por 15 dias, sabendo você das razões e sabemndo que estava a pagar situações destas com dinheiro dos seus impostos, com certeza não pensaria assim.

    Vitor A.

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  115. 29 Maio, 2008 18:06

    Caramelo,

    “LR, a questão é que você, do alto do seu púlpito, resolveu proclamar, muito solene, muito moralista, que “é tudo uma questão de status” e que isto é tudo uma histeria de uma classe média mimada, que a malta comprou carro para mostrar ao vizinho e à família e agora aguente-se, etc. Eu acho que esta conclusão é um bocaditito abusiva e ridícula. Não acha, sinceramente?”

    Moralista, eu? Já cá temos o BE para essas funções. Como eu – e principalmente o anti-comuna – já dissemos acima, as pessoas não podem endividar-se alegremente, até para as cuecas que usam e, quando a conjuntura inverte, vêm diabolizar os especuladores, o grande capital, as gasolineiras e pedir baixas de impostos. Ou seja, os outros que paguem por eles. Cada qual que tome as opções que muito bem entender, mas tem de assumir as correspondentes responsabilidades.
    Que a minha conclusão seja abusiva? Enfim, eu não pretendi fazer total generalização, se bem que quando se fala de um agregado – neste caso, a classe média – podem ser interpretado como tal. Pretendi apontar uma característica que se aplica a muitos, muitos de nós, que não a todos.

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  116. Miucha permalink
    29 Maio, 2008 18:33

    Lá está o LR a cercear a minha liberdade: porque é que não hei-de viver “à custa de outrém”´. Moralista! Pode ser que o outrém seja feliz assim – a sustentar-me. Ou, que sei eu?!, que ao outrém aproveite também sustentar-me – podia ser uma situação que aproveitasse a ambos – o outrém e eu! Já estou a ver que não ia ter paz – lá ia estar o LR a postar para denunciar a situação de exploração do trabalhador pela sustentada (já lhe chamaram pior – acho que era mantida, mas era igualmente feio). Quanto do salário milionário (cá está o adjectivo qualificativo a que me referi noutra caixa de outro blasfemo)de um alto (será também este um adjectivo qualificativo mal aplicado – soa-me mais a pejorativo, mas é o ar do tempo)executivo bancário é paga pelo trabalho e quanto poderá ser especulação (cá está outra vez a maldita palavra – é moda!) – especulação poderá comparar-se a “à custa de outrém”? Especulação pode ser comparada a “olhe que eu valho mesmo muito” e isso é quantificável? Olhe LR, não ligue, estou com uma intoxicação blasfema. Obrigada por me chamar vidrinho de cheiro, a última pessoa que me chamou assim foi a minha avó (sou vidrinho de cheiro muito macha). Temos isso em comum. Veja lá! Só um vidrinho de cheiro poderia ter respondido aos coments da caixa. Tomo isso como uma prenda de aniversário bem merecida. Obrigada!

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  117. Miucha permalink
    29 Maio, 2008 18:41

    Como decerto já repararam já passa da hora do fim do expediente. Com tal não me resta mais do que abandonar as instalações.
    Para quando um próximo CAFÉ BLASFÉMIAS? Aqui na invicta como sempre? Quando tiver lugar vou para lá atirar menires ao LR do fundo da sala.
    Era bom! Vá lá! Um CAFÉ BLASFÉMIAS por Deus!

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  118. Doe, J permalink
    29 Maio, 2008 20:41

    anti-comuna Diz:
    “Portugal tem 130% de endividamento face aos seus rendimentos. Acham isso normal? Eu não acho.”

    Não?
    Mas o que esperava quando fala do pais com mais “proprietários” de casa própria na Europa?
    Qual é o peso do credito à habitação dentro desses 130%?
    E que outro resultado podia vir dum arrendamento urbano congelado e do financiamento das autarquias (para o gastarem à vontade e sem limites ou responsáveis) à custa da construção nova?

    E a necessidade tão evidente de carro próprio para quem não vive nos centros, sejam eles os das cidades ou os dos subúrbios e nem que seja apenas para conseguir chegar em tempo mais ou menos útil à estação mais próxima, não têm também nada a ver com isto? Nem um bocadinho? 🙂

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  119. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 21:09

    “E que outro resultado podia vir dum arrendamento urbano congelado e do financiamento das autarquias (para o gastarem à vontade e sem limites ou responsáveis) à custa da construção nova?”

