Regionalização?
Com a questão da Regionalização recolocada na agenda política, pelo menos aqui pelo Norte, e ao fim de tantos e tantos depoimentos, verifica-se que a maioria dos defensores da regionalização não sabem o que querem. Dizem que a Regionalização é um processo, uma utopia – ou seja, não sabem o que é.
Uma das honrosas excepções parece ser o Eng.º Carlos Brito, finalmente convertido à regionalização. No seu recente livro “Regionalização – uma questão de coragem” vem defender um modelo óbvio, a extensão das autonomias dos Açores e Madeira às novas regiões do continente, a criar.
É claro que isto implicaria desmantelar o estado central e acabar com os Ministérios da Saúde, da Educação, da Segurança Social e tantos outros, pelo menos tal como os conhecemos. De facto, uma questão de coragem!

Outra vez a treta da regionalização? Safa!… ainda querem mais caciquismo?
GostarGostar
Acho que o problema é mesmo esse: regionalização só se tirar o caciquismo do Estado central. Ou só há caciques nas aldeias, sr. Pi-Erre?
GostarGostar
Não li o livro do Engº Carlos Brito; mas vem lá referido nalguma página quanto vai custar aos portugueses a regionalização? e quais os beneficios inerentes? o que o PS preconiza, é manter as actuais estruturas burocráticas, como as CCDR,s, e criar novas estruturas de governação. Quer dizer : mais tachos para a rapaziada.
GostarGostar
#3
Recordo “e desmantelar o estado central”.
GostarGostar
Mais “governos” a gastar, mesmo que sejam “governinhos”?
Não pagamos! Não pagamos! Não pagamos! Não pagamos!!!!!!
GostarGostar
«…vem defender um modelo óbvio, a extensão das autonomias dos Açores e Madeira às novas regiões do continente, a criar».
Pois é… O problema está EXACTAMENTE aí. Ninguém consegue, hoje em dia, imaginar uma Regionalização sem ser com Albertos Joões – ainda por cima multiplicados por “n”.
E isso, salvo para os próprios (e respectivos beneficiários), é verdadeiramente assustador!
GostarGostar
Caro Paulo Morais,
O necessário e urgente desmantelamento do Ministério da Educação NÃO IMPLICA necessariamente a sua substituição por cinco “Registérios”, caso em que corríamos o risco de ficar pior do que já estamos.
GostarGostar
#7
Concordo. A 100%.
Masrepare que qualquer Secretaria regional teria de ser um órgão de coordenação. E só.
Com pouca gente, poucos gastos e muita eficácia.
GostarGostar
E pronto, lá vêm os chavões do costume contra a regionalização : o caciquismo, o despesismo, a corrupção, quem os ouve até pode julgar que tudo isso não existe no poder central.
Porque é que este sábios não olham para o resto da Europa, para verem a mais valia duma regionalização no desenvolvimento equitativo de um país.
GostarGostar
Perdoem o ser chato e repetitivo – mas creio que, num país da nossa dimensão e com as nossas características, a regionalização seria o factor decisivo para a nossa diluição na Ibéria.
GostarGostar
« Ninguém consegue, hoje em dia, imaginar uma Regionalização sem ser com Albertos Joões – ainda por cima multiplicados por “n”.»
Jardim é um produto que resulta do centralismo dominante. Nasceu e cresceu graças ao centralismo, aproveitando as suas brechas.
Culpar um modelo que não existe pelos vícios típicos daquele que o quer substituir não me parece muito acertado.
GostarGostar
Depois da perda de um Império em 1975; depois da progressiva perda de soberania, com a entrada na CEE (UE)em 1986; após 30 e tal anos de esbanjamento dos dinheiros públicos; depois de escândalos sucessivos entre as mais altas figuras do Estado; só faltava mesmo a «Regionalização», para terminar de vez com a ideia de Portugal como Nação…
As nossas autarquias são «óptimos» exemplos (de corrupção e de nepotismo!), do que seria embarcar nessa aventura despesista e verdadeiramente suicidária!
GostarGostar
Sabem quantos habitantes tem a Andaluzia? 10 milhões; uma região espanhola tem +ou- a nossa dimensão, e a nossa população, e ainda há quem queira nesta pequeno e cada vez mais pobre País retalhá-lo em 5 regiões, só para satisfazer o apetite de poder de certos figurões. Que um desgraçado com a 4ª classe mal tirada, que ganha o ordenado minimo com uma picareta na mão, ainda acredite no Pai Natal, e vote no PC, e ache que a regionalização é uma coisa boa, ainda aceito. O que não aceito, é que pessoas como CAA, e são aos milhares, que teem obrigação de saber o que significa para o País uma reforma destas, é inaceitavel! Esta vaca chamada Portugal está exaurida, está-se-lhe a acabar o leite. Se ainda lhe poem esta canga em cima, podem ter a certeza que não há futuro em Portugal, mesmo para aqueles que acham que teem o futuro garantido. E para começar, prestem muita atenção ao que disse hoje o Comissário Almunia. Sabem o que significa?´Significa que se Portugal não cumprir nos próximos 3 anos os critérios do defice não há dinheiro para tgvs, pontes, autoestradas, barragens, e para as faces ocultas que por aí andam. E não se enxerga quem ponha mão nisto.
