Saltar para o conteúdo

Sobre o Manifesto pela Despesa Pública II

1 Julho, 2009

O Manifesto pela Despesa Pública não aborda aquilo que é neste momento o problema fundamental da economia portuguesa: o endividamento público. Qualquer investimento público que se faça agora terá que ser feito à custa de endividamento. Note-se que o défice este ano ultrapassará os 6% e que o endividamento público no próximo ano poderá chegar aos 80% do PIB (esquecendo o endividamento das empresas públicas). Este endividamento implica que o Estado terá que pagar e forma permanente durante as próximas décadas juros aos credores. Claro que eles acreditam que o endividamento não é problema porque os projectos terão retorno futuro que fará aumentar as receitas dos impostos e que pagará os juros da dívida. O problema é que os 51 notáveis defendem o investimento em projectos de retorno social (um eufemismo para baixa um incerta rentabilidade económica). Não precisamos de fazer futurologia para saber que a rentabilidade dos projectos apoiados pelos 51 têm rentabilidade económica incerta e provavelmente baixa ou negativa. Nós temos experiência na matéria. O investimento nas SCUTs, na linha do Norte, na Expo98 e no Euro2004 não tiveram a rentabilidade prometida, apesar de terem contribuído para o agravamento do endividamento público (incluindo autarquias e empresas públicas). Existe até um plano para compensar um desses fracassos que consiste em fazer pagar as SCUT pelos utilizadores. O endividamento continuou a agravar-se e a economia manteve-se estagnada apesar de estes projectos estarem já todos numa fase em que deveriam estar a gerar receitas.

99 comentários leave one →
  1. Pifas permalink
    1 Julho, 2009 16:40

    Geraram receitas e não foram poucas. Vários estabelecimentos de luxo aumentaram as suas receitas e possivelmente uma parte do dinheiro reverteu novamentre para impostos.

    Gostar

  2. Basico permalink
    1 Julho, 2009 16:43

    Filipe Soares Franco, conhecido pelas suas incursoes no mundo do futebol, mostra também as suas ligacoes ao mundo da construcao.

    Construtores dizem que já gastaram 30 milhões no TGV

    A ANEOP (Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas) diz que as empresas já gastaram 30 milhões de euros no TGV. Segundo Filipe Soares Franco, presidente da ANEOP, cada processo de candidatura aos concursos, custa cerca de 7 a 8 milhões de euros.

    “Caso os projectos não avancem teremos que ser ressarcidos”, salientou o responsável.
    Onde se le responsável, deve ler-se chantagista / lobista.

    Assim nao se consegue trabalhar em Portugal!!!

    Gostar

  3. Minhoto permalink
    1 Julho, 2009 16:54

    João Miranda,

    Repare nesta pérola, numa instituição pública, de um dos subscritores do manifesto da despesa pública. É por isso que em matéria de credibilidade nada abona em favor dos “socialistas do século XXI” pois baseiam-se em estados de alma e uma dose patológica de wishful thinking.
    http://www.ces.uc.pt/opiniao/bss/182.php

    Gostar

  4. lucklucky permalink
    1 Julho, 2009 16:56

    O problema fundamental da economia Portuguesa é que o Estado tem demasiado Poder. Se o Estado não tivesse poder para ir aos bolsos das empresas e pessoas sem limites não teriamos endividamento e loucuras. Assim o Estado pode ser várias vezes um Madoff e nenhum Primeiro Ministro ou Ministro das Finanças vai para a cadeia.

    Os limites do que o Estado pode tirar aos cidadãos devem estar incritos na Constituição.

    Gostar

  5. 1 Julho, 2009 16:59

    3 # Minhoto

    Você poupe-nos ao BSS. Toda a agente sabe que se o o BSS gosta, é porque a coisa não presta para nada. SE ele assinou o tal manifesto, então o manifesto não vale um caracol.

    Gostar

  6. Marafado de Buliquei-me permalink
    1 Julho, 2009 17:03

    Já pagaram a guerra colonial ?

    Gostar

  7. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 17:03

    Ó 4:

    “Os limites do que o Estado pode tirar aos cidadãos devem estar incritos na Constituição.”
    Isso e quem é que pode ser “português” e “como” e “porquê”.Pela vontade dos africanizadores, alguns dos quais de origem já se tinha nacionalizado tudo de Marrocos ao Cabo da Boa esperança…

    Gostar

  8. 1 Julho, 2009 17:03

    “Os limites do que o Estado pode tirar aos cidadãos devem estar inscritos na Constituição.”

    O Estado faz o que faz, porque os portugueses permitem. Em Portugal a ideologia dominante é estar protegido pelo estado. Quando se delegam no estado quase todas as coisas, depois a paga é um poço sem fundo de impostos.

    O que é mais ridículo nisto tudo, é que apesar do tamanho do Estado e de haver estatísmo em quase tudo, ainda apareçam por ai uns Louçãs a pedir mais estado e a dizer que a culpa da crise é do “neo-liberalismo”. Ora liberalismo é uma coisa que não existe por cá.

    Gostar

  9. Justiniano permalink
    1 Julho, 2009 17:04

    JM
    O problema fundamental não é o endividamento público mas sim o endividamento com o exterior…
    O problema é que o endividamento público determina, nas actuais condições da economia nacional, mais endividamento com o exterior.
    Só ultimamente o JM considera este endividamento um problema.

    Gostar

  10. PKS permalink
    1 Julho, 2009 17:06

    “…o problema fundamental da economia portuguesa: o endividamento público. …”

    O problema fundamental da economia portuguesa nao e’ o endividamento público. Se o endividamento público fossed endividamento domestico o problema seria de somenos. O problema e’ o endividament do pais (administracao publica, empresas publicas, empresas privadas e cidadaos).

    O resto da posta e’ correto, embora nao seja nada claro que o investimento nas SCUTs, na linha do Norte, na Expo98 e no Euro2004 não tiveram a rentabilidade prometida.

    E’ por causa do endividamento que para Portugal, o PIB e’ um mau indicador e deveriamos cada vez mais olhar para o RNB (ou mesmo o RNL).

    Gostar

  11. Dr. Farofias da Silva permalink
    1 Julho, 2009 17:07

    6,25%.. 6,25%, leram bem – era no tempo do “riquinho” Pedrocas, ate comprou uma esquadrilhas de submarinos, ate parecia que as nossas tropas íam para guerra da Eritreia e, as forçaS vivas do País não se queixavam, o problema é outro e mais complicado

    Vocês sabem do que estou a falar?

    Gostar

  12. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 17:09

    Não existe nenhuma lei que atrapalhe político.Eles tomaram o cuidado de precaver.Por exemplo os corruptos até defensor do Estado têm direito como a Fatinha demonstra…e foi o Guterres que “fez essa lei” maravilhosa…
    Não acredito nos “reformistas” de “dentro” da política.nada farão contra si e é aí que rside boa parte da insustentabiulidade do país.
    Portanto isto tem que dar o “berro” primeiro para o maralhal aceitar soluções mais musculadas e necessárias face ao abandalhamento que criou vícios durante tantos anos… como eesa da secção PS do Limoeiro se transferir para a Gebalis que deveria ter sido extinta…

    Gostar

  13. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 17:13

    11.Dr. Farofias da Silva disse
    1 Julho, 2009 às 5:07 pm
    6,25%.. 6,25%, leram bem – era no tempo do “riquinho” Pedrocas, ate comprou uma esquadrilhas de submarinos, ate parecia que as nossas tropas íam para guerra da Eritreia e, as forçaS vivas do País não se queixavam, o problema é outro e mais complicado

    Vocês sabem do que estou a falar?

