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Ironia

18 Novembro, 2008

No Jornal de Negócios:

“Até nem sei se não seria bom estar seis meses sem democracia para por tudo na ordem e depois voltar à democracia”, ironizou Manuela Ferreira Leite, provocando o riso dos que a ouviam hoje.

76 comentários leave one →
  1. lucklucky permalink
    18 Novembro, 2008 18:18

    Comparar com a notícia da Lusa:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1046132

    Onde não há referência nenhuma á ironia.

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  2. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 18:19

    http://radioclube.clix.pt/noticias/body.aspx?id=14471
    Está no fim do clip de som
    Joao Miranda ouça a voz de Manuela Ferreeira Leite. Se é ironico nem parece..lol

    Estou a ver que hoje isto vai ser o momento zen das 20 horas

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  3. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 18:22

    Já estou a ver o Santos Silva a comentar, “esquecendo-se” da ironia. A noite promete!

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  4. lucklucky permalink
    18 Novembro, 2008 18:26

    Já ouvi o clip do Tiago e aquilo não parece ironia…mas também não se deixa ouvir risota porque o som é cortado.

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  5. 18 Novembro, 2008 18:27

    Os assessores e os amigos mais chegados de MFLeite que lhe peçam para nunca mais tentar ironizar !
    Creio que não houve a mínima ironia, nem se lhe conhece essa faceta.

    E nesses 6 meses ressuscitaria o Capitão Maltez e chamaria Jaime Neves para salvaguardarem a “ordem” ?

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  6. 18 Novembro, 2008 18:27

    Inacreditável que o PSD considere sequer a hipótese de ir a votos liderado por MFL . A sra é um erro de casting total, quando abre a boca entra mosca ou sai asneira. O PS esfrega as mãos de contentamento, hoje existe assunto para lá dos problemas da avaliação de professores. A actual liderança do PSD é a maior garantia do engº Sócrates na renovação da maioria. Não era este partido que há 6 meses tinha um líder pouco credível? Mudem de presidente já, e convençam a sra que o silêncio é mesmo a melhor estratégia…

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  7. 18 Novembro, 2008 18:29

    Seguem-se debates irónicos sobre a ironia.
    Serão aquelas rugas de Leite irónicas ?

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  8. 18 Novembro, 2008 18:33

    MFL disse que Sócrates gostaria de governar em ditadura. Simples.

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  9. jupiter permalink
    18 Novembro, 2008 18:38

    Lisboa, 18 Nov (Lusa) — “Negócios Vigiados” é o primeiro livro a revelar os segredos das relações da PIDE, a polícia política da ditadura de Salazar, com as empresas portuguesas, de como evitava greves ou chegou a vigiar empresários.
    Os negócios de hoje estão a ser refundidos e melhorados todos os dias.

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  10. jupiter permalink
    18 Novembro, 2008 18:42

    Continuam sem perceber que a “democracia” a que ela se refere é falsa, é a que estamos a viver hoje. «Agora, em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar – porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos», completou Manuela Ferreira Leite.

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  11. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 18:42

    “MFL disse que Sócrates gostaria de governar em ditadura. Simples.”

    Eu acho que foi isso que MFL quis dizer. Não concordo nada com ela. Mas acho que essa é a história dessa frase.
    O jornalismo é mesmo muito mau neste país! Fazem isso ao governo e a quem não gostam. Pegam numa frase ou num episódio, tiram do contexto e é uma festa.
    A história da escola ponte de lima é a mesma coisa. Má fé.

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  12. 18 Novembro, 2008 18:46

    Esta mulher é uma desgraça política sem fim…

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  13. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 18:48

    Ao 6,

    O boletim de voto das legislativas vai ter os candidatos “PSD” e “Sócrates”. Quase nunca se fala em PSD contra PS, ou dito de outra maneira, qual é o estado de calamidade actual do Partido Socialista para além do “estar”?

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  14. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 18:50

    “Os negócios de hoje estão a ser refundidos e melhorados todos os dias.”

    Basta dizer que as empresas têm medo de aparecer na lista de credores do Estado socialista.

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  15. 18 Novembro, 2008 18:52

    Coitada, a Srª já tentou:

    O silêncio = Não deu!
    Criticar à toa = Não deu!
    Ser engraçadinha = Não dá!

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  16. nuno silva permalink
    18 Novembro, 2008 18:57

    hoje pelo menos terá direito a mais de 4 segundos de tempo de antena, não é verdade?

    Azar do caraças, hoje dá um jogo de futebol logo em directo na TVI a partir das 19.45, suponho que amanhã esteja a clamar novamente porque não lhe deram a atenção devida em virtude do referido jogo…

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  17. 18 Novembro, 2008 19:02

    Que bom 6 meses sem democracia isto é o sonho de todos os Salazaristas só 6 meses porque não 50 anos.
    Batam palmas mas estão e sonhar batem com a cabeça na mesa cabeceira e acordam.
    Mas penso que alguns terão de ir para o Júlio de Matos

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  18. 18 Novembro, 2008 19:03

    Ironia?
    Só se for sua ou minha.
    Vamos é a votos já. já e os portugueses que escolham.
    Vou gostar de ver a gaguês a pronunciar-se sobre esta tirada de grande amante da democracia e das reformas que o País necessita.
    Ela disse:
    Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Manuela Ferreira Leite declarou: “Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia…”.”Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se”, observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: “E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”.”Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar — porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos”, completou Manuela Ferreira Leite

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  19. 18 Novembro, 2008 19:05

    E que tal, interromper o PSD por seis meses? Por favor…

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  20. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 19:05

    O PS já falou pelo líder da bancada, usando um extraordinário cinismo, como se tivesse havido uma proposta de golpe de estado.

