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A culpa é da aritmética*

17 Junho, 2011

Escassas horas após ser conhecido o resultado das últimas eleições, já Carvalho da Silva e Silva Lopes avisavam que o futuro Governo não dispõe de uma “maioria social”. Ao certo, não se percebe a que corresponde o conceito de maioria social, tanto mais que, com o tempo, ele tem vindo a ficar menos preciso. No passado, chamou-se maioria de esquerda, maioria para o socialismo, maioria do povo trabalhador…
Não é por caso que esta oposição entre aritmética e social ressurgiu agora em Portugal num quadro de derrota do PS: afinal, o PS é o único partido que, em Portugal, consegue sobrepor as duas maiorias, a aritmética e a social. E consegue-o porque lutou por isso: a célebre manifestação da Alameda e o não menos importante comício das Antas, que tiveram lugar em Julho de 1975, foram precisamente a reivindicação, por parte do PS, da legitimidade da maioria aritmética, então praticamente encurralada por uma minoria aritmética nas urnas – o PCP e o seu satélite MDP não tinham chegado sequer aos 17% dos votos nas eleições para a Constituinte de Abril de 1975 – mas que claramente era maioritária nas ruas. Assim, quando o PS ganha, ganha e a sua maioria é isso mesmo: uma maioria legitimada nas urnas que ninguém duvida corresponder a uma maioria social, tanto mais que o PS é um partido transversal à sociedade portuguesa.
Pelo contrário, quando o PSD ganha, a sua maioria imediatamente é apresentada como uma vitória aritmética (e aritmética neste contexto é um termo depreciativo) que não representa uma maioria social, seja isso o que for. Esta debilidade do PSD e do CDS é particularmente grave num momento como este: o Governo Passos-Portas vai ter de aplicar o acordo com a troika. Este acordo foi sufragado a 5 de Junho por mais de 78 por cento dos votos, ou seja, pelas pessoas que votaram PSD, PS e CDS. E convém que estes partidos, sobretudo o PSD e o CDS, porque vão ser Governo e porque, ao contrário do PS, nem sempre o têm claro nos momentos adequados, sejam capazes de sublinhar a superioridade da legitimidade aritmética do voto perante a dita maioria social da rua ou, numa definição que me parece mais precisa, da maioria visível nas televisões, redes sociais e jornais.
O antagonismo entre maiorias aritméticas e maiorias ditas sociais ou mediáticas está aí de novo, à nossa espera. Em Portugal, está nas declarações dos profetas-pirómanos da explosão social que, para seu desgosto, não têm sido tão ouvidos quanto gostariam. Até agora, o que temos tido de mais relevante são anúncios de greves – algumas entretanto desconvocadas – por umas corporações aristocráticas das empresas públicas. (Já agora, será muito importante que, nas notícias sobre essas greves, nos informem claramente o que está a ser reivindicado em vez de termos de ouvir a eterna cassete das administrações a dizerem que não cedem e dos sindicatos a dizerem que não desistem.) Mas é sobretudo em Espanha que, por estes dias, se torna óbvia a capacidade de pequenos grupos muito activos, aparentemente folclóricos mas tendo na sua retaguarda grupos políticos organizados, de desencadearem acções de rua com vista a manter acossada uma parte da classe política. Como era expectável, fazem do PP o seu ódio de estimação e a vitória deste partido nas recentes municipais fortaleceu-lhes a convicção de que é na rua que conseguem o que as urnas não lhes dão, mas não foi preciso esperar muito para que também deputados socialistas se vissem cercados por essa multidão ululante.
Enquanto escrevo na tarde de 15 de Junho, a Catalunha vive momentos que remetem para o cerco à Constituinte em Portugal no ano de 1975: um parlamento cercado por manifestantes, deputados ameaçados (um deles cego) que pedem protecção policial; membros do Governo e parlamentares encafuados em autocarros e helicópteros, fugindo da violência dos manifestantes.
Se, da Catalunha, viermos até Madrid, encontramos estes mesmos grupos já não acampados na Porta do Sol mas sim irrompendo aqui e ali. Sendo que o aqui e o ali tanto pode ser boicotar um despejo de uma casa ocupada como encurralar o alcaide de Madrid à porta de sua casa. Contam com uma benevolência cósmica por parte dos jornalistas, que não se interrogam como se organizam esses protestos, por que não acontecem acampamentos nos locais onde os partidos que funcionam como cobertura legal da ETA obtiveram a maioria ou qual a representatividade de todos estes colectivos, plataformas e sindicatos.
Perante as performances flashmob dos indignados e os pré-anúncios de explosão social por parte dos sindicatos em Portugal (sendo que nunca é de mais assinalar que qualquer manifestação em Portugal organizada pela CGTP é um avanço civilizacional, intelectual e higiénico perante os acampamentos dos ditos à rasca ou indignados), há que recordar que, nas democracias, a legitimidade é indissociável da aritmética.