    Este bolivariano se fosse o PC a encomendar 20 submarinos à Russia até os pêlos do cu se lhe ericavam, agora como foramencomendados 3 e comprados 2 para manter o mínimo dos mínimos de decência nacional o traidor acha mal…

    Gostar

  14. JoaoMiranda permalink*
    1 Julho, 2009 17:15

    ««O problema fundamental não é o endividamento público mas sim o endividamento com o exterior…»»

    O endividamento com o exterior se for privado não tem problema nenhum. Os privados lá sabem porque é que se endividam e muito provavelmente esse endividamento é racional e sustentável.

    O endividamento público é que cria problemas estruturais porque quem o faz não precisa de ter preocupações de racionalidade ou sustentabilidade.

    Gostar

  15. JoaoMiranda permalink*
    1 Julho, 2009 17:16

    ««Só ultimamente o JM considera este endividamento um problema.»»

    É ler os arquivos. Já escrevi dezenas de posts sobre o assunto.

    Gostar

  16. Minhoto permalink
    1 Julho, 2009 17:17

    Levy,

    Realmente o caso é mais simples do que parece em termos de credibilidade.
    Espanta-me é o facto que faz-se propaganda através de instituições públicas ninguém faz nada. Se alguém com visibilidade publica dá uma opinião nos média privados que contraria os “socialistas do sec.XXI” começa o rodopio dos dervixes dos ditos cujos a cuspir fel, baba e ranho!

    Gostar

  17. Anónimo permalink
    1 Julho, 2009 17:17

    A Diana diz que vai demonstrar o desemprego através de equações diferenciais.

    Gostar

  18. Zus permalink
    1 Julho, 2009 17:17

    Ó João Miranda, esqueça isso. A notícia é que a Ana Gomes se vai candidatar à Câmara Municipal de Sintra. O resto é espuma dos dias. Deixe-nos apreciar o momento.

    Gostar

  19. 1 Julho, 2009 17:21

    16 #

    “começa o rodopio dos dervixes dos ditos cujos a cuspir fel, baba e ranho!”

    Estamos fartos de assistir a isso noutro sitio. Isso que você escreveu só demonstra o quão democratas eles são: por de trás de umas frases aparentemente simpáticas, esconde-se o mais vil dos totalitarismos.

    Gostar

  20. lucklucky permalink
    1 Julho, 2009 17:22

    “O problema fundamental não é o endividamento público mas sim o endividamento com o exterior…”

    Que raio de argumento é este? Você deve, deve. O problema é dever. Em qualquer dos casos para pagar a conta aumenta-se os impostos ou camufula-se com taxas.

    “Os limites do que o Estado pode tirar aos cidadãos devem estar incritos na Constituição.”
    “O Estado faz o que faz, porque os portugueses permitem. Em Portugal a ideologia dominante é estar protegido pelo estado. Quando se delegam no estado quase todas as coisas, depois a paga é um poço sem fundo de impostos.”

    Sim porque a cultura é de dar o poder económico todo ao Estado. A formação do Estado Moderno é recente e este problema ainda não se tinha posto. Por isso os Founding Fathers da Constituição Americana não o colocaram sequer- apesar de terem sido tarifas/impostos criar a América, ainda pensavam que as pessoas resistiriam aos avanços do Estado e a sua capacidade para corromper e dividir as pessoas.

    Gostar

  21. Justiniano permalink
    1 Julho, 2009 17:24

    JM
    Já escreveu dezenas de posts sobre o endividamento público mas não sobre o endividamento externo.
    Aliás o JM sempre desconsiderou o deficit externo.
    Hoje o facto de encontrar mais opiniões concordantes em relação à problemática do endividamento público ocorre simplesmente porque este reflecte endividamento externo.
    Se colocar o problema na Alemanha ou Japão a discussão seria mais alongada na parte relativa ao mérito ou demérito de tal investimento e não quanto ao efeito de tal investimento no endividamento público cuja proporção relativa ao PIB ultrapassa o nosso caso.

    Gostar

  22. PKS permalink
    1 Julho, 2009 17:24

    Miranda dixit: ” endividamento com o exterior se for privado não tem problema nenhum. Os privados lá sabem porque é que se endividam e muito provavelmente esse endividamento é racional e sustentável.”

    Quando tiveres tempo explica-me porque razao a Letonia esta no estado lamentavel em que esta, sabendo que os problemas comecaram como um enormissimo endividamento externo, sabendo que o governo tinha um defice muito pequeno e uma divida infima.

    Endividamento racional, pois.

    Gostar

  23. 1 Julho, 2009 17:25

    #15.
    “Já escrevi dezenas de posts sobre o assunto.

    Está a ser modesto.
    Acho que foram centenas.

    Gostar

  24. Justiniano permalink
    1 Julho, 2009 17:28

    PKS!
    O caso da Islandia….
    O facto de não vivermos risco cambial poupa-nos a agruras mais graves mas esquecemo-nos do empobrecimento contínuo que este desiquilíbrio provoca.

    Gostar

  25. JoaoMiranda permalink*
    1 Julho, 2009 17:29

    ««Quando tiveres tempo explica-me porque razao a Letonia esta no estado lamentavel em que esta, sabendo que os problemas comecaram como um enormissimo endividamento externo, sabendo que o governo tinha um defice muito pequeno e uma divida infima.»»

    A Letónia teve um crescimento baseado no investimento estrangeiro. Com a crise algum desse investimento sai. A Letónia não está em estado lamentável nenhum. Limitou-se a perder parte do investimento que tinha tido. Ganhou 100 ao longo dos anos e agora perde 10. Daqui a 2 ano volta a crescer taxas com que Portugal nem sonha. A diferença é que enquanto em Portugal o peso no Estado é um problema estrutural, na Letónia a saída de investimento estrangeiro é um problema conjuntural. Idem para a Iralanda e para a Islândia.

    Gostar

  26. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 17:29

    O minimo dos minimos da decência nacional mantinha-se com frota de superfície. Pegando num exemplo que de certeza lhe será grato, se por aí vier um insuflável carregadinho de monhés pretos e russos (e quejandos) prontos para invadir isto e para me roubar o cobiçado emprego na venda de flores / soldagem a hidrogénio / carregamento de baldes de massa, não há-de ser com um torpedo que os apanha, não é?

    Isto de obras e gastos estúpidos há pa todos. Olhe, e ainda no tempo do Portas, a esquadra da PSP da Damaia contava com UM Land Rover (para patrulhar aqueles meninos todos) e com dois fiats Tempra (se bem me lembro) encostados à boxe e a cair de maduros.

    Ainda me perguntava, nessa altura, se o submarino acostava no 6 de Maio (ali como quem vem do Estrela de Africa) para patrulhamento ou se tinha de ir dar a volta por cima pelo Estreito de Bering.

    Às vezes, a decência nacional consiste em meter o rabo entre as pernas e ficar bem caladinho.

    Gostar

  27. 1 Julho, 2009 17:30

    2 questões:

    O principal problema é o endividamento externo, publico ou privado.

    As SCUTs, defendidas pelo blasfemo JCD, provam a natureza nefasta do neo-liberalismo. João Miranda ao critica-las e aos respectivos agentes privados promotores vai na direcção correcta, tal como criticam o PCP e BR. O estado não deve patrocinar PPP porque é uma maneira encapotada de transferir riqueza para grandes grupos privados e nada tem de liberal, defensosr da concorrência ou dos contribuintes.

