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Oh Catarina! O Estado não dá lucro!

12 Janeiro, 2019

Catarina Martins e Marisa Matias, duas “mentes raras” do partido de extrema esquerda portuguesa, o Bloco de Esquerda, saíram-se com uma pérola digna de registo. Num vídeo (veja aqui) Marisa conseguiu em 1:19 min dizer uma mão cheia de mentiras sem se rir.  Espectacular! Explicou aos idiotas que a querem ouvir que o Tratado Orçamental assinado em 2012 pelo anterior executivo é o responsável pela austeridade que se vive em Portugal retirando rendimentos às famílias e que Portugal tem lucro de 6 mil milhões de euros mas que por causa da dívida terá de entregar às instituições  financeiras 8 mil milhões que fazem falta ao país. Finaliza  dizendo que a austeridade não é solução e por isso se vai opor a que o tratado orçamental seja lei europeia.  Excitada com esta intervenção “brilhante” da camarada, Catarina escreveu este “magnífico” e elucidativo tweet: “”Como a Marisa explica, “um segredo bem escondido é que Portugal dá lucro. O excedente primário do OE será de 6 mil milhões de euros mas devido ao serviço da dívida, mais de 8 mil milhões será canalizados para o sistema financeiro. Pouco menos do que investimos no SNS”. Uau! Batam palmas à estupidez estratosférica disto!

A primeira grande mentira do vídeo é que a austeridade nunca foi nem nunca será uma consequência do Tratado Orçamental de 2012. A  verdade  incontornável que por muito que os camaradas se contorcem jamais irão conseguir alterar é que, as severas medidas que os portugueses tiveram de suportar na carne com todas as consequências nefastas para as suas vidas pessoais e empresas, foi consequência da irresponsabilidade criminosa de um ex governante e seus lacaios que sob uma impunidade total, desbarataram biliões de recursos financeiros do país com negócios ruinosos e desvios para offshores,  deixando-o em falência técnica. Ainda no governo, esse  mesmo ex governante viu-se obrigado a estancar o “sangramento financeiro” impondo cortes salariais, cortes em reformas, cortes em subsídios, aumento de IVA e outros impostos. (Recorde esse precioso momento aqui). Portanto, a austeridade severa,  diga-se, terapia de choque de rigor orçamental, que tivemos de suportar foi consequência da bancarrota e não do tratado em si.

A segunda grande mentira é de que Portugal dá lucro. Ora se estupidez pagasse dívida soberana (quem dera), só com isto ficávamos superavit! Então desde quando é que um Estado tem capital próprio e com ele cria riqueza? É para rir? Bom, se era humor, foi bem conseguido porque na verdade o Estado gere os impostos que colecta das famílias e empresas. Esse dinheiro arrancado ao contribuinte e que é retirado ao seu orçamento, tenha ele excedentes ou não, é que enche os cofres do país. Esses impostos alimentam a máquina do Estado, que dá apenas despesa, para assegurar um determinado número de serviços. Até as empresas públicas que deveriam imperiosamente ter saldo positivo, só dão prejuízos elevados cuja factura é suportada pelos do costume: os cidadãos. O mais recente e vergonhoso caso  foi o da CGD com a  injecção de 5 mil milhões de euros de impostos!

A terceira grande mentira é sobre o excedente de 6 mil milhões  que a Catarinocas diz haver. O que se deve a fornecedores e outros credores nunca pode ser dissociado das contas finais. Se há dívidas elas entram no balanço e só depois se vê o saldo: é positivo, há excedente; é negativo há prejuízo. Mais: se Portugal recorreu a empréstimos foi porque não tinha liquidez. Se não tinha liquidez é porque tinha despesas mais altas que receitas e foi neste desequilíbrio financeiro que se deu o fenómeno a que já nos habituamos: falência. Afirmar que há excedentes com todos os pagamentos cativados que colocaram todas as instituições do Estado em crise financeira, e contínuos pedidos de empréstimos, é brincar com a nossa inteligência. Todos nós, por esta teoria, seríamos milionários se nos limitássemos a receber salário, pedir empréstimos bancários sem pagar uma única despesa.

