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14 de Fevereiro, dia da sopeira

14 Fevereiro, 2019

Hoje é quinta-feira. Para muita gente, também é o “dia dos namorados”. Não me incomoda que seja dia dos namorados: se fosse uma daquelas patas chocas feministas poderia estar indignado, mas como isto não é sobre mim, não tendes nada a ver com o meu gosto ou repúdio por dias convencionados para celebrar seja o que for. Contudo, também é dia para pessoas, que na ausência do vil heteropatriarcado nasceriam sopeiras — o que, admito, seria de elementar justiça social — e assim nasceram urbanas com coração sangrento por ideias românticas da pastoral vida no bairro social, se indignarem com o crescimento da violência doméstica.

De verdade, existem pessoas que acham mesmo que a violência doméstica está a aumentar, que é mais difícil ser mulher em Portugal hoje do que uma negra sentar-se nos lugares para brancos nos autocarros do Alabama nos anos cinquenta. Vai daí, organizam simpósios, escrevem artigos, deambulam entre saladas de gin e procuram um lugar ao sol no nicho do protagonismo grotesco da reivindicação ao direito de serem reconhecidas como elementos incasaláveis da sociedade (um direito que lhes reconheço sem artifícios de culpa).

É verdade que há violência doméstica. Também é verdade que é bastante nojenta. Contudo, e dando de barato que é esmagadoramente mais prevalente a violência de homens sobre as mulheres, convém recordar que os homens, mesmo os abusadores, antes de serem maridos de mulheres, foram filhos de uma mãe (a não ser que o argumento do “machista” seja uma crítica encapotada à adopção gay). E, antes que me venham com o argumento de que também são filhos de um pai, eventualmente também abusador, lembro que se é para atribuir herditariedade a comportamentos violentos, não se poderá descartar que argumentos de feminismo azeiteiro também o sejam.

Eu não disse que sem o vil heteropatriarcado uma feminista seria só uma sopeira? Se é para combater a violência doméstica, combata-se o sopeirismo.

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3 comentários leave one →
  1. Daniel Ferreira permalink
    14 Fevereiro, 2019 10:35

    Aquela comédia triste de país que lidera a administração dos “”””Direitos Humanos””””” na ONU chamada Arábia Saudita recentemente deu um passo muito significativo na igualdade do género, pondo na sua lei que as mulheres agora também podem ser decapitadas. Porque isto de separar o corpo de uma pessoa em dois era um privilégio machista que tinham que combater.

    A escumalha anda a incendiar ao máximo a relação Homem / Mulher, PORTUGAL não é nem nunca foi um país violento! Andam a fazer notícias com 0.0001% dos casos (para legislar como se fossem 50%).
    Ainda ontem a notícia da “violência” afinal a “violência psicológica (mais ambíguo era difícil) e maus tratos nas redes sociais”…. sinceramente.

    O problema é que no ano passado o número de casamentos aumentou e imagino as úlceras que não devem ter aparecido quando saiu esta estatística.

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  2. Artista português permalink
    15 Fevereiro, 2019 00:01

    Tudo notícias para desviar as atenções da grande iniciativa de criar o “Dia do genro”. Estará para breve? Candidatos não faltam….

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  3. 15 Fevereiro, 2019 10:41

    Ora bem.

    Mas eles são behavioristas- com lavagem cerebral homem deixa de ser homem e acaba-se o problema da violência

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