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No spending without taxation

28 Janeiro, 2012

Luís Menezes Leitão escreve o seguinte:
Há uma regra sagrada de que só os representantes de um povo podem autorizar o lançamento de impostos a esse povo: “no taxation withou representation”, pelo que quando essa regra é sacrificada, estamos perante um povo subjugado.
.
Verdade, claro.A Grécia é um caso em que essa regra tem vindo a ser sacrificada. Apesar de só os gregos terem assento no Parlamento grego, este tem vindo a autorizar despesas muito acima dos impostos cobrados aos gregos. Tanto é assim que os gregos vivem de empréstimos assegurados pelos contribuintes de outros países, sobretudo os contribuintes alemães. Ora, nenhum destes povos tem assento no Parlamento grego. É altura de corrigir este erro. A Grécia deve partilhar representação e soberania com os contribuintes que são taxados para a sustentar.

.

Nota: para aqueles que se preocupam com as perdas de soberania há uma solução. O princípio “no taxation without representation” deve ser associado ao princípio “no spending without taxation”. Lembro que a soberania não se perde no dia em que o credor exige controlo sobre o orçamento. Perde-se ao longo do tempo, de cada vez que o Parlamento autoriza despesa sem assegurar a cobrança dos respectivos impostos. Mas de cada vez que isso aconteceu os soberanistas calaram-se.

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38 comentários leave one →
  1. tric permalink
    28 Janeiro, 2012 12:43

    Portugal tambem deve partinhar a Soberania, especialmente com os Chineses! O Partido Comunista Chinês deve ter um assento no Conselho de Estado…tenham juizo! e não só…

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  2. tric permalink
    28 Janeiro, 2012 12:46

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  3. Grunho permalink
    28 Janeiro, 2012 12:48

    Nunca vi argumento tão imbecil (e falacioso) para justificar a perda da independência de um povo.

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  4. 28 Janeiro, 2012 13:02

    Coitadinhos dos contribuintes alemães. A Alemanha nem está a ganhar nada com a ruína da Grécia. Pois não, ajuda altruisticamente os países devedores. E está em dificuldades, à conta disso. Não tem um superavit e não consegue colocar a sua dívida nos mercados. O povo alemão, sofredor, por causa dos parasitas do Sul.

    A idiotice argumentativa e a falácia no seu melhor. A sabujice desta gente nunca deixa de espantar.

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  5. the lost horizon permalink
    28 Janeiro, 2012 14:12

    Este Miranda faz cada spin com o lápis, que ainda bate com a cabeça na parede, e então é que passa a bater mal, com a agravante de que o Rilhafoles se não fechou, vai fechar.

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  6. Pine Tree permalink
    28 Janeiro, 2012 14:26

    Oh! Camaradas!
    Vejo que percebem da declaração de independência. “No taxation without representation”. Fixe, boa, viva!
    E agora quando os representantes de 60% do eleitorado (os que vivem à mesa do orçamento Medina Carreira dixit) lançam os impostos sobre os 40%? Também é o povo o escolher os impostos que lhe caem em cima?
    Há alguma diferença entre a tirania exercida por um ditador (digamos o Oliveira) e a tirania exercida por um parlamento? Algumas vezes o povo que trabalha votaria impostos que lhe caissem em cima para sustentar o que vê como a malandragem? Estou a ver que a teoria política dos camaradas ainda está no século XVIII. E nem esses eram tão ingénuos.
    Expliquem-me depressa camaradas, que estou em pânico. Ainda se fosse “no representation without taxation” talvez cá ficasse mas assim, definitivamente, sou o primeiro c’avalo.

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  7. anti-comuna permalink
    28 Janeiro, 2012 14:29

    Parabéns pelo texto, caro JM. É assim mesmo. Esta gente tem que aprender a responsabilizar-se peas despesas do Estado. Eles não dizem que o Estado somos todos nós? Que paguem e não bufem! eheheheheh

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  8. anti-comuna permalink
    28 Janeiro, 2012 14:32

    Para os profetas da desgraça do costume:
    .
    “The Markit Eurozone PMI
    .
    Composite Output
    .
    Index moved into positive territory for the first time in five months in January, according to the
    preliminary ‘flash’ reading which is based on around 85% of usual monthly replies. The index rose for
    the third month running, up from 48.3 in December to a five-month high of 50.4. That signalled a
    marginal increase in private sector economic activity.”
    .
    in http://www.markiteconomics.com/MarkitFiles/Pages/ViewPressRelease.aspx?ID=9064
    .
    .
    E reparem na interessante figura do press release. Não diziam que vinha aí a depressão económica para a Europa? Pois. Parece que os inimigos do Euro e da UE se enganaram mais uma vez. E notem também isto. Será que a procura interna tuga seguirá o indice europeu? Se o fizer.. Bye, bye, profetinhas da desgraça. ehheheh