    Sim, por aí é bem verdade. A famosa lei do arrendamento do Pinócrates foi, mais uma, “reforma” de ilusão. Mas, no entanto, poucos se importam que exista um mercado de arrendamente completamente surrealista.

    Portanto, a culpa em última análise, é nossa. Vimos a corrupção na construção e fechamos os olhos. Vemos de novo a corrupção na construção e, outra vez, fechamos os olhos.

    Quanto o país se vai endividar com mais a míriade de obras faraónicas nos próximos anos? E quem vai pagar a factura, sob a forma de impostos?

    Não faltará muito, mas ainda hei-de ver o IVA nos 25%. Já faltou mais.

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  120. 29 Maio, 2008 21:46

    Miucha,

    “Lá está o LR a cercear a minha liberdade: porque é que não hei-de viver “à custa de outrém”´. Moralista!”

    Entendamo-nos. Eu não tenho nada com as opções individuais de cada um, desde que não me prejudiquem. Quando falei em viver à custa de outrém, não me referia a um benfeitor determinado que pretendesse sustentá-la. Se for essa a sua opção, pois que lhe faça muito bom proveito. Referia-me aos casos mais genéricos em que se apela ao Estado e, portanto, a “benfeitores” compulsivos, os contribuintes.
    Quanto ao Café Blasfémias, temos de facto de retomar essa saudável prática. Entretanto, terei de arranjar alguma poção mágica para poder encaixar os menires com que, qual furioso Obelix, me pretende alvejar…

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  121. Curiosamente permalink
    29 Maio, 2008 21:58

    Publicado por LR
    ” a recusa de uma classe média que teve uma ascensão artificial, muito alavancada em endividamento e subsídios, em abdicar do carrinho ”

    Cá está uma não verdade. A ascensão da classe média foi feita à custa de bons ordenados. Ou melhor, de ordenados médios.

    Os subsídios, devia LR saber, são para os pobres não ficarem miseráveis.

    E para as empresas geridas e mal ppaaridas, não irem a falência. Como no vale do Ave.
    Seria bom ter mais atenção, pois os factos que aponta não correspondem à realidade, e qualquer dia, numa REESCRITA TIPO STALISTA DA HISTÓRIA, ainda vão dizer que a classe média subiu não devido a ordenados justos, mas sim a subsídios.
    Desculpe, Lr, mas vê-se bem que não fala disto habitualmente, ou se fala, é num grupo restrito de pessoas.

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  122. Curiosamente permalink
    29 Maio, 2008 22:03

    ” Em casa, há muito que a mulher e os filhos deixaram de beber sumos e Coca-cola, ele teve recentemente de abdicar da cerveja, a dieta é cada vez mais à base de pão e lacticínios. ”

    OU SEJA, O MERCADO A FUNCIONAR, ALÉM DE NÃO PERMITIR UMA CLASSE MÉDIA COM AUTOMÓVEL, NEM SEQUER PERMITE DAR DE BEBER SUMOS A CRIANÇAS.
    E TUDO A COMER PÃO E LACTICIONIOS.

    Rica defesa do mercado, LR, ehe.
    É por isso que eu gosto de ver os neo-liberais a falarem.
    Volta e meia, é só estarmos atentos, e metem o pé na poça.
    LR acabou de admitir, que o mercado, devido aos aumentos de preços do petróleo e dos alimentos, nem sequer vai permitir que se beba a “agua capitalista”.
    Que se dé sumos à criançada.
    Que se beba uma cervejola.

    O Daniel Oliveira, não precisa de ajuda. OS neo-liberais por si, dão-lhe os votos todos.

    Francamente.
    E dizem que beber uma cerveja é estar mal habituado.
    E até o antocomuna caí nisto.
    Quem está contente é o LMoreira e outros.

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  123. Curiosamente permalink
    29 Maio, 2008 22:07

    Porque se fosse o Sócrates a dizer isto aí não faltaria.

