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O Juiz Que Fundamenta Com a Bíblia

27 Outubro, 2017

Parece que há no Tribunal da Relação do Porto um juiz que negou o provimento ao recurso do Ministério Público para agravamento de pena suspensa para efectiva a um estupor, que se juntou ao amante da mulher para a sequestrar e lhe desferir uma valente tareia com uma moca de pregos, citando a Bíblia e o código penal de 1886! Alegou ainda que estava em causa a honra desse idiota troglodita (como se os monstros das cavernas merecessem tamanho apreço) como atenuante. Bonito!

Não estou nada surpreendida com este acórdão. Nadinha. Se a comunicação social em vez de andar atrás do Marcelo e do Passos fizessem mais trabalho de investigação para denunciar o que de mal se faz neste país para assim o melhorar, teriam descoberto há muito que este caso é apenas um num milhão. E tenho a certeza que, assim como escrutinaram este, se fizessem um levantamento sério às sentenças da nossa justiça, o país entrava em choque.

Infelizmente o Tribunal logo muito cedo passou a ser minha segunda casa devido às imensas adversidades que tive de enfrentar, sozinha. Por isso tenho conhecimento de causa. Aliás, tenho dito com alguma ironia, que se Holywood descobre minha história de vida, fico rica com a trama dramática digna de um Óscar! Não estou a brincar. E foi nessa travessia árdua que dei conta de como funciona a nossa justiça a quem tive de recorrer tantas vezes (e o nosso país no geral) quando precisamos  e sobretudo se  formos mulher. Com apenas 22 anos senti-me humilhada por um juiz que simplesmente referiu que se insistisse com divórcio, faria com que perdesse a guarda da  minha filha alegando que  não tinha condições para a ter porque estava a contrato no ensino e vivia em casa arrendada. Tal e qual. Estávamos em 1990 e pelo que deixou transparecer naquele gabinete para Reconciliação das Partes, não era a favor de mulheres que pediam divórcio. Portanto, ou me  reconciliava ou tinha as consequências. Acreditando na justiça acima de tudo (como eu era ingénua nessa época!) que apontava que à mãe só lhe eram retirados os filhos por falhas graves, segui em frente. E para espanto de toda uma sociedade (que ficou a olhar de canto para mim achando que eu só poderia esconder grandes pecados por ter perdido a guarda para o pai), perdi a minha filha que passei a ver de 15 em 15 dias, ao fim de semana. Nada normal para a época.

Consegui reverter o processo se não passado quase uma década (8 anos) quando resolvo entregar o caso a uma advogada (uma mudança de estratégia minha que até ali só tinha tido advogados) e ela me diz: “Parece que vamos ter sorte. O processo vai ser julgado por uma juíza”, deixando transparecer que isso seria uma mais valia. E foi. Em 1997, e já com 11 anos, minha filha é-me entregue finalmente.

Dito isto, é claro que temos um problema cultural até naqueles que nos julgam. Quando um juiz minimiza uma agressão  à mocada numa mulher que diz ser adúltera, está a dizer que as agressões de violência doméstica, têm atenuantes. Está a defender abertamente as agressões para casos específicos. Vindo de um juiz é gravíssimo porque o recurso à violência é primitivo, bárbaro e cruel. Nada o justifica. NADA. Recorrer a esta argumentação mostra falhas graves de carácter e isso é perigoso.

Porque os juízes são meros seres humanos, tem de haver mecanismos que façam com que a selecção seja feita aos melhores que a sociedade tem. E para isso não basta ter boas notas na faculdade. Tem de haver avaliações aos valores, formação humana,  psicológicos. Além disto há que avaliar o trabalho deles de forma contínua. Verificar as sentenças. Retirar da carreira quem presta mau serviço. Não são umas  pessoas quaisquer. Nem estão num lugar qualquer.  Estes indivíduos julgam outros. Têm uma responsabilidade gigantesca nas mãos. Uma má decisão arruína vidas. Traz dor e sofrimento. Não é para qualquer um. Veja-se o caso do Hugo, o GNR  que  em exercício das suas funções mata acidentalmente o filho de um ladrão em fuga que  tinha levado a criança para um assalto. Quem teve de indemnizar? Quem ficou com a carreira e vida destruídas. O Hugo. Sem falar dos que ajudam políticos a fazer desaparecer provas ou nem sequer levá-los a julgamento ou condená-los… estão a ver?

Quando um juiz assistido por uma mulher juíza impedem o agravamento da sentença a um bárbaro com moca de pregos, amplamente condenado pelos bispos e Amnistia Internacional, ou vemos colarinhos brancos corruptos ou pedófilos sem nunca conhecerem uma cela, não ficam dúvidas que a  nossa justiça anda mesmo muito doente.

 

 

 

 

 

 

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200 comentários leave one →
  1. Democrata com larga experiência — Vende-se permalink
    27 Outubro, 2017 17:26

    Estamos bem servidos…

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  2. maria permalink
    27 Outubro, 2017 17:28

    Não concordo que estes assuntos sejam resolvidos com violência,mas também não concordo que uma mulher se porte mal e muitas vezes ás escondidas, o que torna o caso menos aceitável. O respeito é muito bonito para ambos os lados.

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    • 27 Outubro, 2017 18:12

      Maria,

      A violência não é uma resposta para caso nenhum. Se o marido se sente insultado, pois que a mande passear. Há muitas mulheres que não se portam mal por aí, algumas solteiras, viúvas e divorciadas, e que não desdenhariam ter um homem que não se portasse mal por aí nem recorresse à violência.

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      • maria permalink
        27 Outubro, 2017 19:13

        Francisco, eu não sou a pessoa que assina “Maria” e que antecedeu o seu comentário. Porém não desdenharia ter sido eu a assiná-lo.

        Eu sou a Maria que tem vindo a comentar ùltimamente, após o que assino sempre para estabelecer a diferença.

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    • Cristina Miranda permalink
      27 Outubro, 2017 20:42

      Sim Maria, adultério seja do homem ou da mulher é profundamente errado. É trair a confiança. Mas pra isso há 1 bom remédio: acabar com essa relação ou dialogar se houver lugar a perdão. Agressão física é coisa de gente bárbara.

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      • maria permalink
        28 Outubro, 2017 00:05

        Cristina, concordo totalmente com esta sua asserção. E tento compreender o sofrimento por que passou ao ter sido privada de ter tido a sua filha junto de si durante tantos anos. Graças a Deus que eu jamais passei por uma tal provação.

        Parabéns pelos excelentes textos que tem vindo a publicar.
        Maria

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:07

        Sobre justiça em tribunais tenho muitas mais histórias. Sei do q falo quando digo q a justiça não funciona como deveria. Há 1 problema CULTURAL nesta área.

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      • 28 Outubro, 2017 14:20

        Não tem nada ver com isto, mas acabar uma relação não é nem simples nem justo.
        O casamento é um contrato único, o único em que uma parte incumpridora pode saír a ganhar. O adultério é incumprimento, primeiro devia acontecer o divórcio, mas não é assim que costuma suceder, é ao contrário.
        Portugal é fértil em casos sórdidos. Mas a lei tem que ser alterada. A pessoa que comete adultério, que não cumpre o contrato, tem que ser responsável pelos seus actos. Neste momento não é. Não sei o que será conviver com uma pessoa adúltera, mas não deve ser saudável.
        Sei de casos em que a pessoa adúltera, além de ter faltado ao mais básico respeito, ainda recebe uma indemnização ou pensão da pessoa a quem faltou ao respeito. Isso não é justiça.

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      • JgMenos permalink
        28 Outubro, 2017 20:01

        Felicito-a por não meter as cenas da Bíblia na sua avaliação do caso.
        Discutam-se os factos; por mim, e à primeira vista, a grande porrada seria para o amante.

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  3. Arlindo da Costa permalink
    27 Outubro, 2017 17:40

    Muito bem, Drª Cristina. É inadmissível que haja em Portugal juízes e tribunais que produzem sentenças e acordãos contra as pessoas e que proteja os agressores e abusadores.
    A administração da justiça deve ser monitorizada e sufragada pelo povo, pois o Povo é que é o soberano.
    Há que respeitar a nossa Constituição e todas as Convenções Internacionais que Portugal outorgou e subscreveu e que os nossos Tribunais estão sujeitos.

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    • 28 Outubro, 2017 10:02

      Ai Srª Drª , Srª Draª….tão educadinho e submisso que está hoje o ar da costa, eh,eh,eh. Vais longe rapazinho, vais longe……

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      • 28 Outubro, 2017 10:10

        Estes fdp sabem bem a que se destina a campanha de contra os juízes.

        Oh se não sabem. Andam todos excitados e até batem palminhas à “Direita” ceguinha que vai na convesa e ajuda a campanha da fatwa.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:37

        Bem… Não sei onde foram tirar a ideia de que EU ESTOU A FAZER CSMPANHA contra juízes. Valha-me Deus

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      • 28 Outubro, 2017 12:30

        zazie é comunista, calhando é mesmo sem saber
        tudo o que sai do argumento da cassete aflige zazie
        cuidado eles andam aí, infiltrados em locais insuspeitos
        se pudéssemos verificar encontraríamos um pequeno buraco atrás da orelha de zazie, da injeção

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  4. 27 Outubro, 2017 17:46

    no entanto a suprema corporação está incomodada com o alarido da populaça que diz prejudicar a vítima
    o que realmente prejudicou a vítima foram os agressores, dois homenzitos valentes a agredirem uma mulher à paulada
    o que realmente prejudicou a vítima foram os tribunais que encontraram atenuantes para uma agressão cobarde e nojenta
    o que prejudica as vítimas são os tribunais a fazer passar a mensagens para futuros agressores que a agressão compensa

    mais importante que estas badalhoquices corporativas que se advinham
    o que é de relevar
    é o nascer na sociedade o forte repúdio por atitudes desculpabilizantes para com homenzinhos-vómito que espancam e matam mulheres
    é nascer na sociedade a consciência
    que é preciso denunciar
    os juízes que esquizofrenicamente se julgam enviados de deus à terra quando não são mais que funcionários públicos pagos com o dinheiro dos contribuintes logo passíveis de ser escrutinados por quem os paga e assim se lhes exige que sejam profissionais competentes

    é incompetência permitir que doentes mentais sejam recrutados e exerçam funções que podem prejudicar gravemente a vida de quem lhes paga

    e essa incompetência está mais que provada sem precisar de ir a tribunal

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  5. 27 Outubro, 2017 18:10

    Existe um segundo autor do dito, maldito e desdito acórdão. Alguém consegue descobrir quem é?

    (Por muito que discorde do dito acórdão, talvez fosse bom ver que a culpa não pode cair toda sobre uma pessoa só, negando por conveniência a co-autoria).

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  6. licas permalink
    27 Outubro, 2017 18:18

    Arlindo da Costa PERMALINK
    27 Outubro, 2017 17:40
    e todas as Convenções Internacionais que Portugal outorgou e subscreveu e que os nossos Tribunais estão sujeitos.
    __Só que a Venezuela Chavista teima em que monotorizar in loco os bárbaros tratamentos que a polícia aplica aos detidos políticos pois está proibido pelo Executivo. As queixas sobre Direitos Humanos são feitas para o exteriorda Venezuela. O país assinou mas não deixa que a OEA colha informações das vítimas.
    Arlindo é uma besta Social Fascista, nada mais: a sua defesa da “legalidade” é do mais hipócrita que há. Como se esperava.

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  7. André Santos permalink
    27 Outubro, 2017 18:20

    Sem prejuízo de todos os comentários e razões sobre este acordão, também é verdade, e falo com conhecimento de causa própria, há uma lei para homens e outra para mulheres quando os tribunais procuram simplesmente culpabilizar o homem por ser homem, sem procurarem encontrar a verdade, mesmo que depois se escudem em ‘penas suspensas’. Muitas sentenças são proferidas que seriam bem diferentes se fosse o homem a apresentar queixa de v.d. para os mesmos actos. É um crime ‘da moda’, que muitas mulheres utilizam por razões várias, e para o qual interessa identificar culpados, como forma de dissuasão deste tipo de crime.

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  8. José Domingos permalink
    27 Outubro, 2017 18:50

    Poderá ser, eventualmente, a violência doméstica, transversal á sociedade. Isto não quer dizer que haja juízes que gostem de bater nas mulheres, por outro lado, não quer dizer que haja mulheres juízas ou outras que não gostem de levar pancada, o principio é que está errado. e a sociedade portuguesa não evoluiu nada, continuamos matarruanos, estamos é mais polidos, o “macho” lusitano, não consegue ultrapassar esta questão, por outro lado a mulher portuguesa, não consegue assumir o seu papel.
    O ridículo supremo disto, são as cotas, legisla-se, impõe-se e dormimos todos de consciência tranquila.
    A educação tem que começar em casa, com diálogo e para isso não há tempo, mas tem de haver, caso contrário nunca mais saímos desta vergonha nacional, em que toda a gente sabe, mas ninguém fala, até ao dia em que dá asneira e aí vamos para a porta do tribunal insultar o dito.
    Por outro lado, poderá eventualmente o dito juiz ter assinado o acórdão de cruz, sendo este, redigido por algum secretário na tentativa de ajudar na produção de processos, o que não deve ter sido o caso.
    Em certas alturas a “justiça” em Portugal, parece o Olimpo.

