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De eleitora do Sócrates a blogger Blasfema

20 Novembro, 2016
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cristinaSim, há gente neste País capaz de dar esse “grande salto em frente” e evoluir de forma tão virtuosa. Serão ainda poucos, mas se tiverem todos a capacidade de ruptura e propagação da Cristina Miranda, o fenómeno pode tornar-se “viral”, como sói dizer-se na terminologia das soc net. Não que fiquemos infestados de bloggers, que isto é Clube de acesso restrito, mas baixar o risco de contágio do vírus socretino constitui relevante serviço público, para o qual a Pátria já não dispõe de medalhas condecorativas, tamanha foi a delapidação feita pelo Marcelo.

Isto para dizer que periodicamente sentimos também a necessidade de um “virar de página”. Não da austeridade, que essa já sabemos ser perene e para ficar por mais uma década, mas de formato, ou de táctica para transmitir a mesma mensagem de sempre, a filosofia liberal centrada no indivíduo, por contraponto a ideologias perniciosas assentes no colectivismo uniformizador. Convirá então alternar os executantes de molde a convencer o maior número. Há que ter quem defenda, quem construa e quem ataque, quem remate com os 2 pés e de cabeça, e que todos marquem. Não se dispensa o manancial teórico do Rui A., o preciosismo jurídico do Carlos Loureiro, o sentido de oportunidade e de rigor histórico do Gabriel, o diagnóstico implacável e cirúrgico do João Miranda, a mordaz crítica de costumes da Helena, o humor cáustico e corrosivo do Vítor e do JCD. Tudo isto é importante, mas não chega. Falta-nos simplicidade e capacidade de gerar empatia de forma alargada.

E aqui entra a Cristina Miranda, a carinha laroca da foto, que denota traços orientais mas é vianense dos 7 costados, o nosso “reforço de Inverno”. Mas para jogar nas 4 estações, nesta época e nas vindouras, que a “cláusula de rescisão” é inatingível por qualquer concorrente.

A Cristina é mulher de armas. Uma compleição aparentemente frágil e uma postura de cativante simplicidade, de sorriso sempre aberto, escondem uma personalidade multifacetada, calejada por  experiências várias, académicas e profissionais. De um frustrado curso de jornalismo ao ISCAP; da condução de um empilhador à gestão financeira de uma empresa em overtrading; a ter de negociar com bancos e fornecedores, de fazer o papel do “homem do fraque” perante clientes relapsos; do ensino à criação de empresas na área da formação (não, seus maledicentes, não foi a Tecnoforma, mas ainda que fosse?). A vida é dura Luiz, para quem não vive à custa de outrém tudo tem de ser conquistado a pulso, sempre com muito suor, muitas vezes com baba e ranho. E depois veio a crise, duríssima, mas temos de saber descobrir oportunidades no meio de tanta ameaça. Já estive desempregada, mas felizmente nunca me faltou trabalho. E as emoções vão fluindo, em simultâneo com as vivências recentes ou do passado que vai evocando.

É sobretudo a expressão do sentimento, mais que o mero recorte literário, que se nota nesta assertiva tareia que a Cristina ferrou na Mariana e a atirou para a ribalta nas redes sociais. Traduzindo para “marxês”, a Cristina exprimiu muito simplesmente a revolta perante a tentativa do burocrata parasitário se pretender locupletar com a mais-valia acumulada pela força de trabalho. Típica exploração da classe trabalhadora pela classe dominante. Clarinho para todos e quanto bastasse para suscitar o apoio espontâneo de dezenas de milhares.

Escrever no Blasfémias??? Belisca-me Luiz, que não acredito. Eu sou mulher do povo, não estou preparada nem familiarizada com o vosso tecnicismo e conceitos etéreos.

Perfeito! O que os liberais mais precisam é de aprender a falar ao povo.

Já te belisquei q.b. Cristina e garanto que tens pinta de Blasfema. Bem vinda a esta Loja. As teclas esperam-te e que nunca te doam os dedos.

