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cenas dos próximos capítulos

16 Novembro, 2016
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Os resultados das políticas financeiras do governo parecem satisfatórios. Pelo menos é o que se conclui do facto da União Europeia aceitar o orçamento sem retificações e de não aplicar sanções ao país, suspendendo alguns fundos estruturais, como se temia. A União Europeia co-responsabiliza-se, deste modo, pelo que forem as consequências destas políticas, e ainda bem, porque se a coisa correr mal vão ter de se chegar à frente. Habitualmente, quem se “chega à frente” para pagar os erros e as asneiras dos governos somos nós, os contribuintes, e, em boa medida, o equilíbrio das contas públicas proposto pelo governo no orçamento de 2017, e que a UE aceitou, deve-se precisamente ao aumento de impostos. Nada de novo, porque é a receita habitual, neste e nos governos antecedentes. Mas o equilíbrio financeiro será sempre muito precário, se não houver desenvolvimento económico. E, aí, apesar do actual «modelo» económico do governo já pouco ter a ver com aquele que nos tentou impingir há um ano, já que é feito à custa das exportações e não do aumento do consumo interno (exactamente a mesma fórmula do governo de Passos Coelho), subsiste o problema de fundo: como é que Portugal pode crescer para pagar o seu passivo (a dívida) e gerar receita (poupança) para investimento e consumo privado? Não será certamente com impostos altos e falta de reformas políticas que isso acontecerá. De resto, o aumento das taxas de juros sobre a dívida pública diz-nos isto mesmo: os mercados financeiros (os financiadores de Portugal, para quem ainda não tiver entendido) não acreditam neste modelo económico e acham que ele falhará, a prazo, caso não seja invertido. E, por mais talentoso que seja António Costa a negociar, dificilmente convencerá os seus parceiros de coligação de que é necessário mudar ainda mais as anunciadas intenções iniciais. Há limites muitos estreitos para o que podem fazer partidos comunistas e de extrema-esquerda. Prestemos, então, atenção às cenas dos próximos capítulos.

costa-e-centeno

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17 comentários leave one →
  1. licas permalink
    16 Novembro, 2016 12:20

    Depois da actuação o duo agradece ao público …

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    • 16 Novembro, 2016 22:43

      Depois da aldrabice produzida pelos paus-mandados do Governo no INE.
      Para Moscovici ver, Mercados Financeiros e tudo.
      Negócio de aldrabão!
      Vai ser lindo, vai.

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  2. licas permalink
    16 Novembro, 2016 12:22

    . . . exibição de sapateado.

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  3. zé dos anzois permalink
    16 Novembro, 2016 12:48

    http://omirante.pt/sociedade/2016-11-16-Turmas-de-Abrantes-sem-Matematica-desde-Setembro-ja-tem-professor

    O arranque do ano lectivo …. nas calmas….

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  4. Abre-latas permalink
    16 Novembro, 2016 13:04

    E lá vêm vocês com a história que ele é um grande negociador.
    Um gajo que encorna a mulher sucessivamente e de cada vez lhe diz que foi a última vez é um bom negociador ou um aldrabão e mentiroso compulsivo?
    Costa tem “muitas mulheres ” encorna-as a todas e diz-lhes que é a última vez mas na mentalidade indígena isso faz dele um grande macho.
    Haja pachorra!

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  5. Samuel B permalink
    16 Novembro, 2016 13:28

    Boa tarde,

    Artigo absolutamente importante, apontando as nossas já conhecidas fragilidades, nomeadamente no que respeita ao equilibrio financeiro como consequencia do fraco crescimento económico que desde (?) o inicio da década anterior temos vindo a assistir. No entanto, o autor deste artigo tenta passar uma falsa imagem, quer das virtudes do anterior governo quer igualmente dos defeitos do atual.

    Comecemos pelas virtudes do anterior governo: Provavelmente afetado pela narrativa “imposta” pelo anterior governo, o autor escreve a determinada altura o seguinte: “(…) já que é feito à custa das exportações e não do aumento do consumo interno (exactamente a mesma fórmula do governo de Passos Coelho).”. Basta uma consulta rápida pelo site da DG ECFIN e consultar as diversas publicacoes sobre as projecoes para a economia Europeia, e em particular para a Portuguesa, para concluirmos que, apesar de reconhecer que esse era um (bom) objectivo do anterior governo, a realidade mostrou que o contrário é que aconteceu. Ou seja, a procura externa liquida, medida como um dos componentes para o PIB, foi negativa desde 2014. Sabendo nós da queda abrupta e violenta que as importacoes tiveram desde o inicio de 2011, como resultado quer das restrincoes orcamentais do programa de ajuda financeira quer tambem pelo factor psicologico/expectativas que a crise financeira, e conomica, que assolou Portugal, é fácil perceber o porque deste resultado. O que já me parece discutivel é que a estratégia do governo, da mudanca de paradigma do crescimento economico baseado nas exportacoes e nao no consumo, tenha resultado. Esta minha duvida prende-se com o facto de que após esse choque e a medida que o programa do governo vinha sido posto em pratica, o resultado que temos é que esse objectivo nao se concretizou. Isto é, o perfil de crescimento da economia Portuguesa manteve-se baseado no consumo interno e nao nas exportacoes. Aliás, o contributo dessa componente do PIB torna-se negativo desde 2014 – precisamente o contrário da estrategia do governo anterior. Assim, a afirmacao do autor deste artigo está incorreta.