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  9. José Manuel Moreira permalink
    28 Janeiro, 2012 14:42

    Bom post, jmm

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  10. tric permalink
    28 Janeiro, 2012 14:47

    seguindo a mesma lógica a Banca Portuguesa deve ser nacionalizada…

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  11. esmeralda permalink
    28 Janeiro, 2012 16:15

    A “representation” não tem sido grande coisa e a “taxation” tem sido o que todos sabemos! Quero falar disto: “A selecção nacional pagará a factura de alojamento mais elevada entre todas as selecções participantes no Campeonato da Europa de futebol. Pela “diária” na cidade polaca de Opalenica, a Federação do ramo entrará com 33 mil euros diários, quantia que alcança outra expressão quando comparada com os 22 mil euros gastos pela Alemanha, os 16 mil euros gastos pela Holanda e os 7 mil euros gastos pela Dinamarca, por acaso os adversários dos portugueses na primeira fase. A Espanha, actual campeã, fica-se pelos 4 mil euros. Vá-se lá saber porquê, a Grécia não aparece na lista divulgada”. Posso dizer estranha democracia esta? Posso dizer era melhor não se terem qualificado? Posso dizer espero que fiquem lá pouco tempo? Posso dizer que peculiar interpretação da austeridade em vigo? Posso dizer que é estranho ninguém se escandalizar com isto? Posso dizer que é estranho não chocalharem com esta notícia como chocalharam com as desbocadas palavras de Cavaco? Posso dizer porque parece isto passar despercebido?

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  12. the lost horizon permalink
    28 Janeiro, 2012 16:56

    Não tarda, anda o Sol atrás da Lua.

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  13. Hawk permalink
    28 Janeiro, 2012 17:24

    Autorizem o Banco Central da Grécia a imprimir euros e tudo ficará resolvido.

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  14. the lost horizon permalink
    28 Janeiro, 2012 17:31

    Eu se pudesse, punha o Zorba atrás da Merkel.

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  15. Pine Tree permalink
    28 Janeiro, 2012 17:34

    Por imprimir escudos foi condenado um dos maiores visionários económicos de Portugal, Alves Reis. No entanto, ele só trouxe progresso ao País mas os invejosos tinham que deitá-lo abaixo. Nem tiveram em conta o ponto a que ele levou os seus escrúpulos imprimindo as notas na mesma tipografia em que o governo da República as imprimia.
    É por isso que estamos como estamos.

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  16. Hawk permalink
    28 Janeiro, 2012 18:05

    Pine Tree, a diferença é que o Alves dos Reis actuou na ilegalidade e em proveito próprio enquanto que na minha sugestão o Banco de Portugal limitar-se-ia a exercer uma competência própria: controlar o volume da massa monetária. Esta sugestão pode ter inconvenientes, mas certamente faria diminuir imediatamente o desemprego. Sempre seria melhor do que o default que mais tarde ou mais cedo vai ser imposto à força ao país.

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  17. Arlindo da Costa permalink
    28 Janeiro, 2012 19:41

    Estamos a passos largos na construção do IV Reich.
    Infelizmente, Portugal também já vai a Berlim ao beija-mão da vassalagem!

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  18. elisabetejoaquim permalink
    28 Janeiro, 2012 19:51

    A solução que defende aplica-se ao endividamento que é feito virtualmente com cada Orçamento, mas não ao pedido de pacotes de ajuda que tem a Alemanha como protagonista. A conclusão do seu raciocínio devia dar na solução: a Alemanha deve fazer um referendo sobre um novo pacote de ajuda à Grécia.

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  19. bulimunda permalink
    28 Janeiro, 2012 20:08

    pois mas quando se fala de dividas todos têm telhados de vidro…e se os alemães pagassem o que devem à Grécia..inclusive vidas humanas???
    Resposta de Georgios Psomás

    Caro Walter,

    Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.

    O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!… não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.

    Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.

    A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.

    Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

    Estimado Walter,

    Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.

    Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

    1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;

    2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.

    3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.

    4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.

    5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).

    6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

    Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.

    Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

    Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

    Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?

    Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.

    Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.

    E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:

    EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!

    Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.

    E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

    Cordialmente

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  20. Ricciardi permalink
    28 Janeiro, 2012 20:35

    Já que o JM defende que a liberdade é um valor relativo ao dinheiro que se empresta e portanto um valor compravel, ou que pode comprar qualquer coisa, gostaria de lhe colocar uma questão:
    .
    – E se os alemães credores exigirem que v.exa. dê o cuzinho para ajudar a pagar as dividas?
    .
    Rb

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  21. zazie permalink
    28 Janeiro, 2012 20:39

    Ele tratava logo de arranjar 2 cuzinhos necessitados pelo dele e ainda recebia grojeta.

