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dois caminhos

11 Janeiro, 2019
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PSD: 37.º Congresso NacionalA partir de hoje, há duas estratégias assumidas no PSD: uma, de Rui Rio, aposta num entendimento com António Costa e numa reedição do Bloco Central, que poderá ter base simplesmente parlamentar, como a actual geringonça, ou mesmo ministerial, caso o PSD consiga uma resiliência eleitoral que, por ora, não aparenta; outra, protagonizada por Luís Montenegro e, provavelmente, por Miguel Morgado, que fará o PSD alinhar com a direita, com o CDS e a Aliança, formando um bloco político alternativo ao que está no governo.

A clarificação é sempre bem vinda em política, e Montenegro proporcionou, hoje, a Rui Rio, uma oportunidade única para afirmar o seu projecto político perante o país e um partido que anodinamente gere há um ano.

Por isso, parece uma estratégia profundamente errada, a que ele está a seguir, de acusar Montenegro de ser apenas um veículo de interesses pessoais e egoístas de deputados que não querem perder os seus lugares. Todos os seus apaniguados o têm repetido, orquestradamente, na comunicação social, desde a conferência de imprensa do Centro Cultural de Belém, mas qualquer pessoa sensata sabe bem que o problema do PSD – e da sua liderança – está longe de se esgotar nisso. Antes fosse. Como também será absurdo que Rio mantenha o seu habitual sorriso fechado de Gioconda, tentando passar ao lado de um problema real, que preocupa os militantes e eleitores do PSD, e não vá a terreno esclarecer o que, de facto, quer para o partido e para o próximo governo de Portugal. Rui Rio não pode ignorar que, desde que é presidente do PSD, o partido tem caído nas sondagens e, por sua culpa exclusiva, provocou a cisão da Aliança e a saída de Pedro Santana Lopes, que o tinha apoiado lealmente depois da derrota. É verdade que ele tem todo o direito de seguir a estratégia política que entender. De se encostar à esquerda e ignorar a direita. De se dispor a apoiar o governo e, até, de viabilizar projectos legislativos do Bloco. De ter importantes apoiantes a dizer que preferem um PSD pequeno a um PSD identificado com a direita. O que não pode é estranhar que lhe peçam responsabilidades por isso.

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14 comentários leave one →
  1. 11 Janeiro, 2019 20:04

    Rui A., subscrevo
    Também isso e algo mais tenho colocado no Blasfémias.

    Mas se a nomenclatura, o RRio, militantes e simpatizantes do PSD, os dirigentes na Lapa, preferirem ir a votos sob liderança indigente e sujeitarem-se a uma derrota pesada e mais do que isso, até às europeias e legislativas sob uma liderança fátua, ausente no ataque ao AC-DC, aproveitem as migalhas.
    Deve o RRio completar a presidência ? Para quê, que utilidade advirá para o PSD ?

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  2. 11 Janeiro, 2019 21:35

    As ideias políticas de Montenegro e restante pandilha já foram sufragadas com menos 800.00(oitocentos mil) votos nas últimas eleições legislativas.

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  3. 11 Janeiro, 2019 22:15

    MJRB, que é que isso tem a ver com a perca de 800.00(oitocentos mil votos) nas últimas legislativas?

    Até me custa dizer isto: ainda não percebeu que é do resultados dos mandatos conquistados pelos partidos na AR que se formam governos?!

    Continuem a ganhar assim…

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    • 11 Janeiro, 2019 22:32

      Adelino Ferreira,
      Vc. referiu-se às legislativas e não à golpada na ARepública.

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      • 11 Janeiro, 2019 23:00

        Que golpada MJRB?
        O sistema político em Portugal não é o Burquina-Fasso.
        O que aconteceu não era previsível porque as maiorias no parlamento habitualmente colocavam de fora o BE e o PC para qualquer solução governativa e daí a alegria incontida do Passos e sua trupe quando são apresentados os resultados definitivos.
        Passado tanto tempo sobre os acontecimentos vir para aqui chafurdar com golpadas é feio e não dá saúde 😉

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    • JMS permalink
      12 Janeiro, 2019 05:23

      Óscar Maximo,

      Como somos um país rico e, à boa maneira salazarista, vc acha que não deveríamos ter entrado na CEE.