33 comentários leave one →
  1. 17 Junho, 2011 11:46

    Os “sindicalistas” têm que apresentar, anualmente, documentação, verificável, em que demonstram a sua representatividade real. O resto é (muita) presunção …

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  2. neotonto permalink
    17 Junho, 2011 11:57

    “Sendo que o aqui e o ali tanto pode ser boicotar um despejo de uma casa ocupada como encurralar o alcaide de Madrid à porta de sua casa”.

    Vamos ver, os “indignados” que encurralaram a porta da sua casa ao alcaide Gallardón sao indignados?. Pois claro. Mais “ indignados” por prohibir os concertos nas festas do dia do Orgulho Gai ja que segum paresce esta historia ja nao vende como vendia a cidade de Madrid. Nem o bairro de Chueca o bairro da bandeira dos Arcoiris. Ja nao é simplesmente um motivo de turismo de peregrinaçao este barrio de Chueca? . O Gallardón-divorciouse-da- panda -Gai?. Pois nao. Simplemente sucede que com 6.000 milhoes de euritos de dívida no axuntamento que sobrepassa a divida de bastantes comunidades autonomas no seu conjunto a sopa boba do pao e circo e festinhas gratis ja nao dava para mes festas nem alegrias…Sejas elas gais Sejas bem castiças.

    E podería ser que a partir 2012 començaram a baixar a rua em veç dos “indignados” talvez os politicos e os jornalistas para ver lá “ in situ” como esta que a rua que anda a ferver e nao é precisamente pelas temperaturas do verao . Quando començaram ¿ Pidamos que seja para o proximo 2012 nestas escapadinhas a poder ser empeçar pelas ruas de Atenas…Paga o erario publico. Sempre haverá algum modo de amanhar e disimular nos presupostos se nao chega o salario que se lhes paga. Que seia como comisao por desplazamentos a lugares de peligrosidade !!!!. Como ir ao Afgnistao ou similar…

    http://www.elmundo.es/elmundo/2011/06/14/madrid/1308032741.html

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  3. 17 Junho, 2011 12:27

    Nota muitíssimo lateral, e breve: «a culpa» é um conceito ‘judaico-cristão’, umas palavrinhas trocadas de c´´a e para lá e a «coisa» resolve-se, até à próximavex.
    «Responsabilidade» é algo diferente, vais preso pela vida toda, se fôr o caso, não é possível reincidir.

    Clear it up any ?

    🙂

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  4. afédoshomens permalink
    17 Junho, 2011 12:34

    culpa-no-existir: martin heidegger

    ….

    Em 50 anos as condições de vida da população portuguesa alteraram-se profundamente. O rendimento disponível das famílias cresceu de forma notória, sobretudo desde os finais dos anos 80. Esse rendimento é superior ao dos salários, havendo cada vez mais pessoas a recorrer ao crédito, sobretudo para a aquisição de habitação própria. Por outro lado as tradicionais práticas de poupança perderam importância: o valor das poupanças das famílias pouco se altera, não acompanhando o crescimento do rendimento disponível.