GostarGostar
Prevejo que nas próximas décadas –uma ? Duas ?– a Regionalização não acontecerá.
E muito menos acontecerá a partir do SIM como resultado dum referendo.
Principais e únicos culpados: certa camarilha partidária que abusivamente se auto-profissionalizou como políticos, os alapados, mais os seus amanuenses e apparatchiks.
Desvirtuaram a génese e a legitimidade do poder local e regional (Açores e Madeira incluídos), perturbaram a prática e o conceito de Democracia, tiveram como único objectivo ascender e fazer ascender a poderes residuais, voláteis e fátuos.
Também culpados: as direcções nacionais dos partidos políticos e os políticos empreendedores e honestos –que os há !– mas que não tiveram coragem nem talento para, ‘com pinças’, retirarem do ‘terreno’ os seus desvirtuantes pares.
A Regionalização, se bem explicada aos portugueses, se tecnicamente bem estruturada e montada, se feita e com os protagonistas certos e confiáveis, poderia ser uma óptima solução para o desenvolvimento regional e, certamente, para a ‘libertação’ (e recuperação de ‘energias’ para outros magnos projectos nacionais) dum evidente centralismo.
GostarGostar
Anónimo 13:
Sabia que a Conunidade Autónoma de Madrid tem mais funcionários do que os que trabalham na UE?
GostarGostar
Regionalização sim, mas à séria, com partidos regionais, tal como na Madeira, que consigam que os impostos pagos em Lisboa fiquem em Lisboa etc. É só seguir o exemplo da Catalunha.
GostarGostar
Jacl,
Certo.
Mas o caso catalão, tal como outros em Espanha ou na Suíça ou na Bélgica, têm também fortíssimas e ancestrais componentes e géneses culturais, sociológicas, económicas e políticas — O que não acontece em Portugal, se exceptuarmos uma intrínseca e ainda por explorar ‘força’ portuense e, nas duas últimas décadas, algo semelhante mas sem pujança (e dependentes…) nos Açores e na Madeira
GostarGostar
# 15 E então?
# 14 Os vicios de que a admnistração publica portuguesa seja regional, autarquica ou central padece, embora sejam um grande problema, não são o obstaculo para se fazer a regionalização. Portugal com a sua pequena dimensão é que não suporta um esquema admnistrativo desta natureza. O que nós precisamos é de desburucratizar o País, e reduzir os dependentes do estado. E investir bem os meios libertados.
GostarGostar
18,
Suíça. Territorialmente um pequeno país, tem nos seus cantões uma vitalidade extraordinária, consistente e…contribuinte para um país uno e evolutivo. Porque aquela ‘regionalozação’, tal como em Espanha, assenta em géneses culturais, políticas, económicas, sociológicas.
Parece-me, tem-me parecido, que os vícios desta conhecida e já enraízada classe política, que é má e não fiável, são o principal travão para uma Regionalização. São, como Vc. escreve, “um grande problema”.
GostarGostar
19, Na Suiça a regionalização fez-se em grande parte assente nos pressupostos que aponta, e aconteceu quase naturalmente. Em Portugal teria sempre que ser feita à martelada. No entanto a autonomia da Madeira e dos Açores fez-se com um grande consenso nacional, porque faz sentido haver ali uma ampla autonomia. O resto, é a natureza humana a funcionar. Todos apontamos o dedo à classe politica que temos; mas onde é que está a outra diferente, melhor? Repare que tivemos 3 regimes após o 25/4/74: Os comunistas no prec, e o Ps e o Psd, a alternarem. Bem, o resultado está à vista: 35 anos passados, somos um País falhado, e nem se vislumbra saida para isto. Daqui por uns tempos é que nos vamos dar conta do impacto que esta história que nos anda a entreter a todos, vai ter na nossa vida politica, e judicial, porque a briga entre o PJR, e o PSTJ, vai ter consequencias muito graves. E não estou a ver como é que o 1º ministro se vai safar desta.
GostarGostar
20,
Por óbvio, não há, em Portugal, e em quantidade, classe política melhor. Abusou do poder, desleixou-se, vulgarizou-se.
Hoje, qualquer ignorante e imberbe, sem Cvitae, pode ser deputado municipal, vereador ou deputado na ARepública e…poderia ser nomeado para cargos regionais. Não se pode, nem deve confiar o país, a Regionalização, a essa gentinha e gentalha.
Sobre os casos de corrupção: a PGR, o STJ, o PM, vão sair pela ‘porta grande’ — a populaça não quer nem sabe reagir, não lhe interessa “isso da política” (mas vota…), e não são meia dúzia de jornalistas, úns quantos inspectores da PJ e uns dedicados juízes que têm força, autonomia, AUTORIZAÇÃO, para levar à barra do tribunal um político no activo ou um administrador duma empresa pública superiormente protegido.
