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Uma proposta

31 Janeiro, 2011

a) O Ministério da Educação divulga quanto custa um aluno na escolaridade obrigaória, no ensino público

b) À família de cada aluno é dado a escolher se no ano lectivo 2012/2013 querem ter os seus filhos em escolas administradas como agora acontece no ensino público ou em escolas com gestão privada

c) As crianças serão colocadas em escolas com o modelo de gestão escolhido pela família.

d) A cada uma dessas escolas será entregue pelo ministério o  mesmo valor por aluno.

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88 comentários leave one →
  1. Bulimunda permalink
    31 Janeiro, 2011 13:33

    NÃO SE PREOCUPE HELENA COM A QUEDA DE NATALIDADE TÃO RÁPIDA EM 2050 SEREMOS MENOS 2 MILHÕES E MEIO…ALÉM DE MUITOS VELHOS..LOGO A ESTAS ESCOLAS SERVIRÃO PARA LARES GERIÁTRICOS…É MUITO MAIS BARATO PARA O ESTADO NÃO TER FILHOS..ALÉM DE SEREM UM PESO INSUSTENTÁVEL NÃO TRABALHAM DURANTE QUASE 20 ANOS…UM PESO MORTO…TENHAM CÃES E GATOS DIRÃO OS NEOLIBERAIS…POIS..
    http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/31/sera-isto-cada-vez-mais-o-verdadeiro-intuito-da-educacao-quer-privada-quer-publica-nos-dias-que-correm/

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  2. 31 Janeiro, 2011 13:35

    “O Ministério da Educação divulga quanto custa um aluno na escolaridade obrigaória, no ensino público”

    O custo médio ou o custo marginal?

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  3. António Parente permalink
    31 Janeiro, 2011 13:59

    Muito bem. Concordo.

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  4. 31 Janeiro, 2011 14:05

    @Miguel Madeira
    Com a proposta deste post, o custo médio ficaria igual ao custo marginal 🙂

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  5. 31 Janeiro, 2011 14:09

    “escolaridade obrigaória”????

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  6. Fredo permalink
    31 Janeiro, 2011 14:21

    As famílias escolhem o modelo de gestão????? Não seria mais lógico que as famílias escolhessem o modelo de ensino?
    O que é que interessa a uma família se uma escola tem boa ou má gestão (admitindo que esta escolha fosse possível…), já que as paga todas ao mesmo preço?

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  7. Ricciardi permalink
    31 Janeiro, 2011 14:30

    Helena, e nos locais aonde essa liberdade de escolha não pode ser exercida por inexistencia de mercado que justifique um colegio privado?
    .
    RB

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  8. 31 Janeiro, 2011 14:52

    É uma proposta com um bom princípio.
    Mas há sempre umas variantes com as quais temos que contar…
    Teremos que isolar as Escolas da Rede Associativa dos Colégios Particulares puros e duros (que a Ministra diz terem equitação e golfe, misturando-os com os primeiros).
    As Escolas da Rede Associativa obrigam-se a substituir as Escolas Públicas. Integram-se na Rede e aceitam os alunos segundo os critérios das Escolas Públicas. Seria válida a possibilidade do cheque-ensino para estas Escolas, a menos de uns problemas que se geram pelo facto do sistema português ter professores que ganham 6 por cada hora lectiva que asseguram, enquanto outros (no inicio da carreira) ganham 1. Esta decalage de ordenados dificulta um pouco o processo.
    E temos as Escolas Particulares puras, os Colégios. Aqui, admite-se que o cheque-ensino possa “pagar” um prémio pela escolha (e ser algo inferior) pelo facto da Escola fazer a escolha dos alunos. Estes Colégios não se obrigam a aceitar os vizinhos e cobram mensalidades. Por esse facto, admitir-se-ia o tal “prémio” a pagar pelas famílias. Talvez 20 ou 30% do valor base do cheque.

    http://notaslivres.blogspot.com/2011/01/escolas-particulares-o-financiamento.html

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  9. 31 Janeiro, 2011 14:52

    “@Miguel Madeira
    Com a proposta deste post, o custo médio ficaria igual ao custo marginal :)”

    Como assim? Até é possivel que fique, mas não vejo porque terá que ficar.

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  10. Portela Menos 1 permalink
    31 Janeiro, 2011 15:01

    o problema das “helenas” não é tanto o modelo de gestão ou os custos.
    a questão central é, que tipo de governo gere a Educação?
    coloquem a AD a governar o Ministério – com o tipo de gestão e custos que quiserem e as “helenas” estarão felizes.

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  11. 31 Janeiro, 2011 15:06

    Já me esquecia que estou bloqueada pela democrática HM.

    Como é óbvio, o meu comentário nem podia aparecer.
    Vou alterar o e.mail e link do blogue para ver o que dá.
    ————————–
    Repetindo:
    Ricciardi: estás enganado. As escolas privadas com contrato de associação já existiam e foi o Estado que andou a abrir escolas ao lado delas, sem ter em conta o decréscimo da natalidade e sem pensar que ia carregar às costas mais funcionários públicos, até à reforma.

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  12. 31 Janeiro, 2011 15:11

    E escusam de inventar a roda. Vejam como se passa nos restantes países da Europa e tenham mas é bem presente que isto serve apenas de manobra de diversão para tapar as empreitadas públicas que o inginheiro precisa de dar aos apaniguados.

    Por cá nem sequer existe contrato de professores por escola. E isso até entendo, tem em conta a tradição da cunha.

    Mas o totalitarismo não se resume a direcções partidárias eleitas pelas tais “forças vivas da terra”. São também os currículos e todo e qualquer projecto educativo que escape à grelha estatal está chumbado.

    Não existe. É proibido criar-se uma escola que forneça diploma de grau de ensino que não seja cópia, cada vez mais igual, de toda a estrutura da estatal. Incluindo até esta última imbecilidade chamada de “avaliação” que não passa de formatação em eduquês para se inventar mais estatísticas de sucesso e ensinar seja a última coisa, no meio de tanto folclore.

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  13. 31 Janeiro, 2011 15:15

    Antigamente ainda os colégios com contrato de associação podiam ter uma hierarquia e responsabilidade com cabeça na figura do Director. Hoje em dia obrigam às palhaçadas dos “pares” fazerem de chefes uns dos outros, de terem a fantochada do tal “estatuto do aluno” com representações das “forças vivas da terra” a mandarem dentro de cada escola e proibição de se ensinar o que é preciso, pois o cada vez mais rasca é que é lei.

