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O Orçamento mais duro

13 Outubro, 2011
by

Pode vir a revelar-se o melhor dos últimos anos se for integralmente cumprida a redução da despesa nele prevista. Foi óptimo terem abandonado a descida na TSU. Mas o aumento do horário de trabalho foi escasso. Deveria ter sido o dobro, 1 hora por dia.

74 comentários leave one →
  1. Grunho permalink
    13 Outubro, 2011 20:41

    Estás a precisar que te mandem trabalhar.

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  2. 13 Outubro, 2011 20:41

    Os funcionários públicos não são afectados??????????????????????????????? Eles já trabalham tanto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Ecotretas

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  3. Arlindo da Costa permalink
    13 Outubro, 2011 20:43

    Duas horas de trabalho a mais por dia, não seria nada de extravagante.
    Só meia hora é uma bela oportunidade para utilizarem o papel da case de banho, o qual é pago pelos contribuintes!

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  4. Arlindo da Costa permalink
    13 Outubro, 2011 20:45

    Vamos ficar pior do que a Grécia.
    Quem fôr novo que se ponha a cavar.
    Quanto ao resto, só espero que a tropa saia (ainda hoje) dos quarteis e tome o poder!
    Austeridade sim, mas com militares e botas com esporas!

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  5. 13 Outubro, 2011 20:47

    1h de aumento seria o mínimo.
    R.

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  6. anti-comuna permalink
    13 Outubro, 2011 20:56

    Um aumento de uma hora de trabalho por alma de quem? Isto é um disparate.

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  7. tric permalink
    13 Outubro, 2011 21:02

    Banco de Portugal, agora que conhece o orçamento tem a OBRIGAÇÃO de rever as suas projecções para 2012, é que os 2,2 % de declinio económico, aonde é que isso já la vai…deve rondar os 6%!!, como actualmente na Grécia!! enfim…ainda não foi desta que existe um projecto para futuro de Portugal, este orçamento já devia ter sido feito na nova moeda nacional! por isso, “silêncio” que vai-se cantar o fado…

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  8. Ζοάο Σάντος permalink
    13 Outubro, 2011 21:04

    Ο πρωθυπουργός έχει σύνδεση μας μόνο στο ελληνικό ναυάγιο. Ι, Joao Santos, βήμα με την υπογραφή Ζοάο Σάντος
    O primeiro-ministro acaba de atar-nos ao NAUFRÁGIO grego. Eu, João Santos, passo a assinar Ζοάο Σάντος

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  9. Joao Santos permalink
    13 Outubro, 2011 21:06

    Ο πρωθυπουργός έχει σύνδεση μας μόνο στο ελληνικό ναυάγιο. Ι, Joao Santos, βήμα με την υπογραφή Ζοάο Σάντος, traduzindo:
    O primeiro-ministro acaba de atar-nos ao NAUFRÁGIO grego. Eu, João Santos, passo a assinar Ζοάο Σάντος

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  10. lucklucky permalink
    13 Outubro, 2011 21:06

    Um desastre de Orçamento. Um ataque total à Economia Livre para proteger a Economia Política.
    .
    Mais Soci@lismo. Mais Estado.

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  11. 13 Outubro, 2011 21:06

    Aumentar as horas de trabalho para o dobro é que era. Assim só precisávamos de metade dos funcionários. Os outros iam todos para o desemprego com o Estado a sustentá-los.

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  12. tric permalink
    13 Outubro, 2011 21:08

    “Um aumento de uma hora de trabalho por alma de quem? Isto é um disparate.” A-C

    chamar disparate, é favor…

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  13. Romão permalink
    13 Outubro, 2011 21:12

    outro iludido pela teoria segundo a qual o prazer é somente proporcional ao tempo que se aplica na coisa. enfim. espero que tenha aquilo que deseja aos outros, em quádruplo.

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  14. zé dos anzóis alente permalink
    13 Outubro, 2011 21:18

    Para Zorrinho, que não acredita nos desvios de despesa que o Governo invoca, aqui vai o contributo da sua mulher, enquanto Presidente da ARS do Alentejo, para esses desvios que agora nós pagaremos. Mas, a senhora até foi promovida, destacada para os Açores, numa empresa pública, com ordenado milionário.
    http://www.dn.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1148996

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  15. 13 Outubro, 2011 21:24

    Bem vindos ao buraco sem fundo… Chamar desastre a isto é ser simpático.

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  16. Lionheart permalink
    13 Outubro, 2011 21:25

    Por favor, poupem-nos as lagrimas pela função publica. Pior esta’ quem não tem tem trabalho. Pior tem estado quem trabalha em empresas expostas ‘a concorrência externa e que não tem aumentos há ANOS. Há empresas que estão há 10 anos sem margem para recompensar os seus trabalhadores, enquanto a função publica cada vez que há eleições e’ aumentado. Por causa desse eleitoralismo o pais esta’ na merda.
    .
    Quanto ‘as medidas, um pais que esta’ sem dinheiro para nada não podia propriamente apresentar um orçamento que nos desse alento. Penso que o governo procura essencialmente recuperar o mais rápido possível aliados, que lhe permitam o regresso aos mercados e acabar com esta humilhação de estar dependente desta “ajuda” europeia. Para isso tem de dar mostras de querer pagar a sua divida. Caso contrário, outros não nos financiarão, certamente. Quanto ‘as criticas que isto devia ser mais devagar, não devia ser assim mas assado, so’ pergunto se e’ preciso irem ver no dicionário o significado de emergência. Acham que há alternativa? Óptimo! Show us the money, then!