    Quanto aos defeitos do atual govreno, o autor afirma o seguinte: ” E, aí, apesar do actual «modelo» económico do governo já pouco ter a ver com aquele que nos tentou impingir há um ano (…). Permita-me, mais uma vez, discordar consigo e afirmar perentoriamente que a sua afirmacao está também incorreta. O que o autor do artigo pode afirmar é que os pressupostos, ou se quiser, o ponto de partida, do atual governo nao está de acordo com o modelo macroeconomico apresentado pelo entao candidato Antonio Costa as eleicoes legislativas. Como compreenderá, elaborar um documento daquela natureza, quantificado (!), é e será sempre um exercicio de enorme risco, dado que, como sabe, a economia e os seus componentes tem uma dinamica muito forte e o que hoje é assim no proximo mes já nao será. Como prova disso mesmo, bastará analisar os recentes numeros do PIB que surpreenderam todos – arrisco no entanto a dizer que todos menos o atual governo. Deixe-me acrescentar que fiquei particularmente desiludido por os outros candidatos nao terem seguido o exemplo de apresentar um quadro de referencia economica de medio-longo prazo onde pudessemos verificar as diversas estrategias de crescimento – Julgo que seria um bom contributo para a transparencia. Ora, o modelo de crescimento economico, ou melhor, a estrategia escolhida nao mudou. O que mudou foram os seus presupostos, as décimas e/ou o contexto externo (o que para uma economia muito pequena (+/- 2% da economia europeia) como a nossa tem uma importancia abismal, ao nivel da refinaria de Sines, onde uma qualquer alteracao tem um impacto enorme) e nao a estrategia que já estava assente no modelo apresentado meses antes das eleicoes.

    Quanto ao resto do artigo, como já disse anteriormente, concordo na sua essencia e espero que o equilibrio financeiro seja conseguido rapidamente para que possamos ter um crescimento economico mais forte e, essencialmente, mais sustentável.

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  6. Luis permalink
    16 Novembro, 2016 13:45

    As elites sempre pensaram que cortando nas obras publicas desnecessarias do socratismo e apertando o cinto aqui e acola, mais um aumento de impostos e o mitico combate ao mercado paralelo resolveriam o problema. Quando puderam correram com o estrangeirado Alvaro dos Santos Pereira e com Vitor Gaspar, que estavam efectivamente a fazer reformas no pais. E odeiam o ex Sec. de Estado do Turismo, por nao ter feito vida negra aos alojamentos locais. Mas nao vai solucionar nada no longo prazo. As pensoes sao insustentaveis, gastamos demasiado com a Educacao para os resultados que temos, a divida esta em valores estratosfericos, ha excesso de regulamentacao e os impostos estao exageradamente altos. Espanha vai continuar a ser mais rica e os paises de Leste vao continuar a passer nos a perna. Assim continuamos a caminho de novo resgate e quando os juros voltarem a subir veremos.

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  7. Luis permalink
    16 Novembro, 2016 13:50

    Uma das razoes pelas quais os muitos estrangeiros preferem comprar casa em Portugal em vez de comprarem em Espanha esta no facto de nao termos imposto sobre as herancas. Este impostos sobre o patrimonio vai afastar investimento e e um imposto ideologico de punicao dos ricos. No fim de contas o Estado vai provavelmente perder dinheiro devido a quebra do investimento estrangeiro em imobiliario. O turismo se calhar vai salvar o ano mas a Esquerda pseudo intellectual do BE e os comunistas odeiam turistas e o negocio em si. Ja Alvaro Cunhal nos tempos do PREC queria correr com o investimento do capital estrangeiro em turismo e isolar o pais. Com esta gente fanatica pelo comunismo e suas ideologias filhas o pais nunca ira crescer.

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  8. LTR permalink
    16 Novembro, 2016 13:56

    Isto faz-me lembrar os canais de notícias a “informar” sobre a variação das cotações na bolsa. Depende da hora a que se dá notícia. A PT valia 10 euros há dez anos e agora vale quase zero. Vamos esquecer que os juros a longo prazo comem o crescimento, que adiámos pagamentos e nos endividámos (era só o que faltava se ainda assim atrofiávamos). Assim sim, já nos podemos satisfazer mais de acordo com a realidade. Obviamente, massagens temporárias, a pagar lá mais para a frente, quando o chefe a martelo já cá não estiver.