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  9. 27 Outubro, 2017 18:59

    O agulheiro não gosta do tema.
    Muito bem Cristina Miranda

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  10. oscar maximo permalink
    27 Outubro, 2017 19:18

    Espanta-me que todos os juristas falem da atenuante que não devia existir, e não falem da agravante, com ausência gritante, que é a premeditação. Também por aí podemos estimar, por inferência, não só da competência do Juiz Neto, como de quase todos os que se movem na justiça.

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  11. Churchill permalink
    27 Outubro, 2017 19:44

    Não a conheço de lado nenhum e por isso não terei a veleidade de opinar sobre o seu drama pessoal.
    Espero no entanto que não esteja a sugerir que a guarda de uma criança deve ser sempre da mãe, o que é obviamente anticonstitucional.

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    • Cristina Miranda permalink
      27 Outubro, 2017 20:30

      Não, nem 1 pouco. O que queria era q o juiz julgasse e avaliadas em iguais circunstâncias. Sem favoritismo. E não foi de todo o q aconteceu.

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    • 27 Outubro, 2017 23:16

      Presumo, que se o juiz lhe tivesse entregue a si a guarda da criança, e tivesse dado ao pai só a possibilidade de a ver de 15 em 15 dias, já teria sido justo e sem favoritismos para si, cerrto ?

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:10

        Bem, parece q anda aqui a querer desconversar. O q eu disse foi q ASSIM QUE ENTRAMOS NO GABINETE foi dado logo a sentença q me cabia SEM IR A JULGAMENTO. Percebeu ou vai continuar a fingir q não entendeu?

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      • 28 Outubro, 2017 16:11

        É o seu entendimento. Eu não alinho na mentalidade de grupinhos… Eu não estou aqui para ajudar-lhe no oportunismo de colar a sua bandeira e os seus ressentimentos resquentados(com razão ou não), naquilo que é uma campanha politica histérica da caça às bruxas, com outros fins.
        Mais uma vez, eu aposto, que estaria aqui a denunciar o mesmo, se tudo o que afirma tivesse acontecido ao contrario e a decisão lhe tivesse sido favorável. Não fosse a hipocrisia a homenagem que o vicio presta à virtude.

        A sua credibilidade já era fraca, dado o seu percurso histórico. Que apenas tem conseguido ganhar alguma porque também por aqui há quem goste das suas indignações fervorosas e agitar das bandeiras e esteja disposto a esquecer desde que lhe dêem festas no pêlo. Agora com esta tirada sua, e a sua insensatez em embarcar e colaborar na propagação da Mentira que esta ser divulgada, dá razão à desconfiança da Zazie , manifestada desde logo de inicio na sua entrada aqui. A mim a ex camarada socratista nunca me enganou. Agora caiu-lhe a mascara. Aproveite o momento que as “capazes” devem estar recrutar, porque a sua credibilidade caiu para zero.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 13:41

        mg és um fundamentalista sem respeito pelos outros. Tudo o que dizes deixou de ter valor a partir do momento em que passas ao insulto. Não podemos estar sempre de acordo. Isso é pra carneirada. Eu não sou maria q vai com os outros.

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  12. Filipe Costa permalink
    27 Outubro, 2017 20:05

    Já que conta casos pessoais, eu conto um. Um dia a Seleção jogou, eu ví o jogo e inadvertidamente, ou não, bebi mais que o que devia, acusei 1,6 (ou 1,4 noutro balao). Fui a Tribunal, com advogada.

    Ela entra e pergunta logo quem é o Juiz, porque só há 2, casados, ele é bebado e vinga-se nos bebados, ela odeia bêbados porque tem um em casa.

    A advogada teve que se retirar,estava com um processo do Juiz mas fez o acordo com o Oficial de Justiça, tive sorte, o juiz nesse dia estava bêbado logo de manhã e aceitava tudo o que era acordo.

    Eu tive apenas sorte, mas se isto é justiça…. estámos entregues aos bichos.

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    • Cristina Miranda permalink
      27 Outubro, 2017 20:29

      É exactamente isso. Só quem passa ou passou por elas sabe a verdadeira justiça q temos.

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  13. Carneiro permalink
    27 Outubro, 2017 21:03

    A questão técnica passa pela suspensão da execução de uma pena de prisão devido ao facto de o agente estar em sofrimento e em depressão por ter levado uma parelha de cornos. Tudo o mais é lateral. Está o mundo dividido em duas partes. Uma (por enquanto representada apenas pelo Juiz – começo a ter pena dele) que acha que uma parelha de cornos tem aquele efeito, e outra parte (representada pelo resto da Humanidade – incluindo os Antifas do Soros que hoje se manifestaram no Porto) que acha que uma parelha de cornos não faz mal nenhum, até faz é bem.
    Como sou Carneiro e já tenho cornos de nascença não me posso pronunciar por incapacidade natural para avaliar a questão.

    Depois há os do costume que desataram a marrar em reflexo condicionado só porque ouviram a palavra “Biblia”

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Outubro, 2017 10:19

      Levar com par de cornos não mata. Só tem de decidir se perdoa ou se acaba a relação. Sei do q falo. Levar com moças de pregos, sim, pode matar. Já agora, tem filhas? O q acharia disto se fosse com SUA FILHA?

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      • 28 Outubro, 2017 10:29

        Qual moca de pregos?

        Faça lá copy paste de onde leu que alguém espancou uma mulher na cabeça com uma moca com pregos.

        Ou qeu tinha hábito de usar a moca para educar a mulher.

        Porque a cretinice é que se considera violência doméstica um uso de violência entre casal.

        Aqui houve apenas uma vez uma agressão e mais nada. Num contexto de um par de cornos.
        O mais natural é ter marrado com os cornos na que lhos colocou.

        E foi condenado. A pena foi suspensa e não foi por um juiz machista que se lembrou de citar a bíblia para atenuar qualquer porcaria de condenação.

        V.s sáo papagaios. Repetem o que os sacanas xuxas lançam em campanha mediática para irem fazendo a cabeça das pessoas.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:47

        Não sou, nunca fui e jamais serei papagaio. E isso tem sido muito claro nos meus textos e continuará a ser

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      • EMS permalink
        28 Outubro, 2017 18:47

        Zazie experimenta ler o acórdão. É divertido, daria um excelente enredo para um film noir.
        Mas se não quiseres ler tudo fica-te pela pagina 8 onde se fala na moca de pregos e o seu uso em mulheres adúlteras.

        https://jumpshare.com/v/XmGPjJyBg6mJMdehLjp8

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      • Carneiro permalink
        28 Outubro, 2017 21:05

        Senhora DrªCristina, não sei se reparou, mas eu declarei-me inapto para avaliar a dor de corno, pelo facto de os ter de nascença. Por isso não entendo porque ataca uma suposta minha opinião que nem sequer expressei. Essa de meter a minha filha na conversa, é uma indelicadeza argumentativa que não é digna de si. Já agora devo-lhe dizer que tenho mais de 30 anos de tribunais e a minha experiencia em Família é exactamente a contrária da sua, Existe uma ditadura cega e arrogante no feminino.Onde os homens, seja o advogado, seja o pai da criança, são tratados como uns parvos que nem sequer ali deveriam estar a ocupar o preciso tempo daquelas Senhoras que, elas sim, é que sabem tudo sobre as criancinhas. Seguramente que a Dr^Cristina teve muito azar com o seu processo.
        Quanto á questão de fundo, e lamentando que me tenha dirigido um acinte a que seguramente não dei origem, lamento que a propósito de um drama pessoal – que respeito – tivesse alinhado ao lado dos Antifas do Soros e demais xungaria folclórica que reagiu em reflexo condicionado à palavra “Biblia” – conforme vimos nas reportagens televisivas

        Poderia ter escolhido outra oportunidade para relatar o seu drama, pois o situação do acordão não tem nada a ver com a situação que a Senhora Drª Cristina viveu e suportou com tanto sofrimento que – volto a dizer – respeito.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 13:32

        Bom, já vi por este comentário que não me entendeu. E se se sentiu ofendido por algo que tenha dito, peço desculpas sinceras. Falei de forma retórica “e se fosse vossa filha?” para apenas reflectir sobre o q FOI DITO por este juiz que justifica de forma medieval o facto de não agravar pena. Não, não alinhei com Soros. Se tivesse lido o texto, que duvido, veria que apenas apresentei 1 outra perspectiva do caso. A perspectiva CULTURAL. E trouxe o meu caso pessoal para mostrar isso. Mas tenho mais casos que o demonstram. Aqueles individuos que ANALISAM nossos casos segundo SUAS CRENÇAS. Entende? A mim, calhou-me 1 juiz que ANTES DO JULGAMENTO me estava a dizer q se seguisse faria com q perdesse a guarda porque não era apologista de divórcios pedidos pela mulher. Para ele isso não era socialmente aceite. Entende? No caso deste juiz ocorreu EXACTAMENTE o mesmo. Percebe? O meu texto só trouxe OUTRA PERSPECTIVA ao caso. Só isso. E sim, tal como em todas as profissões, há bons e maus profissionais. E na justiça portuguesa há muito que fazer. Dei o exemplo dos colarinhos brancos q não vão presos, dos pedófilos q são mantidos em liberdade com penas suspensas, políticos q nem chegam à barra deos tribunais carregados de indícios de crimes… Vá ler o texto de novo com mais atenção.

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  14. carlos alberto ilharco permalink
    27 Outubro, 2017 21:28

    Esta crónica copia os mesmos erros e omissões que li em todos os artigos e comentários.
    Primeira omissão, o acórdão é também assinado por uma mulher.
    Segunda omissão a sentença ( a real) foi proferida por outro Tribunal e outro Juiz de que ninguém cuida de saber os nomes.
    Terceira omissão, a advogada e a recorrente ficaram satisfeitas com o resultado do julgamento não tendo recorrido Não se percebe bem porque é que agora acordaram..
    Ponto final, o acórdão (que não é sentença nenhuma) negou o recurso e fundamentou-o em 22 páginas das quais toda a gente só leu dois parágrafos.

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    • Euro2cent permalink
      27 Outubro, 2017 21:34

      Pah, desmancha prazeres, pah.

      Está aqui o povo a dar largas à indignação, como aconselhou o Dr. Mário Fixe, e vir para cá com factos …

      Não se faz. Fora.

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      • carlos alberto ilharco permalink
        27 Outubro, 2017 22:07

        Obrigado

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:30

        O tal juiz q defendem aqui está agora a ser investigado por FALSAS DECLARAÇÕES… Deve ser mesmo 1 profissional do caraças. Está mesmo na profissão certa. Não temos mesmo razões para tanto alarido, de facto…

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      • carlos alberto ilharco permalink
        28 Outubro, 2017 15:31

        Segundo o semanário Expresso, a outra juíza que assina o acórdão, Luísa Arantes, não tinha lido as considerações sobre a infidelidade da vítima neste processo.

        Este assunto vai de mal a pior.
        Primeiro não se pode pedir a um jornal que escreva bem o nome dela, são jornalistas coitados, não é a verdade que os move.
        Segundo um mentiu (de acordo com a cronista e os jornais) a outra não o leu.
        Não sei qual fica com pior cara.

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    • Carneiro permalink
      28 Outubro, 2017 09:41

      Apoio.

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Outubro, 2017 10:27

      Não copio nada. A opinião é somente minha. Segundo, falo na mulher q assinou junto com o juiz. Terceiro o facto de a queixosa ficar satisfeita não retira nada ao q penso. Quarta o acórdão tem link no texto e li-o. Não retira absolutamente nada ao q penso. Tem filhas? E se fosse com elas, que acharia deste brilhante processo? Eu respondo por si porque tenho 2 já adultas: ai daquele q ousasse agredir alegando fosse o q fosse e ai do tribunal q o deixasse como 1 passarinho depois disso. Mandava para o tribunal europeu. Está a brincar? Não estamos na época medieval.

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      • 28 Outubro, 2017 16:44

        `´Epoca medieval era dos trovadores. Foi nessa altura que se inventou o amor.

        A época jacobina tendeu a destruir o que de bom se fez antes.