    Fora isso, o controle ideológico está imposto e as causas da ditadura do politicamente correcto ou da trampa da família gay já são obrigatórias a partir do ciclo, seja pública, seja privada, seja mista.

    Quem não quer isto, não pode nem escolher escola diferente, nem criá-la, pois o paralelismo pedagógico não é concedido.

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  14. 31 Janeiro, 2011 15:18

    E o que eu gosto de morder é esta escardalhada que se diz herdeira de Maio de 68, toda a fingir-se libertária, ter negado até os exemplos à “Jonas com 25 anos no Ano de 2000”.

    É mentira- eles fizeram do ME um local por excelência de criação de emplastros ideológicos que alaparam e que não mudam nem desandam, mesmo com alternância partidária. Porque um eduquês é um imbecil doutrinário que nasceu para fazer de padreco laico.

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  15. 31 Janeiro, 2011 15:22

    Laico, é como quem diz- ateu, jacobino, ignaro, formatado, capaz de abastardar todos os saberes para vender mensagem e fazer lavagem cerebral aos jovenzinhos.
    Eles existem sempre com o olho no horizonte- na utopia de treta que depois é comprada em formato chileno para os ciganos do governo pouparem uns tostões, à custa de destruir ainda mais o ensino.
    E usando sempre esta demagogia de “luta de classes”, explorando a invejazinha, como se estivessem em eterna missão de “combater privilégios” e “enfrentar corporações”, quando o que estão é a tapar negociatas e arranjar mais problemas do que aqueles que já existiam.

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  16. 31 Janeiro, 2011 15:25

    Não há ADs nem nada que possa governar uma treta que precisava primeiro de uma limpeza de alto a baixo.
    Só correndo com todos aqueles inúteis dos chamados pedagogos, fechando todas aquelas secções com siglas esquisitas, e encerrando os ISCTES da nossa desgraça podia restaurar-se o que eles destruíram.

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  17. 31 Janeiro, 2011 15:27

    Esses inúteis existem em toda a parte e Portugal não é caso único. Mas por cá ainda são piores, pois são os irmãozinhos das fogueiras de livros de Abril.

    Literalmente isto- são os savonarolas mentecaptos que sobraram e se reproduzem por tacho naqueles gabinetes.

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  18. 31 Janeiro, 2011 15:28

    E mesmo entre eles vão fazendo umas purgas mais socretinas desde que esta degenerescência com diploma por fax tomou o poleiro.

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  19. Bulimunda permalink
    31 Janeiro, 2011 15:40

    Olha afinal segundo o mesmo Pisa nós os reles ranhosos e fétidos professores portugueses até nem somos considerados uma bosta como por cá dizem que somos..
    http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/31/aleluia-fez-se-luz-afinal-nao-somos-uma-cafila-de-camelos-2011-01-30-marcelo-rebelo-de-sousa-pisa-2009-tvi/

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  20. 31 Janeiro, 2011 15:47

    Cara Helena, a sua proposta é um disparate. Só seria viável se os custos das Escolas fossam na sua grande maioria variáveis. Ora tal é falso. Os custos são, em grande parte, custos fixos.
    Se houver menos um aluno a ir para uma escola pública, os custos dessa escola permanecerão inalterados. Assim, dado que não há qualquer tipo de poupança, também não deve haver lugar a qualquer tipo de reembolso.

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  21. Arlindo da Costa permalink
    31 Janeiro, 2011 15:49

    Drª Helena:
    Os pais portugueses querem é escola pública.
    Estão formatados para obedecerem ao Estado e para pedirem ao Estado.
    Essa utopia do «ensino livre» faz-me lembrar a utopia da «sociedade sem classes»!

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  22. JPT permalink
    31 Janeiro, 2011 16:07

    Voltamos mesmo ao mesmo sítio (e no caso da HM isso deprime-me, pelo imenso respeito e gratidão que lhe tenho – senso comum e honestidade intelectual são bens preciosos no espaço público – mas é nisto que dá ter “causas”). Aceitar a “democracia directa” nesta matéria (como na saúde) corresponde em dar mais a quem já tem mais e deixar pior quem já está mal. O problema do ensino público é a estrutura do ministério da educação, são os sindicatos dos professores, é a total falta de exigência e de “accountability” (por alguma razão a palavra não há em português) no serviço público em geral (ninguém o deve sentir mais que os professores trabalhadores e competentes, que os há muitos) – o problema não é o conceito de ensino público, que é um pilar essencial de uma sociedade livre e justa. Esvaziar o ensino público, reservando-o para apenas aqueles que não tem capacidade de exercer a “escolha” que a HM advoga, poderá resolver esses problemas? A longo prazo, quem sabe, se calhar sim, mas o mais certo é matar o paciente antes de o curar, agravando o anátema sobre a escola pública e aumentando a “segregação social”. O caminho é exactamente o contrário: é fazer voltar a classe média alta ao ensino público. É impor exigência, ordem e disciplina ao ensino público e ao restante serviço público enfrentando e derrotando as corporações que o dominam. Não é destruí-lo, transformando-o numa “sopa dos pobres”.

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  23. Ricciardi permalink
    31 Janeiro, 2011 16:36

    «As escolas privadas com contrato de associação já existiam e foi o Estado que andou a abrir escolas ao lado delas» Zazie
    .
    Zazie, vamos partir da realidade antes 1970 e depois de 1970. Antes daquela data o analfabetismo era gigantesco em Portugal. O ensino que havia até podia ser bom como dizes, no entanto, não era acessivel a todos. O grau de instrução era reduzidissimo. Enfim eram outros tempos, mas Salazar deveria ter uma optica, na minha opinião, ou um projecto para o país assente numa quantidade de mão-de-obra pouco instruida e portanto barata mas potenciadora de investimento estrangeiro que a procurava e procurou. Isto, são factos.
    .
    Depois daquela data, o estado resolveu investir e massificar a educação abrindo escolas e permitindo a todos uma instrução. A massificação gera menos qualidade e, aliado a isso, foi cometido um erro crasso… acabou-se com a formação técnica, as escolas profissionais.
    .
    Ora, sendo então verdade que o ensino (talvez) fosse bom naquela altura, o facto é que a grande maioria das pessoas não o podia frequentar. Era comum os filhos trabalharem e os pais pressionavam-nos para acabar os estudos rapidamente para sustentar os irmãos.
    .
    Isto mudo. Foi proibido praticas de trabalho infantil. As crianças foram obrigadas a estudar independentemete da vontade dos pais, e bem.
    .
    Nada disto justifica que se mantenha sempre o mesmo sistema. O sistema foi essencial no seu tempo, mas nada impede que se evolua. Agora, evoluir é ter algum bom senso e verificar que grande parte do território portugues está mal, quer em termos de rendimento, quer em termos de quantidade de crianças.
    .
    E, por isso, as politicas não podem seguir extremos ou purismos ideologicos. Gerir a diferença é fundamental, caso contrario, regride-se.
    .
    RB

