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Regime em regime permanente

7 Outubro, 2013

Ouve-se “o governo está acabado” desde 2011, com variações de intensidade consoante a indignação do dia, esta, por vezes, promovida a indignação da semana. O desporto nacional é a indignação, transpondo-se consoante as circunstâncias para actividades como o futebol, reality shows televisivos, acção governativa e política europeia. Governos, na voz do indignado, duram tanto como o dirigente do clube ou o como o intervalo entre “chicotadas psicológicas”. Nada disto é real: o governo não está acabado nem a substituição de treinador faz mais que acalmar os ânimos até à derrota consequente ao fim do período de graça; o que está acabado é o regime socialista e isto aplica-se a este ou a qualquer outro governo.

Cortes nas pensões de sobrevivência, independentemente da justiça da medida (ou sua ausência), deveriam ser suficientes para despertar os últimos incautos da ingovernabilidade do regime, já que é disso que afinal se trata; quando falamos de governos falamos da maior ou menor eficácia em adiar sucessivamente o colapso do regime socialista. Este governo também é culpado disso, como todos o foram, como o próximo também será, a julgar pelas “alternativas”, incluindo as vozes divergentes dos partidos que suportam o governo.

Fechar a RTP permite não cortar pensões de sobrevivência mas, pá, a RTP é nossa, pá. Reduzir salários da função pública permite não cortar estas pensões mas, pá, é inconstitucional; a TAP podia ir e mantinham-se as pensões de sobrevivência mas, pá, a TAP é nossa; os bombeiros, a maternidade lisboeta, o salário mínimo, o rendimento mínimo, a rotunda do bi-Marquês, o túnel do Marão, o campeonato ibérico de futebol e a inconstitucionalidade constante da contabilidade, isso é tudo nosso. Os Magalhães, as festas da Parque Escolar e os candeeiros Siza… Bolas, até a PT e a Oi são nossas, pá, “eles” não fazem nada por nós, pá.

Ainda há uns meses havia quem propusesse um TGV para “não ficarmos fora da rede internacional de transportes”, com todo o sucesso que ideias como auto-estradas sem custos para o utilizador originou para quem, agora, não quer cortes nas pensões de sobrevivência. Até um acordo ortográfico foi necessário, pá, para a gente evoluir, pá, no caminho certo do bem e essas coisas lindas.

É preciso isto, é preciso aquilo, eles têm que, eles devem, eles tiram-nos, eles roubam… O regime acabou, está a vista de qualquer um que, mesmo na melhor da trauliteirice, não tem mais a oferecer que o dinheiro dos outros, seja da Alemanha, seja dos banqueiros (mas sem cortes nos depósitos, naturalmente), seja do Pai Natal que permita manter pensões e evitar incêndios enquanto premeia o “mérito”, vulgo boy mas com outra designação, mais politicamente correcta, enfim, a de um regime de enganos, dívidas e insustentabilidade crescente.

Cortes nas pensões de sobrevivência são óptimos: permitem ajudar a manter a TAP, a RTP e, quem sabe, até opinar sobre a sede da PT. Permitem manter a MAC e até contratar mais professores e pessoal auxiliar, mas nunca a 40 horas semanais, nunca, que isso, isso é um retrocesso no grande avanço civilizacional. Não é exactamente isso que querem? Manter o que é nosso? Guardar as jóias da família? E as crianças que nascem em ambulâncias, pá? São netos de alguém, pá. Onde está a solidariedade inter-geracional de 2º grau?

Enquanto não souberem o que querem, enquanto quiserem tudo, terão sempre a indignação do dia – a que por vezes chega a indignação da semana – para se entreterem. Podem não querer fazer os cortes, é uma possibilidade teórica. Nesse caso, os cortes fazem-se a vocês.

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36 comentários leave one →
  1. piscoiso permalink
    7 Outubro, 2013 16:03

    Isso é para distribuir porta-a-porta com uma foto de Rabbit?

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    • Incognitus permalink
      7 Outubro, 2013 16:28

      Compreendeste a lógica?

      Tens algo a refutar?