        Por outro lado, quem passa a ideia a uma filha que pode ser vítima por não se saber dar ao respeito, não sabe sequer como a está a ensinar para vir a ser mais uma “vítima de violência doméstica” ou uma lésbica com medo dos homens.

        Não há vítimas numa treta destas. Há gente ordinária e uma ordinarice que ninguém deve praticar ou tolerar.

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  15. 27 Outubro, 2017 22:01

    “E para espanto de toda uma sociedade (que ficou a olhar de canto para mim achando que eu só poderia esconder grandes pecados por ter perdido a guarda para o pai), perdi a minha filha que passei a ver de 15 em 15 dias, ao fim de semana.”

    Bem vinda ao mundo dos homens. Algo que a maioria das mulheres não tem empatia nenhuma, até lhes acontecer um dia.
    Posso compreender a sua frustação, mas não percebo quando a autora fala em “tiraram-lhe a sua filha”, como se a criança tivesse apenas um progenitor e fosse apenas sua. Não vê aí nenhuma hipocrisia ?

    O problema do mulherio é que falam muito em igualdade. Mas assim que lhes tiram os previlégios, saltam todas indignadas. No campo dos divórcios, violência doméstica, disputa e alienação parental os homens são trucidados. Não têm direito a serem tratados igualmente, não têm direito ao bom nome, ao principio da inocência, nem direito a terem perturbação mental, nem depressão. Uma mulher que mate os filhos é uma coitadinha deprimida, um homem que bate na mulher é um monstro.

    Isto não levanta polémica internacional, indignação, nem inquérito, nem berreiro das supostas associações feminazis, e esganiçados limitada, que lutam pela igualdade, Com o aplauso do mulherio e uns mais quantos paus mandados.

    Este foi condenado por violência doméstica por se recusar a ter sexo com a esposa. https://www.dn.pt/sociedade/interior/relacao-de-guimaraes-condena-antigo-juiz-presidente-por-violencia-domestica-8617413.html

    Esta tem direito a tentar novamente.
    https://www.dn.pt/sociedade/interior/pena-suspensa-para-mulher-que-encomendou-morte-de-ex-marido-5715349.html

    Esta teve pena suspensa matou o marido com uma garrafa na cabeça, mas o tribunal considerou não ter havido “intenção”.
    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/companheiro/mulher-matou-marido-mas-escapou-a-prisao

    Esta teve direito a “legitima defesa excessiva”
    noticias.sapo.pt/nacional/artigo/mp-pede-pena-suspensa-para-mulher-de-marco-de-canaveses-acusada-de-matar-marido_15661131.html

    Esta é uma “coitadinha”
    publico.pt/2013/10/02/local/noticia/cinco-anos-de-prisao-com-pena-suspensa-para-mae-de-crianca-afogada-no-douro-1607824

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Outubro, 2017 10:34

      Ou eu não me fiz entender ou está propositadamente a tentar desacreditar-me. Eu disse Q AINDA SEM IR A JULGAMENTO FOI-ME DITO Q PERDERIA A GUARDA CASO NAO OPTASSE POR RECONCILIAÇÃO E LEVEI 1 ESPECIE DE SERMÃO POR QUERER DIVORCIAR, algo pouco aceite naquela época QUANDO A DECISÃO PARTIA DA MULHER. E agora, já percebeu?

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      • 28 Outubro, 2017 10:41

        E o que é que isso tem a ver com esta fatwa lançada para os jornais?

        É capaz de explicar?

        O que é que o caso da sua vida privada tem a ver com esta campanha mediática?

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:56

        Bem, começo a duvidar q tenham lido meu texto. No máximo leram o título. Isto é surreal

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      • 28 Outubro, 2017 10:46

        É´natural. Dantes evitava-se o divórcio e as mulheres só tinham mais protecção e os homens mais obrigações.

        Depois facilitou-se tudo e agora choram baba e ranho.

        Dantes até os pais se intometiam e evitavam divórcios.

        Aliás, tenho mesmo a ideia que os casamentos mais estáveis tendem a ser hereditários. Por um hábito educativo.

        Para o caso nada disso tem a ver com violência a grande violência que pode acontecer na família é contra as desgraçadas das crianças que não dão votos.

        Velhos e crianças já contam menos que animais domésticos.

        Uma mulher só leva no focinho se gosta. Porque quiseram a independência para alguma coisa e defendem a igualdade de género. Deve ser falta de ginásio que depois a coisa ainda não seja tão paritária.

        Eu não consigo sentir o menor respeito por uma mulher que deixa que o nanorado ou o marido a espanque não sendo sequer dependente dele para poder sobreviver.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 11:04

        Zazie, alto lá! Desculpe mas está a falar de coisas q desconhece. Aqui não é lugar para lhe EXPLICAR PORQIE XERTAS .ULHERES AGUENTAM VIOLÊNCIA. Mas também aqui sou doutorada. Cuidado com o q exprime. O assunto é complexo e fico feliz por ver q nunca foi protagonista de tamanho filme de terror. Mulher não leva no focinho porque gosta. Saiba também q meus pais não só tentaram impedir divórcio como apoiavam as coisas macabras q o ex fazia para me dissuadir. Nesse tempo não era socialmente bem aceite o divórcio. Meu pai disse-me: essa é rua CRUZ e tens de a levar até ao fim. Zazie, pelo amor de Deus, não fale do q não sabe.

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      • 28 Outubro, 2017 15:19

        A sua palavra do entendimento que faz do que lhe aconteceu, tem o valor que tem. E pela irracionalidade que tem mostrado ao se alinhar na histeria colectiva e querer injectar sua suposta vida privada, de que ninguém tem nada haver,para aproveitar também para vir lavar a sua roupa suja na praça publica, naquilo que agora aparece estar na moda #metoo, que é das coisas mais rasteiras e nojentas que há no mulherio vulgar. Faz-me considerar não só a sua palavra como o seu estado cognitivo mental.
        Não soubessemos nós de onde vem a camarada, diria que a sua infiltração tem sido um sucesso.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 13:48

        Tu estás a abusar…

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      • 28 Outubro, 2017 15:29

        Leva porque se acha culpada.

        Disse e repito. Como contei no Portadaloja a Agustina Bessa Luis uma vez, na tv, disse o mesmo.

        Ninguém precisa de deixar degradar uma relação ao ponto de lhe faltarem ao respeito e lhe baterem.

        Ninguém. Nos dias que correm as que mais se dizem agredidas até são vedetas da tv e coisas assim.

        Claro que um tipo que faz isto é um conas. Não é homem nem é nada. Nunca deve ter aprendido a defender uma mulher.

        Mas uma mulher que não sabe saltar fora de uma relação antes dela se degradar é estúpida.

        E se leva consecutivamente é maso. É uma disfunção sexual pornográfica.

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      • 28 Outubro, 2017 15:34

        E a que título eu é que não deveria saber do que falo se sou mais velha que a Cristina?

        Sei do que falo.

        Sei que havia espancamentos aos filhos e mulheres e até em gente da alta. Conheço um afamília de um antigo professor de Direito da Faculdade de Letras em que da mulher à filha tudo apanhava.

        Mas sei que isso não era norma nem havia o que há hoje- miúdas menores a deixarem que uns putos que também vivem em casa dos pais lhes batam como se já estivessem no fim de um casamento.

        E batem na cama. Porque isto do namoro agora é como as drogas duras- começam logo pelo fim- à bruta, para dar mocada sem perderem tempo com as fases de galantei, sedução e depois a do respeito jurado no altar.

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Outubro, 2017 10:35

      Poupe-me se faz favor de notícias q NADA TEM A VER COM O Q EU DISSE NO YEXTO

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      • 28 Outubro, 2017 10:48

        O que vem no texto é que nada tem a ver com o assunto que achou por bem comentar.

        Esta é que é a ordem dos factores.

        Deixe a imbecilidade para a Maria João Marques que é a cônciazinha da direita feminista possível

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 11:06

        O que eu quis transmitir, e o caso do juiz encaixa na perfeição é q temos 1 problema CULTURAL na justiça. Facto. É só isso.

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      • 28 Outubro, 2017 15:30

        Não. Não temos nenhuma cultura de justiça machista.

        Temos é uma série de badalhocas feministas que são socretinas e fufas e aproveitam o caso para tentar fazer passar o sacana do 44 como mais uma vítima dos “juízes”.

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      • 28 Outubro, 2017 15:36

        Pense numa treta básica:

        Não precisa de parecer moderna. Aquilo a que se chama “Cultura” actual é decadência.

        Ponto final. A grande instituição que defendia a mulher era o casamento e foi a Igreja Católica que mais fez por isso.

        Acabaram com o casamento, vieram com as tretas independentistas, feministas e igualitárias e agora chamam a polícia e dizem que a culpa é dos juízes.

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      • 28 Outubro, 2017 17:25

        Quando reparei no cabelo azul e nos óculos hipster, campainhas na minha cabeça soaram o alarme para o que poderia vir aí, caso a oportunidade surgisse . E assim aconteceu…

        http://www.breitbart.com/tech/2015/10/28/aposematism-may-explain-why-so-many-angry-women-have-blue-hair/

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 13:37

        Olha, a minha paciência contigo termina aqui. Já te disse q não tenho cabelo azul. É preto. Tem reflexos ao sol azulados. Mas MESMO q fosse, tu não tens o direito de vir aqui ofender-me, ouviste? Acabou.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 15:20

        Já não poderás me ofender com a cor do cabelo nem os óculos.

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      • 28 Outubro, 2017 20:39

        As noticias que referi, tem tudo a ver com a sua hipocrisia e duplicidade de critério demonstrado. Esses acordãos, das noticias que referi que são muito mais graves, tivessem acontecido ao contrário, e o mundo ia abaixo com tanta berraria e choro, seu e das suas irmãs esganiçadas de cabelo azul. Como não serve para alimentar os odiozinhos recalcados das encravadas e recauchutadas limitada, nem vos sustenta a narrativa histérica conspirativa, do patriacado, passa-vos ao lado como grandes hipócritas e venenosas que vocês são.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 13:33

        Bem… ou pára de me insultar ou seus comentários desaparecem. Uma coisa é emitir 1 opinião. Outra é ofender-me directamente. Escolha.

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  16. 27 Outubro, 2017 22:02

    Não se precipite e não diga disparates que dizer disparates é o que mais se tem feito a propósito desta cretinice

    Pense antes assim:
    1- Quantas centenas de processos existem e como é que este veio parar cá para fora
    2- Que raio de treta uma citação bíblica e recordar como a tradição jurísica ainda há pouco punia o adultério tem a ver com o resultado da sentença

    Caso não perceba vá ao portadaloja que o José explica.

    Eu comentei tudo o que tinha a comentar lá e não vou perder tempo com histerismos e, ainda menos, feminismos requentados.

    isto é tudo por causa do 44.
    V.s são militantes da política e dos partidos e nem têm olhinhos

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  17. 27 Outubro, 2017 22:03

    Está aqui tudo:

    http://portadaloja.blogspot.pt

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  18. 27 Outubro, 2017 22:04

    E aqui

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  19. 27 Outubro, 2017 22:12

    Outra coisa:

    Não tenha medo em ser racional e separar os assuntos particulares dos factos que quer comentar.
    Não fica menos feminina por isso. Garanto-lhe- a racionalidade não masculiniza nenhuma mulher.

    Eu também tive caso cretino com juíz mas humilhar nunca ninguém na vida me humilhou. Nem seria capaz.

    Vou dizer-lhe como fiz. O sacana armou-se em besta e eu aguentei o processo e fui torcando-lhe as voltas.

    Calhou de vários anos depois nos encontrarmos num local público com beberete.

    Foi simples, armei-me em cabra e fiz que levei um encontrão e entornei-lhe uma bebida inteirinha pela fucinheira abaixo.

    E ainda lhe segredei- “havias de levar, palerma”.

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  20. 27 Outubro, 2017 22:15

    E depois, leia os factos antes de desatar a repetir mentiras. ninguém agrediu ninguém à mocada.
    A decisão foi colectiva e quando subiu apenas foi confirmada a anterior.

    As mulheres não são vítimas de nada, excepto se forem feias.
    Quando são bonitas até têm a vida mais facilitada do que qualquer homem.

    A menos que sejam estúpidas, como o são todas as feministas que geralmente são lésbicas.

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  21. 27 Outubro, 2017 22:17

    Aliás, ainda hoje, mesmo com o mundo meio às avessas, uma mulher bonita consegue ter a vida mais facilitada que um rabeta.

    Admito que o rabeta já esteja à frente de uma mulher mais ou menos vulgar. Mas de uma bonita, e sedutora, não.

