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Rendimento Básico Incondicional Para Todos É Utopia

14 Fevereiro, 2018

Levanta-se todos os dias bem cedo, faça sol ou chuva, com ou sem vontade, às vezes até sentindo-se doente para não perder o dia de trabalho? Paga transporte para passar 8 horas às vezes mais dedicados à sua profissão? Priva-se de feriados e fins de semana, faz turnos e nem sempre pode gozar as férias como lhe dá mais jeito, e tudo isto durante 365 dias para receber salário mínimo ou pouco acima? Então tenho boas notícias para si: o Governo anda a discutir o Rendimento Básico Incondicional para todos que vai lhe garantir sobrevivência mesmo que não faça ponta dum corno. Não é maravilhoso?

Nunca a sociedade evoluiu tanto. Agora até já se idealiza pôr as pessoas a não fazer nenhum mas receber por isso, ou seja, a máxima socialista que prevê que sejamos pagos pelo Estado para apenas respirar e votar, para  ele, como um “bom pai”, tratar de nós e das nossas necessidades sem mexermos uma palha!!!

Ora, é lógico que 400 euritos não dá para muito mas pense bem: não tem de mover um único músculo todos os dias da sua vida, não gasta em transportes, refeições, em oficina (se tem de usar carro), não desgasta tanta roupa nem calçado para trabalhar! Fica em casa sossegadinho sem fazer despesas extras a ver TV, tomar uma bica no café enquanto joga cartas ou ir passear o cão.

Lógico também que para tal o Estado que não produz riqueza nenhuma terá de taxar mais as empresas, o imobiliário, as poupanças, o contribuinte (os burros que restarem) e ainda inventar outras dezenas de impostos para poder sustentar os 10 milhões de habitantes neste rectângulo à beira mar. É óbvio que o nível de vida vai ficar muito mais elevado e os 400 euritos ao estilo da Venezuela, mal darão pra comprar leite e ovos.  Mas isso também não será problema porque o socialismo logo logo terá uma solução para isso criando uma moeda virtual que ajude a fingir que temos dinheiro. Como Nicolás Maduro esse génio socialista, estão a ver?

E depois as empresas e os investidores vão fartar-se de serem esfolados pelo governo para sustentarem sozinhos a população toda de Portugal. Mas isso também não será problema porque irão empreender e investir para fora abandonando este paraíso socialista para desenvolver e enriquecer outros países capitalistas, sem problemas porque  a malta lá fora até agradece a vinda desses “exploradores”.

Com a desertificação empresarial fica o Estado sozinho e seus contribuintes a sustentarem-se mutuamente o que será muito giro pois ficaremos todos iguais na pobreza extrema com o governo cada vez mais autoritário para impedir a fuga dos seus cidadãos em busca de alternativas à fome e morte certa. Como na ex Alemanha de Leste ou nas actuais, Coreia do Norte, Cuba ou essa maravilhosa Venezuela.

Porque sustentar 10 milhões de pessoas é uma utopia que fica caro, ah! pois é. Neste brilhante artigo (leia aqui) do meu colega Carlos Pinto Guimarães foi feita a conta a essa despesa para menino da primária compreender. E só não vê quem não quer.

Dizer sim ao RBI é assinar uma sentença de morte ao próprio sistema democrático em que vivemos que mesmo doente ainda não chegou ao nível da Coreia do Norte, da Venezuela ou Cuba.

Porque quando um governo quer introduzir uma medida destas está apenas a querer dissimuladamente dominar um povo inteiro que sob o ópio de não produzir mas receber por isso, não verá que é apenas um passo para o controlo total e absoluto das suas vidas.

Quer ver o resultado magnífico desta experiência? Aplique em casa aos seus filhos e fique à espera que se façam à vida.

 

 

 

 

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42 comentários leave one →
  1. Juromenha permalink
    14 Fevereiro, 2018 16:23

    Plagiando descaradamente o ilustre, e imortal, “Zé Maria” : “Povo do caldo da portaria do Convento”…

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  2. 14 Fevereiro, 2018 16:55

    Essa conversa não faz sentido – o RBI é muito menos estatista do que os apoios sociais atualmente existentes (já que permite gastar o dinheiro como se quiser, em vez receber serviços escolhidos e geridos por burocratas).