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    • 7 Outubro, 2013 17:37

      DEBAIXO DO PORTAS? BOLAS COISO ÉS VERSÁTIL

      Ouve-se “o governo está acabado COMO GRITO DE GUERRA SOARISTA TOUTE LE MONDE EST CONTRE LE REGIME PAS LE REGIME LE GOUVERNMENT É DE 2012 ” MAS desde 2011 QUE O GOVERNO NUM FAZ PUTO , com variações de intensidade consoante a indignação do dia, esta, por vezes, promovida a indignação da semana.NÃO FAZER PUTO É A NORMA

      O desporto nacional é NÃO FAZER PUTO LOGO NÃO ADMIRA QUE O GOVERNO SIGA A MODA, transpondo-se consoante as circunstâncias para actividades como AS VIAGENS EXÓTICAS COM E SEM TARTARUGAS o futebol, reality shows televisivos, acção governativa e política europeia QUE NO FUNDO SÃO TODOS PARECIDOS

      Governos, na voz do indignado, duraVAm tanto como o dirigente do clube ou o como o intervalo entre “chicotadas psicológicas”INFELIZMENTE DESDE QUE COMEÇARAM A DURAR MAIS
      CADA BANCARROTA FICA-NOS CADA VEZ MAIS CARA….

      . Nada disto é real: É REPUBLICANO E LAICO EMBORA AS LOJAS TENHAM NOMES DE SERVOS DA REALEZA COMO MOZART o governo não está acabado nem a substituição de treinador faz mais que acalmar os ânimos até à derrota consequente ao fim do período de graça OU MESMO DE DESGRAÇA; o que está acabado é o regime socialista OU MESMO O SOCIAL DEMOCRÁRICO e isto aplica-se a este ou a qualquer outro governo….POIS VÃO TER MENOS PARA ALIMENTAR AS SUAS LISTAS DE SÚCIAS
      EN INGLÊS TECHNO SUCIA LISTS…..

      Cortes nas pensões de sobrevivência, independentemente da justiça da medida (ou sua ausência), deveriam ser suficientes para despertar os últimos incautos da ingovernabilidade do regime,QUE CORTA NAS PENSÕES PARA MANTER O INCUMPRIMENTO DA DÍVIDA BÍBLICA ATRAVÉS DE FUNDAÇÕES BEM FUNDAS E OUTRAS INSTITUIÇÕES QUE NOS OBSERVAM

      já que é disso que afinal se trata; quando falamos OU MESMO ESCREVEMOS de governos falamos OU ESCREVEMOS da maior ou menor eficácia em adiar sucessivamente o colapso do regime socialista….OU SOCIAL DEMO DO KRATOS TANTO FAZ

      Este governo também é culpado disso, como todos o foram, como o próximo também será, a julgar pelas “alternativas”, incluindo as vozes divergentes dos partidos que suportam o governo……

      Fechar a RTP permite não cortar pensões de sobrevivência mas, pá, a RTP é nossa, pá. E A CASA DA MÚSICA PÁ E O OBSERVATÓRIO DO RISCO AO MEIO PÁ
      E A PENSÃO DO COSTA À FUNDAÇÃO DO MÁRIO SOARES
      QUE VAI IMPEDIR QUE VICTOR CONSTÂNCIO ARRECEBA A PENSÃO DE VIUVEZ PÁ

      Reduzir salários da função pública permite não cortar estas pensões mas, pá,SE JÁ NOS DÁ UM TRABALHÃO IR TRABALHAR COM O QUE NOS PAGAM PÁ…IMAGINA COM MENOS AINDA Ó LINDA….
      LOVELACE
      Share this:IN CUMPRIMENTO DA DÍVIDA COM MUITA DÚVIDA
      PAR OBAMA DAS CUNHAS….

      DAS CUNHAS BLONDES….

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  2. 7 Outubro, 2013 16:06

    Morra o Dantas, pum!

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  3. Madame X permalink
    7 Outubro, 2013 16:11

    Porque há uns fiozinhos invisíveis que o seguram bem: a Troika e a Merkel…

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  4. Rodrigo Castelo permalink
    7 Outubro, 2013 16:17

    SUCIAlista, meu caro, SUCIAlista…

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  5. 7 Outubro, 2013 16:23

    VCunha pensa e escreve sobre este governo e a –ou VS– sociedade tuga, como se tivesse “o rei na barriga”.
    Tratam os concidadãos como cães. Ou simple números.
    (Aproveite as consequências/benesses da arrogância “fraco com os fortes, forte contra os fracos”).

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  6. LTR permalink
    7 Outubro, 2013 16:24

    Portugal foi inundado por folclore chupa.

