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pagamos impostos para quê?

1 Julho, 2017
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Em pouco mais de quinze dias, o estado português falhou, esplendorosamente, aquela que é a sua principal função: defender os cidadãos que o sustentam através do pagamento de impostos. Primeiro, não precavendo eficazmente um incêndio devastador, para o qual não houve meios, estratégia, nem resposta rápida que evitasse as dezenas de mortes que ocorreram. Depois, não sendo sequer capaz de guardar, com o cuidado que se impõe, armamento militar de extrema perigosidade que está (supostamente) à sua guarda. Se tivermos a infelicidade desse armamento ser utilizado aqui, por quem o roubou, Portugal falhará novamente: não temos a mínima capacidade para prevenir e evitar um ataque terrorista. Se, apesar da desgraça, quem tiver roubado esse material o destine para actos em países mais capazes do que o nosso, talvez haja a sorte – esperemos – de conseguir evitar o pior. De todo o modo, as «autoridades» portuguesas serão sempre responsáveis pelo que acontecer com esse material de guerra. E por falar nelas, nas «autoridades» portuguesas, as duas nódoas que temos pelos ministérios das tutelas respectivas continuam a proferir inanidades e a aguardar relatórios para apurar responsabilidades. Estes cidadãos, pagos com o dinheiro dos nossos impostos, presumem que a responsabilidade política é igual à responsabilidade individual, e que carece de um nexo de causalidade inequívoco, entre os factos ocorridos e as suas estimáveis pessoas, para que se tenham de demitir ou serem demitidos das suas funções. Não se lhes ocorre que basta serem absolutamente incompetentes e incapazes de cumprirem o que está à sua responsabilidade para que devam dar o lugar a outros.

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49 comentários leave one →
  1. Filipe Costa permalink
    1 Julho, 2017 19:55

    O Ministro da defesa assumiu a responsabilidade politica. Case closed.

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    • 2 Julho, 2017 13:22

      Tudo menos “case closed”. Neste post refere-se que se as armas roubadas forem usadas em território nacional, o Estado provávelmente não tem meios de evitar um ataque terrorista.
      E se forem usadas num ataque, digamos, contra Macron? Como é que saímos dessa?
      Qualquer dia somos expulsos da UE, que é uma associação de países, por não nos conseguirmos qualificar como país.
      Portugal neste momento é apenas uma ditadura fiscal dominada pela esquerda. Nada mais. Todas as outras características dum país desapareceram.

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  2. LTR permalink
    1 Julho, 2017 20:02

    Porque comprometida pela necessidade de desenrascar e salvaguardar a imagem do querido líder das esquerdas à luz das eleições, a geringonça conseguiu em pouco mais de uma semana e apenas dois eleventos, dar cabo da imagem da presidência da república, das polícias, dos militares, dos bombeiros, e da proteção civil. Como dizia um cronista há dias, as trapalhadas de Costa na campanha eleitoral para as legislativas não foram um mero acaso – são um traço de um longo e desastroso caminho ao qual falta ainda o número de episódios com o qual nos decidir brindar até haver um presidente digno desse nome que lhe indique a porta de saída. E ainda não chegámos aos hospitais!

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    • Rui permalink
      2 Julho, 2017 13:40

      Era só o que faltava depois destas situações as polícias, bombeiros e PRINCIPALMENTE da proteção civil e dos militares não serem beliscadas! São ou não são todos pagos por nós 14 meses por ano? Falharam ou não nas suas funções mais básicas? O Costa está lá há um ano estas organizações existem há bem mais tempo que isso.

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      • 2 Julho, 2017 23:44

        “Falharam ou não nas suas funções mais básicas?”

        E falharam por quê?

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  3. LTR permalink
    1 Julho, 2017 20:08

    Mais de dois meses para uma despesa cabimentada chegar ao DR e chega logo no dia a seguir ao da divulgação agora truncada de detalhes, o que significa que aos 44 (curioso número) lançadores e outro material ligeiro deve haver mais qualquer coisa descoberta de ontem para hoje. Como diria Sampaio, há mais explosivos para além do défice.

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  4. piscoiso permalink
    1 Julho, 2017 20:16

    Depois destas duas tragédias, o governo devia demitir-se ou ser demitido. O poder devia ir novamente para Passos Coelho… que acabavam os incêndios e os roubos de material bélico.

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    • 1 Julho, 2017 20:40

      Eu entregava o poder “novamente” ao Sócrates, que formaria governo com o AC-DC, o Capoulas, Lacão, Vitalino, Galamba, JSoares, Constança, o Jamé, Santos Silva (os dois), Noronha, PMonteiro, o Pinho, a Moreira, recuperaria o descerebrado Dos Santos, entre outros, mais o Edmundo Pedro e o VLourenço para guardar o material bélico.