      Mário Soares negociou a entrada e o culpado é o Cavaco. Muito bem. Já entendi que “renegociar” é o seu forte.

      No Burquina-Fasso há pessoas mais inteligentes do que em Portugal.

      Talvez no Esquerda.net seja mais bem sucedido.

      Se não estivéssemos na UE, com o actual “mágnífico governo” que temos, já estaríamos pior do que a Venezuela.

      A imbecilidade fascista de esquerda não pára de me surpreender.

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      • JMS permalink
        12 Janeiro, 2019 05:28

        O comentário acima é dirigido a Adelino Ferreira e não a Oscar Máximo. As minhas desculpas.

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  4. 11 Janeiro, 2019 22:18

    Onde se lê perca deve ler-se perda

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  5. Alberto Silva permalink
    11 Janeiro, 2019 22:19

    O que se passa em Portugal?

    Tivemos os comunistas do Vasco Gonçalves logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.
    Depois de 1975 vieram os socialistas e de vez em quando, sociais- democratas, centristas. Foram alternando. Vira o disco e toca o mesmo.
    O povo foi sempre votando no “agora é que vai ser”.
    Como nunca foi, o povo foi-se afastando da vigarice e começou a virar as costas às eleições.
    A escolha esteve sempre condicionada. Só foram admitidos os partidos da Democracia Burguesa. Isso mesmo, burguesa, barriguda, corrupta, xupista do Estado (dos impostos e do património).
    E os anos foram passando. Já lá vão quase 45, quase meio século.
    Já é tempo de recuperar o tempo perdido e recomeçar de novo o trabalho interrompido em 25 de Abril de 1974.
    Precisamos de um novo Salazar?
    Não! Precisamos é de agarrar no trabalho dele e continuá-lo para retomar a alfabetização do povo e a melhoria das suas condições de vida.
    Portugal será rico se souber desenvolver a agricultura e as florestas, a indústria, o comercio e os serviços. A ciência e a cultura. Com justiça. Cada macaco no seu galho. Os corruptos e os ladrões na cadeia. Os competentes a mandar nos restantes.

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  6. 11 Janeiro, 2019 23:05

    “Portugal será rico se souber desenvolver a agricultura e as florestas, a indústria, o comercio e os serviços”
    esqueceu-se das pescas.

    Tudo o que o senhor de boliqueime destruiu e muito mais….

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    • JMS permalink
      12 Janeiro, 2019 01:45

      O senhor de boliqueime fez o que o senhor antes dele acordou com a CEE.

      Essa coisa do Cavaco ser o bode expiatório duma das poucas coisas que Mário Soares fez de jeito, a nossa entrada na CEE, fica muito mal a quem critica… o que veio depois.

      Incrível como, em 2019, século XXI, ainda há pessoas que acham que foi o Cavaco o “culpado” do acordo feito por Mário Soares para a nossa entrada na CEE

      Às vezes envergonho-me de ser português.

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      • Oscar Maximo permalink
        12 Janeiro, 2019 02:39

        Foram os dois culpados. Porque Cavaco podia recusar receber dinheiro em troca de destruição de agricultura e pescas. Achou, como disse, que o futuro estava nos serviços, pelos vistos adivinhou os atentados no Egipto e norte de áfrica.

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  7. Arlindo da Costa permalink
    12 Janeiro, 2019 23:13

    Alguém no seu perfeito juízo acredita que Montenegro ou Santana Lopes é capaz de liderar alguma coisa?

    O lirismo é uma corrente literária há muito ultrapassada.

    Coloquem os pés na Terra, pois da Lua os chineses já estão a tratar.

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