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    • und permalink
      7 Outubro, 2013 17:09

      e ganhaste a vida a fazer crónicas de faca e alguidar?

      maria nã me mates que eu sou tua mãe…..ficava melhore

      é camiliano e tal….

      o joão todo bom já quinou há 16 anos? 17? a viúva inda é viva?

      ou recebem os orfãos por conta?

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  7. JSF permalink
    7 Outubro, 2013 16:46

    Ora aí esta um empregado do partido a falar. Este deve ser daqueles que apoiou a Manuela quando disse, ” suspenda-se a democracia”. Mão é o regime que está acabado, mas aqueles que no regime prometem em campanha eleitoral tudo para ir para o governo e dar emprego a seus apaniguados .

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    • und permalink
      7 Outubro, 2013 17:06

      Mão negra? mão pulite?

      de referência para o ‘corte’ nestas pensões ainda não está definido, mas, segundo apurou o CM, será “muito inferior” a 4836 euros, valor máximo para a actualização da reforma em 2007. A ser assim, serão afectados sobretudo sectores como a Justiça e a Educação, onde as pensões de aposentação são mais elevadas.
      O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), assim como a Lei de Bases da Segurança Social que entrou em vigor esta semana, refere que “serão desenvolvidas novas medidas ao longo de 2007, tendo em vista a adequação da protecção garantida pelo sistema às novas realidades sociais, melhorando a eficácia de protecção na deficiência, invalidez, monoparentalidade e sobrevivência”. E fonte do Ministério do Trabalho e da Segurança Social (MTSS) confirma que a revisão da pensão de sobrevivência será discutida este ano na Concertação Social e “é perfeitamente possível” que entre em vigor em 2008.
      Mesmo continuando a ser universal, esta pensão necessita, segunto a fonte do MTSS, de ser revista em situações como esta: “Cada membro do casal tem uma pensão de 2500 euros, e a soma mensal é de cinco mil euros. Se um dos cônjuges morrer, o cônjuge sobrevivo recebe 60 por cento da pensão do outro. Fica com quatro mil euros.” E, frisa, “não há nenhuma explicação para acima de determinado valor o rendimento individual quase duplicar” quando um dos cônjuges morre.
      Em síntese, esta “pensão deverá ser reajustada tendo em conta os rendimentos do cônjuge sobrevivo”.
      EVOLUÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS: PENSÕES DE SOBREVIVÊNCIA
      2001: 728.299
      2002: 740.452
      2003: 752.177
      2004: 768.628
      Fonte: Caixa Geral de Aposentações e Segurança Social
      QUASE 60 MIL ABRANGIDOS
      O universo de beneficiários da pensão de sobrevivência passível de ser abrangido, no futuro, pelo corte rondará as 60 mil pessoas, precisamente o número de pensionistas do regime geral e da Caixa Geral de Aposentações (CGA) que terão, neste momento, uma reforma de aposentação superior a 2500 euros.
      Para já, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social garante que a redução do valor das pensões de sobrevivência mais altas terá um impacto “minimalista”. Neste momento, o número de beneficiários desta reforma ronda as 800 mil pessoas.

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      • J. Madeira permalink
        7 Outubro, 2013 17:20

        Esta foi a proposta do Governo do PS! Nada tem
        a ver com aquilo que o irrevogável anda a dizer!

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      • und permalink
        7 Outubro, 2013 17:58

        É SIMILAR

        A GRÉCIA SAI DA RECESSÃO EM 2014

        E NÓS SAÍMOS EM 2044

        É SIMILAR…..

        NASA

        TEM

        A VER

        COM SOMAS ASTRONÓMICAS

        QUE OS QUE SUPORTAM AS DITAS SOMAS

        APENAS RECEBEM 500 EUROS POR MÊS DE SALÁRIO SE TIVEREM SORTE

        QUE A MAIOR PARTE DA DITA ECONOMIA PARALELA NEM 300 EUROS LEVA PRA CASA NO FIM DO MÊS

        DAÍ LISBOA ESTAR-SE A ENCHER DE LOJAS FECHADAS

        E DE VENDAS PELA INTERNET QUE PAGAM IMPOSTO APENAS À MICROSOFT ….

        E AFINS

        E AFINSAS

        NÃ SEY SE ME FAÇO EN TENDER

        MIM NUM HABLA OBSERVÊS….

        NIN ISCREVE NÉ…

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      • 7 Outubro, 2013 18:00

        DEVE ESCREVER-SE DE LISBOA ESTAR A ENCHER-SE….