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  21. 18 Novembro, 2008 19:10

    Ironia?
    Só se for sua ou minha.
    Vamos é a votos já, já, e os portugueses que escolham.
    Vou gostar de ver a gaguês a pronunciar-se sobre esta tirada de grande amante da democracia e das reformas que o País necessita.
    Ela disse:
    Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Manuela Ferreira Leite declarou: “Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia…”.”Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se”, observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: “E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”.”Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar — porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos”, completou Manuela Ferreira Leite

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  22. zé da burra permalink
    18 Novembro, 2008 19:19

    «Não propus Manuel Sebastião para presidente da Autoridade da Concorrência por ele ser meu amigo ou por ter prometido comprar um apartamento à sociedade que detenho com a minha mulher. Muito menos por ter aceite a maçada de assinar um contrato de compra quando eu estava temporariamente no estrangeiro em 2004», sustentou Manuel Pinho na Comissão de Orçamento e Finanças, que decorre esta terça-feira no Parlamento

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  23. 18 Novembro, 2008 19:23

    Correcção da minha parte:

    Pelo que ouvi agora e mais atentamente, MFLeite tentou ironizar.
    Mas não teve habilidade para tal.

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  24. Pizarro permalink
    18 Novembro, 2008 19:28

    Aposto que com esta já conseguiu o voto do Arroja…

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  25. wzw permalink
    18 Novembro, 2008 19:28

    Eu escreviisso da Chibatada nos ignorantes que votam em corruptos mas disse como anónimo!

    Não pensava que uma política ia pegar na minha ideia…

    Desculpe lá induzi-la em erro…

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  26. 18 Novembro, 2008 19:29

    Jardim fez as pazes com Ferreira Leite
    Alberto João Jardim reuniu-se com Manuela Ferreira Leite na sede do PSD em Lisboa. Está disposto a apoiá-la e a “dar o litro” contra Sócrates

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  27. wzw permalink
    18 Novembro, 2008 19:29

    Tb disse que eleições que elegem corruptos não podem ter validade. E penso-o mesmo. Mas eu não vou concorrer a eleições…

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  28. 18 Novembro, 2008 19:33


    o democratico , ninguem se ofende?

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  29. 18 Novembro, 2008 19:37

    Quem falou no Julio de Matos? já tivemos um 1º ministro que lá ía ha 5ª Feira.

    Quem é candidato desta vez, também recebe mulheres

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  30. 18 Novembro, 2008 19:40

    Deixou ..quer concluir

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  31. Arsénio permalink
    18 Novembro, 2008 19:40

    Bom, mas a verdade é que não me lembro de nenhuma reforma daquelas que tiram privilégios às corporações que tenha tido, ou esteja a ter, êxito… Reformas para dar privilégios, essas sim, têm sucesso garantido. É mais ou menos a mesma coisa que ver um político, ou poderoso, corrupto atrás das grades (ainda está fresco o caso da D. Felgueiras). Eu não concordo, nem aceito, suspensões da democracia. Mas julgo que MFL faz bem em trazer para a praça pública, mesmo que de forma pouco hábil, uma constatação evidente e politicamente incorrecta.

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  32. 18 Novembro, 2008 19:46

    Estou a vêr um da Manuela Ferreira Leite, tambem é danada para a brincadeira. aquele conselho de Ministros ninguem fumava, mas não se podia estar, era bufas de velha

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  33. 18 Novembro, 2008 19:53

    A verdade da mentira. A direita, por mais moderada que seja, aspira à ditadura.

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  34. tric permalink
    18 Novembro, 2008 20:00

    Manuela Ferreira Leite > ( Socretino + Pedro Passos Coelho=LFM)^1000…

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  35. tina permalink
    18 Novembro, 2008 20:06

    O que é engraçado é que isto fosse dito em relação a um país subdesenvolvido, ninguém se chocaria. Como se pode chamar democracia a um sistema em que os interesses daqueles em poder são maiores do que o interesse público? Por exemplo, quanto tempo demorou até formarmos médicos suficientes que cobrissem as nossas necessidades? Quanto tempo demorará até o sistema de justiça se tornar minimamente competente? Etc, etc. O povo bem pode votar que não aquece nem arrefece. Aqueles no poleiro farão sempre como muito bem entender.

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  36. lucklucky permalink
    18 Novembro, 2008 20:23

    “Por exemplo, quanto tempo demorou até formarmos médicos suficientes que cobrissem as nossas necessidades?”

    Que eu saiba nunca, têm de ser “importados” porque a Ordem dos Médicos não deixa o Mercado Livre funcionar…Mais uma vez as corporações e sindicatos neste rectângulo Social-Corporativista-Democrata…

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  37. 18 Novembro, 2008 20:26

    Não nos podemos esquecer que MFL está a falar de Portugal, onde as reformas são realmente impossiveis de levar a bom termo. O que ela diz não é muito diferente do quadro negro traçado por Medina Carreira para um futuro próximo, fruto dessa mesma impossibilidade reformista.Os que podem pedir e protestar esquecem-se que os “eles” a quem pedem, somos todos nós e não um governo que ali está transitoramente.Esquecem-se também dos que estáo pior do que eles.E,cereja em cima do bolo, entre quem tem poder, estabelece-se uma suave rede de cumplicidades que tudo abafa

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  38. 18 Novembro, 2008 20:48

    Porventura, MFL, pretendendo dizer uma gracinha, deixou-se apanhar numa armadilha pois, ao contrário do que sucedia com Pamplinas, a sua permanente cara-de-pau fez com que se lhe colasse a imagem de alguém incapaz de manipular as regras do humor.

