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direito fundamental da vagina?

27 Fevereiro, 2019
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Algures pela nossa comunicação social opinativa, a saber, n’ O Observador de ontem, uma senhora que milita numa tendência conservadora do CDS, a Dra. Joana Bento Rodrigues, fez publicar uma prosa sobre um tema, por estes dias tabu, que é «A MULHER».

O texto reflecte uma visão romântica setecentista e oitocentista da coisa, fazendo da dita «MULHER», enquanto conceito francamente abstracto, uma ideia que poderia ter saído das páginas líricas da Nouvelle Heloise de Rousseau, dos arquétipos balzaquianos do La femme de Trente Ans (certamente por acaso, os dois romances com duas «Júlias» como heroínas), ou até do nosso mais honesto Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, e da sua Teresinha de Albuquerque. Não sendo um modelo que me inspire, até por considerar que não existe um «modelo» de mulher ou de homem, compreendi a posição da senhora, que não me ofendeu, nem incomodou, como não devem incomodar nem ofender as opiniões e convicções alheias, quando expressas com livre convicção. Parece-me até, mais do que o respeito por um «direito», uma questão de educação.

Daí o meu espanto (relativo, confesso) com a algazarra que o texto, ou melhor, as opiniões da referida senhora provocaram na opinião publicada e auto-proclamada «moderna e feminista», que se desmultiplicou, ao longo do dia de hoje, em artigos e artiguinhos a crucificar a autora de tão herética e nefasta prosa. Houvesse Inquisição e fogueiras acesas, a dita Dra. Joana não escaparia a aquecer os pés nos seus carvões incandescentes, neste fim de inverno já de si bastante quente. As nossas «feministas» curriculares não convivem bem com opiniões de que não gostam. Mas deviam ter presente que, mais do que qualquer «direito de género» presumido como fundamental, é o direito universal à liberdade de opinião e de expressão que sempre deve prevalecer. E, já agora, que o facto de se nascer com uma vagina ou com um pénis não pode conceder ou retirar direitos seja a quem for. Prosseguindo por estes tortuosos caminhos, os «direitos de género» transformar-se-ão, se é que não se transformaram já, em novas e intoleráveis homofobias. Cuja primeira consequência será, ao que parece, calar todos quantos se lhes oponham. E isso, sim, é que é o verdadeiro «fascismo» com que as suas defensoras persistentemente adjectivam as opiniões de que não gostam.

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16 comentários leave one →
  1. 27 Fevereiro, 2019 23:02

    O Rui sabe de onde apareceram, de um dia para o outro, todas estas malucas que se auto-intitulam feministas?

    Eu não sei. Foi panca dos anos 60 a queimarem soutiens. Depois passou de moda.
    Agora, aparecem descabeladas a imitar as estrelas de Hollywood.

    Não entendo e acho que é mais uma anormalidade espalhada por “indignações facebook”, por muito que tenha lobby lá fora.

    Mas cá, nem a isso chegam. São umas palermas papagaias que nem fufas realizadas conseguem ser.

    E depois é tudo porteirice e trica. E o Observador ainda lhes paga.

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    • rui a. permalink*
      27 Fevereiro, 2019 23:30

      Sei lá, Zazie. Mas, com franqueza, também não me interessa por aí além. Volta e meia há uma ou outra que se mete comigo, mas é para o lado que durmo melhor.
      Quanto à natureza do fenómeno, não acho que seja unívoca, porque as causas parecem-me variadas, mas sobre a terapêutica não tenho quaisquer dúvidas de que será necessariamente psiquiátrica.

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      • 28 Fevereiro, 2019 09:32

        Pois só pode.
        O que queria dizer é que podemos encontrar uma série de treta que vem das Universidades e já existia por cá nos anos 60. E podemos teorizar acerca do sentido malthusiano de tudo isto.

        Mas, a verdade, é que nesses exemplos “jornaleiros” a coisa não vai mais longe que trica de galinhice.

        É rasca e sempre com o pé a puxar para a chinela. A teletubbie é mestra nisso.

        Mas pagam-lhe! essa é que é essa, Um jornal considerado da “famigerada Direita” paga a uma maluka escardalha para se fazer passar por Grande Educadora do feminismo da Direita.

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  2. 28 Fevereiro, 2019 00:59

    Tivesse eu a sua eloquência e certamente seria isto que escreveria sobre este assunto.

    Já ouvi por aí que o novo feminismo não passa de uma inversão do machismo. Eu, pessoalmente, prefiro a designação de “feminazi”

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  3. maria permalink
    28 Fevereiro, 2019 07:50

    Quando estudava, um professor entrou na aula e disse;” ISTO É SÓ MULAS”

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  4. Beirao permalink
    28 Fevereiro, 2019 09:21

    Feminazi duma fuga. Quem ouse pensar de maneira diferente destes estupores esquerdalhos, leva.
    Foda-se!

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  5. Maria da Luz Moutinho permalink
    28 Fevereiro, 2019 09:29

    Olha o ódio homofóbico que vai para aqui?!
    Estas escritas tão fundamentalistas …até parecem das Arábias…será?

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  6. Luís Lavoura permalink
    28 Fevereiro, 2019 09:42

    Não creio que alguém tenha posto em causa o direito às liberdades de opinião e de expressão da dra. Joana.
    As pessoas gozaram e/ou entristeceram-se com aquilo que ela escreveu, mas creio que ninguém terá posto em causa o direito a ela escrevê-lo.

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    • 28 Fevereiro, 2019 09:47

      Gozaram e entristeceram, onde? no teu bairro, palerma?

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    • 28 Fevereiro, 2019 09:49

      Sendo assim, como é que explicas que até esta escardalha escreva este texto a concordar em 80% com o que ela escreveu?