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    • rui a. permalink*
      1 Julho, 2017 21:47

      Nada disso! Tudo firme e forte no seu lugar, que isto do mando não é para meninas!

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      • 1 Julho, 2017 21:54

        Firme, forte e hirto ! Mando empinado, carago !

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    • alex.soares permalink
      1 Julho, 2017 22:38

      Não, meu fdp (fanático dos pós pós) não acabavam as misérias, mas sabíamos imediatamente quem era o culpado e podíamos exigir a sua demissão e substituição pelos actuais governantes, que como está bem demonstrado, iriam garantir que nada isto aconteceria amanhã, porque hoje a música é salvadoramente traqueante.

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    • 2 Julho, 2017 00:32

      A grande proeza do Costa foi aproveitar o bom trabalho que o Passos fez na Economia e foi agravar a austeridade com a Esquerdadria amansada, e assim chamar a si os resultados das contas públicas.
      Os efeitos da política desse fulano estão à vista.

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  5. Manuel permalink
    1 Julho, 2017 20:17

    Estamos face a problemas estruturais e as demissões só se justificariam se houvesse uma limpeza nos Ministérios como fez o Erdogan a seguir ao golpe de estado na Turquia. Sem um abanão forte, o regime democrático degrada-se a olhos vistos e, em breve, seremos um Estado falhado. Costa tem condições e autoridade para limpar o regime? Não sei, foi nº 2 do 44, pago para ver.

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    • LTR permalink
      1 Julho, 2017 20:25

      Já toda a gente percebeu aque a questão é que no fim o regime vai estar muito pior do que está porque o sujeito (que é outro “pântano”) não tem vergonha na cara. O sistema dos leitõezinhos da casa está aqui muito bem descrito:

      http://portadaloja.blogspot.pt

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    • André Miguel permalink
      1 Julho, 2017 22:40

      Limpar o regime?! Porra você é atrasado mental??? Costa é fruto deste regime! Vai limpar o quê???

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  6. Juromenha permalink
    1 Julho, 2017 20:17

    O estarola, e incontinente verbal, que ocupa Belém tem-se mantido estranhamente silencioso…
    Esqueletos no armário ou honesta e sólida incompetência – além de incompreensão total quanto ao cargo que é suposto exercer?…

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  7. Manuel permalink
    1 Julho, 2017 20:23

    Parece que os militares acordaram. Ministra Constança, que está à espera para actuar?

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  8. 1 Julho, 2017 20:31

    Rui A.
    resume o que eu tenho escrito espaçadamente no Blas acerca do incêndio e deste roubo.
    Este políticos de pechisbeque (MCThomaz incluído), habituados ao facilitismo, à incompetência, à ternurenta, passiva e ignorante populaça-NADA, tremem quando algo grave surge. Calam-se e aquietam-se abruptamente. Como os caracóis, recolhem à casca quando se lhes toca nos cornos

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    • LTR permalink
      1 Julho, 2017 20:40

      PM – Bateu em retirada estratégica
      MAI – À espera do substituto
      Presidente – Aldrabado, transformou-se em não comentador
      Autoridades – Em guerra com o governo ou umas com as outras
      Bombeiros – Boquiabertos com a realidade virtual imposta (alguns já só falam de costas para a câmara, vá-se lá saber porquê)
      PJ – Lixada por um relâmpago saído do céu limpo

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      • 1 Julho, 2017 21:08

        Exacto.

        Essa do raio na origem do incêndio, convenceu-me durante uns dias. Já duvido e muito.
        Mais duas made in tuga: o dinheiro do espectáculo no Coliseu foi entregue à União das Misericórdias; os Bombeiros não estão representados na Comissão “independente” para analisar e escrever o relatório final.

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      • LTR permalink
        1 Julho, 2017 21:57

        O sujeito do IPMA disse há pouco que só ocorreram por ali dois relâmpagos atingindo o solo, horas depois e nenhum dos dois naquele local exacto. É mais uma instituição a boiar.

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  9. Juromenha permalink
    1 Julho, 2017 20:41

    Comentário de alguém ao tomar conhecimento das exonerações, ” lá vai o césar meter mais cinco parentes”…

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  10. 1 Julho, 2017 20:59

    CEMExército exonerou cinco comandantes. Mas não basta isso.

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  11. 1 Julho, 2017 21:03

    Urgentemente, o ComandanteSupremoFArmadas tem de agir, ressurgir, esclarecer.

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  12. ABC permalink
    1 Julho, 2017 21:24

    Não sejam maus com o comandante supremo, mais conhecido por Big Selfie. Ele está a fazer tudo o que pode ser feito, como sempre. Falou com a Maya e pôs um anúncio no Correio da Manhã a dar alvíssaras a quem encontrar as armas.