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  22. Tiradentes permalink
    27 Outubro, 2017 22:17

    Eu só não percebo a intolerância para com a cultura do juíz. Não temos de compreender que a cultura ocidental opressora e quasi-fascista não se aplica a todo o mundo? Não temos de compreender que os preceitos religiosos tem de ser respeitados? Isto só se passa porque o “rapaz” não é muçulmano e ainda por cima confirma uma sentença “moderada” que não implique o apedrejamento da adúltera enterrada até ao pescoço? “Assassinam” o juiz “apenas” porque a sharia dele é mais moderada? Alahu Akbar

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    • 27 Outubro, 2017 22:26

      Jacobinismo.

      tal e qual como no tempo da 1ª República.
      Até os imbecis dos bispos já pedem desculpa por qualquer coisinha por poderem parecer católicos.

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      • 27 Outubro, 2017 22:32

        E nem é apenas jacobinismo.

        Esta merda é para ir preparando a opinião púiblica contra os juízes por causa do 44.

        Sem tirar nem pôr

        A vergonha é essa e até a preta estúpida da justiça já anda toda excitada com esse truque.

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  23. 27 Outubro, 2017 22:23

    Quanto à sua história, acredite que não é nada de nada comparada com a que tive.

    A diferença é que nunca contratei nenhuma advogada- jamais caíria nesse disparate e, sabendo que estava sem cheta e me ia tramar por esse motivo, joguei a parada mais alta:

    Contratei dois advogados mais caros de Lisboa.
    Daqueles que só mesmo um milionário conseguiria subornar.

    E trabalharam também 5 anos à borla para mim.

    No final, o grande senhor que era o principal, mandou-me uma factura totalmente simbólica já que a meio se apercebeu que eu não tinha como pagar.

    E não largaram o processo.

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  24. 27 Outubro, 2017 22:23

    O juiz foi papadinho por eles e por mim e ainda apanhou com o copázio cá fora porque estava prometida a vingança.

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  25. 27 Outubro, 2017 22:39

    Mas, mesmo no caso que vivi e, para o qual tive de jogar a parada mais alta que me lembrei- arranjar um grande senhor advogado, o mais respeitável possível, a dar cara pela respeitabilidade minha que podia não ser credível, fui capaz de perceber que o juiz estava a tentar aferir racionalmente a questão.

    Claro que houve solidariedade masculina- o caso era tramado de se pegar por emoções e “solidariedades” e pendeu para um lado porque eu também nunca poderia contar tudo nem a ele nem aos advogados nem a ninguém-

    Estava a pisar campo minado. Por isso tive de usar todas as artimanhas. E nisso as mulheres levam a palma até ao diabo, quanto mais aos juízes com ou sem perdizes.

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  26. 27 Outubro, 2017 22:44

    Serve isto para dizer uma coisa que já o Oscar Wilde dizia- as mulheres não têm de parecer respeitáveis- essas são “tábuas de engomar”. Mas é bom que haja sempre um grande senhor muito respeitável capaz de hipotecar a honra por elas.

    Quem não consegue isto, azar. Acaba por bater com o nariz na parede ou levar no focinho.

    A vida não é justa. É assim…

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  27. 27 Outubro, 2017 23:58

    infelizmente, se calhar é o que este povo merece.

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  28. 28 Outubro, 2017 09:53

    Levou na cara do corno marido, levou na cara do amante e um dia mais tarde vai levar na cara dos filhos ( pq fica tudo na net ). E por muitas indignações das fernandas câncios de serviço, o adultério continua a ser reprovável seja há 2 mil anos seja nos dias actuais. Com ou sem citações bíblicas, filosóficas ou outras pelo meio . Quanto às agressões em si o código penal tratou e trata diariamente. Pena suspensa para 90% dos casos. Mas em vez de se discutir e alterar o código penal , prefere-se condenar à fogueira quem se atreveu a usar uma expressão bíblica. E ai de algum juiz que ao julgar um homicida use a conhecida expressão bíblica ” não matarás ” em vez das cartilhas ateístas / progressistas autorizadas pelas Fernandas câncios de serviço.

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Outubro, 2017 09:59

      ???????

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Outubro, 2017 10:05

      Adultério seja de que parte for é profundamente errado. Mas nada justifica agressão e muito menos deve usar-se ATENUANTES. Tem filhas? Pois se tivesse vomitaria esta argumentação deste juiz. Mais: se as tivesse JAMAIS ADMITIRIA uma sentença destas com os contornos desta história. Isto não tem a ver com políticas esquerda ou direita, feministas ou o raio q o parta, tem a ver com direitos humanos. A desumanidade explícita neste acórdão é grotesca. Já agora informe-se sobre este senhor q já tem currículo vasto e desculpabizar agressores e agora está a ser investigado por FALSAS DECLARAÇÕES e falsamento de prova. É… Este senhor de facto está na profissão errada

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      • 28 Outubro, 2017 10:16

        Cristina:

        Leia a porcaria da acórdão e não ajude ao branqueamento do 44!

        O homem foi condenado e a pena suspensa.

        E essa decisão nada teve com os pequenos apartes do juiz.

        Os apartes do juiz foram apenas contextualização histórica do modo como outras socieadades e até perto dos anos 90 ainda se entendia o adultério.

        Mais nada.

        Se os cretinos não tivessem atirado cá para fora o processo à conta da citação bíblica era um caso normal, igual a centenas deles em que a pena é esta e não outra.

        Quem atribuiu a pena foi o Tribunal normal. Recorreram e a decisão conjunta foi iugal. Condenação com pena suspensa.

        Quanto a espancar alguém na cabeça com uma moca com pregos e isso sararm em 20 dias é fenómeno do entroncamento.

        V.s nem lêem os factos.
        Vão atrás da cenoura que os fdp dos socretinos lançam nos jornais.

        A ideia disse logo o José e eu nem estava a pensar irem tão longe-

        é literalmente prepararem terreno de descridibilização dos juízes na opinião pública.

        Porque vem aí o grande processo da maior vergonha política que a Esquerda podia ter depois da Casa Pia.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:43

        Por eu condenar 1 juiz estou a fazer campanha contra todos os juízes? E quando enalteci-os recentemente por causa da acusação a Sócrates, era o quê? Eu não estou alinhada com ninguém se não com minha consciência. Sim eu sei q decisão veio de outro tribunal, e q este NAO ACEITOU O AGRAVAMENTO DE PENA pedido por MP. Gostaria de saber o q pensariam se fosse com 1 filha vossa. Se achariam ESTE juiz bacano.

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      • 28 Outubro, 2017 10:24

        A Esquerda é como quem diz. Os socialistas- esses políticos tão preocupados com os pequeninos e coitadinhos que o que mais têm no partido é casos de pedofilia ou de roubo dos dinheiros públicos para viverem que nem nababos.

        Eles e as amantes que são aquelas donas muito anti-machistas e altamente independentes que dão o cu e 5 tostões por uma casinha paga pelo amante Primeiro Ministro.

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      • 28 Outubro, 2017 10:31

        Que merda tem a ver o curriculo do homem com a sentença dada no Tribunal de Primeira Instãncia?

        Explique apenas isto:

        Quem julgou e quem atribuiu a pena suspensa?

        Quem?
        Quem foi? que tribunal atribuiu a sentença pelos mesmísimos factos comprovados e que não foi escarrapachada nos jornais?

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:50

        Bem… Eu SEI QUEM ATRIBUIU a sentença e SEI quem fundamentou com base em argumentos medievais para não agravar a sentença a pedido do MP. Os casos PESSOAIS de 1 juiz TEM A VER , sim senhor. Porque é juiz. Tem de ter 1 conduta intocável. E repito: que diriam se fosse com 1 filha vossa?

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      • 28 Outubro, 2017 10:33

        Acaso foi este juiz que julgou o caso quando foi a tribunal?

        Conte lá quem foi e que mais o currículo de todos os que faziam parte do colectivo que julgou.

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      • 28 Outubro, 2017 10:35

        Isto é que é o espírito mais rasteiro e tolinho das mulheres.

        Dexarem-se enredar pela novela e perderem toda a racionalidade o objectividade.

        Depois nem pensam. Querem saber mais detalhes escabrosos da vida de um homem porque isso é que excita.

        O que raio tem isso a ver com a lei ou com as sentenças em tribunal em casos destes nem interessa.

        A novela fala mais alto. Tem mais voiyeurismo e ajuda a encontrarem pontes com outras novelas privadas que aproveitam logo para comparar.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:52

        Eu não vejo aqui novela nenhuma. Repito: e se fosse com 1 filha vossa?

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      • 28 Outubro, 2017 10:37

        Há-de ser por isso que a minha feminilidade me impede ler a Maria ou ver novela.

        Vendi as televisões já por não suportar estes esquentamentos e excitações mediáticas a todo o momento.

        Devem ficar com buracos no cérebro.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:55

        Eu não leio a Maria nem tenho 1 buraco no cérebro. Tenho 2 filhas adultas. É imaginando puderem 1 dia ser julgadas assim, que falo. E pergunto novamente, ” e se fosse vossa filha?”

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      • 28 Outubro, 2017 10:39

        Claro que a homenzarrada que insultava a velha da PSD ou a frígida da Maria Luis está toda preocupada com o machismo.

        Então não estão. Eles nem são carroceiros hipócritas…

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      • 28 Outubro, 2017 10:50

        Mas que merda tem a ver esse juiz de há séculos?

        Alguém sabe quem é?

        Foi notícia nos jornais o seu juiz?

        Levou também a cambada de curas de passeata dos nosos bispos a pronunciarem-se?

        Lembrou-se agora do seu juiz a que título?

        Já o denunciou à ILGA?

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 11:08

        A merda desse juiz e outros têm a ver com o que foi dito no texto

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      • 28 Outubro, 2017 10:59

        Se fose o quê com uma filha vossa?

        A sua novela?

        essa não é factual.

        O que aconteceu e a decisão do Tribunal de Primeira Instãncia é normal e sensata e corresponde ao que a lei estipula.

        Banal.

        A filha ou o filho não vêm ao caso.

        Vem ao caso a lei e as atenuantes e essas não foram dadas por este juiz nem pela Bíblia nem por provas de espancamento com moca com pregos.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 11:49

        Pois… Já imaginava q responderia assim

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      • 28 Outubro, 2017 11:09

        Vou-lhe responder:

        1- Este juiz não deu sentença do julgamento do caso. Logo, não começa sequer por aí.

        2- Se fosse com um filho meu agressor ou com uma filha minha agredida, respondo-lhe: nunca aconteceria.

        3- Porque seria impensável acontecer a descendentes algo que nunca poderia acontecer nem comigo nem com nenhuma mulher na minha família.
        E pode-se recuar esta certeza por várias gerações.

        Chama-se a isto- trasmitir educação, respeito e valores.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 11:53

        Desculpe? 1 filha sua não poderia ser 1 vítima agredida? Como tem tanta certeza? Acha q o agressor tem escrito na testa q o é? Pode ter ALGUMAS certezas q nunca será agressor, mas agredido, NUNCA.

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      • 28 Outubro, 2017 11:10

        E utdo começa aí- na educação e nos valores transmitidos em família.

        Quando falham aparece a polícia e os tribunais.

        E não é a polícia nem os tribunais que vão substituir a família.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 11:54

        Isso. Educação. Resulta bem para não gerar agressores. Agora, como impede de eles serem vitimas de agressores? Onde a,sua educação vai impedir isso?

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      • 28 Outubro, 2017 15:42

        Sabe o qeu é que estão a fazer a este juiz que caiu na berlinda socretina:

        Devassa.

        A mim mete-me nojo e fico por aqui porque quem ainda espalha mais esssa devassa não me merece respeito.

        Não suporto sacanas moralistas.

        Pode crer. Muito pior que alguem debochado é um fariseu. Tenho mesmo pó a inquisidores de dedo esticado a fazerem culpados.-

        Só com um pano encharcado

        Grande tara esta das brigadas de mulheres que se tornam mais rid+iculas que as velhas do tempo da lei-seca.

        Armadas em moralistas por causa da vida de outras mulheres, quando nunca existiu nem existe qualquer solidariedade feminina.

        Grande hipocrisia.

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    • 28 Outubro, 2017 10:20

      Esta cambada tem urticária ao ouvir uma citação bíblica.

      E são mega ignorantes porque já vem no Código de Hammurabi 1700 anos antes de Cristo. Depois passou para a Thora.

      E no Código penal que vigorava em 1982 ainda por lá andava.

      A dita violência doméstica só aparece criminalizada em 2007

      Mais estúpido é qeu se reduz a violência doméstica a cenas de casais quando a verdadeiramente má é perante seres indefesos como as crianças

      E contra as crianças a boas das mulheres não são menos meigas a dar cabo dos próprios filhos e a matá-los.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 10:44

        Nem oito nem oitenta. Nunca disse q homens são todos maus e mulheres tidas santas. Afinal, parece-me q ninguém leu o meu texto como deveria ter sido lido.