    Mas os portugueses foram melhorando o nível de vida do seu quotidiano com a aquisição de bens e equipamentos de diversa natureza: a maior parte das casas portuguesas, para além de terem melhorado as suas condições básicas, ao nível das instalações, passaram a estar equipadas com todo o tipo de objectos e tecnologias: os aparelhos de TV e de áudio, os micro-ondas e as máquinas de lavar e também os computadores.

    O desemprego tem vivido em ciclos estando actualmente em valores recorde, superiores aos sentidos na década de 80. (…) [O] valor [nominal] do salário mínimo nacional cresceu [mas], quando introduzimos uma variável de correcção monetária, constatamos que o seu valor actual é inferior ao de 1974.

    Apesar de muitas vezes os portugueses se queixarem dos seus serviços de saúde, a realidade dos números demonstra que nos últimos cinquenta anos se assistiu a uma melhoria notável nestes serviços prestados à população. O Estado tem vindo a investir cada vez mais recursos financeiros no sector da saúde, atingindo os cerca de 6% doPIB. Os portugueses têm cada vez mais profissionais de saúde a prestarem cuidados, os serviços prestados têm vindo a aumentar progressivamente e as estatísticas demonstram uma melhoria desses cuidados e dos indicadores do sector da saúde.

    (…) A taxa de mortalidade infantil baixou significativamente dos 88 (1961) para os 3,6, em cada mil (2009).

    Incipiente nos anos 60, a Segurança Social constitui, ao longo das últimas décadas, um sector de crescente despesa do Estado, que tem vindo a despender cada vez mais nos apoios, subsídios e pensões prestadas às famílias, às crianças, aos idosos e aos incapacitados.

    (…) A educação foi um dos sectores que mais transformações sentiu nos últimos 50 anos. O Estado tem vindo a investir cada vez mais recursos no sector da Educação, ultrapassando-se os 5% do PIB, no investimento realizado: mais Escolas, novas Universidades e outros equipamentos, mais profissionais a trabalhar no sector.

    (…) [N]o sector universitário os números são reveladores: nos últimos anos mais de 400 mil jovens/ano estão matriculados em cursos superiores. Um sinal de valorização dos recursos humanos, apesar de um número significativo de jovens licenciados enfrentarem grandes dificuldades na obtenção de emprego. Nos últimos anos tem-se verificado um crescente investimento neste sector, com os consequentes resultados: um maior número de investigadores nos mais diversos campos científicos, a quantidade de publicações científicas tem vindo a crescer e muitos centros de investigação nacionais têm vindo a ganhar uma notoriedade significativa.

    Estes dados pertencem a um trabalho intitulado “Portugal meio século de mudança: 1960-2010″ premiado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos dirigida por António Barreto e insere-se na iniciativa Prémios PORDATA, em que participaram quase dois mil alunos de 65 escolas diferentes. É da autoria de Carla Silva, Clara Martins e Ricardo Costa, alunos do 12.º ano da Escola Secundária de Amares.

    São dados que juntamente com muitos outros estão disponíveis para quem os queira consultar e utilizar. Mas ninguém os cita porque eles contrariam o discurso do miserabilismo militante. Nem mesmo os responsáveis ao mais alto nível da PORDATA – Soares dos Santos e António Barreto – parecem interessados em citar os trabalhos que premeiam.

    Publicado em Política, Sociedade|1 Comentário

    Os jornalistas que se cuidem…

    Publicado em Junho 13, 2011 por estrelaserrano@gmail.com

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  5. PAULINHO permalink
    17 Junho, 2011 12:37

    com cereteza
    http://pernadepautupa.wordpress.com

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  6. Fincapé permalink
    17 Junho, 2011 12:44

    “Este acordo foi sufragado a 5 de Junho por mais de 78 por cento dos votos”.
    Uma pequena observação: quando Berlusconi se apresenta a sufrágio, sufraga todas as suas ideias, as más e as menos más? Ele talvez, quem vota, não! A prova é que quando algumas das suas manhas são postas a referendo, ele perde. Quer dizer, as pessoas votaram em qualquer dos partidos concordando com todo o rol de coisas más e menos más? Claro que não. Se assim fosse, a democracia era um regalo… para governantes… a governarem cordeiros. E a democracia era… um voto de quatro em quatro anos.