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  22. Ricciardi permalink
    28 Janeiro, 2012 20:45

    Ó Zazie mas isso é Chulismo e , enfim, não estou certo que o boches quisessem substituir 2 cuzinhos necessitados pelo do blogger., se bem que a gorjeta pode influenciar a decisão, atendendo aos valores da pessoa em causa.

    Rb

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  23. Pine Tree permalink
    28 Janeiro, 2012 21:02

    “Pine Tree, a diferença é que o Alves dos Reis actuou na ilegalidade e em proveito próprio”. Na ilegalidade actuou mas não menos ilegal do que as emissões surdas do Banco de Portugal (vd. livro de Teixeira da Mota). Em proveito próprio, isso pode discutir-se porque ele viu o grande potencial de Angola e achou que o que faltava era liquidez. A intenção dele era criá-la. Ninguém actua senão em proveito próprio mas há proveitos próprios que são construtivos.

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  24. Hawk permalink
    28 Janeiro, 2012 21:18

    Pine Tree, então concorda que uma ampla emissão de euros pelo Banco de Portugal poderia ser uma porta de saída da dita dívida. Todos ganhavam, certo?

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  25. Euro2cent permalink
    28 Janeiro, 2012 21:26

    O camarada Georgios Psomás tem pontos pertinentes.
    .
    Por mim, já propus que todos os produtos alemães passem a pagar o dobro do IVA nos paises em sarilhos, para ajudar a corrigir o problema.
    .
    Não sei porque é que não são os próprios alemães a insistir nisso. Distracção, decerto. Evitava que os pobretas se endividassem a encher-lhes os cofres …

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  26. Buiça permalink
    28 Janeiro, 2012 21:32

    Muito bom post, especialmente a Nota de rodapé.
    Talvez um dia deixemos de pedir mais um hospital e passar a pedir um mais eficiente, deixar de pedir mais despesa e passar a pedir melhor despesa, já que toda ela representa ou impostos ou perda de soberania um dia mais tarde.
    Também não entendo a quantidade de referências à Alemanha. Irlanda, Grécia e Portugal estão a ser apoiados com empréstimos do FMI (mundo inteiro) e UE (todos contribuem proporcionalmente).
    Cumps,
    Buiça

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  27. 28 Janeiro, 2012 21:39

    “no taxation without representation”, and “no opinion without inteligence”. Right?

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  28. zazie permalink
    28 Janeiro, 2012 22:03

    ehehe

    Olha, sabes que não consigo comentar no PC- é qualquer treta de segurança do browser ou assim que diz que a caixinha não é segura

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  29. Pine Tree permalink
    28 Janeiro, 2012 23:37

    “Pine Tree, então concorda que uma ampla emissão de euros pelo Banco de Portugal poderia ser uma porta de saída da dita dívida. Todos ganhavam, certo?”
    Emissão de euros, dólares, yans, whatever. No estado em que as coisas estão é um experimentalismo como qualquer outro. Um pai faz muita falta, uma mãe faz talvez mais falta, mas o tino é insubstituível. Enquanto faltar tino ao País tanto monta emitir euros como emitir patacas. Como mostrou a Alemanha entre 1919 e 1923 a salvação está em dar à rotativa e quem vier atrás do último que feche a porta.

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  30. Dr.Bailout permalink
    29 Janeiro, 2012 10:53

    Curiosamente (ou talvez não) não vi o Sr.Miranda (nem outros bloguistas e comentadores destas bandas) muito preocupado com o “dinheiro dos contribuintes” quando esta vai para……..”bailout aos bancos”. Nunca vi preocupação com o que aconteceu ao dinheiro dos contribuintes irlandeses quando Dublin se arruinou para se “atravessar” por bancos irresponsáveis (e mais os seus clientes igualmente irresponsáveis).
    A indignação com o destino do “taxpayer money” parece muito selectiva por estes lados.
    Por isso, se calhar, é que nunca por aqui se fala do que a Islândia fez (E MUITO BEM).
    Pois, pois, compreendo…….

    Por cada devedor irresponsável há, pelo menos, um credor igualmente irresponsável.
    Quem empresta dinheiro a alguèm (indivíduo/empresa ou Estado) sobreendividado MERECE estar sujeito ao risco da sua irresponsabillidade e do possível incumprimento por parte do devedor.
    Quem tudo quer…..

    obs: além disso, estes “bailouts” a bancos parecem-me particularmente idiotas. Numa economia de mercado o risco é um dos factores principais sempre presentes. Se eu tomar más decisões….azar o meu.
    Se eu tiver uma barbearia, uma fábrica, um restaurante ou uma sex-shop o Estado não me faz “bailout” se eu estiver à rasca, mas se tiver um banco……
    Haja vergonha!