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23 comentários leave one →
  1. 20 Novembro, 2016 10:06

    Não! Não é para me indignar. É para dizer “bem vinda” a está casa.

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  2. Luis permalink
    20 Novembro, 2016 10:15

    Grande aquisição. Bem vinda. Espero que o contrato tenha sido por muito tempo e com cláusula de rescisão alta.

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  3. Gustavo P permalink
    20 Novembro, 2016 10:49

    Óptima transferência! Rumo ao título 🙂

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  4. Manuel permalink
    20 Novembro, 2016 11:02

    Considerando que não há “almoços grátis” quem paga esta brilhante contratação? Espero que a Cristina reitere a luta contra os impostos e taxas e desmascare as “Mortáguas” do actual governo. A carga sobre os imóveis(IMI) abaixo e acima dos 600000 euros, é inaceitável.

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  5. Abelha Maya permalink
    20 Novembro, 2016 13:20

    Boa contratação, parabéns. Vida inteligente e descomplexada, é preciso!

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  6. ABC permalink
    20 Novembro, 2016 15:55

    Identifico-me muito com o percurso desta Senhora. Não serei o único. O que tenho é produto do meu trabalho. O que a Madame Mortágua & Cia. têm, também.

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  7. O Bronco permalink
    20 Novembro, 2016 17:26

    Os traços orientais transportam-me para a Watson da série »Elementar«.

    Espero que tenha tanto sucesso como Blasfema como a Joan tem tido com o Sherlock.

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  8. 20 Novembro, 2016 17:27

    O fanático Xico da Louça lava cérebros com Águas Mortas.
    Nas entranhas acha-se Trotskista. Mas o Trotsky era judeu e o Stalin mandou que o matassem.
    O tal de Xico também acha que Israel tem Apartaid. Judeus para um lado, palestinos para o outro, os cristãos ficam no meio.
    Grande confusão vai na cabeça do comité central do Governo português.
    Oh Xico vai ver o que lá se passa e lava essa cabeça dura no Mar Morto que o sal é mais que muito e tira muita porcaria.

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  9. 20 Novembro, 2016 18:00

    De todo não sei quem é Cristina Miranda, bem-vinda é.
    Gostei da sua opinião acerca da perseguidora-esquizofrénica Mortágua.

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  10. Filipe Costa permalink
    20 Novembro, 2016 20:58

    Infiltrada do BE? Espero ler o 1º artigo, depois ajuizo.

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  11. José Domingos permalink
    20 Novembro, 2016 21:02

    Para quando, na politica, aparecer alguém que já tenha trabalhado, principalmente á esquerda.

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  12. licas permalink
    20 Novembro, 2016 21:27

    Liberdade, liberdade

    Jornalistas sem Fronteiras
    Não têm papas na língua,
    Nem de coragem há míngua:
    Acabam com as peneiras
    De qualquer progressismo
    Do Putin, vem só cinismo.

    Cá também houve então
    Com respeito à Moura Guedes
    Animal com quem te medes
    Um Primeiro sem formação
    Contra a Democracia
    Fez o que lhe apetecia.
    A Liberdade p´ra este
    Vai á maneira do Leste
    Evidente cafajeste
    Como já percebeste:
    De alimárias assim
    Não agrada nada, enfim.

    licas fecit

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  13. licas permalink
    20 Novembro, 2016 23:05

    Há por aí um fdp que não me deixa entrar!

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  14. llicas permalink
    20 Novembro, 2016 23:25

    As “amplas”

    Em Democracia plena
    Clama convicto Maduro
    Com aquele ar seguro
    Que quer mostrar na cena
    São as “amplas liberdades”
    De que não há saudades.

    Proclamadas p´lo Cunhal
    Já quando o caos abundava
    Numa nação para escrava
    Destinada no final:
    Ia à Russa sem retorno
    Sendo ele o seu dono.
    Enganou-se por um triz
    Nessa sua previsão
    Acontecendo então
    A volta-face feliz:
    Vai o General Eanes
    Dando cabo dos tratantes.

    licas fecit

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  15. licas permalink
    21 Novembro, 2016 01:37

    Agora diz que é repetido: O TANAS!