    É a velha anti-logica e falta de principios, à má maneira portuguesa.

    Tipo vale do ave, o sitio neo-liberal onde também não se bebe uma cervejola, nem se dá sumo às crianças.
    E depois dizem que a culpa é do Governo, ehe.
    Desta vez até o anti-comuna está de acordo.

    É como dizia o outro. O Novo Mundo somos todos nós, neste caso, vocés.

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  124. A. R permalink
    29 Maio, 2008 22:26

    Temos que andar mais de transportes públicos. Mas … Contaram-me que uma Sra, depois de ouvir um popular fazer um brilharete televisivo a recomendar o transporte público, logo veio indignada com uma teoria da conspiração.

    – O Sr quer é que andem todos de Metro para conduzir mais à vontade em avenidas livres de trânsito.

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  125. 29 Maio, 2008 22:43

    e a bicicleta, caraças ! Ou ‘biciclete’ para os mais intelectuais…

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  126. 29 Maio, 2008 23:21

    Curiosamente,

    “Cá está uma não verdade. A ascensão da classe média foi feita à custa de bons ordenados. Ou melhor, de ordenados médios.”

    Há-de explicar-me como é que uma família-tipo com 2 filhos e só com o salário médio nacional – julgo que menos de 1.500 euros – consegue financiar casa, carro (muitas vezes mais do que 1), férias nas caraíbas e short breaks em Londres ou Paris.

    “Os subsídios, devia LR saber, são para os pobres não ficarem miseráveis.”

    E que interessam tão nobres objectivos se eles, na prática, vão parar aos bolsos de quem menos precisa?

    “E para as empresas geridas e mal ppaaridas, não irem a falência. Como no vale do Ave.”

    Aí está um exemplo de péssima aplicação de recursos. É muito mais profilático deixar falir as empresas mal geridas.

    “(…) ainda vão dizer que a classe média subiu não devido a ordenados justos, mas sim a subsídios.”

    Pagar à função pública, desde o cavaquismo, salários claramente superiores aos que vigoram no sector privado, o que é senão criar artificialmente uma classe média subsidiada?

    “LR acabou de admitir, que o mercado, devido aos aumentos de preços do petróleo e dos alimentos, nem sequer vai permitir que se beba a “agua capitalista”. Que se dé sumos à criançada. Que se beba uma cervejola.”

    Não admiti coisa nenhuma, você é que tira ilacções totalmente disparatadas. Desde quando é que o mercado veda o que quer que seja a alguém? Pelo contrário, desde que exista mercado, temos a garantia de haver oferta de tudo. Quando ele não existe ou é condicionado, impera a escassez. Há 2 coisas que pelos vistos custam a entender:
    1 – Ninguém deve viver acima das suas posses
    2 – Os preços no mercado oscilam e obrigam os agentes a ajustamentos, por vezes dolorosos.

    “E dizem que beber uma cerveja é estar mal habituado.”

    Mas quem disse isso? O que eu disse, a título de exemplo, é que em várias famílias já se está a cortar nos refrigerantes e na cerveja. Quando há restrições, corta-se no que é supérfluo. Ou você acha que não se pode viver sem cerveja e coca-cola?

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  127. Laden bumbum permalink
    29 Maio, 2008 23:38

    Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. daqui para frente vai este o mote. E ponham-se a pau que quando eu chegar vai ser muito pior.

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  128. Curiosamente permalink
    30 Maio, 2008 00:05

    “Os subsídios, devia LR saber, são para os pobres não ficarem miseráveis.”

    LR Diz: “E que interessam tão nobres objectivos se eles, na prática, vão parar aos bolsos de quem menos precisa?”

    Caro LR, esse é um velho e estafado “statement” que nada prova. É tão verdade dizer isso como dizer o contrário. Nada significa , porque não pode provar.

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  129. Curiosamente permalink
    30 Maio, 2008 00:07

    Só que é mais fácil provar o contrário, curiosamente.
    Ou seja, que os subsidios servem para evitar que os pobres fiquem miseráveis.
    Como se prova ?
    Pelo pouco que sei (mas andei-me a informar aqui e ali desde que comecei a ler estes “statements” neo-liberais) , são precisas provas para se ter subsidios. Documentos oficiais, do género que os bancos pedem.