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  17. anti-comuna permalink
    13 Outubro, 2011 21:27

    Onde posso ver a proposta do OE? Alguém teve acesso? Obrigado antecipadamente.

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  18. jose silva permalink
    13 Outubro, 2011 21:29

    Caro AC,
    os seus comentários sobre a Auto-Europa são de facto o post do ano. Vá ao Norteamos.

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  19. jose silva permalink
    13 Outubro, 2011 21:33

    já agora, notícias do vale do Ave: A empresa onde eu trabalho está a horas de decidir contratar um economista ucraniana e manda-la para prospecção na Ucrania e Rússia durante 15 dias do próximo mês. É mesmo assim, de improviso, low cost, sem patua, sem estudos estratossféricos. Se conseguir um cliente, fica com o emprego e com a possibilidade de explorar o mercado.

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  20. anti-comuna permalink
    13 Outubro, 2011 21:34

    Caro José Silva, se puder editar e formatar o texto, não ficava mal. Aquilo tem erros gramaticais que se farta. 😉
    .
    .
    Também lhe agradeço por isso. Obrigado.

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  21. 13 Outubro, 2011 21:36

    Cambada de imbecis!

    “José Gomes Ferreira..existem pessoas que deviam estar no bancos dos réus e estão na Assembleia a justificar o injustificável..e o Procurador está espera do quê..? O tribunal de contas não o informou atempadamente…?”

    “E ainda temos políticos a receber reformas douradas pelo mau trabalho prestado ao país… E ainda temos deputados a usar o erário público com suplementos para tudo e mais alguma coisa… E ainda temos gestores públicos que arruínam empresas e ganham prémios de produtividade… E ainda temos parcerias privadas que sugam dinheiros públicos…”

    Com a devida vénia a quem “roubei” os comentários

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  22. Carlos Duarte permalink
    13 Outubro, 2011 21:40

    O aumento da 1/2 hora de trabalho diária tem pouco impacto, salvo para grandes empresas que trabalhem num esquema quase “sector público”. No grosso das PME (e mesmo algumas grandes que trabalham a 3 turnos) o normal já é se trabalhar mais que as 8 horas diárias sem receber horas extra.
    Já a diminuição de feriados e eliminação de pontes pode ser mais interessante… podiam igualmente eliminar o pagamento de feriados e reduzir as férias eliminando aquela coisa do “bónus de assiduidade”!

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  23. anti-comuna permalink
    13 Outubro, 2011 21:41

    Boas notícias, caro José Silva. Boas notícias! E oxalá corra bem.

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  24. Arlindo da Costa permalink
    13 Outubro, 2011 22:05

    O José Gomes Ferreira que diga ao PGR que comece pelo Bolsanamão!…
    E ele que não se esqueça dos ministros, Beleza, Braga de Macedo, Catroga, Pina Moura, MFL, Luis Campos e Cunha, Bagão, etc, etc, etc…..

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  25. 13 Outubro, 2011 22:33

    Desculpe lá, como é que a obrigatoriedade de mais meia, ou uma, hora por dia de trabalho vai mudar a produtividade das empresas? A produtividade mede-se em horas de trabalho ou em resultados?

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  26. 13 Outubro, 2011 22:34

    Se na verdade, o dramatismo que Passos Coelho colocou, em sua comunicação ao país, é assim tão grande que ameaça, como afirmou, não haver dinheiro para salários nem pensões, porque razão se mantêm despesas tão avultadas como a ligação ferroviária Lisboa-Madrid a alta velocidade? Porque não o anúncio da redução dos vencimentos dos ministros, deputados e gestores públicos em 25%? Porque não a eliminação da frota de carros de luxo dos ministérios? Porque não a redução a um mínimo indispensável das viagens ministeriais e presidenciais? Porque não a eliminação dos cargos dos representantes da Republica nas regiões autónomas? Porque não a eliminação do Tribunal Constitucional? Porque não a eliminação das empresas municipais nascidas depois de 1995 e os seus serviços integrados (como se encontravam) nos serviços camarários? Porque não a eliminação de todos os órgãos do Estado criados depois de 1995 e os seus serviços integrados nas respectivas direcções gerais? Porque não acabar com todo este parasitismo? Porque não a eliminação da acumulação de pensões milionárias? Porque não a redução das pensões milionárias obtidas em empresas públicas com tempos de serviço de apenas alguns anos?
    Não foram estas as medidas anunciadas por Passos Coelho. Como todos os outros primeiros-ministros que o antecederam, mantém os privilégios da classe política e sacrifica a população.

    E, ou a população acorda de vez e corre com esta corrupta e incompetente classe política ou passivamente aceita o cabresto e a carga que lhe colocam em cima do lombo. A opção

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  27. Tolstoi permalink
    13 Outubro, 2011 22:36

    Ainda há ano e meio um primeiro-ministro afirmava que Portugal era o país campeão do crescimento na Europa. Adoro este tipo de clarividência.

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  28. Portela Menos 1 permalink
    13 Outubro, 2011 22:37

    Volta mentiroso Sócrates!
    Já temos um mentiroso mais rápido do que tu (100 dias) !