    Gostar

  28. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 17:31

    Hmm, bem, isto é que vai praqui uma postagem, eh? O meu ultimo dirigia-se ao Sôr Pagador.

    Gostar

  29. JoaoMiranda permalink*
    1 Julho, 2009 17:34

    ««Já escreveu dezenas de posts sobre o endividamento público mas não sobre o endividamento externo.»»

    Como já expliquei, o endividamento externo não é um problema. É quanto muito um sintoma do problema da despesa pública, esse sim estrutural.

    ««Hoje o facto de encontrar mais opiniões concordantes em relação à problemática do endividamento público ocorre simplesmente porque este reflecte endividamento externo.»»

    É exactamente ao contrário. O Estado, enquanto agente dominante, tem vindo a sobreaquecer a economia durante anos. Isso causa aumento do consumo interno e favorece algum endividamento externo privado. Mas não é o endividamento externo que é o problema, nem é possível solucionar o problema por aí, até porque o Estado só tem controlo sobre as suas próprias contas, não pode andar a vigiar os privados que se endividam.

    ««Se colocar o problema na Alemanha ou Japão a discussão seria mais alongada na parte relativa ao mérito ou demérito de tal investimento e não quanto ao efeito de tal investimento no endividamento público cuja proporção relativa ao PIB ultrapassa o nosso caso.»»

    Tanto o Japão como a Alemanha têm peso do Estado excessivo. Têm o mesmo problema que nós, com a diferença que o suportam melhor porque são mais desenvolvidos.

    Gostar

  30. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 17:41

    Gonçalo disse
    Ó 26
    Não misture alhos com bugalhos.A africanização não é só devda a importar pretos.É também a andar para trás ao encontro da mãe africana…
    A arma submarina para o país com o maior mar da europa é fundamental para dissuadir um mínimo dos mínimos.Seja a quem for.Custam muito?Que poupem nos 30000 pobres que aumentam à carga todos os anos e que só darão problemas…

    Gostar

  31. 1 Julho, 2009 17:42

    Essa crítica é extensível ao manifesto dos 28. Eles limitam-se a referir o problema do endividamento, sem nunca dizerem como o vão combater. Nem podiam fazê-lo, já que vários passaram pelo governo e só agravaram o problema. Defender, apenas, o estímulo aos “sectores exportadores”, é o mesmo que dizer que tudo vai ficar na mesma- que sectores são esses, que ainda não recebem apoio? Gostava era de ver propostas sobre a reorganização daquelas actividades que nos podem permitir reduzir as importações.

    Gostar

  32. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 17:47

    Hoje em dia a prioridade será a de diminuir os custos da “representatividade” popular.Se medida convenientemente facilente chegariam à conclusão que só por isso o país seria inviável.Quer-se dizer não produz para alimentar tanto “governo”
    A massa cinzenta libertada teria que arranjar outra maneira de “produzir ” a sua e nossa riqueza…

    Gostar

  33. Dr. Farofias da Silva permalink
    1 Julho, 2009 17:49

    http://weber.blogs.sapo.pt/217022.html

    Vocês sabem do que estou a falar

    Gostar

  34. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 17:50

    E são tantos e em demasia mas ainda arranjam um nicho de “pareceres” para poderem governar…e com os resultados à vista.
    Não sou dos que atribuem só as culpas aos xuxas não senhor.Muito barão escondido com rabo de fora nos outros partidos do arco do poder…
    Estou à espera das soluções milagrosas de governo alternativas…

    Gostar

  35. Dr. Farofias da Silva permalink
    1 Julho, 2009 17:53

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389076&idCanal=12

    Voces sabem do que estou a falar

    Gostar

  36. lucklucky permalink
    1 Julho, 2009 17:55

    As maioria das pessoas aqui continuam a falar da do telhado quendo nem os alicerces estão projectados…

    Um exemplo:”Gostava era de ver propostas sobre a reorganização daquelas actividades que nos podem permitir reduzir as importações.”

    Acha que há alguém ou organisação que sabe reorganisar o que quer quer seja assumindo que teria poderes para tal?
    Um típico salazarista dos planos de fomento.

    Os portugueses pensam diferente, competitivos, querem aprender a fazer mais e melhor ou são destruídos desde pequenos numa cultura normalizadora da Escola Socialista? Como raio quer dinamismo, invenção, risco, derrota, levantar-se outra vez, eventual sucesso , quando a Escola Socialista é o contrário de tudo isso?

    Gostar

  37. Basico permalink
    1 Julho, 2009 17:55

    A unica maneira de resolver o “Problema Portugues” é mandando vir o FMI.

    É so uma questao de tempo, se o queremos cá agora, ou mais daqui a uns anos.

    Quanto a questao do problema ser o endividamento externo, versus o externo, isso nao é verdade.

    Ambos sao problematicos para um país que nao tem controlo sobre a sua moeda.
    Se portugal ainda tivesse o escudo, a nossa divida já estava em nível de junk e a moeda mais do que desvalorizada, ou seja, estávamos safos da nossa divida externa.
    Como portugal aderiu ao Euro, nao podemos fazer o junk da divida ou partir a moeda toda, temos mesmo que honrar os nossos compromissos, uma chatice bem sei. Como nao fizemos um reboot da maneira como os nossos governantes nos governam (estilo Zimbabue), estamos lixados.
    É so uma questao de tempo.

    Gostar

  38. Basico permalink
    1 Julho, 2009 17:56

    externo vs interno, digo

    Gostar

  39. Justiniano permalink
    1 Julho, 2009 17:57

    JM
    25 – wishfull thinking…predistigitação…
    29 – “porque são mais desenvolvidos”. Exactamente porquê!? Ajudará o facto de sempre terem preferido consumir produção nacional!? De terem tido políticas de investimento industrial imensamente apoiadas pelo Estado!? De tais políticas os colocarem na posição de credores líquidos com a consequente vantagem da abundancia de recursos que daí advêm para manter os investimentos na capacidade produtiva das suas economias!?

    Gostar

  40. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 18:00

    Os xuxas têm que consultar os seus amigos chineses que nunca se enganam nem têm dúvidas.Afinal são a “fábrica do mundo” tendo arrumado o calçado e os lanifícios em portugal…

    Gostar

  41. Dr. Farofias da Silva permalink
    1 Julho, 2009 18:01

    Vocês sabem do que estou a falar

    Gostar

  42. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 18:04

    #30

    Épa, Pagador, não é que não tenha razão, mas não dissuade uma lancha rápida com 4 motores de 200cv com submarinos a gasóil… digo eu. Principalmente quando a frota de superfície é mais velha que a própria definição de obsoleto e tem mais corrosão que a moral de sete castas de p**as.

    Já para não falar da estrutura do país. Continuando cas metáforas trágico-marítimas, de que vale um canhão à maneira quando o navio mete água por todo o lado? E quando se quer remendar o barco, se vier aí um gajo (ainda com a broca na mão) a dizer que não há mais guito prós remendos, o que é que se faz?

    Faz-se o que se tem de fazer e arreia-se a vela ou espera-se que o barco se afunde, mas com o dinheirinho guardadinho, poupadinho, no bolso?

    A questão é, como lhe disse, que todos, TODOS, fazem, fizeram (e, pelo andar da carruagem, farão) gastos estúpidos. O problema não é gastar – pelo contrário, que ninguem faz omeletas sem ovos, os milagres têm reserva de propriedade e ainda a MFLeite me há-de explicar como raio é que se investe / impede que vá ao fundo um negócio / país sem gastar muito dinheiro – o problema é gastar, fazer asneira e ainda ter a lata e a pouca vergonha de vir criticar os outros, ou os que apresentam caminhos alternativos.

