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Chega para cá

10 Outubro, 2019

Ainda na sequência do meu post de ontem, será sensato reconhecer que os votantes do Chega não surgem do nada e, por muitos votos que tenha ido bucar à abstenção, vários dos apoiantes do Doutor em Direito e licenciado com média final de curso na Nova de 19 valores, virão também de partidos como o CDS e o PSD (aliás como o próprio Ventura).

Ora, se estes votantes/militantes estivessem nas suas agremiações de origem (PSD e CDS, pex) seriam considerados como “tendências” ou “sensibilidades” e os respectivos partidos seriam elogiados pela sua diversidade e pluralidade de opinião interna. Como estão num partido próprio, ficaram repentinamente com sarna, lepra e são indesejáveis…

Além disso, conheço pê-pê-dês, cê-dê-esses bem mais fascistas, securitários e anti-europeus do que gente do Chega. Já para não falar de uma quantidade infindável de socialistas, estatistas e mamistas do estado democraticamente espalhados por CDS e PSD…

Bloco, Pan e PC são muito mais fascistas do que o Chega e é isso que importa demonstrar. Ainda para mais quando são assumida ou veladamente apoiantes de regimes totalitários sanguinários. Admiradores de assassinos, misóginos e homofóbicos como Che(Guevara) não são a mesma coisa do que admiradores do Che(ga).

A conversa da auto-exclusão de André Ventura do processo de reconstrução da Direita será no imediato conveniente e politicamente correcta, mas a prazo contraproducente.

 

 

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6 comentários leave one →
  1. Weltenbummler permalink
    10 Outubro, 2019 09:21

    a esquerda é toda ela totalitária e social.fascista

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  2. Andre Miguel permalink
    10 Outubro, 2019 09:38

    “A conversa da auto-exclusão de André Ventura do processo de reconstrução da Direita será no imediato conveniente e politicamente correcta”

    Discordo. Não será em nada conveniente, pois André Ventura ao afirmar-se anti-sistema capitalizará ainda mais a sua popularidade se as suas intervenções forem assertivas como até aqui. PSD e CDS fazem parte do sistema e o Chega pode provar que nada têm de direita nas suas politicas.
    Olhem para Espanha: basta ver o que aconteceu ao PP desde que o Cuidadanos e o Vox surgiram na cena politica.
    Tempos interessantes aproximam-se.

    Liked by 4 people

    • 10 Outubro, 2019 10:45

      Exacto, hoje ainda não se percebeu o que é realmente esta demanda do André Ventura Unipessoal. Nas europeias ele foi coligado com liberais da D21 que posteriormente se afastaram.

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  3. grangeio permalink
    10 Outubro, 2019 11:55

    O que eles têm é medo! Medo de que após 45 anos de lavagem cerebral e criação de uma “verdade oficial”, os portugueses comecem finalmente a perceber que há vida para além do socialismo!

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    • lucklucky permalink
      10 Outubro, 2019 14:51

      Está aí a disciplina de Nova História Marxista no 12ºAno para “ensinar” como se deve pensar.

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  4. Miguel Neto permalink
    10 Outubro, 2019 19:47

    Concordo com o post.

    O PSD e o CDS têm, em minha opinião, 2 caminhos principais: ou ostracizam e excluem o Chega e também a IL ou, em alternativa, lutam pelos votos dos portugueses que estão nas “franjas” destes dois (que na verdade são dos quatro) partidos e , se possível, conquistarem votos dos muitos que se abstêm.

    A primeira alternativa poderá ser a mais consensual nas direcções do CDS e PSD. E as razões podem passar por querer “segurar” o seu eleitorado evitando a perda de relevância (como tem acontecido em praticamente toda a Europa), por capitulação ao politicamente correcto ditado pela extrema esquerda (que em Portugal hoje abrange parte do PS e vai até ao PAN – para referir apenas os partidos com acento parlamentar) e porque, como diz o Telmo Azevedo Fernandes em todo o 4º parágrafo do post, há muita gente sentada à mesa do orçamento no PS, PSD e CDS, com interesses cruzados nos negócios com o Estado e numa lógica de “uma mão lava a outra”.

    A segunda alternativa passa por disputarem democraticamente e com respeito pelas divergências (naturais e normais), as franjas dos respectivos eleitorados, aliando-se sempre que possível, sabendo que, desde 2015, o objectivo tem ser a obtenção de uma maioria de votos que possa derrotar o bloco PS + BE + PCP + PAN.

    Se o instinto for o da mais básica sobrevivência, vão optar pela primeira; se for o de servir o país e o interesse Nacional, irão optar pela segunda.

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