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  29. Tolstoi permalink
    13 Outubro, 2011 22:40

    Portela
    Está a chamar mentiroso a Sócrates, fantástico , quem diria.

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  30. Von permalink
    13 Outubro, 2011 22:41

    A pobreza de espírito e as vistas curtíssimas deste blog, são o indicador maior da incompetência técnica dos seus pensadores. Estudam-se modelos económicos, aprovam-se licenciaturas, atingem-se mestrados e doutoramentos, e aprende-se tão pouco… Tão pouco. Lembram aqueles alunos entre o bronco e o vivaço, que não sabendo pouco ou nada, atiram a “posta de pescada” à laia de laracha, provando a ignorância e a patetice. Cómico se não fosse trágico.

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  31. Portela Menos 1 permalink
    13 Outubro, 2011 22:43

    Se o OE21012 tivesse medidas para o crescimento económico teriam sido anunciadas;
    Sobre a estória de mais 1/2 hora de “PRESENÇA” no local de trabalho estamos em presença de uma medida patética, tendo em conta que uma empresa de sucesso não se mede pelo #horas mas pela Organização e Gestão da empresa.
    A caminho de Atenas, mais rápido do que parece.

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  32. tina permalink
    13 Outubro, 2011 22:45

    Ruy,
    .
    O que PPC anunciou foram medidas urgentes, de natureza temporária, para o ano de 2012. Com o tempo, acredito que tudo isso que mencionou também irá acontecer.

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  33. Portela Menos 1 permalink
    13 Outubro, 2011 22:47

    Tolstoi Posted 13 Outubro, 2011 at 22:40
    .
    já uma vez te disse aqui que andas a dormir acerca do que escrevo e do que apoio; não posso fazer nada contra a tua “indiferença” 🙂

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  34. tina permalink
    13 Outubro, 2011 22:48

    “hora por dia de trabalho vai mudar a produtividade das empresas? ”
    .
    não muda a produtividade mas aumenta a produção, logo mais receitas de impostos.

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  35. anti-comuna permalink
    13 Outubro, 2011 22:48

    “Desculpe lá, como é que a obrigatoriedade de mais meia, ou uma, hora por dia de trabalho vai mudar a produtividade das empresas? A produtividade mede-se em horas de trabalho ou em resultados?”
    .
    .
    Não muda a produtividade. Pode é aumentar um bocado a produção, mas duvido sinceramente que seja eficaz. Agora, se a Troika calar-se com este aumento de meia hora de trabalho, talvez seja uma boa ideia. Mas a avaliar pelo que vejo dos gajos da Troika, eles não vão engulir esta medida de cosmética.
    .
    .
    E Vc. tem razão. Aumentar as horas de trabalho não aumentam a produtividade do trabalho. É preciso é aumentar a produção por hora de trabalho. A tal produtividade. Claro que se pode aumentar essa produção através de mais investimento, melhor forma de trabalho, etc. Nunca trabalhando mais horas.
    .
    .
    Eu penso que eles poderiam calar a Troika de uma forma eficaz: baixar a TSU da indústria em cerca de 8 pontos. E além disso ajudariam o próprio crescimento económico.
    .
    .
    Mas eu estive a dar uma vista de olhos à comunicação do PPC e ao que foi sendo noticiado, acho que o OE para 2012 (reservo-me aqui até que se conheçam os números, claro) está no bom caminho. Penso que será um bom OE. Agora é preciso ver os números. Porque eu gostava de saber qual vai ser mesmo o corte da despesa corrente primária, que é aquilo que deve ser mesmo bem analisado.

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  36. Zebedeu Flautista permalink
    13 Outubro, 2011 22:52

    http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=29007

    Aguenta a austeridade e não estrebucha senão levas no focinho.

    http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=29007

    E isto é para continuar?

    Olha que giro o gajo da foto é o mesmo e tudo.

    Para breve a passagem da fasquia do 1 milhão de desempregados.

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  37. anti-comuna permalink
    13 Outubro, 2011 22:53

    Só uma nota. Se o consumo interno diminuir, apesar dos efeitos recessivos evidentes, pode ser bem contrabalançado com a exportação de bens e serviços. Se neste último trimestre ficar confirmado que Portugal saiu da recessão com o garrote sobre a procura interna (mesmo que depois afecte as próprias receitas do Estado), isto é excelente. Isto é. Obrigará o Estado a ser ainda melhor gerido e criará postos de trabalho fora da dependência do Estado, o grande cancro de Portugal.
    .
    .
    Pelo que me apercebo, este OE está no bom caminho (embora eu seja contra a isenção do IVA a 23% nos produtos agrícolas transformados, quando parece que o governo não faz mínima ideia da importância da agro-indústria) e poderá ajudar Portugal a sair da crise.
    .
    .
    Mas a pergunta que eu faço. E as reformas no Estado? Vamos continuar a ter milhares de funcionários públicos no M. da Agricultura em Lisboa, a olhar para as hortas nas varandas?