    O nosso problema, Pagador, somos nós. BMWs, LCDs, outros acrónimos e mais o caraças, mas trabalhar tá quieto. E assim que aparece um tosco qualquer a dar-nos a volta com palavrinhas dengosas, caimos que nem patos.

    Gostar

  43. JoaoMiranda permalink*
    1 Julho, 2009 18:06

    Caro Justiniano,

    Não percebi o seu argumento em relação ao #25. Parece-me que o Justiniano confunde problemas conjunturais de economias flexíveis (Letónia, Irlanda, Islândia) com economias com problemas estruturais (Portugal).

    ««Exactamente porquê!? Ajudará o facto de sempre terem preferido consumir produção nacional!?»»

    Alemanha e Japão são países desenvolvimento porque cresceram a taxas elevadas entre 1945 e 1990. Porque é que isso aconteceu? Liberdade económica, por serem industrilizados desde o século XIX, por os agentes privados não estarem sobrecarregados de impostos presentes e futuros, por lhes valer a pena investir, por terem crescido antes de criarem um Estado grande etc.

    ««De tais políticas os colocarem na posição de credores líquidos com a consequente vantagem da abundancia de recursos que daí advêm para manter os investimentos na capacidade produtiva das suas economias!?»»

    Recursos para investimento há sempre, desde que os projectos sejam rentáveis.

    Gostar

  44. Basico permalink
    1 Julho, 2009 18:08

    Desde o boom dos fundos comunitários que nos temos especializado em Importacoes.

    As poucas exportacoes de monta aconteceram pq uns xicos espertos estrangeiros viram que o pessoal aqui trabalhava barato e meteram cá umas fabricas, que duraram enquanto a europa nao alargou ao leste. quando isso aconteceu, o nosso caracter ultra-periferico e as mas redes de comunicacao para a Europa (passaram mais de 25 anos desde que entramos na europa) meteram um ponto final nestas estrategias de low cost.

    Acabou-se a mama, estamos lixados.

    O que dizer de um país cujo ponto alto da tecnologia é um computador importado (magalhaes).

    Gostar

  45. Igor permalink
    1 Julho, 2009 18:14

    Ainda vão ver quem vai ganhar as próximas eleições se nmão for o BE vai ser o PS mais BE e aí vão ver como fica a direita cá em Portugal, o PCP já foi, a direita vai ser a próxima, se se preocupassem em promover empregos em vez da concentração da riqueza nas maos de alguns banqueiros é que fazia bem, vamos a ver nas LEGISLATIVAS, VIVA O BE!!

    Gostar

  46. Anónimo permalink
    1 Julho, 2009 18:23

    JM, concordo com o essencial, mas acho que a Expo98 é i
    um péssimo exemplo. É dos raros casos onde o retorno embora difícil de calcular parece significativo. Turismo de negócios, congressos, city-breaks, etc. Basta olhar para os números.

    Gostar

  47. Basico permalink
    1 Julho, 2009 18:24

    O Igor, a seguir a sua logica devo admitir que preferia ter deixado cair os bancos de retalho, priviligiando um investimento em?

    Quando fosse comprar a sua casa, ou comprar um automovel, e assumindo que o faria com dinheiro de outrem, estava a pensar a pagar com Cabras, Bodes, Garrafas de Cerveja?

    Gostar

  48. Basico permalink
    1 Julho, 2009 18:25

    47# a expo só deu lucro porque se encheu aquilo de prédios…

    Gostar

  49. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 18:29

    #45 Pergunte ao Cavaco, Basico

    🙂

    Ou então pergunte-se a si mesmo por que raio é que, no mesmo post, é capaz de dizer bem de duas ou tres medidas do Sócrates e fecha com chave de ouro a revelar, ao mesmo tempo, a solução para o nosso problema de longa data e o nosso espiritozinho tacanho e atávico.

    Em 4 anos – e declaradamente à papo-seco, é certo – tentou-se mudar o nosso triste destino de cosedores de sapatilhas, cortadores de rolha e tecedores de texteis de segunda.

    As Novas Oportunidades (e demais tentativas de reestruturação do Ensino) e o desgraçado do Magalhães, a porra do TGV e a mudança de perfil de exportações, por mais cheias de defeitos que estejam, foram e serão o alvo de chacota aqui dos chicos-espertos que todos nós somos.

    Primeiro estranha-se, depois espera-se pacientemente que algo falhe, ou que algo não corra bem, para se começar a zurzir. Depois, todos parecemos o rei da cocada preta, o gajo que “apontou o defeito”, que “não deu ouvidos”, que foi mais esperto que todos. O que não “cedeu”, o que “bem nos tinha avisado”, o farol de clarividência no meio da obscuridade intelectual. Mudar é que tá quieto.

    Fazer algo por mudar é que está ainda mais quieto. É muito mais fácil atirar umas postas.

    Agora, que se acabou a mama, como é que vai ser? Então e se agora a gente deixasse de investir – e desse o carcanhol todo às PMEs, esses valorosos passadores de facturas e sustentáculos da rede comercial da BMW, Mercedes e Audi – a ver onde isto vai dar? Bora!

    Gostar

  50. 1 Julho, 2009 18:29

    Parabéns por mais este magnífico post, JM.
    Ainda ontem vi na TVI24 um tal Pureza debitar uma série de disparates em defesa do insensato Manifesto dos 51.
    Não se enxergam, estes candidatos a coveiros do país.

    Gostar

  51. 1 Julho, 2009 18:29

    lucklucky:

    Quem nada tem para dizer, o melhor é ficar calado.Sabe o que foi o “New deal”? Foi “salazarista”? Sabe o que foi o “milagre económico” japonês do pós-guerra? Foi salazarista? Ou será que salazarista é arranjar desculpa em papões como a sua “educação socialista”. Sabe quantos anos de governos socialistas tivemos? E dos outros?

    Gostar

  52. Anónimo permalink
    1 Julho, 2009 18:31

    #49 Eu n estou a falar do lucro ou prejuízo da Expo em sim, estou a falar do impacto da Expo no sector do turismo em Lisboa. Que foi muito grande. É um mau exemplo neste contexto, porque a Expo ao contrário da maioria destes projectos de despesa publica, a Expo trouxe efectivamente um grande retorno.

    Gostar

  53. Basico permalink
    1 Julho, 2009 18:34

    #50
    Vamos entao ser os percusores de coisas realmente modernas, o primeiro país a exportar via TGV. praque usar comboios de mercadorias, “lentos”, como todos os outros países do mundo?

    Novas Oportunidades?

    As PME sao o grosso do tecido economico do país. Pergunte na alemanha onde é que está o motor da economia deles, onde é que eles focam o investimento.

    Gostar

  54. JoaoMiranda permalink*
    1 Julho, 2009 18:38

    ««JM, concordo com o essencial, mas acho que a Expo98 é i
    um péssimo exemplo. É dos raros casos onde o retorno embora difícil de calcular parece significativo. »»

    A Expo98 começou por ser anunciada como um negócio lucrativo per si. Ou seja, os bilhetes da exposição e os lucros do imobiliário seriam suficientes para pagar o investimento. Deu prejuízo, mesmo com o Governo Guterres a comprar edifícios no Parque, abandonando outros no centro da cidade.

    ««Turismo de negócios, congressos, city-breaks, etc. Basta olhar para os números.»»

    Os números não provam que existe uma relação de causa efeito entre o turismo e Expo98. Basta ver que o turismo aumentou no Porto, e não foi por causa da Casa da Música ou de outras coisas do género.

