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Porquê?

26 Fevereiro, 2019

O artigo de Joana Bento Rodrigues, no Observador, continua a dar que falar. As primeiras críticas vieram das feministas com pilinha, figuras a que é dada (e não há coincidências) tempo televisivo até à náusea. Essas pessoas (note-se o meu cuidado em não mencionar o género para não ostracizar seres não binários) surgiram espumando raiva e exalando hálito a gin, num misto de bafo tóxico, embora moderno e progressista, conforme convém. Seguiram-se as feministas com pipi, na sua versão feminazi, que, em geral, não passam de um bando de ressentidas mal-amadas (para não aplicar uma palavra mais brejeira) pouca dadas a opções de vida que não passem de gin ou/e cocaína à discrição, uma espécie de salvo conduto para “orgias in” com porta giratória para a política cortesã de que, aliás, fazem ou querem fazer parte nem que seja à conta de uma lei de quotas. Por último, há críticas justas e equilibradas sobre um artigo globalmente bom, mas que põe o pé em ramo verde aqui e acolá, especialmente quando menciona sem explicar, e assim dando azo a interpretações díspares, o que significa “rectaguarda” ou “casar bem”. De resto, o artigo não é um ensaio, pelo que não se esperariam grandes detalhes. Dada a profusão de cortes truncados e posteriormente espalhados pelas redes sociais, visando a humilhação pública, não resisto a fazer o meu próprio corte a que se segue uma pergunta. Ora, escreve a Joana BR:

“…Pois, embora fazendo parte da natureza da mulher ser esposa e mãe, a “mulher moderna” revela também a necessidade de se completar com um papel social e de cidadania, que vê concretizado no trabalho e, se bem-sucedido, tanto melhor! Gosta de ver reconhecido o seu esforço e mérito profissionais, mas sabe também que poderá ter de fazer escolhas para cumprir com os restantes papéis.

Quantas mulheres estarão dispostas a abdicar da maternidade e de um casamento feliz, em nome de uma carreira de sucesso? Dificilmente poderão estar em pé de igualdade com o homem, que mais facilmente dedica horas extra ao trabalho, abdicando do tempo em Família, em nome da progressão laboral e, está claro, daquilo que é um apelo mais masculino, o do sucesso laboral. É isto discriminação? Não, são escolhas!”

A minha pergunta é: se as mulheres são iguais aos homens perante a lei (e muito bem), se têm acesso a educação em plano de igualdade (aplauso de pé), se são cerca de 50% do mercado de consumidores, então por que motivo criam muito menos empresas do que os homens, preferindo profissões mais seguras? Com tantas condições iguais de partida, seria de esperar que arriscassem mais, no fundo que fossem iguais aos homens, certo? Então por que razão não é assim? Não é por serem burrinhas (de facto, elas são, em média, melhores alunas que eles). Então porquê, meu Deus? Talvez a Joana tenha dado uma pista no corte por mim citado acima. Aliás, deu várias. O problema é descobri-las por debaixo dos vestígios de vómito, droga e ressentimento que os seus detratores plantaram por cima.

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19 comentários leave one →
  1. André Miguel permalink
    26 Fevereiro, 2019 15:45

    “Não é por serem burrinhas”

    Claro que não, é exactamente o oposto. Igualdade só para cargos de gestão.
    Construção civil? Transportes? Mineração? Petróleos? Engenharia? Os homens que sejam burros de carga e sujem as mãos.

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  2. Daniel Ferreira permalink
    26 Fevereiro, 2019 16:07

    Se afastar as mulheres portuguesas da Maternidade é objetivo Divino da escumalha que suborna os nossos políticos, se possível pô-las a ter a atitude mais contra-natura possível e torcer pelo “aborto”, então não podemos esperar outra coisa que não sejam o exército de idiotas úteis pagos ao “tweet” para pisar tuda a que diga que ser Mãe é uma hipótese na Vida. A heresia!

    “Minha Mãe querida, minha Mãe amada, quem tem Mãe tem tudo e quem não tem Mãe… não tem nada”
    lia-se pelas escolas primárias deste Portugal quando ainda se queria ter uma sociedade sã.

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  3. 26 Fevereiro, 2019 16:42

    Fosgasse, que isto do politicamente correcto querer quotas só para o que é bom não tem limites!
    Então e quotas para pedreiros e pedreiras?
    Para cantoneiros e cantoneiras (varredores e varredoras)?
    Para asfaltadores e asfaltadoras?
    Ou já não são profissões próprias para feministas?
    Nãããããã, quotas é só para o que é bom! Para a gestão!
    As feminazis a admitirem por omissão, que nem todos e todas são iguais.

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  4. Aónio Lourenço permalink
    26 Fevereiro, 2019 17:31

    O feminismo, que lutou pela igualdade de direitos, pela possibilidade de a mulher poder votar, estudar e trabalhar fora de casa, deter iguais direitos laborais em relação ao homem, está longe de ser representado nos movimentos da atualidade.

    Será que autora, pela prosa marcadamente submissa, ter-se-ia debatido por estes princípios na respectiva época histórica? Duvido!