    Por isso terão mais razão aqueles que dizem que os subsidios são para evitar que os pobres fiquem miseráveis, que frases “ocas” como essas.

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  130. Curiosamente permalink
    30 Maio, 2008 00:08

    Lr, esta (“são precisas provas para se ter subsidios. Documentos oficiais, do género que os bancos pedem.”) teve piada, vai concordar.

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  131. Curiosamente permalink
    30 Maio, 2008 00:19

    “Cá está uma não verdade. A ascensão da classe média foi feita à custa de bons ordenados. Ou melhor, de ordenados médios.”

    LR ” Há-de explicar-me como é que uma família-tipo com 2 filhos e só com o salário médio nacional – julgo que menos de 1.500 euros – consegue financiar casa, carro (muitas vezes mais do que 1), férias nas caraíbas e short breaks em Londres ou Paris. ”

    Caro LR, primeiro quase que nem há familias em portugal, pois metade dos casamentos dão em divórcio.
    Nem sei aonde vai buscar essas coisas.

    E como cada casamento , pelo que li, dá em média um filho, ainda sem menos onde vai buscar essas coisas.

    Ainda ontem foi aprovada uma bonificação para as familias monoparentais. Que penso serem as mães divorciadas, pois pela lei não existem no portugal crianças sem Pai
    (obvio, que o Baltazar é uma excepção)

    Portanto, essa da familia tipo, deve ser dos meios onde circula e com quem fala , o que note, nada tem de mal.

    Com isto já me perdi, mas serve para provar que o seu exemplo nada tem de real.
    Sim, admito que haja.
    Há de tudo.

    Sei lá, quem peça dinheiro emprestado para comprar ferramentas para carjacking. Deve haver. Não sei nem quero saber. Não utilizo é isso como exemplo.
    O ponto, portanto, é que isso das familias não existe (para o bem e para o mal – até o JMiranda disse que naas escolas é tudo filho de pais separados, que cá o “je” tem boa memória )

    E o ponto, era que “vencimentos médios ” fizeram a classe média.
    Vencimentos baixos fazem a classe baixa.
    Pobres devem ter biscates ou empregos precários.
    E muitos precisam de subsidios para não ficarem miseraveis.

    Se quiser, vamos os dois ao Vale Do Ave.

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  132. 30 Maio, 2008 10:14

    O post parte de um pressuposto absolutamente anti-democrático e anti-liberal. Que é o de estar a julgar a forma como cada um tem o seu dinheiro, a qual mais ninguém tem seja o que for a ver com isso.

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  133. caramelo permalink
    30 Maio, 2008 11:47

    LR Diz: “E que interessam tão nobres objectivos se eles, na prática, vão parar aos bolsos de quem menos precisa?”

    O LR é adepto do desporto dos julgamentos populares. Nada de novo. É muito praticado por qualquer português em qualquer tasca deste país. Qualquer um se acha no direito de ajuizar sobre o que faz, ou o que tem, ou não tem, o seu vizinho, ou sobre as suas razões. O LR simplesmente resolveu fazer esse tipo de juizos sobre todos os seus “vizinhos”.

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  134. 30 Maio, 2008 11:55

    Pedro Sá,

    Está enganado. Se existe crítica implícita na posta é ao endividamento excessivo. Ninguém tem de facto nada a ver com as dívidas de outrém, desde que os endividados não venham pedir benesses ao contribuinte – neste caso baixa da fiscalidade sobre os combustíveis – para continuarem alegremente a consumir.

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  135. 30 Maio, 2008 12:02

    Caramelo (134),

    Não desconverse. Os liberais pouco se importam com o que cada um tem, desde que tal não resulte de extorsão aos seus bolsos. É o caso dos subsídios, que provêm dos impostos extorquidos a todos para, na maior parte dos casos, fomentarem a parasitagem.

