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Uma oposição que prefere a meteorologia à ideologia

22 Outubro, 2017

O sol, a chuva, o calor, o frio, o fogo e as inundações ocupam agora em 2017 o lugar que a evolução dos juros desempenhou em 2010/2011: são aquele pedaço da realidade que se impõe à propaganda. Os mapas dos incêndios substituíram os gráficos do crescimento dos juros. Ao contrário do que se possa pensar, o balanço trágico deste Verão não tornou mais frágeis os acordos entre PS, BE e PCP. Pelo contrário, a contagem dos mortos, o relato do falhanço da Protecção Civil, a descrição da mediocridade dos boys por eles colocados, uniu António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa com o cimento mais poderoso de qualquer ligação: o medo. O governo não pode cair porque os seus protagonistas têm medo do dia seguinte.

Como de costume a oposição de direita, ou “menos de esquerda” confia mais na meteorologia do que nas suas ideias para que esse dia chegue.

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21 comentários leave one →
  1. JgMenos permalink
    22 Outubro, 2017 12:57

    Diz bem.
    A doutrina dos coitadinhos e a bênção universal dos serviços do Estado continua a ser coro universal.

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  2. Expatriado permalink
    22 Outubro, 2017 13:12

    É deixá-los “unidos” nesta e na próxima legislatura para que os portugueses aprendam de vez o que essa gente é!! Nada como uma “tragédia grega” para se vacinarem contra a peste.

    Ouvi agora que o PCP diz que a recuperação do interior queimado “não se pode fazer à custa dos direitos e salários dos trabalhadores”…

    Pus aqui uma ideia de os aumentos de pensões acima de 2500€ e das progressões de carreira dos FPs serem adiadas por 2 anos, mas também disse que eles, na geringonça, não iriam aceitar qualquer ideia nesse sentido.

    Aqui está a prova de que ACERTEI!!!!

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  3. Leunam permalink
    22 Outubro, 2017 13:30

    Cada vez teremos piores governantes porque há mais de 40 anos que as Escolas e as Universidades não preparam profissionais de alto gabarito.

    Não se vislumbram por cá, em parte nenhuma, um escol de gente na casa dos 50 anos que, com uma sólida formação profissional, cívica, moral, patriótica e descomprometida dos mafio-partidos que, pelo que tenham escrito, falado ou pugnado publicamente, demonstre capacidade real para governar um País como o nosso.

    Será preciso um “punho de ferro” apoiado nas forças armadas para meter tudo na ordem se se pretender que isto funcione.

    De contrário, iremos de escândalo em escândalo, de catástrofe em catástrofe e de dívida em dívida, até que um País estrangeiro deite mão a isto e mande para cá novos Beresford.

    Parece que já todos estão esquecidos, mesmo quando passam no Campo Mártires da Pátria.

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    • Expatriado permalink
      22 Outubro, 2017 14:29

      Esqueça (infelizmente)… Desde o 25A, o regime foi montado para a perpetuação através da clientela funcionária pública, autárquica e da Constituição comunista. O sistema de educação está montado para a criação de robôs desde que entram no infantário até ao universitário através de professores que, descaradamente, impõem as ideologias mais radicais. Só não vê isto quem não quer.
      Os valores de família são combatidos como se fossem conceitos retrógrados para que os “géneros” prevaleçam. Há mais abortos do que nascimentos em Portugal e ninguém se insurge? Deve ser”moderno”… e “progressista”.

      Tem razão ao dizer que isto não se resolve com “paninhos quentes” mas esqueça as forças armadas.

      SAO FUNCIONÁRIOS PUBLICOS COM HORÁRIO DAS 9 ÀS 5…

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    • 22 Outubro, 2017 15:38

      Chegam 300…

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      • Expatriado permalink
        22 Outubro, 2017 15:53

        Até menos. Mas onde estão?

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  4. lucklucky permalink
    22 Outubro, 2017 14:12

    Mas a única ideologia da Esquerda Marxista sempre foi o Poder.

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  5. 22 Outubro, 2017 15:51

    Parafraseando o título do post: ontem, os tugas nem com bom tempo manifestaram publicamente oposição ao governo e solidariedade e sentimento com vítimas das tragédias.
    Evidentemente eu não esperava milhões nos espaços públicos, mas muitos milhares mais em Lisboa e por o que vi na TV, bastantes mais no Porto, Viseu, Braga, etc.
    Depois do que aconteceu e acontecerá (os diversificados danos e aumento da despesa pública vai prolongar-se por anos) tivemos uma solidariedade e contestação de sofá.
    Por isso este desgoverno vai com a legislatura até ao fim e…em 2019, por vários motivos (a partir de hoje, outro sonso em Santarém…), corre-se o risco de termos o P”S” vencedor.