        ESVAZIANDO-SE CLARO ESTÁ

        APESAR DE TER ESCURINHO NO PEDAÇO….ARMÉNIO DIXIT

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  8. 7 Outubro, 2013 18:19

    vergonhoso é haver tanta gente miserável a subsidiar tanto miserável que se alojou na máquina aumentou-se muito acima de qualquer inflação e agora diz que descontou e tem de receber o que outros que descontaram nunca receberão….

    o ideal era sair do eurro e fazer o regime da reforma

    ou só o regime do regime…

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  9. Joaquim Amado Lopes permalink
    7 Outubro, 2013 18:52

    Vítor Cunha,
    Em Portugal há demasiados a querer comer o bolo e tê-lo. Muitos deles reclamam o direito a comer os bolos dos outros e que estes façam mais bolos para os primeiros continuarem a comer.

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    • 7 Outubro, 2013 19:07

      Se a porcaria destes governantes, a começar pelo PM e pelo irrevogável em conjugação com as miniatras das finanças e da justiça quisessem colocar nos cofres do Estado avultadíssimas quantias, bastava-lhes trabalhar sobre fugas fiscais e economias paralelas.
      Ou, rever a lei que beneficia escandalosamente qualquer político maltrapilho que ao fim de 12 anos (!) pode ter reforma…
      Mas, como se sabe, são “fracos com os fortes e fortes contra os fracos”…

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      • Joaquim Amado Lopes permalink
        7 Outubro, 2013 19:51

        MJRB,
        Sim, porque acabar com a fuga fiscal e a economia paralela depende apenas da vontade do Governo (como se fazer por acabar com a primeira não potenciásse a segunda). É só passar uns decretos e fica feito, certo?

        Acabar com as reformas dos políticos é uma medida simples e da mais elementar justiça (e é inconstitucional?). Não o ter feito logo que tomou posse é até uma das maiores falhas que aponto a este Governo.
        Seria um bom começo no ataque aos chamados “direitos adquiridos” mas a poupança seria irrisória e é necessário ir muitíssimo além. Só que, para quem quer comer os bolos dos outros (AKA “socialistas”), os direitos adquiridos só são maus quando não são os seus.

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      • und permalink
        7 Outubro, 2013 20:00

        Mas, como se sabe, são “fracos com os fortes e fortes contra os fracos”

        a/o bibi diria que eras um cliché vivo…..ou morto

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  10. @!@ permalink
    7 Outubro, 2013 19:23

    Hesito entre

    ou este

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  11. Trinta e três permalink
    7 Outubro, 2013 21:11

    O governo descobriu uma nova “casta” de milionários: os que recebem reformas de 1300 euros! Ah,ah,ah,ah,ah,ah!

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    • 7 Outubro, 2013 21:21

      No último mandato de JSócrates, este e Teixeira dos Santos também colocaram a hipótese de aumentar impostos a quem ganhasse mais de 5000 Euros/mês… Como se 5000 Euros/mês fosse próprio de “milionários”…

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      • Trinta e três permalink
        7 Outubro, 2013 21:33

        Quer o MJRB chamar a atenção para a subjetividade do conceito? Concedo. No entanto, recordo-lhe que, num país de salários excessivamente baixos (o que tem/teve consequências muito negativas na economia), 1300 euros (limpos), corresponde ao ordenado de um funcionário público a meio da carreira e de um técnico especializado, no privado, sem grande experiência. Quanto aos 5 mil, aí sim, é um “nicho” muito pequeno, diria, até, um clube muito privado.

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  12. 7 Outubro, 2013 21:32

    Joaquim Amado Lopes
    19:51,

    Esse trabalho do governo para recuperação de dinheiro indevidamente “em trânsito” (vulgo fuga aos impostos mais, no caso, economia paralela), não bastaria um decreto. Teria, como diz, de haver vontade dos ministérios das finanças e da justiça. Teriam de “ir ao sótão” (mas desapareceram, prescreveram…) buscar inquéritos, mandados, investigações sobre quem, e como prejudicou o Estado…
    Mas…porque o poder político-PARTIDÁRIO (do P”S” e do P”SD”) TEM MUITOS E FORTES INTERESSES conjugados com lobbys, tríades, maçonarias… Assim sendo, quem paga a factura é o mexilhão…

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    • 7 Outubro, 2013 21:35

      Esta já porcaria (novamente) irrespirável de sociedade tuga está a caminho dum sistema político, judicial e financeiro semelhante às máfias políticas e partidárias como por exemplo, a angolana. Deem lastro a estes canalhas e dentro de 10, 12 anos, será tarde.

