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Concorrência entre aeroportos

24 Agosto, 2008

Vital Moreira duvida (aqui) que o aeroporto de Sá Carneiro esteja em concorrência com o aeroporto de Lisboa. Supostamente os dois aeroportos encontram-se muito distantes um do outro.

Vital Moreira parece esquecer que dois aeroportos competem um com o outro através de vários factores: taxas aeroportuárias, serviços às companhias aéreas (manutenção, bases operacionais, escalas), horários e rotas.

Alguns exemplos:

1. Um habitante de Coimbra terá voos mais baratos se Lisboa e Porto concorrente entre si através das taxas aeroportuárias.

2. As companhias de aviação poderão ter custos mais baixos (e logo bilhetes mais baratos) se Lisboa e Porto competirem entre si pela manutenção de aviões.

3. Os passageiros terão melhores serviços e bilhetes mais baratos se Lisboa e Porto concorrerem entre si para se tornarem bases de companhias aéreas. O caso da base da Ryanair no Porto é exemplar.

4. Lisboa e Porto podem competir entre si pela escala de aviões que ligam África e a América do Sul às cidades do Norte da Europa.

5. O Porto pode competir com Lisboa através de voos para cidades secundárias. Por exemplo, se o Porto tiver o voo Porto-Bristol e Lisboa tiver apenas o voo Lisboa-Londres, os lisboetas que queiram ir para Bristol podem optar por viajar a partir do Porto. Mas isso só é possível se o aeroporto do Porto tiver autonomia para definir as suas próprias rotas.

6. O Porto pode competir com Lisboa através de voos com horários diferentes. Alguns lisboetas poderão ter interesse em voar a partir do Porto se o Porto tiver voos em dias mais convenientes.

7. O Porto pode competir com Lisboa através da especialização em voos de baixo custo. Um voo da Ryanair Porto-Bergamo pode ser mais atractivo para um lisboeta do que um voo da Tap Lisboa-Milão.

8. O Porto pode competir com Lisboa através de voos de ligação aos principais hubs europeus. Um voo Porto-Londres-Nova Iorque pode ser mais atractivo para os portuenses que um voo Porto-Lisboa-Nova Iorque. Mas se os aeroportos pertencerem ao mesmo operador, esse operador tem interesse em privilegiar os voos Porto-Lisboa-Nova Iorque e penalizar os voos de ligação aos hubs europeus.

8. O Porto pode competir com Lisboa através de voos directos para África ou para o Brasil. Um voo Porto-Luanda pode ser mais atractivo para os portuenses que um voo Porto-Lisboa-Luanda. Mas se os aeroportos pertencerem ao mesmo operador, esse operador tem interesse em privilegiar os voos Porto-Lisboa-Luanda e penalizar os voos directos para África ou para o Brasil.

45 comentários leave one →
  1. 24 Agosto, 2008 15:23

    Não seria mais importante se Lisboa e Porto se deixassem de MERDAS e competissem com Barajas e outros aeroportos espanhóis?

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  2. 24 Agosto, 2008 15:28

    Com Barajas? Concordo.

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  3. Pi-Erre permalink
    24 Agosto, 2008 16:13

    Eu, como tenho o meu avião particular, estou-me nas tintas para os transportes colectivos.
    Isso é para a ralé.

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  4. Carlos III permalink
    24 Agosto, 2008 16:25

    Mesmo assim, oh Pi-Erre, talvez a manutenção do seu Cessna seja mais barata no Porto; idem para a taxa de estacionamento…

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  5. lucklucky permalink
    24 Agosto, 2008 16:40

    “Não seria mais importante se Lisboa e Porto se deixassem de MERDAS e competissem com Barajas e outros aeroportos espanhóis?”

    Se os Aeroportos Portugueses forem melhores mais fácilmente competem, não é? Qual a melhor maneira para tal: Concorrência.

    Eu tenho muita dificuldade em entender porque é que muitas pessoas pensam que se nos unirmos cá dentro é o melhor combateremos lá fora. É mentira, só com grande concorrência cá dentro é que atingimos eficiências de modo a sermos competitivos lá fora. O nosso vinho só se safa lá fora porque há concorrência cá dentro, senão seria uma mistela indistinguível.