    A Expo98 teve um custo de oportunidade imenso. Desviou recursos de outros pontos da cidade para ali. Investimentos alternativos poderiam ter um as mesmas externalidades para o turismo, com a vantagem de poderem ter rentabilidade de per si. Investimentos alternativos poderiam facilmente ser contribuintes líquidos de impostos directos em vez de terem sido receptores de impostos.

    Gostar

  55. 1 Julho, 2009 18:40

    Caro JM #25

    O problema da Letónia é bem mais complexo!
    .
    ccz

    Gostar

  56. Pifas permalink
    1 Julho, 2009 18:43

    Os blasfemos já apresentaram a declaração de interesses? Não anda por aí gente subsidiada, avençada ou de outro modo conivente com o desbaste do erário público? Se o fizeram peço-lhes que coloquem aqui o link por favor (dou de barato as prestações do CAA na televisão estatal).

    Quanto ao deficit das empresas privadas:

    na verdade é a conta do endividamento das empresas mal paridas e mal geridas que grande parte dos vários deficits se alimentam (no conluio entre a política e a finança).

    Gostar

  57. Dr. Farofias d'Silva permalink
    1 Julho, 2009 18:49

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1330851

    Vocês sabem do que estou a falar

    Gostar

  58. 1 Julho, 2009 18:59

    Bem visto, Dr. Farófias d’Silva. Um bom exemplo da “educação socialista” com que alguns mascaram a inoperância e uma boa explicação para o desinteresse na reorganização dos sectores- para quê, se têm garantidos negócios desses?

    Gostar

  59. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 19:04

    43.Gonçalo disse
    1 Julho, 2009 às 6:04 pm

    Os submarinos nada têm a ver com as misérias que refere.Até porque existem estaleiros nacionais que se fossem geridos com saber tinham equipado a marinha e apresentavam produtos para venda.É o que os outros países evoluidos fazem.Constroem, usam uns tempos e vendem ainda bons mantendo aos estaleiros sempre em funcionamento.Mas como isso não dá comissões…
    Agora quanto a despesas pessoais cada um sabe de si.Eu mesmo que quisesse o fisco não deixa oportunidade.Mas também lhe digo que nunca ninguém me vai ir às poucas massas com uma merdosa lei qualquer.No 25 disse para os meus botões que nunca mais me iriam apanhar de surpresa…

    Gostar

  60. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 19:06

    #54

    O TGV não tem nada a ver com exportações e o Basico, malgrado o nome, bem o saberá. Neste momento, interessava fazer nem que fosse o raio de um galo de barcelo titânico, ou um frade das Caldas com um galhardete do tamanho do Minho.

    As PME são, realmente, o grosso do tecido económico do país. Mas não há nenhuma grande empresa que não subcontrate. E é da subcontratação, da empreitada, da comunicação, da logística, dos almoços, das fardas, dos equipamentos industriais, dos seguros, dos cafés, das roulottes, das empresas de aluguer de casas-de-banho portáteis, dos vendedores avulsos de banha da cobra, todos eles à roda das grandes empresas e dos grandes projectos de que depende o tal tecido económico. Se der um bife (ou seja lá o que elas comem) a uma rémora, ela nem sabe o que lhe há-de fazer…

    Quer um pequeníssimo exemplo?

    Peça 3 orçamentos para uma parede em pladur em sua casa. Desses 3, veja quantos é que lhe dizem que “se quiser facturinha, são mais 20%”. Agora pegue nesses três e ponha-os a trabalhar prá Mota Engil, prá Somague, pró raio-que-os-parta, e veja lá se perde o rasto ao dinheiro.

    Quer outro?

    Quantas empresas é que dependem da PT? Ou da Galp? Quantas agências de publicidade, quantas gráficas, quantos ateliers, quantos vendedores de porta em porta, quantos pequenas bombas de gasolina na provincia, quantos subcontratados para lhe ir montar a tvcabo a casa, quantas empresas de transporte é que andam a mamar da sua assinatura mensal ou dos seus 20 euros de gasóleo?

    Pensar que é a injectar (ainda mais) dinheiro nas PMEs que isto se safa é andar à procura de óculos com eles postos. É estar a prendê-los a ainda mais crédito e, claro, a continuar a alimentar a dependência de factores externos (e a mama do estado) em vez de valores como o trabalho e a inovação.

    O trabalho faz-se trabalhando. E por mais que custem as obras faraónicas do Socrates, é o preço a pagar por um país com viabilidade.

    Gostar

  61. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 19:08

    António Costa
    O ministro da Administração Interna de José Sócrates apanha o “dossier” SIRESP numa altura em que Daniel Sanches já tinha feito a adjudicação ao único consórcio que apresentou uma proposta, a SLN. António Costa pediu vários pareceres sobre o SIRESP e foi apoiado num, da Procuradoria-Geral da República, que decretou nula a adjudicação feita por Sanches. Como o concurso continuava válido não podia anulá-lo, mas podia simplesmente optar por não adjudicar o sistema à SLN, considerando que a proposta feita não era satisfatória. Não foi essa a sua decisão e voltou a renegociar o contrato, conseguindo descer o preço em cerca de 50 milhões de euros depois de prescindir de algumas funcionalidades do sistema.

    Quer-se dizer fez um bocadinho de teatro…

    Gostar

  62. lucklucky permalink
    1 Julho, 2009 19:09

    Quem nada tem para dizer, o melhor é ficar calado.Sabe o que foi o “New deal”?

    Sim, foi um desastre. Quase sete anos depois ainda tinha 14% de desemprego. Caso não saiba a última depressão americana foi em 38 não em 29. A não ser que haja um avanço tecnológico que camufule o desastre os próximos anos vão ser de solavancos isto na melhor das hipóteses.

    Foi “salazarista”?

    Não está mal , foi o mais próximo que um Governo Americano teve de ser Fascista e a América ainda não recuperou totalmente desse tempo.

    “Sabe o que foi o “milagre económico” japonês do pós-guerra? Foi salazarista? Ou será que salazarista é arranjar desculpa em papões como a sua “educação socialista”. Sabe quantos anos de governos socialistas tivemos? E dos outros?”

    O milagre Japonês começou com a humildade. A arrogância dos Governos levou ao desastre das obras públicas japonesas!

    Papões? Não há Liberdade de escolha na Educação logo é óbviamente socialista.
    Deixe-me ver… Quais Governos Socialistas, todos do PC ao CDS! Todos acreditam que os Portugueses sejam incapazes. A Nomenklatura é que está certa.
    Até um Banco Estatal, uma Empresa de Comunicações com Golden share, 50% das licenças de TV em sinal aberto estão nas mãos do Estado no Séc XXI! Os Portugueses não podem escolher a escola dos filhos nem o Hospital. E ninguém nos Partidos é contra. É claro que não é aí que está a corrupção legal. Por isso têm todos Comunista,Esquerda ou Social(ista) no nome para mascarar sobre palavras bonitas o que querem.

    Quando há evoluções tecnológicas suficientes e demografia a economia cresce seja onde fôr:Primitiva, Clássica,Medieval,Esclavagista é preciso que o Governo seja muito destrutivo para tirar isso. Hmm… isto deve levar a pensar…

    Gostar

  63. lucklucky permalink
    1 Julho, 2009 19:15

    “O trabalho faz-se trabalhando. E por mais que custem as obras faraónicas do Socrates, é o preço a pagar por um país com viabilidade.”