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  31. Pedro permalink
    29 Janeiro, 2012 11:44

    A teoria do João Miranda é interessante. Então, os países que têm dívidas, devem partilhar a sua soberania com os credores? Bancos, FMI, governos estrangeiros, etc, devem ter uma secretaria de estado em cada um dos governos deste mundo 😉 O governo americano, por exemplo, seria constituído na sua maioria por um conselho de administração inter-bancário. E por aí fora. Se o disparate pagasse imposto,os problemas da dívida portuguesa resolviam-se só com a liquidação de impostos do João Miranda. E ainda refilam contra as “propostas fracturantes”. É que esta é revolucionária.

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  32. JCA permalink
    29 Janeiro, 2012 20:35

    .
    Pois,
    .
    => Davos ve tres riesgos: el euro, Europa y la UE
    .
    “Lamentamos sinceramente decirles que han vivido por encima de sus posibilidades y van a pasar años de penalidades. Lamentamos sinceramente reconocer que la banca es una de las grandes culpables de esta crisis, pero es intocable porque sin ella todo esto se viene abajo. Lamentamos sinceramente comunicarles que todos los problemas globales se resumen en uno, Europa, y que como las leyes de la economía son despiadadas Europa lo va a pagar caro. La edición de 2012 del Foro Económico Mundial se cierra hoy en Davos con esos tres lamentos a modo de resumen.”
    .
    “La crisis empieza a tomar dimensiones existenciales: Grecia y probablemente Portugal están desahuciados; España e Italia son las líneas rojas. Esto ha dejado de ser un problema económico: esta es ya una crisis política y la solución política, de momento, es inadecuada: se impone austeridad y nada más, y el Sur no puede aguantar tres, cuatro años de recesión”.
    .
    “Alemania echó a Berlusconi, condenó a los socialistas en España, ha conseguido imponer recortes salvajes a toda Europa”, dice un tipo de unos 30 años que devora panecillos en uno de los bares del centro de congresos. “Pero Alemania aún no ha hecho nada a cambio. El tren de la crisis europea se mueve ahora a cámara lenta, pero se mueve, y solo puede ir en dos direcciones: o el euro se rompe después de toda esta tortura de austeridad, y el zarandeo sería increíble, o los alemanes aceptan los eurobonos y el coste político que acarrean”.
    .
    http://www.elpais.com/articulo/economia/Davos/ve/riesgos/euro/Europa/UE/elpepieco/20120129elpepieco_6/Tes
    .

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  33. JCA permalink
    30 Janeiro, 2012 06:44

    .
    DAVOS e a UE:
    .
    => DAVOS-EU’s Almunia discusses the transaction tax
    http://www.irishtimes.com/indepth/davos/
    .
    => Europe’s lost generation: how it feels to be young and struggling in the EU
    http://www.guardian.co.uk/world/2012/jan/28/europes-lost-generation-young-eu
    .
    A UE em 2010 EXPORTOU 114 mil milhões de Euros de produtos para a China e IMPORTOU 280 mil milhões de euros. Nos serviços a Europa tem vantagem mas as exportações são só 19 mil milhões de euros. A EU teme uma vaga de proteccionismo da Índia, China ou Brasil. Um cenário é um grande acordo de livre comércio transatlântico, entre EU e EUA.
    .
    -Topless Ukrainian feminists arrested in the snow in Davos as they try and storm political summit
    http://www.dailymail.co.uk/news/article-2093122/Topless-Ukranian-feminists-arrested-snow-Davos-try-storm-political-event.html#ixzz1kurTQh6T

    .
    .

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  34. neototo permalink
    30 Janeiro, 2012 07:33

    “Já que o JM defende que a liberdade é um valor relativo ao dinheiro que se empresta e portanto um valor compravel,”

    Isso é agora que ja avancou dois pontos mais da partida inicial. Até agora qualquer pais podia entrar em outro (sem que houvera qualquer tipo de emprestimo nem de dinheiro de por medio) aduzindo um imponente arsenal de armas de destruçao maciza. Bom (sempre e quando) ou “condiçao sine qua non” que este país estivesse também nadando em pitroleo. A excusa? Implantarem a sussodita democracia…

    Claro que neste caso (Grecia-Portugal) como parece que “disfrutam” da democracia entao a excusa sería…???????

    Pronto. Nesta ocasiao ja tarda o tamdem Helena/Fernandes e vejo-os muito remissos para sumarse a este novo sofístico discurso. Porqué será?No spending without taxation

    Hum.

    Nao sei porque ao meu parecer os antigos romanos com os seus latinajos eram mais directos e entendiveis que estos rebuscados e ambiguos anglicismos. Si vis pacem, para bellum. E tudo o mundo o entendia ” muito melhor…

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