Ajuste directo (7):
7 Julho, 2009
A Direcção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos (do Ministério da Adm. Interna), contratou, em Fevereiro deste ano, por ajuste directo à CPSIS a «renovação do licenciamento de software – microsoft pelo valor de €9.986.794,93.
Alguém explica porque se torra tanto dinheiro inutilmente (ouviram falar de software livre?) , sem concurso (é legal contratar directamente quase 10 milhões de euros?) e porquê especificamente àquela empresa?
Quantos institutos e direcções gerais, de quantos ministérios farão contratos semelhantes e de que valores globais se estará a falar apenas em «licenças microsoft»?
31 comentários
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Im glad to do so. Thats nothing new. there are two reasons to that happend, firs the ignorance of the public servent in that matters, senior manager dont know nothing about technology and software. second reasond is that the people who knows, hire like a consultant of the public administration, and then can work to both sides, or is a silent partner from company that sells the software. nothing new then, just people running there normal business with the pubic money.
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As reuniões do Primeiro Ministro com Bill Gates com TV à mistura não são para pagar?
Ajustos directos de sites internet por 250.000 euros são o quê?
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o software livre só é livre em termos de licença. Os custos do software vão muito para além da licença.
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Pois, concordo com o #2.
Até acho que era pior porque depois torrava-se ainda mais dinheiro em “formações”.
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EDIT: concordo com o #3.
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»Os Devoristas» no seu melhor.
Antes que acabem as folgas. Orçamentais.
Salve-se quem puder.
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Quem diz que os custos do Software Livre vao muito para alem das licensas deveria talvez informar-se melhor ou apresentar valores… alguém quer fazer contas a licencas + manutencao + desenvolvimento + DR + headcount?
Mesmo usando apenas Windows para os utilizadores e o resto em software livre (qualquer suite gratuita de Office é fácil de aprender), a poupanca seria brutal.
De qualquer modo o problema maior é o principio do “ajuste directo” e nao a discussao do Software Livre vs Closed Source.
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“ouviram falar de software livre?”
e de penalty também…
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Software livre em coisas a sério? OK… Comecem lá por dar alternativas à gestão de rede da Microsoft, ao Active Directory, policies, deployment de sistemas operativos inteiros apartir de um ponto central, deployment de software por policy, distributed file system, server de mail integrado com o resto da infraestrutura, etc, etc, etc, etc… Nem na China se quis continuar com os unixezinhos… diz que eram muito caros de manter…
Software livre, façam-me o favor… Para quem ainda pensa que a Microsoft é o Windows 98, actualize-se e veja o tempo que anda a perder com software supostamente livre, cujo primeiro CD das features básicas é grátis e os 3 ou 4 seguintes são bem pagos, pelo menos, nas distribuições um pouco mais sérias, tal como a manutenção.
Ainda pedem provas e valores? Podem começar aqui.
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Na esmagadora maioria dos casos essas vantagens todas referidas em #9 que podem existir numa solução paga por comparação com uma gratuita (e há outras além da MS) não são aproveitadas por quem compra. Nem de perto nem de longe.
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Pergunto-me se o comentador 9 trabalha para a Microsoft ou se realmente desconhece o assunto em questao (alguem que defende Active Directory? Alguem me belisque). De qualquer modo, por alguma razao é que o Software Livre (Linux) tem domínio do mercado em servidores.
– A propria Microsoft corre servidores Linux!
http://uptime.netcraft.com/up/graph?site=www.bing.com
– A London Stock Exchange vai abandonar Microsoft porque está farta de downtime e solucoes nao fiáveis
http://blogs.computerworld.com/london_stock_exchange_to_abandon_failed_windows_platform
Os precos do Suporte Red Hat parecem-me uma ninharia quando comparados ao Microsoft Premier Ultimate Business Support…
De qualquer modo, mais uma vez repito, a questao aqui é o ajuste directo, nao o Software Livre/Closed
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“De qualquer modo, mais uma vez repito, a questao aqui é o ajuste directo, nao o Software Livre/Closed”
por acaso a questão é mais malhar no governo, o software e o ajuste directo são adereços.
