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Isto não fica assim

3 Maio, 2014

O governo PSD/CDS  anunciou que em 2015 os trabalhadores por conta de outrem vão ter uma diminuição do seu rendimento por força do aumento da TSU.
Anunciou também que os consumidores irão poder dispor menos do seu rendimento, por efeito do aumento do IVA.
Tais medidas são realizadas em favor dos pensionistas com pensões mais elevadas e dos funcionários públicos. E em prejuízo de todos quantos ainda tem trabalho e daqueles que estão sujeitos ao risco de desemprego, os trabalhadores privados. Os do costume.
É ano eleitoral.

Já faltam os qualificativos publicáveis no espaço público para classificar tais medidas, as quais se tem repetido vezes sem conta nos últimos anos. Ou a falta de termos para com que nos devemos dirigir aos seus autores e irresponsáveis. Nem é tanto a questão de realizarem o contrário do que dizem dias antes. Já não se espera outra coisa de quem tantas fez. Por vezes a credibilidade de um governante ou politico pode ocasionalemnte sofrer um tropeção. Mas quando ela estava já no ao nível do chão, apenas pode descer para uma cova. Cada vez mais profunda.

Mas quando alguém que ainda é primeiro-ministro diz «não apresentamos nenhuma medida de mais impostos nem redução nos salários»(*), sendo tal repetido no dia seguinte  pelo seu vice-primeiro-ministro(*), deixamos o dominio da política e entra-se ou na área da saúde mental dos intervenientes ou na pura ofensa gratuita. Na falta de diagnóstico, ficamo-nos apenas com a última hipótese.

Que Passos Coelho e Paulo Portas mintam descaradamente, sendo obviamente reprovável, apenas se espantará quem não acompanhe a sua actuação recente. Mas que queiram ofender e insultar os portugueses em geral, issso já não é de todo admissível. Isto não fica sssim! Bem podem os dois, mais as suas trupes, ir para o raio-que-os-parta, ou serem apeados dos seus postos e colocados a pão e água como merecem. Mas não vão andar a gozar connosco. Basta.

65 comentários leave one →
  1. Wolf permalink
    3 Maio, 2014 18:15

    Excelente!!! Na mouche!!! Basta de mentiras.

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  2. manuel permalink
    3 Maio, 2014 18:38

    Já li o DEO e só devia chamar-se D(documento). Não é estratégico(quando muito indicativo para 2015) e não está apoiado em qualquer reforma do estado.Por outro lado, também não é orçamental pois cairá quando sair o acórdão do TC. Enfim, limita-se a ganhar tempo até às eleições. As coisas não estão fáceis para este governo mas, o PS também não se assume em nada e olhando para os ajudantes de seguro ainda são piores que os “especialistas ” deste governo.

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  3. JDGF permalink
    3 Maio, 2014 18:58

    As diatribes de Sócrates comparadas com estas fazem-no parecer um menino de coro.
    Torna-se cada vez mais evidente que deixou de haver estratégia. Existirá quando muito um pacto de sobrevivência que se esfumará depois das eleições europeias.

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    • 4 Maio, 2014 05:14

      A serio? Gamar aos milhares de milhoes e deixar o pais na bancarrota, reduzir liberdade de imprensa, perseguir cidadaos, etc? Diga la em que é que estes sao piores? Onde?

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    • lucklucky permalink
      4 Maio, 2014 12:04

      “As diatribes de Sócrates comparadas com estas fazem-no parecer um menino de coro.”

      Para frase destas serve a de Gabriel acima: “Já faltam os qualificativos publicáveis no espaço público”

      Denota completa ignorância de tudo o que Sócrates fez ou então é tratar os outros por parvos.

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  4. 3 Maio, 2014 19:04

    Está criado o espaço para o aparecimento do partido liberal, sob pena de todo o eleitorado de direita que não se revê nos dois partidos da coligação socialista do governo, não terem em quem votar nas próximas legislativas.

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  5. luis gonç permalink
    3 Maio, 2014 20:31

    Ainda vai ficar melhor quando SEGURO PM tiver Oliveira Martins como o seu PR!

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  6. 3 Maio, 2014 20:43

    “Função pública. Governo reduz 11% da despesa salarial em 2015” – qual a origem desta manchete?

    A redução cai da telha?

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  7. 3 Maio, 2014 21:44

    Por mim Já decidi: acabou a cruzinha obediente no boletim de voto. Agora vão ter a soma do que me é sacado (SS+IRS+IVA), com um recado para darem aos donos: “querem o meu o voto? façam por isso.” E é tudo.

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  8. Rui C permalink
    3 Maio, 2014 21:58

    O que para aí vai!
    As pensões “mais elevadas” serão significativamente desoneradas. Há quem ache uma indecência.
    Conviria esclarecer não terem sido oneradas (ao contrário destas) as reformas menos elevadas. A indignação pelo modo como esse ajustamento é feito, é no mínimo exagerada. Um aumento de 0,25% no iva e outro de 0,2 na tsu são pouco mais do que insignificantes. Admito que possa ser um erro do ponto de vista técnico, que não discuto.
    Parece-me transparente ter este desfecho resultado do entendimento possível com a troika. Quando se acusa o Governo de mentir porque garantiu que não iria haver aumento de impostos, percebo se a acusação vier do PS.

    O Governo não aumentou a receita, o que procurou fazer foi grosso modo, tirar muito pouco de todos, para beneficiar alguns, de entre os que mais atingidos foram e que menos possibilidades têm de se defender.
    Acrescem as dificuldades que o TC vai criando com a irresponsável atitude hostil que vai assumindo e que é intransigente, imprópria e inadequada à função que exerce.