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  9. Elmano permalink
    16 Novembro, 2016 14:31

    Acho que todos os Portugueses querem o bem de Portugal. Eu também. Só que desconfio deste governo. Chegou ao Poder não dizendo aos portugueses que se coligaria com forças contrárias à permanência de Portugal no Euro, se não ganhasse as eleições. Não gosto de salvadores da pátria, nem de donos da verdade. Não quero ser pessimista, mas com o tamanho da dívida deste país e com as receitas do Estado a não cobrir as despesas o que nos aconteceu em 2011 vai tornar a acontecer. Não é preciso ser bruxo.

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    • Luis permalink
      16 Novembro, 2016 15:34

      Se o PS achar que as sondagens ja dao a maioria absoluta conversamos.

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  10. carlos alberto ilharco permalink
    16 Novembro, 2016 16:40

    As posições das mãos, estão erradas.
    É com a palma da mão virada para cima.

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  11. Zé dos Bois permalink
    16 Novembro, 2016 20:56

    O mais surpreendente, principalmente para os partidos da oposição, tem sido a grande capacidade do PCP e do BE aceitarem as políticas de austeridade deste governo, que não são muito diferentes das do governo anterior. Agora estão todos presos a estas políticas. No futuro, vamos ver se isso foi bom ou mau para estes partidos.

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  12. Arlindo da Costa permalink
    17 Novembro, 2016 03:15

    Mário Centeno é o melhor Ministro das Finanças que sucedeu ao Prof. António Oliveira de Salazar.
    É um facto.
    Quem quiser escoicear esteja à vontade…

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    • 17 Novembro, 2016 12:06

      AHAHAHAHAHAAHA O capacho do Costa Arlindo bebeu jeropiga a mais… volta para a cama ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

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  13. 17 Novembro, 2016 12:16

    Rui, o modelo, como diz e muito bem, de o crescimento se sustentar pela procura externa é o mais correto…sim! Portugal nunca se podia basear noutro, uma pequena economia aberta de mercado cujas importações tem elevado conteudo importado, não pode apostar no consumo privado, porque aliás, apostar no consumo privado, inclui aumentar tanto a divida pública e privada. O aumento do investimento privado no tempo de Passos levou a que as importações defacto aumentassem o seu ritmo de crescimento acima das exportações de bens mas estas no médio prazo aumentariam o seu valor acrescentado e logo a procura externa liquida daria um contributo positivo no médio e longo prazo. Não esquecer que o crescimento do consumo privado na era Passos era sustentavel e baseada no aumento de rendimentos que os aumentos das exportações deram nesse periodo, aliás, é assim que uma economia saudável se desenvolve. Simplificando, desburocratizando, liberalizando, cortando despesa e baixando impostos, atraindo investimento estrangeiro, logo capital, renovando o mesmo, criando mais, e por fim aumentando a capacidade de crescimento de futuro. Já o XOR Costa é uma bomba relógio do tamanho da sua própria banha… O crescimento do 3ºtrimestre foi positivo mas não é sustentável, os avioões f-16 vem na rubrica de produtos vendidos a não residentes, e se dividirmos pelo PIB a preços constantes do 3 trimestre cerca 45000 milhoes euros, dá 0,4% do PIB(subtraiam a 1,6%), o turismo ajudou? Sim!! Não esquecer que na composição da procura interna do crescimento em cadeia do 3ºtriemsttre demonstra uma procura interna negativa…. imaginem que se mantêm assim no 4ºT e as exportações voltam ao normal da era BOSTA… Vai sair Caril…. Dai o Concurso Nacional para substituir Passos Coelho estão com medo…

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  14. 17 Novembro, 2016 12:25

    Só uma correção.. o PIB a preços constantes do 3ºT foi 43.142 milhões de euros, a venda dos f-16 valeram 180 milhoes logo 180/43142×100=0,4288%… Logo veem o impacto e como diz o correio da manha : “Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,6% no terceiro trimestre. Para os bons resultados da balança comercial, até a venda dos F-16 à Roménia contribuiu, explica o próprio INE”, repito explica o próprio INE…. vai sair caril no 4ºT. Se fizermos a média de crescimento sem os F-16 dá 0,9 + 0,9+1,1/3= 0,9666 cenário do 4ºT 0,9 total sem F-16 0,95% com F-16 dá 1,075 ou 1,1%… é sempre mais bonito .

    Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/economia/detalhe/venda-de-f-16-usados-da-gas-a-subida-do-pib

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