Aprenda de uma vez que o Estado não é rico porque a riqueza é roubada ao cidadão que a produz. Que enquanto a empresa quanto maior for o lucro mais prospera e cresce, porque resulta de uma mais valia, o Estado quanto mais cresce maior é o confisco, maior é a asfixia económica e  menos prospera.   É um parasita que sem o confisco ao contribuinte não sobreviveria nem um dia.  Enquanto a empresa vive da aquisição voluntária dos seus produtos ou serviços pelo cliente, o Estado vive de roubo que destrói e mata toda a economia, ou seja, seus “clientes”. Exactamente o inverso das empresas.

Se houvesse realmente grandes  excedentes nas contas do Estado isso só  significaria que se estava a cobrar mais impostos do que os necessários.  E aí a redução da carga fiscal teria de ser ponderada. Porquê? Porque receita de impostos não é lucro.

São estas pessoas que além destas mentiras todas,  afirmam que a austeridade não é solução –  mas viabilizaram-na nos OE de Centeno –  se dizem estar preparados para governar.

Tenham medo. Muito muito medo.

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41 comentários leave one →
  1. Velho do Restelo permalink
    12 Janeiro, 2019 11:05

    Pode ser que seja apenas um problema de linguagem. Uns chamam-lhe “almofada” outros “lucro”. Mas há de facto uma tendência preocupante nas gerações “pós-rasca” de confundir “empréstimo” com “doação”!
    Tendo em conta que estamos em ano de eleições, até faz sentido. Estão de volta os chavões : “não pagamos” , “reestruturação da dívida”, “os ricos que paguem a crise” …
    Estranho foi não ter aparecido na AR nenhuma proposta do BE para “reestruturação da dívida” !!

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    • Pedro permalink
      13 Janeiro, 2019 00:25

      Será assim tão mau ó restelo ?

      Ao longo da sua curta existência a “impoluta” Alemanha já foi mais vezes á bancarrota e beneficiou de mais perdões de dívida do que o “rasca” Portugal.

      E as reestruturações de dívida eram rotineiramente praticadas nas sociedades pré-clássicas em que a dívida era perdoada em massa a intervalos de tempo regulares.

      Entre os judeus era de sete em sete anos. Está na bíblia.

      A razão era que essas sociedades entendiam que a excessiva “financeirização” da economia levava á excessiva concentração e asfixia da mesma.

      E não consta que os patriarcas bíblicos ou os reis da Assíria fossem “pós-rascas” ou do bloco.

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      • Velho do Restelo permalink
        13 Janeiro, 2019 10:58

        Com tanta conversa, bem que podias ter esclarecido a big question : “Porque é que o BE ainda não apresentou proposta para reestruturar a dívida ?” Ou será que esse argumento só é válido quando a direita está no trono ?

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    • Pedro permalink
      13 Janeiro, 2019 23:25

      Não estou ao corrente de tudo o que o bloco faz. Mas que eu saiba não alterou em nada a sua posição sobre a dívida.

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      • Cristina Miranda permalink
        14 Janeiro, 2019 09:22

        Pedro, que grande momento de humor. Tem futuro

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  2. 12 Janeiro, 2019 12:02

    Velho, as gerações pós-rasca têm sido tão sacrificadas pelas gerações anteriores que não têm tempo para a Política. Espero que isso possa mudar…
    p.s. Não considero que a desBergonha da JS represente o que quer que seja que valha a pena. É uma socretina como tantos outr@s…

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    • Velho do Restelo permalink
      12 Janeiro, 2019 14:48

      Oh raposo, os jovens andam fascinados pela tech, e o tempo não chega para manter o perfil do FB actualizado ! A massa não chega para o smartphone, ténis e roupa de marca … Política ? Só pagando …

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      • Pedro permalink
        13 Janeiro, 2019 04:24

        Estou fascinado por essa conversa velho/raposo.

        É o perfeito exemplo da táctica neoliberal de virar todos contra todos e no fim ganham os banqueiros.

        Aqui estão a virar os velhos contra os novos e vice versa. Não importa quem é a favor de quem porque obviamente as duas posições são igualmente absurdas porque a sociedade é composta por todos e todos passamos por essas idades.

        Na verdade podiam estar também no vosso clássico de voltar trabalhadores do privado contra os do público. Nacionais contra imigrantes. Ou até trabalhadores privados uns contra os outros, nas modalidades não sindicalizados contra sindicalizados ou precàrios contra os do quadro.