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      • 28 Outubro, 2017 10:54

        Felizmente que ninguém se deu ao trabalho de ler o seu texto com cuidado.

        Só prova que os leitores do Blasfémias não são os mesmos do Jugular ou da Maria.

        O seu texto nada tem um título apenas:

        O juiz que defende Mocadas a Adúlteras.

        Foi o seu?

        É que nem se sabe quem é esse juiz que defende mocadas a adúlteras.

        É um bom título para uma novela da ILGA

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 11:48

        O título está apropriado com a argumentação DELE para não agravar pena. Muito obrigada por este seu comentário “Felizmente que ninguém se deu ao trabalho de ler o seu texto com cuidado.
        Só prova que os leitores do Blasfémias não são os mesmos do Jugular ou da Maria” Fiquei elucidada.

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      • 28 Outubro, 2017 15:43

        Não. Não seja estúpida. Ele não agravou a pena e está explicado juridicamente os motivos.

        Não por causa dos apartes que a contextualizaram

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 13:44

        Zazie pode argumentar sem me chamar nomes ou isso é pedir difícil?

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      • 28 Outubro, 2017 15:45

        A pena foi suspensa por causa do emprego e da pensão de alimentos.

        E mantiveram todos a mesma que o tribunal de primeira instãncia já tinha dado, porque foi um caso isolado e excepcional. Não havia violência continuada naquele casal.

        houve uma agressão por efeito do encornanço. E sarou em 20 dias.

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  29. 28 Outubro, 2017 10:57

    Eu gramava era saber quem foram os filhos da puta que agarraram nesta treta e conseguiram pôr meio mundo a perseguir um juiz e mais outra metada e dizer mal dos juízes porque nem têm quem os julgue.

    Só a ideia dos juízes poderem andar a votos e serem julgados pela populaça é a prova provada da absoluta ignorância dos princípios mais básicos da filosofia de Direito.

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    • Euro2cent permalink
      28 Outubro, 2017 11:44

      agarraram nesta treta e conseguiram pôr meio mundo

      Parece trabalho profissional, muito bem feito. Até colocaram na CNN e noutro megafone qualquer em inglês, por títulos que vi passar de raspão.

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      • Cristina Miranda permalink
        28 Outubro, 2017 11:57

        Eu não sou carneiro. Penso por mim. Tenho 2 filhas e é nelas q penso quando opino sobre isto. A verdade não tem cor política. Estarei sempre do lado dela INDEPENDENTEMENTE de quem a defende.

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      • 28 Outubro, 2017 15:46

        Estou convencia que é.

        A escardalhada é mestre em agit prop e isto é mesmo profissional.

        Depois existem os idiotas útleis como os raposos e marranos das espécies que dão uma mãozinha aos profissionais.

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  30. Expatriado permalink
    28 Outubro, 2017 13:13

    Resumindo e concluindo… O juiz em causa, na apreciação do pedido de recurso do MP contra a baixa pena do julgamento em 1° instância, DECIDIU (e não só ele) NÃO AGRAVAR A PENA baseando-se na lei vigente, como bem explicou. Não alterou a sentença original!!

    A Cristina queria que o juiz AGRAVASSE A PENA ORIGINAL porque a considera de pouca monta para a gravidade do caso. O juiz, aceite-se ou não, não fugiu às leis actuais para decisões de recurso.

    Não se deveria, antes, reclamar contra a pena decidida pelo juiz que julgou o caso originalmente? Creio que faria mais sentido…

    O ruído que, não inocentemente, se criou em redor deste caso foi simplesmente porque foi feita uma referência à Bíblia e a uma lei do Código Penal de 1886, que não tiveram peso na decisão do acórdão. Foram referências ao que JÁ TINHA SIDO, e portanto, história.

    …”Seja como for, o assunto é a violência doméstica como crime e não apenas o teor das considerações algo infelizes do desembargador ( por permitiram este evitável bullying mediático) que apenas omitiu a palavra “cônjuge” em vez de “mulher”, para perorar inutilmente sobre o adultério e a sua carga desculpante no comportamento retorsivo do cônjuge enganado. Quem o critica agora deve entender que afinal o adultério de um dos cônjuges é coisa perfeitamente banal que o outro deve aceitar pacificamente, como corno manso e portanto do senso comum mais elementar.
    Apesar da bizarria desta concepção anti-machista, foi isto, no final de contas, que se transformou na pedra de toque da discussão mediática. Esta já envolve os bispos nacionais e o presidente do STJ, em declarações também elas infelizes de todo porque acompanhantes de mais este percurso de panurgismo mediático. “Carneiros todos, com carne de obedecer”, cantava Fausto em 1970.

    Muito mais profícua que esta discussão aleivosa e enviesada seria a ponderação acerca do modo como a nossa lei e jurisprudência trata o fenómeno da violência doméstica, dos maus tratos entre pessoas de um casal e as agressões físicas resultantes.

    Quando o juiz desembargador deambula no espaço de um ou dois parágrafos pela história pregressa do adultério enquanto delito entre o casal, ofensivo do dever de lealdade entre os cônjuges apresenta uma súmula histórica subjectiva e picotada da Bíblica e do Código Penal de 1886 ( em vigor até Janeiro de 1983, note-se) no sentido de afirmar uma convicção pessoal e afinal do senso comum mais elementar que agora se quer adulterar: o adultério é um factor lesivo do bem estar entre um casal e já foi valorado de modo muito severo, como se mostra nesses exemplos. Nada mais porque nada mais é possível extrair da decisão tomada. Se pudesse, em coerência o desembargador teria que absolver os arguidos e não o fez, apesar de alguns palermas dos media o terem afirmado.

    Ontem já aqui coloquei os artigos do Código Penal anterior ao vigente em que se considerava crime punível com prisão maior, o adultério da mulher. E foi código que vigorou durante muitos anos de democracia…o que significa que os valores de sociedade agora enunciados, até com referência à Constituição, são mutáveis e por vezes de lenta evolução. O que aliás também é do senso comum, mas não desta violência mediática em curso contra decisões lidas de través.”…

    Sacado daqui
    http://portadaloja.blogspot.pt/2017/10/a-violencia-mediatica.html

    Vale a pena não “embarcar na onda”…

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  31. carlos alberto ilharco permalink
    28 Outubro, 2017 15:44

    Perguntou a cronista por trinta e sete vezes (*) (houve um qualquer na Bíblia que jurou também por montes de vezes) o que cada uma faria de fosse uma filha dele ou dela.
    No meu caso eu tentava matá-lo e não ir preso.
    Quer isto dizer que devemos começar a aplicar a pena de morte em Portugal?

    (*) Porque nem todos os que andam por aqui são inteligentes, este número é imaginário, não corresponde a contagem nenhuma.

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  32. 28 Outubro, 2017 15:57

    Eu não tenho filhas e acerca de violência mais recente tenho a minha mãe que fez 100 anos e que há uns tempos foi agredida na rua para lhe roubarem um fio.

    Uma tia minha aos 80 e tal também lhe quiseram roubar a carteira e ela ainda deu com ela na cabeça do sacana do gajo e foi arrastada pelo passeio e partiu um braço.
    Não largou a carteira.

    Desses casos não houve polícia a tempo e se fossem apanhados eram logo soltos e nem a tribunal iam. Porque muitos mais casos desse tipo de agressão presenciei eu no electrico 28.

    O resto de relações amorosas garanto que não haveria nunca falta de respeito porque, indo até mais de um século atrás nunca houve.

    Nunca nenhuma mulher da minha família alguma vez deixou sequer estragar uma relação ao ponto de tal poder acontecer.

    Os meus pais iniciaram o divórcio ainda antes do 25 de Abril e foi tão de comum acordo que o meu pai até nos levou ao advogado para não termos trauma com isso e levaram aquilo em tom humorístico.

    O motivo foi de comum acordo e apenas interessam questões de bens, Como isso não bastava, o meu combinou com a minha mãe de inventarem uma loira no caso e ser uma traição dele para ser mais rápido.
    Ficaram sempre amigos e até acho que nunca se deram tão bem como aquando desse divórcio marado.

    Nós só tivemos de escolher se queríamos deixar a casa e o quintal. O que, como é mais que óbvio, nenhum deixaria.

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    • 28 Outubro, 2017 16:06

      Ainda há uns anos a minha mãe contava a historieta da cabra da loira que ajudou ao divórcio e que nunca existiu

      eeheheheheh

      Até escolheram ambos o nome a dar à cabra loira da traição. O meu pai levou o guião escrito e depois foi completado em família.

      “:O)))))))))))

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  33. 28 Outubro, 2017 16:00

    O que eu lhe tentei explicar é que nenhum amulher precisa de levar o que acabou até ao fim.

    É bom que ou salta antes ou mantenha por aparência.

    Só por espírito doentio se prolonga e se tornam até inimigos quando, muitas vezes, esse prolongar já nada tem a ver com sentimentos mas com continhas de aritmética e casinhas em jogo.

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  34. 28 Outubro, 2017 16:53

    O pelourinho mediático de juizes feitos geni

    Em 1979 Chico Buarque compôs uma espécie de ópera que se tornou em disco muito popular: a ” Ópera do malandro”, com poesias cantadas por artistas diversos, como Zizi Possi, Alcione, Nara Leão, Frenéticas e o próprio Chico Buarque que canta Geni e o Zepelim.

    Geni é personagem de basfond de uma cidade, travesti desprezado pela bempensância e que acaba por ser a derradeira esperança daqueles que o desprezam. Um dia aparece a sobrevoar a cidade um Zepelim prepotente cujo comandante ameaça destruir tudo e todos, evitando tal desgraça se a Geni desprezada “esta noite me servir”. “Acontece que a donzela-e isso era segredo dela- também tinha os seus caprichos. E a deitar com homem tão nobre, tão cheirando a brilha cobre, preferia amar com os bichos”.

    E então, canta Chico Buarque “Ao ouvir tal heresia, a cidade em romaria foi beijar a sua mão. O prefeito de joelhos, o bispo de olhos vermelhos e o banqueiro com um milhão” E a Geni, dominando o asco, lá acedeu, entregou-se à noite no dirigível e o Zepelim abalou, afastando a ameaça que pairava. Mas tal não foi suficiente para o reconhecimento da gente corrupta: “mas logo raiou o dia e a cidade em cantoria, não deixou ela dormir. Joga pedra na Geni. Joga bosta na Geni Ela é feita p´ra apanhar, ela é boa de cuspir. Ela dá p´ra qualquer um, maldita Geni”. E tudo voltou ao que era dantes.

    O paralelo com o juiz do Porto, por antonomásia os juizes portugueses, mesmo os hipócritas, é este:

    O Zepelim mediático está em marcha, a pairar e quer um sacrificado, uma vítima para despejar a ira lúbrica contra os que ameaçam o sistema dos “donos disto tudo” e do politicamente correcto da esquerda unida.
    Os entalados do costume já esfregam as mãos e se fossem escutados, ó pá!, o que não se poderia ouvir!
    Encontraram um Geni improvável que se pôs a jeito e não irão descansar enquanto o não massacrarem para arrimar os restantes aos seus desejos de libertinagem mediática em prol do sistema de valores e interesses que cultivam.

    Senão, leia-se, incluindo os idiotas úteis que sempre aparecem nestes casos:

    CM de hoje. Na foto, o leviatã mediático corporizado em organizações políticas da “zona antifascista” ( sic) e que exigem um sacrifício, ao geni improvável que ainda é mais fustigado pela revelação obscena do que para o caso concreto interessa zero e tem muito interesse para o assunto principal: deslegitimar toda uma classe profissional:

    (…)

    a ler o resto porque isto sim, merece a pena ler.

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  35. axsolo permalink
    28 Outubro, 2017 17:29

    A Cristina escreve que os juízes “Têm uma responsabilidade gigantesca nas mãos.”. Não é bem assim: os juízes têm um PODER gigantesco nas mãos! Mas responsabilidade zero! O Homem-Aranha bem diz que grande poder traz grande responsabilidade, mas os juízes portugueses não são o Homem-Aranha.

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  36. Expatriado permalink
    28 Outubro, 2017 21:59

    Qual teria sido a reacção se o acórdão, em vez de mencionar o Antigo Testamento e a tal lei de 1886 (ambas revogadas), referisse a lei sharia (desde o séc.VII)?

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  37. 28 Outubro, 2017 22:17

    Cara Cristina, é difícil extrapolar o seu caso para este, a não ser que tenha traído o marido + o amante.
    O recurso à violência por vezes é a única saída de certas situações muito específicas. Você fala das suas filhas, o que faria se soubesse que estavam a ser maltratadas diáriamente, e os tribunais a arrastar o processo, quem sabe durante quantos anos? Quantas noites conseguiria dormir, sabendo que as suas filhas estavam a viver um pesadelo contínuo de violência doméstica imparável? Que com 3 e 4 anos também elas levavam a tentar defender a mãe? Que nem os tribunais nem as APAVs faziam nada senão produzir burocracia inútil?
    A violência por vezes é a única saída.