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  7. 17 Junho, 2011 12:45

    HM a base do seu raciocionio está errada.

    “Este acordo foi sufragado a 5 de Junho por mais de 78 por cento dos votos, ou seja, pelas pessoas que votaram PSD, PS e CDS”

    Nem PSD, nem PS, nem CDS dirigiram-se ao portugueses a dizer concretamente o que iam fazer segundo o acordo da troika. Não disseram, por exemplo, vamos aumentar o IVA para 25%, vamos aumentar as taxas moderadoras da saúde para 20 euros, vamos diminuir a compartipação dos medicamentos e o medicamento Y vai custo para o doente vai aumentar de 10 para 20 euros.

    Aliás, PS e CDS nada disseram a propósito do acordo com a troika e o PSD das poucas coisas concretas que dizia num dia dizia uma coisa e no outro dia dizia outra coisa.

    HM, neste contexto como se pode afirmar sem qualquer parentesis que os portugueses sufragaram o acordo com a troika?

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  8. portela menos1 permalink
    17 Junho, 2011 12:57

    A maioria aritmetica na Grecia esfuma-se nas praÇas Syntagma’s e helenamatos tem horror à rua; a policia municipal de lisboa também.

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  9. 17 Junho, 2011 13:23

    Quanto ao social, que parece fazer engulhos a helenafmatos,
    acabo de ler o acordo da coligação no governo, onde reza:
    Garantir o Estado social…
    Que chatice!

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  10. Fincapé permalink
    17 Junho, 2011 13:36

    Se o acordo da coligação garantir o Estado social, nem é necessário a maioria social (a esquerda, está visto!) ir para a rua. A direita estará lá em peso! 🙂

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  11. lucklucky permalink
    17 Junho, 2011 13:38

    “a legitimidade é indissociável da aritmética.”
    .
    Não deveria ser.
    Mas por causa disso é que o Soci@lismo destruiu Portugal.
    Teve a maioria para ter muito défice, que acumulados dão muita dívida, e impostos a mais de 60% para pessoas.
    Não há razão para os soci@listas de todas as cores: PCP, Bloco, PS, PSD, CDS terem legitimidade para mexerem na economia. Para terem todo esse poder.
    O clentelismo, compadrio e compra de votos estão legalizados pelo Estado Social quando tal não deveria ser possível.

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  12. Ricciardi permalink
    17 Junho, 2011 13:44

    Bem, a leitura correcta, penso eu, que CS quis dizer e’ que, na verdade, quem tem ganho as eleições em Portugal, ganha-as porque as pessoas votam contra o governo em funções e não a favor dos candidatos, com a excepção do primeiro governo de Cavaco Silva.
    .
    Neste sentido, estou convencido que, ppc ganharia sempre independentemente do mérito das propostas. Assim, creio que, a base eleitoral social de Portugal continua a ser maioritariamente de esquerda. daqui a um ano veremos isso claramente.
    .
    Portanto, parece-me que o governo ideal para levar a cabo as medidas da troika não e’ o PSD, mas sim o ps. Ou melhor, e’ mais facil ao ps tomar medidas difíceis. Os sindicatos não são tão agressivos com o ps e não mobilizam o protesto arruaceiro com tanta vontade do que o fazem com governos de direita.
    .
    Penso que,infelizmente, o PSD vai ter uns anos bastante difíceis pela frente. A população rapidamente ira estar dessintonizada com a governação laranja. Quando as medidas forem tomadas, espera-se agravamento da recessão, espera-se maior desemprego, maior criminalidade, muito maior contestação. Não sei se o meu PSD ira resistir… O que me parece claramente e’ que as esquerda mais radical ira mobilizar todos os meios para conseguir o erro. E o erro final vai ser a repressão da revolta espectavel da juventude desempregada e estudantes. Contra estes não há
    governo que aguente…
    .
    Se algum conselho posso dar a ppc e’ que seja muito, mas mesmo muito suave a lidar com a juventude e estudantes, independentemente da razão.
    .
    Rb

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  13. Miguel Paiva permalink
    17 Junho, 2011 13:49

    Nos próximos anos vai começar a desenhar-se, através das intervenções de vários elementos de uma determinada elite de esquerda que deixou de achar piada ao Bloco de Esquerda, tem vergonha do PCP, não consegue ser ouvida pelo PS e com recurso à tal “força das ruas” a candidatura Presidencial que irá enfrentar o candidato apoiado pelo PSD na segunda volta das Presidenciais de 2016: o Prof. Doutor Manuel Carvalho da Silva.
    Ele será, verdadeiramente, o líder da oposição.