        Na verdade o que vos interessa é destruir a sociedade para nos reduzir a carne picada para os abutres especuladores dos mercados morfarem..

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  3. A. R permalink
    12 Janeiro, 2019 12:18

    Se estas loucas tivessem juízo e falassem verdade deveriam então estar a protestar contra os lucros pornográficos do Estado.

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  4. 12 Janeiro, 2019 13:25

    O BE existe creio que desde 1998. Com tantos anos de oposição macia e aguerrida conforme os seus apetites e actualmente almofadada pela gula de integrarem o poder político-administrativo, ainda não entendo porque é que antes da geringonça não intentaram um golpe de estado. Ou criarem uma espécie de país, por exemplo nas Berlengas, à semelhança dum “rei” que tem um estado num pequeníssimo ilhéu na Madeira.

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    • 12 Janeiro, 2019 13:50

      ‘(…) ainda não entendo porque é que antes da geringonça não intentaram um golpe de estado. Ou criarem uma espécie de país, por exemplo nas Berlengas, à semelhança dum “rei” que tem um estado num pequeníssimo ilhéu na Madeira’.
      Essa é fácil. Os rapazinhos do BE estudaram a histía do MES…

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  5. licas permalink
    12 Janeiro, 2019 13:31

    Quem será que fique surprendido com PS no afinco em proteger os acusados de corrupção exigindo-se, veja-se bem, “prova” de que houve crime? Mais um pouquinho de nada, sem confissão sairia inocentado o arguido. E os corruptores jamais seriam incomodados pela Justiça: era o paraíso, que, diga-se de passagem, reinou até há bem pouco tempo.

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    • 12 Janeiro, 2019 14:11

      O P”S” e o actual governo a armarem-se em honestos… É o partido mais corrupto e corruptor. Lata não lhes falta… !
      Licas,
      lembra-se da reacção do João Soares no dia seguinte à prisão do Sócrates ? Esta:
      “antigos primeiros-ministros e presidentes da república a serem presos, só com crimes de sangue provados” — ora aí está a “ética republicana e sentido de estado” do P”S”.
      E há também a frase do Almeida Santos: “Para nós tudo; para os inimigos nada; para os outros cumpra-se a lei”.

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  6. Pedro permalink
    12 Janeiro, 2019 15:54

    Só tretas.

    O estado é muito maior nos países nórdicos e exatamente ao contrário do que os acólitos da seita neoliberal dizem, são muito mais prósperos que muitos países com muito menos estado.

    E é óbvio que os serviços prestados pelo estado produzem riqueza sem a qual as próprias empresas privadas não podiam existir.

    Por exemplo, uma sociedade saudável, educada, pacificada e com poder de compra é o que permite ás empresas privadas prosperarem.

    Ainda não terem percebido é prova da infantilidade desta seita.

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    • 12 Janeiro, 2019 16:50

      Mais tabaco nisso, a um louco nem consigo argumentar.

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    • Cristina Miranda permalink
      12 Janeiro, 2019 20:48

      Eishhhhhhhh que salganhada aqui vai neste seu comentário, Pedro. Não percebe mesmo nada disto. Tem de voltar à escolinha.

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      • Pedro permalink
        12 Janeiro, 2019 22:43

        A sua escolinha é a universidade de verão do PSD.

        Aquela que nos andou a impingir “verdades” como aquela de, com as privatizações, Portugal ia ser um país moderno eficiente e competitivo

        Depois do que vimos do resultado dessas privatizações, por exemplo na banca, onde vou passar o resto a vida a pagar as roubalheiras dos vossos chefes empreendedores chulos do privado, chego à conclusão que a vossa é a escola do crime.

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    • Rogerio Alves permalink
      14 Janeiro, 2019 09:37

      Pedro, você utiliza a técnica clássica (sofista/socialista) em que para fazer valer uma mentira acrescenta-lhe uns detalhes de verdade. É claro que “(…) uma sociedade saudável, educada, pacificada (…)” é responsabilidade do Estado, mas depois vem com o “(…) e com poder de compra (…)” dando a ideia que se o Estado pagar bem aos fp e aumentar o salário minimo “(…) permite ás empresas privadas prosperarem.” É bem ao contrário: as empresas poderem prosperar é que cria riqueza (aumenta o PIB) e, em consequência, o poder de compra e as empresas só conseguirão prosperar se não forem roubadas (em excesso) pelo Estado.