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  38. Portela Menos 1 permalink
    13 Outubro, 2011 22:59

    dizia o sujeito…”nao devemos tratar os portugueses a bruta” !
    http://5dias.net/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/

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  39. Beto permalink
    13 Outubro, 2011 22:59

    O ódio que muitos têm aos funcionários públicos é uma coisa patológica. Isto é um mundo cão, em que cada um deseja o pior aos outros. Não queria alguns comentadores como amigos, nem que não tivesse mais ninguém. Meus caros, há funcionários públicos a passar muito mal, fome inclusive, funcionários púbicos que há anos não sabem o que é férias., funcionários públicos a quem custa comprar brinquedos ou roupa aos aos filhos. Eu, funcionário público, filho de funcionário público que vos limpava a merda e que morreu com muito pouco de seu, desejo-vos tanto mal, quanto mal me desejam a mim. E passem ao largo.

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  40. Zebedeu Flautista permalink
    13 Outubro, 2011 23:01

    Peço desculpa o segundo link é este:

    http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=30660

    O Leite Campos é que tinha razão afinal.

    «Há muita gente que recebe subsídio para a renda ou abono de família e depois gasta o dinheiro noutras coisas», diz o vice-presidente do PSD, explicando que com «o actual sistema não é só quem mais precisa que recebe benefícios sociais, são os mais espertos e os aldrabões».

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  41. Carapau permalink
    13 Outubro, 2011 23:10

    Mais blogueiro disposto a trabalhar até à exaustão.
    Fico comovido.

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  42. Portela Menos 1 permalink
    13 Outubro, 2011 23:11

    Um OE duro e robusto:
    “Dois membros do Governo vão receber um subsídio de alojamento de 1150 euros mensais, isto apesar de serem proprietários de uma casa na região da grande Lisboa”

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  43. Beto permalink
    13 Outubro, 2011 23:12

    Ao autor do texto, ainda que ache as medidas inevitáveis, desejo um pouco de capacidade de compaixão pelos que vão sofrer. Será o melhor orçamento de todos os tempos, o que quiser, mas vai fazer sofrer. Está a falar de pessoas, não de números. Ser cristão não é só ir à missa. Basta ser Homem. O regozijo frio com que defende este orçamento, arrepia-me.
    Quanto a uma hora a mais de trabalho, porque não mais três? Qual a razão de não defender mais três horas diárias de trabalho? Não acha que se acabava mais depressa o défice e nos tornávamos uma nova Coreia do Sul? O que se irá produzir a mais, compensa o menos tempo que as familias se juntam, o menos tempo que se dedica aos filhos, por exemplo? E o que tem, já agora, as horas de trabalho a ver com a produtividade? Qualquer trabalhador na Alemanha, por exemplo, chega à hora marcada para sair do trabalho e nem mais um minuto lá fica. Fecham as portas da fábrica ou do escritório.

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  44. Portela Menos 1 permalink
    13 Outubro, 2011 23:14

    Uma pergunta ao bloco PSD, porque perguntar nao ofende:
    este OE aplica-se na Madeira?

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  45. A. R permalink
    13 Outubro, 2011 23:15

    Não há maneira de saber quem votou no animal feroz e nos coelhones? Esses deviam ficar sem salário. O Paulo Campos devia ir para o Tarrafal com o resto da tropa fandanga parisiense mai-los saudosos gatunos limpar latrinas num autêntico martírio das Danaides.

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  46. Fernando S permalink
    13 Outubro, 2011 23:25

    Estima-se que o corte acumulado no rendimento liquido dos funcionarios publicos entre 2010 e 2012 (incluindo o corte decidido pelo anterior governo e as medidas ja anunciadas pelo actual) possa ser na ordem dos 20%.
    .
    “Entre 1999 e 2008 o crescimento acumulado das remunerações por empregado no sector publico foi de 58% contra 35,3% no sector privado” (Cf.”Public Wages in Euro Area”, Occasional Paper n° 112/June 2010, ECB) ; citado em Vitor Bento, “O No Cego da Economia”, pag 96, Lisboa, Fevereiro 2011.

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  47. Fernando S permalink
    13 Outubro, 2011 23:34

    Aumentar o tempo de trabalho sem aumentar os salarios significa baixar os custos unitarios de produção e melhorar a competitividade das empresas (sobretudo as do sector de bens transaccionaveis).

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  48. Portela Menos 1 permalink
    13 Outubro, 2011 23:36

    a Ensaista helefmatos tem razao, essa conversa da promiscuidade entre Banca e Politica so pode ser conversa do PREC:
    http://economico.sapo.pt/noticias/salgado-entra-no-edificio-onde-decorre-conselho-de-ministros_128957.html

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  49. anti-comuna permalink
    13 Outubro, 2011 23:40

    “Estima-se que o corte acumulado no rendimento liquido dos funcionarios publicos entre 2010 e 2012 (incluindo o corte decidido pelo anterior governo e as medidas ja anunciadas pelo actual) possa ser na ordem dos 20%.”
    .
    .
    O problema aqui é que as medidas são temporárias. Se o governo em 2014 repôr os dois salários, os custos sobem automáticamente. Agora era preciso que baixassem os custos salariais, mas como? Se não despedem gente nem baixam os salários?
    .
    .
    “Aumentar o tempo de trabalho sem aumentar os salarios significa baixar os custos unitarios de produção e melhorar a competitividade das empresas (sobretudo as do sector de bens transaccionaveis).”
    .
    .
    Teoria, teoria. Não vá por aí. E o problema português é a falta de produtividade não apenas os custos unitários de trabalho. Senão, bastava aumentar as horas de trabalho em 20%. (Das 37/8 para as 45 horas.) O problema é baixar os custos uniários de trablho via… Aumentos de produtividade e eficiência.