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  6. Anónimo permalink
    24 Agosto, 2008 16:53

    Para o Porto é melhor uma gestão centralizada dos aeroportos portugueses. E para Lisboa é melhor uma gestão centralizada (em Madrid) dos aeroportos ibéricos. São duas verdades tão evidentes que eu nem vou apresentar argumentos.

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  7. tereisa permalink
    24 Agosto, 2008 16:56

    Para existir uma verdadeira concorrência entre os dois aeroportos secalhar era necessáro que ambos os aeroportos usufruissem de condições semelhantes nomeadamente ao nível humano. Se a base do Porto tivesse tantos trabalhadores e colaboradores como tem a base de Lisboa era capaz de ser mais fácil. Basta um exemplo pequeno como o número de trabalhadores TAP (incluindo hospedeiras e pilotos).

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  8. 24 Agosto, 2008 17:03

    Mas isso só é possível se o aeroporto do Porto tiver autonomia para definir as suas próprias rotas.

    Mas qual é a companhia aérea de que o aeroporto do Porto é dona para definir rotas?

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  9. lucklucky permalink
    24 Agosto, 2008 17:52

    “Mas qual é a companhia aérea de que o aeroporto do Porto é dona para definir rotas?”

    A ANA como monopólio pode definir os incentivos/investimentos/preços para ser só Lisboa ou Porto ou Faro a beneficiar de certas condições.

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  10. Luis Rainha permalink
    24 Agosto, 2008 18:08

    Mas claro: por isso é que o vinho da Madeira tem tanto sucesso lá fora. Pela intensa concorrência a que está sujeito no arquipélago e no país de origem. Claro.

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  11. JoaoMiranda permalink*
    24 Agosto, 2008 18:12

    ««Mas qual é a companhia aérea de que o aeroporto do Porto é dona para definir rotas?»»

    O aeroporto do Porto define os preços de utilização do aeroporto. A ANA pode usar preços de Cartel de forma a impedir que os seus dois aeroportos tenham rotas concorrentes. A ANA ganha mais mais se os passageiros fizerem Porto-Lisboa-NovaIorque do que Porto-Londres-NovaIorque porque dessa forma valoriza Lisboa como Hub internacional. Por isso tenderá a penalizar os voos concorrentes a Porto-Lisboa-NovaIorque através das taxas.

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  12. 24 Agosto, 2008 18:39

    O aeroporto do Porto define os preços de utilização do aeroporto.

    Pois define.
    Mas acontece que a TAP poderá resolver concontrar todos os seus voos em Lisboa e oferecer um shuttle da Portugália LIS-OPO.
    E depois o que é que a nova empresa privada do aeroporto do Porto faz?

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  13. JoaoMiranda permalink*
    24 Agosto, 2008 18:47

    ««E depois o que é que a nova empresa privada do aeroporto do Porto faz?»»

    Contorna a TAP e Lisboa através de outras companhias.

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  14. toni permalink
    24 Agosto, 2008 19:56

    este post é uma liçao a todos os advogados/engenheiros/doutores que insistem e continuam a pensar que economia é um assunto de senso comum e nao uma ciencia que deva ser estudada com profundidade.

    continuo a questionar-me porque é que no ensino chamado basico (até ao 9º) existem disciplinas de todas as areas cientificas excepto economia.

    se calhar é a causa da demasiada ignorancia portuguesa em relaçao ao assunto.

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  15. fado alexandrino permalink
    24 Agosto, 2008 20:43

    Contorna a TAP e Lisboa através de outras companhias.

    Pois contorna mas o senhor sabe que todos os slots em JFK e outros aeroportos de referência estão ocupados.
    Para onde é que essa companhia maravilha iria voar.

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  16. lucklucky permalink
    24 Agosto, 2008 20:59

    “Mas claro: por isso é que o vinho da Madeira tem tanto sucesso lá fora. Pela intensa concorrência a que está sujeito no arquipélago e no país de origem. Claro.”

    Óbviamente! só uma cultura(leia-se know-how) do vinho construída ao longo de centenas de anos por haver concorrência e mercados com punição e recompensa(leia-se descriminação entre o mau e bom) permitiu alguém ter criado algo único.

