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Então adeus

29 Setembro, 2011

Se for aprovada esta proposta de lei, a ser discutida hoje no parlamento, será provavelmente o fim, entre muitas outras, destas fundações:

Fundação Casa da Música, Fundação Centro Cultural de Belém, Fundação Cidade de Guimarães, Fundação das Universidades Portuguesas, Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo, Fundação do Gil, Fundação Inatel, Fundação Luis de Molina, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação, Fundação para os Estudos e Formação Autárquica – Fundação CEFA, Fundação Portuguesa das Comunicações, Fundação Social Democrata da Madeira, Universidade de Aveiro, Universidade do Porto

Aquilo que há de mais parecido com uma lista (longe de exaustiva) das fundações portuguesas pode ser encontrado aqui.

21 comentários leave one →
  1. tric permalink
    29 Setembro, 2011 00:45

    e aquela treta da Fundação Maçonica-Jacobina Coimbrã, vulgo, Centro de Estudos Sociais ( CES ) liderado por Boaventura Sousa Santos vai continuar a “mamar”!!???

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  2. leme permalink
    29 Setembro, 2011 02:36

    Essas fundações e outras não mencionadas são ou não um puro desperdício em todos os aspectos sobretudo de dinheiro que poderia ter muito melhor aplicação?

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  3. leme permalink
    29 Setembro, 2011 02:37

    Então adeus…

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  4. jose.gcmonteiro permalink
    29 Setembro, 2011 08:43

    Entre tanto joio também há trigo.

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  5. Salvador permalink
    29 Setembro, 2011 09:39

    E a Fundação Saramago? Vamos continuar a pagar? A que título?
    E quem autorizou a CML a doar a Casa dos Bicos (Patrinónio dos Portugueses) para essa dita Fundação?

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  6. licas permalink
    29 Setembro, 2011 09:54

    EU NÃO FUI quem autorizou.
    Nada tenho a ver com *casas* onde se praticam tais coisas . . .

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  7. António Ramos permalink
    29 Setembro, 2011 10:30

    Não há dúvida que importa moralizar esta coisa das fundações, sobretudo as funfações criadas ou mantidas pelo Estado, criadas por habilidosos tipo “Vara”.
    Este é um bom filão para cortar com as gorduras, rançosas, do Estado. Força!

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  8. zazie permalink
    29 Setembro, 2011 11:00

    Um bom texto do Pedro Lomba
    .
    O comendador sem comenda
    Por Pedro Lomba
    .
    As duas enormidades que passo a enunciar envolvem verbas diferentes e pessoas diferentes em peso e estatuto. Mas são ambas um impiedoso retrato de como o Estado português é, no limite, apropriável por pessoas particulares.
    .
    A primeira, que ainda não está inteiramente fechada, é o aumento da verba que o município de Lisboa – entidade, como sabemos, numa robusta situação financeira – se prepara para votar em benefício da Fundação Mário Soares. Além dos 50 mil euros anuais que resultam do protocolo assinado em 1995, a vereadora da Cultura da câmara propõe uma contribuição adicional de perto de 15 mil euros (Correio da Manhã, 28-9). Aparentemente, ninguém percebe a razão para esta súbita e crescente generosidade do executivo de António Costa. Trata-se de um problema simbólico. Sempre supus que, em época de cortes e contracção, seríamos todos obrigados a viver com menos. Manifestamente, há quem vá acabar por viver com mais. A oeste nada de novo.
    .
    O segundo caso é, obviamente, bem mais grave. Fundações privadas financiadas, no essencial, pelo Estado tornaram-se a última e promíscua moda do regime. O caso mais espantoso de desvergonha é o da Fundação Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo, mais conhecido como o Museu Colecção Berardo, que se instalou no Centro Cultural de Belém em Lisboa, em 2006, através da ocupação total do seu centro de exposições.
    .
    O negócio da Fundação Berardo foi inconcebível, relembre-se. Num processo em que se envolveu directamente o primeiro-ministro Sócrates, o Estado português albergou na Fundação do CCB a famosa colecção do Sr. Joe Berardo, uma figura que, em Portugal, passa estranhamente por “empresário”, a troco de condições ruinosas para o interesse público. Muita gente protestou na altura. O Presidente da República promulgou contrariado, tornando públicas as suas objecções (e vê-se agora como tinha razão). O deputado João Semedo, do Bloco, chegou a classificar o negócio como um “mecenato ao contrário”: era o Estado que financiava a fundação de Berardo e não o “benemérito” que nos oferecia a sua filantropia.
    .
    E, na verdade, analisados os estatutos da fundação, era o horror. Além das despesas de funcionamento da fundação, a contribuição financeira a que o Estado se obrigou envolvia a transferência, através do Ministério da Cultura, de uma verba anual avultada para um fundo de aquisição de obras de arte que só terminará em 2015.
    .
    Claro que, depois deste incrível favor, deu-se a troca de poder pelo poder, porque, quando foi preciso que Berardo, através de um financiamento especial que lhe foi concedido pela Caixa Geral de Depósitos, entrasse no golpe da tomada do BCP – hoje um assunto mais do que público -, o especulador declarou-se mais do que presente.
    .
    Tudo isto só podia ter um mau epílogo. Hoje, o Sr. Berardo tornou-se um dos mais célebres devedores do banco público. Está com a corda na garganta. Em Janeiro de 2009, o Diário Económico noticiava que Berardo entregou a colecção como garantia aos bancos que o ajudaram na compra de acções do BCP. A mes-ma colecção cujo fundo de aquisição o Estado todos os anos financia. Se pensarmos duas vezes, percebemos a absoluta imoralidade de tudo.
    .
    Parece agora que o Sr. Berardo, que volta e meia enxovalha pessoas a quem acusa de crimes e torpezas, não consegue pagar os salários deste mês da sua fundação, pelo que decidiu acusar ontem a fundação do CCB de ter um “saco azul” no estrangeiro, dardejando os membros do conselho de administra-ção do centro com várias “honrarias”. A fundação já respondeu e, é preciso dizer, é bem feito para Mega Ferreira, que ficou mudo em 2006 e agora está a ser atacado com brutalidade.
    .
    Porque aquilo que interessa ao Sr. Berardo é isto que ele diz: “Se querem poupar nas despesas das fundações, era melhor a Fundação Berardo e o CCB se juntarem”. Nada mais oportuno. Resolvia-se de uma vez o seu problema. Infelizmente, não se resolvia o nosso, nem o dos bancos, que, numa manobra irresponsável, lhe emprestaram há anos o que agora não têm.