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  50. 13 Outubro, 2011 23:50

    Essa meia hora é para compensar o tempo que o pessoal vai lá fora fumar.

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  51. Arlindo da Costa permalink
    13 Outubro, 2011 23:58

    Não se esqueçam que este governo é «liberal» e está dinamizando a «economia livre de mercado».
    Certamente é um orçamento duro para meter no cú dos portugueses….

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  52. Fernando S permalink
    13 Outubro, 2011 23:59

    O problema imediato é o da falta de dinheiro para financiar a economia. Incluindo o Estado e,naturalmente, os bancos. A poupança interna (que até esta de novo a crescer apesar/por causa da austeridade) não é suficiente. Portugal (o Estado, as empresas publicas, os bancos, as empresas) não tem crédito nos mercados financeiros internacionais. Sem financiamente a economia para e a crise seria então muitissimo pior do que qualquer programa de austeridade actual.
    Neste momento Portugal depende quase exclusivamente do empréstimo da troika. Para garantir este empréstimo (e eventualmente um reforço se necessario) a curto prazo e para voltar aos mercados a médio prazo tem mesmo de aplicar um programa de austeridade drastico.
    Não ha margem nem tempo util para medidas que atenuem a recessão e ainda menos que relancem a economia. Apenas se conseguirmos ultrapassar a emergencia actual é que poderemos então pensar em medidas fiscais e orçamentais de relance da economia. Até la não ha alternativa.
    Podem-se discutir alguns promenores das medidas de austeridade previstas e anunciadas. Mas é algo de relativamente marginal. No fim de contas, a população em geral, e sobretudo a classe média, vão ter de suportar o essencial do esforço. Sabe-se que o problema de curto prazo das finanças publicas tem sobretudo a ver com os salarios dos funcionarios e com a previdencia social (pensões, saude, etc).

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  53. anti-comuna permalink
    14 Outubro, 2011 00:03

    Para os que julgam que aumentar as horas de trabalho e baixar os custos unitários de trabalho são a panaceia, leiam isto, sff.
    .

    Click to access wp651.pdf


    .
    .
    Agora tenham em conta que a produção na generalidade das actividades económicas não aumenta com o aumento das horas trabalhadas. Mesmo na industria, há limites, como a procura, por exemplo. E os custos unitários de trabalho enganam muito. Se bem que a OCDE diz o caminho:
    .
    “Unit labour costs (ULCs) measure the average cost of labour per unit of output. They are calculated as the ratio of total labour costs to real output, or equivalently, as the ratio of mean labour costs per hour to labour productivity (output per hour). As such, a ULC represents a link between productivity and the cost of labour in producing output. The OECD System of Unit Labour Cost Indicators calculates annual and quarterly ULC measures and related indicators (e.g. indices of labour productivity) according to a specific methodology to ensure data are comparable across countries.”
    .
    In http://stats.oecd.org/mei/default.asp?lang=e&subject=19
    .
    .
    Os custos totais incluem, desde baixas por doença, formação ministrada aos trabalhadores, impostos e outras taxas, etc. Em Portugal, a entidade empregadora paga cerca de 36%. É um dos valores mais altos do mundo. Que poderiam ser reduzidos se houvessem reformas na Segurança Social, mais eficiente gestão dos dinheiros dos descontos dos trabalhadores e até outras variáveis indirectas, como acidentes de trabalhos e seus custos, etc.
    .
    .
    Tornou-se panaceia apontar a baixa dos custos unitários de trabalho, sobretudo baixando salários (ou neste caso, aumentar as horas trabalhadas e, como alguém apontou bem aí, em Portugal trabalha-se bem acima das horas legais e não são pagas essas horas, ao contrário de outros países)) mas a verdade é que a Alemanha tornou-se competitiva, não por causa da forte travagem salarial mas por fortes aumentos da produtividade e eficiência. Um mito alimenta-se a si próprio mas erradamente.

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  54. anti-comuna permalink
    14 Outubro, 2011 00:07

    “Neste momento Portugal depende quase exclusivamente do empréstimo da troika. Para garantir este empréstimo (e eventualmente um reforço se necessario) a curto prazo e para voltar aos mercados a médio prazo tem mesmo de aplicar um programa de austeridade drastico.”
    .
    .
    Correcto, correcto. Não há outro caminho. Mas eu também acho que se está a exagerar no impacto destas medidas. O corte nos salários é na Função Pública (e seus reformados) e sobretudo nos salários mais altos. Não é uma coisa de outro mundo. O resto dos trabalhadores não irão ser afectados nestes cortes salariais. O impacto desta medida é grande mas não enorme, como eu vi para aí alguns comentadores.
    .
    .
    Os funcionários públicos só estão a começar as fazer os sacrifícios que os do sector privado andam há anos a fazer. No Norte, então, há 20 anos1

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  55. Fernando S permalink
    14 Outubro, 2011 00:08

    AC : “[] O problema português é a falta de produtividade não apenas os custos unitários de trabalho. Senão, bastava aumentar as horas de trabalho em 20%. (Das 37/8 para as 45 horas.) O problema é baixar os custos uniários de trablho via… Aumentos de produtividade e eficiência.”
    .
    A produtividade apenas interessa na medida em que permite baixar os custos unitarios de produção. O aumento do tempo de trabalho é um dos meios para baixar estes custos. Claro que é um retrocesso social e claro que tem muitas limitações. Claro que aumentos de produtividade e eficiencia seriam preferiveis de varios pontos de vista. Mas estes não se decretam, não são automaticos, exigem outras condições e levam o seu tempo. Entretanto, a mais curto prazo, ajuda os portugueses trabalharem mais custando o mesmo !

