A liberdade não é fácil……
6 Junho, 2008
Em França uma ministra pretende reverter uma decisão de anulação de casamento, levando a que mulher se mantenha casada, ainda que contra a vontade de ambos.
Na Argélia acusa-se criminalmente quem tem uma religião diferente.
O progressismo social está bem e recomenda-se pois Chaves quer tornar cada cidadão um «bufo» protector do sistema chavista, sob ameaças de pena de prisão.
No Líbano lá se forçou a Constituição para se conseguir a eleição de um presidente.
O Mugabe do costume leva por diante a sua «campanha eleitoral», detendo vários dos seus adversários e mesmo diplomatas.
22 comentários
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O problema do Líbano é que ele é, desde a sua concepção, um país forçado.
O Líbano não tem existência histórica. Foi um pedaço de território separado da Síria pelos colonialistas franceses com o fim de dar algum poder aos árabes cristãos, que eram uma clientela do colonialismo francês que este pretendia favorecer.
Em termos históricos e geográficos, o Líbano, tal como a Palestina, faz parte da Síria. Foram os franceses quem decidiram fazer daquele pedaço de terra um país, e dotá-lo de uma constituição distorcida que, em vez de se reger pelo princípio “um homem, um voto”, se rege pelo princípio da divisão de poder entre comunidades religiosas, com favorecimento dos cristãos.
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Caro Gabriel,
não se esqueça que, no aspecto particular que referiu, Chavez está a seguir a sua imagem no espelho, W. Bush, que aprovou medidas semelhantes ao abrigo do “Patriot Act”.
Enfim, estão bem um para o outro!!!
Um abraço.
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Caro Gabriel: esqueceu-se de Portugal.
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a alegre mistura de alhos com bugalhos tem vida longa.
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vivi na 2ª república e na actual e sempre me consideraram apenas contibuinte. cidadão neste país só na república dos Galifões na Alta de Coimbra.foram óptimos os anos passados fora desta pocilga
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E no Irão são detidos os dirigentes da maior minoria religiosa por “porem em perigo a segurança do Estado”!
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“A Promotoria de Lille (norte da França) recorreu hoje da decisão do Tribunal da cidade de anular o casamento de um casal de franceses muçulmanos porque a noiva tinha mentido sobre sua virgindade”….
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e já agora mais algumas notícias do suposto 1º mundo:
Alemanha quer aprovar lei “anti-terror” usando spyware
Estes últimos dias têm sido férteis por parte de países europeus e não só, no crescente atentado às liberdades e privacidade de todos nós.
Atentar contra estes direitos é estar cada vez mais a destituir o ser humano dos seus princípios mais básicos.
Desta vez foi na Alemanha, estes senhores e senhoras acham por bem, segundo eles, aprovar uma lei que lhes vai permitir espiar o que cada um faz nas suas casas, usando para tal spyware, que tentaram infiltrar nos computadores das vítimas, por forma a obter delas o que desejam.
Apesar de afirmarem que será só usada em casos específicos, todos sabemos que não vai ser assim, nunca o é.
Bem vindos à Nova (Des)Ordem Mundial.
The German government yesterday passed a controversial anti-terror law that would grant police the power to monitor private residences, telephones and computers.
http://www.theregister.co.uk/2008/06/05/germans_approve_spyware_law/
Suécia vai tornar legal as escutas a todo o tráfego de mail e telefone; Russia apaga indesejáveis da TV; UK adultos vão parar a base de dados
A Suécia prepara-se para aprovar uma lei que vai tornar legal monitorizar todo o tráfego de mail e telecomunicações que passe pelas suas fronteiras.
Mas também como já vem sendo hábito, trata-se de uma lei para proteger e ajudar as suas multinacionais, básicamente espionagem industrial…ou seja, a teoria de que será para segurança dos cidadãos, mais uma vez não passa de areia para os olhos dos carneirinhos.
“A broad array of organizations will have use of the system, including the Department of Transportation, the Department of Agriculture, the police, secret service and customs, and in some cases major businesses.”
Ou seja, mesmo que não sejamos suecos, mas devido ao funcinamento da rede Internet, podemos estar a ser escutados da mesma forma que os suecos.
Trata-se de um sistema como o já investigado pela UE, dicionário Echelon, usado pelos EUA, UK, CAN, AUS, NZ.