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  9. JP Ribeiro permalink
    29 Setembro, 2011 11:20

    No acabem com a “Fundaçao Realizar um Desejo Make a Wich”. Fundada em 2007, tem um nome lindo e deve ser utililissima.

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  10. 29 Setembro, 2011 11:45

    a proposta de lei está indisponível… pedem para tentar mais tarde….

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  11. 29 Setembro, 2011 12:21

    a proposta de lei está indisponível… pedem para tentar mais tarde….
    É natural, nao é para aplicar é só para fazer de conta que se faz qualquer coisa.

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  12. 29 Setembro, 2011 12:36

    “Teofilo M.
    Posted 29 Setembro, 2011 at 11:45 | Permalink
    a proposta de lei está indisponível”

    O texto integral, em pdf, pode ser obtido aqui

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  13. 29 Setembro, 2011 14:08

    E a Fundação do Marocas? Não “afunda” também?

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  14. 29 Setembro, 2011 14:12

    Obrigado Carlos Loureiro pelo link do pdf, depois de uma primeira leitura fiquei assustado, vou lê-la mais atentamente pois parece que quem elaborou a proposta não sabia lá muito bem o que estava a fazer.

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  15. Arlindo da Costa permalink
    29 Setembro, 2011 14:19

    A Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Mário Soares são as únicas que dão lucro e deveriam ser as únicas a continuar.
    Todas as outras devem ser extintas, liquidadaõs os seus patrimónios a favor do Tesouro, incluindo a Fundação do tio Alex das bodegas, cujo CEO é um tal Barreto, contumaz à justiça militar.

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  16. Monti permalink
    29 Setembro, 2011 16:18

    «doar a Casa dos Bicos»
    Independentemente do tema,
    talvez seja melhor assim.
    De outro modo, é de esperar termos a Casa dos Bicos em ruína.
    Como tanto do extraordinário património luso.

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  17. Monti permalink
    29 Setembro, 2011 16:23

    “a Fundação Mário Soares dá lucro”
    Queira comprovar camarada Arlindo.
    Será capaz (?), ou pretende ajuda?
    Essa de a juntar à Gulbenkian, é de cabo de esquadra (com a 4ª classe).
    Faz favor.

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  18. António Ramos permalink
    29 Setembro, 2011 16:56

    O comentador (não confundir com comendador…) Arlindo Costa deve estar meio maluco. Avisem a família, p.f..

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  19. 29 Setembro, 2011 18:20

    “A Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Mário Soares são as únicas que dão lucro e deveriam ser as únicas a continuar.”
    Qualquer uma pode continuar, desde que, sendo privada, não seja financiada com capitais públicos.

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  20. J.J.Pereira permalink
    29 Setembro, 2011 21:24

    E como estamos quanto a financiamento de ONGs?…

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  21. esmeralda permalink
    30 Setembro, 2011 16:45

    A Fundação Mário Soares dá lucro? Então porque recebe aqueles milhares da Câmara de Lisboa até 2015? Desde o benemérito presidente de Câmara Jorge Sampaio! E foi aumentada a verba recentemente… QUanto a Fundações e Institutos públicos venham mais 5, venham mais 10, venham mais 50 para a lista das eliminações!

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