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  24. lica permalink
    31 Janeiro, 2011 16:50

    o jardim diz que não concorda

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  25. 31 Janeiro, 2011 16:50

    Ricciardi,

    Eu falo disto com conhecimento de causa. Ou bem que vamos agora fazer um levantamento de todos os casos, ou está-se a falar de cor.

    Como tenho mais que fazer e nunca me apeteceu perder tempo com “invenções do que devia ser, a partir do zero”, passo.

    Nada disto, no presente, é uma questão “teórica”- é uma mentira e uma propaganda para tapar gastos em obras públicas- em empreitadas com patos-bravos e com uma chusma de clientelas que vive disso.

    E nada disto tem a ver com aumento da população escolar mas, precisamente do inverso. E os profs do ensino particular sempre foram tratados abaixo de cão por todos- pelos sindicatos que cozinham buracos para lixar carreiras e pelo Estado totalitário que prefere colocar profs a trabalharem para a burocracia do ME do que para os alunos.

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  26. 31 Janeiro, 2011 16:53

    Quando digo que falo disto com conhecimento de causa, também é bom que não se invente- Eu não sou prof de colégio particular. Já fui.

    E conheço o ME e sei o que são os pedagogos que por lá têm ninho e tenda montada.

    Mas, ultimamente, a vigarice é tamanha que até um Benavente já passa por uma pessoa “da oposição” e sensata. Porque este inginheiro conseguiu espatifar em pouco tempo o que os outros não conseguiram em décadas.

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  27. 31 Janeiro, 2011 16:54

    Uma Benavente.

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  28. 31 Janeiro, 2011 16:56

    “… Só seria viável se os custos das Escolas fossam na sua grande maioria variáveis. Ora tal é falso. Os custos são, em grande parte, custos fixos. Se houver menos um aluno a ir para uma escola pública, os custos dessa escola permanecerão inalterados. Assim, dado que não há qualquer tipo de poupança, também não deve haver lugar a qualquer tipo de reembolso.”

    Não pode fazer esta análise. Imagine uma Escola Particular com 24 alunos no 1º Ano.
    E, à sua volta, 3 Escolas Públicas, também, cada uma com 24 alunos no 1º Ano.
    Feche a Escola Particular e mande 8 alunos (3×8) para cada uma das Escolas Públicas. Suponha que as áreas geográficas e as moradas dos referidos assim o define.
    Antes, 4 turmas (cada uma com 24), depois 6 turmas (cada uma com 16) …
    Aí os custos serão quase 50% superiores (como sabe, o custo com pessoal é cerca de 85% dos custos da Educação).
    Como vê, não pode fazer as contas daquela forma, tal como as que fiz são extremadas.
    A verdade é que PODE-SE SIM, implementar um sistema de Cheque-Educação (não tão simples como propoe HFM, mas lá perto). E o Estado nada terá a perder, a não ser os seus tiques socializantes da defesa da ditadura da Escola Pública.

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  29. 31 Janeiro, 2011 16:58

    E tu continuas errado. As escolas que apanham com os cortes são escolas medianas. E muitas dessas tinham décadas e décadas de existência e eram elas que asseguravam um ensino acessível a toda a gente.

    Porque v.s esquecem-se de dizer que sempre houve bolsas para quem não pode pagar. Nem sequer numa escola com contrato de associação as propinas são iguais para todos. Têm escalões e sempre existiu o grau zero- com bolsa, para quem não tinha mesmo rendimentos.

    Por outro lado, a manutenção escolar, desde rendas, a funcionários, a toda a estrutura da escola sempre foi paga por quem a explorava- pela Direcção- tivesse ou não tivesse contrato de associação.

    E os descontos para a Segurança, idem. Nunca foi o Estado que os fez.

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  30. 31 Janeiro, 2011 17:01

    Agora esta treta da HM é chouriço porque não tem nada para dizer e também gosta de brincar às revoluções semi-liberais, à falta das ortodoxas de barba rija e atlas de investimento.

    Isto é cena de mercearia porque para os neotontos tudo é mercearia. E foram estes mesmos neotontos quem andou a dizer mal da luta dos profs.
    Com a anormalidade da palavra “avaliação” e “produção” capitalista, como se dar aulas fosse coisa de fábrica e de resultados do CEO.

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  31. 31 Janeiro, 2011 17:03

    E eram eles que também diziam que os profs não querem é trabalhar, que são os madraços com rica vida e que vivem dos nossos impostos e coisas assim, à 4 Yorkshiremen, para ajudar a vender a aldrabice socretina. Sempre com a farsa do “justicialismo” facilmente vendido pelo fomentar da inveja, num país onde até se inveja a camisa lavada a um pobre.

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  32. Arlindo da Costa permalink
    31 Janeiro, 2011 17:04

    Fujam! A «Zazie» já «picou o ponto»…..

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  33. 31 Janeiro, 2011 17:05

    Além do mais esquece-se uma coisa- e então os profs que não querem trabalhar na trampa da escola pública?
    Como é? para o desemprego que a culpa é deles em não terem colaborado na utopia igualitária e até podiam era ser todos funcionários públicos vitalícios que é por isso que sindicatos sempre lutaram?

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  34. 31 Janeiro, 2011 17:07

    Foge tu, tolinho.
    E aprende que um nome, seja nick, seja próprio, não se escreve entre aspas. Eu sou a Zazie do Cocanha. Não sou uma qualquer coisa pseudo-zazie por eufemismo.

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  35. 31 Janeiro, 2011 17:10

    Experimenta a escrever “Teixeira de Pascoaes”;” Céline;” “Miguel Torga”, ou “Bomba Inteligente”; “Senhor Palomar” ; “Peacay” ou algo no género, a ver se faz sentido.