Eu até pensava que os países nórdicos eram bem mais inteligentes relativamente a esta paranóia securitária que o mundo está cada vez mais a viver, mas parece que estou errado.
Se isto não é caminhar cada vez mais para um mundo securitário, não sei o que será!!!
Como se já não bastasse, também os nossos “amigos” Russos, nomeadamente o ditador ex-KGB, Vladimir Putin, também tirou um coelho da cartola e vai de usar tecnologia digital para remover dos ecrâs as pessoas que discordam dele.
Como se não bastasse os senhores mais securitários do planeta, empatados com os dos EUA, o Reino Unido, pretendem que todas as pessoas, com salário ou sem, e que vão trabalhar com crianças ou pessoas vulneráveis, têm de ser registadas obrigatóriamente numa base de dados.
Bem Vindos à Nova (Des)Ordem Mundial.
World+dog ignores Sweden’s Draconian wiretap bill | The Register
Sweden is on the verge of passing a far-reaching wiretapping program that would greatly expand the government’s spying capabilities by permitting it to monitor all email and telephone traffic coming in and out of the country.
http://www.theregister.co.uk/2008/06/04/sweden_wiretap_bill/
A quarter of UK adults to go on child protection database | The Register
“The death of informality”. That was how Josie Appleton, convenor of the Manifesto Club, described the results of the second government consultation on the Independent Safeguarding Authority (ISA).
http://www.theregister.co.uk/2008/06/04/government_database_volunteers/
pois é, isto está muito mau para o lado dos direitos humanos, liberdade e garantias, estam a acabar…
mas nada disso interessa, afinal o que é importante é a selecção de mercenários na Suiça…
rjnunes
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A questão é (relativamente ao comentário anterior nº 7 ): e se o casal não fosse de jovens franceses (de nacionalidade) muçulmanos, mas sim de jovens franceses, tout court?
A decisão judicial agora recorrida (e não revertida – conceito estranho e não jurídico!) teria sido a mesma? Com o mesmo fundamento de “mentira sobre o estado de virgindade”? Isso é um erro essencial sobre a pessoa do nubente?
Enfim, questões/dúvidas do “multiculturalismo” que, à custa de ser exagerado, leva a problemas destes….
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PMF, se o erro é essencial ou não, cabe aos próprios cônjuges julgar.
Creio que o assunto nada tem a ver com a religião das pessoas em questão.
Suponhamos que um dos noivos era portador do HIV mas não informava disso o seu parceiro. Não seria isso razão para divórcio?
Ou suponhamos que um dos noivos era estéril e sabia disso, mas não informava desse facto o parceiro. Não seria isso razão para divórcio?
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Em França, pode-se anular o casamento se um dos noivos mentir acerca de uma qualidade esencial de ele proprio (por exemplo se tiver uma doença mental). Neste caso, o casamento foi anulado por a noiva mentir acerca da sua virginidade e por esta qualidade ser considerada pelo noivo como esencial. Agora as preguntas sao se a virginade pode ser considerada hoje em dia como uma qualidade esencial ? E se fosse ao contrario, seria possivel ?
Por outro lado, segundo o juiz qualquer qualidade, so por ser considerada pelo noivo ou noiva como esencial, pode ser motivo de anulaçao do casamento. Se seguimos isto, tudo agora é possivel…
Seguramente, se fossem franceses nao teriam a mesma “publicidade” mas ha uma realidade que nao se pode ignorar: muitas magrebinas recorrem a chirurgia plastica para “recoser” de novo o hymen antes do casamento tal a pressao do grupo é forte.
Este caso é interesante porque a ministra da justiça é de origem marroquina/Argelina e de religiao islamica e creio que ela também anulou o casamento (arranjado pela familia).Em relaçao ao caso, num primeiro momento, a ministra alegou estar satisfeita com a decisao do juiz ja que era uma maneira de proteger a noiva mas pela polemica que o caso levantou foi forçada pelo Sarkozy para recorrer…
Ja agora disseram aqui em França que em Portugal havia uma lei (que ja nao existe) segundo a qual se a noiva nao fosse virgem tambem se podia anular o casamento, é verdade ?
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“PMF, se o erro é essencial ou não, cabe aos próprios cônjuges julgar.”