A justiça está conivente e num caos. O país social é cada vez mais um bordel bastante promíscuo, indecente e…perigoso.
GostarGostar
Quanto é que te pagam por cada vez que pões essa cassete?
GostarGostar
«Portugal com a sua pequena dimensão…»
Portugal é um país médio à escala europeia – está em 14.º lugar territorialmente.
Todos os países europeus territorialmente mais pequenos do que nós (excepto as cidades-Estado como o Luxemburgo, Liechenstein, etc.) têm um nível de poder intermédio entre os municípios e o Estado/Governo.
O argumento do tamanho, também aqui, não o é.
Aliás, o facto de isto ainda ser um tema discutível (não o ‘como’ mas ainda o ‘se’ devemos fazer esta reforma administrativa) é prova cabal do nosso subdesenvolvimento cultural e político.
GostarGostar
11.CAA disse
11 Novembro, 2009 às 3:04 pm
Só de imaginar o senhor como Ministro do Douro e Trás-os-Montes dos Desportos assusta qualquer um.
GostarGostar
“Só de imaginar o senhor como Ministro do Douro e Trás-os-Montes dos Desportos assusta qualquer um.”
Qual é o seu problema? Você por acaso vive em Trás-os-Montes?
GostarGostar
23.CAA disse
11 Novembro, 2009 às 6:26 pm
«Aliás, o facto de isto [a regionalização] ainda ser um tema discutível (não o ‘como’ mas ainda o ’se’ devemos fazer esta reforma administrativa) é prova cabal do nosso subdesenvolvimento cultural e político.»
Portanto, para CAA, todos os que não são a favor de regionalização são umas bestas subdesenvolvidas. Não está mal como argumento!
GostarGostar
Há anos, o eng. Carlos Brito (não confundir com o outro, que, depois de 400 anos de militância, se arrependeu de ser comunista) tratou de “desmantelar” em poucos dias um Ministério para o qual fora nomeado…
Nada de estranhar, portanto.
GostarGostar
Qual é o seu problema? Você por acaso vive em Trás-os-Montes?
Eu é que não percebo qual é o seu problema.
O senhor CAA mandatou-o para lhe fazer a defesa?
E se não está a ver qual seria problema de um CAA ou outro clone vir a ser ministro regional seja do que for, então acho melhor ele arranjar outro defensor.
GostarGostar
Se eu mandasse dava uma sugestão para acabar de vez com esta treta da regionalização com que de tempos a tempos nos vêm azucrinar o juizo.
Dividia assim o país:
Uma Região, Grande Porto
Na outra Região, Portugal.
GostarGostar
Se eu mandasse, terminava de imediato, com o actual sistema de eleição nas Autarquias Locais. Seria assim: o Partido que vencesse as legislativas, teria o direito de nomear todos os Presidentes de Câmara dos 308 concelhos do País! Os ordenados dos eleitos desceriam cerca de 25%! Eleições haveria, apenas, para as Juntas de Freguesia.
Diminuiam-se custos, e acabava-se com a desculpa de que o poder central favorece as Câmaras do seu Partido.
GostarGostar
jacl disse
11 Novembro, 2009 às 3:49 pm
Regionalização sim, mas à séria, com partidos regionais, tal como na Madeira, que consigam que os impostos pagos em Lisboa fiquem em Lisboa etc. É só seguir o exemplo da Catalunha.
Conta comigo. Outra opção era dar de uma vez por todas a Independência aos SARRACENOS e deixarem o resto do país fazer as suas reformas.
GostarGostar
Não estou a ver aqui ninguém com capacidade para falar com o Alberto João Jardim. Ele come-lhes as papinhas todas na cabeça.
Ao contrário de vocês, ele é um homem muito inteligente e sabe muito bem o que quer e em que se fundamenta.
Eu acho piada considerarem Portugal em condições de se submeter a uma regionalização… Só de se falar nisso rio-me a bandeiras despregadas.
Há, de facto, 3 ou 4 pessoas, mas esses nem sequer se pronunciam sobre o assunro que tem de ser debatido a um nível mais elevado.
Nino
GostarGostar
UMA FABRICA DE TACHOS .O RESTO E CONVERSA DA TRETA.
GostarGostar
Vejo por aqui muita gente preocupada com a continuidade de Portugal como uma nação unida, i.e., no pressuposto de que a regionalização iria “dividir” a Pátria, prejudicar a coesão do país, etc…
Como explicam então as diferenças abismais entre Lx e outras regiões do país? Como é que pessoas tão preocupadas com a unidade nacional convivem bem com 1 região do país ter 125% do PIB pc da UE e – para utilizar o argumento invocado – num país de tão pequena dimensão – regiões como o Tâmega (Baião, Amarante) ou o Ave, ou concelhos do Douro não chegarem a 50%?
Vão criar-se tachos? Talvez. Mas infelizmente parece ser a única forma de se concretizar uma distribuição de riqueza mais equilibrada. Recordo as prioridades deste Governo:
TGV Lisboa – MAdris
Novo aeroporto
3ª travessia sobre o Tejo
Murphy
GostarGostar