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  17. toni permalink
    24 Agosto, 2008 21:24

    o luis rainha é um bocado estupido

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  18. 24 Agosto, 2008 21:37

    “Para o Porto é melhor uma gestão centralizada dos aeroportos portugueses. E para Lisboa é melhor uma gestão centralizada (em Madrid) dos aeroportos ibéricos. São duas verdades tão evidentes que eu nem vou apresentar argumentos.”

    Não quer explicar essa evidência que não consigo atingir?

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  19. Nuspirit permalink
    24 Agosto, 2008 21:55

    Com a construção do novo aeroporto de Alcochecte a privatização da ANA é uma inevitabilidade. E o governo já percebeu que o negócio da privatização rende muito mais se a concessão dos aeroportos for realizada em lotes separados: Lote 1 -Sá carneiro, Lote 2-Alcochete e Lote 3 – Faro.

    O governo só está à espera que apareçam grupos interessados.

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  20. Nuspirit permalink
    24 Agosto, 2008 22:08

    É claro que a gestão separada dos aeroportos interessa a todos os portugueses. Utilizadores de aeroportos ou não. Mas a região norte é que tem mais a ganhar. Actualmente o pessoal do Norte tem que fazer n vezes escala em Lisboa desnecessariamente. Além de ser muito incómodo, é mais caro e torna a região menos competitiva.

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  21. Nuspirit permalink
    24 Agosto, 2008 22:11

    Discutir se há concorrência entre os aeroportos de Lisboa e Porto é importante, mas é uma questão ultrapassada.

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  22. Pedro Lamego permalink
    24 Agosto, 2008 23:07

    Uma área sensível em que o aeroporto do Porto pode concorrer com o de Lisboa, é a área da qualidade. Por exemplo a entrega das bagagens em Lisboa começa 45 minutos após a aterragem e um passageiro espera com frequência uma hora ou mais. Um aeroporto novo, bem organizado e desafogado como o do Porto poderia criar aqui a diferença (para bem de todos nós)

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  23. 24 Agosto, 2008 23:17

    A (grande) discussão dos aeroportos está (des)focada, (des)actualizada.

    “Alta criminalidade em Agosto. Portugal aproxima-se do Reino Unido no crime a na política educativa

    – Alta criminalidade
    Portugal está a viver o mês de Agosto com o mais elevado número de actos criminosos associados a alta violência armada. E Sócrates mantém-se em silêncio. Em breve, assistiremos à divulgação de mais um estudo, encomendado às sempre as mesmas equipas do ISCTE, que virá sossegar os portugueses com estatísticas que mostrarão que…blá…blá…blá…, é preciso é desdramatizar porque essa onda de violência só existe porque os jornais e as televisões falam dela…, que Portugal é o país mais sossegado e manso da Europa.