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    • 27 Fevereiro, 2019 01:20

      “O feminismo, que lutou pela igualdade de direitos” ….CAusas do mulherio burguês “opressivamente” enfadada por não fazer nada e viver à custa do trabalho da pelbe.

      Quantas amas havia para cuidar dos filhos da plebe feminina ?

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  5. Carlos Piecho permalink
    26 Fevereiro, 2019 18:44

    em relação à sua questão
    “por que motivo (as mulheres) criam muito menos empresas do que os homens,”
    já lhe passou pela cabeça que quem aprova ou não os financiamentos ao investimento são 99% homens? que pensam tal como a doutora Bento que o papel da mulher não é meterem-se nessas coisas de criar empresas, coisa de homens
    talvez esteja aí a sua resposta que não é certamente o seu “preferindo profissões mais seguras” meramente especulativo
    gosto de mulheres, gosto cada vez mais de conhecer mulheres, trabalho quase só com mulheres
    isso de não terem iniciativa e jogarem pelo seguro é um mito urbano
    um conselho de quem gosta de mulheres porque as conhece e aprecia
    se quer pedir namoro à Doutora Bento porque não lhe envia flores?
    agora andar a tentar justificar o injustificável não o torna nada sedutor nem aos olhos da Doutora Bento
    vá lá tome coragem, as mulheres não mordem

    nota:
    se lhe passar pela cabeça dizer que eu sou politicamente correcto ou do berloque de esquerda, não perca tempo
    não sou nem de lá perto

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  6. maria permalink
    26 Fevereiro, 2019 18:53

    Há uns anos um familiar estudava Medicina Dentária, a turma era composta por 6 homens e 22 mulheres(.Aqui já falham as quotas)
    Como as mulheres não tinham força para fazer a extração de dentes, muitas pediam-lhe que o fizesse. Curioso, no final elas eram abençoadas pelas notas, porque os professores eram muito patetas.
    Não se pode negar que muitas mulheres têm o seu valor.

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    • Velho do Restelo permalink
      26 Fevereiro, 2019 19:48

      Maria, essa fez-me lembrar que tive aulas em que era o único homem (até prova em contrário), em turmas de mais de 30 alunos!
      Tive de me habituar a ouvir o professor dirigir-se à turma com “as senhoras …”, e não era um curso de letras !!
      A paridade deve ser obtida por mérito, não por decreto.
      A paridade decretada insinua que a mulher precisa da ajuda da lei para se equiparar ao homem, e como tal, é um retrocesso na evolução cultural já conseguida.

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  7. santos permalink
    26 Fevereiro, 2019 19:18

    E VIVA A JOANA

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  8. Mario Figueiredo permalink
    26 Fevereiro, 2019 19:56

    “Igualdade na diferença” foi um dia, no tempo dos meus pais e quando eu era pequenino, a grande luta das mulheres. E essa era uma boa luta. A minha geração, mas principalmente a dos meus pais lá pelas décadas de 50 a 80, lutou arduamente, homens e mulheres, pela igualdade de género.

    Nessa forma de igualdade, as nossas diferenças eram celebradas: a tendência geral do homem para ser o disciplinador, a da mulher para ser a cuidadora. A do homem para providenciar, a da mulher para acautelar. A do homem para a infidelidade, a da mulher para o frio calculismo. E a de ambos para com a família.

    Princípios em tudo iguais nortearam também outros movimento civis, tais como a luta contra o racismo ou a protecção da vida selvagem. Grandes lideres dos movimentos civis defendiam este pensamento. Martin Luther King era um deles. Como o foi Alice Paul bem no inicio do século XX. Havia um geral entendimento que são as nossas diferenças que justificam a luta pela igualdade. Haviam inclusivamente slogans repetidos em muitas línguas: “Diferentes, somos iguais”, ou “Diferentes mas iguais!”.

    A Joana Bento Rodrigues claramente acredita nesta forma de igualdade. A única que interessa num mundo que é feito por tantos tipos diferentes de pessoas. Tal como ela, muitos de nós aqui, sabemos bem que esta batalha foi ganha. Não existe hoje no mundo Ocidental um único pais com leis ou ausência de leis que permita a discriminação baseada no género. E temos inclusive leis que punem discriminação caso seja provada. E, mais importante, nenhuma dessas leis procura reduzir as diferenças que devemos celebrar.

    Mas é aqui que entra a chamada 3ª vaga. A Joana ofende a 3ª vaga porque esta última pretende eliminar as diferenças, usando como argumento a grande falácia que elas constituem discriminação. Ou pior, que as diferenças existem, mas relatar essas diferenças é um acto discriminatório e ofensivo. Ou seja, o orwellismo da verdade que é para omitir e a narrativa que não temos apenas os mesmos direitos mas somos também iguais.

