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#DireitaHaddad

30 Outubro, 2018

fernando-haddad----confirmado-vice-em-conven----o-do-PT

O hashtag #DireitaHaddad tem sido utilizado por diversas pessoas penso que não com intuito insultuoso ou desrespeitoso, mas em jeito de síntese sobre a perplexidade com que no campo não socialista muitos tomaram conhecimento da declaração de voto no candidato do PT (caso fossem eleitores brasileiros) por parte de vários liberais.

Tem servido também para aplicação a casos de pessoas na Direita portuguesa que não deixaram claro que, tendo de optar apenas entre os dois únicos participantes na contenda presidencial, nunca e em circunstância alguma votariam Haddad.

O assunto fica contextualizado ainda por uma série de artigos de opinião publicados em diversos media e nas redes sociais por autores da nossa Direita defendendo a necessidade de retirar do debate político a carga moral com que normalmente são tratados os temas da sociedade, nomeadamente os mais polémicos.

Totalmente de acordo se por isto se quer dizer que um indivíduo não deve arrogar-se moralmente superior a outro indivíduo numa discussão. Isso não! Julgamentos de carácter, dispenso.

Agora, para quem como eu tem argumentado que “Imposto é roubo!” ou que “O estado-social é imoral“, é absolutamente central isto:

(é necessário) restaurar o espírito do Liberalismo Clássico. Reconhecer e divulgar a superioridade moral da defesa das liberdades individuais por contraponto a qualquer das alternativas ideológicas existentes.
A autoridade moral do Liberalismo deve ser central nas discussões e análises sobre o nosso futuro enquanto sociedade. As causas do Liberalismo são superiores, em todos os aspectos, a correntes de pensamento que conduzem a uma vida em sociedade a caminho da servidão.
A juventude deve ser galvanizada pelo argumento da superioridade moral do individualismo.
Só a ética e integridade individuais poderão sustentar um caminho de Liberdade.

 

Desculpem a presunção de citar a mim próprio deste artigo no Observador, mas é só mais prático para deixar claro que não deixarei de ter como referência uma Autoridade nem esquecerei a existência de Direitos Naturais do indivíduo.

Nem tudo é relativo. Há Moral.

*

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4 comentários leave one →
  1. Mario Figueiredo permalink
    30 Outubro, 2018 19:27

    Portanto, voto em branco presumo. Saúdo-o. Mas infelizmente, lá como cá o debate ficou rapidamente minado, para que fosse permitido dar voz a posições moderadas.

    O extremismo combate-se com extremismo de sinal contrário. Até ambos saírem derrotados, não existe espaço para moderados como o Telmo.

    Rui Ramos ainda este fim de semana apelava à necessidade de uma direita moderada, mas arrojada, que não esteja comprometida com o politicamente correcto, de forma a capturar este eleitorado descontente que acaba por rejeitar o “centrão” e refugiar-se na direita populista. Revejo-me inteiramente neste pedido. Já o referi aqui antes em pelo menos duas ocasiões.

    Portanto, que tal em vez de votar em branco e demitir-se desta luta à espera que voltem novamente os dias do centralismo democrático que invariavelmente derrapa para o socialismo estadista, o Telmo usa da sua influência para ajudar a mudar a direita portuguesa ou criar um novo espaço político onde a direita realmente oferece um espaço ao eleitorado não socialista, liberal e conservador?

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  2. 30 Outubro, 2018 20:31

    “O extremismo combate-se com extremismo de sinal contrário. Até ambos saírem derrotados, não existe espaço para moderados como o Telmo.” LOL

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  3. Euro2cent permalink
    30 Outubro, 2018 21:27

    quem como eu tem argumentado que “Imposto é roubo!”

    Nem tudo é relativo. Há Moral.

    Ah … pois.

    Se calhar é moral (e.g. faz parte do costumes, ‘mores’) quem tem pagar para continuar a ter.

    Em geral os donos percebem o negócio, e só regateiam o preço.

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  4. André Silva permalink
    30 Outubro, 2018 21:38

    Concordo – como habitualmente e por isso salvo algumas excepções – com o tom geral do artigo.
    Contudo, não poderia estar mais em desacordo com “…um indivíduo não deve arrogar-se moralmente superior a outro indivíduo numa discussão. Isso não! Julgamentos de carácter, dispenso.”. Aliás, não só discordo frontalmente como dia que nem sequer faz qualquer sentido, o que me surpreendo sendo escrito por quem foi. Só para citar alguns exemplos, acaso alguma vez seja numa discussão ou fora dela Hitler, Estaline, Mao, PolPot, Idi Amim e muitos etc se podem equiparar moralmente a (preencham com quem quiserem)?
    Sinceramente, esta parte não percebo agora, nunca percebi (pois já não é a primeira vez que vejo aduzir aquilo que tenho como argumento de prurido moral) e não me parece que alguma vez vá perceber.
    E, para que fique ainda mais clara a minha posição, o mesmo raciocínio é válido quando se comparam culturas, sociedades e países, não apenas modelos económicos, sociais e políticos.

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