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Nunca abrir a porta a uma senhora se o polícia não estiver a ver

17 Dezembro, 2016

É importante estabelecer prioridades para filas de supermercado. Grávidas e idosos em primeiro lugar, os restantes no fim, como o nosso querido governo pretende fazer. Poderão reparar que não incluí portadores de deficiência porque, a partir do 5º ano de escolaridade, qualquer petiz poderá considerar mulher grávida que não aborta como tendo significativa paralisia cerebral – até porque aos dez anos e até à idade necessária para se chegar a funcionário do ministério da educação, ninguém tem abstracção suficiente para perceber que existe apenas por falha moral e alguma preguiça da mãe.

Parece justo. Grávidas e idosos à frente, sem discriminar. E, já agora, homens com 20 kg a mais, que o esforço de transportar aquela massa num centro geométrico rebaixado equivale a trigémeos ou a Opel Corsa vítima de tuning.

A regra é simples. Duas grávidas batem um idoso, um idoso bate uma não grávida e uma idosa grávida bate tudo. Deixo agora um simples exercício que pode ser usado para treino por caixas do Pingo Doce:

Uma fila é composta por um barbudo, um lenhador, uma senhora de preto com rugas e já pouco atraente para o lenhador, uma moça mesmo muito boa – se julgássemos, que não julgamos – e cujas pernas chamam a atenção do barbudo, um GNR, uma mulher de mão dada a um pirralho que faz birra por não levar o capacete de bombeiro que não lhe serve, um idoso que cheira esquisito e uma mulher que parece um homem e está grávida, a Virgem Maria, o António Costa e uma pessoa de cadeira de rodas cujo sexo é indiscriminado por parecer basicamente uma múmia assexuada. Qual deve ser a ordem de atendimento? (Pista: o António Costa pode ser um aborto falhado).

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10 comentários leave one →
  1. licas permalink
    17 Dezembro, 2016 11:15

    Excelente!

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  2. lucklucky permalink
    17 Dezembro, 2016 13:20

    De 2012.

    http://www.torontosun.com/2012/11/16/gay-activists-have-met-their-match-with-muslim-barbers

    So a lesbian walks into a Muslim barbershop, and asks for a “businessmen’s haircut”.

    It sounds like the beginning of a joke, but it really happened, and now a government agency called the Human Rights Tribunal of Ontario will hear her complaint.(…)

    But in the case of the Muslim barbers, the gay activists have met their match. If the test is who can be the most offended or most politically correct, a lesbian’s just not going to cut it.

    Oh, McGregor is politically correct. But just not politically correct enough. It’s like poker.

    A white, Christian male has the lowest hand — it’s like he’s got just one high card, maybe an ace. So almost everyone trumps him.

    A white woman is just a bit higher — like a pair of twos. Enough to beat a white man, but not much more.

    A gay man is like having two pairs in poker.

    A gay woman — a lesbian like McGregor — is like having three of a kind.

    A black lesbian is a full house — pretty tough to beat.

    Unless she’s also in a wheelchair, which means she’s pretty much a straight flush.

    The only person who could trump that would be a royal flush. If the late Sammy Davis Jr. — who was black, Jewish and half-blind — were to convert to Islam and discover he was 1/64th Aboriginal.

    So which is a better hand: A lesbian who wants a haircut or a Muslim who doesn’t want to give it to her?

    Liked by 3 people

  3. 17 Dezembro, 2016 14:12

    uma mulher que parece um homem e está grávida & wants a “businessmen’s haircut” has a better hand LOL

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  4. Meio Vazio permalink
    17 Dezembro, 2016 16:35

    Brilhante!

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  5. Prova Indirecta permalink
    17 Dezembro, 2016 17:08

    Uma GNR que parece um homem e está grávida e quer um corte de cabelo à empresário , isso sim , é que é um royal flush

    Liked by 1 person

  6. Arlindo da Costa permalink
    17 Dezembro, 2016 18:31

    Minha mãe sempre disse-me isso.

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  7. aborto cunha permalink
    17 Dezembro, 2016 22:58

    Tristes devem estar os teus pais por não te terem abortado, ó aborto.

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    • Arlindo da Costa permalink
      18 Dezembro, 2016 01:19

      Dessa marca tenho dois no curral, ó senhor aborto 🙂

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  8. lucklucky permalink
    19 Dezembro, 2016 19:23

    Guerra pelo “privilégio” de ser o mais “oprimido”:

    http://www.thecollegefix.com/post/30436/

    “….In one of the larger workshops, one of the students raised a question about why the only issues being discussed were those involving anti-blackness, prompting an African-American student to respond that black students are the most oppressed, to which a Muslim student made a comment about her people being bombed in the Middle East, according to Alvarez.

    This exchange, and others like it, resulted in the cancellation of several sessions on the second day of the conference, Alvarez said. Above all, conference participants each wanted to focus on their own particular minority issue, she said…”

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