    – O que é que a Educação tem que ver com isto?
    Há quem julgue que isto não tem que ver com a Educação e as políticas educativas. Engana-se quem pensa assim. Tem e muito. Sócrates e MLR, apoiados em think tanks modernaços, têm vindo a inspirar-se no “socialismo” modernaço criado por Blair e prosseguido por Brown, introduzindo medidas políticas que aceleraram o processo competitivo nas sociedades e nas escolas, desautorizaram e humilharam os professores, ampliaram as desigualdades sociais e enfraqueceram as comunidades e as tradições culturais. Os resultados estão à vista, quer no Reino Unido quer em Portugal. A colega Ana analisa essa similitude num comentário que me parece muito esclarecedor:
    Sócrates recrutou as mesmas equipas de assessorias e consultores inglesas e, eventualmente, norte americanas que serviram Blair. Estas empresas e consultores seguem programas-tipo – pacotes/tipo.
    Desde há três anos, aviso que a sociedade portuguesa vai tornar-se extremamente violenta e a causa está nas políticas educativas e sociais deste (des)governo. A economia só pode agravar um pouco a situação, mas não explica de modo nenhum a escalada de violência que começa a vir à tona na comunicação social.
    Creio que as pessoas não têm nenhuma consciência, nem relacionam MLR com esta escalada de violência. Enganam-se. Maltratar os professores e injuriar tem consequências gravíssimas do ponto de vista do simbólico. É sobre o simbólico que todas as regras sociais são internalizadas e permitem a expressão, do ponto de vista dos comportamentos – expressão do que é ou não permitido nas relações sociais.
    A expressão social pela via da violência tem por base não questões económicas mas culturais em sentido lato. A Educação, com legado de património cultural do país e universal, é actualmente, quiçá, o maior factor identitário de um povo, de uma nação e da cultura democrática universal.
    O legado de Sócrates e de MLR/VL/JP é também isto.
    Ana
    Políticas desumanas criam cidadãos desumanos
    O culto da mudança pela mudança, o enfraquecimento do peso da herança cultural no currículo, o apoucamento dos professores, a destruição da autoridade dos professores, a culpabilização destes face aos pais e aos alunos e a criação de obstáculos ao exercício das funções lectivas têm vindo a criar na opinião pública a ideia de que os professores são os culpados dos males da sociedade e são uma profissão que perdeu estatuto e importância social. Em termos simbólicos, as políticas educativas de Sócrates e de MLR contribuiram para enfraquecer um dos pilares da autoridade da nossa sociedade. O enfraquecimento do valor simbólico da autoridade dos professores e das escolas veio associado à quebra de referências culturais e éticas, em consequência da destruição das comunidades culturais e laços identitários. A crise económica só acelerou o processo. As verdadeiras razões da onda de violência e do aumento da criminalidade violenta são educativas e culturais. Não são predominantemente económicas. Se estas políticas educativas e a guerra aos professores continarem, só podemos esperar que a violência alastre e assuma contornos cada vez mais cruéis e desumanos. Políticas desumanas criam cidadãos desumanos.
    Sobre o valor simbólico da escola e as consequências que a construção da grande mentira está a provocar na erosão do prestígio e autoridade dos professores, vale a pena ler o post do Paulo Guinote, “Sucesso à Força”.
    Quer participar neste debate? Faça deste tema um fórum de discussão ao logo do dia de hoje. Colabore com os seus comentários.
    In,
    http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/

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  24. Luis Moreira permalink
    24 Agosto, 2008 23:32

    A concorrência é fundamental para termos melhores serviços e produtos e mais baratos.Mas numa actividade tão exposta a riscos e a acidentes até onde levar a pressão da concorrência? Barajas e o seu avião acidentado,que não levantou por ter tido vários problemas que juntos levaram ao desastre,não nos ensina nada? É bom a concorrência entre Lisboa e Porto ? Não sei!Palpita-me que tem que ser uma concorrência muito regulada!

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  25. Luis Rainha permalink
    24 Agosto, 2008 23:34

    lucklucky,
    Há “óbviamentes” (com acento e tudo) reveladores. Se não sabe, vá ler: o vinho da Madeira, “único” como o conhecemos hoje, nasceu mais de um acidente do que de qualquer outra coisa. É no que dá querer que a realidade se adapte a cartilhas, não o contrário.

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  26. José Rocha permalink
    25 Agosto, 2008 00:06

    “Cartel… estes regionalistas passam-se, qual cartel, qual carapuça; bem, vou perguntar ao meu assessor se me podem lixar com esta coisa do cartel. Assessor: Não se preocupe que se isto fosse considerado cartel estavamos fritos e metade do país ia preso… incluindo ex-governantes; basta limitar-se a nunca aceitar isso como verdade.”

    Os benefícios da concorrência não estão transparentemente assentes. Vejam o que se passa com a circulação de cidadãos e bens na UE. Se esta fosse verdadeiramente livre, as pessoas fugiriam de países ineficientes… pânico, ficaríamos sem população. O cartel com base na defesa dos superiores interesses nacionais é aceitável em Portugal e na Europa, mas tem de estar escondidinho.

    Os superiores interesses do estado serão obviamente decididos com base nos empregos disponíveis para os sobrinhos ou em qualquer reunião de órgão de estado que desconheço. Ou a OPA da Sonae à PT não era rentável para a CGD? Não me digam que foi uma medida de boa gestão… superiores interesses do estado.