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Aparte:
– A propria Microsoft corre servidores Linux!
http://uptime.netcraft.com/up/graph?site=www.bing.com
Só se considerar que a firewall/encaminhamento pertence à microsoft…
Houve um camara qualquer ( Alemanha/Berlin ? Ou foi Paris/França? ) que substituiu todos os desktops por linux e passado um ano voltou para o windows, pois a formação\manutenção era bastante dispendiosa e as PESSOAS estavam insatisfeitas.
Sobre o ajuste directo, a lei foi criada para esse efeito. Triste mas verdade.
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@13 Huh? Nao acredita certamente que um site com o load esperado do bing.com corra num Windows Server, certo?
A Lei do ajuste directo foi criada com um limite de cerca de 5M de Euros. O valor em questao aqui é quase o dobro.
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#3 Vitor Jesus,
Os custos com o suporte do sw livre é uma fração dos custos do licenciamento!!!
Por outro lado essa ínfima parte de custos que sobrariam em vez de o gastar em importações, serviria para pagar e desenvolver muitos técnicos informáticos Portugueses!!
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é por estas e por outras que o “Bill Gates” até envia um gestor Portugues para o Japão como Director Geral… deve pensar que os contribuintes Japoneses são mansos como os Portugueses!?
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Consultar a ASOFT
Há anos que sob a “sanção da pestilência contraordacional e penal ” que esta Association consegue intimidar a Adm Pública para “pagarem ” po sob eles cair o Reino dos Infernos
Há sitios onde deve sempre haver receita independentemente da crise : certificação energética, certificação de bens e serviços e certificação de direitos de autor .
Nota : são tugas
Tomar atenção a outros que já andam por aí : os certificadores ambientais
Em um País que nada produz há que “com auxilio do legislador ” criar a lei , impôr a prestação do serviço e o temor da coima …
Este País não é para velhos … nem novos .É para os “espertos”
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Consultar a ASOFT
Há anos que sob a “sanção da pestilência contraordacional e penal ” que esta Association consegue intimidar a Adm Pública para “pagarem ” sob pena de sobre eles cair o Reino dos Infernos
Há sitios onde deve sempre haver receita independentemente da crise : certificação energética, certificação de bens e serviços e certificação de direitos de autor .
Nota : são tugas
Tomar atenção a outros que já andam por aí : os certificadores ambientais
Em um País que nada produz há que “com auxilio do legislador ” criar a lei , impôr a prestação do serviço e o temor da coima …
Este País não é para velhos … nem novos .É para os “espertos”
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Honni soit, ora aí está um questão relevante. Acho que esses empregos, criados por decreto e que em nada ajudam ao nosso problema de falta de produtividade (antes pelo contrário!) constituem actualmente uma parte significativa dos que existem no “privado” (aquele que gosta de se encostar ao generoso Estado, que lhes “cria” clientes por força da lei). É realmente um país para “espertos”. Semelhante atitude se verifica nos professionais da “parecerística” jurídica, que tantos milhões rendem a uns poucos “iluminados” doutores de direito, que ajudam o pobre Estado com as leis que o próprio cria.
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Bem … estas tangas de “formação” …
Abrir uma aplicação com icon no desktop : Windows – apontar ao icon, duplo click. Linux – apontar ao icon, duplo click
Usar uma app. através de browser (maioria dos “serviços de base de dados” recentes):
Windows- Clicar no icon do browser, seleccionar endereço. Linux – Clicar no icon do browser, seleccionar endereço.
etc etc etc
Por favor, não me lixem. Eu compreendo que uma utilização mais avançada de um S.O. tipo Linux possa trazer algumas dificuldades (leia-se: foge à rotina Microsoft, e os nossos mouse engineers não gostam). Utlizar um desktop Linux é a mesma coisa que um Windows. A MESMA COISA. Na maior parte das funções de expediente de escritório, honestamente não consigo ver quais as diferenças monumentais.