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    • 28 Outubro, 2017 22:26

      Explique-me aqui uma coisa que esta merda já fede:

      A que título e com que justificação uma mulher adulta pode deixar que o marido, com o qual vive de livre vontade no mundo ocidental, a espanque anos a fio?

      Só se for tarada e isso ser cena kinky.

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      • 29 Outubro, 2017 10:45

        A resposta é MEDO.
        A violência doméstica é real, e bem pode educar as suas filhas a não levar nos cornos, que o que lhes vai às trombas há-de ralar-se muito com isso.
        S&M é outra coisa, você deve ser virgem, em muitos sentidos.

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      • 29 Outubro, 2017 14:59

        Portantos, oh camarada AB, aquilo que faz uma pessoa ficar voluntariamente anos a fio com outra, a sofrer “maus tratos” é o “MEDO” ? Mas camarada, permita-me a pertinência face a sua sabichonice de papagaio/a ideológico inconsciente, de que todos os idiotas são tão úteis. Não é o “MEDO” uma emoção instintiva, que nos impulsiona à FUGA e ao evitamento com aquilo que nos provoca tal emoção e ameaça ? Um sequestrado dentro de 4 paredes com uma porta que pode abrir e fugir de casa, sabendo que o seu sequestrador, saiu durante 9 horas por dia, o MEDO não lhe impulsiona a fugir em vez de ficar, esperando-o com a comidinha feita e a roupa engomadinha, para o satisfazer, hein ?

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 09:03

        Sim Medo. O medo condiciona. O medo de morrer. Morrer nós e os filhos. Sim, o medo de sabermos que assim q estivermos em fuga, o terror vai aumentar e estaremos SOZINHAS, sem justiça e polícia que nos valha ou proteja. É preciso viver certas coisas para as entender. Não é vosso caso. E ainda bem.

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      • 29 Outubro, 2017 15:13

        Olhe- há que saber escolher um marido- é bom que as famílias sejam aproximadas em costumes e modos de viver.

        Escolher um gorila é falta de tacto e de aconselhamento materno e paterno.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 08:53

        Zazie, com todo o respeito pois sabe que apesar de nem sempre concordar consigo, gosto de si, mas, fique sabendo que nem todo o agressor dá sinais ANTES. Excelentes pessoas. Excelentes empregos. Excelentes famílias. Sorry. Tenho conhecimento de causa. Infelizmente. Há gente que se parece com gorila e são do melhor que há. Há gente que parece pessoas de bem, e são o oposto. Isto aplica-se AOS DOIS SEXOS. Porque violência doméstica existe para ambos.

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      • 30 Outubro, 2017 10:05

        Explique-me lá:

        No primeiro dia de namoro foi obrigada a namorar?
        Alguém casa com alguém por medo?

        Tem de haver um primeiro dia para tudo.

        Se se tolera então o desrespeito está instalado e é mútuo e daí para a frente só pode haver pior.

        O que eu digo e repito é que NINGUÉM deve permitir um excesso de tu-cá-tu-lá ao ponto do namorado ou marido lhe bater.

        E, muito menos deixar que aconteça, segunda, terceira, quarta ou anos a fio com os filhos a viverem essa situação degradante.

        Isto não necessita de advogados nem polícias. Dizer-se que só com polícia e tribunal duas pessoas sabem respeitar-se é dizer-se que a família acabou e são todos filhos do Estado.

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      • 30 Outubro, 2017 10:08

        E mais- transmitir este exemplo de agressão e aceitação passiva aos filhos e às filhas é estar a dar-lhes o pior exemplo e a mais provável replicação dessa agressividade por parte dos rapazes e dessa passividade por parte das raparigas.

        Ou então elas ficam com tamanho trauma que nem homens vão querer ver á frente.

        Porque isto é adulterar o que é norma- as pessoas juntam-se livremente porque se amam e casam jurando respeitar-se e proteger-se mutuamente.

        Felizmente ainda é assim e o contrário é que é situação anormal e feia.

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      • 30 Outubro, 2017 10:27

        Sempre que um grupinho militante transforma uma merdoquice em “Caso Nacional” acha que o que se deve fazer é ladrar acefalamente e juntar-se à matilha em flahs-mob?

        Não tem por hábito fazer o mesmo que eu- parar e vir de onde vem o histerismo e para que serve?

        E ver bem e ler bem as fontes antes de ser mais uma maria-vai-com-as-outras?

        Eu pura e simplesmente mal vejo matilha a perseguir alguém, reajo logo em sentido contrário.

        Não suporto matilhas nem inquisidores. Não alinho em fatwas

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    • 28 Outubro, 2017 22:28

      Sinceramente que acho que a pornografia virtual anda a afectar muita gente.

      Porque ninguém no seu perfeito juízo físico e mental dá um exemplo de tal modo imbecil.

      « o que faria se soubesse que estavam a ser maltratadas diáriamente, e os tribunais a arrastar o processo, quem sabe durante quantos anos? »

      V. está bêbado?

      Uma mulher continua a dormir com um homem que a espanca anos a fio à espera que os tribunais lhe digam para sair porta fora?

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 13:18

        Sair porta fora não é assim tão fácil. Tenho pena de aqui não lhe poder dizer porquê. E olhe q de cobarde não tenho nadinha e sempre fui SUPER independente.

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      • 30 Outubro, 2017 15:30

        Eu acredito plenamente que tenha vivido um filme de terror e tenha ficado sozinha, bem novita, nessa situação.

        Penso é que ainda não interiorizou nem se libertou do principal problema.

        Dou-lhe uma dica:

        Uma relação amorosa não é nada de especial porque o amor vai e vem e trata-se sempre de coisas entre adultos que não são nem pai nem mãe.

        O que pode ser determinante é ficar-se sozinha por falta de amor e apoio de pai e mãe.

        Uma falta dessas em criança ou na juventude pode estragar a vida a uma pessoa.

        Em a tendo tudo é relativizado. Porque ninguém precisa de uma cara-metade que substitua o que só pai e mãe são e podem e devem dar.

        Só que isso é tão tramado e tão traumático que depois é sempre mais fácil atribuir culpas a terceiros.

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      • 30 Outubro, 2017 15:34

        Eu não estou interessada em saber coisas do seu caso. Também não contei nem contaria o meu e são coisas bem distintas.

        Apenas saliento que não se deve fazer passar a ideia às jovens raparigas que violência doméstica é algo de tradição cultural ou algo perante o qual as próprias não podem evitar.

        Porque podem. Porque uma mulher tem capacidade natural para mandar mais que um homem, embora deixe parecer que é ele que manda.

        Ter ascendente sobre quem decide fazer vida comum connosco são peanuts.

        Não se deve é usar esse ascendente para tortura psicológica em cenas de ciúmes que aí eles são mais brutos e sem essas manhas e a coisa acontece.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 15:37

        Nenhuma filha minha ficou com ideia de que deve se subjugar a 1 homem violento. Não ensino isso de todo. Acho q se passei essa ideia foi mesmo por erro. Não é NADA disso. É exactamente o contrário.

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      • 30 Outubro, 2017 15:36

        Nem se trata de sair porta fora,

        Como eu disse, se alguém bate na mulher é porque já houve discussão em excesso e se perdeu o respeito.

        E isto sim. Pode-se e deve-se evitar- é para isso que existem as mães e as avós. Para ensinar.

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      • 30 Outubro, 2017 15:38

        Aliás, eu não consigo, pela minha parte, sequer imaginar alguém a bater-me. Fosse quem fosse.

        E as relações podem ter todas as atribulações. Não tenho uma vida de casta donzela. O que mais tive foram coisas dessas no espectro mais abrangente que pode existir.

        E sempre soube que tudo se pode fazer, desde que se saiba. Tanto para um lado como para outro.

        Uma relação amorosa é uma arte.

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      • 30 Outubro, 2017 15:40

        Ok.
        Então se não passou a ideia a uma filha que tem de subjugar a um homem violento, acaba por concordar com o que eu disse.

        Pode-se e deve-se evitar.

        E ele até nem tem de ser logo violento. Não se deve sequer dar oportunidade para experimentar.

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      • 30 Outubro, 2017 15:43

        Eu até disse uma heresia para uma conservadora:
        Que uma relação amorosa não é nada de especial e vai e vem.

        Sim. Não tenho grande ideia que toda a gente nasce para o matrimónio ou que ele é sempre perfeito.

        Nem sei se é absoltuamente imprescindível para toda a gente.
        Nesse âmbito sou geneticamente selvagem.
        Não há nada a fazer- família sim; por sangue; no resto não sou domesticável.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 15:56

        Pois eu vivo bem só comigo. Não preciso de ninguém em comunhão comigo para ser feliz. Consigo-o sozinha. Dou-me muito bem comigo.

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    • 28 Outubro, 2017 22:31

      Se foi piada seca até é bem esgalhada.

      Relamente, só com nonsense de se considerar alguém vítima da burocracia dos tribunais por acatar espancamentos anos a fio sem saber que o faz porque quer, é que se explica a tara jacobina a que se chegou.

      Agora que contar isto a miúdas na adolescência é responsável por muitos problemas sexuais, ai isso é.

      Conheço caso de quem deu em fufa com pancas do género incutidas pela mãe. E a mãe nunca foi espancada mas não saltou fora de um inferno porque sempre disse que não saída de mãos a abanar.

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      • 29 Outubro, 2017 10:56

        O que você escreveu é do mais reles que já li. Você acha que as vítimas o são porque querem? Informe-se. Não diga atrocidades. Lá por ter nascido em berço de ouro e alimentada a pão de ló nunca esteve a salvo, teve sorte.
        A lei é lenta. A APAV tem critérios desconcertantes. Ordens judiciais de restrição são as mais ignoradas.
        Você deve ter um doce de vida, nem faz idéia do que é a realidade.

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      • 29 Outubro, 2017 11:40

        Zazie, se bem percebi tudo o que escreveu até aqui, as pessoas que sofrem actos violentos são as culpadas? A culpa numa agressão é da vítima. É isso?

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      • 29 Outubro, 2017 14:54

        V. é estúpido ou anda a treinar?

        O que v. escreveu é que é a maior imbecilidade que se pode dizer.

        Então alguma mulher anda anos a fio a levar porrada do marido à espera que a burocracia do tribunal lhe ensine onde fica a fechadura da porta?

        Se alguém admite que lhe batam é porque acha que é culpada.

        Ponto.

        Ninguém, sob desculpa alguma precisa de deixar que aquele com quem tem relação amorosa a maltrate.

        ninguém. Não há vítimas nisto- há uma besta que bate e uma idiota dependente da porrada que deixa.

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      • 29 Outubro, 2017 14:58

        Oiça aqui, animal- eu não nasci em berço de oiro. Há de tudo na miha família. Mas nunca nenhum homem bateu na mulher. Nunca.

        E isso tanto fazia se era caseiro em Trás-os-Montes ou da corte em Lisboa.

        Era igual. E nunca, por nunca haveria pai e mãe a nem defenderem uma filha disso e a dizerem que era a cruz dela.

        Isso nunca foi sequer tradição. Isso é gente que desconhece o sangue e a defesa dos seus.

        Se não há pais há irmãos. Sempre foi a própria família a defender as filhas de maus tratos por maridos. Até entre reis.

        Problemas familiares não fazem lei e só por bruta ignorância jacobina se continua a repetir que é “medieval”.

        Se fosse entre os romanos o marido tinha poder de matar mulher e filhos.

        Foi precisamente a civilziação católica que alterou tudo o que o paganismo nunca conheceu.

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      • 29 Outubro, 2017 15:02

        Mas a estupidez é que v.s desviaram a treta para o marido que bateu quando a matilha anda é a morder as canelas ao juiz que confirmou a decisão do tribunal de primeira instância.

        Que merda tem o juiz ou todos nós a ver com mais um entre milhares de casos destes?

        Se querem fazer fatwa força- façam até ao amante que sequestrou a sujeita.

        Só qeu isso não interessa porque o que interessa é ir espalhando na cabeça dos pessoas que os juízes são assim e o 44 está nas mãos deles.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 09:00

        Eu só critiquei a narrativa dele para justificar o não agravamento de pena.

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      • 29 Outubro, 2017 15:05

        Isto tem apenas um nome- falta de respeito.

        Uma relação tem de ter uma distância suficiente para haver respeito.

        Agora se se portam que nem putas com os próprios maridos e anda tudo em cenas porno para estimular, depois não se queixem.