    E como as trancrições, na imprensa, são feitas sem o recurso a “smileys”, é natural que a maioria das pessoas entenda os textos literalmente, pois não estão preparadas – nem têm de estar… – para descortinar ironia onde sempre enxergaram sisudez.

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  39. 18 Novembro, 2008 20:56

    …e eis que surgiu Santos Silva exigindo explicações a MFLeite !
    Patetice e oportunismo inconsequente.

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  40. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 21:15

    Essa coisa pode ter sido ironica, mas é muito chata. Atendendo à polémica recente com os militares que ameaçavam fazer não se sabe bem o que, até parece que está a convidar alguém a tomar o poder pela força e uma ditadura 6 meses e depois de novo a democracia. É coisas que não se deve brincar.

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  41. 18 Novembro, 2008 21:21

    Se o senhor João Miranda tivesse sido honesto e tivesse transcrito um bocadinho mais do discurso, os senhores que não se deram ao trabalho de ir ver a fonte talvez, e digo talvez pelo motivo que devem saber, compreendessem:

    Ei-la:

    A presidente do PSD falou hoje sobre a dificuldade de reformar certos sectores contra a vontade das classe profissionais, criticando o Executivo de Sócrates por humilhar os professores e os funcionários públicos.

    “Até nem sei se não seria bom estar seis meses sem democracia para por tudo na ordem e depois voltar à democracia”, ironizou Manuela Ferreira Leite, provocando o riso dos que a ouviam hoje.

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  42. Roídodefundo permalink
    18 Novembro, 2008 21:26

    Vá Nelinha, repita lá comigo!

    Eu ironizo
    Tu ironizas
    Ele ironiza
    Nós ironizamos
    Vós ironizais
    Eles Ironizam

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  43. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 21:31

    Essa frase é mesmo muito esquisita para ser uma ironia sobre o governo Socrates.
    A minha opiniao é que não era para ser ironia, mas como se riram o melhor é fingir mesmo que foi ironia. É esquecer esse momento mau. Passar à frente, que frases estupidas acontece a qualquer um.

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  44. Barraca Obama permalink
    18 Novembro, 2008 21:37

    A velha está choné. Quem viu as declarações sabe perfeitamente que ela não estava a ser irónica. Na cara dela estava estampado seriedade; não ironia.

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  45. 18 Novembro, 2008 21:51

    O assistente de imagem de MFL proibiu-a de fazer certas expressões que lhe desfavorecem o rosto, como a expressão irónica. Daí a décalage entre a emissão da frase e a correspondente forma do rosto.
    Mas não é grave. Se estivesse à gargalhada num funeral era bem pior.

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  46. permalink
    18 Novembro, 2008 21:55

    Suicídio Político. RIP MFL.

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  47. LPedroMachado permalink
    18 Novembro, 2008 22:02

    JM

    Falta o acento em “pôr”.

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  48. portela menos 1 permalink
    18 Novembro, 2008 22:09

    Ironia ou não MFL consegue com que o pessoal do PS se pareça de Esquerda!

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  49. Manuel permalink
    18 Novembro, 2008 22:10

    Enfim, primeiro era o PCP. Agora vemos quem são nas realidade os reais perigos para a nossa democracia.

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  50. 18 Novembro, 2008 22:15

    MFL , cada vez que abre a boca sai um disparate. Que ela gostaria de governar em ditadaura, não restam dúvidas.

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  51. 18 Novembro, 2008 22:18

    Não faltam advogados de defesa para defenderem a srª doutora.

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  52. 18 Novembro, 2008 22:32

    A defesa daquele disparate, nem com um contentor de cosmética.

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  53. jose chicharo permalink
    18 Novembro, 2008 22:40

    Esquerda ??? Direita ??? a mim parece-me que vivemos um governo “Chavista”, isso sim.

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  54. 18 Novembro, 2008 22:53

    O que esta senhora sabe fazer, para além de estar calada durante um mês, porque se abrir a boca ou entra mosca ou sai “Até nem sei se não seria bom estar seis meses sem democracia para por tudo na ordem e depois voltar à democracia”, ironizou Manuela Ferreira Leite, provocando o riso dos que a ouviam hoje.”

    Mas não consegue em democracia nem em lado nenhum, porque simplesmente é incompetente e só serve para desempenhar o papel de avozinha.

    Perdão também serve para isto:

    “Ferreira Leite despachou a favor do Benfica
    04.06.2002 – 10h31 João Ramos de Almeida

    O Governo negou ter feito um acordo com o Benfica. A ministra das Finanças mostrou-se chocada com as acusações de conluio. Na verdade, Manuela Ferreira Leite despachou como o clube pretendia.