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  27. José Rocha permalink
    25 Agosto, 2008 00:08

    ai ai, o que eu fui dizer… oops

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  28. Anónimo permalink
    25 Agosto, 2008 00:55

    Ironia obviamente. Se o aeroporto de Lisboa fosse gerido por Madrid teria meia dúzia de ligações directas a cidades Europeias e todas as outras ligações passariam por uma escala em Madrid. Não seria muito diferente do aeroporto de Sevilha ou Valência.

    “Para o Porto é melhor uma gestão centralizada dos aeroportos portugueses. E para Lisboa é melhor uma gestão centralizada (em Madrid) dos aeroportos ibéricos. São duas verdades tão evidentes que eu nem vou apresentar argumentos.”

    “Não quer explicar essa evidência que não consigo atingir?”

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  29. José Rocha permalink
    25 Agosto, 2008 01:57

    Por acaso a Galiza tem 3 aeroportos: Vigo, Santiago e Corunha que funcionam lindamente; mas como a espanha está regionalizada esse argumento não serve.

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  30. 25 Agosto, 2008 02:08

    Já agora. Quem será que vai utilizar aviões! (?)

    “Após três décadas de democracia, estamos a assistir a uma reconfiguração do poder
    político. Essa reconfiguração assenta em dois pilares: o actual PS e a ala cavaquista do
    PSD. Incapazes de segurarem este arremedo de estado social, essas duas facções do poder
    tecnoburocrático uniram-se para procederem à maior transferência de riqueza de que há
    memória nas últimas três décadas. Essa transferência de riqueza é absolutamente crucial
    para a manutenção dos privilégios dos oligarcas. Os professores, por serem 140000 e por
    estarem sistematicamente divididos enquanto grupo profissional, foram os escolhidos para
    a a realização desse processo de transferência de riqueza. Dentro de meia dúzia de anos,
    dois terços dos professores não passarão do meio da carreira e estarão condenados a
    trabalharem até aos 65 anos (ou mais) com um salário inferior ao de um sargento. Para que
    essa transferência de riqueza se realize sem sobressaltos para os oligarcas, é necessário
    que o poder político limite ou anule a liberdade de expressão nos espaços e organismos públicos. A escola públicatem sido um espaço de eleição para o exercício das liberdades. Com ameaças de processosdisciplinares, exacerbação dos conflitos entre professores titulares e não titulares euma política oficiosa de guardar segredo sobre tudo o que se passa nas escolas, o poderpolítico foi criando as condições ideológicas e repressivas para que essa transferência
    de riqueza se continue a fazer de forma doce. O objectivo é fazer parecer essa
    transferência como natural, de modo a que as próprias vítimas do processo de pauperização
    e proletarização a aceitem como inevitável.”
    R.M.

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  31. Luis Moreira permalink
    25 Agosto, 2008 02:16

    Anabela

    Quando houver resultados todos estaremos ao lado dos professores.Lutem pelos vossos direitos.mas o principal veneno ( e que os professores e outros profissionais têm bebido até á última gota) é o igualitarismo,a irresponsabilidade.Exijam uma escola autónoma e a introdução do mérito nas avaliações de professores e alunos!

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  32. 25 Agosto, 2008 02:48

    Luis Moreira (33),

    A luta por uma escola autónoma e pelo mérito nas avaliações dos alunos é tanto da sua responsabilidade como minha. É de todos. As consequências, mais cedo ou mais tarde, vão ser cobradas, individualmente e colectivamente, a todos os portugueses. Aliás, as “boas cobranças” já aí estão.

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  33. 25 Agosto, 2008 08:04

    Não seria muito diferente do aeroporto de Sevilha ou Valência.

    O futuro (vinte anos?) vai-lhe mostrar que esse modelo é o mais eficiente e económico.
    Aliás nessa altura qualquer dessas cidades será mais importante que Lisboa.

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  34. José Rocha permalink
    25 Agosto, 2008 09:43

    Fado Alexandrino: Se Lisboa continuar centralista vc tem razão.