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  56. Fernando S permalink
    14 Outubro, 2011 00:12

    AC : “Correcto, correcto. Não há outro caminho. Mas eu também acho que se está a exagerar no impacto destas medidas. O corte nos salários é na Função Pública (e seus reformados) e sobretudo nos salários mais altos. Não é uma coisa de outro mundo.”
    .
    Até concordo. Quanto ao impacto e quanto à ausencia de alternativa.

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  57. anti-comuna permalink
    14 Outubro, 2011 00:14

    Caro Fernando, duvido dessa ideia que aumentar as horas de trabalho ajudam a baixar os custos unitários de trabalho. Isso é mais um mito que outra coisa. Aconselho-o mesmo a ler o paper do primeiro link que eu sugeri e vai perceber melhor a coisa.
    .
    .
    O CZZ do blogue http://balancedscorecard.blogspot.com/ já tentou várias vezes apontar para o erro da generalidade dos economistas, nesta forma de ver a microeconomia.
    .
    .
    O segredo é mesmo: aumento do valor acrescentado. Leia-se produtividade. Ou seja, produzir melhor com os mesmos custos ou produzir muito melhor com mais custos, desde que o crescimento de um seja menor que o de outro.
    .
    .
    Nestas coisas eu não vou muito em modas nem análises demasiado teóricas, de alguns economistas, que criam determinados conceitos.

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  58. observador permalink
    14 Outubro, 2011 00:14

    comecemos pois por si, para dar o exemplo …

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  59. 14 Outubro, 2011 00:23

    Quem diz uma hora, diz duas. ou quatro. e acabe-se com a pouca vergonha dos sábados e domingos. Vida familiar, lazer, cultura, são invenções de comunas. Quando muito, uma hora de tolerância, ao domingo, para ir à missa (trazer comprovativo).
    Distribuir uns chicotes aos capatazes seria uma ajuda para implementar tão patrióticas medidas.

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  60. anti-comuna permalink
    14 Outubro, 2011 00:23

    Outra coisa. Ao contrário da generalidade dos comentadores, eu acho que este OE não vai ser tão recessivo como se pensa. E obrigará a uma mudança profunda no comportamento dos agentes económicos (que reagem aos estímulos e ambiente, claro), tanto no sentido da poupança como de produzir para exportar. Nós tivemos, desde a adesão à então CEE, estímulos ao consumo e à produção para o consumo privado. Que nos levou à crise e ao quase colapso, quando as políticas económicas não acompanharam os estímulos ao consumo interno. E a crise deu no que deu.
    .
    .
    Este OE está no bom caminho. Por um lado, baixa um bocado o peso do monstro estatal. Por outro, dá os estímulos certos. Menos dependência do Estado e mais estímulos para produzir para o exterior. Agora precisamos é de um ministro da economia que pense numa verdadeira política industrial e não meros anúncios à Pinócrates, quase nunca concretizados.
    .
    .
    Este OE pode ser recessivo mas fortalece a economia. O problema é que durante anos andou muita gente na ilusão do crescimento a qualquer preço, que levou parte do mundo ocidental, ao quase colapso. A começar nos USA e a acabar em Portugal.

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  61. Outside permalink
    14 Outubro, 2011 00:27

    Ruy,
    “Se na verdade, o dramatismo que Passos Coelho colocou, em sua comunicação ao país, é assim tão grande que ameaça, como afirmou, não haver dinheiro para salários nem pensões,(…)”
    É verdade, a nível geral e local…na corda bamba.
    O problema reside nas outras medidas enumeradas não tomadas à posteriori que referiu e tantas tantas outras…Porque não ?
    Sabemos bem porque não ! A Populaça só acorda se Portugal perder a eliminatória ! Demasiadas distracções… Os tugas não são irlandeses mas certamente também não são gregos. O tuga só precisa de ser menos manso e mais atento, interessado e interventivo que mero contribuinte.
    Discute-se meia-hora no privado ???
    Esta medida é verdadeiramente hilariante e ridícula !
    Mas no privado trabalha-se “religiosamente” oito horas ??? Pois como no dogma de que no público também se trabalha apenas as sete horas e meia….Aqui não se discute Trabalho…discute-se Emprego.

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  62. Fernando S permalink
    14 Outubro, 2011 00:29

    Caro anti-comuna,
    .
    Chame-lhe teoria ou o que quizer. A verdade é que se vc numa fabrica aumenta as horas trabalhadas com o mesmo custo salarial esta matematicamente a baixar o custo unitario do trabalho. Claro que, como refere, é preciso que a maior produção (mas também pode ser a mesma produção com menos horas extraordinaria pagas) tenha escoamento, que haja procura. Mas, como de resto o meu amigo tem vindo a chamar a atenção com muita pertinencia e lucidez noutros comentarios, as nossas exportações estão a aumentar de forma bastanta rapida e sustentada (mesmo apesar do contexto internacional desfavoravel). O que significa que muitas das nossas empresas exportadoras (ou mesmo produtoras para o mercado interno mas que se estão a virar para o exterior para fugir à nossa crise) estão a aumentar os seus volumes de produção. Este fenomeno é bastante rapido e não me parece que resulte apenas de um aumento de produtividade ou eficiencia. Esta-se a trabalhar mais. Interessa continuar e expandir este processo.