Luís Lavoura,
Do que se percebe da notícia foi pedida a anulação do casamento e não o divórcio (são figuras jurídicas distintas com consequências distintas). Atendendo aos efeitos públicos do casamento, as causas de anulação estão estabelecidas na lei e devem ser o mais restritas e objectivas possíveis. Parece-me que a história está mal explicada e que o problema deve ser um conflito de normas de direito internacional privado. Isto porque há situações em que um estado aplica normas de outro estado (no caso, se ambos os noivos forem de outra nacionalidade) podendo chegar a soluções legais que nunca seriam admissíveis ao abrigo da legislação do estado aplicador.
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Falta só um apontamento a esse ditador que quer condicionar a liberdade de Manuel Alegre fazer aquilo que bem entende… Um rebanho de carneiros que não admite ovelhas tresmalhadas !
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Não há nenhum tribunal internacional que mande prender Mr. Mugabe pelo genocídio à fome do seu povo? É que está/veio à Europa.
Muito bem fez berlusconi em tratá-lo como fez.
Mas, claro, como o sujeito é anti-UK e anti-USA está desculpado pelos “defensores” dos direitos humanos, anti globalização, SOS racismo e o cinismo do costume.
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Ena, este mundo ocidental está mesmo bera.
Nem sei como se consegue viver por aqui.
Ah, já sei, isto está cheio de masoquistas que preferem viver em estados super vigiados e controlados do que em verdadeiras democracias como Irão,Venezuela, Cuba, Myanmar, Coreia do Norte, China…
Mas, com algum esforço, até se descobrem viagens aéreas para esses encantadores países.( e com total segurança de atentados ).
Porquê então esse masoquismo?
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Algumas notas sobre o assunto da anulação judiciaria de um casamento em França pela circunstancia de a noiva ter mentido ao noivo quanto à sua suposta virgindade.
Antes demais, quanto ao resultado pratico da historia, não há nenhum drama ou atentado chocante aos direitos de qualquer das partes. No fim de contas, cada um dos noivos está de acordo e satisfeito com a anulação do casamento. O noivo, muçulmano e, pelos vistos, apegado à tradição nestas “matérias”, ja não está casado com uma mulher desvirginada antes do casamento (evidentemente, por outro que não ele !…). A noiva, também ela muçulmana mas, pelos vistos, menos “condicionada” pela região no que se refere à relação “fisica” e “espiritual” com o sexo oposto, livrou-se sem complicações nem consequencias fisicas e financeiras nefastas, de um tipo com quem ela, em definitivo, não deseja partilhar a vida que se segue. A noiva está tão satisfeita que até pede à comunicação social para a deixar em paz e não fazer mais alarido. Acresce, em benefício de ambos, que a anulação é uma solução mais rápida, mais económica e, sobretudo, mais “digna” (pelo menos do ponto de vista dos noivos) do que um divórcio. Tudo está bem quando acaba bem.
Em segundo lugar, a anulação pelo tribunal só foi possível por se ter encontrado um motivo provado e juridicamente aceite. Qual foi ? O de que a noiva mentiu ao noivo quanto a um aspecto essencial, o da sua suposta virgindade. Primeiro, a noiva reconheceu ter mentido. Segundo, os dois consideram “essencial” o motivo invocado. O tribunal limitou-se a enquadrar juridicamente a vontade dos dois noivos em ver o casamento anulado.
Em terceiro lugar, a ministra da justiça francesa, Rachida Dati, também ela de origem muçulmana, quando interpelada, considerou inicialmente que a justiça seguia o seu curso e que não considerava necessário intervir no assunto. Acrescentou, em jeito de opinião pessoal, que aquela decisão do tribunal até era a que permitia à noiva refazer a sua vida livremente e de acordo com os seus desejos e aspirações. Talvez esta opinião se compreenda melhor se se pensar que a ministra também terá passado por uma espécie de anulação ou divorcio (não sei ao certo) do seu primeiro casamento por este ter sido feito, como ainda acontece por vezes nos meios muçulmanos, mesmo na Europa, por vontade das familias e não tanto por vontade dela.
Podia ter ficado tudo por aqui. Mas, como dizia o outro, “porque é que se hade fazer simples quando se pode fazer complicado !” Os habituais defensores das “nobres causa”, à direita porque “ai daqui del Rei que o multiculturalismo islamista condiciona as decisões de justiça num país de cultura maioritariamente cristã”, à esquerda porque “se discriminam as mulheres no seu direito de decidirem livremente se querem ou não ser virgens antes do casamento”, saltaram para a ribalta e lançaram a confusão. Terão antes pensado minimamente nos interesses e nas aspirações dos dois pobres noivos ?!… que não tinham, nenhum deles, incluindo a noiva, contestado a decisão do tribunal e pensado em interpor recurso ?!… Não parece. É o chamado “humanismo” sem “humanos” (por vezes até contra) !
