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Caso não durasse tanto tempo até virava série

3 Março, 2009

O novo processo de investigação. Mais ou menos o dito funciona assim: durante anos e anos os processos vão andando. Quando são arquivados é ordenado um inquérito ao próprio inquérito e anuncia-se que o inquérito será reaberto caso surjam elementos qb. Não sei porquê mas isto não me parece normal.

19 comentários leave one →
  1. rés-vés's avatar
    rés-vés permalink
    3 Março, 2009 09:35

    sou uma das vitimas da má-gistratura de merda desta revolução socialista.
    era social-democrata na 2ª republica. hoje não acredito mais nesta trampa.
    em sete rios há 20.000 contribuintes sem médico (sou um deles).
    preparem-se para viver mal e pagar a factura do desastre.
    potugal importa 80% do que come. onde está este silva?

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  2. Piscoiso's avatar
    3 Março, 2009 09:47

    Quando se constituem arguidos de crimes que não é possível provar, é o que acontece.
    Eu suspeito que a minha tia Alberta matou o marido, mas como saber?

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  3. lica's avatar
    lica permalink
    3 Março, 2009 10:23

    Noticia o JN que está marcado para o dia 20 de Abril, no Tribunal da Maia, o julgamento de um homem que, em 2007, terá arrombado um galinheiro e furtado duas galinhas no valor de 50 euros.

    A Justiça tarda, mas chega. O criminoso andou mal e merece justa punição, quer pela mediocridade de fins quer pela ruralidade de meios. Gente como ele, que pilha galinhas em vez de fundar um banco e pilhar as contas dos depositantes, ou como aquela septuagenária que não pagou uma pasta de dentes num supermercado em vez de pedir uns milhões à Caixa, comprar o supermercado na bolsa e igualmente não o pagar, vendendo-o depois à Caixa através de um “offshore” pelo dobro do preço (ou vendendo-lho mesmo antes de o ter comprado), não tem lugar no Portugal moderno e empreendedor. Ainda por cima, deixou-se apanhar. Se calhar, até confessou, em vez de invocar lapsos de memória. E aposto que nem se lembrou de se divorciar antes de ser preso, pondo os 50 euros a salvo na partilha de bens. Não queria estar na pele do seu advogado, não há Código de Processo Penal que valha a um caso destes. É condenação mais que certa.

    http://jn.sapo.pt/opiniao/

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  4. Desconhecida's avatar
    José permalink
    3 Março, 2009 10:44

    Claro que não é normal. Vou dizer o que é normal:

    Os inquéritos como o mencionado, passaram em diversas entidades: MP, PJ, IGAT, e no caso de haver perícias ( parece que não há) na Inspecção Geral de Finanças ( dantes era a jóia da coroa da investigação de criminalidade económica, porque era uma entidade com competência acima de suspeitas; hoje é um órgão anódino e esquecido. Basta lembrar que foi a IGF que alimentou as primeiras páginas do Independente, quase em exclusivo…).

    Portanto, depois de passarem nessas entidades, o Inquérito regressa ao MP para este ajuizar ( é este o problema actual: o MP é o juiz do processo quando deveria ser o seu instrutor efectivo e permantente, acompanhando paripassu todas as diligências policiais e dando rumo às mesmas. Não é isso que acontece de todo em todo e depois vemos a vergonha da PJ desmentir o PGR).

    O MP, analisa os indícios e faz o despacho final.É preciso dizer que a PJ, nestes casos, elabora um relatório sucinto ou exaustivo, conforme a disponibilidade do inspector, em que aponta o que fizeram e as conclusões a que chegaram. Muitos magistrados do MP, tendem a copiar este relatório. Em boa parte dos casos,nos mais simples, até é suficiente.
    Noutros como estes, torna-se imperioso analisar o Inquérito e o que se fez ou não fez e poderia fazer.
    Neste caso, o processo foi arquivado nos termos do artº 277º nº 2 do CPP, ou seja, fica a aguardar uma prova melhor…

    Se surgirem elementos melhores ou alguém os for comunicar e tiverem consistência, o processo pode e deve ser reaberto pelo MP. Por exemplo, o denunciante até pode constituir-se assistente, para ver o que foi feito e se era possível de desejável fazer mais e requerer essa abertura.
    No caso poderia ter sido feito, isto. Mas parece que não foi.

    O que foi feito, foi apenas o estardalhaço mediático que obrigou à intervenção do CSMP ( e muito bem), a fim de avaliar se há razões de fundo e forma para saber se o processo ainda tem pernas para caminhar e se alguma coisa de essencial falhou, como se escreve no despacho final. Pareceu-me ler nos jornais que houve entidades ( Fisco e IGAT) que se cortaram a investigar devidamente e saparam assim as investigações.
    Se isso aconteceu, o CSMP que o diga que é para se fazer um Inquérito parlamentar. Já se fizeram por muito menos ( envelope nove) e para correr com um PGR. O BE e o PS de um certo Ricardo Rodrigues não queriam outra coisa.
    Lá saberão porquê…

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  5. Desconhecida's avatar
    José permalink
    3 Março, 2009 10:46

    A crónica que antecede, do JN, é do Manuel Pina não é?

    É o novo Swift desta pouca-vergonha em que Portugal se transformou. Isto de ridendo castigat mores já não chega.

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    3 Março, 2009 10:52

    pois, antigamente é que era bom.

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  7. João Dias's avatar
    João Dias permalink
    3 Março, 2009 10:59

    Caro José, não tenha dó nem piedade. O tal de SABER não ocupa mesmo lugar!

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  8. Piscoiso's avatar
    3 Março, 2009 11:33

    É do Pina, pois claro.

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    3 Março, 2009 11:36

    “Isto de ridendo castigat mores já não chega.”
    saúdades do parque mayer ou será moliére? a mim cheira-me a plenário.

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  10. Santos's avatar
    Santos permalink
    3 Março, 2009 11:50

    rés-vés

    Este silva é um bibelot

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  11. Piscoiso's avatar
    3 Março, 2009 11:58

    Depois há aquela estória de indícios forjados, com o intuito de “queimar” um adversário político, um dirigente de futebol… um banqueiro.

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  12. Desconhecida's avatar
    Laplace permalink
    3 Março, 2009 12:09

    Piscoiso, ninguém sabe se os indícios são forjados, mas como saber?

    Pergunte ao Piscoiso, ele sabe. Você é que não.

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  13. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    3 Março, 2009 12:15

    #12 há aqui mais quem saiba, estão calados porque são modestos.

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  14. Desconhecida's avatar
    José permalink
    3 Março, 2009 12:17

    Piscoiso:

    Os “indícios forjados” fazem muito jeito às cabalas. Estas são como os gambuzinos. Aparecem sempre que é preciso embora ninguém as veja ou sinta.

    Depois é apenas uma questão de gritar “acudam que é lobo!” E está feita outra maioria absoluta. Que durará até algum dia. Nesse dia, acaba a festa e vai ser preciso trabalhar outra vez a sério.

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  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    3 Março, 2009 12:22

    lá se foi a modéstia

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  16. Desconhecida's avatar
    3 Março, 2009 12:32

    O José é da Cedofeita?

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  17. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    3 Março, 2009 12:38

    não, querias um earlymade?

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  18. Piscoiso's avatar
    3 Março, 2009 12:42

    #12
    Há uns dias atrás apareceu por aqui um excelente comentário, explicando uma das técnicas possíveis de forjar indícios.
    O essencial é uma mistura de dados fáceis de provar com outros que o não são, sendo que estes são ilegais e aqueles não.
    Teoria da cabala?
    É possível… desde que se prove.

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