    As acções da SAD foram aceites como garantia para impugnação da sua dívida fiscal do Benfica.
    Ao contrário do que afirmou aos deputados, a ministra de Estado e das Finanças, Manuela Ferreira Leite, teve uma intervenção directa no “dossier” fiscal do Sport Lisboa e Benfica. A ministra assinou um despacho em que corroborou o parecer da administração tributária sobre a avaliação das acções da sociedade desportiva (SAD) do clube. Dessa forma, interpretou a lei no sentido favorável ao clube, ao aceitar esses títulos como uma garantia idónea para a impugnação da dívida fiscal por parte do Benfica.

    O despacho não é oficialmente divulgado porque, segundo fonte do Ministério das Finanças, poderia revelar aspectos da vida fiscal do clube e, por isso, quebraria o sigilo fiscal desse contribuinte. Mas como o PÚBLICO apurou, a ministra assinou o despacho em que deu o seu assentimento à forma como a administração tributária – incluindo o anterior director-geral dos impostos – propôs avaliar as acções da SAD do Benfica à luz das regras do imposto sucessório.

    A ministra Manuela Ferreira Leite justifica essa sua decisão por respeito à autonomia da administração tributária sobre esse tipo de matérias. A sua assinatura seria, desse forma, um mero deferimento do pedido da administração. Mas, na verdade, a ministra poderia ter recusado dar o seu assentimento e exigir que a administração bancária exigisse ao clube uma garantia bancária como determina, em primeiro lugar, o Código do Processo e do Procedimento Tributário. Só que não o fez.

    Esta despacho vai ainda contra o sentido das palavras do primeiro-ministro no Parlamento em que remeteu, na passada sexta-feira, qualquer responsabilidade para o Governo socialista. O próprio porta-voz do Ministério das Finanças não admitiu, nesse dia, a existência de algum despacho da ministra que viabilizasse a impugnação nos termos solicitados pelo clube. O comunicado divulgado nessa tarde afirma só que “desde que o Governo tomou posse não foi proferido qualquer despacho ministerial autorizando o pagamento, por qualquer contribuinte, de dívidas fiscais com acções”.

    O Governo negou ter feito algum acordo com o Benfica, mas omitiu que tinha precisamente despachado no sentido defendido pelo próprio clube. Defesa essa, aliás, feita pelo actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Vasco Valdez, junto do anterior Governo quando era então advogado representante do clube.

    Um caso delicado

    A história da impugnação da dívida fiscal do Sport Lisboa e Benfica vem desde o governo socialista e revela a dificuldade que os partidos do poder têm de exigir as regras legais a contribuintes como os clubes de futebol. Revela igualmente a extrema sensibilidade com que os responsáveis governamentais abordam publicamente estes casos.

    O caso do Benfica é apenas mais um episódio no rol de situações de permissividade dos representantes do Estado para com os clubes de futebol. Em 1998, o então presidente Vale e Azevedo negociou directamente com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais o pagamento faseado das duas dívidas fiscais. Entregou nessa altura um cheque de 254 mil contos e garantiu um “empenhamento forte desta direcção em ser um contribuinte como qualquer outro”. Mas, no início de 2001, a nova direcção do Benfica, que afastou Vale e Azevedo, autodenunciou uma dívida fiscal gerada entre 1998 e 2000, num valor próximo dos dois milhões de contos.

    A autodenúncia incomodou a administração por não ter detectado essa dívida, quando havia precisamente uma comissão de acompanhamento dos clubes no âmbito da secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, criada em Março de 1998.

    Perante esse facto, o director-geral dos impostos veio a terreiro assumir o erro. A comissão de acompanhamento foi substituída, mas os deputados do PS impediram o ministro das Finanças, Joaquim Pina Moura, de ir ao Parlamento falar sobre o assunto. Em plenário, os deputados socialistas ameaçaram os deputados social-democratas de contar o que se passara durante o consulado dos governos do PSD liderados por Cavaco Silva.

    A direcção do clube garante que, nos contactos prévios com o director-geral dos impostos, António Nunes dos Reis, este terá assegurado um pagamento da dívida a prestações, quando a lei determina que uma dívida autodenunciada deve ser paga na íntegra. Nunes dos Reis negou, mas admite ter lido um documento apresentado pelo Benfica.

    Quando as autoridades se mostraram firmes na versão de um único pagamento, a direcção do Benfica deu uma conferência de imprensa para contestar essa versão dos acontecimentos e mostrou-se disponível para contar o que aconteceu. Mas mais tarde, e apesar da dívida ter sido autodenunciada, o ministro das Finanças aceitou que se procedesse a uma inspecção para quantificar a dívida e que as notificações ao clube fossem feitas à medida que se quantificasse a dívida de cada ano em causa. Ou seja, aceitou, na prática, um pagamento a prestações que a lei contrariava.

    Apesar do clube não ter entregue o IRS descontado nos vencimentos dos futebolistas, tal como espelha o relatório da Delloite & Touche, o Ministério das Finanças declarou que não havia razão para um inquérito-crime por abuso de confiança fiscal aos dirigentes do Benfica. Aliás, este foi apenas mais um episódio entre o Ministério Público (MP) e a administração fiscal sobre a obrigatoriedade ou não de comunicação ao MP dos casos de crime detectados. No caso do Benfica, teve de ser o ministro das Finanças, Oliveira Martins, a quase intimar o director-geral a comunicar o caso ao MP.