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  36. 31 Janeiro, 2011 17:21

    Proposta demasiado simples e transparente para sequer ser considerada à discussão pelos estatistas da direita à esquerda.

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  37. Arlindo da Costa permalink
    31 Janeiro, 2011 17:25

    Só Arlindo da Costa é nome de gente!
    Sem aspas!
    Voilá!

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  38. amador permalink
    31 Janeiro, 2011 17:49

    Proposta que corresponde ao sistema atualmente existente na America (Charter schools vs. public schools). Ha pros e contras com a implementacao do plano. Se, por um lado se poupa em dinheiros publicos pois o custo por aluno diminui e a influencia do Sindicato e reduzida, a escolha dos alunos e seletiva. O setor publico fica com os piores alunos e as escolas publicas ficam com os alunos mais problematicos. No entanto, os resultados das “charter schools” (privadas) nao sao sempre positivos, apesar de tudo.

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  39. 31 Janeiro, 2011 17:50

    Acho que é mais Arlindo da Bosta.

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  40. Arlindo da Costa permalink
    31 Janeiro, 2011 18:28

    «Bosta» para vos enfiar nas ventas, seus tugas desmiolados e alienados!

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  41. João Miranda permalink*
    31 Janeiro, 2011 18:31

    ««Cara Helena, a sua proposta é um disparate. Só seria viável se os custos das Escolas fossam na sua grande maioria variáveis. »»
    .
    LA-C,
    .
    Se é viável para uma escola privada, com uma dimensão muito menor, porque é que não é viável para o Estado, tendo este mais escala e mais graus de liberdade para se ajustar? Eu sei porque se diz que não é viável: porque se parte do princípio que o Estado não pode reduzir e flexibilizar instalações e colaboradores. Mas se as escolas privadas o fazem, porque é que o estado não o pode fazer.

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  42. 31 Janeiro, 2011 18:40

    “Nem sequer numa escola com contrato de associação as propinas são iguais para todos.”
    As escolas com contratos de associação NÂO PODEM COBRAR PROPINAS. – è por isso que são funanciadas pelo Estado ~para que se garanta uma educação gartita e para todas as crianças portuguesas
    Agora ficámos a saber, pela pena nazziana, que essas escolas financiadas com o nosso dinheiro, afinal cobram propinas.
    E até “Têm escalões e sempre existiu o grau zero- com bolsa, para quem não tinha mesmo rendimentos.”
    Isto é um fartar vilanagem.

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  43. 31 Janeiro, 2011 18:42

    Gonçalo:
    “Teremos que isolar as Escolas da Rede Associativa dos Colégios Particulares puros e duros (que a Ministra diz terem equitação e golfe, misturando-os com os primeiros)”
    Não foi a Ministra que misturou- Há mesmo escolas com contrato de associção, que, entre outros luxos, têm actividaes de euitação, golfe e ténis, pagas com o dinheiro dos contribuintes…

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  44. 31 Janeiro, 2011 18:47

    “As escolas que apanham com os cortes são escolas medianas. E muitas dessas tinham décadas e décadas de existência e eram elas que asseguravam um ensino acessível a toda a gente.”

    Sim, concerteza. Aqui vai uma pequena lista das tais escolinhas medianas acessíveis a toda a gente (lol) , são escolas muito boazinhas e muito pobezinhas assim como a floribela:
    Colégio S. João de Brito – o ex libris da mediania
    Didalvi – tão mediano, mas tão mediano, que até as aulas de equitação , de golfe e de ténis são aflitivamente medianas
    Colégio da Imaculada Conceição – hipermediano
    Colégio da Rainha Santa Isabel – o exemplo da mediania instituída
    Cooperativa de Ensino de Coimbra – CRL – claro
    Colégio de S. José – Irmãs Dominicanas – extremamente mediano
    Colégio de S. Martinho – de uma escandalosa mediania
    Colégio da Imaculada Conceição – medianérrimo
    Colégio do Sagrado Coração de Maria supémediano
    Colégio Miramar – assaz mediano
    Grande Colégio Universal, Porto – onde a mediania é cultivada, apesar do nome espampanante
    Etc, etc, etc

    Sobre a questão de serem escolas acessíveis a toda a gente (LOL) aconselha-se a leitura das condições de admissão – na maior parte dos casos estão despudoradamente online.

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  45. 31 Janeiro, 2011 18:55

    concerteza não existe

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  46. 31 Janeiro, 2011 19:07

    “Se é viável para uma escola privada, com uma dimensão muito menor, porque é que não é viável para o Estado, tendo este mais escala e mais graus de liberdade para se ajustar?”

    João, mas eu sei lá se é viável para uma escola privado fazê-lo ou não. Nem estou muito interessado nisso. De qualquer forma, tu respondeste à tua própria pergunta: precisamente por algo ter uma dimensão mais pequena é que será mais fácil de ajustar. Mas, como te digo, estou-me um pouco nas tintas para saber se é viável para a escola privada ajustar-se ou não.

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  47. João Miranda permalink*
    31 Janeiro, 2011 19:16

    LA-C,
    .
    Se não é viável para uma escola pequena e independente, então é improvável que alguma apareça a oferecer o serviço. Podes estar nas tintas para o facto de uma escola pequena conseguir ajustar-se, mas o ponto é que a proposta da Helena só causa problemas ao sistema público se aparecerem escolas privadas independentes interessadas em oferecer o serviço. Se elas aparecem é porque a proposta é viável a uma pequena escala.
    .
    Neste caso os custos diminuem com a escala. Não vejo por isso porque é que a proposta da Helena causa mais problemas a uma rede de escolas pública do que a uma escola privada independente. Se o problema é o período inicial de ajustamento, então a solução passa por fasear a transição para o novo sistema.

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  48. castanheira permalink
    31 Janeiro, 2011 19:24

    Não interessa a socialistas e comunistas dar a possibilidade de escolha da escola aos portugueses por varias razões :
    1ºÉ na escola que eles pretendem doutrinar as crianças fazendo delas futuros socialistas ;
    2º A concorrência colocaria a sua incompetência a nu na gestão escolar;
    3º Acabariam-se as “quintas de regadio” ao serviço de corporações e não dos alunos;
    4º O estado e o governo perderiam poder efectivamente ;
    5º Como jacobinos puros são contra a liberdade de escolha porque acham os portugueses incapazes;
    São estas as razões de fundo e não qualquer outro argumentario colateral que socialistas nestes comentarios vêm apresentando .