    Por outro lado e uma vez mais a comunicação do Governo foi desastrosa. Para mais sendo
    este DEO muito pobrezinho.
    Há também um assomo de egoísmo geracional que é preocupante e injusto.

    Dito isto, é claro que muito mais haverá que cortar na despesa do Estado. Espero que tal venha ainda a ser feito e urgentemente, de modo a diminuir a carga fiscal asfixiante e confiscatória que tanto nos tem prejudicado.

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    • Tácio Viriato permalink
      4 Maio, 2014 00:02

      Rui C,
      esta sua tirada: “para beneficiar alguns, de entre os que mais atingidos foram e que menos possibilidades têm de se defender”, deve referir-se aos reformados. Dou-lhe razão, desde que não se esqueça dos outros. Os que não podem defender-se mesmo, nem programa de tv têm. Até porque ignoram essa necessidade. Alguns, até ainda só são projecto. Outros, nem projecto são. São azar.
      Proponho até, o Livro Branco das Obrigações das Crianças: pagar a dívida. Imagine o almoço da Manuela Ferreira Leite, a ser pago pelo resultado de uma queca desta noite. Não dela. Sou contra visões do Inferno. Mas alguém algures estará a ser gerado com planeamento financeiro incluído.
      Serão os filhos da troika. Em que o Superior Interesse da Criança, será arcar com a dívida.
      É só para não se esquecer desses…

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  9. Churchill permalink
    3 Maio, 2014 22:23

    Boa Gabriel
    Vote no Tózero, ou no Jerónimo, que vai ficar muito melhor.

    Eu quando me sacaram 12% do salário ao mesmo tempo que tiravam zero aos privados também me incomodou ver o ministro Gaspar dizer que os trabalhadores estavam a sofrer.
    Uns estavam a sofrer 12%, os outros rigorosamente nada.

    Acresce a isto que o aumento do IVA e da TSU também afecta todos os funcionários publicos, neste caso com a diferença de estarem acompanhados.
    Para se fazer o que está no contrato feito pelo Sócrates com a troika, a partir de Junho deviam devolver-me os 12% na integra. Depois se ainda houver de corrigir o défice que seja entre todos os portugueses.

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    • Churchill permalink
      3 Maio, 2014 22:25

      Nota
      Um PM que a semanas de eleições vem anunciar com 8 meses de distancia o aumento de 0,25% de IVA, só por isso já sobe na minha consideração. Se tivesse a coragem de despedir o Pires de Lima e o padrinho era o meu herói.

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    • Luis Marques permalink
      3 Maio, 2014 23:02

      Amigo Churchill, demita-se da função pública e passe para o sector privado.

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      • Churchill permalink
        4 Maio, 2014 08:31

        Sou bem capaz disso.
        Infelizmente a indemnização pelas varias dezenas de anos de trabalho é muito inferior ao que as empresas pagam com o dinheiro que o Estado lhes “empresta”.

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    • Tácio Viriato permalink
      3 Maio, 2014 23:42

      Churchill,
      aqui estou eu a dar a mão à palmatória. Ou seja a dar-lhe razão – já deve ser efeito dos seus desenhos. Desenhos que deve continuar, para educar as centenas de milhar de desempregados (ainda fresquinhos) do privado, que não entendem o que representa o desconto de 12%.
      Eu bem tento explicar que os funcionários públicos são uma fauna protegida (deixo para si a explicação que a coisa é mesmo constitucional). Razão para não poderem ser postos no olho da rua. Mas continuam sem perceber – aquelas bestas dos desempregados – que deviam sentir-se felizes de não os roubarem em 12%.
      Acrescentei o exemplo que: despedir um funcionário público, era o equivalente a fazer um aborto. Quando o aborto era criminalizado, claro está. Porque agora, até aborto é à balda, ou pôr a mulher a milhas e os filhos ao Deus dará. Mas, funcionário público, não. Ser abortado, portanto. Mesmo que seja aborto.
      Tentei explicar-lhes que sem funcionários públicos não havia água, nem esgotos (que raio farão lá?), nem cirurgias, nem Portugal existiria.
      Mas não serão demasiados? perguntam-me. Nada disso: cada funcionário público preenche uma necessidade que foi criada para cada funcionário público
      Eles mesmo, os desempregados, não o são. Passaram a funcionários públicos. Recebem do mesmo patrão.
      O que me fica a matutar na cuca, é saber quem dá o dinheiro ao dito patrão…

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      • Churchill permalink
        4 Maio, 2014 08:39

        Tacio
        Sempre às ordens, mantenha-se por aqui que pode ser que aprenda alguma coisa em vez da cassete (outrora uma coisa do Cunhal, agora um habito generalizado).

        Pois se a comparação é com os desempregados então os meus 12% são uma maravilha. Mas com um mínimo de esforço talvez perceba que eu me comparei com os empregados privados.

        Sobre a fauna protegida já concordei mais, mas como referi em abundância lá para trás, essa era a razão para muitos dos melhores (já sei que ser o melhor aluno não garante que seja o melhor trabalhador, mas nem todos preferem a escolha pelo grau de parentesco do patrão!) tomarem a opção de trabalhar no Estado, em detrimento de outros locais que pagavam muito melhor.

        Do resto logo para a noite, depois de vir da praia (hábitos burgueses de funcionário publico), talvez lhe explique o que se faz nos esgotos!