    Quanto às dívidas autodenunciadas, o clube apenas foi notificado para pagar 1998 quase no final de 2001, num valor aproximado de um milhão de contos. E, apesar de ter sido o clube a assumir essa dívida, a mesma direcção contestou-a na parte dos juros. Alegava-se que como tinha sido o clube a denunciar-se que não haveria direito à cobrança de juros. Mas outros dirigentes admitem que se tratou de um expediente para protelar o pagamento.

    Foi por volta dessa altura que o Benfica solicitou uma a passagem de certidão da administração fiscal atestando a sua situação de não devedor, com vista à assinatura do contrato relacionado com as obras do estádio. Ora, essa certidão só poderia ser passada se a impugnação da liquidação estivesse conforme a lei.

    O problema da garantia

    Para realizar essa impugnação, o clube tinha de entregar garantias. O artº 1999 do CPPT afirma que, na impugnação, “caso não se encontre já constituída garantia, com o pedido deverá o executado oferecer garantia idónea, a qual consistirá em garantia bancária, caução, seguro-caução ou qualquer meio susceptível de assegurar os créditos do exequente”. Ora, em vez disso, o clube entregou acções da SAD, não cotadas, num total de 20 por cento do capital.

    A administração fiscal ficou, assim, com o assunto delicado entre mãos. Em primeiro lugar, as acções são de valor mais do que discutível. Em segundo lugar, a própria lei das sociedade desportivas não abre a possibilidade de o Estado poder deter acções de sociedades desportivas, apenas prevendo os casos das regiões autónomas e de associações de municípios. E isso era o que aconteceria em caso de execução da garantia.

    O assunto começou a ser estudado e demorou meses até se chegar a uma conclusão. Como tal, a administração fiscal escusou-se a legitimar a situação e passou uma certidão em que se referia que o Benfica não estava regular do ponto de vista fiscal. Mas apesar disso, o contrato para construção do clube foi assinado, em Janeiro passado, com pompa pelo então ministro do Desporto e Juventude, José Lello.

    Mas em Março, o então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Ricardo Ferreira Fernandes assinou um despacho que flexibilizou as regras de prestação de garantias (ver caixa). Desconhece-se se foi ao abrigo deste despacho que a ministra deu o seu aval, mas o certo é que a administração fiscal descobriu um critério de avaliação das acções da SAD. Com base nas regras do imposto sucessório, avaliou-se os títulos não ao ser valor nominal de cinco euros, mas de três euros por acção.

    A proposta da administração fiscal foi deixada pelo anterior Governo para o seguinte. O ex-ministro das Finanças Oliveira Martins afirmou ao jornal “Expresso” que, quando se aperceberam que a situação fiscal do Benfica se tornara tema de campanha eleitoral -depois do jantar de apoio a Durão Barroso em que Vilarinho esteve presente -decidiu nada fazer. O despacho da ministra Manuela Ferreira Leite coloca um ponto final no pedido do Benfica. Aceita as acções da SAD como boas e, com elas, toda a situação fiscal do clube regularizada.”

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  55. 18 Novembro, 2008 23:07

    Depois das célebres declarações sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e aqueloutras com vago pendor xenófobo relativas ao emprego de ucranianos e cabo-verdianos em Portugal, só faltava mesmo esta “cereja” em cima do bolo (de laranja, presumo…)

    Não há dúvida – está encontrada, definitivamente, a Sarah Palin à portuguesa.

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  56. Anónimo permalink
    18 Novembro, 2008 23:09

    Realmente, íronia é precisamente o que portugal assiste. Seja ou não, certo é que a direita e centro são a mesma coisa, e a ferreirinha anda desiludida porque lhe roubaram o modo de fazer política,o Eng. Socrates faz o tipo de política de direita, como pode a Manuelinha fazer alguma coisa se está ultrapassada…íronia disse ela? Seis meses sem democracia, lindo;a esquerda tem alguma coisa a dizer? Possivelmente…sim!

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  57. portela menos 1 permalink
    18 Novembro, 2008 23:33

    mais uma ironia:

    público online
    Dias Loureiro participou pelo Grupo BPN na compra de empresas que foi ocultada das autoridades

    A operação de aquisição de duas sociedades com sede em Porto Rico pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), em 2001 e 2002, numa transacção ocultada das autoridades e não reflectida nas contas do grupo, foi liderada por José Oliveira e Costa, antigo líder do Grupo SLN/Banco Português de Negócios (BPN), e por Manuel Dias Loureiro – na altura administrador executivo do mesmo grupo. A operação envolveu duas empresas tecnológicas, contas em offshore e um investimento de mais de 56 milhões de euros por parte da SLN.

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  58. 18 Novembro, 2008 23:35

    Pior que isto é difícil! Tudo de pantanas e nós a discutir frases!

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  59. 18 Novembro, 2008 23:58

    A nossa bloguista de serviço não resistiu a estes mimos da Dona Manuela, Ver:
    Última hora: morreu a formiga da Dona Manuela.

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  60. lucklucky permalink
    19 Novembro, 2008 00:22

    Mais um ignorante que deve acreditar muito em jornais portugueses que pensa que a Sarah Palin é racista quando esta casou com um meio nativo do Alaska.

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  61. 19 Novembro, 2008 00:55

    j Diz:
    18 Novembro, 2008 às 10:53 pm

    Você já publicou esse post praí umas cem vezes.
    Sabia que há um fulano aqui na net portuguesa que todos os dias publica o mesmo post.
    Melhore e faça-lhe concorrência.