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  63. ping pong permalink
    14 Outubro, 2011 00:30

    Medidas extraordinárias:
    1ª – em 2011 retira-se em sede de IRS o equivalente a metade de um ordenado a TODOS os trabalhadores e aposentados (do público e privado) – medida que considero absolutamente justa, tendo em conta que não havia intenções de fazer correcções estruturais e tão somente tapar um buracão a título excepcional.
    2ª – por razões idênticas, em 2012 e 2013 anuncia-se um imposto extraordinário equivalente a dois salários, mas só a UMA PARTE dos trabalhadores e aposentados deste país (do sector público), deixando a OUTRA PARTE (do sector privado) livre desse imposto.

    Só por obnubilação intelectual se pode considerar esta segunda medida como uma opção justa quanto à sua abrangência.
    PPC não explicou as razões porque em dois meses alterou o seu conceito de justiça.
    A justificação que deu aquando da primeira medida fundou-se na justiça para todos sem excepção.
    E quanto à segunda sr. PM, que tem para explicar aos portugueses?

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  64. Fernando S permalink
    14 Outubro, 2011 00:43

    AC : “Este OE pode ser recessivo mas fortalece a economia.”
    .
    Pelo menos parece criar condições financeiras indispensaveis a um futuro relance geral da economia (por enquanto temos apenas um aumento de certas exportações … e uma contenção das importações … e um aumento da poupança interna … o que ja não é pouco !…).
    Mas claro que o fortalecimento da economia passa também por outro tipo de medidas que favoreçam a competitividade das empresas nacionais. Estas medidas podem começar a ser tomadas desde ja mas os seus efeitos sentir-se-ão mais tarde.

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  65. Portela Menos 1 permalink
    14 Outubro, 2011 01:04

    há por aqui uns patetas a falar em produtividade e horas/homem como se fossem candidatos ao Nobel da parvoíce.
    o facto de estarem a executar um ROUBO a cerca de 700.000 famílias (2.000.000 de PESSOAS?) e, de qualquer maneira, irmos a caminho de Atenas, não lhes diz nada.

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  66. leme permalink
    14 Outubro, 2011 01:24

    Pois bem. Para trabalhar é preciso haver trabalho, em especial, de qualidade.
    Onde é que está esse trabalho e a procura de trabalhadores?
    E há trabalhadores qualificados?

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  67. JCA permalink
    14 Outubro, 2011 02:22

    .
    Creio que é melhor esperar.se que seja divulgado todo o projeto do OE’2012.
    .
    Primeiro objetivo atingido:
    no consumo interno o desvio das compras para as lojas chinesas vão ser um exito absoluto.
    .
    Pergunta para não haver bancarrota:
    na presente situação a caminho ou já em Depressão o que é que interessa a Portugal ? Tomar medidas para rapidamente ficar em Depressão embora pareçam reparadoras da Crise ou couraçar Portugal com um novo Tecido Economico Lucrativo que o ponha a ganhar dinheiro na Recessão e Depressão em curso até cerca 2020 ?

    É só escolher. Seja qual for o OE que a AR autorizar – por voto favoravel e abstenção – do que não qualquer duvida é que será irraparavel por qualquer OE posterior e até cerca de 2020 nos efeitos, sejam maus ou bons.
    .
    Quanto à questão do corte de subsidio de Natal e Férias é obvio que vem para ficar para sempre. De facto é uma reduçaõ nos salários ´da FP para baixar o custo total da massa salarial do Estado. Mas seria preferivel e corajoso chamar-se o boi pelo nome. Ou a intenção é numa fase posterior baixar os salários na Privada estendendo esse corte de subsidio de Natal e Férias por ‘justiça social, uns têm, outros não têm, como é ” ?
    .
    O aumento de meia hora é irrelevante. É um ‘rebuçadito’ para calar a boca aos Empregadores que sabem bem que os problemas que destroiem as Empresas em Portugal são outros. A troika não papa a jogada que aumenta a desconfiança sobre os negociadores pela parte Portuguesa.
    .
    Que o Ministro da Economia deixe de ser mais um ‘Finanças’.
    A sua unica obrigação com o País é Economia. Não são Finanças. Resolver Portugal como um Tecido Economico Lucrativo. Eliminar os fatores proibitivos de custo fiscais e burocráticos no Comercio, Industria e Serviços. Assim prepararia Portugal para resistir ao que aí vem, já em curso. Ficaria com A grande na História.
    .
    Nada mais por ora.
    .