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  7. PA, permalink
    12 Janeiro, 2019 16:35

    è perder tempo falar sore aquelas sirigaitas. Eu costumo dizer que só ligo a merda quando estou distraido,

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  8. Manuel permalink
    12 Janeiro, 2019 19:35

    Boa lição da professora Cristina. A qualidade do regime também se mede pelos seus deputados. Concordo, é de ter muito medo e aviso: será possível governar o país em nova bancarrota com uma oposição com ignorantes destas? Reitero, a desgovernação de Costa conduz-nos a nova bancarrota, os números de Novembro são preocupantes e depois?

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    • isabel permalink
      13 Janeiro, 2019 02:17

      Os deputados só têm influência na eleição do líder do partido, a quem obedecem sobretudo quando estão na AR. A treta de que são representantes do povo não passa disso mesmo: uma treta. Eles são militantes partidários e estão na AR nessa qualidade.
      Temos um regime onde somente os chefes dos partidos têm verdadeiro poder. E só eles podem alterar esta situação. Esperar que isso aconteça é como esperar pelo D. Sebastião.

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  9. A. R permalink
    12 Janeiro, 2019 20:55

    “O estado é muito maior nos países nórdicos e exatamente ao contrário do que os acólitos da seita neoliberal dizem, são muito mais prósperos que muitos países com muito menos estado.”
    Sabe como funcionam as economias nórdicas? Sabes quantos são os verdadeiros funcionários públicos ou seja aqueles que têm as regalias dos que o são em Portugal? Pois são uma ínfima parte dos que pensa serem!
    Estude mais e fale depois

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    • Pedro permalink
      13 Janeiro, 2019 00:39

      A.R.

      Devia informar-se melhor.

      Há países nórdicos com o dobro ou triplo da percentagem de funcionários públicos do que Portugal.

      Com grandes empresas estratégicas na posse do estado ou participadas pelo estado. Com um estado social muito mais abrangente, impostos ao nível dos nossos, sindicatos mais fortes, condições de trabalho melhores.

      Tudo aquilo que os liberais dizem que leva um paísà bancarrota em dois dias tem sido o sucesso dos nórdicos desde há 70 anos.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        13 Janeiro, 2019 05:03

        ” impostos ao nível dos nossos”

        Está bem, está. Mesmo que isso fosse verdade, quem é que lhe disse que os impostos em Portugal são baixos?

        Esta malta qe gosta de impostos altos está no limite do criminoso.

        Queres entregar ao Estado tudo o que ganhas, força meu, faz uma doação. Deixa os outros manterem o que ganham!

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      • Velho do Restelo permalink
        13 Janeiro, 2019 11:31

        Pedro, de todo o teu discurso só apoio a parte da indignação por ter que dar o meu contributo para “salvar” bancos que andaram a dar crédito a pequenos e grandes vigaristas. Sim os pindéricos que andaram (e andam) a comprar BMWs e Audis sem os poder pagar também deram um contributo generoso para a crise, tendo em conta o seu elevado número. Assim como os totós que à custa do crédito fácil, contribuíram para a escalada dos preços da habitação. Outros houve, que deixaram de comprar a casa que pretendiam porque o preço era demasiado elevado, e no final foram ajudar a pagar a do vizinho que se mandou de cabeça! Onde esse espectáculo é deveras deprimente é nos condomínios. Em cada 20 fracções, há quase sempre 1 ou 2 que não paga as quotas, mas usufrui e suja tanto ou mais que os pagantes, e não deixam de ter bom carro, smartphones para toda a família e o resto não se sabe porque é privado.
        Falas muito dos “países do norte”, mas o mais certo é falares sem conhecer a realidade. Eu só conheci (e mal) a Noruega na década de 90.
        Tinha de facto um nível de vida elevado, e uma população muito disciplinada, mas pouco feliz. É uma realidade que não permite comparações com o sul! Outros recursos naturais, outra atitude da população, outro clima … Compreendo perfeitamente a indignação deles por terem de contribuir para pagar os desvarios dos povos do sul ( copos, gajas e dívidas)

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  10. Arlindo da Costa permalink
    12 Janeiro, 2019 23:11

    Drª Cristina, não sei se sabe, mas há muitos estados que dão «lucro».