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  62. LPedroMachado permalink
    19 Novembro, 2008 00:55

    Não li os comentários nem me parece que valha a pena. O Pedro Arroja é que tem razão. Neste país, as pessoas adoram discutir frases, palavras, pessoas, pequenos casos. Já ideias gerais e abstractas, teorias, acham muito chato.

    É incrível como uma frase inócua dá azo a tanto chinfrim. Pobre país.

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  63. Vá lá permalink
    19 Novembro, 2008 01:54

    LPedroMachado indique-nos o caminho, por favor.
    Mesmo que a frase seja inócua é mais uma afirmação berrante de estupidez política. Pobre PSD. MFL a liderar, Menezes a criticar…

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  64. Anónimo permalink
    19 Novembro, 2008 03:52

    Alberto Martins celebrizou-se por ser um corajoso estudante que se levantou numa sessão para interpelar o Ministro da educação de uma ditadura. Era então um jovem idealista que lutava contra a opressão. Pagou injustamente por isso.
    Hoje fez um vergonhoso exercício de manipulação informativa em que sugeria que a líder do maior partido da oposição é uma proto-ditadora. Fingiu não perceber uma ironia ou um argumento que qualquer criança de 6 anos entendia.
    Esta gente está de tal maneira imersa neste modo lodacento e cínico de fazer política que nem a si próprias nem ao seu passdo idealista respeitam. Foi muito triste ver o outrora jovem idealista dar este sinistro espectáculo de cinismo e manipulação. Muito triste mesmo…

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  65. 19 Novembro, 2008 09:39

    Ó fado, as verdades doem.

    O seu problema para si nem é a Nelinha, com as suas idiotices, tentando ser original. A Nelinha Ferreira Leite é como vc , pensam que pertencem a uma casta de sérios de santos de limpos de honrados e puros e que a norte vivem os párias, os imorais, os vigaristas, os batoteiros, os trapaceiros, os malvados, os sujos, os espertos e desonestos.

    Esse post foi publicado por mim duas vezes, mas é um artigo verdadeiro, ao contrário de muitos que se publicam repetidos, isso sim 100 vezes mas falsos.

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  66. 19 Novembro, 2008 10:07

    “É incrível como uma frase inócua dá azo a tanto chinfrim. Pobre país.”

    Inócua para quem apoia MFL. Se fosse um socialista, era cruxificado sem dó nem piedade.

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  67. 19 Novembro, 2008 10:10

    Foi na verdade em tom de ironia. Mas os jornalistas estão de tal forma agarrados ao sentido literal das coisas, que parecem não enxergar muito para além disso. É do empobrecimento da linguagem no campo dos medias.

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  68. goodfeeling permalink
    19 Novembro, 2008 12:20

    O pSD não suspendeu já a Democracia na Madeira, e por mais tempo? não está a ser um sucesso para o PSD? agora é alargar a experi~encia ao resto do país…

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  69. 19 Novembro, 2008 13:29

    j Diz:
    19 Novembro, 2008 às 9:39 am

    Muito obrigado, aquele praí umas cem vezes era uma ironia.
    Agora vou passar a identificar com o símbolo (i) as ironias.
    Mas se já o tinha publicado para que é que voltou a escrever o mesmo?
    (i)Gostei imenso foi daquela coisa a norte vivem os párias, os imorais, os vigaristas, os batoteiros, os trapaceiros, os malvados, os sujos, os espertos e desonestos..

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  70. 19 Novembro, 2008 14:39

    Ó fado

    Também vou passar a identificar as ironias com o símbolo (i).

    Não se esqueça de excluir esta cambada cá do norte.

    “A Polícia Judiciária (PJ) queria prosseguir a investigação do designado caso Mantorras, em que eram visados o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e os empresários Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa, mas o Ministério Público de Lisboa optou por arquivar o caso sem atender a uma proposta de quebra de sigilo bancário de duas contas sedeadas em paraísos fiscais.

    Em causa estava a averiguação da identidade dos verdadeiros beneficiários de cerca de 750 mil euros provenientes da venda, ao Alverca, de 50% do passe do futebolista que ainda eram propriedade da empresa de Jorge Manuel Mendes.

    Esta foi uma das divergências implícitas entre a PJ e o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do MP de Lisboa, liderado pela procuradora Maria José Morgado. Outra foi a circunstância de, no despacho final do processo, datado de 6 de Setembro, o MP apenas ter apreciado o eventual crime de participação económica em negócio enquanto a PJ catalogou a investigação em redor também do ilícito de peculato e eventual fraude fiscal.

    De acordo com informações recolhidas pelo JN, a PJ estava a averiguar todos os fluxos financeiros decorrentes dos direitos sobre o passe do jogador angolano – sobre o qual, recorde-se, houve a suspeita de que Vieira se teria apropriado de parte das verbas, por ter sido dono de 60% do passe e ter tido intervenção no negócio enquanto líder do Alverca e gestor do Benfica – e deparou-se com uma declaração falsa por parte de Jorge Manuel Mendes, que seria descoberta após o levantamento do sigilo bancário de uma conta das ilhas Caimão da “off-shore” “Almond”.