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      • 30 Outubro, 2017 10:24

        E como é que soube dessa famosa narrativa que até deu nos jornais estrangeiros?

        Foi uma narrativa pública e única que um juiz decidiu levar à tve a todos os media, como caso único e exemplar?

        A que título uma merdoquice destas deu novela e capa mediática por todo o lado?

        Esse aspecto não lhe causa estranheza nem curiosidade?

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      • 30 Outubro, 2017 10:29

        Eu nem vou querer saber que raio é esse medo.

        Apenas lhe pergunto: o que transmite às suas filhas é o mesmo que aqui escreve:

        Que o medo é o responsável por aceitar a agressão e que perante isso só chamar snipers?

        É isso que se deve transmitir?

        Dizer como eu digo- nunca por nunca permitas falta de respeito nem admitas sequer a possibilidade de uma mera agressão é que é errado?

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 14:15

        Que nada Zazie! Acha mesmo que lhes digo pra ficar por medo? Nunca! Eu fugi!!! Elas sabem da história TODA. Não. O que tentei explicar é que consigo compreender muito bem o porquê das melhures não conseguirem desengatar-se desse horror. Só isso.

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      • 30 Outubro, 2017 10:43

        Agora situações de terror a crianças e a velhos infelizmente é o que mais conheci toda a vida. Quer no trabalho, quer agora por ter presenciado em lares.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 14:10

        Eu vivi um autêntico filme de terror e não sou criança nem velha, Zazie.

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    • 29 Outubro, 2017 15:09

      Medo de quê?
      Se tivessem medo fugiam!

      Se levam e não fogem é porque nem medo têm!

      Isto só se justificava no tempo e nas sociedades em que as mulheres nem podem trabalhar e passam da dependência da casa dos pais para a dependência do marido.

      Não existe isso agora. Nem este caso nem a da CM têm a ver com isso.

      Portanto, acho que são coisas ordinárias que até ficam mal contar, quanto mais admitir e viver e ter de ir para tribunal para colocar ponto final.

      Uma vez pode acontecer. À segunda, nunca.

      Anos a fio é vício.

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      • 29 Outubro, 2017 21:28

        Não sou estúpido, ando a treinar. Se estudar muito e me aplicar com afinco talvez consiga ser tão estúpido como você, embora duvide. E de certeza de que a sua mãe levou uns pontapés na barriga quando estava grávida de si, e pelos danos também devia ser das que não sabem onde é a porta da rua, porque foram muitos. Acontece muito na sua classe, onde as mulheres levam mas ganham uns Mercedes novos e umas jóias e não têm que trabalhar, que horror. Já percebi que o assunto a incomoda pessoalmente, porque será, deve das que levam e têm vergonha de confessar para não perder o status junto das outras tias. E vá chamar animal ao seu jardineiro, ou ao seu cozinheiro, ou a uma das suas criadas de quarto. Ou à sua mamã, que quem cria bestas merece ouvir isso.

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      • 29 Outubro, 2017 21:30

        Vai bardamerda imbecil.

        Deves ter levado muito pontapé nesse cu em pequeno.
        Na tua falta de classe levar na tromba é status de vítima e isso até está na moda.

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      • 29 Outubro, 2017 21:39

        E sim. Claro que o assunto me incomoda.

        Incomoda-me quem parece que nasce para vítima e depois anda para aí a chorar baba e ranho como se o não pudesse evitar.

        Incomoda-me a degradação moral e ainda mais fazer disso um pretexto para militância política em nome da igualdade de género, quando o que provam é que não existe sequer paridade nos músculos.

        Agressões existem, sim- a velhos e crianças e esses é que não se podem defender.

        Mas isso não dá voto nem tem ONG.
        Conta mais uma agressão a um cão que a um velho.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 08:59

        O medo não faz fugir se soubermos que ao fugir podemos morrer, nós e os filhos. O medo condiciona os actos. E se essa mesma pessoa conseguir vencer o medo e fugir, pode vir a passar pelos maior terror da sua vida. Normalmente o que vem a seguir à fuga é pior. Mais: ninguém nos protege verdadeiramente. Nem a justiça, nem a polícia. Nada. Ficamos SOZINHAS a lidar com o medo. Só quem passa por isto sabe. Os outros imaginam.

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      • 30 Outubro, 2017 10:36

        Aliás, digo mais- nem há primeira se o respeito for bem imposto entre um casal.

        Não há primeira.

        E há mulheres que sabem como manter esse gigantesco respeito, porque lhes foi transmitido em família.
        E podem ser mulheres pobres e do povo ou o inverso.

        As que não sabem, tanto levam sendo ricas como pobres.

        O que mais há é vedetas a ganharem balúrdios e a queixarem-se de terem vivido anos e anos a fio com os filhos nesses infernos de onde não podiam sair.

        Não consigo respeitar isto.
        Ponto final.

        Repugna-me. Pela ideia que faz passar que ser mulher é ser-se assim, um ser fraco que se torna saco de porrada pela inferioridade natural que Deus lhe deu.

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      • 30 Outubro, 2017 10:37

        Ah- e não sou feminista.

        Tenho pó a feminismos e todos os ismos em geral.
        Mas gosto de exemplos fortes, honrados e muito orgulhosos.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 14:12

        Quando eu publicar meu livro sobre minha vida que é um exemplo de coragem e superação, vai entender quando falo que o MEDO condiciona. Congela. Também tenho pavor a feminismos e ismos em geral. Já escrevi sobre isso aqui, lembra-se?

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      • 30 Outubro, 2017 10:41

        Devo dizer que não tenho uma única amiga que tenha vivido esse medo e essa situação.

        Tenho sim uma conhecida que viveu terror psicológico e não saltou fora por questões de dinheiros. Para “não sair de mãos a abanar”. Como sempre disse.

        De resto, conheço casamentos felizes com décadas, como o dos meus compadres e outros casos de separações sem espinhas. Ficando amigos.

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    • 29 Outubro, 2017 15:56

      Ficamos a saber pelo AB, que basicamente segue a cartilha dos beatos da justiça social no seu chauvinismo de baixas expectativas, a que aplicam aos seus adorados “oprimidos” de que gostam de os ir mantendo na sua alça.
      1º, que os berços que não são de ouro vêm com correntes e algemas de fábrica de onde não se pode escapar. 2º , que a espécie feminina apesar de afectada muitas vezes pela irracionalidade emocional, sofre de inimputabilidade jurídica geral, pela sua incapacidade cognitiva, por não conseguirem ter vontade própria. Daí, precisarem sempre da burocracia do estado patriacal, para lhes orientar a vida e as proteger delas próprias.

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      • 29 Outubro, 2017 16:00

        A Bárbara Guimarães e o Carrilho também devem ser um exemplo de falta de posses e de berço.

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      • 29 Outubro, 2017 21:34

        O gajo é mais uma besta da luta-de-classes.

        Estes tipos são sempre assim. Farejam tudo a ver se encontram pretexto para tirar o retrato de superioridade de classe gente rica contra as desgraçadinhas que são lumpen proletariado.

        Puta que os pariu. E ainda dizem mail dos juízes a terem de apanhar com tanta tara pela frente já que parece que só gente acima da média pode saber dar-se ao respeito.

        Feios, porcos e maus. E têm inveja de quem não é também feio, porco e mau e com historietas degradantes de pessoal das barracas para competir na lavagem da roupa-suja.

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      • 29 Outubro, 2017 21:45

        A mera ideia que só gente muito bem pode ter um casamento com respeito e amor é das coisas mais besta e degradante que se pode dizer.

        É um insulto a todas os homens do povo que respeitam as suas mulheres e às mesmas que sabem dar-se ao respeito sem que pobreza ou humildade tenha de ser sinónimo de vida decadente e vergonhosa.

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      • 29 Outubro, 2017 21:48

        E são hipócritas.

        Esta besta apareceu aqui com pézinhos de lá e terminou a insultar-me de forma cavalar dizendo até que a minha mãe levou pontapés na barriga quando eu estava grávida.

        Este cabrão deixou aqui o retrato da hpicorisia dos “anti-machistas”.

        E ó conas, dissessses isto ao vivo e levavas no trombone e percebias que a mim nunca, por nunca alguém me faltou ao respeito.

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    • 30 Outubro, 2017 10:32

      Cristina:

      Eu não queria sequer tornar esta questão pessoalizada porque me incomoda isso.

      Eu acho que a Cristina fez algo que acontece a muita gente- projectou neste caso a sua experiência pessoal. O Pedro Arroja faz assim com tudo. É a forma natural dele entender a política. É sempre por umbigo.

      Este caso nem devai ser pretexto para mais tretas acerca da dita violência doméstica.

      É treta que me desagrada.

      E repito- Podem enganar muito. Mas há sempre uma primeira vez para tudo.

      E só há segunda se se tolera.

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      • 30 Outubro, 2017 15:48

        Ok. Exacto. Que elas terão sempre apoio de pai e mãe que é para isso que existem.

        E isso é o principal.
        Caso contrário vai-se fazer do marido um pai e nunca será.

        O gigantesco problema é sempre e apenas um: um pai e uma mãe. O amor de um pai e de uma mãe.

        `Todo o resto é secundário e não há drama algum se esta base existir.

        Infelizmente esta base falta em demasia e isso sim, considero dramático.

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      • 30 Outubro, 2017 15:50

        Entre mais velhos, tipo Sousa Tavares é ser-se estúpida e ter pachorra para aturar bêbados.

        Mas o tipo é tão fariseu que também se diz anti-machista e comenta coisas destas como se nunca tivessem sido com ele.

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    • Cristina Miranda permalink
      30 Outubro, 2017 13:23

      Bom, eu não traí meu ex marido mas fui traída. Sobre violência doméstica tenho Mestrado. Quem colocou aos intervernientes desta discussão essa pergunta sobre: e se fosse vossa filha?, fui eu, deixando claro que é fácil opinar sobre este juiz retirando-lhe responsabilidade sobre o q declarou na sua argumentação, quando são as filhas dos outros. Parece-me q você anda a misturar o q eu digo

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      • 30 Outubro, 2017 15:26

        Eu respondi-lhe.

        Posso reverter a pergunta e perguntar-lhe novamente:

        A uma filha sua o que transmite?
        Que tem mestrado em violência doméstica e que isso é algo impossível de prever e evitar pelo medo e que sem polícia nem tribunais ninguém a pode evitar?

        É essa a ideia a fazer passar?

        Acha saudável alguém começar logo a privar com este modo de relação familiar e acha que só um é responsável por ela por ter mais músculos?

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 15:33

        às minhas filhas ensino a serem pró-activas. a lutar pelos seus objectivos. a serem independentes. a terem valores. sabem o que passei. sabem q podem contar comigo pra tudo. sabem q saberei sempre compreender todas as suas decisões e que jamais deixarei q lhe façam mal. que se um dia tiverem apuros q serei de certeza a melhor pessoa para as ajudar. só isto.

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      • 30 Outubro, 2017 15:27

        Devo alertá-la que a violência entre lésbicas ou gays é mil vezes pior.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 15:29

        a violência é SEMPRE abominável venha de onde vier. Seja sobre homem, seja sobre mulher, seja sobre criança, seja sobre idosos.

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      • 30 Outubro, 2017 15:55

        Não. Não é toda igual e não há sequer comparação entre espancar um bebé ou bater num velho e dar uma chapada na mulher.

        Nem acho que a violência seja assim toda tão negativa. É precisa. Para isso é que existe polícia e tropa.

        Eu sempre fui agressiva e sempre mandei murraça em putos charilas que se armavam aos cágados.

        E há 5 anos é verdade que corri com 8 carteiristas a pontapé do 28 para fora. No dia seguinte estava a identificá-los na judiciária-

        Sei que até deu na tv porque tornei o caso público para todos os jornais e tv.

        Tenho a cabeça a prémio. Nunca mais pude andar no meu querido 28.

        Também deve ter sido a despedida e a última loucura que fiz do género. Mas foram mesmo todos porta fora a pontapé com o polícia municpal na rua a recebê-los.

        E disse e repito- esta trampa dos carteiristas a agredirem estrangeiros e velhas só existe porque já não há homens.

        Tive de fazer o qeu um homem devia fazer por mim. E ainda hoje estou para perceber como me passei e o fiz e como eles acataram os pontapés e foram porta-fora.
        ehehe

        A psicologia anti-medo é tramada. Fica para a vida.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 15:58

        Calma Zazie eu não me estava a referir nas agressões em legítima defesa. A defesa pode implicar agressão. Não quero ser mal interpretada outra vez

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      • 30 Outubro, 2017 15:58

        Deu na tv a rusga que fizerem como teatro de limpeza.

        E ia ser filmado por uma das tvs mas a Cãmara (a quem eu dirigi todos os insultos pelo patrocínio aos carteiristas, antecipou-se fizeram a rusga que acho que deu na tv. Contaram-me. Não tenho televisão.