    Hehe um suicida. Pois o Betão de Cavaco aumentou o endividamento, depois veio a Paixão de Guterres(contra o mau Betão Fascista de Cavaco) mais endividamento, depois o Betão(cheira a rosas e é de esquerda por isso bom) de Sócrates. Entretanto o País está na bancarrota por isso vamos gastar faraónicamente mais. Desta vez é que vai ser!

    Gostar

  64. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 19:19

    Amigo Pagador…

    Daniel Sanches

    Magistrado do Ministério Público desde 1973, Sanches foi director adjunto da PJ entre 84 e 88. Passou ainda pela direcção do SEF entre 88 e 94, ano em que se tornou director do Serviço de Informações de Segurança. Em 2000 larga todos os cargos na administração pública para se tornar consultor e administrador de empresas no grupo Sociedade Lusa de Negócios (SLN), ao qual, a 23 de Fevereiro de 2003 – na qualidade de ministro da Administração Interna do Governo Santana Lopes e três dias depois de perder as eleições legislativas -, adjudica um contrato de 538,2 milhões de euros. No grupo SLN foi administrador da Pleiade, presidente da Vsegur e secretário da assembleia geral do BPN.

    E o problema é do Costa? E eu a pensar que a conversa era a sério…

    (nota – esta história foi muito bem investigada e explicada pela TVI há que tempos, que levantou as lebres todas e chamou os bois todos pelos nomes. Se o Publico só hoje reparou é porque deve estar desesperado…)

    Gostar

  65. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 19:21

    E as centenas de milhar de africanos aí estão à espera das obras…

    Gostar

  66. Ulf Cegrell permalink
    1 Julho, 2009 19:22

    ««As Novas Oportunidades (e demais tentativas de reestruturação do Ensino) e o desgraçado do Magalhães, a porra do TGV e a mudança de perfil de exportações, por mais cheias de defeitos que estejam, foram e serão o alvo de chacota aqui dos chicos-espertos que todos nós somos.»»

    Segundo este iluminado apesar de estarem cheia de defeitos (obrigado pela informação) éramos todos obrigados a aplaudir as medidas da tanga do pinócrates, o grande planificador da nossa economia.

    Tirem as mãos dos bolsos dos Portugueses!

    Gostar

  67. Pagador permalink
    1 Julho, 2009 19:24

    Gonçalo disse
    Ó 65
    O Costa teve ou não a faca e queijo na mão?Pode ou não emendar?Não o fez porque existe bloco central.Na prática.Todos mamam…

    Gostar

  68. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 19:27

    Onde o Cavaco devia ter apostado não apostou, apesar da mama dos fundos de coesão. Ao Guterres faltaram as gónadas (e o consenso parlamentar, amiguito, não se esqueça dos eternos bloqueios e das eternas cedências) e ao Sócrates falta juízo.

    Mas está aí a esquecer-se de um pormenorzinho durante uns anitos, não? Ou isto esteve em auto-gestão?

    Aliás, foi tão bom tão bom tão bom que o pessoal nem deu ao PS a maior vitória de sempre (com um chouriço da beiras ao leme).

    Mas, suicida ou não, continuo a dizer que não é, com certeza, a estancar o investimento e a vender os anéis que lá vamos. Quando o negócio não corre de feição, ou se fecha a loja ou se gasta mais dinheiro… e mal por mal, antes suicida que derrotado.

    Gostar

  69. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 19:29

    #65

    Ora agora é que chegou onde eu queria chegar 🙂 Para quê atacar um quando à tanta canela onde morder?

    Gostar

  70. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 19:35

    #67 Ulf,

    para alguém que nem um nick português tem (falta de auto-estima ou tinha a posta aí entalada?), fala muito sobre os nossos bolsos. Felzimente, ainda sei ver defeitos e distinguir o que se fez bem e o que se fez mal. Por isso é que, em vez de alinhar na bitola, ainda consigo falar sem balir o que todos os outros balem.

    E, já agora, as medidas que não são de tanga são as quais? São as da Manela, do Paulo, do Jerónimo ou do Chico?

    #66 Pagador

    Arreie-lhe com os submarinos 😉

    Gostar

  71. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 19:37

    #70 *envergonhadamente substituo o “À” por um “HÁ” e espero que ninguém repare*

    Gostar

  72. 1 Julho, 2009 20:01

    “As SCUTs, defendidas pelo blasfemo JCD, provam a natureza nefasta do neo-liberalismo.”

    Nunca defendi SCUTs, não vejo como é que as SCUTS provam o que quer que seja, muito menos ‘neo-liberalismos’, e mesmo o adjectivo é duvidoso.

    Gostar

  73. 1 Julho, 2009 20:02

    # 63
    “Deixe-me ver… Quais Governos Socialistas, todos do PC ao CDS! Todos acreditam que os Portugueses sejam incapazes. A Nomenklatura é que está certa”.

    Estamos conversados sobre o salazarismo…

    Quanto à sua relação mecânica entre desenvolvimento tecnológico e crescimento económico, acredito que recuse a ideia de que o mundo nunca teve tanta tecnologia. Assim como deve discordar que tecnologia, crescimento e emprego não têm uma relação inevitavelmente directa. Ao fim e ao cabo, o lucklucky acredita que vive num mundo governado por socialistas (ou comunistas, ou lá o que é)e só por isso há corrupção,desemprego, etc.

    Só para terminar:no “meu mundo” (Portugal), eu escolhi a escola onde andam os meus filhos.

    Gostar

  74. 1 Julho, 2009 20:03

    “Essa crítica é extensível ao manifesto dos 28. Eles limitam-se a referir o problema do endividamento, sem nunca dizerem como o vão combater.”

    Uma maneira de o combater é não o agravar, que é justamente o que sugerem.

    Gostar

  75. lucklucky permalink
    1 Julho, 2009 20:06

    “Mas, suicida ou não, continuo a dizer que não é, com certeza, a estancar o investimento e a vender os anéis que lá vamos. Quando o negócio não corre de feição, ou se fecha a loja ou se gasta mais dinheiro… e mal por mal, antes suicida que derrotado.”

    Eantão continuar a dar Poder áqueles que nos levaram onde estamos. Brilhante.

    A última frase é aliás uma pérola que demonstra bem o Romantismo dos Estatistas, o 8 ou 80. Ser derrotado faz parte da vida, aprende-se com os erros e corrige-se. Ser suicida não tem correcção possível, não há saber, nem vontade de aprender . É apenas emoção, o contrário da racionalidade. A sua frase demonstra bem como o Socialismo é apenas uma fezada.

    Gostar

  76. 1 Julho, 2009 20:11

    JM,

    sobre este manifesto dos 51 magníficos, fiz um pouco de tratamento de dados para perceber quem são e o que fazem. O resultado é este:
    http://fliscorno.blogspot.com/2009/07/os-51-magnificos.html

    Gostar

  77. lucklucky permalink
    1 Julho, 2009 20:27

    “Estamos conversados sobre o salazarismo”

    O Salazarismo não foi o Paternalismo de uma Nomeklatura sobre uma Sociedade? No que é que é diferente esta sociedade que teve esperar mais de 10 anos desde o 25 de Abril e de lutar contra toda a Esquerda para conseguir 2 meros canais de TV em sinal aberto?

    “Quanto à sua relação mecânica entre desenvolvimento tecnológico e crescimento económico, acredito que recuse a ideia de que o mundo nunca teve tanta tecnologia.”

    Porquê?