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      • 28 Fevereiro, 2019 09:51

        E argumenta de forma sensata, como sempre se aprendeu por sabedoria antiga:

        «Mesmo assim, visto de outro prisma, ela está a dar umas boas dicas às mulheres: filhas, se é para vocês ficarem em casa a tratar dos miúdos, exijam que o marido maximize o que traz para casa. Não se contentem com dois tostões, nem se casem com homens medíocres. Isto é divisão de tarefas, não é facilitar a vida a preguiçosos. E também dá um aviso aos homens: se querem boas mães para os vossos filhos, contribuam para o orçamento familiar.

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    • 28 Fevereiro, 2019 09:53

      Qual é a mulher que quer um “homem feminista” como agora uns oportunistas já se intitulam?

      Homem feminista é um calão que está à espera de encosto e que a mulher trabalhe por ele, enquanto ele se maquilha e anda na jogatina e na má vida com os outros.

      Existem em África e por cá. Elas é que têm de trabalhar.

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  7. 28 Fevereiro, 2019 11:03

    ora nem mais.

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  8. 28 Fevereiro, 2019 11:28

    Mas esta malta fala apenas do casório bem sucedido, ou da vida a solo de sucesso.

    Se forem para a realidade encontram outras coisas como esta:

    Um casal em que ela é a “chefa da família”, funcionária pública, com trabalho por fora, de família rica e igualmente com dinheiro.
    Ele, a recibos verdes, fica como ama-seca do rebento. Enquanto a coisa se aguenta parece tudo idílico.
    Acaba. Há denúncia de “violência de género” que é treta e logo arquivada. Há rebento que vai para casa da mãe, com cenas histéricas que põe os filhos na rua e chega a chamar a polícia para o rebentinho menor, depois de lhe ter atirado os pertences (do rebento) pela janela e ameaçar suicidar-se.
    O pai a recibos-verdes fica com a custódia do rebento.
    Em tribunal, a mãe rica fica com a obrigação provisória de contribuir para os custos do miúdo com 50 euros mensais.

    Decretado por uma juíza que até nem seria muito feminista, já que concordou que cenas com polícia não são pedagogia muito moderna.
    Os 50 euros estão por pouco porque os requerimentos às dezenas falam mais alto e a Justiça também é feminista em matéria de pensões.

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    • 28 Fevereiro, 2019 11:32

      Conclusão- um homem que não os tenha para conseguir cuidar de uma família, é posto na alheta ou apenas serve para os gerar.

      Quando não é posto na alheta, consta que a igualdade de género acaba à porrada e aí, por estranhos motivos que as feministas não conseguem explicar, a natureza lá acha que a musculatura determina o resultado visível, já que o psicológico não é detectado em nódoas-negras.

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  9. Jornaleco permalink
    1 Março, 2019 02:08

    Citação:
    “[…] Mas deviam ter presente que, mais do que qualquer «direito de género» presumido como fundamental, é o direito universal à liberdade de opinião e de expressão que sempre deve prevalecer. […]”

    a. O autor bem fala.

    b. Mas onde estão aqueles, para a proteger?

    c. Quais as premissas?

    d. Se o gorila aparecer, acabou-se esse direito.

    e. Na verdade, a liberdade de expressão é uma mentira. Ela não existe. É uma ficção, para as pessoas poderem pensar, que podem dizer o que pensam. Mas raramente foi assim. O gorila não deixa. Nunca deixou. E agora estã a gravar tudo na Internet, que não esquece nada e nada perdoa.

    f. Mais importante, do que a liberdade de se exprimir é o respeito mútuo. E sobre esse está a verdade. E depois vem o perdão. Esquecer.

    g. Uma verdade é que, o gorila dá cabo de tudo. Vê-se muito bem no caso da Venezuela, China, Coreia do Norte, em Bruxelas. Por toda a Europa fora, estão a obrigar o povo a aceitar o multiculturalismo, que vai levar-nos ao inferno.

    Querem nos obrigar a conviver com os nossos piores inimigos. Não pode funcionar.

    A comissão em Bruxelas gostaria de pôr-me na prisão, por causa desta afirmação. Eu não posso dizer, que sou a favor da nação. Et cetera.

    h. Na Alemanha, da qual a autora Cristina M. nada percebe, e continua a ser teimosa em não aceitar os factos duros e crus, um dos blogues mais lidos, em toda a Alemanha, daqueles que são contra a política estúpida e ruinosa da falsa e incompetente doutora Merkel, o partido socialista alemão, processou esse mesmo blogue, e proibiu a liberdade de expressão, de uma maneira muito bruta.

    O blogue acabava de informar os seus leitores, sobre a teia de jornais, que o partido socialista alemão tem na Alemanha e como usa esses canais, para mentir ao povo e manipular no seu sentido.

    O partido socialista alemão, se tudo correr bem, de aqui uns anos está completamente morto, ou perto dos cinco por cento. Uma catástrofe total. Nunca ou raramente vista.

    Eu repito: Querem nos obrigar a conviver com os nossos piores inimigos. Não pode funcionar. É o que o partido socialista na Alemanha está a tentar fazer. Contra a vontade dos alemães.

    E eles não gostam nada da liberdade de expressão e sabem proibir a mesma com sucesso. O dito blogue aceitou e retirou, sob ameaça dum processo caro, o artigo. Um artigo, que informava o público em geral, sobre as enormes redes e teias de aranha, na área dos jornais. Muitos leitores lêem e não se apercebem, que foi o “diabo” que produziu o jornal, para os enganar e manipular, como ele o quer.

    O gorila estraga a premissa. Nós vivemos num mundo caído.

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