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  49. Bulimunda permalink
    31 Janeiro, 2011 19:44

    UMA PROPOSTA PARA O NOSSO 1º FAZER..EM VEZ DE SE DEDICAR A SER 1º MINISTRO..
    http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/31/rui-unas-e-claudia-semedo-eu-sou-o-pm-a-ultima-ceia-o-verdadeiro-lado-bom-do-nosso-1%C2%BA-ministro/

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  50. Ricciardi permalink
    31 Janeiro, 2011 19:48

    «…que o Estado não pode reduzir e flexibilizar instalações e colaboradores. Mas se as escolas privadas o fazem, porque é que o estado não o pode fazer.»JM
    .
    Aqui está o exemplo mais esclarecedor pelo qual em materias como a educação e saúde não se pode ter um mercado exclusivamente privado. Os privados podem flexibilizar, isto é, podem emagrecer, reduzir, cortar e até fechar quando e como quiserem. A escola pública pode reorientar as variaveis com os limites impostos pela constituição.
    .
    Como governar um país pressupoe submissão a valores sociais vertidos nas leis fundamentais e visão de medio-longo e não a conjunturas economicas a que uma empresa está sujeita, as areas sensiveis para a população não devem ficar exclusivamente ao sabor dos ciclos economicos que os mercados produzem. Independentemente de uma escola dar prejuizo ou não ela não pode/deve fechar se não houver alternativas viáveis.
    .
    Aliás, uma escola (publica) não pode ser medida pela conta de exploração que debita mas sim pela rendibilidade que ela encerra. A rendibilidade tem ver com o serviço que presta ao país versus eficiencia nos recursos alocados.
    .
    E foi isto que perceberam alguns povos mais desenvolvidos, nomeadamente os escandinavos. Por isso é que eles, para ganhar eficiencia, AUTONOMIZARAM a gestão das escolas e descentralizaram as competencias a quase todos os níveis, tendo todas elas de competir pelo serviço que são obrigadas a produzor e que prestam em função da gestão dos recursos alocados.
    .
    Simples, sem ideologias extremistas e eficaz.
    .
    RB

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  51. 31 Janeiro, 2011 19:59

    “Podes estar nas tintas para o facto de uma escola pequena conseguir ajustar-se, mas o ponto é que a proposta da Helena só causa problemas ao sistema público se aparecerem escolas privadas independentes interessadas em oferecer o serviço. Se elas aparecem é porque a proposta é viável a uma pequena escala.”

    Hã? Ó João, por amor de Deus. Neste post a Helena defende que o que o Estado poupa num aluno que deixa de estudar no público deve entregá-lo a uma privada concorrente (uma espécie de sistema de vouchers). Tudo bem!, agora, o que o estado poupa com um aluno não é o custo por aluno. O custo por aluno é o custo médio. O que o estado poupa é o custo marginal. E tu sabes isso perfeitamente.

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  52. 31 Janeiro, 2011 20:01

    “Esvaziar o ensino público, reservando-o para apenas aqueles que não tem capacidade de exercer a “escolha” que a HM advoga, poderá resolver esses problemas? A longo prazo, quem sabe, se calhar sim, mas o mais certo é matar o paciente antes de o curar, agravando o anátema sobre a escola pública e aumentando a “segregação social”. O caminho é exactamente o contrário: é fazer voltar a classe média alta ao ensino público.´”

    Mas, se essas escolas convencionadas forem gratuitas para as familias dos alunos (e não é claro se é isso que a HM defende), como é que isso aumenta a segregação social? Tanto o filho do médico como o filho do auxiliar de acção médica podem ir para lá.

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  53. 31 Janeiro, 2011 20:05

    “Mas, se essas escolas convencionadas forem gratuitas para as familias dos alunos (e não é claro se é isso que a HM defende), como é que isso aumenta a segregação social? Tanto o filho do médico como o filho do auxiliar de acção médica podem ir para lá.”

    Pois é Miguel, o problema é que a tua afirmação final é, na maioria das vezes falsa. Os poucos filhos de auxiliares que encontras por estas escolas são para inglês ver. Aliás, já passaste pela experiência de perguntar numa destas escolas quais são os critérios de selecção? Uma coisa que geralmente fica bem clara é que não é por ordem de chegada.

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  54. João Miranda permalink*
    31 Janeiro, 2011 20:16

    LA-C,
    .
    Se sair um aluno, o Estado poupa o custo marginal. Se saírem 1000 ou 2000 numa mesma cidade, o valor poupado por aluno tende para o custo médio por aluno. O modelo que a Helena propõe é perfeitamente viável desde que se coloque a hipótese de reduzir e flexibilizar o sistema público da educação. Por exemplo, fechando e vendendo escolas, reduzindo o número de professores funcionários públicos, reformulando contratos, autonomizando escolas, fazendo spin offs de escolas públicas …

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  55. João Miranda permalink*
    31 Janeiro, 2011 20:22

    LA-C,
    .
    A análise do aumento da segregação deve comparar a segregação que já existe no sistema público actualmente com a que haveria num sistema alternativo. As escolas públicas actuais não evitam a segregação social. O que interessa saber é se a segregação seria significativamente maior num sistema alternativo.
    .
    Nada impede o Estado de impor determinadas regras às escolas que participassem num programa de vouchers ou num programa de escolas convencionadas. Não ha´ motivo nenhum para que num sistema alternativo a capacidade do Estado de evitar segregação fosse menor que a que tem actualmente para evitar a segregação nas escolas públicas.