    E quanto à conversa do viver sem trabalhar, também não faz grande sentido: se alguma coisa, a principal diferença entre o RBI (dar uma quantidade igual de dinheiro a toda a gente, seja pobre ou multimilionário) e os sistemas de proteção social atualmente existentes (como o TSI) é exatamente que o incentivo a não fazer nada é muito menor (já que não tem o tal efeito “se arranjar emprego, depois perco o subsídio e no fim ganho quase o mesmo”). Dito de outra maneira – quem queira viver sem trabalhar já tem atualmente o RSI – o RBI faz diferença é exatamente porque permite aumentar o rendimento dos trabalhadores mal pagos, e não apenas de quem não trabalha (ou trabalha e não declara…), como os sistemas atualmente existentes.

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Fevereiro, 2018 17:04

      Pois. Bela utopia. Só que na sua narrativa esqueceu-se q o ser humano assim, recebe 1 estímulo pra não se mexer. E desincentiva os q labutam arduamente. É psicológico. Ao fim de algum tempo, quase tudo está à sombra sem fazer nenhum. Ou melhor dito, aquele q fizer a mais alguma coisa, será a negro. Só controlado por ele. A MAIORIA PORTUGUESA não será produtiva. Culturalmente somos assim quando não estamos emigrados.

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      • 14 Fevereiro, 2018 18:10

        Oh Baime à benda, senhora. Cristina Miranda, relaxe, leia, entenda, relacione, contextualize , não se auto-limite ao seu mundinho tão pequenino e cinzento. Abra os seus horizonte, viaje um pouquito e talvez assim deixe de falar de tudo sem perceber de nada. Esse seu espírito aldeão cerceia-lhe a capacidade de olhar para fora da caixa onde se encontra enclausurada há tantos anos. Os seus pensamentos cheiram a naftalina e tudo o que escreve, (incluindo as cartinhas abertas a toda a gente) mereceria ser apreciado na presença de fotografias de Salazar, do Cardeal Cerejeira e de um postal dos pastorinhos…

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      • Cristina Miranda permalink
        14 Fevereiro, 2018 23:17

        Ahahahahahahahahah Tu queres é aparecer.

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      • 14 Fevereiro, 2018 23:20

        Oh Out oh The Caixa, esqueceste de trazer o penico, essa linguagem de avençado magrebino não assustam nem um piriquito da Amadora.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        15 Fevereiro, 2018 11:28

        Olha eu, tão vivido, tão viajado, que rastejei para fora da caixa.

        Argumentos nada.

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  3. carlos alberto ilharco permalink
    14 Fevereiro, 2018 17:09

    O RBI entrará em funcionamento no mesmo dia em que se completar o programa para a modernização da CP, que era para 2020 mas está um bocadinho atrasado.

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  4. maria permalink
    14 Fevereiro, 2018 17:43

    Minha Senhora, já vejo tanta gente que já é feliz. Repare nos milhares que lhes basta ter, numa mão o cigarro na outra o cãozinho, fazem logo amigos a falar na inteligência dos seus pets e ainda recebem o subsidiozinho. E ainda têm direitos de incomodar a paz de terceiros..Portanto estamos quase lá!

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  5. André Miguel permalink
    14 Fevereiro, 2018 19:00

    Demais sabem eles que o país está falido e vive de dívida e caridade europeia, por isso esta cena do RBI foi para atirar o barro à parede a ver se pega, porque eles sabem que metade dos indígenas são analfetos funcionais e votam em quem promete “coisas grátis”.

    Se com RSI passou a haver cada vez mais necessitados e cada vez menos capacitados (alô Marx?!) com o RBI vai ser lindo…

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  6. Eduardo permalink
    14 Fevereiro, 2018 19:04

    Estamos a um passo do que pior há no comunismo.
    Foi assim que se fez a URSS em que todos estavam dependentes do Estado.
    Ganhavam poucochinho, como o a senhor kosta, gosta de dizer mas tudo estava empregado mesmo que nada fizesse.
    Os comunas são assim: uma verdadeira linha de montagem de indigentes.
    Kosta e os seus 2 ou 3 acólitos encaminham-nos para isso

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Fevereiro, 2018 21:43

      Exactamente isso.

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    • Arlindo da Costa permalink
      14 Fevereiro, 2018 22:06

      Ó Sr. Eduardo! Com essas ideias você está tão velho como a múmia do Lenine. Areja esses neurónios. O Mundo está muito diferente. Sai desse sarcófogo! 🙂

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  7. Filipe Costa permalink
    14 Fevereiro, 2018 19:33

    Há algo que impede essa loucura: Não há dinheiro, nem que cortassem todos os serviços publicos, era impossivel.