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  13. 1 Julho, 2017 21:49

    O eurodeputado Nuno Melo convidou o MCThomaz para ir hoje a Bruxelas, mais precisamente a uma festa “portuguesa” promotora de queijos, enchidos, doces, etc.
    Foi o convite ideal. Lá esteve o MCT abraçado e a ser abraçado, a beijar e a deixar-se beijar. O CSForças Armadas convenientemente deixou o caso.

    O que eu gostaria de ver: o MCT numa mega marcha do “orgulho” gay a ser beijado, abraçado, apalpado, estimulado… “Hão-de” acontecer !…

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  14. LTR permalink
    1 Julho, 2017 22:00

    Quem será o negociador que vai negociar os dois aviões que o governo de repente decidiu comprar para as FA como quem vai ali à esquina comprar um maço de tabaco?

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  15. Prova Indirecta permalink
    1 Julho, 2017 22:07

    O que eu gostaria de ver: o MCT numa mega marcha do “orgulho” gay a ser beijado, abraçado, apalpado, estimulado… “Hão-de” acontecer !…

    ahahahahahhahahaha !!!!!

    Grande MJRB , mordes mais do que a cal

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  16. Procópio permalink
    1 Julho, 2017 22:23

    Pagamos os nossos impostos para que os offshores possam empregar uns milhares de rapazinhos peritos em economia doce.
    Pagamos os nossos impostos para que a farsa continue sem parar.
    Pagamos os nossos impostos para que os comandantes das unidades que não podem estar em todo o lado. A responsabilidade decorre ao longo da cadeia hierárquica até ao responsável directo dos paióis. Só que Estado- Maior do Exército já era conhecedor da inoperatividade do sistema de vigilância graças a relatórios anteriormente efectuados pelo comando da unidade. Atribuiu verbas suficientes? Não, o careca não mexeu palha. E porquê? Porque o sem tino não autorizou. E porquê? Porque a geringonça encalhou há muito, deixou de pagar muitos serviços como em breve vamos saber por más razões.
    Entretanto são vários a gabar pântano, cá dentro e lá fora?
    Pressurosa investigação mostrou a pobre árvore atingida pelo raio.
    Percebem a relação?
    Mais dia, menos dia saberemos parte das tramóias. Uma parte apenas, porque o sítio é pequeno, mas as opacidades ocupam espaços que vão para além das fronteiras.

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  17. Procópio permalink
    1 Julho, 2017 22:27

    Já neste tempo pagávamos impostos e o gabanço era a regra.

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  18. Ana Catarina permalink
    1 Julho, 2017 23:02

    e o que dizer do Chefe Supremo das Forças Armadas a dar a martelada na estranja, como sempre.
    País de pelintras a sustentar a vaidade à custa de todos e cada um de nós
    Ainda o hei de ver a tirar uma self com os gatunos dentro da filosofia dos afectos

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  19. Ana Catarina permalink
    1 Julho, 2017 23:03

    Como ele diz :
    — Só dança quem está na roda
    !!!!

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  20. Procópio permalink
    2 Julho, 2017 11:16

    Pagamos impostos para este gajo mesmo depois de sujar o avental.
    “Assumo a responsabilidade política pelo simples facto de estar em funções”, disse Azeredo Lopes este sábado em Castelo Branco.
    De facto ele não tem culpa nenhuma de ser ministro. Nós temos.
    De resto, o melhor que pode acontecer, é este incompetente continuar a ocupar o lugar, tal como a choramingas. O da saúde vem a seguir. Aguardem um pouco.

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  21. Procópio permalink
    2 Julho, 2017 11:31

    Pagamos impostos para que o terrorismo possa dispor de armas eficazes nas suas intervenções avulsas e para que lá fora tenham finalmente a perspectiva real do que é um sítio localizado na Europa desgovernado por uma geringonça, capaz de forjar índices de popularidade tão mal cheirosos quanto o peido a que se referia o Salvador Sobral.

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    • Alexandre permalink
      2 Julho, 2017 13:19

      Resumindo e concluindo, Procópio preferia Pedro Passos Coelho no poder. Pelo menos, os seus impostos estariam melhor vigiados. Salvador Sobral e Procópio estão bem um para o outro.

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      • Democrata com larga experiência — Vende-se permalink
        2 Julho, 2017 16:31

        Errado: O Tordo e o Alexandre é que se complementam.

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  22. Manuel A permalink
    2 Julho, 2017 12:48

    O 25 de Abril veio facilitar ou mesmo promover a indisciplina a todo o Povo português.

    A formação das elites entrou em decadência acelerada.

    Não podemos esquecer que sem elites que estejam minimamente preparadas para assumir funções governativas, qualquer Povo entra em absoluta anarquia.

    A Escola está numa degradação confrangedora; não se ensina para o futuro e esqueceu-se o passado.
    A Família, escaqueirada, não dá aquele suporte de tranquilidade e estabilidade, tão necessárias à formação mental da criança e do jovem.