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  136. caramelo permalink
    30 Maio, 2008 12:43

    Ó LR, mas eu no meu comentário nem lhe falei de subsídios a quem não os merecem. Eu também sou contra a parasitagem? Há alguém que seja a favor da parasitagem? O meu comentário é sobre o seu julgamento sumário de uma população quase inteira, malta comum, como eu, que não está necessariamente a viver à conta de subsídios. O seu post é moralista. Muito mais do que os discursos do Bloco, que, pelo menos, se cingem aos políticos e aos que eles chamam “o grande capital”. Para você, segundo li, praticamente cada português que tem um carro, não tem o direito a queixar-se do preço da gasolina, porque se comprou o carro, foi para mostrar aos vizinhos que tem um carro, ou algo assim.

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  137. Tribunus permalink
    30 Maio, 2008 16:59

    è para chorar, quando no sabado o Socrates, megalomano, vai inaugurar o inicio do tunel ( abriri isso vai levar uns anos e ele não tem dinheiro para a obra) e fazem considerações do bluff
    que è a motorizaç~~ao da classe media……….mata-se e foge-se
    assaltam-se carros (jakimg car) e è neste país da treta que se vão fazer mais autoestradas e tuneis! n9inguem manda este tipo para casa? Senhor Cavaco Silva isto vai dar resultado?

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  138. Curiosamente permalink
    31 Maio, 2008 02:01

    Pedro Sá Diz:
    ” O post parte de um pressuposto absolutamente anti-democrático e anti-liberal. Que é o de estar a julgar a forma como cada um tem o seu dinheiro, a qual mais ninguém tem seja o que for a ver com isso. ”

    Viu a quantidade de pessoas a criticar outros(as) por “quererm ter um carro” e quererm beber umas cervejolas ? E uns sumitos para a miudagem ?
    É mesmo o neo-liberalismo no seu pior, bem à vale do Ave.
    Fez bem em acrescentar “anti-democrático”.

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  139. 31 Maio, 2008 02:04

    Caramelo,

    “O meu comentário é sobre o seu julgamento sumário de uma população quase inteira, malta comum, como eu, que não está necessariamente a viver à conta de subsídios. O seu post é moralista. Muito mais do que os discursos do Bloco, que, pelo menos, se cingem aos políticos e aos que eles chamam “o grande capital”. Para você, segundo li, praticamente cada português que tem um carro, não tem o direito a queixar-se do preço da gasolina, porque se comprou o carro, foi para mostrar aos vizinhos que tem um carro, ou algo assim.”

    Não quer ler a posta de novo com mais atenção? Repare que eu falo na “recusa de uma classe média que teve uma ascensão artificial (…)”. É totalmente diferente de escrever “a recusa da classe média”. É portanto abusivo você acusar-me de generalizações que eu não fiz.

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  140. 31 Maio, 2008 02:05

    Qualquer dia vamos descobrir que o céu tem estrelas à noite!
    E é bo-ni-to.

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  141. Curiosamente permalink
    31 Maio, 2008 02:07

    Curiosamente, para os Neo-Liberais, quais neo-cons (próximos de comunistas) , a culpa do mercado é das pessoas.
    NUNCA DAS EMPRESAS.
    NUNCA DO MERCADO
    SE NÃO É DO ESTADO, É DAS PESSOAS.

    Nem Stalin diria melhor. A culpa é da classe trabalhadora” que cede ao capitalismo”, se lé nas entrelinhas de LR. Pelo menos eu, e começo a ver que mais pessoas, para minhga grande felicidade … e para felicidade delas um dia. Podem ter a certeza.
    O Neo-liberalismo é isto. É o Vale do Ave para todos.
    OS ricos brutinhos, e os pobres miseráveis.
    Com a globalização, nem ferrari terão (um aviso claro é o aumento do preço do petróleo).

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  142. Elcaseiimunitates permalink
    31 Maio, 2008 10:09

    Mas Stalin chamaria classe trabalhadora aos “burgueses vendidos ao capitalismo”?
    Creio que antes os faria passar por uma fila, daquelas que ficaram famosas em listas “escrevinhadas” á mão, á frente do cano de uma espingarda.
    Coca-Cola= água suja do capitalismo
    Micro-ondas= para “fritar” a cabeça do povo
    Automóvel=ilusão dos individualistas egoistas.
    A ponta de uma bala é que era melhor que o melhor detergente…. ela é que não enganava!!

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  1. cinco dias » O “status” de andar de bicicleta

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