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  14. berto permalink
    17 Junho, 2011 13:52

    “…por que não acontecem acampamentos nos locais onde os partidos que funcionam como cobertura legal da ETA obtiveram a maioria ou qual a representatividade de todos estes colectivos, plataformas e sindicatos.”

    A sede do poder em Espanha continua a ser Madrid, por muito autónomas que sejam as regiões da Catalunha ou País Basco.
    Se os movimentos, pataformas ou sindicatos têm pouca representatividade não têm direito a manifestar-se?
    Ou o melhor é esperarmos sentados que as ditas “maiorias” façam alguma coisa pelas minorias?
    A democracia não é a ditadura da maioria mas os direitos das minorias, por muito que custe à tontice neo-pindérica que está na moda.

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  15. joaquim permalink
    17 Junho, 2011 13:55

    Há comentarios para todos os gostos, é a futebolização da politica. Facil e barato .

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  16. Guillaume Tell permalink
    17 Junho, 2011 14:06

    O dia em que haverá uma democracia semi-direta em Portugal é que as coisas vão mesmo mudar.

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  17. lucklucky permalink
    17 Junho, 2011 14:09

    “Se os movimentos, pataformas ou sindicatos têm pouca representatividade não têm direito a manifestar-se?”
    .
    O que é que você quer dizer com “manifestar-se”?

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  18. Qlido permalink
    17 Junho, 2011 15:24

    Bando de cobardes que se acham valentes quando actuam em matilha:

    (minuto 4:40)

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  19. licas permalink
    17 Junho, 2011 15:56

    afédoshomens
    Posted 17 Junho, 2011 at 12:34 | Permalink
    ________________________________
    ENRON/dona BRANCA/Sócrates abriram falência porque obtiveram, em extorsão, fraude ou impostos, quantitativos monetários aos contribuintes quer por altos lucros, quer em Portugal para o tal Estado Social (com desvios para os camaradas e aderentes)… A Esquerda no seu melhor.

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  20. afédoshomens permalink
    17 Junho, 2011 16:15

    O Licas devia recuar no tempo para poder viver com o seu amado prof Oliveira!

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  21. portela menos1 permalink
    17 Junho, 2011 16:32

    O blogue do (new) regime nao está a cativar muita audiëncia.

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  22. afédoshomens permalink
    17 Junho, 2011 16:50

    a qualidade do blog é inversamente prporcional à tremenda qualidade do novo governo: o ministro dos assuntos parlamentares vai ser o insigne miguel relvas…
    palavras para quê…

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  23. Arlindo da Costa permalink
    17 Junho, 2011 17:13

    A culpa é do Sócrates, esse malandro!

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  24. berto permalink
    17 Junho, 2011 17:35

    “O que é que você quer dizer com “manifestar-se”?”
    manifestar
    tornar manifesto; patentear; revelar; expor ;exprimir; declarar ;publicar
    dar-se a conhecer; abrir-se ;expor a sua opinião ;revelar-se; mostrar-se

    (Do lat. manifestáre, «id.»)

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  25. Arlindo da Costa permalink
    17 Junho, 2011 18:06

    Acabo de conhecer o novo «elenco» governativo.
    Só vos digo uma coisa: na minha rua (bem frequentada, diga-se de passagem) tenho vizinhos ilustres que fariam um governo dez vezes melhor do que este.
    Mas não protestem.
    É o que há!…

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  26. Draguinho permalink
    17 Junho, 2011 18:11

    Helena Matos, as coisas começam a compor-se, os seus amigos do tempo “Aprende a Nadar Companheiro” já estão a chegar ao governo.