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  56. Ricciardi permalink
    31 Janeiro, 2011 20:24

    «São estas as razões de fundo e não qualquer outro argumentario colateral que socialistas nestes comentarios vêm apresentando »Castanheira
    .
    Não vejo qualquer representatividade parlamentar, nem algum partido constituido ou sequer movimentos que representem as teses liberais em Portugal. Não existe. E não existem, provavelmente, porque não encontram ‘mercado’ que compre as suas ideias. É chato, eu sei bem, mas é assim a democracia. Algumas (ideias) até são boas, mas de facto, o que mais se vê, é uma chusma de gente arreigada no extremismo (que mais parecem comunas ortodoxos) a querer coisas que os portugueses não querem.
    .
    Como só pode governar quem o faz em sintonia com quem os elege, não vejo qualquer utilidade em persistir na utopia. Talvez fosse bom perceber o que querem os portugueses, e em função disso, gizar a estratégia que melhor se adeque à cultura dominante e vencer o jogo aos pontos, paulatinamente ir introduzindo alterações.
    .
    Quando vejo pessoas, às vezes com razão, a idealizar privatização da saúde e despedimentos sem causa justa etc etc, a primeira coisa que me ocorre é chamar-lhe idiota. Idiota. Portugal não sai desta merdice porque existem sempre extremistas que assustam as pessoas, quer comunas, quer liberais.
    .
    V.Exas. acham que o trabalhador da fábrica, com a 4ª classe, fica feliz por saber que já pode ser despedido sem justa causa? Acham que ele entende que, em nome das liberdades de escolha, ele pode ir para o olho da rua. Ele não compreende o alcance das medidas e o que está subjacente, a unica coisa que ele percebe é que pode ir para a rua. É assim, como em quase tudo na vida, as coisas conseguem-se com bom senso. Se disserem TUDO aquilo que acham acerca dos vossos próprios amigos sem medir a capacidade de julgamento dos mesmos, o mais certo é não terem amigos.
    .
    Nesta medida, a continuar assim, os liberais só poderão alcançar o poder e chafurdar-se nele se fizerem como os comunistas sovieticos… através da força.
    .
    RB

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  57. Ricciardi permalink
    31 Janeiro, 2011 20:34

    Ando a pensar numa bolsa de vouchers. Uma bolsa de rua, claro está. A ideia, bem latina, é sacar o cheque ao estado, pagar à escola mais barata, e receber a diferença através de uma off-shore. Algo muito semelhante com aquilo que se obtem (facilmente) na ADSE. Qual a familia de funcionario público que não compra tudo o que pode em nome do titular; ele é oculos de sol, receitas em nome da mae do marido que por sua vez é casada com a filha do genro de um funcionario público. Ou então, caso bem recente, a chafurdia nas prescrições médicas e descontadas nas farmácias.
    .
    Haja imaginação e parcerias-publico-privadas.
    .
    RB

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  58. 31 Janeiro, 2011 20:37

    João Miranda, até posso concordar em parte com o que escreveste nos últimos comentários. Mas isso é uma discussão ideológica. Deve o estado garantir uma rede pública universal de escolas, ou deve o estado garantir que a rede de escolas, seja pública ou não, seja universal? É uma discussão ideológica que faz sentido
    A discussão como a Helena a a pôs é meramente contabilística e está mal colocada. Enquanto não se derem conta disso perderão os debates com o Daniel Oliveira.

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  59. 31 Janeiro, 2011 21:14

    Excelente proposta. Todos a escolher a escola que querem. Um conselho Helena: proteja-se. Os donos dos colégios andam muito agressivos, pudera, e você passou a ser o próximo alvo.

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  60. Des permalink
    31 Janeiro, 2011 21:20

    «Não ha´ motivo nenhum para que num sistema alternativo a capacidade do Estado de evitar segregação fosse menor que a que tem actualmente para evitar a segregação nas escolas públicas.»

    Discordo. Um motivo que me ocorre no imediato é maior susceptibilidade das direcções escolares às pressões dos pais, que em muitos tenderá para a segregação. Mas sobre isto, nada melhor que reflectir sobre as experiências lá fora. Aliás, é muito interessante este debate ter levantado estas dimensões por uma diferença de financiamento na ordem dos 10 000 por Turma, quando à cerca de dois meses a OCDE publicou uma serie de indicadores bem mais relevantes sobre as possibilidades destes sistemas alternativos… Infelizmente, parece que, á excepção do JMF ( e mesmo este de forma tímida), o pessoal por cá, aparentemente, estava mais interessada nas compras de Natal…

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  61. 31 Janeiro, 2011 21:25

    João Miranda:

    “As escolas públicas actuais não evitam a segregação social. O que interessa saber é se a segregação seria significativamente maior num sistema alternativo.”

    Não é preciso especular. O sistema alternativo já existe – chama-se ensino privado ( e aqui incluo aquela variante tão genuinamente portuguesa – o ensino privado financiado directamente pelo Estado). Nesse sistema alternativo a segregação social ( e, já agora, segregação racial e étnica) é de uma evidência atroz e com um nível de organização estrutural que está nos antípodas do sistema de ensino público.
    O facto de haver cheque ensino além de ser uma forma óbvia de todos pagarmos os Colégio privado da betada que pode perfeitamente pagar a suas escolhas, só vai acentuar ainda mais essas clivagens,
    O Epanimondas da Musgueira, mesmo que tenha um cheque ensino chorudo nunca vai conseguir ser admitido no Colégio Mira-Rio.
    Nem o João Miranda queria estra nuam reunião de pais com o Epanimondas da Musgueira. A liberdade de escolha tem limites, com certeza.

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  62. 31 Janeiro, 2011 21:26

    Há colégios particulares para os filhos/família e há os que há mais de 40 anos prestam um verdadeiro serviço público, como é o caso do IPSB, em Bustos, concelho de Oliveira do Bairro.
    IPSB

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  63. Fredo permalink
    31 Janeiro, 2011 21:42

    jjc REGISTERED MEMBER,
    Não é “Todos a escolher a escola que querem”, é “escolas com o modelo de gestão escolhido pela família”, ou seja:
    As famílias passam todas a ser Medinas Carreiras, ou Silvas Lopes ou Teixeiras dos Santos. Estudam os modelos de gestão das escolas existentes e decidem: esta aqui é a que tem a gestão mais a contento. Vou lá pôr o Zezinho. Aquela ali aplica o modelo de Gresham, vou lá por a Miquinhas.

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  64. A. R permalink
    31 Janeiro, 2011 21:46

    De facto a esquerda não concebe uma escola livre: professores contratados pelo director da escola, programa aplicado pela escola, etc.

    Qual a razão da esquerda se virar contra liberdade de concorrência na prestação do serviço Ensino?

    A razão é apenas uma: a esquerda é uma ladra de almas. A sobrevivência da esquerda depende da capacidade de contratar na escola antes dos putos pensarem pela própria cabeça.

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  65. 31 Janeiro, 2011 21:46

    Interessante ver que agora alguns já não se importam com a intervenção do Estado e na atribuição de subsídios.