    ” Ao fim e ao cabo, o lucklucky acredita que vive num mundo governado por socialistas (ou comunistas, ou lá o que é)e só por isso há corrupção,desemprego, etc”

    Sim cada vez mais no Ocidente. Como não há limites ao que os Estados podem extorquir das pessoas . Se o Estado tivesse muito menos Poder nunca teríamos tido o Nacional-Socialismo ou o Estado Novo por exemplo. A estrutura de poder é tal que basta aparecer alguém com circunstâncias a favor para se tornar facilmente num ditador.

    “Só para terminar:no “meu mundo” (Portugal), eu escolhi a escola onde andam os meus filhos.”

    Só porque tem dinheiro para pagar a escola pública via impostos mais a privada.

    Gostar

  78. Anónimo permalink
    1 Julho, 2009 20:45

    o problema do país são os “gerentes” , recebem milhares de euros apenas por redistribuir a colecta , roubam , gastam o restante mal gasto , saem na maior sem que ninguém lhes exija responsabilidades. granda cena a democracia representativa , faz-me lembrar os pescadores e a lota.

    Gostar

  79. Pi-Erre permalink
    1 Julho, 2009 21:31

    Estamos a assistir à sovietização do país.

    Gostar

  80. Basico permalink
    1 Julho, 2009 23:10

    O que eu acho piada nisto tudo e que a conversa se poderia resumir da seguinte forma:

    O teu cancro e pior que a minha sida.

    ou qq coisa do genero.

    Os anos do cavaco – uma mxrda – andou prai a fazer umas estradas a pressa, todas terminadas 150% acima do orcamento, enchendo os bolsos aos amigos. criou o espaco que todas as corporacoes quizeram para se fazer a vida (medicos, enfermeiros, professores, juristas,etc.) foi neste periodo que se comecou a matar o sector privado
    Os anos do guterres – pior ainda, nem a dar dinheiro o gajo era bom
    Os anos do durao/santana – nao ha palavras, ainda tentaram fazer umas reformas, endireitar o barco, mas o dinheiro de bruxelas e um pais sem governo/povo ingovernavel falaram mais alto
    Anos do Socrates – nada, copiar umas ideias do que se fazia la fora, muito marketing politico, nao executou absolutamente nada, encheu-nos de dividas e problemas.

    Agora, e escolher, mais do mesmo, um homem completamente desfasado do mundo real, e uma senhora de 70 anos com um curriculum no poder nada recomendavel.

    Venha o diabo e escolha.

    Gostar

  81. Basico permalink
    1 Julho, 2009 23:14

    Relativamente as SCUT e PPPs, elas existem por duas razoes:

    1 – endividamento do estado de uma forma encapotada
    2 – enganar meia duzia de empresas, faze-las pensar que sao boas, eficientes e rentaveis, enchendo os bolsos dos seus gestores durante o processo.

    Alternativas?

    Nao ha, o estado ja nao se pode endividar mais, e o estado, como o passado mostrou, e o pior gestor de obra do pais. gajo que tenha ganho um concurso ao estado e nao tenha conseguido cobrar 200% do valor do caderno de encargos e parvo ou vai pro ceu.

    Gostar

  82. Gonçalo permalink
    1 Julho, 2009 23:21

    #76

    E não é exactamente isso que defende o meu caro Luckyluke? Ou acha que 4 anos são o suficiente para que nos esqueçamos da total falta de engenho para reverter o estado ruinoso do país (e nem me ponha a falar do Guterres, porque lhe atiro com o Cavaco e só acabamos no D.João II – convenhamos o ultimo político decente que tivemos)?

    De qualquer modo, o que se discute aqui são soluções para a crise e, para todos os efeitos, parece-me necessário apostar numa política de investimento e não de uma de contenção. Para ser mais preciso, entre a gestão da MFL (a qual já vimos na pele que não funciona) e a gestão do Sócrates (que nos vai endividar mas, ao mesmo tempo, impede o colapso da economia), prefiro a deste ultimo.

    De resto, se quer passar isto para o campo da doutrina política, se me tira a pinta de pelo discurso, devo já avisá-lo de que se calhar está enganado.

    De qualquer modo, só para ser ruinzinho, se não fossem aqui os “estatistas” com as suas fezadas românticas e com os seus Estados xupistas, a esta hora estávamos todos alí na bicha pró Modelo com as senhazinhas na mão a acender o ultimo Ventil com notas de 500.

    Eu safava-me, que até sou de pouco sustento, mas ia estar o tempo todo a chateá-lo acerca da liberalização dos capitais. Mesmo só pra picar… 😉

    Gostar

  83. Basico permalink
    1 Julho, 2009 23:34

    Continuo a nao entender quem martela o seguinte nexo de causalidade:

    Eu gasto com dinheiro emprestado logo estou a promover crescimento

    Este conceito so funciona da seguinte maneira: se o dinheiro que eu gasto e gasto em investimentos cujo retorno e superior ao meu custo de financiamento.

    Esta mxrda e financas basicas.

    Portugal demonstra o contrario. O dinheiro que estes gajos me gastam nao tem um retorno superior ao seu custo de financiamento.
    Anos de underperformance face a europa sao disso viva prova.

    So ainda nao fomos ao fundo por duas razoes

    1 – as almas caridosas da UE, que ca injectaram fundos sem fim e que nos permitem malabarismos financeiros para nao reconhecer a divida total do estado (estado + sector publico estatal + mais leasings (PPP) + deficit no sistema de pensoes)

    2 – nao termos moeda propria. os islandeses ao pe de nos sao uns meninos.

    Gostar

  84. Gonçalo permalink
    2 Julho, 2009 00:07

    “Caridosa é a avozinha”, diria a mulher do Sarkozy, com o seu sotaque mimoso, enquanto me roubava mais um cigarro. Ou pensa que levamos cá com o leite das vacas das holandesas (às vezes é verdade!) porque é melhor que o que as vacas das portuguesas (menos verdade)?

    Além, do mais, e já que é de vacas que falamos, a ideia é torrar dinheiro à tripa forra com os portugueses, para que – por calões que sejamos – cresçamos um bocadinho e que, um dia, possamos comprar ainda mais leite. E derivados. E ir à Holanda ver as vacas. A preços ainda mais caros.

    É tudo contas simples, é verdade. Mas, imagine que, por exemplo, que é o Estado. Vive num barraco e gasta dinheiro a pintar as paredes. Rentabilidade? Uma bebedeira com os vapores de diluente, dorme em casa dos pais nessa noite (jantar à pala) e, no fundo, acabou de gastar dinheiro para nada. Porra para isto.

    No entanto, o que se passou nas entrelinhas foi: para pintar teve de comprar tinta e um rolo. Se calhar um escadote, vá, que os tectos são f****os. Se bem calha, doia-lhe a hérnia e pagou uma mini a um amigo seu para o ir lá ajudar. No processo, o seu dinheiro foi para à Robiallac ™, à fabrica dos rolos dos escadotes e ao gajo que lhe vendeu a mini. O seu amigo ficou contente. Diz que é um gajo porreiro e já anda a pensar pintar a sua casita também, ou dedicar-se à pintura de casitas por fora. Os gajos das fabricas usam o seu dinheiro para investir na produção de mais e melhores rolos e escadotes (de tintas não, porque a Robiallac é a melhor), dinheiro esse que chega às mãos dos trabalhadores. Que, para já, têm logo vontade de também eles pintar a casita, que se quer humilde mas arranjadinha, mas que permite, graçadeus, manter o ciclo, a dinamica da tinta e do rolo a funcionar ad nauseam.

    Depois, ainda melhor, uma percentagem desse dinheirinho que ganham (11% que isto também não são fortunas) vai toda para ao Estado, isto é, para si.

