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Por favor mandar a factura aos pais da constituição

5 Novembro, 2012

Em 1974 a dívida pública equivalia a cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB), isto é, da riqueza gerada no ano do 25 de abril. Hoje, equivale a perto de 120% do PIB. Segundo os cálculos feitos para o Jornal de Notícias, por Pedro Cosme Costa Vieira, professor da Faculdade de Economia do Porto, a dívida de então era de 10 mil milhões a preços de 2012. Sem esta actualização, que torna mais comparável o endividamento do Estado ao longo do tempo, aquele indicador seria, há 40 anos, de 304 milhões de euros. A comparação a preços constantes permite concluir que a dívida pública se multiplicou por 20. Passou de 10 mil milhões para 203,7 mil milhões. Com base numa população de exactamente 10 milhões, é como se cada português devesse 20 mil euros agora e apenas mil euros em 1974.

41 comentários leave one →
  1. Portela Menos 1 permalink
    5 Novembro, 2012 10:38

    Está visto que a estrategia hoje do blasfemias é assustar o pagode; a guerra, a divida e a seguir…a peste!

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  2. 5 Novembro, 2012 10:39

    Misturar 1974-2005 com 2005-2012 é não perceber nada. Mas há muita nostalgia do antes de 1974, isso há. Por isso esta vontade de voltar atrás. Para já na economia e estado social. O resto virá por necessidade de manter os pobrezinhos no seu lugar.

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  3. joao permalink
    5 Novembro, 2012 10:41

    foi a factura a pagar para transformarmos Portugal num país moderno : estádios de futebol modernos, autoestradas modernissimas, casamento gay avançadissimo, aborto livre por qualquer motivo progressista, estado secularíssimo e laico….enfim só falta mandar alcatifar Portugal de norte a sul, de preferência de vermelho ou rosa choque.

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  4. 5 Novembro, 2012 10:45

    Hoje em dia é reconhecido pelas instituições internacionais ligadas à economia que houve três “milagres” económicos no Mundo:
    República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental, para não haver confusões…) vidé Plano Marshall do USA;
    Japão, pós 2ª Guerra MundiaL e 2 bombas atómicas;
    Coreia do Sul do pós guerra civil de 1950-1953 (aliás, para provar a incontestada supremacia do capitalismo sobre o comunismo, basta comparar o nível de vida dos sul coreanos, como a fome e miséria do campo de concentração Coreia do Norte e Kim…)
    Mas há estudos dessas organizações….(Tomé Feiteira referiu-se a eles antes de morrer………..) que apontam o Portugal do fáááááááá´sssschiiismo como o 4º “milagre” económico nos anos 1980…. se continuasse a política económica do Estado Novo-Social
    Veio a desgraça q sabemos..com a destruição de empresas, perseguição a empresários, ocupações selvagens,,,,enfim tudo o que os manuais do leninismo ensinam para DESTRUIR uma economia, deitar a culpa para os fáááassschistas e depois tomar o poder pelas armas.
    era a estratégia do MFA/PCP e satélites
    em parte, conseguiram
    destruída a economia, roubadas reservas de ouro e divisas que faziam do escudo uma das moedas mais fortes do Planeta,
    com o país á beira da fome miséria e bancarrota
    MSoares teve de andar de chapéu na mão a pedir empréstimos ao FMI
    e o FMI veio em 1977/78……….emprestar os dólares que impediram q muita gente morresse à fome………

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  5. JPT permalink
    5 Novembro, 2012 10:52

    Sim, claro. O que a constituição devia dizer é que o país deve ser analfabeto, miserável, e ter uma mortalidade infantil ao nível de uma país do 3º mundoi, como em 74. Tudo em nome de uma “boa” divida pública, é isso só que interessa.

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  6. Golp(ada) permalink
    5 Novembro, 2012 11:34

    Isto sim é notícia:
    http://economia.publico.pt/Noticia/sp-condenada-a-indemnizar-municipios-australianos-por-perdas-com-produtos-toxicos-1570059
    .
    Pena que venha tarde para muitos…

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  7. Tiradentes permalink
    5 Novembro, 2012 11:52

    Analfabeto e miserável continua ele e a mortalidade infantil está na directa linha da incapacidade de os fazer. De resto como sempre, com o dinheiro ou riquezas dos outros, Índia, Brasil, colónias africanas e por fim da própria Europa.

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  8. 5 Novembro, 2012 11:57

    Ou refundamos ou … afundamos.
    Mas, atenção. É preciso inverter totalmente as políticas de emprego.
    http://notaslivres.blogspot.pt/2012/11/refundar-as-politicas-de-emprego.html

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  9. joao permalink
    5 Novembro, 2012 11:59

    mortalidade infantil agora por via do aborto livre. Não se façam de parvinhos….por ano são só entre 30 a 35 mil abortos o que por si só é imoral mas tb porque vai envelhecer o país de tal modo que Portugal no final do seculo arrisca-se a ter 5 milhões de habitantes…..Quando uma população tem medo de ter filhos e o Estado incentiva a não renovação geracional via incentivo do aborto gratutito o futuro está garantido: é negro.

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  10. António Pedro Pereir permalink
    5 Novembro, 2012 12:01

    Tontinha Matos:
    E a senhora devia passar a andar de burro como muito boa gente que conheci até 1974.
    Eu demorava 7 horas de carro para fazer 400 km entre o local de trabalho e a residência familiar, que visitava apenas 4 vezes ao ano.
    E na aldeia onde nasci, a 7 km da sede do concelho e a 28 Km da sede do distrito, não havia telefone, água canalizada, electricidade, esgotos, médico de família.
    A vida era assim:
    – as casas de banho ao ar livre e o papel higiénico as ervinhas do campo ou as folhas de jornal onde vinham as compras enroladas
    – a água carregava-se da fonte em cantarinhos de barro
    – a comida fazia-se em lume de lenha ou em petromax a petróleo
    – a iluminação das casas com candeeiros a azeite ou a petróleo
    – o banho completo era quando se fazia anos (no dia-a-dia apenas lavagens a prestações)
    – as ruas não tinham calçada ou alcatrão.
    – a escola primária era uma casa de habitação com uma grande sala para 40 meninos e meninas (a coeducação, qual sacrilégio, era permitida pelo Estado Novo, a realidade a isso obrigava)
    Os recursos pedagógicos eram:
    – as carteiras onde se enfiavam à vez 4 meninos
    – o quadro negro
    – o giz
    – o ponteiro
    – a menina dos 4 olhos (régua)
    – as orelhas de burro em papel de jornal para humilhar os meninos, quais bibelot postos à janela quando se enganavam no 2×3=6
    – a regente escolar com a 4.ª classe como habilitação
    Bons tempos, como eu tenho saudades (da minha meninice e adolescência).
    Outros tem desses tempos outro tipo de saudades, porque nunca neles viveram.
    ————————————————————————————————————————
    P. S. Nada do que disse legitima o CCB, a Expo 98, as auto-estradas, a 1.ª PPP, a Ponte Vasco da Gama (cavaquistas), as PPP, SCUT, estádios de futebol (guterristas), as auto-estradas e PPP (socratistas), o buraco da Madeira, o deboche autárquico das piscinas e rotundas (dos 4 partidos: PSD, CDS, PS e PCP, o BE não tem autarquias, só uma barriga de aluguer em Salvaterra de Magos, uma tourada, pelos vistos), o roubo do BPN, do BPP e do BCP, as rendas agiotas da energia, a venda do BPN por 40 milhões depois de avaliado por 100 pela CGD e pela Deloite a pedido deste desgoverno, enfim, o regabofe da governação de governos incompetentes e corruptos.

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  11. 5 Novembro, 2012 12:07

    para aqueles que defendem q haja dívida pública astronómica……ou défice galopante………….
    E como se pagam essas dívidas e défices e respetivos juros?
    ah..não se pagam…..ideia de caloteiros
    obrigamos os credores a emprestar……….
    e depois
    não pagamos
    é preciso ser muito pikinino mental para achar q o mundo………ou até os negócios privados, como a compra de 1 automóvel ou 1 casa podem funcionar assim
    o pikinino mental vai ao banco…e EXIGE….q lhe emprestem €€ para comprar casa….mas avisa logo q não paga prestações
    como se chama a estes gajos????
    caloteiros é pouco……….malucos tb……..cabeça de caca de galinha……………sim….apropriado

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  12. JEM permalink
    5 Novembro, 2012 12:27

    Uma Constituição deve, entre outras funções, limitar o poder do Estado sobre os cidadãos, em particular dos menos poderosos. Curioso os “pais da constituição portuguesa” nunca se terem preocupado com um grupo extremamente desprotegido, as crianças. Hoje o Estado endivida-se para sustentar os direitos adquiridos. As crianças de hoje, adultos de amanhã, pagarão a conta (os que não emigrarem, cada vez menos) e não poderão usufruir de direitos adquiridos porque já não há mais crédito.

    Que vergonha de país é este em que os pais vivem o presente à conta do futuro dos filhos? É caso para dizer que os “pais da constituição” exploram os filhos como bastardos.

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  13. Paulo permalink
    5 Novembro, 2012 12:34

    A comparação a 74 precisa de ser feita com cuidado, de facto.
    Por um lado a realidade é muito diferente nos nossos dias, só não vê quem anda cego. E na grande maioria dos casos está muito melhor.
    Por outro lado eu se andasse de Ferrari também estava melhor, o único problema era pagar a divida que tinha de contrair para o comprar e o custo astronómico de manutenção!! E o mesmo se passa com o país.
    .
    Assim sendo, resta fazer uma avaliação daquilo que podemos pagar, e depois escolher as prioridades.
    Pode ser a tal refundação do Estado social ou outro nome qualquer, mas lá que tem de ser feito isso é garantido.

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  14. jojoratazana permalink
    5 Novembro, 2012 12:36

    http://economiaegestao.wordpress.com/2012/02/15/evolucao-da-divida-publica-portuguesa/
    Esta é a verdade sobre a divida pública portuguesa, desde que o gang que nos governava antes do 25 de Abril de 1974 voltou a tomar conta do poder.
    Quem quiser que o desminta.
    Mas esta senhora nem sabe as palermices que escreve.
    E palermas sem memória é coisa que não falta.

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  15. tric permalink
    5 Novembro, 2012 12:39

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  16. castanheira antigo permalink
    5 Novembro, 2012 12:41

    A Constituição ( quem a apoia e apoiou ) criou um “estado” monstruoso porque tornou os portugueses todos dependentes dele . A quem interessou essa dependência ? À irresponsabilidade e à corrupção . Ao dizerem aos portugueses que têm direito a tudo sem que para isso terem que trabalhar duro e esforçar-se e pensar e inovar , abriram caminho a comportamentos irresponsáveis quer de governantes quer de governados . O fim não podia ser outro senão o que estamos a assistir : o fim do socialismo .

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  17. LMTV permalink
    5 Novembro, 2012 13:44

    É so fazer as contas como dizia o primeiro coveiro de Portugal dos ultimos 15 anos. Ora de 1974 a 2012 medeiam 38 anos, e neste periodo, pela terceira vez temos ca o FMI e sempre pela mao dos mesmos. Se contabilizarmos os 33 anos que medeiam o primeiro pedido de resgate em 1979 até ao presente, reparamos que quase metade desse periodo foi desgovernado pelo PS e que durante esse exercicio os numeros subiram astronomicamente. Parece facil saber de quem é a culpa. O mais engraçado no entanto, é a expressao ” (…) cada portugues deve (…)”, ora se o portugues paga impostos de todo o genero e alguns deles nem nunca votaram nesses senhores, nao é chegada a altura de revermos sem medo a CRP e podermos finalmente reformar o Estado para nao voltarmos a passar por isto e podermos finalmente Criminalizar a Classe Politica e o Enriquecimento Ilicito? Ja que deixaram Pinocrates desgovernar durante mandato e meio, ao menos agora aproveitemos que ca temos a Troika e as Missoes de Analise do FMI e façamos as mudanças necessarias. Da parte que me toca, eu nao quero passar por esta vergonha de ter que pedir ajuda para pagar o basico mais vez nenhuma.

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  18. 5 Novembro, 2012 14:39

    Pelos vistos a terapia “Coelhista” está a agravar ainda mais dívida! Daqui a pouco vamos todos desejar uma governação “despesista”. Acaba por sair mais barato!!…

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  19. Guillaume Tell permalink
    5 Novembro, 2012 14:49

    Crescimento económico médio: 5% 1930-1974 VS 2,5% 1974-2008

    Taxa de desemprego médio: 2% 1930-1974 VS 7% 1974-2008

    Saldo orçamental médio : + 0,5% 1930-1974 VS – 5% 1974-2008

    Esperança de vida : 38 anos em 1930 (1% PIB Saúde Estatal) VS 68 anos em 1974 (2% Saúde Estatal) VS 79 anos em 2010 (10% Saúde Estatal) > 0,68 anos a mais de aumento por ano durante Estado Novo VS 0,3 anos durante a III)

    Analfabetismo: 60% nos maiores de 7 anos em 1930 (0,75% PIB Educação Estatal) VS 26% em 1974 (1,5% Educação Estatal) VS 10% em 2010 (7% Educação Estatal)

    PIB per capita = 36 (Europa desenvolvida base 100) em 1932 VS PIB per capita = 55 em 1974 VS PIB per capita = 60 em 2009


    De facto há uma correlação muito grande entre o bem-estar social e o esbanjamento de dinheiros públicos.

    De facto os pobres são os principais beneficiários das políticas “sociais”.

    De facto a liberalização da economia, mesmo a pequenas doses, fomenta as desigualdades sociais e regionais e condena os mais carenciados à miséria. 1960-1974 e 1985-2000 são anos que provam isso, enquanto que 1930-1945, 1974-1985 e 2000-2012 são a prova que o Estado tem de controlar as nossas vidas para vivermos todos melhor.

    E que tal parármos de dizer que nos preocupamos com os outros e assumirmos que só estamos preocupados conosco próprios. Eu por exemplo sou contra políticas “sociais” porque o meu vizinho, que não faz nada mas recebe na mesma, tem um carro mais jeitoso que o meu.

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  20. margarida soares fra permalink
    5 Novembro, 2012 14:51

    É uma vergonha o que os governantes fizeram ao país…desgovernaram e governaram-se. Temos que agradecer isto a Cavaco , Guterres, Mario Soares, Durão Barroso e José Sócrates. Não me esquecerei nunca que foi pela mão de Mário Soares que o FMI esteve cá por duas vezes…com Sócrates a dívida foi duplicada e tivemos que pedir novamente a ajuda da Troika. Agora o PSD tem que endireitar o país que os socráticos levaram à bancarrota…socráticos, esses, que se passeiam pela AR e pelas TV’s a criticar o actual governo, como se não tivessem nada a ver com o que se passou há 16 meses. Que se façam as reformas necessárias, e aqui o PS devia dar o seu contributo (que sabemos que não quer), para que possamos ir aos mercados e a Troika sair do país o mais rapidamente possível.

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  21. lica permalink
    5 Novembro, 2012 15:07

    a margarida soares fra esquece os outros pelo menos tão culpados como os que mencionou. È esta memória selectiva que inquina o ambiente e faz com que a dança continue com a mesma musica de sempre.

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  22. Portela Menos 1 permalink
    5 Novembro, 2012 15:36

    Ao que isto chegou: HelenaMatos e Sátiro juntos nas soluçoes!

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  23. Fincapé permalink
    5 Novembro, 2012 15:45

    Cuidado com as contas, Helena. Sabe que a maioria das pessoas “engravida” pelos ouvidos e pelos olhos.
    O ordenado mínimo em 1974 foi definido nos 3.300$00, correspondentes hoje a 16,5 euros. Se multiplicarmos pelos 14 meses (e suponho que ainda não se pagavam 14 meses) dá 231 euros anuais.
    Se cada português devia mil euros, isso correspondia ao rendimento de 4,3 anos.
    Hoje o vencimento mínimo (que é uma miséria) é 475 euros. Vezes os catorze meses, corresponde a um rendimento anual de 6650 euros. Uma dívida de 20 mil euros, corresponde a três anos de rendimentos.
    Quer apostar comigo que não vai responder a esta observação?

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  24. António Pedro Pereir permalink
    5 Novembro, 2012 15:56

    lica disse:
    «É esta memória selectiva que inquina o ambiente e faz com que a dança continue com a mesma musica de sempre»
    Eu concordo, mas direi mais: é a ignorância destas pessoas (LMTV e margarida soares fra) que os faz dizer o que dizem, muito mais do que a memória selectiva. Ou um pouco das duas coisas.
    O Guilherme Tell já deixou uma boa dica, mas eu deixo-lhes também um pequeno texto que retirei de outro blog, não sei se compreenderão tudo o que lá se diz, paciência:
    «E porque é que estamos em bancarrota?
    Porque gastámos demais ou porque produzimos de menos?
    As duas coisas concomitantemente, não foi?
    E porque é que produzimos de menos?
    Porque fomos perdendo competitividade desde a crise do petróleo de 1973 (a que acresceu o despautério do PREC), passando pela competição a 15 (depois até 27 na CEE/UE) e culminando com a entrada no euro (que foi agravada no início dos anos 90 com a abertura do comércio mundial que gerou a actual fase da globalização). Basta ver a série do crescimento da nossa economia desde 1961, publicada por várias instituições reconhecidas.
    Mas ainda desde antes da nossa entrada no euro houve quem avisasse das consequências de tal decisão, em vão, acriticamente quase todos estavam de acordo.
    Voltando ao Estado Social, o enfoque apenas neste aspecto não é inocente ideologicamente. Porque não pensar (no sentido de racionalizar) todas as funções do Estado?
    Sabe que, por exemplo, temos umas Forças Armadas miseráveis de meios operacionais e de recursos financeiros disponíveis mas com um quadro de oficiais hiperinflaccionado?
    O quadro prevê 74 oficiais-generais mas existem 132. Com todas as consequências nos restantes postos inferiores, que estão igualmente hiperinflaccionados; daí a GNR para acomodar alguns coronéis e generais e agora também os Bombeiros Sapadores e a Protecção Civil para acomodar outros tantos. Mas soldados e marinheiros para comandar e executar as tarefas escasseiam. Há discussão sobre isso? Não.
    E podemos ter duas forças de segurança (GNR e PSP) que duplicam a estrutura de comando e a logística?
    E uma estrutura político-administrativa com 4251 freguesias, 308 concelhos, 5 regiões de coordenação (CCR), 18 distritos administrativos (agora sem governador civil), um governo com 40 membros, uma AR com 230 deputados, e um PR, isto para apenas 10 milhões de habitantes?
    Somos quantitativamente metade de uma grande metrópole como S. Paulo, por exemplo?
    E ainda temos as regiões autónomas, com 2 governos, 2 assembleias com 50 deputados regionais cada, 2 ministros da República.
    Muito mais me deve ter escapado.
    Porquê falar apenas no Estado Social? Porque atinge (beneficia) os mais fracos?
    As agendas comunicacionais nunca foram isentas nem neutras.»
    ———————————————————————————————————————
    P. S. A estes dois cromos (LMTV e margarida soares fra) pergunto: a crise da Espanha, Itália, Irlanda, Grécia, um pouco da Áustria e da Holanda (o governo caiu por ter tomado medidas de austeridade) e da França e da Alemanha (a crescerem apenas 0,1% e 0,9% respectivamente) também foram resultado da governação dos xuxas e do Ing.º Sócras?
    A dívida pública da Alemanha (que já vai em 72% do PIB) também?
    Foram só xuxas a governar estes países?
    Santa ignorância.

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  25. Monti permalink
    5 Novembro, 2012 15:58

    «A Constituição ( quem a apoia e apoiou ) criou um “estado” monstruoso»
    Não, não é a Constituição…gentleman.
    Foi a pobreza franciscana das mentes crescidas nas oligarquias partidárias.
    De Cavaco a Sócrates,
    Passos não, porque não tem dinheiro.
    Tivesse, faria tudo igual.

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  26. lucklucky permalink
    5 Novembro, 2012 16:36

    E o Fincapé lança poeira para os olhos. Pois não acredito que não saiba que ordenado mínimo é irrelevante.
    .
    Em 1974 os Portugueses poderiam pagar a dívida do Estado entregando 15% do seu trabalho/riqueza produzida num ano.
    Em 2012 os Portugueses só podem pagar a dívida entregando, 100%, logo todo o dinheiro do trabalho/riqueza que produziram num ano…
    …e mais 20% do ano a seguir.

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  27. J. Raposo permalink
    5 Novembro, 2012 16:48

    Realmente não se pode comparar um País (74) com um protectorado (2012).
    E as contas de “mercearia” , se bem que secundaríssimas nesse plano, são uma das suas irrefutáveis provas.
    Quanto ao 25 A , confirma uma anomalia indígena : converter um suícidio numa festividade…

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  28. David Almeida permalink
    5 Novembro, 2012 17:25

    E nesse ano de 1974 tínhamos uma Segurança Social que respeitava o ser humano, um acesso à Educação facilitado, um SNS do melhor que havia no mundo, etc. Portanto faz todo o sentido fazer comparações!… Olhe, eu que em 74 já tinha 22 anos posso testemunhar o quão éramos miseráveis e viviamos a leste de todo o mundo desenvolvido… mas orgulhosamente sós. Mesmo com todos so erros, abençoada 25 de Abril.

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  29. Pedro Almeida permalink
    5 Novembro, 2012 17:30

    Ó laranjinha Matos, conhece algum país minimamente desenvolvido que não tenha uma dívida pública elevada?
    Agora se o que interessa é não termos dívida pública nenhuma, então sigamos o exemplo da Coreia do Norte, cuja dívida é zero. A população morre toda à fome, mas o que interessa é não ter dívida nenhuma, certo?

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  30. Pedro Almeida permalink
    5 Novembro, 2012 17:45

    Ó Abrantes Matos, sabe que existe um país ainda pior que nós? Veja lá bem estes desgraçados:

    Japão
    Dívida Pública = 250% do PIB
    Desemprego – 4%
    País com a esperança de vida mais elevada do planeta = 83 anos e a aumentar

    Que pobres coitados, em vez de apostarem na austeridade apostam no desenvolvimento.
    Ele há com cada um…

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  31. nightwishpt permalink
    5 Novembro, 2012 18:08

    A direitalha portuguesa a demonstrar, pela enésima vez, o horror que sente ao povo desde o 25 de Abril.

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  32. lucklucky permalink
    5 Novembro, 2012 18:26

    Ó laranjinha Matos, conhece algum país minimamente desenvolvido que não tenha uma dívida pública elevada?
    Tantos. São os que crescem. http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_public_debt
    Os outros são os que são insustentáveis e vão ficar mais pobres. Alguns muito mais pobres.

    “Dívida Pública = 250% do PIB
    Desemprego – 4%
    País com a esperança de vida mais elevada do planeta = 83 anos e a aumentar
    Que pobres coitados, em vez de apostarem na austeridade apostam no desenvolvimento.”
    .
    Caso não saiba o tic tac da bomba relógio japonesa não cessa de tocar. Boa parte da poupança da maioria das pessoas – entregue ao estado -é impossível de pagar.

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  33. Fincapé permalink
    5 Novembro, 2012 18:39

    O luckluky gosta de brincar aos cowboys.
    “E o Fincapé lança poeira para os olhos. Pois não acredito que não saiba que ordenado mínimo é irrelevante.”
    É relevante, é. Porque se os cálculos do post estiverem corretos, os desgraçados que ganham o mísero ordenado mínimo (que deveria ser muito maior) mesmo assim teriam hoje mais facilidade em pagar as dívidas do que em 1974.
    Pelo menos dá uma ideia de como estava distribuída a riqueza em 1974. Que era como vai estar daqui a um ano.

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  34. Francisco Colaço permalink
    5 Novembro, 2012 19:44

    Lucklucky,
    .
    O TAC do Japão vem daqui a dois meses. Tome as minhas palavras. Muitas economias que hoje se julgam sólidas vão estar a TAC.

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  35. Buiça permalink
    6 Novembro, 2012 02:49

    Nada como uma constituição a assegurar múltiplos e insustentáveis direitos para se garantirem bancarrotas regulares dos indígenas e assim os manter sempre na dependência de algum tipo de “auxílio”.
    Como dizia o outro “ó presidente eles são muita fraquinhos”…

    77 bancarrota, 83 bancarrota. Depois de 86 só não voltámos à bancarrota porque começaram a jorrar milhões a fundo perdido, todos aliás gastos em actividades cheias de produtividade e vigor exportador. Depois acabou-se o fundo perdido e chegou o Euro com as suas taxas de juro baratas: toca de manter os milhões a jorrar, que em equipa que ganha não se mexe, embora agora a crédito.
    Acabado o limite de crédito, mais uma bancarrota.
    Quando é que este povo aprende o que é um défice zero…?
    É aliás a única coisa que devia estar na constituição: será demitido todo e qualquer governo que gaste num ano mais do que arrecada de impostos.
    Quantas bancarrotas serão ainda precisas para lá chegarmos? Eu pessoalmente aposto em mais 2 ou 3.
    Cumps,
    Buiça

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  36. André permalink
    6 Novembro, 2012 06:55

    Tenho uma opinião diferente da sua, cara Helena. Apesar de desconhecer todos os pais da Constituição, devo lembrá-la de que aqueles que podem ser acusados de culpados por esta situação são aqueles que estiveram nos lugares de poder, caso não saiba, Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates. Resolvi deixar de fora os governos provisórios e o coitado do Santana Lopes, mais aquele perído após os governos provisórios com a Maria de Lurdes Pintassilgo e a AD.
    No entanto, os nomes que referi, todos têm culpas no cartório. Mário Soares, por ter levado o país à bancarrota (ninguém se esquece, pois não), Cavaco Silva por ter destruido em dez anos os setores de produção portugueses (agricultura, pescas, boa parte da indústria) e por fazer o maior número de contratações de sempre para a Função Pública, António Guterres por ter ignorado todos os problemas de sustentabilidade do país causados pelo Cavaco, Durão Barroso tinha uma completa falta de seriedade nas suas posições (algo que lhe vem desde sempre, começou a carreira no MRPP a roubar material de escritório e agora está num alto cargo da UE) e também por ignorar os problemas que começavam a surgir, José Sócrates, por ter ignorado tudo por completo, preocupando-se apenas em roubar o Estado o mais possível (adoro as PPPs por ele feitas para amigos que consomem tanto dinheiro ao Estado). Também me esqueci foi de um PM, o Pedro Passos Coelho, que numa tentativa surreal e desesperada para resolver o problema do défice só o vai conseguir aumentar porque a população não tem como pagar mais impostos (muito causado pela destruição agravada de todos os setores de produção).
    Então Helena, a estes não se deve mandar a conta? Porquê, são amigos do café? Ou algo mais?

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  37. lucklucky permalink
    6 Novembro, 2012 06:57

    “É relevante, é. Porque se os cálculos do post estiverem corretos, os desgraçados que ganham o mísero ordenado mínimo (que deveria ser muito maior) mesmo assim teriam hoje mais facilidade em pagar as dívidas do que em 1974.”
    .
    Não pagariam todos os mesmo, os impostos não seriam iguais.
    Se por exemplo assumirmos que o imposto especial para pagar a dívida fosse directamente proporcional ao ordenado, alguém com ordenado minímo em 1974 teria de dar 15% do seu trabalho de um ano para pagar parte da divida.
    Hoje teria de dar 120%. Um ano completo de trabalho e mais 20%.
    E assim seria para todos.
    .
    Ficam de parte as distorções feitas pela conversão baseada em preços de 2012 que só se podem perceber tendo acesso aos cálculos do estudo, por isso é que usar valores em dinheiro é sempre um problema.

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  38. António Pedro Pereir permalink
    6 Novembro, 2012 08:55

    André:
    Disse: «Mário Soares, por ter levado o país à bancarrota (ninguém se esquece, pois não),»
    No contexto em que está a referir a responsabilidade de Mário Soares é uma perfeita idiotice.
    Quando ele formou o 1.º governo constitucional (23/7/76 – 29/8/78), tínhamos tido um crescimento de:
    1974 – 1,1% (lembra-se da crise do petróleo de 1973?)
    1975 – -4,6% – negativo (lembra-se do PREC?)
    Daí o FMI que pôs as coisas nos eixos.
    Seguiu-se:
    Nobre da Costa / Mota Pinto / M. L. Pintassilgo, governos presidenciais (29/8/78) – 3/1/79)
    e
    Sá Carneiro / Freitas do Amaral / Pinto Balsemão (3/1/79 – 9/6/83)
    Mário Soares tomou conta do governo com a situação económica escaldante e veio o FMI, com esse grande homem nas Finanças. Ernâni Lopes.
    Portanto, culpe o Mário Soares do que quiser, mas disto não.
    É uma idiotice, não queira ser idiota.

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  39. exmilitar das Caldas permalink
    6 Novembro, 2012 16:22

    António Pedro Pereira – tem alguma razão no que escreveu. E se viveu nesse tempo eu também. Mas se contribui para o descalabro a que chegou este país, não conte comigo. Os meus pais criaram cinco filhos e não tinham vencimento. Deram-lhe dentro das possibilidades um curso, técnico e liceal, repito, sem qualquer apoio estatal, e venceram. Aqui está a diferença na minha educação e dos valores reais de cada um nas diversas vertentes da vivência Estava no cabo da enxada o ganha-pão. O pão que a maioria das familias portuguesas, mal ou bem preparadas, equilibravam a barriguinha dos seus e produziam cerca de 60% da sua alimentação, sem máquinas, mas com a ajuda do cabo da enxada. Hoje, 38 anos passados da dita data, foi uma maravilha o ter passado além da poeira e com subsídios para tudo que era sítio, mas ninguém quis saber que um dia tudo seria pago, porque ninguém estava interessado em dar. A prova está à porta. É em 2013. Portugal só produz 20% da sua sustentabilidade. Estamos endividados, porque nos venderam gato por lebre. Mas só um cego, não o que não vê, mas aquele que tem dois olhos pseudo-abertos é que não quis ver. Ver que numa sociedade de 10 000 000 de habitantes, só 3 000 000 é que trabalham, que produzem, o resto vive de subsídios. Antes, Portugal era pobre. Cunhal dizia que eram 2 000 000 de pobres. Mas estes pobres tinham uma couve para fazer uma sopa, o que não acontece, hoje. As terras, rígidas, estão carregadas de silvas e de mato e as enxadas estão enferrujadas tal como os ossos dos que as aindam trabalharam. As grandes superficies tinham produtos vindos do exterior e havia algum dinheiro para fazer a troca, uma troca que vai ser dificil pelo decorrer dos tempos. Dizem os entendidos que já há 3 000 000 de pobres em Portugal e estes escondem-se atrás da sopa oferecida nos albergues. Mas hoje temos muitas estradas, muitos campos de futebol, pontes novas e pontes detioradas, prédios novos sem terem quem os compre e prédios a cair por falta de obras, muitas universidades e institutos superiores com licenciaturas duvidosas e nas que não são incapazes de colocar no mundo do emprego os formados, isto porque o grande empregador que foi o Estado, rebentou pelas costuras, as FA e de segurança, têm um quadro de efetivo excedentário, umas obras públicas que se excederam e agora o que fazer, se o dinheiro que nos emprestaram foi mal gerido durante estes 38 anos? sabemos que foi direitinho para certos bolsos a troco de uns centavos para calar a sociedade e o povo fez festas nos atos eleitorais. Foi o que tal gente à frente dos partidos quis ouvir, mas agora o que resta para os nossos filhos, ou para os nossos netos? al como dantes e Zeca tinha razão… eles comiam tudo, mas hoje até o tutano nos comem. E o povo continua a deixar-se enganar…

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