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  27. José Pinto Basto permalink
    17 Junho, 2011 18:20

    Não. (adoro dezer este raio desta palavra, não sei porquê…)
    Os votos são 100%
    A direita teve 29,6%
    A esquerda 24,1%
    Juntos fazem 53,7%
    Os abstidos + os brancos + os nulos + os marados + os outros, tiveram o resto, ou seja: 46,3%
    Assim é que é, direitinho.
    Sufragaram 46,1%
    Mas quem vai levar ca troyca em cima sou eu mais os outros 99……

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  28. anti-comuna permalink
    17 Junho, 2011 18:34

    Hoje o Passos Coelho apresentou um governo muito fraquinho, para as necessidades do país.
    .
    .
    O ministro das finanças está ligado ao desastre da má negociação para a entrada do escudo no SME. Além disso é um burocrata, sem calo de gestão, o que lhe irá emperrar a gestão dificil de um ministério que tem que mandar cortar a sério na despesa estatal. Um péssimo nome para uma pasta governamental fundamental. Assim duvido que este governo se aguente muito tempo no poder.
    .
    .
    Na economia, meteu um conhecido académico da blogosfera e talvez seja mesmo uma excelente escolha, pois a função exige capacidade de aplicar um corpo teórico que limite a intervenção do Estado e dê ao tecido produtivo uma lufada de ar fresco, por não estorvar. Para já este nome tem o beneficio da dúvida.
    .
    .
    Na saúde o nome foi bem escolhido. O antigo director-geral da DGCI.
    .
    .
    Na educação mais um péssimo nome, pois era necessário alguém com capacidade de gestão e não mera aparição televisiva. Mais um tiro ao fundo.
    .
    .
    Em termos globais este governo é muita fraquinho. Portanto, este governo vai durar pouco. Lá terei que vir para aqui bater no ceguinho, outra vez. Glup!

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  29. PMP permalink
    17 Junho, 2011 18:41

    Partilho das preocupações do AC, principalmente no caso das finanças.

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  30. jose silva permalink
    18 Junho, 2011 07:04

    ASPereira tambem e´ um nome fraco para a Economia. Num dos ultimos posts no Desmitos, revelou que nao sabe o que e o conceito de Produtividade. Insistiu na tese dos custos, quando a Produtividade tem a ver maioritariamente com a capacidade da economia vender mais caro. Significa que vai olhar para a economia nacional pela perspectiva errada e nao real.

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  31. Tiradentes permalink
    18 Junho, 2011 09:16

    Sabemos que quem apoia cegamente (ou apoiava) o mentiroso compulsivo SÓ podioa viver numa rua “bem frequentada. Devem todos vertir Armani e ter um apartamento no condomínio Castilho (quase todos). à conta da não declaração de rendimentos durante uns anitos para depois os incluir nos “finalmente”.
    Depois, azar dos azares, não da HM mas dos apoiantes do falso engenheiro que à fartazana repetiam o que ele dizia que queriam acabar com o estado socila.
    Esse mesmo escrito no programa do governo e que serve para tentar atacar HM.
    Não servirá para dizer que as afirmações do mentiroso compulsivo só dizia mentiras nomeadamente na campanha eleitoral?

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  32. licas permalink
    18 Junho, 2011 15:42

    afédoshomens
    Posted 17 Junho, 2011 at 16:15 | Permalink
    O Licas devia recuar no tempo para poder viver com o seu amado prof Oliveira!
    _______________

    SE afédoshomens FOSSE UMA PESSOA DE BEM, eu trazia-o
    POR UMA ORELHA, para procurar onde elogiei o Salzar.
    Tal como se apresenta, o órfão do Sócrates, merece apenas o que é devido
    aos crápulas/caluniadores_________O DESPREZO!!!
    De qualquer das maneiras se houver alguem suficientemente dedicado ao assunto,
    eu proponho aos bloguers: VÃO À PROCURA DA PROVA DO QUE afédoshomens
    AFIRMA EU TER COMETIDO. (Fico à espera, sentado . . .).

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