    Conta descoberta

    Por 50% do passe de Mantorras, este empresário recebeu 1,6 milhões de euros e desse dinheiro transferiu 750 mil euros para a referida Almond. De seguida, fez constar na contabilidade da PGD, a sua empresa portuguesa localizada em Coimbra, que essa verba seria para pagar a um empresário do Paraguai de nome Francisco Ocampo, com vista à aquisição de parte dos direitos de dois jogadores paraguaios.

    Acontece que, depois destas declarações de Mendes no processo, o sigilo bancário da conta da Almond nas ilhas Caimão foi levantado e a PJ descobriu que os titulares da conta eram o próprio empresário e a mulher e não qualquer emissário do Paraguai. Confrontado pela PJ com esta descoberta da investigação, Jorge Manuel Mendes remeteu-se ao silêncio.

    Dinheiro repartido

    No mesmo procedimento de quebra de sigilo, os investigadores detectaram que os 750 mil euros foram desdobrados em duas tranches de 324 mil euros que seriam transferidas para contas de duas outras sociedades de paraísos fiscais a Minshall Management Inc. e a Hervey Management Ltd. As contas destas duas entidades estavam sedeadas em Caimão e na Zona Franca da Madeira. Razão pela qual a PJ sugeriu nova quebra de sigilo, a fim de conhecer os verdadeiros beneficiários do dinheiro e eventualmente confirmar se seriam Jorge Manuel Mendes e um sócio, que entretanto foi viver para o Brasil e nunca foi encontrado pela investigação.

    Só que o MP acabou por ignorar esta proposta e optou por arquivar o caso. Conforme o JN ontem noticiou, um dos principais argumentos foi o facto de não terem sido encontrados sinais de fluxos financeiros indiciadores de que Vieira possa ter ganho dinheiro ilicitamente com os negócios de Mantorras. Isto apesar de DIAP de Lisboa ter classificado como sem qualquer credibilidade a versão de Vieira no que toca à data de um contrato de cedência, ao Alverca, de 60% dos direitos sobre o passe de Mantorras de que era detentor em nome pessoal.”
    JN Online

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  71. 19 Novembro, 2008 14:44

    E esta gente cá do norte também.

    “Director municipal de planeamento ligado a Vieira
    Luís Filipe Vieira beneficiado com alterações ao PDM de Lisboa

    A viabilização de um loteamento de grandes dimensões em terrenos adquiridos por Luís Filipe Vieira à Petrogal, nas imediações da Expo, teve por base um projecto elaborado por um “atelier” de arquitectura com o qual o director municipal de Planeamento Urbano da Câmara de Lisboa, Fernando Pinto Coelho, colaborou durante muitos anos.

    Pinto Coelho foi um dos principais responsáveis pela alteração do Plano Director Municipal de Lisboa que, em 2004, tornou possível a aprovação de projectos como os que o presidente do Benfica tem para aquele e outros terrenos industriais da zona oriental da cidade.

    O director municipal nega que as alterações ao PDM tenham algo que ver com interesses de Vieira, mas confirma que trabalhou para ele no Algarve e confirma que mantém estreitas relações com o arq.º José Vaz Pires, que define como o seu “melhor amigo”, com o qual assinou muitos projectos em co-autoria, sendo coproprietário, com ele e um colega, da vivenda do Restelo onde funciona o seu atelier. Em todo o caso, garante, não teve qualquer intervenção no deferimento, em Novembro passado, do pedido de informação prévia subscrito por Vaz Pires.

    Em consequência da proposta então aprovada pela maioria camarária, vai ser possível construir nas antigas instalações da Petrogal na Rua da Centieira um total de 674 fogos, além de 3243 m2 de lojas. O pedido de informação prévia do loteamento foi apresentado em Junho de 2005, salientando a memória descritiva que “corresponde a um trabalho iniciado há ano e meio e vem no seguimento da publicação das alterações em regime simplificado [ao PDM] levadas a cabo pela autarquia e que permitiram as condições técnico-legais para desenvolvimento desta proposta”.

    Graças a essas alterações, o artigo 64 do regulamento do PDM passou a permitir que as “áreas consolidadas industriais” – como é o caso – sejam ocupadas por “superfícies comerciais, serviços, habitação e equipamentos colectivos”, embora tenham que continuar a ser “predominantemente” ocupadas com indústria. Até aí era possível fazer alguma habitação e comércio, mas essas construções não podiam ultrapassar os 30 por cento da superfície construída.

    Segundo Fernando Pinto Coelho – que trabalhava nos Espaços Verdes até ser convidado por Carmona Rodrigues para director do planeamento –, as alterações aprovadas em Setembro de 2003 (com o voto contra do PCP e a abstenção do PS) e publicadas em Março de 2004 foram decididas para “reconverter certas áreas obsoletas e trazer novos habitantes” a Lisboa.

    O próprio Governo, acrescentou, deu instruções para que essas alterações fossem feitas, de forma a adequar o PDM ao plano regional de ordenamento do território. Publicadas as alterações, os proprietários das diversas parcelas industriais ficaram com os seus terrenos valorizados. Mas nem todos passaram a poder beneficiar por igual com elas.

    Embora o novo texto do regulamento nada diga nesse sentido, os serviços camarários passaram a interpretá-lo como se a predominância dos usos industriais – ou seja, a obrigação de os manter em 50,1 por cento dessas áreas – se se medisse em relação à totalidade da zona oriental e não em relação a cada uma das parcelas, ou até das diferentes manchas industriais. Quer isto dizer que das alterações efectuadas beneficiam, antes de mais, os primeiros a chegar. Quando estes estiverem servidos pode acontecer que estejam esgotados os 49,1 por cento, para além dos quais não pode haver transformação de usos – e quem vier a seguir já nada poderá construir.