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  66. João permalink
    31 Janeiro, 2011 21:49

    UMA PROPOSTA ALTERNATIVA:

    1) O Estado prescinde da gestão das escolas e concessiona a gestão das mesmas – por concurso – a quem esteja interessado: cooperativas de professores, associações de pais, instituições da sociedade civil, autarquias, etc…

    Caso não existam interessados, então – aí sim – o Estado assume a gestão em igualdade de circunstâncias com os outros estabelecimentos de ensino (Vd. 2 e 3).

    2) O Estado fixa:

    – um montante médio de subsídio por aluno, numa primeira fase. Depois, o subsídio seria progressivamente dimínuido nos casos das famílias cujos rendimentos per capita estivessem no último quartil de rendimentos.

    – define determinados objectivos de “qualidade” (p.ex. determinados níveis a obter em disciplinas básicas nos exames PISA ou exames nacionais);

    – Obriga a que todos os aluno da acção social escolar sejam admitidos nas escolas que bem entenderem sem custos adicionais.

    3) O estado:
    – permite que as famílias escolham a escola que quiserem;
    – paga às escolas o subsídio x n.º de alunos;
    – concede toda a liberdade pedagógica aos colégios.

    4) Caso não sejam cumpridos os níveis de qualidade definidos, os concessionários perdem a concessão e volta-se a 1.

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  67. Portela Menos 1 permalink
    31 Janeiro, 2011 21:51

    liberais, liberais, mas não tanto!

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  68. Portela Menos 1 permalink
    31 Janeiro, 2011 21:54

    e agora uma coisa completamente diferente:
    Não era suposto os Juros da Dívida Soberana baixarem devido à vitória, na primeira volta, do candidato Cavaco?
    Tivesse havido 2ª volta e os Juros subido e não faltariam os mesmos de sempre a culparem o PREC e o Preâmbulo da Constituição!

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  69. Fincapé permalink
    31 Janeiro, 2011 21:56

    Afinal, numa pesquisa rápida, encontrei Portugal nos primeiros lugares (p´ra´6.º), em 27 países, quanto à percentagem de ensino privado.
    Nada mau para um país que é último quase em tudo!

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  70. lucklucky permalink
    31 Janeiro, 2011 22:36

    E demonstra-se mais uma vez que a Esquerda está-se nas tintas para o suposto Ensino Publico que supostamente diz defender.
    .
    O que interessa à Esquerda é o Poder, o Poder sobre Milhares de Empregos.
    Que é obviamente a melhor maneira para institucionalizar de uma clientela para sustentar esse poder. Já os Fascistas o sabiam.
    O Poder sobre os currículos. O Poder sobre tudo.
    O desastre educativo da Esquerda em Portugal está aí para todos verem.

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  71. Portela Menos 1 permalink
    31 Janeiro, 2011 22:40

    desde o século XII que a culpa é da esquerda; o tio Afonso era, aliás, um perigoso esquerdista! oh Luck, por que não fazes um intervalo?

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  72. PMP permalink
    31 Janeiro, 2011 22:59

    O que interessa ao Sócrates é desviar as atenções para o regabofe despesista que é a Parque Escolar EPE.
    .
    Estão a ser gastos 5 mil milhões de euros em 4 anos, com muitas obras e projectos sem concurso e sem controle de trabalhos a mais.
    .
    As poupanças no ensino são trocos comparado com o orçamento gigantesco da Parque Escolar EPE.

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  73. 1 Fevereiro, 2011 11:02

    Olha, desta vez assino por baixo o que o maluco do lucklucky escreveu.

    É isso mesmo- querem controlar tudo.

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  74. 1 Fevereiro, 2011 11:04

    E o PMP também acerta.

    Falta fazerem as contas às escolas públicas fechadas e aos profs que ficam na calha. Mas eles preferem carregar com funcionalismo público desde que controlem absolutamente tudo.

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  75. JCA permalink
    1 Fevereiro, 2011 11:53

    .
    Ricciardi (16.36H) talvez lapso ao teclar:
    não é 1970 é 1960 (correcção sem qualquer intenção de elogiar o antes ou o depois do 25 de Abril)
    .
    Amador (17.49H) talvez lapso ao teclar:
    “A proposta corresponde ao sistema actualmente existente na SUECIA”, deixe lá a América descansada ….
    .
    Uma duvida, andam por aí umas ‘matemáticas’ que não estou a perceber:
    Se há Colégios com golfe, equitação, directores com Porsches etc etc.
    Se recebem menos por aluno que a Escola Publica.
    Se nas Privadas e Cooperativas que recebem menos por aluno (admitamos até o mesmo que custam na Publica) o money chega para golfe, equitação para a miudagem e Porches para os diretores etc para onde é que vai o money nas Publicas que ão têm golfe, equitação, pessoal auxiliar e supõe-se que os Conselhos Directivos não têm Posches ?? Só pergunto porque não estou a perceber bem.
    .
    É claro que é pelo ‘Cheque-Educação’ que obriga à livre concorrencia para serem escolhias pela qualidade pelos Encarregados de Educação sejam Publicas, Privadas ou Cooperativas que a rebaldaria, lobbies e baronatos acabam. Aleija mas é assim. Portugal NÃO TEM DINHEIRO para mais sustentar LUXOS e GASTOS ABUSIVOS.
    .

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  76. PMP1 permalink
    1 Fevereiro, 2011 11:55

    É pior que isso, pois agora têm os 80.000 por turma como referência.
    .
    Vão ver os cortes no numero de professores no próximo ano lectivo, com o aumento do tamanho das turmas.
    .
    A indisciplina vai aumentar, que é a verdadeira ideologia que governa o ministério da educação:
    – manter as crianças como uma massa amorfa, indisciplinada, sem cultura, fácilmente manipulada, com o apoio dos paizinhos .

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  77. Fatima Gomes permalink
    1 Fevereiro, 2011 12:11

    É como vi num blogue que vocês citam acerca deste tema. http://www.aventar.eu/2011/01/31/pro-ano-vamos-estudar-no-colegio-de-s-joao-de-brito/
    A senhora acredita mesmo que, havendo liberdade de escolha das escolas, ela ia ser real e para todos?