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  8. Arlindo da Costa permalink
    14 Fevereiro, 2018 22:03

    Há poucas décadas a semana de trabalho de 5 dias era uma Utopia, assim como as 8 horas de trabalho diárias ; assim como há décadas (não muitas) era Utopia uma mulher ser juiz, governante, deputada, membro das FA’s, etc, etc.

    Adoro Utopias!

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Fevereiro, 2018 23:19

      É só “ar-feio” nessa cabecinha

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      • Arlindo da Costa permalink
        15 Fevereiro, 2018 00:56

        As utopias é que elevam a espécie humana. O contrário é para os animais rastejantes. Basta ler a História da Humanidade e nem vale a pena citar António Gedeão…mas para quem quer enviar a toalha ao chão, só posso lamentar.

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      • Cristina Miranda permalink
        15 Fevereiro, 2018 08:32

        O’ criatura, há utopias q melhoram o Mundo. Outras q o destroem. O comunismo foi e É 1 delas.

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      • 17 Fevereiro, 2018 22:31

        Cristina,

        Mas nunca foi o verdadeiro comunismo que destruiu esses países.

        Nem o verdadeiro socialistmo…

        Nem a verdadeira ética…

        Nem a vedadeira honestidade…

        Nem a verdadeirs inteligência…

        Da próxima é que vai ser!

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    • BandoDeCorruptos permalink
      15 Fevereiro, 2018 11:24

      Percebam o ar lindo piscoiso! ele era funcionário público, com o nosso dinheiro, requisitado para assessor dos chuchas, com o nosso dinheiro e ainda é pago, com o nosso dinheiro, para andar a criar desinformação nos poucos blogues que os chuchas não controlam ou não lhes são inócuos. Entretanto reformou-se à grande, com o nosso dinheiro e ainda lhe pagam, com o nosso dinheiro, para vir aqui criar desinformação. Claro que se pode viver e muito bem, sem trabalhar, desde que se possa, legalmente, por decreto, roubar o dinheiro de quem trabalha, o nosso dinheiro. Ele toda a vida o fez. Basta ser um sem carácter. Não dá é para todos. Nem para muitos. Mas deu, toda a vida para ele e mais uns quantos como ele, com o nosso dinheiro. E ele vai sempre dizer que dá para todos e mais alguns, desde que lhe continuem a pagar, com o nosso dinheiro.

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  9. 14 Fevereiro, 2018 22:37

    sério? 400 paus dados? 14 meses? wow os perfumes que eu vou comprar! boa! espero que não seja partida de carnaval )

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  10. 14 Fevereiro, 2018 22:41

    também eu adoro sr arlindo! logo que nao se tornem disto pias…

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  11. José Domingos permalink
    15 Fevereiro, 2018 00:21

    Nem mais. Se tivermos, em termos de população activa, cerca de 3 milhões, a trabalhar para o circo, figurantes, assalariados e afins…….não dou nada por isto.
    Seremos uma naçãozinha avenezuelada, onde os supostos governantes, dizem que sim a tudo, para estarem sossegados e a cantarem amanhãs gloriosos.
    Tristes.

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    • Arlindo da Costa permalink
      15 Fevereiro, 2018 00:57

      Não dás nem nunca destes uma pr’á caixa 🙂

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      • Eule permalink
        16 Fevereiro, 2018 14:37

        2ª pessoa do singular do verbo dar: “destes” ? Estás apresentado…

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    • Zé Manel Tonto permalink
      15 Fevereiro, 2018 11:40

      Isso prova o quê?

      Dar 500€ a 2.000 pessoas, num país onde o salário médio é 2500€ e vivem >5 milhões que inflação causa? Zero.

      Dar 500€ a 2.000 pessoas não desincentiva as restantes 5 milhões de fazer pela vida, porque não recebem por não fazer nada.

      Dar 500€ num país onde a méda de salários é 2500€ não vai fazer as pessoas ficar em casa porque não dá para nada.

      Caso português em análise no post:

      Dar 400€ a todos num país onde o salário mínimo são 580€. Ou a inflação come os 400€, ou se os preços se mantiverem constantes não vai valer a pena para muita gente manter-se a trabalhar.

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  12. 15 Fevereiro, 2018 10:56

    ora , e a Cristina nem falou na taxa de natalidade…suponho que os contribuintes deixarão de ter filhos , ninguém com juízo condenaria seus filhos à escravidão , enquanto que os recebedores do rbi parirão que nem coelhos . que problema bicudo vão ter 🙂

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  13. Procópio permalink
    15 Fevereiro, 2018 14:27

    Seja boa ideia ou não, o sr. moedas anda por conta de quem manda.
    Por agora a geringonça serve, o nº 2 com as costas quentes. Sorrisos à vela.
    Os milhões de tugas tontinhos que votaram no nº1 não vão obstar ao precurso.
    As forças vivas adormeceram e os capitais depressa se põem ao fresco. Partex like.
    Mas novos ventos sopram na economia mundial e há sempre que criar alternativas.
    Os aprendizes de hoje darão lugar aos criados de amanhã.

    “Global debt is more than three times the size of the global economy, the highest it has ever been. This is primarily made up of three groups: non financial corporates, governments and households. Each similarly indebted as one another. Debt is something that has sadly run the world for a very long time, often without problems. But when that debt becomes excessive it is unmanageable. The terms change and repayments can no longer be met”.

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    • 15 Fevereiro, 2018 19:47

      Mais uma oportunidade para o que caracteriza percentagem elevada dos tugas: o jeitinho, o jeito, o favorzinho, o favor, a cunha, a falcatrua, a corrupção.
      E siga o baile.

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  14. Arlindo da Costa permalink
    15 Fevereiro, 2018 21:42

    DR. Cristina : Respondendo lá em cima. Antes do Comunismo a Humanidade vivia muito feliz, não havia morticínios, nem exploração, nem escravatura, nem fome nem miséria. Era uma sociedade caracterizada pela abundância, igualdade e amor.

    Esse maniqueísmo é doentio.

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  15. Euro2cent permalink
    15 Fevereiro, 2018 22:00

    foi feita a conta a essa despesa

    Conta um bocado mal amanhada.

    Se um estado disser que toda a terra, mar e ar do seu território soberano é património comum do seu povo, e os rendimentos deles derivados são para distribuir por todos as pessoas que o compõem e nele participam, como é?

    Não me chocava.

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    • Manuel Dias permalink
      17 Fevereiro, 2018 17:47

      Rendimentos do património do ar? Eh, eh, é piada não é? Só pode. Pois a mim choca-me tudo o que seja gratuito – o Estado não tem nenhum maná caído do céu para distribuir. Só nós cidadãos é que criamos riqueza.Trata-se sim, de criar cada vez maior dependência do Estado, como é norma das políticas de Esquerda. Quem gosta de dar muletas precisa de pernas partidas, nem que tenha que as partir.

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      • Euro2cent permalink
        17 Fevereiro, 2018 21:08

        Rendimentos do património do ar?

        Por exemplo, telecomunicações e transportes aéreos. Há uns anos fizeram-se leilões de espectro 3G.

        (Sem falar em cobrar pela protecção da “propriedade intelectual”, etc.)

        Acho bem que se crie riqueza. Mas pagando pelo que se usa. Há borlas a mais, e gente que pensa que uma sociedade civilizada e ordeira é um recurso natural gratuito.

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    • 17 Fevereiro, 2018 22:25

      Euro2cent,

      Era essa mesma propriedade comum do que mexe, não mexe, passa, habita ou flatula no território que, segundo os nossos comunistas soviéticos e lusitanos, nunca se poderia tornar propriedade privada (não confundir com propriedade pessoal, que também havia).

      Sobre a economia do ar contraponho a mais poderosa: a economia do metano. Basta ligar por tubo de pelo menos 2″ os oficícios bocais da Cacarina, das Mortéguas, do Tiago da Mota, do Galamba do Brinco e do Girónimo da Má Fachada a uma turbina de gás rotativa e, de uma assentada, passaremos a exportar electricidade daqui até Vladivostok.

      O melhor é isto: a energia é renovável e inesgotável. Basta fazê-los perorar sobre economia e o metano aparece..

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      • Euro2cent permalink
        17 Fevereiro, 2018 22:58

        Francisco,

        Quando o estado cobra (na casa de) 1% de imposto sobre propriedade, a realidade é que a propriedade é do estado e o dono nominal é arrendatário.

        Se esses direitos fossem consignados mais directamente aos cidadãos e subtraídos ao controlo político (e consequentes clientelas vorazes), era capaz de resultar melhor.

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