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Uma sugestão para a página de agit-prop da Lusa

18 Fevereiro, 2019

Tendo em conta a fraca produtividade da página da Lusa dedicada às fake news venho sugerir que se dediquem ao caso Claas Relotius. Vem tudo contadinho no querido El País E já foi contado em Portugal pelo PÚBLICO. Não sei  é se esta fake news interessa à Lusa.  Mas esse já é outro assunto.

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8 comentários leave one →
  1. 18 Fevereiro, 2019 10:30

    A Lusa, dirigida pelo Nicolau Santos que dizia para ouvirmos Baptista da Silva, dizia que o “FMI já não vem” quando ele estava à porta e anunciava segundos resgates quando Passos Coelho nunca teve que considerar tal opção, tem uma página dedicada às “fake-news”? A ironia é tanta que quase dá para cortar às talhadas.

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    • LTR permalink
      18 Fevereiro, 2019 11:24

      Esses senhores podiam aproveitar e fazer o favor de esclarecer cabalmente aquela história dos contratos inexistentes a que se referiu o comentador Nuno Rogeiro no Leste/Oeste dando a entender que perguntou ao PM pelos navios e que não conseguiu ser esclarecido, tendo descoberto por via directa que não há contratos para os restantes navios para os estaleiros de Viana. E outras coisas mais interessantes do que o Rui Rio a falar alemão. E o discurso do Paulo Rangel que não passa. Pudera!

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    • Isabel permalink
      18 Fevereiro, 2019 13:15

      Não sei porque se insiste em falar da « nossa democracia ». Só os partidos, ou antes, só as correntes dominantes dos velhos partidos estão representadas na AR. Só la pode estar quem for escolhido pelo líder de cada partido para ficar em posição elegível.
      Com uma TV – que é, por excelência da sua posição, o principal opinion leader de um país que pouco lê – dedicada ao futebol, às télé novelas, aos talk-shows e residualmente à informação sobre faits divers da política e onde se troca o debate por monólogos trazidos de casa por políticos mascarados de comentadores, como se pode falar de democracia?
      O direito de voto, só por si, não define uma democracia. Ele só tem significado se houver a garantia de que o eleitor está corretamente informado sobre todas as escolhas que tem. Caso contrário, vota num engano.

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  2. LTR permalink
    18 Fevereiro, 2019 11:58

    Já se for com as ocultações não há página:

    “O Jornal Económico verificou as nomeações publicadas em “Diário da República” (o anterior Governo liderado por Pedro Passos Coelho compilava todas as nomeações no respetivo portal, promovendo a transparência; o atual Governo liderado por António Costa eliminou essa funcionalidade no portal, dificultando o escrutínio) e identificou dezenas de casos.”

    Isto numa democracia a sério dava logo molho judicial e parlamentar, mas nós somos mansos, cegos e com esperança em tirar uma selfie com o ocupante da casa real. Não aprendemos nada com os recentes consulados do BdP e dos governos.

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  3. EMS permalink
    18 Fevereiro, 2019 14:27

    Acho tão espantoso que a Helena Matos estrategicamente perca a capacidade de saber usar o Google.

    https://www.lusa.pt/article/25307010/revista-der-spiegel-demitiu-jornalista-que-falsificou-v%C3%A1rias-reportagens

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  4. Carlos Guerreiro permalink
    19 Fevereiro, 2019 00:11

    Ouvi dizer que existe um português na ONU responsável pelo estudo da feiquesnius nos países do sul da Europa. Um tal de Artur Baptista Silva. Pode ser que o Nicolau se lembre e o convide a preencher a página das feiques na Lusa

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  5. Aónio Lourenço permalink
    19 Fevereiro, 2019 14:06

    Certinho cara Lena, a magna diferença, tal como apresentado no artigo do Público, é que foi a própria revista Der Spiegel a assumir a burla, através de outro repórter da revista que foi fazer o fact-checking ao trabalho do colega!

    Acha que algum dia Trump, na sua clássica arrogância troglodita, vai assumir alguma coisa? Que mentiu? Que enganou? Que forjou?

    “Há um mentiroso, mas qual?

    A queda de Claas Relotius foi precipitada pela desconfiança de um jornalista que foi destacado para trabalhar com ele num artigo. Juan Moreno tinha lido, há anos, um artigo de Relotius em Cuba em que este falava do primeiro contabilista do país que era consultado por engraxadores. A história pareceu inverosímil a Moreno, que por isso nunca mais leu os textos do colega do mesmo modo.

    Quando foi destacado para fazer um artigo em conjunto com Relotius, Moreno não ficou contente. E, ao receber a parte do texto escrita pelo colega, desconfiou de algumas passagens. Fez perguntas aos editores, estas foram passadas a Relotius, que respondeu com o que pareciam provas e com e-mails trocados com algumas das fontes. Agora sabe-se que os forjou; na altura, ninguém imaginou que falsificasse emails.

    A dada altura, tornou-se claro que havia um mentiroso — e parecia que o mentiroso era Juan Moreno, nascido em Espanha, freelancer, a viver em Berlim e não na cidade-sede da Spiegel, Hamburgo, e por isso com uma muito menor relação com os colegas. Já Relotius era uma das pessoas mais simpáticas, se não a mais simpática, da redacção.

    Juan Moreno aproveitou uma viagem aos EUA e fez 770 quilómetros para ir ao local da reportagem de Relotius contactar dois dos protagonistas da história, “vigilantes” que faziam patrulhas informais na fronteira entre os EUA e o México. No artigo, Relotius descrevera como passara dias e noites com eles.

    Os dois homens ficaram surpreendidos: nunca tinham falado com o jornalista alemão, disseram a Moreno, em frente a uma câmara (este não correu riscos e gravou tudo). Nunca o tinham sequer visto.

    Moreno contou mais tarde as reacções de alguns colegas e editores: “Acreditava mais facilmente se me dissessem que a minha mãe tinha inventado uma história, do que se me dissessem que Relotius o tinha feito”, disse um. Outro confessou que pensava que prémios recebidos por alguns colegas eram exagerados: “Relotius era o único que achávamos mesmo que merecia.” “

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