    A decisão de interpretar o regulamento desta maneira, diz Pinto Coelho, foi ditada por razões técnicas e “determinada superiormente”. Como boa parte destas áreas está há muito ocupada com usos terciários que não vão ser abandonados, e como Vieira comprou e está a comprar outras parcelas na zona, tudo indica que será ele – que o PÚBLICO não conseguiu contactar – o grande beneficiário da polémica alteração do PDM de Lisboa.”
    Público 28.03.2007 – 09h07 José António Cerejo PÚBLICO

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  72. 19 Novembro, 2008 14:46

    Estes nortenhos também.

    “‘Doping’: Presidente do comité olímpico português quer encerrar polémica no caso nuno Assis
    Vicente Moura pode agir contra ameaças de morte

    Vicente Moura mantém as críticas ao processo de Nuno Assis

    O presidente do Comité Olímpico Português (COP), Vicente Moura, admite recorrer às autoridades se as ameaças de morte de que foi alvo persistirem.

    “Se houver novas ameaças poderei tomar medidas”, refere o líder do COP, recusando qualquer acção neste momento.

    Vicente Moura, recorde-se, foi ameaçado na sequência da posição que assumiu no caso Nuno Assis, no qual teceu críticas ao desenvolvimento de todo o processo. Contactado pelo CM, o presidente do COP reafirma as palavras proferidas. “Mantenho a minha opinião. A forma como este processo foi conduzido foi prejudicial para o jogador e à medida que vou conhecendo mais dados reforço a minha opinião”, assegura.

    Vicente Moura lamenta, porém, o castigo duro aplicado pelo Tribunal Arbitral do Desporto ao jogador benfiquista. “Um ano é pesado. Os seis meses teriam sido suficientes. O jogador podia ter cumprido as três semanas e hoje estaria a jogar”, considera o dirigente, que garante ser “a favor de uma política mais pedagógica e não tão penalizante para os atletas”. Moura recusa também as acusações de Luís Filipe Vieira: “Não tenho qualquer interferência nesse caso. Ele estará enganado ou terão dado uma informação errada se ele pensa que o COP terá responsabilidades no laboratório. Não tenho nenhum prazer em que o Nuno Assis esteja suspenso”, afirma, defendendo apenas a “posição pelo combate ao ‘doping’”.

    Questionado sobre se o facto de ser sócio do Sporting teve alguma influência nas ameaças, Vicente Moura não recusa a ligação, mas desvaloriza. “É capaz de ter tido alguma influência. O futebol é diferente das outras modalidades. Talvez pensassem que por ser do Sporting pudesse ter alguma coisa a ver com o processo e eu nunca seria capaz”, destaca o presidente do COP.”
    Correio da Manhã João Godinho

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  73. 19 Novembro, 2008 15:03

    Já agora estes são moderados.

    Estes pertencem a esta casta de sérios de santos de limpos de honrados e puros.

    “Sindicato dos Jornalistas condena agressões a repórter

    O Sindicato dos Jornalistas (SJ) condenou hoje as agressões de que foi alvo um repórter de imagem da RTP quando trabalhava numa emissão em directo relacionada com a detenção de alegados elementos de uma claque de futebol.

    “Agressões a jornalistas são intoleráveis. O Sindicato condena veementemente a intolerável agressão verificada, a qual não pode ter a menor aceitação num estado de direito democrático e muito menos para impedir jornalistas de realizarem a sua missão profissional”, lê-se num comunicado divulgado esta segunda-feira.

    Na nota, o SJ manifesta solidariedade para com o jornalista agredido e “exorta as autoridades a apurar todas as responsabilidades e a criar condições de ordem pública a fim de preservar a integridade dos profissionais em serviço nos locais públicos”.

    Uma dezena de alegados adeptos do Benfica e conhecidos dos elementos da claque “No Name Boys” – a serem ouvidos hoje no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa – agrediram jornalistas e feriram um polícia à porta da instituição, o que levou à intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP).

    No meio da confusão, quando os adeptos tentavam destruir material de um câmara, um dos polícias que interveio ficou ligeiramente ferido na cabeça, conforme a Agência Lusa verificou no local.

    Os elementos gritavam palavras de ordem como “Aguentem-se”, “Benfica Sempre” e “Tenham Força” e utilizavam uma linguagem muito violenta.

    Devido aos incidentes houve um reforço policial, mas os agentes não detiveram qualquer dos agressores, limitando-se a afastá-los do local, perante a indignação dos presentes, como verificou a Lusa.”

    Diário Digital / Lusa

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  74. 19 Novembro, 2008 19:32

    Que trabalhão homem.
    Deixe-me dar-lhe um conselho, já toda a gente o conhece, disfarce e não use o bold para ver se consegue que leiam os lençóis.
    (i)Nunca confundo a gente do norte com simpatizantes do Futebol Corrupto do Porto.

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  75. 19 Novembro, 2008 19:49

    “…seis meses sem democracia…” Apenas? Para começar.

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  76. tribunus permalink
    20 Novembro, 2008 17:02

    Mas julgam que saiem desta merda sem um anos de ditadura musculada? já onde são levados pela arreata pelo Socrates!

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