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Não querem dar abracinhos ao prediozinho verde da Mouraria que dá lugar a uma mesquita?

19 Março, 2018

O”Movimento Quadrado Verde” protesta contra a construção de uma igreja no jardim entre duas escolas, em Telheiras. Como tal organizam este cordão humano pelo seu quadradinho verde. Dado este acendrado amor pelo verde creio que será de alargar o dito cordão ao prédio verde da Mouraria expropriado para dar lugar a uma mesquita
telheiras-1

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  1. BandoDeCorruptos permalink
    19 Março, 2018 19:41

    Bando de fdp.

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  2. 19 Março, 2018 19:46

    Nestas alturas nunca aparecem carros descontrolados com vontade própria que transportam malta com problemas mentais . Uma pena…

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  3. Arlindo da Costa permalink
    19 Março, 2018 20:55

    Não sou fã de mourarias nem de judiarias…

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  4. A. R permalink
    19 Março, 2018 23:49

    Parece casais heteronormativos! Cheira a ameaça do hetero-patriarcado

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  5. prod permalink
    21 Março, 2018 18:10

    Afinal o verde não é a cor do profeta? Apesar do bando do quadrado parecer mais vermelho que verde, o prédio verde já estava a modos que consagrado… E digamos que uma mesquita, a 3 milhões de euros a peça, é de facto uma prioridade para munícipes e contribuintes em geral num estado laico. E depois, não me estou assim a lembrar de nenhum outro destino mais útil para os 3 milhões em excesso.

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  6. José Ramos permalink
    21 Março, 2018 23:03

    Se for para uma mesquitazinha, não há novidade.

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  7. Pedro Cruz permalink
    27 Março, 2018 17:46

    O mais engraçado é que os moradores da zona pagaram alegre e voluntariamente balúrdios pelos seus apartamentos em prédios encavalitados uns em cima dos outros, divididos por ruas estreitas, sem árvores, sem lugares para estacionamento e com vistas para os apartamentos dos vizinhos; E sem outros equipamentos de sociabilização a não ser umas escolas abarracadas, duas ou três lojas e, nas imediações, um grande hipermercado. Nos primeiros tempos, diante do Parque dos Príncipes, ainda existiu um pequeno clube de ténis, que rapidamente deu lugar a mais uma encavalitada fileira de grandes prédios.
    Compare-se aquele aborto urbanístico com um qualquer bairro edificado há 100 anos numa grande cidade… comparem-se aquelas ruas traçadas em antigas quintas, onde espaço não faltava, com bairros como Campo de Ourique, ou com as «Avenidas Novas», com a largura destas, o separador central com estacionamento e árvores que cada uma dispõe…; Tente-se entrar ou sair daquelas intrincadas vielas e pracetas, a regurgitarem carros em hora de maior trânsito. Imagine-se, ali, um incêndio de grandes dimensões, carros de bombeiros e ambulâncias a tentarem transitar…
    É notável a sensibilidade estética e urbanística da CML e dos compradores que, cada um a seu modo e com responsabilidades diversas, permitiram e incentivaram que patos bravos tenham construído aquele vasto monumento à incompetência e à venalidade, A lógica suburbana foi a mesma, mas, em Massamá, etc. as casas eram e são muito mais baratas.
    A lógica dos moradores, que prescindem de espaços de vivência comum, continua a ser a mesma, suburbana. Ignorantes, desconhecem que o urbanismo português sempre construiu as cidades à volta do largo, encimado pela Câmara Municipal, pelo pelourinho ou tribunal… e pela Igreja. Esta sendo mais do que um templo mas um verdadeiro símbolo dos ritos de sociabilização que marcam comunitariamente os passos fundamentais de cada ser humano: O nascimento (baptismo), o casamento e a morte (funeral). É a igreja que, com o seu largo, organiza a cidade e os bairros, em todo o Portugal, em todos os pontos do planeta onde os portugueses ocuparam e urbanizaram territórios. Esta, mesmo que poucos lá entrem, é que organiza a vida social, recordando (ao menos nos funerais) a todos com a sua presença, crentes e não crentes, que o ser humano individual é uma abstracção, ou uma perturbação mental e que a sua vida não se esgota numa cansativa e alienante circulação casa/trabalho/compras/casa.

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