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descubra as diferenças

13 Abril, 2018
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Há dois ou três dias, o Bloco de Esquerda e a Menina Mortágua acusaram Mário Centeno de estar a ir além das metas do défice impostas por Bruxelas.

No já distante ano de 2015, o líder do PS, António Costa, que é agora o chefe do governo onde Centeno ultrapassa as ditas metas bruxelenses, atacava Pedro Passos Coelho, então primeiro-ministro, num debate televisivo, com a seguinte frase sonora: “O senhor gosta tanto da troika que quis ir além da troika”.

«Ir para além do défice» e «ir para além da troika»: onde estão as diferenças?

Num ponto evidente: em 2011 o país estava falido; agora já não está.

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14 comentários leave one →
  1. Perigoso Neoliberal permalink
    13 Abril, 2018 12:44

    “agora já não está”… mas está a criar sólidas bases para falir novamente. Basta um soluço nas taxas de juro e lá vamos nós a caminho do tetra. Slow but sure…

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  2. 13 Abril, 2018 12:51

    Isto é uma palhaçada em que a menina Mortágua colabora com o Costa para centrar o valor do défice na mente dos tugas entre os 0.7 e os 0.9 com o intuito de esconder que o défice foi de 2.92%. E não me venham com arlindisses por que o Passolas “não cumpria as metas do défice” precisamente pelas mesmas razões.

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  3. ANTONIO MANUEL PAIXAO AFONSO permalink
    13 Abril, 2018 12:51

    Eu não desisto de PPC.

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  4. LTR permalink
    13 Abril, 2018 13:03

    Frases do político em debate:

    “Os políticos têm de responder ao mandato eleitoral que recebem”
    (a não ser que o usurpem a quem o recebeu e tomou posse)

    “O senhor não tem programa, nem mostra as contas”
    (cativações de 900 milhões)

    “o serviço nacional de saúde é um dos maiores ganhos da nossa democracia”
    (mandamos dinheiro para o São João, mas não o podem usar)

    “ninguém desejou que a troika viesse, a não ser quem quis utilizar a troika como pretexto para executar um programa de retrocesso do estado social”
    (sócrates chamou a troika para a direita lixar o país)

    “uma das questões mais dramáticas da sociedade portuguesa que é o êxodo migratório da nossa juventude…quantos jovens é que foram apoiados para regressar? Eu digo-lhe: zero”
    (depois sai do país e tece os maiores elogios à diáspora)

    “procurou [Passos Coelho] induzir os portugueses em erro fazendo crer que a solução não terá custos para os portugueses”
    (que foi o que fez logo a seguir com o mesmo banco)

    No debate que terá com Rio vai inverter a tática, e em vez de omitir o estado da economia, vai evidenciá-lo como puder. Estamos perante o maior artista de todos os tempos.

    Cada um que interprete como entender melhor:
    https://www.economist.com/news/europe/21740409-small-miracle-atlantic-social-democracy-floundering-everywhere-europe-except

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  5. weltenbummler permalink
    13 Abril, 2018 13:34

    o psd que Deus haja afogou-se no rio

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  6. Zé Manel Tonto permalink
    13 Abril, 2018 13:51

    “agora já não está”

    Já temos superavit? A dívida está a baixar? A Segurança Social já não é um esquema de Ponzi prestes a rebentar?

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    • Luis permalink
      13 Abril, 2018 14:34

      Esta na corda bamba…

      Nao vai haver reformas nenhumas com estes partidos. Mais depressa tiram o pais do euro e fazem de Portugal uma Venezuela.

      Quem manda sao os pensionistas e o funcionalismo. Qualquer reforma a fundo do pais tera de mexer nessas areas e ja se viu que o egoismo e grande e ninguem quer perder um centimo no final do mes, mesmo que viva afogado em impostos. Os mais velhos decidem eleicoes pois estao em maioria e tem abstencao menor, sao os pensionistas e os acomodados a contratos de trabalho eternos e imutaveis. Se houvesse mais jovens que velhos entao o cenario seria outro.

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  7. Mario Figueiredo permalink
    13 Abril, 2018 14:32

    Aliás o pais agora está tão bem que a última moda não é ir trabalhar para a Irlanda e preferir fazer descontos para a segurança social nesse pais, porque o sistema misto de lá dá melhores garantias que a reforma não vai ser passada na miséria. O que acabei de dizer não é verdade, porque o nosso pais não está falido.

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  8. Procópio permalink
    13 Abril, 2018 15:37

    .”…em 2011 o país estava falido; agora já não está”.
    Hoje dia 13-04-2008. Registe-se para memória futura.

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  9. Manuel permalink
    13 Abril, 2018 16:21

    O país em 2018 está pior que em 2011: a dívida pública em valor absoluto é maior, se a taxa de juro for para o nível de 2011, a nova pré-bancarrota será mais violenta. As bloquistas ajoelharam vão ter de rezar, o Jerónimo vai desencadear greves como se estivéssemos no prec. O PS vai pagá-las, pois como “já virou a página da austeridade” os portugueses acreditaram e agora as antigas corporações do Estado Novo com nova casaca(democrática) vão exigir tudo e mais alguma uma coisa.Para mamar na teta somos todos das artes! A propósito, para a semana novo aumento de combustíveis, carrega Costa! Era desejável que o PSD e o PP não embarcassem no populismo das reivindicações e assumissem a verdade: não temos economia para o Estado Social montado pela democracia.

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    • Luis permalink
      13 Abril, 2018 17:28

      Alguem que ve o que eu vejo. Mas o PCP ate as proximas eleicoes vai andar um pouco manso. Se o PS tiver acima dos 36% e puder governar apenas com o BE, e se o PCP descer nas intencoes de voto, entao havera festa nas ruas…

      Quanto ao Estado Social, a oportunidade foi perdida quando veio a troika e quando o Seguro estava no PS. No meu distrito posso enumerar varios servicos que poderiam fechar, entre centros de saude, escolas, uma escola superior, direccoes regionais, centros de emprego… todo o monstro criado pelo cavaquismo e pelo guterrismo. Se fechassem de vez o que e redundante ou esta sobredimensionado e ao mesmo tempo pusessem mao de ferro na contratatacao nem era necessario despedir ninguem para reduzir o numero de funcionarios.

      Na realidade o funcionalismo aumentou, pois esta oculto nos hospitais empresa, empresas municipais, autarquias… como aumentou a carga fiscal! Por exemplo, na camara de Vila Real de Santo Antonio o estacionamento e pago de manha a noite, e no Verao passado era de 80 centimos a hora. Agora querem por as taxas turisticas nas dormidas. As facturas da agua sao caras, os IMIs elevadissimos. Ha taxas para toldos, anuncios luminosos, licencas para negocios, entre outros impostos. Alem disso, ha uma Via do Infante com portagens, taxas nas bebidas com acucar, impostos nos combustiveis, em breve novos impostos nos carros. Em Ayamonte hao ha nada disto, do outro lado do rio.

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    • Luis permalink
      13 Abril, 2018 17:37

      Este emprego que foi criado e fragil e rapidamente se esfuma se o turismo cair. Abriram mais cafes ou mais restaurantes, e novas lojas, nos centros historicos de Lisboa, Porto ou cidades algarvias, abriram novos alojamentos turisticos, mas ha pouco capital, e tudo fragil, os portugueses que investem estao sim com dividas. Recordo que estes sectores, comercio, cafes, restauracao, ja estavam sobredimensionados. No entanto o pais continua a produzir abaixo da sua capacidade. Se formos por exemplo a um supermercado em Espanha constata-se logo que os cosmeticos sao muito mais baratos, o mesmo acontece nas farmacias espanholas. Porque? Os espanhois tem fabricas e marcas de champos, geis de banho, cremes, mas nos nao temos. Pela Europa fora nao se encontram alimentos portugueses. Mas ha massas de Italia, queijos de Franca e de Espanha, azeite grego. O Corte Ingles esta a passar para o digital, por Portugal ainda se abrem centros comerciais. E pior, ninguem na comunicacao social fala destes problemas!

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  10. rão arques permalink
    14 Abril, 2018 07:28

    A diferença está no descaramento de um aldrabão mórbido mas profissional, ao ponto de enganar todos durante todo o tempo.
    Salvo o agente artístico em cena, bem consciente do engodo, mas que lhe dá confortável lastro e o sustenta sem olhar a despesas.

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  11. Zé da Póvoa permalink
    14 Abril, 2018 14:16

    Não entendo. Os defensores do “além da troika” de Passos Coelho que diziam que era preciso empobrecer os portugueses por serem uns preguiçosos que queriam viver acima das suas possibilidades, agora encarquilham-se todos com quem consegue obter défices mais reduzidos,não obstante a vida estar muito melhor para todos. Em que ficamos ?

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