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  68. anti-comuna permalink
    14 Outubro, 2011 03:57

    “Chame-lhe teoria ou o que quizer. A verdade é que se vc numa fabrica aumenta as horas trabalhadas com o mesmo custo salarial esta matematicamente a baixar o custo unitario do trabalho. Claro que, como refere, é preciso que a maior produção (mas também pode ser a mesma produção com menos horas extraordinaria pagas) tenha escoamento, que haja procura. ”
    .
    .
    Pois é. Na industria. E mesmo assim os incentivos são maus, no médio e longo prazo. Mas em todo o caso, estamos aqui a falar de uma pequena percentagem do tecido produtivo. Num escritório, trabalhar mais meia hora nem se nota e a malta já o faz e nem o cobra. Portanto, é uma medida cosmética que eu duvido que os gajos da Troika vão engulir muito tempo. Fazia mais sentido descer a TSU apenas aos CAEs industriais e calava-os mesmo.
    .
    .
    “Pelo menos parece criar condições financeiras indispensaveis a um futuro relance geral da economia (por enquanto temos apenas um aumento de certas exportações … e uma contenção das importações … e um aumento da poupança interna … o que ja não é pouco !…).”
    .
    .
    Claro. Em Portugal é que ainda há muita gente, sobretudo à esquerda, que acham que o crescimento económico é tudo. O crescimento económico não é todo igual e há aquele em que acontece enfraquecendo a economia. Esse é o maior drama dos dias de hoje. Os políticos (como muitas pessoas) não gostam de governar para o longo prazo e estão sempre a puxar pelo crescimento económico a qualquer preço, por causa dos ciclos eleitorais. E quando os eleitores os premeiam, gera no sistema económico os fundamentos para a sua ruína.
    .
    .
    Há crises que são boas. E há booms que são perniciosos. Quando uma recessão acontece porque estamos a fortalecer a economia, até devemos apoiar essa crise. Assim como procurar crescimento a qualquer preço deve ser combatido, quando enfraquece a economia. Este OE é bom para a economia mas mau para a conjuntura. Antes isso que boa conjuntura e má economia.
    .
    .
    Talvez por isso e face ao comportamento recente dos nossos agentes económicos, que parecem estar a corresponder bem ás necessidades de exportar, talvez este seja mesmo o melhor OE desde há muitos e longos anos. E, repito, a menos que a conjuntura externa seja mesmo muito má, penso que a queda do PIB será bem menor do que todos esperam. A ver vamos nos próximos meses, onde pararão as modas.

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  69. lucklucky permalink
    14 Outubro, 2011 08:58

    “Mas o aumento do horário de trabalho foi escasso. Deveria ter sido o dobro, 1 hora por dia.”
    .
    O Estado não tem que se meter no horário de trabalho dos privados.

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  70. 14 Outubro, 2011 10:44

    Lucklucky,
    .
    “O Estado não tem que se meter no horário de trabalho dos privados.”
    .
    Estamos de acordo, mas a realidade é que se mete. E deixá-los trabalhar mais é uma medida que vai no bom sentido.

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  71. JCA permalink
    14 Outubro, 2011 14:35

    .
    No horizonte surge a ‘xinezização’ da Civilização da Europa, dos Direitos Humanos e dos Direitos Civilizacionais da Europa que tem de manter a VANGUARDA MUNDIAL naquilo que se ptou por chamar uma espécide de globalização.
    .
    Estamos num ambiente de ‘Economia e Finanças’ pior que em tempo de Guerra.
    A Europa em vez de ajoelhar à ‘xinenização’ da sua Economia, Finanças Publicas e Privadas tem de desencadear a sua defesa:
    .
    entrar na guerra comercial global através de barreiras alfandegárias poderosas,
    .
    reformar-se revolucionarioamente libertando a Produção e o Rendimento de quaisquer cargas fiscais indo buscar a receita fiscal ao Consumo (conceito de Imposto Nacional Unico e Taxa Nacional de S Social aplicados diretamente sobre o Consumo)
    .
    tomar medidas, se for necessário com a criação de Bancos Nacionais de Risco e Investimento, que evitem a sangria e fuga do dinheiro europeu (depositos e bailouts) para fora do seu espaço geografico.
    .
    simplificar toda a legislação burocratica que ninguém no Pacifico, Indico e Atlantico Sul,
    .
    obrigar todos os produtos que sejam importados para o espaço da União Europeia sejam obrigados a obedecerem na sua fabricação às mesmas obrigações de respeito pelos Direitos Humanos e Direitos Civilizacionais que qualquer Empresa Europeia é obrigada a respeitar colocando-a em situação altamente desfavoravel no processo de comercio, exportação e importação globais.
    .
    Pelo lado das Finanças Privadas (bail-outs aos Bancos teoricamente falidos, resultados mostrados nos papeis dos Balanços) e das Finanças Publicas (recurso a saques fiscais à Economia) nada se resolve sustentadamente. É um erro crasso que agrava a Recessão, a Depressão e a Crise. Arrasa a Europa que com todas as aberturas e anarquismos nestas matérias rapidamente será destruida, com ou sem União Europeia.
    .
    Os paninhos quentes e a oratória filosofal que tem sido seguida até agora COMPROVADAMENTE NÃO TEM RESOLVIDO NADA. Tem funcionado como o caminho mais rápido para PIORAR A SITUAÇÃO num processo sistémico de EMPOBRECIMENTO GERAL NO ESPAÇO DA UNIÃO EUROPEIA.
    .

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  72. Anti-Socas permalink
    15 Outubro, 2011 16:33

    JCA,
    Os salarios reais na China tem aumentado 20% por ano. E’ duplicar em 4 anos. A china ja nao e’ o que era.

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  73. economista permalink
    15 Outubro, 2011 21:53

    Numa economia desorganizada , aumento de uma hora é irrelevante ?

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