E praqueles que vem com as tangas que o software livre é inferior, da próxima vez que estiverem a aceder a um qualquer site ou serviço na net, tenham a noção que, quase de certeza, é um servidor linux.
Mais, a proporção da utilização de Linux pra Windows no top 500 de supercomputadores a nível mundial é de 88.60% para 1.00% ( http://www.top500.org/stats/list/33/osfam ) Eu sei que são coisas diferentes, um sistema desktop e um supercomputador, mas é sempre bom ter algumas perspectivas extra.
E mais haveria a dizer, mas agora não tenho tempo 😀
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Eu pergunto é para que é que queres essas coisas? Porque a maior parte das funcionalidades que oferecem que as versões livres não oferecem, as versões livres não oferecem por não serem necessárias.
Vamos lá a falar em funcionalidades e não em produtos.
* Autenticação centralizada? Check.
* Single sign on? Check.
* Calendário? Check.
* Email? Check.
* Sem vírus? Check.
* Reboot depois de instalar software? Só se for o kernel, tudo o resto é só iniciar (ou reiniciar se upgrade) a aplicação.
* Controlo de licenças de software? Desnecessário, todo o software está licenciado para todos os usos sem limite de computadores.
* Custo de adicionar um posto de trabalho? Apenas o que envolve a aquisição de hardware (e registar o MAC no sistema central para auto-instalar o sistema no primeiro arranque).
* …
E poderia perder aqui uma tarde toda, mas não vale a pena.
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Supostamente não, sempre que for uma das licenças de software livre é-o efectivamente, e não supostamente.
Vejamos as features “básicas” que vêm no “primeiro” CD de uma distribuição de GNU/Linux de hoje em dia, para que as pessoas possam comparar com o que vem no “primeiro” CD do Microsoft Windows:
* Funciona em quase qualquer computador, com zero de configuração na esmagadora maioria dos casos, sem necessitar instalar
* acesso gratuito a milhares de programas, classificados e categorizados
* Uma office suite mais que suficiente para a esmagadora maioria das utilizações (individuais, empresariais, governamentais).
* Ferramentas gráficas avançadas (The GIMP, Inkscape, etc…) ao mesmo nível das ferramentas ditas “profissionais” para a esmagadora maioria das utilizações (idem, ibidem, “”)
* Linguagens de programação avançadas
* Suporte a máquinas virtuais
* Ferramenta de email/contactos/agenda compatível com vários sistemas de groupware
* Instant messaging multi-protocolo (Gtalk, ICQ, MSN, etc…)
* Vacinado contra vírus (não necessita de anti-vírus)
* …
Quantas destas trás o Windows?
Isto é mentira.
Qualquer distribuição permite a venda de serviços de suporte, e não conheço nenhuma que siga esse modelo como base.
Penso que concordas que em utilizações mais sérias se pretenda adquirir suporte, certo? Contudo se existir suficiente know-how interno, nem isso é preciso.
Ter de comprar suporte ou manutenção é *totalmente* opcional. Com a Microsoft é a única opção, e não vem com o sistema operativo, é um extra.
Pelo contrário, a Microsoft até fornece aos alunos o Microsoft Windows e o Microsoft Office no e-Escolinhas para que depois estes, por estarem viciados, o comprem quando forem para as empresas, tendo o Governo Português como agente comercial (não admira que a Microsoft Portugal tenha sido a melhor subsidiária mundialmente nos últimos anos, conseguir comerciais que são Primeiros Ministros ou Ministros das Obras Públicas é obra, sinceramente!
Agora por fim, um esclarecimento que me parece cabal! Software Livre não é a mesma coisa que software grátis. Todo o software tem um custo. Esse custo pode ser:
* comprar licença (inexistente no caso do Software Livre)
* comprar suporte (existe em ambos os casos, no Software Livre é opcional)
* os custos de não ter suporte quando se precisava porque se optou por não ter e afinal calhar de ser preciso.
