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Extracto do diário de um senil

3 Julho, 2017

No ano da Graça de Nosso Senhor de 1915, estava eu ali sentado a ver os amores-perfeitos enquanto saboreava o cigarro Odalisca na fria manhã de Janeiro, eis que me apareceram capitães ou comandantes (ou assim), empunhando espadas que depositaram com visível desagrado em cima das prímulas roxas que ladeiam a escadaria. Senti que algo de grande importância se passara, pelo que fui buscar a máquina fotográfica e ainda tirei uma selfie gira antes de vestir o wetsuit para a minha sessão diária de bodyboard, a actividade física praticada por todos os cavalheiros instruídos dessa época. Demos abraços e partilhamos muitos afectos. Recordo-me que o Victor Hugo de Azevedo Coutinho, que cheguei a ver anos antes na Big Square, numa carriage acompanhado de quem penso que seria o Craveiro Lopes, estava, nessa altura, de férias no Algarve. Não me recordo se chegou a regressar dessas férias.

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11 comentários leave one →
  1. JMS permalink
    3 Julho, 2017 23:26

    Eheheheh!

    Cuidado Vitor, o assalto ao paiol pode não ser para o daesh, pode ser para o mercado negro de armas e vc já está na mira.

    Mercado negro de armas, hoje em dia, é só para escuteiros, a jihad nem existe.

    Eu sei que fugi ao assunto mas, este país, o seu e o meu, já só se aguenta “bêbado” ou pedrado…

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  2. 4 Julho, 2017 01:59

    Óptimo, VCunha !

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  3. 4 Julho, 2017 02:07

    O AC-DC, mais uma vez pensando que todos são parvos, mandou informar que embora (quem nos dera, embora !) em férias, “está sempre disponível para qualquer contacto”. Porra, mas há algum PM em férias que corte contactos ?
    Assim, amanhã vou tentar contactá-lo e enviar-lhe este post, com votos de melhoras.

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  4. Democrata com larga experiência — Vende-se permalink
    4 Julho, 2017 03:25

    Excelente.

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  5. Manuel A permalink
    4 Julho, 2017 07:18

    Não há duas sem três.

    Cuidado com os encontros imediatos de 3º grau drónicos.

    Coisa séria se continuarem numa de Leis e nada de vigilância eficaz.

    Deixa andar até… um dia!

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  6. Aventino permalink
    4 Julho, 2017 10:04

    Nem uma semanita o homem pode ter?
    E o tempo passa a voar. Depois de amanhã já é quinta-feira…
    Que descanse em paz.

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  7. rão arques permalink
    4 Julho, 2017 11:45

    Ouçam
    E o vento mudou
    Ele não voltou
    As aves partiram
    As folhas caíram
    Ele quis viver
    E o mundo correr
    Prometeu voltar
    Se o vento mudar
    E o vento mudou
    E ele não voltou
    Sei que ele mentiu
    P’ra sempre fugiu
    Vento por favor
    Leva o seu rancor
    Ninguém vai morrer
    Por não mais o ter
    E não tenham dó
    Que eu não estou só
    Batam-lhe ao taipal
    Oiça bem ou mal
    Nuvens não choraram
    E quando voltaram
    Soube que mentira
    P’ra sempre fugira
    Nuvens por favor
    Não tenham qualquer dor
    Eu não vou morrer
    Por não mais o ter
    Nuvens calem-se

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  8. Alexandre permalink
    4 Julho, 2017 14:38

    Texto muito digno de um honrado amigo de Adolph Hitler.

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    • José Ribeiro permalink
      4 Julho, 2017 15:14

      Não me parece que o Vítor Cunha seja esquerdalho para ser amigo de
      Hitler…

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  9. The Mole permalink
    4 Julho, 2017 14:55

    “Não me recordo se chegou a regressar dessas férias.” … é o que se chama “wishful thinking”!
    Tudo o resto está bem apanhado e espelha bem o estado dos nossos(?!) poliíticos

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