    Ou comunga da ideia de Sócrates que o Estado está sempre endividado e nunca paga as suas dívidas? 🙂

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  11. 13 Janeiro, 2019 14:36

    Ora D. Cristina, as meninas do Bloco não se distinguem propriamente pelas subtilezas de natureza conceptual. Elas movem-se no domínio da política, que, como sabemos, se caracteriza precisamente por uma generalidades! Melhor dizendo, por umas vacuidades que poucos ousam contraditar.

    Louvo a sua coragem por o fazer, ainda por cima de um modo elegante.

    Em boa verdade, quem é que esperava que uma pereira desse maçãs?

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  12. Carlos Guerreiro permalink
    13 Janeiro, 2019 15:38

    Estava a pensar que se não pagasse impostos e (in)segurança social, qual seria o lucro que eu teria?
    As esganiçadas do bloco também podiam fazer as contas ao lucro que o estado tem com os “clientes” pagadores de impostos que não utilizam o SNS e tratam-se no privado (pulhiticos incluídos). Mas parece que nem esse lucro é suficiente para manter o SNS nos mínimos de funcionamento… Talvez o melhor é nem pensar nesse “lucro” antes de juros, era mais dinheiro atirado à fogueira (ou para os bolsos de um especulador imobiliário bloquiano ou em envelopes de “aquilo que eu gosto”)..

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    • Pedro permalink
      14 Janeiro, 2019 00:14

      Se não pagasse impostos e contribuições, das duas uma:

      Ou continuava a usufruir dos serviços do estado que esses impostos pagam e então era um chulo que vive á conta de quem os paga. Essa é a condição da maior parte dos nossos grandes empresários.
      Ou não beneficiava dos serviços do estado pagos pelos impostos e a sua empresa não conseguia operar.

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    • Pedro permalink
      14 Janeiro, 2019 00:27

      Pensar no lucro que teria em usufruir dos serviços do estado sem parar impostos tem tanta lógica como pensar em como seria bom os fornecedores entregarem-lhe os materiais de borla ou não pagar aos trabalhadores.

      A doutrina neoliberal consegue convencer certas pessoas que há almoços grátis.

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      • Cristina Miranda permalink
        14 Janeiro, 2019 09:21

        Oh! Pedro dá pena. Continua, apesar de muito bem explicado no meu texto, a comparar o Estado a empresas. Se fosse meu aluno, estava chumbado.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        14 Janeiro, 2019 17:59

        “os fornecedores entregarem-lhe os materiais de borla ”

        Não é assim que o Estado se financia?

        Promete pagar a 90 dias e depois é a 120, 180, 300, às vezes a empresa fornecedora vai à falência antes de ver o dinheiro.

        Essa é outra forma do teu querido Estado ter lucros.

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  13. Jorge Mra permalink
    13 Janeiro, 2019 22:07

    Bravo CRISTINA, a tratar os bois pelos nomes. E as as dividas do SNS de 2900M também serão lucro??

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    • Pedro permalink
      14 Janeiro, 2019 00:08

      Considerando que o SNS salva milhões de vidas, sim, o SNS dá lucro á sociedade.

      E a maior parte dos seus problemas económicos devem-se a quem o quer destruir, descapitalizando-o para o entregar aos privados.

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Janeiro, 2019 09:26

      Não podemos chamar de “lucro” àquilo que é financiado com impostos porque impostos não resultam de mais valias. No mínimo o SNS deveria ter SALDO POSITIVO da sua actividade. Mas, como sabemos, é TÃO MAL GERIDO pelo Estado que dá PREJUÍZOS ELEVADOS. E isso só acontece porque temos incompetentes à frente da Nação

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  14. R. Cardoso permalink
    14 Janeiro, 2019 10:32

    Esquerda, direita, centro, cima, baixo, meio… Blá blá blá… Independentemente da corrente política, o que conta são “pequenas coisas” como princípios, valores, honestidade, civismo, bom senso… Enfim, coisas tão enterradas e escondidas (da direita à esquerda política “habituais” deste país) que talvez só o Indiana Jones conseguisse reencontrar após meia dúzia de triologias… Seja como for, os meus parabéns à Cristina Miranda: na mouche (as usual)!

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