    A juventude tem o cérebro cheio do mais impuro lixo: portadora precoce de vícios de toda a espécie, indisciplinada, inculta em muitas áreas do conhecimento, sem qualquer noção do que ela quer para o seu futuro, anda abstracta com os “fones” nos ouvidos; trabalha constantemente com os dois polegares… e sonha com o próximo festival de música ao ar livre.

    Se, apesar destas tão nefastas situações, se consegue gerar uma criatura com bons princípios, que queira trabalhar e ser gente, ela chega à idade adulta sem nunca ter praticado qualquer actividade da vida prática ainda que esporádica ou intermitente; e depois, onde está o trabalho e a remuneração adequada?

    Aqui chegados, não podemos esperar para um futuro próximo, que haja gente em quantidade suficiente que disponha da competência e da seriedade necessárias para assumir responsabilidades governativas.

    A incompetência generalizou-se.

    Agradeçam isto à chamada “Liberdade”, à dita “Democracia” e à famigerada “Igualdade”.

    Há quem diga que tudo isto deriva da estratégia mundial dum clube de gente influente mundialmente, que reúne secretamente todos os anos e convida uns quantos eleitos de cada País para lhes dar as tácticas…
    A estes, como compensação dão-lhes bons lugares internacionais, bem remunerados, etc.,etc.

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    • 2 Julho, 2017 17:25

      Three Rings for the Elven-kings under the sky,
      Seven for the Dwarf-lords in their halls of stone,
      Nine for Mortal Men doomed to die,
      One for the Dark Lord on his dark throne
      In the Land of Mordor where the Shadows lie.
      One Ring to rule them all, One Ring to find them,
      One Ring to bring them all and in the darkness bind them
      In the Land of Mordor where the Shadows lie.

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  23. Ana Catarina permalink
    2 Julho, 2017 16:30

    … e ninguém fala nas chefias (reversão como eles dizem) que neste ano e meio foram substituídas pelos amigos do amigo do migo do encosta.
    Se alguém for fazer investigação nesse campo: Protecção Civil, Bombeiros, Defesa, Segurança Social, etc. vai ser bonito.
    Nem toda a água do Alqueva será suficiente para os geringonços se lavarem

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  24. Procópio permalink
    2 Julho, 2017 16:45

    Manuel A é assim que funciona e é assim que a nova ordem mundial trabalha.
    Os líderes são cozinhados em reuniões fechadas, tanto podem ser de esquerda como de direita, depende da oportunidade. Enquanto há umas migalhas para distribuir convém serem de esquerda, quando a coisa ameaça o estoiro vira-se o disco.
    Um tipo insuspeito:
    “A população geral não sabe o que está a acontecendo, e eles nem sequer sabem que não sabem”- Noam Chomsky
    Tudo depende de estratégias eficazes. Citamos apenas três.
    A estratégia da distração é essencial para para prender público ao que é verdadeiramente importante. O que interessa é manter as pessoas ocupadas, sem tempo para pensar.
    Os mídia tugas fazem isso na perfeição.
    A criação de crises económicas com greves selvagens sucessivas atribuindo a culpa ao patronato contribui para o segundo objetivo ligado ao desmantelamento dos serviços públicos. A extrema esquerda cumpre o objetivo dos abutres que até as financiam.
    Em terceiro lugar vem a manipulação emocional, uma técnica clássica para anular a análise racional e o sentido critico dos tugas. Ninguém como o afetivo para o desempenho.
    Perguntem a estes dois que até falam português em horas mortas.
    Barroso José M. Durão (PRT) Chairman Goldman Sachs International
    Arnaut José Luis (PRT) Managing Partner CMS Rui Pena & Arnaut

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  25. Manuel A permalink
    2 Julho, 2017 17:54

    Procópio

    Já que citou Noam, aqui vão algumas suas reflexões, que retirei já nem sei de onde:

    O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das “10 Estratégias de Manipulação” através dos média.

    1. A estratégia da distracção. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

    2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reacção no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

    3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

    4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

    5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.

    6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

    7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeia entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

    8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.

    9. Reforçar a auto-culpabilidade. Fazer as pessoas acreditar que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua acção. E sem acção, não há revolução!

    10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

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  26. SRG permalink
    2 Julho, 2017 18:50

    Já dizia Eça de Queiroz ; ” Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”. ou seja a m…da é a mesma .

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  27. LDM permalink
    2 Julho, 2017 20:05

    Mas qual é a novidade, este PS levou o país à bancarrota; ao pé de tamanha irresponsabilidade que é que são uns roubos, uns incêndios, umas mortes …

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  28. Arlindo da Costa permalink
    3 Julho, 2017 16:58

    Saudades do Otelo que em pouco tempo resolvia isso.
    Agora temos soldados de pólvora seca.

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