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  38. Meio Vazio permalink
    28 Outubro, 2017 23:13

    Que grande confusão de domínios e de conceitos!…

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    • Cristina Miranda permalink
      30 Outubro, 2017 09:16

      Não há confusão nenhum. Leu o artigo? Penso que não. Dou 1 perspectiva DIFERENTE do caso elevando o problema para algo q ninguém discutiu: o problema cultural da nossa justiça. E não abordo SÓ sobre este tema. Também falo da justiça com políticos, corruptos de colarinho branco e pedófilos e tantos outros em que se nota uma falha cultural grave que faz com q pequenos delitos tenham penas pesadas, os grandes escapem, as mulheres ou homens vítimas de violência vejam penas atenuadas. Foi isso que abordei. E até apresentei caso pessoal q o demonstra. Só quem nunca pôs os pés nium tribunal não sabe disto. Além disso, o que critiquei foi a narrativa do juiz para JUSTIFICAR o não agravamento de pena. E reitero.

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  39. Os corruptos que se cuidem permalink
    29 Outubro, 2017 12:30

    Cristina, lamento ter de dizer que não concordo com a sua interpretação do acórdão controvertido. Deixou-se enganar pela multidão acirrada por especialistas.
    Já agora, alguém sabe o que se passa com estes blogues (http://dragoscopio.blogspot.pt/ e http://doportugalprofundo.blogspot.com/), que há meses não registam vivalma? Peço desculpa por fazer a pergunta aqui.

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    • 29 Outubro, 2017 16:26

      Não, não se deixou enganar, o currículo politico passado + cabelo pintado de azul + óculos hiptster = alerta-vermelho . E só se deixa enganar, quem está disposto, a ser “encornado” (passo a espressão), por umas festas no pêlo. A melhor forma de destruir ou controlar um movimento de oposição, é tomando-o por dentro por infiltração e domesticá-lo.

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      • Manuel permalink
        29 Outubro, 2017 21:37

        Não seja injusto com a Cristina e olhe que ela podia podia fazer como fazem os blogs esquerdistas: censurava os comentários não concordantes com a sua tese, não o fez, permitiu o contraditório. Não li o acórdão, nem vou ler, mas o juiz foi infeliz na contextualização e não ponho achas na fogueira. Neste momento, na nossa democracia só acredito na justiça.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 08:44

        Obrigada Manuel. Entendo que TODOS têm direito à sua opinião. São todas válidas. E em democracia, temos de respeitar as opiniões divergentes. É o que faço aqui. Só não as aceito quando vêm com insultos agarrados. De resto acho até saudável 1 boa discussão. Quanto ao meu texto, penso q a maioria aqui não o leu ou se o leu não soube dar a interpretação correcta. Dei minha opinião sobre o assunto sob outra perspectiva: o factor CULTURAL que pesa nas decisões dos nossos juizes. É um facto. Só quem nunca entrou 1 tribunal não sabe isso. A nossa justiça funciona desde sempre muito mal. Espero ver isso mudar 1 dia. Mais: eu não disse que a sentença era dele. Disse logo no primeiro parágrafo que ELE NAO AGRAVOU a pena pra efectiva como foi pedido pelo MP justificando-o de forma MEDIEVAL. Reitero o que disse. Um juiz que fala assim está a dizer que há ATENUANTES para as agressões. Está errado. E isso é 1 avaliação pessoal. Não está em código nenhum penal. E volto a perguntar, se estes todos q lhe batem palmas pensariam o mesmo se fosse SUA FILHA. Só isto.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 08:49

        mg mais uma falta de respeito à minha pessoa assim e elimino seu comentário. Fique sabendo que NUNCA tive nem tenho cabelo azul. É preto. Mas tem reflexos q lhe dão 1 ar azulado ao sol. Quanto ao resto, repito: ou me respeita ou elimino tudo o q escrever.

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    • Cristina Miranda permalink
      30 Outubro, 2017 09:09

      Tem seu direito em ter opinião divergente que respeito em pleno. Mas pergunto: leu meu artigo? Percebeu o que disse nele? è que pelo comentário aqui, não me parece. Não critico senão a narrativa que justificou para não agravar a pena. Essa narrativa está mal. Nunca deveria ter justificado daquela forma porque ao fazê-lo está a dizer que há atenuantes para as agressões. Por outro lado abordei o assunto noutra perpectiva que não tinha sido abordada: a cultural. E só quem NUNCA passou por tribunais é que não sabe que temos 1 problema CULTURAL na forma como se faz justiça em Portugal. E dei 1 exemplo pessoal de 1 juiz que me julgou SEM JULGAMENTO. Ou seja, por não concordar com divórcios que partiam da iniciativa da mulher, AVISOU que me retiraria o filho caso eu avançasse. Mas tenho mais exemplos pra dar… infelizmente os tribunais a certa altura da vida passaram a ser minha segunda casa… pra azar meu.

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      • 30 Outubro, 2017 09:55

        Creio que sempre que há comum acordo o mais acertado e que os tribunais recomendam é a partilha a meias. Uma semana com o pai e uma com a mãe.

        Conheço muitos casos desses e a dita “cultura” do Tribunal é a mesma.

        Aliás- o grande problema num divórcio não é os filhos ficarem com pai- sejam rapazes, sejam raparigas- é ficarem apenas com a mãe.

        Isso sim- é o grande responsável por crises de adolescência e por outras questões como a falta de uma ordem masculina.

        De todo o modo, este caso nada tem a ver com o assunto e os juízes não trataram de entrega de filhos nem praticaram eles qualquer violência sobre mulher.
        O João Miranda acaba de dizer a frase certa- é crime da moda.

        Pois é. E o Euro2cent explica para que serve- mais uma contribuição para a extinção da família.

        mais vale arranjar animal doméstico se a probabilidade de ser espancada é aleatória e vai ter de arranjar polícia, APAV e juiz logo no primeio dia de namoro.

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      • 30 Outubro, 2017 09:57

        No seu exemplo, quando diz que sendo mulher advogada e mulher juiz conseguiu “reverter” a situação, está a corroborar o que considera ser um direito natural se for favorável às mulheres.
        Portanto, do machismo, passamos para o feminismo-machista.

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      • Cristina Miranda permalink
        30 Outubro, 2017 15:52

        Não Zazie. Percebeu tudo errado. Não a condeno. Andei 8 anos a tentar reverter a decisão e não consegui. A menina entretanto começou a sofrer maus tratos com a madrasta. E mesmo assim não me reverteram a decisão. Então um dia em conversa com amiga, e já num desespero grande porque a minha filha então com 10 aninhos estava em sofrimento profundo já alguns anos, disse-me: cristina conheço 1 advogada 5 estrelas. Ela é danada de boa a defender causas difíceis. Fala com ela. Aviso-te já que é muito desconfiada. Se não acreditar em ti, não te defende. Mas se vir que teu caso é sério, é do melhor.” Assim foi. Depois de escrutinada toda a minha história que ela mesmo confessou ter INVESTIGADO antes de aceitar meu caso, a dita advogada moveu a até o Inferno para que ganhássemos. Claro que aqui a criança deu 1 grande ajuda ao aceitar fazer exames psicológicos e outras tantas coisas. Depois a história da juíza surgiu da seguinte forma: depois de tuda a acausação preparada para seguir para julgamento, a minha advogada disse o seguinte: Cristina, tivemos sorte. Calhou-nos a Dra. Juiza. Além DE SER MULHER e ter outra sensiblidade a julgar casos com crianças, tem fama de incorruptível. Ou seja, uma coisa que com o 1º juiz , o Lemos, que depois foi corrido da magistratura, infelizmente SÓ depois da minha regulação do poder paternal, tinha ocorrido e me lesou. Portanto, foi apenas um aparte da advogada que se mostrou certeiro. Não teve nada mas mesmo nada de machismo. Só PROFISSIONALISMO.

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  40. 30 Outubro, 2017 09:57

    O feminismo o que quer é isso mesmo- dar ascendente às mulheres sobre os homens.

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  41. Carlos Reis permalink
    30 Outubro, 2017 11:08

    Oh como seria maravilhoso se todas as mulheres fossem zazies, pontapé no cu em carteirista aqui, dedo no cu do juiz ali…

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    • Cristina Miranda permalink
      30 Outubro, 2017 15:16

      Deixo aqui também a página 19 deste acórdão que diz tudo o que este juiz e q denuncio no meu texto: “No entanto, como já se deu a entender, não partilhamos da opinião da digna magistrada recorrente sobre a gravidade dos factos nem sobre a culpa dos arguidos, especialmente do arguido X.Este caso está longe de ter a gravidade com que, geralmente, se apresentam os casos de maus tratos no quadro da violência doméstica.Por outro lado, a conduta do arguido ocorreu num contexto de adultério praticado pela assistente.Ora, o adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem.Sociedades existem em que a mulher adúltera é alvo de lapidação até à morte.Na Bíblia, podemos ler que a mulher adúltera deve ser punida com a morte.Ainda não foi há muito tempo que a lei penal (Código Penal de 1886, artigo 372.0) punia com uma pena pouco mais que simbólica o homem que, achando sua mulher em adultério, nesse acto a matasse.Com estas referências pretende-se, apenas, acentuar que o adultério da mulher é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente (e são as mulheres honestas as primeiras a estigmatizar as adúlteras) e por isso vê com alguma compreensão a violência exercida pelo homem traído, vexado e humilhado pela mulher.Foi a deslealdade e a imoralidade sexual da assistente que fez o arguido Xcair em profunda depressão e foi nesse estado depressivo e toldado pela revolta que praticou o acto de agressão, como bem se considerou na sentença recorrida.6 Quis-se, certamente, dizer crime de sequestro.”

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    • Cristina Miranda permalink
      30 Outubro, 2017 15:19

      Aqui a página 8 do acórdão. Os danos físicos só não foram MAIORES porque o arguido caiu e possibilitou a FUGA da vítima: “matrícula xxxx, sua pertença, o qual após imobilizar o veículo, na referida via pública, saiu do mesmo, empunhando um pau comprido com a ponta arredondada, onde se encontravam colocados pregos, objeto denominado “moca”, dirigiu-se ao veículo onde se encontrava a assistente Ae o arguido Ye, enquanto caminhava em direção ao veículo onde estes se encontravam, dizia, em voz alta e com foros de seriedade, dirigindo-se à assistente A: “minha puta, eu mato-te, minha puta, em mato-te”, tendo a assistente gritado”pára X, pára X”.11) Quando o arguido Xchegou ao veículo com a matrícula xxxx, o arguido Ye a ofendida, já se encontravam fora da viatura, atrás da mesma, e ainda quando o arguido Yagarrava a ofendida, o arguido Xdesferiu-lhe, com força, com a parte redonda da “moca”, uma pancada na cabeça, do lado esquerdo. Seguidamente, desferiu-lhe diversas pancadas em várias zonas do corpo, enquanto o arguido Y, acabou por fugir do local.12) Acto contínuo, o arguido Xescorregou, caiu ao chão, tendo a assistente Aencetado a fuga do local, entrando no interior de uma casa ali existente, pertencente a xxxx, que lhe prestou auxílio e chamou os Bombeiros Voluntários de Felgueiras e os militares da GNR.13) Após, os arguidos abandonaram o local, de modo não concretamente apurado.14) No seguimento de tais factos, os arguidos Xe Yprovocaram na assistente Aas seguintes lesões:-na cara: ferida corto-contusa com 2 cm, suturada com 5 pontos de seda na região frontal;-no pescoço: lesão abrasiva na região ântero-lateral direita numa áreade 3×4 cm;-no tórax:-equimose de 5×4 cm na mama esquerda, » escoriação de 7 cm na mama direita; * equimose de 4×4 cm na omoplata esquerda;-no abdómen: equimose de 10×4 cm na região do flanco esquerdo;-no braço direito: 15 escoriações lineares na região posterior do braço, a maior das quais com 8 cm de comprimento, 9 equimoses na região anterior do braço e antebraço, a maior das quais com 6×3 cm e equimose na região posterior do polegar de 6×1 cm;-no braço esquerdo: equimose de 12×11 cm na região posterior do 1/3 médio do braço; equimose de 9×4 cm na região posterior do antebraço; 3 equimoses na região anterior do antebraço, a maior das quais com 6×4 cm;-na perna direita: equimose de 7×3 cm na nádega;-na perna esquerda: equimose de 4×2 na região posterior do joelho, equimose de 4×2 na região posterior da perna,lesões estas que determinaram 20 dias para a consolidação médico-legal, com afetação de 10 (dez) dias da capacidade de trabalho profissional e com afetação de 1 (um) dia da capacidade de trabalho geral.”

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