Sofistaria
12 Dezembro, 2015
Tomando em consideração que um esquerdista é um tipo cuja filosofia é a da ingratidão para com a realidade, único factor que lhe permite teorizar o desejo em virtude da disponibilidade providenciada por essa mesma realidade que despreza, há 3 pontos não mencionados no argumento progressista de que os rankings das escolas mostram, sobretudo, a realidade sócio-económica dos alunos:
- Se os alunos têm maus resultados porque são pobres, daí decorre que alunos ricos têm melhores resultados. Com esta premissa, a escola, nos moldes actuais, é, inevitavelmente, promotora de imobilidade social: ricos continuam ricos, como os pais; pobres continuam na cepa torta, a sina de família.
- Porém, em situação de perfeita igualdade, a mobilidade social é nula, dependendo apenas de factores externos ao ensino, como o enriquecimento da sociedade de forma global.
- Dos pontos anteriores pode concluir-se que maus alunos em más escolas e bons alunos em boas escolas é a situação ideal para que a mobilidade social seja reduzida, portanto, aproximando a sociedade à igualdade almejada.
Vai-se a ver, talvez não seja um grande argumento.
17 comentários
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Não se passa nada. A nossa comunicação social parece a comunicação social da Venezuela com a vitória de 2/3 de mandatos da MUD, ficou engasgada e os nossos partidos foram todos de fim de semana. Aguardo pelas palavras do jovem ministro e o sr VC, no lugar dele, como ministro da educação do PàF que diria? Sim, estes resultados são decorrentes do mandato anterior(Passos e Portas) e das políticas educativas do pós-25A.
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Se eu fosse ministro da educação teria despedido toda a gente, posto todas as escolas à venda e logo a seguir desmantelava o ministério. Três meses depois ia de ferias e demitia-me.
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Então peço-lhe outro exercício: como é jovem e da mesma idade do Ministro da educação do governo dos 4, o que diria de uma forma institucional se fosse abordado pela comunicação social?
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Diria “sou um verme porque só um verme aceitaria fazer parte de um governo minoritário através de um golpe ridículo que se baseia em apoio parlamentar de trostkystas esganiçadas e estalinistas malucos. Aceitei pelo dinheiro e não tenciono perder mais tempo com entrevistas e muito menos a pensar na choldra política que é a educação que só serve para empregar parasitas e que, graças a algumas pessoas boas e altruístas, ainda ensina crianças a ler sei lá para quê se acabam a votar em palhaços como o meu chefe de governo”.
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Tem razão , é ensurdecedor o silencio dos tudologos de pacotilha sobre um assunto que afecta milhares de famílias: o mau ensino publico e o dinheiro que torramos a manter uma seita de incompetentes e irresponsáveis, que têm o desplante de recusar avaliações com a ignorância e passividade dos paizinhos.Não ter um ministro da educação e em seu nome ter delegados de conversações com sindicatos de arabalhadores da educação tem ajudado ao descalabro.
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Isso é para os alunos. Para eles bem que procuram a mobilidade para escolas públicas onde haja filhos de papás e mamãs da média burguesia e depois também se gabam dos rankings
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VC: rendo-me. Como diria um grande pensador, vamos ser sérios. A oposição já devia estar a trabalhar num novo programa de governo e relativamente à educação o essencial devia ser: garantimos um ensino obrigatório público gratuito e de qualidade( 12 anos), vamos retirar os subsídios e os contratos de associação com escolas privadas e,com esse dinheiro, professores motivados e não precários vamos colocar a escola pública ao nível do ensino privado, podiam inclusive dar uma nota de populismo tipo, o filho do trolha não tem de ser trolha.
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A minha resposta parece-me muito mais séria.
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«com esse dinheiro, professores motivados e não precários»
A parvoeira de que o dinheiro resolve.
Todo o patrão sabe que quem diz que trabalha mais se lhe pagarem mais é madraço que nunca valerá o que ganha.
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Para o Manuel pelos vistos os funcionários públicos não são privados.
O que ganham não é para o bolso deles.
Nem em considerar que o problema na educação não tem nada que ver com dinheiro.
Mas com escolhas politicas e culturais.
E o absurdo de estar 12 anos numa escola. Isso também não interessa.
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E quem lhe arranjava o telhado?…
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Para melhorar o desempenho do ensino publico, a quadratura do governo “deve” nacionalizar as escolas privadas…. Então é que aquilo seria “uma festa”.
Segundo diz o Nojeira, esta coisa dos rankings “é uma falácia e o seu contrário”
kkkkkk
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não há ricos vindos do ‘faxismo’. são todos do regime dos socialismos.~~
os fascistas praticam o individualismo, cada um desenrrasca-se.
para os sociais-fascistas só existe a merda do ESTADO, com os bóis da nomenclatura.
falta o dinheiro pasra montar imediatamente:
hospitais psiquiátricos e gulags.
censura existe desde o 25.iv.
sou pedreiro-livre do gol, mas não sou nem ignorante nem estupido.
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Vitor Cunha, felicito-o pela resposta à pergunta do Manuel.
É pena não termos ministros assim, de qualquer partido.
Desde há muito que não existe qualquer tipo de ensino organizado até ao 12º ano a não ser nas escolas privadas.
É para lá que os canhotos influentes mandam os seus filhos, em regra.
Conheço alguns destes meninos e meninas que acham a preocupação dos paizinhos é infundada. Eles sabem que não são os estudos que fazem as mézinhas.
Quando os esquerdistas clamam pela educação eles estão a pensar em Gramsci, não estão a pensar em mais nada.
Muitos nem sabem quem foi o tutor, apenas seguem o trilho do sindicato.
O fazer de conta é a especialidade dos que querem levar o país à ruina.
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Não tem a ver com escola, mas e comparável:
Entrevista na TV a um psicólogo:
– Quer dizer que são os filhos pobres que abandonam os pais nos hospitais?
— Não só…. os filhos ricos abandonam-nos nas clinicas!
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Para mim só importa a felicidade…
😦
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Argumentos concretos é pegar no exemplo da escola do Bronx que ficava nos ultimos lugares, e com um directora nova e métodos diferentes, colocou a sua escola como a melhor de NY. Os alunos eram da mesma classe: pretos das classes mais carentes.
Muitos outros se podem dar, mas retirem os sindicatos da equação, se pensam mesmo contribuir para um ensino de qualidade.
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