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  13. 7 Outubro, 2013 21:47

    Trinta e três
    21:33,

    Quem, em Portugal, ganha, “limpos”, 5000 Euros/mês, não pertence a “um clube muito privado”. Garanto-lhe !
    Depois…atente neste pormenor : algumas profissões, com esse dinheiro por mês, têm de investir parte da quantia nos seus negócios, no seu trabalho.

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    • Trinta e três permalink
      7 Outubro, 2013 22:23

      Falamos, então, de coisas diferentes MJRB.

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      • 7 Outubro, 2013 22:34

        Óbvio, (muitos) casos diferentes.

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      • und permalink
        8 Outubro, 2013 02:16

        felizmente passas pouco por este lugar que existe na tua ima gina são olha se passasses muite tavas passado….

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  14. A Costa permalink
    8 Outubro, 2013 02:03

    Acho piada aos números que esta malta que por aqui escreve atira para o ar. Por aí se vê o quanto desconhecem não só a paupérrima situação a que sucessivos governos conduziram o país (evidentemente com especial responsabilidade por parte dos mais recentes, que, quando já se via o fundo da panela, ainda inventavam scuts e tgvs) e da qual não será tão cedo nem com pirilimpimpins que sairemos, mas também da verdadeira realidade com que a maioria da população trabalhadora se defronta nos dias de hoje.
    Cinco mil euros/mês não faz de ninguém rico? Claro que não. (Aliás é precisamente por essa razão que não se entende como é que tantos autarcas enriqueceram…). Mas não deixa de ser um belíssimo ordenado ou pensão onde, se necessário – e é – se pode e deve cortar. E por uma única razão, que não é evidentemente de direito mas de necessidade: HÁ MARGEM para o fazer, ao contrário do que acontece em ordenados ou pensões mínimo(a)s ou perto disso.
    Mil e trezentos euros líquidos mensais é o ordenado de um técnico especializado no privado sem grande experiência??? Você vive na Lua? Sabe que um economista de 30 anos, com licenciatura “pré Bolonha” obtida numa universidade portuguesa de prestígio complementada por mestrado tirado na Complutense de Madrid, já com experiência de trabalho em Espanha e no Reino Unido, fica agradecido ao Banco que o contrata, a ele e não a dezenas ou centenas de outros, com sucessivos contratos de 6 meses, por 900 euros brutos mensais !!! ???
    Sabe que um arquitecto com as mesmas qualificações e a mesma ou mais experiência profissional agradecia há bem pouco tempo o ordenado de 900 euros mensais contra recibos verdes? E que agora já não agradece porque pura e simplesmente foi dispensado e não encontra emprego em lado nenhum !!! ????
    Sabe que um gestor “da velha guarda”, dos tais que estavam habituados a receber os ditos 5000 euros, mais os fringe benefits da praxe, com 33 anos de carreira sempre no sector privado, ainda a 10 ou 12 da idade da reforma (ninguém sabe), uma vez caído no desemprego não encontra trabalho em lado nenhum? Seja qual seja o trabalho ou ordenado? Nem sequer quando se propõe como simples comissionista? E já pensou que se ninguém fica rico com um ordenado de 5000 euros, como referiu, este gestor da velha guarda há de necessitar de algum rendimento durante os próximos 10 ou 12 anos para viver? ou sobreviver? Sabe que o Estado em consonância com a Troika suspendeu as reformas antecipadas para quem não esteja a receber subsídio de desemprego? Do que é suposto essas pessoas (que são milhares) viverem ???
    Seria bom que a “seita dos instalados”, e sobretudo a seita dos instalados na coisa pública, cheios de contratos e direitos adquiridos, tivesse algum decoro e recato quando fala em questões de trabalho, em “direitos”, e em níveis de rendimento.

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  15. Rigoroso permalink
    8 Outubro, 2013 16:16

    A TAP não recebe 1 cêntimo do orçamento de Estado desde 1997. Repitam todos comigo, senhores autores do Blasfémias, para ver se isto entra nas vossas brilhantes cabeças de uma vez por todas: a TAP não recebe um cêntimo do Orçamento de Estado desde 1997. Há 16 anos que vive das receitas que gera. Exclusivamente.

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