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    • Tácio Viriato permalink
      4 Maio, 2014 10:20

      Churchill,
      vou fazer o que me recomenda. Esforço. Estou a esforçar-me. E não é que você está outra vez com a razão (vê-se bem que foi o melhor do curso): a sua comparação foi com os empregados por conta de outrem – no outro caso, o dos funcionários públicos, por força de lei e respeito à Constituição, outrem, é que está por conta de vocês.
      Mas por esforço excessivo do “tico-e-teco”, eis que me surgiu a revelação: os desempregados são empregados de emprego perdido. Aquilo que jamais, em respeito ao espírito de Abril, lhe sucederá. Antes de Abril também assim sucedia. Só que à época, os funcionários públicos não eram mais que as mães.
      Mas pelo que entendi, é tudo questão de opção: se todos optassem – como você – de “trabalharem no Estado em detrimento de outros locais onde pagavam muito melhor”, o problema do desemprego não se poria. E todos, numa só voz, reclamariam de serem as vítimas roubadas em tantos por cento.
      Hoje, na praia, deleite-se com tal pensamento: todos somos funcionários públicos.
      E que bom regressar a casa e saber que no dia seguinte, o emprego está lá, e que filho da puta do patrão, mesmo que vá à falência, alguém pagará. Por força de lei.

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      • Churchill permalink
        4 Maio, 2014 10:39

        Estava aqui a colocar o bronzeador e vi passar uma ex-funcionaria publica que era professora há dez anos e foi para a rua porque não há alunos suficientes.
        Ia com o marido que é engenheiro agrónomo e foi colocado na mobilidade (uma espécie de desemprego mal pago) porque não há agricultura.
        Vinham a falar do filho que depois do serviço militar ficou na tropa e agora foi dispensado, e do tio que era dirigente e foi destituido apesar de ter um desempenho excelente, só porque a troika se lembrou que era boa ideia cortar metade dos dirigentes.

        Vinham a falar que o Estado tinha há cinco anos um pouco mais de 700000 funcionários e agora tem cerca de 560000, e ainda estão à espera de ver a tal reforma, pois sendo muito menos têm as mesmas competências.

        Nenhum dos 4 pensa que no dia seguinte tem o emprego garantido, veja lá como são as coisas!

        Agora vou ali dar um mergulho que a água está apetecível, pois os funcionários publicos da câmara têm tratado bem os esgotos e a preços de amigo (não é que nos indicadores da ONU, OCDE e do Eurostat o nosso país é dos melhores em termos de qualidade da agua de consumo e de tratamento!)

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      • Tiro ao Alvo permalink
        4 Maio, 2014 11:36

        Porque será que o Churchill não se dedica a escrever ficção e a vender os seus livros/filmes, preferindo continuar na função pública, onde as pessoas com as suas capacidades ganham menos do que na actividade privada?

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      • Churchill permalink
        4 Maio, 2014 12:08

        Tiro
        Sabe se não faço isso?
        Mas em vez de bocas idiotas podia rebater um ou outro argumento

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    • Tácio Viriato permalink
      4 Maio, 2014 21:28

      Churchill,
      li e preocupei-me: opte por usar protector solar, em vez do bronzeador. Mas indo a coisa, preocupei-me outra vez: Que raio de funcionalismo público onde por mais que se corte, nem se dá ela. Excepto os “cortados”. Esses apercebem-se. Mesmo os com bom desempenho. E parto do princípio que os com mau desempenho, também.
      Claro que não vou esgrimir com dramas humanos. Não era justo. Eu ganhava.
      Mas desta vez o curioso está no raciocínio curioso: “a troika lembrou-se”. O que a troika não se lembrou foi da analisar a mentalidade instalada: de pobres coitados dependentes… mas arrogantes.
      Pois entendem que em vez do Estado servir a sociedade, é a sociedade que deve servir o Estado; em vez do Estado se adaptar, é a Sociedade que o tem que fazer. E nem aceitam que essa relação deva ser baseada em números – na capacidade da economia – mas em”pessoas”. A conversa da treta dos marxistas a partir dos anos 70. Porque até lá, era o materialismo científico. Porem, com a falência das experiências marxistas em curso, mudou-se a narrativa e as criaturas gostaram. Não sabem o que é, mas gostam.
      A troika limita-se – como representante dos financiadores – a dizer quanto está disposta a dar. Ao governo cabe adaptar a despesa à “receita”. E cortam. No que a Constituição permite e os interesses partidários aconselham.
      E não deve desconsiderar o Jerónimo (como já lhe li), pois ele é o verdadeiro patrão. Não o que vos paga, mas o que lhes diz como, quando e em quê, devem trabalhar. E os funcionários públicos abanam o rabo e obedecem.
      E vou acabar a “discussão” com uma proposta: leia “uma mensagem a Garcia” de Helbert Hubbard.

      http://www.ff.ul.pt/~oliveira/UMA%20MENSAGEM%20A%20GARCIA.pdf

      Está lá o que lhe queria dizer

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      • Churchill permalink
        4 Maio, 2014 22:28

        Devia ter usado protetor e chapéu, que o sol estava forte.
        Diz o TV que o funcionalismo publico por mais que se corte não se dá por ela. Ora aqui está uma meia verdade, pois os homens do lixo faltam dois dias e é um aí Jesus. Por sorte ainda não viu cortar a luz e a água, mas se continuar com esse discurso vai dar razão ao camarada Arménio, para quem as pessoas só percebem à bruta.
        Por sorte sua e de outros ainda há muitos funcionários que levam o espirito de serviço publico a sério (eu sei que isso lhe parece estranho!).

        O resto do blá blá blá marxismo isto e aquilo guarde lá para outra fase da conversa, ainda não estamos na filosofia da coisa.
        Se há setor que já se adaptou foi o publico, basta para isso a redução de efetivos. Muita reorganização interna já se processou, outra está em curso, muitas mudanças por serem feitas à pressa vão correr mal. O que eu ainda não vi foi de onde é que o Estado pretende sair, deixar de fazer, pois até agora só passou para os privados o que dá lucro (vai-me desculpar mas fazer a EDP dar dinheiro até com o Mickey na administração), mas manteve o serviço assegurado à população com incentivos dispendiosos (e podemos voltar a falar da EDP).
        Se fecham uma linha de caminho de ferro, colocam lá alternativas, ainda que deficitárias e pagas pelo OE para benéfico de privados.

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  10. Fincapé permalink
    4 Maio, 2014 00:04

    Você está tramado, Churchill. Alimentou o “monstro” agora aguente-o. Explique lá aos seus detratores que quando o patrão lhes paga também vêm buscar o dinheirito aos outros, vendendo muitas vezes inutilidades que as pessoas compram inconscientemente. Ao contrário da saúde, educação, estradas, praças, justiça, etc. com que o Estado retribui a troco dos impostos. E retribui barato. Se tivéssemos de pagar a educação, a saúde e outros serviços ao preço de “mercado”, como dizem os liberais, só uma parte poderia pagar, mas a um preço tão alto que os lucros seriam enormes. Seria à americana.
    E descanse, pois os liberais todos os dias andam em estradas, praças e outros locais, e também serviços, pagos pelos contribuintes. Eles dizem que não, mas não dizem a verdade. 😉
    Provavelmente, alguns falharam nos concursos a empregos públicos e ficaram revoltados por serem menos capazes. O ressabiamento é tramado. 😉

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    • Sem Norte permalink
      4 Maio, 2014 00:12

      Camarada, abaixo os patrões.
      Queremos uma sociedade sem patrões, sem capitalismo.

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 00:19

        Não concordo, companheiro. Quero uma sociedade capitalista e decente. Sem patrões, mas com muitos e bons empresários. 😉

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    • Tiro ao Alvo permalink
      4 Maio, 2014 16:33

      Já percebi: bom mesmo, Fincapé e Churchill, é trabalhar para um empresários num ramo de negócio sem concorrência – ganha-se bem e sobra tempo para tudo, para ir para a praia, para escrever ficção, para ler blogues, para insultar os outros comentadores, etc. etc..
      Estime-se esse patrão.

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 16:46

        Não sei a que se refere, Tiro ao Alvo. As suas conclusões poderão estar erradas ou certas, não sei.
        Nem sei muito bem aquilo a que chama concorrência. Sei mais sobre cooperação. Repare que até os industriais se unem em associações que tratam de defender os seus interesses gerais. Eu quando compro um eletrodoméstico, para além de constatar que os preços são idênticos na generalidade dos comerciantes, opto por comprar às pessoas amigas. Quando estudei, optei por fazê-lo nos locais mais próximos fazendo a mesma coisa à minha descendência. Na saúde, no combustível e na maioria dos produtos faço a mesma coisa. Como vê, sei pouco sobre concorrência. Quanto à estima pelos patrões, prefiro a estima pelos empresários. Patrão é um termo que também pode significar “amo”. 😉

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      • Tiro ao Alvo permalink
        4 Maio, 2014 17:11

        Saiba o Fincapé que também não gosto da designação “amo”, nem gosto dos que se dizem !”patrões”, sobretudo por que, frequentemente, ouvi pessoas a queixarem-se do “patrão” e, com mais razão, do “filho do patrão”. Portanto, neste particular, estamos de acordo.
        Quanto a não saber o que é “concorrência”, desculpe mas eu sei que o Fincapé sabe do que é que eu estava a falar. Neste capítulo, basta referir as empresas públicas de transportes de Lisboa e Porto, autênticos sorvedouros dos nossos impostos, com os seus muitos funcionários a auferirem regalias muito acima dos seus colegas das empresas privadas, que operam no sector, por todo o país. Uma injustiça, parece-me.

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 18:12

        Está a ver, Tiro ao Alvo, como é possível concordarmos? Mas quanto à concorrência é que temos um ligeiro desacordo. Uma constatação que eu já fiz há imenso tempo, vi-a referida há pouco tempo num documentário. É o facto de os produtos mais elaborados serem “embrulhados” com caraterísticas diferenciadas de forma a não ser possível compará-los com qualquer outro produto da mesma espécie.
        Olhe, têm-me fornecido gratuitamente as alfaces, mas trazem normalmente caracóis. Eu não aprecio caracóis e às vezes apetece-me comprá-las no “tio” Belmiro, mesmo tendo de as pagar. 😉

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      • Tiro ao Alvo permalink
        4 Maio, 2014 19:29

        Não faça isso, Fincapé, os caracóis são a garantia de que as alfaces que lhe oferecem não contêm pesticidas, nem outros produtos nocivos à nossa saúde. Nalgumas zonas do mundo são vendidas a melhor preço, veja lá. Coma-as com gosto e que lhe façam bom proveito.
        Quanto à concorrência, não se faça meio desentendido. No caso que lhe apresentei – os transportes públicos de Lisboa e Porto -, nem há garantia de melhor qualidade, no tocante a cumprimento de horários. E em se falando de greves, nem é bom falar disso…

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 19:45

        Caro Tiro. Não me fiz desentendido. Até concordei consigo. Foi a primeira frase do comentário anterior.
        Noutras coisas discordaremos, claro. Não faço aqui a lista porque seria enorme. Mas eu acho que o Estado deveria responder ainda mais aos vícios e “maldades” dos “mercados” do que presentemente responde. Por exemplo, o desaparecimento de medicamentos eficazes e baratos ou a inexistência de muitos medicamentos sem lactose como excipiente deveria colocar o Estado a produzi-los. Como sabe, cada vez há mais gente intolerante à lactose e há medicamentos apenas com nesse excipiente. São exemplos pequeninos que mas mostram que os “mercados” são o que são e muitas vezes são mesmo maus.
        Por isso, o Estado não pode sair da economia sob pena de colapso social.

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  11. Sem Norte permalink
    4 Maio, 2014 00:10

    Empresas públicas, dívida aumenta e ninguém é despedido Vs Empresas privadas dívida aumenta funcionários para o desemprego, emigrem.
    Chega não pago mais impostos para lisboa.
    reformado do sector público, 100% do ordenado mais 2 categorias que sobe no último ano, Vs reformado sector privado 80% do ordenado dos últimos anos.
    E na comunicação social o que passa é só a voz dos nobres, dos fazedores da constituição?

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    • Almeida permalink
      4 Maio, 2014 00:32

      Você não tem acompanhado as notícias.

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    • Churchill permalink
      4 Maio, 2014 10:23

      Mesmo na praia há explicações que são devidas.
      Se está a falar das empresas publicas de transportes, para lá da má gestão que resulta de ter boys de aviário, há uma outra componente muito relevante, que é o preço social dos bilhetes, para beneficio dos utentes privados. Se pagassem o valor real até a CP dava lucro.
      Se está a falar de escolas e hospitais, não creio que o Parque escolar e outras PPP tenham servido para encher bolsos de funcionários publicos. Se calhar temos para aí muitos coelhones privados.
      Se é de empresas de agua e resíduos, o que sabemos é que algumas são deficitárias como consequência da aldrabice política de ter custos abaixo mínimo, para beneficio dos privados que pagam menos.
      Depois há a má gestão, mascara isso temos lá agora o Bilhim a escolher os perfis para concurso (ele que acerou o cargo por nomeação!).

      Para as contas seguintes o Almeida já lhe fez o comentário acertado, a que acrescentava apenas um pormenor, pois o esquema de ser promovido antes da reforma era usado no Estado pela progressão de um nível, enquanto no privado a pouca vergonha era de passar de servente a gerente nos dois ultimos anos, e reformar-se assim. A dimensão da “burla” é bastante superior no “seu” privado.

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      • 4 Maio, 2014 13:51

        Churchill, a CGA representa uma pequena parte do total de reformados no país, mas possui 80% das reformas acima de 1000/1500 EUR/mês. Basta isso para compreender que o esquema no Estado foi n vezes superior a qualquer outro.

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 14:02

        O Incognitus tem razão. Isto de querer que os médicos, juízes, professores e demais quadros ganhem mais e recebam mais de reforma do que os vendedores de ursinhos de peluche importados da China tem de acabar. 😉

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      • 4 Maio, 2014 14:16

        Fincapé,quem cria empregos é o sector privado,não o Estado.O modelo soviético e cubano só causa pelo contrário miséria.E o privado deve ser favorecido face ao público.

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      • Churchill permalink
        4 Maio, 2014 14:45

        RR
        Tem vivido nos EUA?
        É que por cá os empregos criados levam sempre incentivo do Estado.

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 14:46

        RR, quem cria empregos é quem tem serviços ou produtos para oferecer. Se o Estado tiver cirurgias cardio-toráxicas para oferecer a quem necessitar, criará empregos altamente qualificados. E tem mais valor um ponto no cosimento do corte da cirurgia do que todos os ursinhos importados. Se tiver dúvidas, pergunte a quem já foi sujeito às duas ofertas: ursinhos de peluche e cirurgias.
        E quem presta esses serviços está-se borrifando que haja quem diga que os ursinhos importados têm mais valor. Sabem bem que isso é treta. 😉

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      • Churchill permalink
        4 Maio, 2014 14:48

        Incognitus
        Mesmo com o argumento do Fincapé, esses números estão condicionados por algumas heranças recentes, entre PT e bancários.

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 14:54

        Churchill, e nos Estados Unidos os empregos na área do socialismo capitalista-liberal, como é o caso das grandes empresas, como grandes bancos, seguradoras, indústria automóvel, agricultura e muitas outras, não são subsidiados? Todos os Estados sustentam grande parte da iniciativa privada.
        Temos de descobrir o acordo que foi feito entre a tal empresa da indústria automóvel alemã e o Estado português para que sejam criados umas centenas de postos de trabalho. A chatice é que esses acordos normalmente são engavetados. 😉

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      • 4 Maio, 2014 16:03

        Fincapé,existem de facto funções que o Estado deve exercer,como a Justiça ou a Defesa,embora algumas funções como a educação e a saúde pudessem ser exercidas pelos privados,como são no Norte da Europa.De facto esses serviços são desempenhados no Estado.
        Mas não é razão para nacionalizar o resto da economia como algumas pessoas gostariam que acontecesse.
        Acrescento também que muitas vezes,devido á ineficiência e ineficácia de alguns serviços publicos,as pessoas acabam por recorrer aos privados,para estes resolverem com mais celeridade os seus problemas,como é o caso das operações ás cataratas :).Outros exemplos: muitos politicos de esquerda colocam os seus filhos nas escolas privadas enquanto defendem “a escola publica” ou os funcionários publicos que recorrem ao ADSE :).Estes acontecimentos significam claramente alguma coisa :).
        Ah: como sabe,esse serviços publicos são financiados.Não há “coisas grátis” verdadeiramente.
        O facto de algunjs dependem de subsidios é um dos grandes males da nossa economia.O partido do estado .
        Mas o que eu quis dizer é que nas economias de mercado livre como a nossa e a da maior parte dos paises do Ocidente,é o setor privado que cria os empregos.São as empresas.É isto uma economia de mercado,e é este o modelo que mais contribuiu para o aumento da riqueza das populações.É assim na Holanda,Dinamarca,Canadá,Alemanha,etc etc.Até Cuba teve já de liberalizar a sua economia.Porque o modelo socialista de economia falhou clamorosamente,s+o trouxe miséria e fome.Foi assim que a URSS se desintegrou,
        Eu não sou contra uma rede social que proteja os mais fracos.Mas também não acredito num modelo Socialista,que trate os empresários como exploradores

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 16:35

        Como pode constatar por esta minha resposta, aceito plenamente os termos em que colocou agora a questão. Que funções deverá o Estado ter a seu direto encargo, que funções deverá o Estado apoiar quando entregues a privados e de que funções deverá o Estado afastar-se. Provavelmente, neste campo teremos algumas discordâncias, mas todos conseguiremos conversar seriamente sobre o assunto.
        Já quando se pretende desvalorizar o trabalho daqueles que livremente optaram por exercer as suas capacidades ao serviço do Estado, sujeitando-se a concursos e sendo pagos para esse efeito, tendo ainda em conta que a maioria desse trabalho é tecnicamente qualificado, eu apenas consigo sorrir indulgentemente e ironizar sobre o assunto.
        Isto é, as questões são muitas vezes colocadas de forma demasiado falaciosa, tal como o eram pelo marxismo-leninismo. Uma das formas falaciosas é a tal que referi atrás: um importador-vendedor de ursinhos de peluche da China é um empresário tanto mais importante quanto mais ursinhos vender; um médico que trabalhe no setor privado, mesmo que faça apenas vinte cirurgias por ano (ou mesmo que faça apenas uma e seja bem pago por isso) é um contribuidor positivo para a economia; se um médico (poderá até ser o mesmo) concretizar mil cirurgias por ano ao serviço do Estado não passa de um comedor de impostos. Aliás, a mesma questão se coloca quando se diz que o Estado retira o dinheiro da economia. Ora, o Estado até tem dívidas, o que prova que não retêm valor, devolvendo-o na totalidade à economia. Os economistas da área liberal que defendem estas coisas necessitam seriamente de reciclagens. 😉

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      • Tiro ao Alvo permalink
        4 Maio, 2014 16:40

        “Se pagassem o valor real até a CP dava lucro.”
        Nos transportes públicos, se se pagasse o custo real de cada viagem, o transporte individual, mesmo em carro não muito económico, ficava mais barato.
        É o que dizem os entendidos.

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      • 4 Maio, 2014 17:10

        Fincapé,falando por mim,não se trata de desvalorizar,trata-se de estes terem sido menos penalizando que a maior parte dos privados.Trata-se de aplicar uma solução mais concentrada na despesa,do que no aumento de impostos de sempre,dada a excessiva carga fiscal que todos nós pagamos.Nºao há falácia nenhuma: acontece que no setor privado,eu dou dinheiro para aquilo que quero dar e a quem eu quiser dar; já os impostos são dinheiro retirado de uma forma coactiva aos contribuintes,sem lhes perguntarem se querem pagar esse imposto ou não.É a diferença entre ser da minha vontade e não sê-lo.Isto é muito simples de perceber Fincapé,

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 18:05

        O meu caro RR sofre de um problema que até me parece ligeiro, logo, passível de correção. O Estado somos todos nós. Por isso,temos um território definido há muitos séculos, com um determinado povo, e com um poder soberano em três domínios: poder executivo, legislativo e judicial. Antes disto, os povos eram dominados por guerreiros ou outras formas de exercício de poder, muitas vezes pertencentes a clãs. Os Estados são uma forma civilizada de organização, principalmente quando os cidadãos que o suportam têm possibilidade de participação. Pensar-se que se pode viver viver isolado é mais uma mania do que uma ideia. No instante em que cada um viver isolado, alguém tomará o poder, sem perguntar se queremos ou não ser subjugados.
        O que poderia fazer-se para melhorar a satisfação de cada pessoa era possibilitar a escolha. Um cidadão que não quisesse fazer parte do Estado, declará-lo-ia e viveria assim. Não teria reformas por velhice pagas pela segurança social, nem subsídios, nada. Qualquer pisadela em terrenos públicos seria paga de acordo com uma tabela de preços. O acesso aos serviços do Estado estaria completamente vedado. Por outro lado, quem fizesse essa opção estaria isento de todos os pagamentos sob a forma de imposto. Isto seria o verdadeiro liberalismo. Cada cidadão faria a sua opção.
        Obviamente, eu já vivo de acordo com aquilo que seria a minha opção. Nada disto quer dizer que eu não faço críticas e que não gostaria de ver o Estado mais bem organizado, menos burocrático e mesmo mais barato. Principalmente, se tal for possível.

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      • 4 Maio, 2014 18:18

        Eu não sou contra um Estado Fincapé.Sou contra o excesso de Estado.Ser liberal não é ser anarquista.O Fincapé parece não entender a diferença.E a favor de um estado mais pequeno,mas melhor do que aquele que temos hoje,que sirva as pessoas em vez de serem as pessoas a servi-lo como acontece neste momento.Sou a favor de mais liberdade.E sou a favor de menos impostos.E devia haver a liberdade de eu escolher aonde eu gostaria mais de dirigir o meu dinheiro,bem como a sua quantidade.
        Depois,não é verdade de forma nenhuma que a única entidade que me possa garantir a minha pensão é o Estado.Não é,posso dscontar as minhas pensões para um PPR,ou até mesmo,pode-se dexcontar um sistema de capitalização que poderia até ser do Estado,como já sucede em paises com muito prestigio a nivel de politicas sociais(Bélgica,Holanda,Suécia,entre outros).
        O meu ponto é: está na hora de o contribuinte ser poupado,ao invés do que tem acontecido ao longo dos ultimos anos.Nisso,caro Fincapé,este governo é bastante pouco liberal,nalguns aspetos é mais á esquerda que o anterior 🙂

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 18:48

        Eu sei que não é contra “um” Estado, RR. Aliás, reconheço a sua moderação sobre o assunto. Algumas coisas que escrevo (se calhar, mal escritas com a pressa como álibi 🙂 ) são mais respostas gerais a alguns comentários de “liberais” que recusam aceitar algumas opções individuais.
        Por exemplo, eu aceitaria a possibilidade de escolha individual por um modelo de segurança social. Mas gostaria que ficasse bem vincado que em caso de falência das instituições financeiras responsáveis pelos PPR o Estado não interviria. O que, como sabe, nem sempre acontece, dependendo da amizade dos governos pelos acionistas. O que na prática deita por terra qualquer possibilidade de atingirmos os amanhãs que cantam do liberalismo. 🙂

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      • 4 Maio, 2014 19:36

        . O que, como sabe, nem sempre acontece, dependendo da amizade dos governos pelos acionistas. O que na prática deita por terra qualquer possibilidade de atingirmos os amanhãs que cantam do liberalismo. :)”
        Mas isso é como tudo na vida Fincapé .Até o Estado português já faliu 3 vezes! e a SS nunca deixou por isso de ser pública :).Se reparar no meu anterior comentário eu disse que o modelo de capitalização pode ficar no seio do estado.O que muda é essencialmente a estrutura em pirâmide que passará a ser uma estrutura em que cada um é responsável pelos deus descontos.Está em vigor em muitos paises europeus,não é nenhum sonho anarco-libertário.

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      • Fincapé permalink
        4 Maio, 2014 19:56

        Eu não gosto nada que os governantes lesem o Estado como lesam. Não direi falência porque espero que o Estado exista sempre, ao contrário das empresas. Os danos sociais do desaparecimento de uma empresa não são os mesmos do que se o Estado deixasse de existir. Por isso, critiquei todos os governos que foram despesistas. Quando me parecia que Sócrates estava a exceder-se, ainda a direita (além do PS) estava embevecida com ele.
        Mas já escrevi várias vezes que concordo que existam diferentes opções disponíveis, inclusive quanto ao regime de reforma. Mas como sabe existem por aqui comentadores “anarco-libertários” que são contra qualquer intervenção do Estado na sociedade… a não ser para os defender dos maus dos “socialistas”. Ou seja, querem um Estado que os defenda… a eles. 🙂

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      • 5 Maio, 2014 00:28

        Fincapé,os Estados também não são infaliveis,e a prova disso é que ficámos sem dinheiro em 2011,pela terceira vez em 40 anos de democracia.E não me venham com a tanga do Pec IV.Aumentámos demasiado o défice.Este governo pode ser acusado de muita coisa,mas não foi ele que causou o problema.
        A minha escolha seria sempre cortar a despesa,mas é preciso ter em conta que a maior fatia está em salários e pensões.Qualquer corte d despesa terá que passar por ai necessariamente.
        Eu por exemplo,considerei o corte das pensões da CGA uma medida necessária.

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      • Fincapé permalink
        5 Maio, 2014 00:49

        Não estive contra cortes, RR. Mas incomoda-me os políticos jurarem uma coisa e fazerem outra.
        A minha natureza convive mal com a mentira e a chico-espertice. Eu sei que isto nos dias de hoje é um grave handicap, mas sou assim.
        Também penso que o PEC IV seria uma treta. Mesmo assim pensei que seria mais correto deixar o governo tentar cumprir o mandato. Sou por princípio a favor de cumprimento dos mandatos. Com este governo também. No caso de Sócrates (que me tinha cansado no primeiro ano de mandato, também por prometer empresas que dariam para cobrir o país) o PEC IV obrigaria a medidas que se aproximariam das deste governo pelo que o prejuízo de cumprir o mandato não seria grave.
        Já quanto à reposição de salários e pensões deveria ser restabelecida, mas num contexto de crescimento, nem que demorasse mais alguns anos. Mas deveria ser uma imposição moral. Cada ano salários e reformas não atualizadas perdem entre dois e três por cento por via da inflação. Dez anos sem aumento dá uma perda de quase trinta por cento. E quanto ao crescimento é uma das várias áreas em que o governo falha. Um social-democrata exige sempre mais capacidade dos governos do que os liberais. Também tenho este defeito. Se eu seria capaz? Certamente que não, por isso não passo de um provinciano pretensioso que manda bocas em blogues. Mais um handicap. 🙂

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      • 5 Maio, 2014 20:40

        É verdade Fincapé.Mas os cortes toinham mesmo que ser feitos,quer quisessemos quer não..
        O crescimento faz-se poupando,diminuindo os impostos,devolvendo-lhes riqueza.

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  12. Almeida permalink
    4 Maio, 2014 00:30

    Típico: tentam reduzir o desagrado dos funcionários públicos para verem se o estrago eleitoral não é tão grande (já deve ser tarde e a esmola é pequena). À cautela beneficiam-se os maiores rendimentos, para garantir “emprego condigno” para o futuro.

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    • Churchill permalink
      4 Maio, 2014 10:44

      É isso Almeida, reduzir o desagrado, mas muito pouco, pois tinham prometido uma coisa e agora prometem dar 20% disso se tudo correr pelo melhor.

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  13. John permalink
    4 Maio, 2014 07:41

    «É uma espécie de aumentos de impostos que não é bem um aumento de impostos.»

    Dito por um sorridente deputado da maioria..

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  14. muito atento permalink
    4 Maio, 2014 09:43

    “O comentador Marques Mendes considera que o Executivo tenta enganar os portugueses ao dizer que não houve aumento de impostos.

    No seu habitual comentário na SIC, o ex-líder social-democrata acusou o Governo de tentar esconder uma evidência.”

    Este (des)governo é constituído por mentirosos compulsivos.

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  15. eirinhas permalink
    4 Maio, 2014 11:35

    Agora,podem prometer o Sol e a Lua.Desde que atacaram os mais vulneráveis para salvar,diziam, o País da bancarrota e deixaram de fora os que,realmente,podiam contribuir sem que a sua situação económica sofresse com isso,podem prometer,prometer,prometer,que com o meu voto não contam.Ainda,por cima,continuam com a mesma receita de desagravar os que mais auferem!

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  16. John permalink
    4 Maio, 2014 11:38

    Marques Mendes indignado com o seu governo: «este governo não tem emenda, e muito menos tem vergonha!»

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    • Bolota permalink
      4 Maio, 2014 17:59

      John,

      Marques Mendes indignado ??? Parece, um destes dias será colcado numa Empresa P.P, daquelas que ele agora critica muito mas que depois, passa-lhe.
      Contava-lhe uma historia mas não vale a pena, os sabichões que por aqui andam sairam na farinha amparo e dai…

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  17. JCA permalink
    4 Maio, 2014 17:08

    Está escrito nas estrelas, o IVA tem de chegar a 25%. E para já. Os 0.2% que este Imposto aumentou são o narcótico para a malta a seguir engolir a pilula dos 25% sem dor.
    .
    Ora deixa lá ver, dum rendimento mensal bruto que o esforço do trabalho produz,
    .
    34% são para a S Social (dizem que não é Imposto, pois …), mais 23% IVA em praticamente tudo que compra, mais média geral 5/10% de IRS, mais 100% de Imposto Combustiveis, mais Imposto sobre Bebidas e demais impostos, mais taxas para ter Cartão Cidadão, Carta Condução, Passaporte etc e tal, mais multas se atraza daqui ou dacolá ou superiores ao SMN no caso de transito etc etc e tal
    .
    mais de 70% vão direitonhos para a amante Estado,
    .
    falta pouco para estarmos na Uniao Sovietica Europeia. A esmagadora maioria dos Empresários já diz ser preferivel trabalhar e pôr a sua inciativa pessoal com o Estado.como na URSS. A tal de iniciativa privada etc e tal hoje para eles é uma tanga dos Governos.
    .
    Aquela rapaziada que dizia as ideologias terem acabado tem razão. Porque o que entrou em colapso no Ocidente, pelo menos Europeu, foi a organização da sociedade dita capitalista.
    .
    No espetro partidário português nem um soluço ou arroto contra o Estado sacar mais de 70% do que cada um ganha no seu trabalho pesoal. Ou seja essa coisa duma Direita, do mercado e tal e tal, ela propria desapareceu.
    .
    E tudo num revivalismo europeu, o sempre mesmo conflito racial germanos contra eslavos (Ucrania e o que naturalmente se seguirá lá por aquelas bandas), nordicos contra latinos (proibição por exemplo dos tais programas cautelares), a fuga do Federalismo como gatos de brasas (ninguém é solidário com os outros ditos ‘membros’ da UE) etc, tão à vista na atual (des)Uniao Europeia em desagregação por insustentada por nem Estado Federal, nem Confederação de Estados …
    .
    mais uma narrativa pitoresca com muitas acobracias e fogos de vista a lembrar uma festa de fadas e fantasias.
    .
    Nas Guerras anteriores os EUA chegaram sempre depois. Hoje com essa coisa da guerra para dominio duns paises na Europa por outros da mesma Europa com as bombas ‘excel’, ‘austeridades’, crises tecnicamente fabricadas, a tal fantasia de ganhar a guerra europeia sem um tiro, os EUA lá saberão no como se estão a meter, de certos antigamente nunca lhes perdoaram …
    .
    Esta analise não pretende abrir ainda mais fissuras. Chegam as que há. Mas parece que não. Tempos ainda mais dificeis se esperam no nosso retangulo cujas estas lideranças não sabem desembaraçar nisto, nem dito. Nã interessa nada essa coisa das saídas limpas que não hão nem nunca houveram em processo historico ou de vida entre humanos. É mais ou menos limpo que é o mesmo que mais ou menos sujo. Mas aceita-se nos feitores da coisa, quando se faz algo é para depois se vangloriar.
    .
    O que é proprio da festa mas nada em termos de realidade, sustentabilidade de vida. Sequer dum Tecido Economico que alicie as inciativas ao acaso para criação de mais riqueza e muitissimo mais emprego. E não se vislumbra no panorama poltitico. Não há, nem haverá pela trilha, a mais comoda que havia, que se resolveram trilhar. Acreditando em ?
    .

    .

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  18. Rui C permalink
    4 Maio, 2014 18:30

    Tacio Viriato

    “Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”. Obviamente que me referi aos reformados e pensionistas. Realmente não falei de crianças, nem de nascituros ou concepturos. Quando escrevi “tirar um pouco a todos” estou a incluir concerteza estes, que não sendo contribuintes, dependem dos pais que o são. Teremos de considerar esta consequência como um “dano colateral” cuja dimensão ínfima, será por certo em muitos casos resolvida pela maior disponibilidade dos avós, reformados e pensionistas. Convirá não esquecer esta outra dimensão dos mais velhos, que é pouco valorizada.
    O que não invalida que, como creio concordará, fosse preferível cortar antes do mais na imensa despesa do Estado, que permanece quase intocada.

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