    Ou seja, gastou dinheiro e não viu nada logo. Mas, mais cedo ou mais tarde, vai papar tanto nos impostos colectados – lembre-se que foi você que despoletou o ciclo – que o guito se paga ele mesmo. Se não for com dinheiro é com outras coisas. E, para melhorar o ramalhete, agora que já pintou a casa até já nem sente vergonha de lá receber visitas… que lhe começam a perguntar acerca da sua exuberante técnica de pintura.

    Está mais ou menos a ver? Dinheiro gera dinheiro. E um estado não é uma economia caseira.

    Gostar

  85. Basico permalink
    2 Julho, 2009 00:20

    Exacto, belissima logica, agora explique-me porque e que eu tenho que gastar mais dinheiro que os 6-8% que eu gasto anualmente acima do que recebo?

    Mesmo que a Vovo tenha a felicidade de ser eleita, ela nao vai conseguir parar a maquina de gastar dinheiro que e o estado. 90% da despesa estatal e incomprimivel, sao os “direitos adquiridos” dos tugas, aqueles que eles tem garantido ate a bomba rebentar como rebentou:
    1 – na california
    2 – nos paises balticos
    3 – na islandia
    4 – na ucrania
    etc e tal

    E verdade, acredite que esse tipo de ideias como as suas, por vezes, e mesmo com grandes colchoes tipo UE, dao mxrda. chega a um ponto que o gajo que lhe emprestou dinheiro pra voce ir comprar a tinta (made in france), o escadote (made in china), os pinceis (made in taiwan), a madeira (made in finland), os pregos (made in UK), o carro para ir buscar o material (made in germany), a gasolina (made in irak), e o lanche (cumprimentos continente, que comprou a fruta, o leite, e os enchidos num pais qualquer da UE), vai quere-lo de volta.

    Pois e, isso do estado gerar mais valias com os seus investimentos e um bocadito discutivel, especialmente num pais que tao pouco produz e tao pouco valor acrescentado mete no que produz.

    Gostar

  86. Anónimo permalink
    2 Julho, 2009 00:58

    Ainda hei-de perceber porque não posso fazer eu e tenho de ir comprar a outros…há cá de tudo para fazer , ou não ? tirando o oil , não estou a ver o que nos impede de fazer e nos obriga a importar. mas pronto , isto sou eu , que não tenho mulher a dias nem cartão de crédito. e nem lhes sinto a falta , diga-se.

    Gostar

  87. Basico permalink
    2 Julho, 2009 09:11

    Rebentou-se com quase tudo o que era capacidade produtiva, com o tecido empresarial de pequena e média dimensao, priviligiou-se a instalacao de grandes superficies comerciais que mais nao fazem do que comprar o grosso do que vendem lá fora.

    http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=375660

    Gostar

  88. Justiniano permalink
    2 Julho, 2009 10:58

    Caro JM
    “Não percebi o seu argumento em relação ao #25. Parece-me que o Justiniano confunde problemas conjunturais de economias flexíveis (Letónia, Irlanda, Islândia)” Não me parece que a elevada dependencia de empréstimos do estrangeiro (Letónia e Islandia), e a elevadíssima dependencia de investimento estrangeiro (Irlanda) sejam problemas conjunturais!!
    Em 25 apenas disse que a sua análise era demasiado optimista!

    Gostar

  89. JoaoMiranda permalink*
    2 Julho, 2009 11:02

    ««Não me parece que a elevada dependencia de empréstimos do estrangeiro (Letónia e Islandia), e a elevadíssima dependencia de investimento estrangeiro (Irlanda) sejam problemas conjunturais!!»»

    Como é que chega a essa conclusão se o problema tem no máximo um ano?

    Gostar

  90. Justiniano permalink
    2 Julho, 2009 11:10

    JM
    “Recursos para investimento há sempre, desde que os projectos sejam rentáveis.”
    Exactamente o pensamento de Sócrates!!

    Gostar

  91. Basico permalink
    2 Julho, 2009 11:22

    De notar que no caso da Islandia quem estava endividado com o exterior era o sistema bancario as empresas, o Governo da Islandia era triple AAA e tinha pouquissima divida.

    No caso da Irlanda mais uma vez o problema nao foi o Governo mas sim os bancos e a bolha do mercado imobiliario, problemas de que nao padece Portugal. Portugal tem problemas bem mais graves e estruturais, tem um governo endividadissimo, que domina totalmente a economia, e um sector empresarial anémico.

    De notar ainda que os problemas “estruturais” que apontam a esses países nao sao mais graves que o problema portugues, bem pelo contrário, os países do lestes e a Islandia só cairam porque tinham divisa propria, como teria caído Portugal ha muito tempo se tivesse o escudo.

    Gostar

  92. JoaoMiranda permalink*
    2 Julho, 2009 11:23

    ««“Recursos para investimento há sempre, desde que os projectos sejam rentáveis.”
    Exactamente o pensamento de Sócrates!!»»

    O problema de Sócrates é que os projectos que ele julga rentáveis não o são.

    Gostar

  93. Basico permalink
    2 Julho, 2009 11:32

    Discordo, os projectos do Socras sao sempre rentáveis, para os que neles participam, só nao sao rentáveis é para o Povo Portugues.
    É ver o caso daquele aterro municipal lá Pro Norte.

    Gostar

  94. Justiniano permalink
    2 Julho, 2009 11:39

    JM
    A problemática é recorrente os actores é que podem não ser os mesmos do passado!!

    Gostar

  95. Tribunus permalink
    2 Julho, 2009 11:39

    Gatunagem pós abrilada, continua a roubar com desfaçatez
    livre do incomodo da justiça, arquivam-se processos, por aquela palha, è a PIDE em acção, protegendo os gatunos.
    Comparem por m2, quantos roubos na elite no tempo do fascismo e no tempo da abrilada’
    E fala em democracia de pleno direito! è para rir
    Se eles roubassem e fossem para a prisão, mas não tem o beneplacito dos governos.
    Gostei ontem do nazaret a tentat falar a sério na televisão! è preciso lata…………

    Gostar

  96. 2 Julho, 2009 14:13

    “’Quanto à sua relação mecânica entre desenvolvimento tecnológico e crescimento económico, acredito que recuse a ideia de que o mundo nunca teve tanta tecnologia.’

    Porquê?

    Porque disse anteriormente isto: “Quando há evoluções tecnológicas suficientes e demografia a economia cresce seja onde fôr”. Não é verdade.

    “Se o Estado tivesse muito menos Poder nunca teríamos tido o Nacional-Socialismo ou o Estado Novo por exemplo. A estrutura de poder é tal que basta aparecer alguém com circunstâncias a favor para se tornar facilmente num ditador”.

    O que quer dizer que é essa “estrutura de poder” que tem que ser alterada, criando um Estado efectivamente democrático, logo, mais controlado pelos cidadãos. Anulá-lo, apenas permitiria uma outra “estrutura de poder” baseada no capital.

    “Só porque tem dinheiro para pagar a escola pública via impostos mais a privada”.

    É assim em qualquer país,onde o ensino privado beneficie de ajudas públicas, como acontece entre nós. Correctamente, até podemos dizer que, em Portugal, quem tem os filhos no privado paga 3 vezes: o privado propriamente dito (para além da escolaridade obrigatória), a escola pública via impostas e os apoios ao privado pela mesma via.

    Gostar

Trackbacks

  1. O manifesto pela despesa pública e o atraso económico português (2) « O Insurgente
  2. O resultado está à vista « O Insurgente

Indigne-se aqui.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers gostam disto: