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A direita é careta

15 Setembro, 2018

A direita é chata, maçuda, só pensa em défices e coisas dessas que nada têm a ver com a vida das pessoas. No fundo, estamos todos tão bem a receber o subsídio enquanto vemos a apresentadora jeitosa da RTP, e aparecem uns tipos taciturnos, que só sabem falar da economia, do crescimento e de como querem impedir a Deolinda de fazer o sexto aborto do ano antes da mudança de sexo que a tornará em Luís com pronome de “elo”.

A esquerda é fixe, tem até uma festa de um jornal comunista onde actuam pessoas num palco digno de U2 como The Black Mamba, Ana Bacalhau, António Zambujo, Dead Combo, Jorge Palma, Sérgio Godinho ou Xutos e Pontapés entre discursos de Jerónimo de Sousa e, por mero acaso, de nenhum dissidente norte-coreano. É até ternurento, ver aquela Fender Telecaster, uma maldita invenção do norte-americano Leo Fender nos mui heteropatriarcais anos 50, antes da crise dos mísseis de Cuba, caída ao chão, após mais uma contagiante fusão de sindicalista-tradicional com sindicalista-rock dos Diabo na Cruz.

O leitor incauto poderá achar que estou a criticar as bandas mencionadas. Longe disso. Estou a enaltecer a qualidade da esquerda na sua versatilidade de exploração de novos públicos. Já à direita, quais são os públicos que se pretendem adquirir? Pessoas que gostam de música (incluíndo alguma muito boa, diga-se de passagem) portuguesa? Não! Pessoas que marcham com bandeiras arco-íris sobre qualquer coisa relacionada com o direito de pessoas que consideram não os ter (ou assim). Legalização de drogas: tem mal? Não. É só pensar pequenino, pregar aos convertidos.

A esquerda sabe-a toda. Não é preciso novas fórmulas: estão todas aí. Enquanto apresentam propostas para legalizar drogas, na festa do Avante! já as estão a fumar. As conclusões são fáceis de tirar.

 

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11 comentários leave one →
  1. 15 Setembro, 2018 19:29

    Já estão a fumar, pois. A “Direita” não f nem sai de cima e chega sempre atrasada.

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  2. 15 Setembro, 2018 21:38

    Então, o “desgraçado” do Tordo, que “quase na miséria foi obrigado a emigrar” por causa do governo do PPCoelho, escreveu uma comovente e lacrimejada carta de despedida aos tugas, e se “exilou” sempre lamuriento em relação ao Portugal de então, com o “miserável” emprego de director artístico do Hotel Sheraton (empreendimento do amigo Vieira do Benfica) e sito na Reserva do Paiva, Recife, não foi à festa do Avante ?, afirmar que agora sim, estamos num país livre, com futuro e com contratos para concertos ?

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  3. 15 Setembro, 2018 22:05

    Sem dúvida a direita ou centro-direita e mesmo a assumida social democracia tuga está desde sempre na opinião pública e na militância, em grande desvantagem pela falta de cantores, cantantes e músicos. Também, noutras áreas de actividade cultural.
    Teve a governar no Ministério da Cultura um razoável ministro Lucas Pires, a razoável Teresa Patrício Gouveia e…
    Não tem iniciativas para fazer uma espécie de ponto da situação, uma convenção de autores — mas também é (supostamente) verdade que alguns não assumiriam publicamente as suas tendências políticas…

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  4. Sérgio Gonçalves permalink
    15 Setembro, 2018 22:31

    Que direita, pá? Que partido, com representação parlamentar, é de direita? O CDS dos reformados e pensionistas? O PSD dos impostos sobre impostos? Foda-se pá, não há um caralho de partido de direita cá neste canto aspirante a país.

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  5. Mario Figueiredo permalink
    15 Setembro, 2018 23:27

    Bom texto vitor.

    A esquerda é uma enorme programa de variedades. A programação consiste no entorpecimento da população. O entretenimento como sedativo. E começa nas camadas jovens. A forma como se multiplicam os festivais de verão e a cobertura obscena que os canais de televisão fazem destes eventos durante os telejornais, são grandes palcos onde se estende a festa do Avante (que já não é uma festa do comunismo) e onde entre músicos e campistas se debate o pobre do clima, o direito às mulheres mandarem no seu corpo, e a libertação de todos os escravos.

    É admirável como nos deixamos levar pela mão para o abismo. Conscientemente e com clareza de pensamento, discutimos os malefícios de uma sociedade consumida pelo entretenimento. Vemos aí o eco da destruição da civilizações antigas e reconhecemos todos os sinais de uma distopia. Fazemos filmes e até inteiras séries sobre isso; muitos de culto e adorados. O Black Mirror era ele inteiramente dedicado a estes temas. Teve um sucesso tremendo, precisamente entre aquelas camadas da população que logo a seguir consomem sem qualquer hesitação e em grandes quantidades todos os perigos ali retratados.

    E o sistema alimenta-se a si mesmo, germinando dentro de si os futuros entertainers via subsidio e apoio estatal, mas também alimentando todo um exército de pura inutilidade e parasitismo. Enquanto o estado faz a sua colecta àquela porção dos nossos salários que considera ser sua, está a pagar quase meio milhão de euros para que um realizador de cinema obscuro tenha filmado há dias na Amareleja o seu filme de autor, erótico e obsceno, e que à semelhança de todo o cinema de autor português terá salas garantidamente vazias. 500 mill euros que deveriam antes servir para pagar a alimentação destas sanguessugas na prisão, que era onde deviam estar.

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    • Mario Figueiredo permalink
      15 Setembro, 2018 23:53

      Ainda agora estou a ver o irmão de uma menina que morreu atropelada ainda não passaram 24 horas, a escrever a sua “dor” no instagram com direito a smileys e tudo. Toma lá 7 mil likes.

      O nojo a que chegámos como sociedade, faz-me questionar se o choque geracional que os nossos pais enfrentaram connosco se aproxima sequer daquilo que estamos a assistir hoje. E se é verdade que isto não é um efeito da esquerda, é aqui que ela se sente em casa e onde melhor prospera. Os valores familiares cada vez mais destruídos em nome de um novo conceito; o neotribalismo.

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      • Oscar Maximo permalink
        16 Setembro, 2018 11:43

        Mário Figueiredo, tem razão, mas há ainda um aspeto relacionado que é desprezado por quase todos, e cuja formulação é muito simples. Com os aglomerados populacionais muito acima do tamanho ótimo, deixa de poder haver liberdade, em quase todas as vertentes e também na politica. Até porque muitos problemas resolvidos na cidade dão origem a outros. Qualquer pais com grandes cidades não consegue defender a liberdade. A exceção América, pela história, estados, e características dos subúrbios, é capaz de durar um pouco mais. E como o tamanho das cidades é o resultado do aumento de mobilidade e população, e vão concentrar ainda mais gente, só antevejo, na europa, bom futuro para a Suíça e pouco mais. Os países escandinavos, com pouca densidade populacional, mas grandes aglomerados, não se salvam, ou não salvam a liberdade. Note-se que eu não discuto a democracia, ela existe, mas irá sempre criando mais restrições á liberdade individual.

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  6. 16 Setembro, 2018 09:25

    A direita e molengona, egoísta e, sobretudo, não há meio de se livrar desse tolo complexo de ser de direita
    A direita tem de tratar os esquerdalhos como eles merecem. Berrando-lhes as suas nojeses e os seus criminosos actos. Sem complexos ou receios.

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  7. Oscar Maximo permalink
    16 Setembro, 2018 10:54

    É careta e masoquista. Pagou para hoje ouvir o Bono dizer mal dela.

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  8. 18 Setembro, 2018 18:34

    A direita não existe no arco, está toda na abstenção e obrigada ao silêncio!

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