O facto é que, perante todo este alarido, a ministra resolveu dar instruções à Procuradoria Central para que fosse interposto um recurso (o sistema legal frances admite este tipo de iniciativas governamentais em prejuizo de uma maior independencia da magistradura). A oposição, sobretudo a socialista, acusou a ministra de ter mudado de opinião e de ter voltado a traz. Mas, se assim fosse, não deveriam antes tê-la elogiado e apoiado ? Pois, mas a luta política passa à frente do resto. De qualquer modo, a verdade é que a ministra esclareceu que não senhor, ela não tinha mudado de opinião, que continuava a achar apropriada a decisão do tribunal, mas que, perante a emoção que o caso suscitou na opinião pública francesa, e até internacional, e para que não existissem quaisquer dúvidas, resolvera tomar a iniciativa que tomou.
A verdade é que no Parlamento o debate político azedou e a ministra acusou os deputados socialistas de serem oportunistas e hipócritas, de nunca se terem preocupado sériamente com a situação das jovens muçulmanas de França oprimidas pelo resto da comunidade, em particular pelos jovens “guardiões da fé” nos bairros periféricos com importantes comunidades muçulmanas, os chamados “grands fréres”, e de, no fim de contas, não digerirem o facto de ela, Rachida Dati, ter conseguido com sucesso emancipar-se daquele meio retrógrado e opressivo e ter chegado onde chegou !
Entretanto, como se estarão a sentir os nossos ex-noivos, ex-conjugues … em recurso ??!…
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Lavoura, essa do Líbano é de génio.
Se a fatah descobre que a Palestina faz parte da Síria, ponha a cabedal no Seguro.
E antes da partilha britânica( curioso como esqueceu o Iraque, os Curdos, a Jordãnia,Yémen,sauditas…), como era a geopolítica do Médio Oriente?
E os Otomanos, o que andaram lá a fazer? coisas boas, claro, porque mal se dão com Hachemitas, Sauditas, Curdos, Sírios, Sunitas, emires, sheiks,enfim, com quase ninguém.
E se olharmos para o genocídio arménio( fica só um pouco mais a norte, mas tb são seres humanos, não?), o que dizer?
E, obviamente, faltava esse mimo de civilização chamado Xiismo iraniano com os seus tentáculos: lapidação de mulheres é o que está a dar.
Claro tudo culpa dos colonialistas britãnicos! E digo mais, do bisavô do Bush que já tinha nos genes a invasão do Iraque!
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Existe diferenças entre ser LIVRE e ter Liberdade!!!
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Curioso como fogem da questão essencial que o post coloca: os totalitarismos e em especial, o islâmico.
Desde os casos da Argélia, até ao anti cristianismo doentio do Líbano do LL.
O problema da muçulmana em França não é jurídico: é social. Como é q a rapariga vai viver no meio de uma sociedade que a olha como se tivesse lepra?
Sim, porque vivendo em França os vínculos com a comunidade islâmica não acabaram; vai ter um futuro bem negro.
Muito pior seria nos países muçulmanos: provavelmente a vida estaria em perigo; e talvez nas mãos da própria família, como de vez em quando se pode ver em vídeos mais ou menos clandestinos.
Esta selvajaria é que devia ser denunciada.
E a hipocrisia de quem não quer ver esta realidade, agora impossível de esconder porque está à nossa porta.
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Tudo notícias que não aparecem nos nosso média: apenas as fronhas de Louça, Jerónimo e outros embaixadores de implosões dantescas.
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Como é q a rapariga vai viver no meio de uma sociedade que a olha como se tivesse lepra?
Sim, porque vivendo em França os vínculos com a comunidade islâmica não acabaram; vai ter um futuro bem negro.”
Mas que exagero !!….
“Muito pior seria nos países muçulmanos …”
Isso sim !
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PR Diz: ” Caro Gabriel: esqueceu-se de Portugal. ”
Quem quiser que acrescente, ora essa. Tem que ser o Gabriel ? Acrescente o PR, sei lá, algum caso que ache de sua justiça.
Faça algo, também.
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