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  16. Arlindo da Costa permalink
    21 Novembro, 2016 03:40

    Converteu-se ao neo-comunismo com laivos «liberais».. Mudou-se do espectro de direita socratista, isto é da direita beirã conservadora, para a área dos orfãos da extrema-esquerda nascida no tempo do PREC.

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  17. Pedro permalink
    21 Novembro, 2016 09:32

    Tareia da Cristina Miranda na Mariana Mortágua? Mas quem é a Cristina Miranda? Ah, as ilusões do Facebook Power!…

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  18. licas permalink
    21 Novembro, 2016 10:57

    As “amplas”

    Em Democracia plena
    Clama convicto Maduro
    Com aquele ar seguro
    Que quer mostrar na cena
    São as “amplas liberdades”
    De que não há saudades.

    Proclamadas p´lo Cunhal
    Já quando o caos abundava
    Numa nação para escrava
    Destinada no final:
    Ia à Russa sem retorno
    Sendo ele o seu dono.
    Enganou-se por um triz
    Nessa sua previsão
    Acontecendo então
    A volta-face feliz:
    Vai o General Eanes
    Dando cabo dos tratantes.

    licas fecit

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  19. António C. Mendes permalink
    21 Novembro, 2016 11:06

    Bem vinda Cristina. Habitue-se também, por favor, a viver com a presença de cromos, como os dois acima, a quem é dada a liberdade de por aqui andarem. Fazem falta, em nome da pluralidade, mas nos dias em que negam a medicação tornam-se um bocadinho mais difíceis. Boa sorte!!

    A sua trepa na Mortágua pecou por escassa e só se perderam as que caíram no chão!!

    Liked by 1 person

  20. A.Silva permalink
    21 Novembro, 2016 13:16

    Grande salto????????????????????????

    Nãããã~, qualquer socratista basta distrair-se um bocado e já não se sabe se é um demente dos blasfémias ou um viúvo(a) do sócrates.

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  21. ABC permalink
    21 Novembro, 2016 14:29

    E já aparecem as primeiras reacções da esquerda. No seu melhor.
    Uma das mais interessantes é um comentário no próprio facebook – alguém diz que também deu duro e não chegou a lado nenhum, ou pelo menos não chegou onde chegou esta senhora.
    É verdade que a sorte, o acaso, o destino, o karma, ou o que se lhe queira chamar, tem uma parte importante no sucesso. O trabalho duro e a coragem de arriscar, muitas vezes mais do que se tem, são mais importantes que a sorte. Sem sorte as coisas podem correr mal, mas sem trabalhar as coisas nem sequer correm.
    E entramos de chapa na metafísica comunista. Não podendo, por via do imprevisível, garantir a riqueza universal, o comunismo pode perfeitamente garantir a pobreza universal – e é só o que pode garantir. E é essa a igualdade prometida pelo comunismo. Igualdade na pobreza. É mau.
    Mas piora.
    Como se pôde, e pode ver, nunca houve qualquer igualdade nos regimes comunistas. Há uma elite – a que a Madame Mortágua acha que pertence – que tem tudo, e depois há apenas diferentes graus de miséria.
    A própria tirada da infeliz Mortágua contém o seu contraditório – se ninguém acumular riqueza nem há onde ir buscar o tal dinheirinho. Para pôr em práctica as suas teorias de esquerda é necessário que pelo menos alguns fascistas ambiciosos tenham acumulado uns tostões.
    Note-se que sou a favor da redistribuição da riqueza, mas espoliação não. Há muita gente a quem o Estado devia acudir. Os impostos são também para isso. Infelizmente o Estado tem gasto biliões a ajudar bilionários, e a manter a máquina administrativa que devia ser a correia de transmissão da ajuda, e que neste momento suga a própria ajuda que devia prestar aos necessitados.
    Para cúmulo da hipocrisia, quando a sociedade civil se organiza para fazer o que Estado não faz, o Estado faltoso ainda cobra uma taxa.

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