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Fábrica de medalhas

25 Agosto, 2016

Agora que o exemplo inglês de investir para ter medalhas mostrou o seu potencial é oportuno ler este texto de João César das Neves: O desporto faz mal à saúde (…)  numa idade ainda jovem o atleta vê-se de repente desqualificado e, em geral, incapaz de começar uma nova vida com significado. É ainda muito novo para se reformar, muito velho para aprender outra profissão e incapaz de continuar na sua. Os mais famosos, como Phelps, ainda podem viver da imagem, mas logo o segundo classificado cai no anonimato uns meses depois da medalha. A verdade é que o desporto de alta competição é uma máquina de triturar jovens. Tal como no caso dos top models e afins, trata-se de uma forma de escravatura dourada enquanto dura, em que o escravizador é o próprio escravo, seguido pela mais profunda vacuidade.

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12 comentários leave one →
  1. Licas permalink
    25 Agosto, 2016 10:34

    descobriu a polvora:todos os dias a cristina ferreira promove a vacuidade,os top models,os famosos,o love on top,a escravatura da moda,e tanto é assim que vão morrer todos jovens e cheios de saude.

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  2. Manuel permalink
    25 Agosto, 2016 12:15

    Um bom liberal gosta de polémicas e de testar os neurónios dos leitores. É um bom tema.

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  3. 25 Agosto, 2016 12:43

    Por este texto do Neves dou-lhe uma medalha. De cascalho.

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  4. 25 Agosto, 2016 13:41

    Tanto Phelps como o segundo classificado podem ganhar milhões como professores de natação para filhos de bilionários. Ou terminar o curso. De resto, exceptuando nas ditaduras comunistas, ninguém é obrigado a ser desportista de alta competição desde a mais tenra idade.

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    • 25 Agosto, 2016 16:37

      Desde que tenham resiliência mental, podem fazer isso e muito mais. Se não a tiverem nem capacidade de adaptação, fica o vazio…

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  5. ricardo permalink
    25 Agosto, 2016 16:02

    Vê-se que o autor nunca fez desporto, daí a incompreensão.
    O desporto como instrumento de formação de jovens, escola de caracter, trabalho, cooperação e respeito, passa -lhe despercebido.
    Como na vida, os que trabalham duro, aproveitam os talentos naturais e as condições adequadas, chegam ao cume com desempenhos excepcionais.
    No desporto não há subjectividade, o mérito é objectivo, mede-se em resultados e está à vista de todos.
    São exemplos a imitar pela juventude, pena que nem sempre pelas boas razões.
    Que nos nossos tempos o sucesso(não só desportivo) tenha reflexos patrimoniais parece incomodar os bens pensantes, que preferirão a mediocridade e a pobreza.
    Sobra a “obsessão” e a “monstruosidade” que não são exclusivo dos campeões, mas de todos os excepcionais, na arte, na indústria, na academia, no crime, na intolerância, no fanatismo, na caridade….
    Para o bem e para o mal os desportistas não são diferentes dos outros.

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    • 25 Agosto, 2016 16:36

      Não leu o artigo. Ora leia lá a partir do momento em que o autor escreve: O desporto é um meio excelente para a realização pessoal desde que praticado por desporto.

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      • Monti permalink
        25 Agosto, 2016 19:07

        Elementar meu caro Colson.
        Desportista me confessando, a actividade ‘desportiva’ que o autor critica, é agora uma forte actividade económica. Junta ao circo, a publicidade, a imprensa e quem o aproveita. Faz parte do que tenho pensado como nova economia. Competição, sucesso e resultados a qq custo. Pode não gostar-se, mas é o que temos.
        Nas olimpíadas, como nos ‘encontrões’ que vemos entre os futebolistas profissionais.
        Uma vez mais, That is the economy…
        No seu limiar menos profissional, mens sane in corpore sano, desde os bons momentos escolares da Mocidade Portuguesa.

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  6. Duarte de Aviz permalink
    25 Agosto, 2016 16:59

    É no que dá adormecer ao sol na praia em Agosto…

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  7. JCA permalink
    26 Agosto, 2016 01:23

    .
    Conforme estes Nobel, a “industria” do desporto enquadrar-se-ia onde ?
    .
    .
    =Finance Is Not the Economy
    .
    “Our aim is to distinguish this financialized “wealth” sector — the balance sheet of assets and debts — from the “real” economy’s flow of credit, income, and expenses for current production and consumption.”
    .
    “This financial short-termism is not the kind of planning that a government would undertake if its aim were to make economies more competitive by lowering the price of production. It is not the way to achieve full employment, rising living standards, or an egalitarian middle-class society.”
    .
    http://www.unz.com/article/finance-is-not-the-economy/

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  8. Arlindo da Costa permalink
    26 Agosto, 2016 05:13

    De facto o mulah César das Neves é uma aberração da natureza.

    Feio e com cara de suíno.

    Um tonto que vive à custa de tolices e ainda por cima pago pelos contribuintes…

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    • JCA permalink
      26 Agosto, 2016 08:30

      .
      Desculpe interferir sem mandato de ninguém;
      por vazes também estou de acordo consigo mas no caso vertente,
      .
      olhe que não, tem pleno direito de expressao e, se for o caso, rebatida pela Razão e não pelo insulto que provoca apenas o absurdo em quem lê.. A emoção emoção, momentos de que o coração se apossa dos neuronios …. da minha parte nada contra si.
      .
      É otimo termos a liberdade para falarmos assim uns com os outros,
      .
      entre gente não ‘de elite abaixo de cão’ nem rancorosa estilo ‘alcoviteirass e esganadas na fonte onde ão encher o cantaro de rodilha na cabeça’ ou ‘rezadeiras que vendem os deuses carpindo a bem do proprio porta moedas na algibeira’ nem fundamentalistas ‘condena os putos a bombistas ou f16 que deus adora” ou “democrato-radical que eu morcão é que sei os outros são otários” ….
      .
      apenas um destravar de pensamento; o amigo não é abrangido pelo que de si creio e tenho lido, evidentemente
      .
      e claro,
      .
      Absit qui mea manducat mecum et sua secum.
      (não rezo nem sou contra o(s) deus(es) nem contra quem fala com eles PACIFICOS, nem uns melhores nem piores, supostamente todos a favor da Vida coletiva e não da Matança ou Perseguição do igual ao lado; senão não seriam deuses, obviamente)
      .

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