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  78. 1 Fevereiro, 2011 13:43

    Na Madeira, Alberto João Jardim demarca-se da opção socialista de “retirar o tapete” às Escolas Particulares.

    http://www.madeira-edu.pt/tabid/415/ctl/Read/mid/2175/NoticiaId/4103/language/pt-PT/Default.aspx

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  79. 1 Fevereiro, 2011 14:02

    @Miguel Madeira
    «d) A cada uma dessas escolas será entregue pelo ministério o mesmo valor por aluno.»

    Se for exequível, para o Estado CMe=CMa

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  80. Ricciardi permalink
    1 Fevereiro, 2011 14:22

    «correcção sem qualquer intenção de elogiar o antes ou o depois do 25 de Abril»JCA
    .
    1967 para ser preciso.
    .
    RB

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  81. Ricciardi permalink
    1 Fevereiro, 2011 14:39

    Et voilá, ainda esperei que pudesse haver algum que se diz de direita (seja lá o que isso for) que tivesse visto o que parece não quererem ver. A CONCORRENCIA.
    .
    Pois é a concorrencia. Qual é a liberdade de escolha (à excepção das grandes cidades) que a população poderia ter se fosse implementado o cheque-aluno?
    .
    Só compreendo essas medidas em tese. Mas como a tese tem de ser posta em pratica não vejo como pode ser possivel a alguém fora do Porto e Lisboa ter liberdade de escolha, com ou sem cheque-aluno.
    .
    Vamos a exemplos para acordar aqueles comodamente sentados em Lisboa ou Porto. E vamos logo para a 3ª cidade do País. BRAGA. Em Braga existem alguns cólegio privados. Pequinitos, quase caseiros, mas existem. Mas só um é que pode ser considerado uma escola, pela dimensão. O D. Diogo de Sousa. Ora, esse colégio pode receber umas 200 crianças, talvez mais um bocadito. Ocupadas as vagas, como é que os teoricos deste blogue querem exercer a liberdade de escolha?
    .
    Pensaram por acaso que primeiro e antes de tudo deve ser promovida uma eficaz concorrência. Ou pretendem criar, novamente, monopólios privados, à semelhança daquilo que criticam no estado?
    .
    Portanto, enquanto esta gente não for séria e coerente, nem vale a pena perder tempo.
    .
    Por mim, aceito o cheque-aluno com uma unica condição: que haja concorrencia primeiro, para depois poder escolher. Mal por mal, prefiro um monopolio do estado a um monopolio privado. Aliás, este, foi o grande erro de TODOS os governos. As privatizações de monopolios sem antes terem assegurado a existencia de concorrencia.
    .
    É que a concorrencia só pode existir AONDE houver mercado que justifique investimentos. E não vejo que, além de 4 ou 5 cidades, haja mercado para isso.
    .
    RB

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  82. Ricciardi permalink
    1 Fevereiro, 2011 14:47

    Escusado será dizer que, se não for promovida concorrencia, a admissão nos colégios não se vai fazer pelos lindos olhos de alguém, mas sim pelo preço. É que, esses colégios (em monopolio) fixam um preço que muito bem entendem. Ou seja, vai tudo dar mesmo. Mesmo tendo cheque-aluno o povo não consegue comprar o serviço dos colégios, por ser caro, sendo que esses colegios acabam por preencher as vagas com pessoas com recursos financeiros e que não recorrem a subs. do estado. Ora, estas pessoas mais abastadas, não estão à espera de cheques-aluno para matricular os filhos. Fazem-no independentemente do cheque, porque querem o melhor para as crias e podem faze-lo.
    .
    Mas enfim, este povo teima em perder tempo a imaginar liberdades quando ela não existe nem pode existir.
    .
    RB

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  83. Outside permalink
    1 Fevereiro, 2011 16:01

    “Aliás, este, foi o grande erro de TODOS os governos. As privatizações de monopolios sem antes terem assegurado a existencia de concorrencia.”
    Existem argumentos contra este dogma da nossa sociedade ? Não.
    Interessa contrariar este falso liberalismo ? Não.
    O que interessa é privatizar, monopolizar…critica-se (e bem) o monopolismo estatal na sede do monopolismo (já existente com n exemplos) privado que tudo liberalizará, resolverá.
    Mas compreende-se…é para o bem comum (comum como para todos nós, cidadãos contribuintes) certo ?
    Ainda não houve um argumento, estudo, programa que me convencesse disto….e não, não é com as propostas de HM ou com os posts sentidos de JM que me convencem.
    O problema, transversal a todas as àreas, é estrutural, é moral, é ético, é de dever profissional e enquanto o valor humano, individual não se erguer e generalizar eliminando esta imoralidade, este estado geral de compromissos, interesses e afinidades coloridas sem fundamento rigoroso…os cães (todos ou alguns poucos de nós) continuarão a ladrar para uma caravana de gatunagem em trote contínuum….
    Só interessa o poleiro, não interessa a função ou dever. (ponto)

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  84. Ricciardi permalink
    1 Fevereiro, 2011 16:09

    Então chegou a Maria de Vilar de Perdizes a casa e disse ao António: «antónio, antónio, chegou o cheque-aluno do Bernardinho, já podemos escolher uma escola». «Olha que bom Maria, aonde o vamos meter?». «No único que existe, mas que importa isso, não vês que bonito que ele é cheio de numeros». «Ah Maria pois é; é lindo de facto, mas isso dá para comprar cadernos e livros??». «Não, é só mesmo para entregar no liceu que nós considerassemos melhor para o Bernardinho, mas aqui só há este liceu». «Ora que boa porra mulher, achas que seria bom negócio abrirmos um colégio novo para criar alternativas às pessoas de V. de Perdizes?». «O quê António, um novo colégio aqui? nem penses nisso, então não sabes que o unico que cá existe está às moscas e sobrevive com ajuda do estado». «humm pronto, então, olha, leva lá esse papel à secretaria e matricula o rapaz». «emprestas-me a carrinha?». «não que preciso de entregar as batatas à mercearia, vai a pé para lá que eu depois trago-te para cá».
    .
    RB

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  85. 1 Fevereiro, 2011 17:54

    ” O Estado prescinde da gestão das escolas e concessiona a gestão das mesmas – por concurso – a quem esteja interessado: cooperativas de professores, associações de pais, instituições da sociedade civil, autarquias, etc…
    È impressão minha ou já anda muita gente a salivar com as escolas PÙBLICAS recentemente remodeladas e com equipamentos de ponta?

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