A Red Hat apenas vende suporte para a sua distribuição empresarial (que não distribui gratuitamente na internet mas manda os CD’s junto com os contratos de suporte).
Parece-me justo que as empresas cobrem por um serviço que vão fazendo, em vez de se fazerem cobrar exorbitantemente por um mau trabalho que fizeram apenas uma vez, não te parece?
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@Gabriel Silva:
Ainda que o PCP não seja propriamente muito bem amado pelos lados do Blasfémias, há que concordar que foram os únicos que estão precisamente a perguntar isso ao Governo (Ministério das Finanças, Ministério das Obras Públicas, e Ministério da Administração Interna).
Até ao momento, apenas o Ministério das Finanças respondeu, alegando que não tem nada a ver com a forma como é gasto o orçamento do Estado (curioso), e tendo em conta que isto foi a 16 de Abril, já vamos para 3 meses com a culpa a continuar solteira.
Este tipo de atitudes descredibiliza, e começo a pensar se não haverá mesmo um evidente crime de favorecimento ilícito.
Na Suiça isto já valeu um processo judicial de várias empresas contra o Governo Suiço
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Por falar em Ministérios da Adminstração Interna e Policias, sabem que a Gendarmerie francesa e a Polizei alemã trocaram o Windows pelo Ubuntu linux- que faz o mesmo e melhor- poupando 50 milhões de euros por ano. Mas isto são países pobres da Europa.
Os 10 milhões de euros que pagaram á Microsoft seriam melhor empregues para aumentar os 700 euros mensais que os policias recebem.
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Vá-se lá perceber porque é que com todo o conhecimento a nível informático que há hoje em dia, não se criem associações de programadores pagos pelos nossos impostos que criem software livre. Ah, o empreendedorismo! Essa mercantilização das pessoas, do conhecimento, dá origem aos absurdos patenteamentos. Anda meio mundo a f**** outro meio quando temos mais que capacidade de construir uma sociedade baseada em mutualismo.
Isto, para vocês, pacóvios de direita, e alguma meia-dúzia que aqui vem e se acha de esquerda, pode parecer chinês. Continuem a lutar por uma sociedade melhor segundo os vossos moldes, sim! Empreendedorismo! O aquecimento global é um mito! Privatizar o país!
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Os 10 milhões de euros que pagaram à Microsoft seriam melhor empregues para aumentar os subsídios de habitação que os juízes recebem.
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Não sei se isso seria a melhor solução, penso que o que é necessário é que o Estado desenvolva competências centralizadas que o impeçam de fazer consecutivamente estas asneiras. Se souber escolher melhor, estou certo de que escolherá Software Livre a maior parte das vezes, se não sempre.
O problema é que continuam a haver vários centros de decisão sem qualquer competência para avaliar a qualidade, know-how e reputação de uma empresa de tecnologia (exemplo dramático, a direcção anterior do INCI ao dar quase 300 mil Euros à Microsoft para fazer um portal de contas públicas que demonstra falta de qualidade, ausência de know-how e digno da reputação da Microsoft).
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“Vacinado contra vírus (não necessita de anti-vírus)”
eis um disparate repetido muitas vezes que ainda vai dar muito que falar.
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Disparate? És tão giro… será que posso ficar contigo para a colecção de cromos?
A realidade é que há muitos anos que ouço alguns alegarem que isto é um disparate, sobretudo por pensarem que no mundo do Software Livre o desenvolvimento é como na Microsoft.
Não meu caro… não nos preocupamos em manter as falhas abertas para manter compatibilidade binária com programas proprietários ao longo de anos.
No Software Livre corrigem-se os problemas, e se for necessário recompilar um programa para poder correr com a correcção feita faz-se isso.
O resultado é que o eco-sistema é tão agressivo a vírus que ainda que um sistema isolado e não actualizado possa ter problemas, a possibilidade de propagação é ainda mais remota que a possibilidade de infecção.
Fica-te com o mito, eu cá prefiro a realidade.
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