    A Joana é uma feminista, claramente. Tal como muitos de nós aqui que diariamente nos insurgimos contra leis de quotas de género ou do aborto, com as nossas filhas em casa e as nossas mulheres que tanto amamos e a quem desejamos dar o mundo. Já a 3ª vaga é apenas o radicalismo social de quem não entender ou quer entender que nenhuma sociedade pode ser construída com base na mentira e no ódio a tudo o que não pense como eles. Não é feminismo. É grotesco.

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    • 27 Fevereiro, 2019 01:11

      : “Diferentes, somos iguais”, ou “Diferentes mas iguais!”.

      Exatamente pagas diferentemente impostos mas tens direito ao mesmo voto .
      Trabalhas mais 4 horas por dia que a maioria, paga o dobro dos impostos e no final tem direito ao mesmo a 1 voto igual ao que não paga nada. E quando chegar ao hospital vai para a fila de espera juntamente com todos os outros incluindo imigrantes e refugiados.

      Essa treta liberal da igualdade de direitos é a porta para o socialismo socialista.

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  9. 27 Fevereiro, 2019 01:38

    A activismo transexual está aí à porta. As fêmeas feministas nem sabem o quanto se vão arrepender, quando os pódios de todas as actividades femininas estiverem dominados por homens sem pila.

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  10. Luís Lavoura permalink
    27 Fevereiro, 2019 10:09

    Com tantas condições iguais de partida, seria de esperar que arriscassem mais, no fundo que fossem iguais aos homens, certo?

    Errado.

    O facto de se ter condições iguais de partida, não implica que se tenha o mesmo talento.

    E não se ter o mesmo talento para uma coisa, não impliica que é porque se quer dedicar mais tempo ao matromónio ou à maternidade.

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  11. Maria da Luz Moutinho permalink
    27 Fevereiro, 2019 10:59

    Então ponho a pergunta seguinte o que é para o Sr. que fez a crónica…para si o que é o feminismo?
    A Drª. Joana …uma Dra. de mula russa neste Portugal … Qualquer um escreve uma crónica, mais não é que faz de crónica… com um espelho à frente e se revê nela como um macaco(a) …banhada em Islão ou em religião…em todos os preconceitos que atinjam ou diminuam a mulher, de qualquer forma, existe sempre um núcleo feminino que não só lhes obedece como também os aplaude…e pertence aos abandonados numa qualquer lateral de jornal… vão proliferando as ideias a custo, se é que se pode chamar ao infestante verdete… uma alusão de ideias??
    Estes problemas são todos enormes… e abordá-los assim com uma mente pequena…tentar escreve-los assim com uma mente mesmo muito limitada…dá nisto!
    Achar que lhe cabe determinar quando, e onde, deve, a mulher, poder…ir?? Que vá mandar na casa dela!!
    Uma mulher com vontade própria é algo que continua… a não ser muito bem aceite em determinados meios, mesmo em pleno século XXI…
    E, assim, se faz nascer, em todos os séculos, passados.. presentes …futuros… uma classe de meios tiranos, que mandam e desmandam, em casa dos outros, no trabalho, no contexto social, nas perspectivas, até na rua, se for necessário!!
    A gramática é machista mas a frase viola-a… Ainda por cima quando sabemos que a inclusão das mulheres na cidadania conta-se por décadas… Parte do problema claro é a individualização, que assinala a pulverização da identidade na subjectificação neo-liberal.
    Para finalizar …é um texto escaganifobético..Por demais enfartada com o monolitismo da informação que nos invade e bombardeia o raciocínio até à náusea..alguém conhece esta figura a fazer de figura “culta” …uma vergonha?
    Tirem-me deste texto que sou mulher …mas não feminista…porque a sociedade machista aplaude estas manifestações de apreço e os juízes jubilam!!!

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    • 27 Fevereiro, 2019 22:08

      Por falar na sociedade “machista”, a Maria sabe quem foi esta senhora ?

      E conhece estas emancipadas super-feministas e progressistas ministras que lutam contra o “patriacado machista”, hum ?

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  12. 27 Fevereiro, 2019 11:03

    O que ela diz é bom senso.
    O problema é que o bom senso foi deitado fora pelas utopias que querem inventar o mundo de novo.

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    • Jornaleco permalink
      1 Março, 2019 00:27

      @zazie, lembra-se do Guterres, uns anos atrás, quando esse fala barato, era ou melhor, fingia ser primeiro-ministro?

      Alguma força estranha dentro do partido pediu “igualdade”. O que é que o gajo fez? Salvo erro, tinha de haver com a comissão do partido, composta por 100 (cem) elementos. Mais ou menos assim. Alguém aqui saberá melhor do que eu.

      O que eu sei, é, que ninguém dos cem quis fazer lugar para a mulher. Os cem incompetentes, nenhum com mérito, como diz muito bem, o senhor jovem do Restelo, quis levantar o rabo.

      Outra vez, salvo erro, o incompetente Guterres, decidiu lá com o concelho dos amigos do costume, alargar a “comissão” de cem para cento e cinquenta lugares. O macaco decretou que havia de repente mais trabalho para os ladrões, perversos, malandros e incompetentes.

      Premissa: Não existe um único socialista inteligente. Todos são mais burros que qualquer macaco. Todos.

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