    Ontem, mais uma prova que a Populaça-NADA é abrangente, na “esquerda”, no “centro”, na “direita”.
    Muitos não merecem este tipo de país, mas a maioria, afinal não se importa.

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    • 22 Outubro, 2017 16:02

      Errata: “Muitos não merecem este tipo de país, mas a maioria da oposição afinal não se importa”.

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    • Expatriado permalink
      22 Outubro, 2017 16:22

      Infelizmente assim é, caro MJRB. Para a maioria dos habitantes das grandes urbes os incêndios e mortes causadas pelo laxismo geringonço não passam de nada mais do que coisas que passam “lá longe”. Não sentem o calor, não respiram o fumo, não sabem o que é tentar apagar um fogo com uma mangueira de jardim ou balde de água. Não sentem!!! Pensam-se seguros na selva de cimento. Até ao dia em que outro cataclismo da natureza lhes mande os prédios, construídos fora das normas anti-sismica, abaixo. Aí vão chorar baba e ranho contra o governo da hora por ter permitido que tal fosse permitido.
      Hoje so se revoltarão se lhes tocarem nos “direitos adquiridos” ou rendimentos. Os outros, as vitimas, que se desenrasquem.
      Há honrosas excepções, mas poucas…

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      • 22 Outubro, 2017 19:54

        Hoje ouvi toda a apresentação que o PSantanaLopes fez. Se eu fosse militante do PPD-PSD, dispensaria 45 daqueles 55 minutos. Sei muito bem quem é PSLopes.
        Mas porque não milito em nenhum partido (mas tenho votado no PPD-PSD), como cidadão queria que o PSL se dirigisse naquele benéfico e extenso momento televisionado ao país. Propostas concretas para o país.
        Foi um “poucochinho” menos sonso do que esperava, mas ainda assim, sonso. Provavelmente melhorará até às primárias.
        Ah ! O ideal seria que cada candidato a PM apresentasse pelo menos 50% dos nomes para os ministérios. Para evitar, no caso PSL, a repetição de “malta” inadequada e incompetente quando foi PM.
        Certo, isto: não votarei no RRio, que chegou a convencer-me qb até há cerca de 3 anos, mas…

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  6. chipamanine permalink
    22 Outubro, 2017 18:18

    Ainda não ouvi o Pedro Queiroz Pereira da semapa vir a terreiro barafustar com a lei dos eucaliptos. Parece me que o chamucas diz uma coisa à atriz e companhia e depois faz outra. Não esquecer neste intróito os 900 k€ investidos na portucel de Setúbal cujo contrato de investimento confidencial não deve estar caucionado pelos eucaliptos a importar do magreb.

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  7. Arlindo da Costa permalink
    22 Outubro, 2017 21:40

    Expurgando as severas causas atmosféricas e meteorológicas, muitas das consequências nefastas dos incêndios foi resultado das políticas (cinco anos quase) de austeridade cega, abandono do interior, eucaliptização, deslocalização forçada de populações, fecho de escolas, maternidades, postos de polícia, de tribunais, serviços de finanças, correios, etc no tempo desses incompetentes chamados Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Assunção Cristas.

    O Tal Diabo deverá estar à espera deles para os condecorar com a Grande Forquilha do Cão Negro!

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    • chipamanine permalink
      22 Outubro, 2017 22:24

      Pois pois j pimenta
      O vértice estratégico da anpc foi nomeado por quem? Ah e o marido da apaniguada do costa um tal lleitão que confundiu a protecao civil com o regimento de sapadores bombeiros de lLisboa quem eé que lhe deu o tacho? Muito dos mmortos que ocorreram deveu se a falta de aarticulação no comando ordem e contra ordem dá desordem e isso não hhá orçamento que cubra.

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  8. 23 Outubro, 2017 19:25

    Ainda bem que esta catástrofe aconteceu na vigência de um governo do Ps apoiado pela esquerda . Passos teria dito que as pessoas deveriam ter os respectivos seguros em dia e que o estado e os contribuintes nao tinham nada a ver com isto. Apelaria depois à Jonet para ir distribuir alimentos pelas vítimas.

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