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  35. Tiradentes permalink
    25 Agosto, 2008 09:57

    A luta pela autonomia das escolas é de todos mas principalmente dos agentes directos nela envolvidos que…durante trinta anos lutaram sim não pela qualidade, muito menos pelo mérito,mas apenas pelos seus “direitos”.
    Beneficiaram da completa ignorancia e do novo riquismo saloio que impestou a sociedade em que cada “analfabruto pai” queria apenas para o seu filhote o canudo, usaram este facto promovendo o abaixamento de nivel de exigencia enquanto corporativamente aumentaram sempre as suas regalias.
    Hoje usam o argumento dos pais e encarregados de educaçao para justificarem a continuidade apenas dos seus interesses.
    Como é lógico, raras foram as excepções mas houve e há excepções na classe profissional.

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  36. Luís Lavoura permalink
    25 Agosto, 2008 11:26

    Alguns destes pontos já atualmente são possíveis, pois que dependem da vontade das companhias aéreas e não dos gestores dos aeroportos. Por exemplo, a ANA não pode impedir que duas companhias aéreas compitam entre si com vôos em horários diferentes para um mesmo destino, um a partir do Porto e outro a partir de Lisboa.

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  37. 25 Agosto, 2008 11:59

    com vôos em horários diferentes para um mesmo destino, um a partir do Porto e outro a partir de Lisboa.

    Isso não é competir, é conjugar.

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  38. Tribunus permalink
    25 Agosto, 2008 18:59

    Não vamos a nenhum lado, quando a ANA se dá ao luxo de dirigir, todos os aeroportos do pais, e a sua administração são gajos nomeados por cunha do partido dominante.
    O que está em interesse, não è o bem do contribuinte, sem com correncia, já temos a PT, CP, Portos do país,aguas de Portugal
    EDP, Gaz de Portugal e não sei quantas mais merdas, que são logares de tachos!

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  39. jose ferreira da silva permalink
    26 Agosto, 2008 08:24

    logico que a falta de concorrencia penaliza quem quer viajar.

    A alta autoridade da concorrencia em londres obriga vender aeroportos por haver falta de concorrencia e o que faz a nossa autoridade da concorrencia ? Nada.
    Talvez o facto de a autoridade da concorrencia estar sediada em lisboa explique o facto de para estes não haver “problema.

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  40. tereisa permalink
    26 Agosto, 2008 15:40

    Alguém conhece um bem bastante procurado que tendo só duas “marcas” haja realmente concorrência?

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  41. 30 Agosto, 2008 12:58

    Não com concordando com JM quase sempre, a sua razão, aqui, é mais do que clara.

    Ex.. Chicago – Nápoles via NY ou Roma

    Taxas aeroportuárias via NY = Chicago 100 + NY 100 + Nápoles 100 = 300

    Taxas aeroportuárias via Roma = Chicago 100 + Roma 50 + Nápoles 100 = 250

    É obvio que se a escolha via Roma não afectar o número de passageiros transportados, a companhia aérea escolhe via Roma. Entre Chicago e Nápoles com escala, existe concorrência entre os aeroportos de escala e podem-se localizar em qualquer dos lados do Atlântico

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  42. 1 Setembro, 2008 16:48

    Um bravo comentário por parte de Joao Miranda. Concorrência acima de tudo. Como afirmava aí uma senhora a concorrência entre dois produtos não é bastante. Mas uma concorrência de um só produto é uma verdadeira ditadura.
    Quer me parecer que Lisboa tem medo da concorrência. Deixem o resto do país decidir por si! Isso é que é democracia!
    Outro senhor (José) afirmou em tom irónico que se a livre circulação na UE fosse baseada na eficiência dos países ficariamos sem população. Eu penso que isso realmente se passa: 5 milhões de emigrantes oficiais. É de estranhar que a grande parte deles sejam originários do Norte. Isso não interessa a Lisboa… vivem na ilusão que tudo está bem na ansia de alcançar Madrid. Deixem-nos decidir!
    Há também quem diga que o aeroporto do Porto não tem captação de população comparável ao de Lisboa. Mais uma vez, uma perspectiva fantasiada. Quero lembrar que o Porto é a cabeça da região ibérica mais densa: veja-se o exemplo do investimento IKEA no Porto. Os clientes do Aeroporto do porto extendem-se para lá de fronteiras (mais de 3 milhões). Sim, são comparáveis, a diferença é que um é potegido e o outro é para as silvas.

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  43. 1 Setembro, 2008 16:51

    lisboa vive ainda num casulo salazarista.
    O pior é que quer impor isso ao resto do país!

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