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Um dia acordamos e percebemos que é muito tarde: estamos reféns do “processo legislativo” e este só obededece ao comando socialista

12 Fevereiro, 2020

“É praticamente impossível evitar que o processo legislativo não ocorra. Isto deverá ser aprovado e segue para a comissão, para a discussão na especialidade.” – declara a propósito da discussão da eutanásia Carlos Peixoto, vice-presidente da bancada do PSD.

Percebido? Isto é assim: a contestação só é válida se tiver o selo maçónico e ou socialista. No resto temos pena. É isto que neste momento também está a ser dito a propósito do debate da eutanásia: uma parte da socieddade vive uma cidadanioa de segunda: as suas opiniões nunca são as que deveriam ser, a sua contestação nunca muda nada.

O “processo legislativo” tornou-se uma burocracia sem rosto ao serviço de uma agenda que já não nos deixam discutir. Um dia, como agora está a acontecer com a eutanásia, percebemos que o processo legislativo se tornou a máscara de uma ditadura feita em nome do povo.

Na mesma semana de 17 a 21 de Fevereiro tem vários momentos em que os deputados se propõem legislar sobre o que não houve coragem de colocar à discussão dos eleitores como é o caso da eutanásia ou até sobre aquilo que os portugueses discutiram e rejeitaram como acontece com a regionalização: a 19 de Fevereiro, PCP e BE levam ao parlamento projectos de resolução que visam relançar o processo da regionalização, através da calendarização da criação das regiões administrativas. Serão estes projectos chumbados? Ou mesmo que sejam corremos o risco de ficar inscrito no “processo legislativo” que elas vão ser criadas e um dia somos informados que na proxima sexta-feira em hora e meia, mais minuto menos minuto, o assunto fica resolvido?

Aceitar que a eutanásia seja tratada como um expediente burocrático em 157 minutos é aceitar também que uma parte da sociedade portuguesa é constituída por cidadãos de segunda.

3 comentários leave one →
  1. Os corruptos que se cuidem permalink
    12 Fevereiro, 2020 12:41

    Uma vez que o Carlos Peixoto usou uma dupla negativa, fica-se com a dúvida sobre o que quis dizer. Será que ele o pode repetir, mas, desta vez, em português?

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  2. FreakOnALeash permalink
    12 Fevereiro, 2020 14:17

    A maioria de nós não vota, não queremos saber, pão e circo e estamos bem…A culpa disto tudo…deste marasmo…de sermos tratados como bovinos é mais nossa do quem sobe ao poleiro da governação. E não há maneira de acordarmos…eles sabem bem em que coisas não devem mexer para não nos despertar, o futebol é uma, a subsidio-depêndencia é outra…depois há ainda meios de controlo media carregados de conteúdos vegetativos e escola marxista…é difícil encontrar a a pílula vermelha para além de ter a coragem de a engolir.

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  1. A ligação entre “processo de promulgação”, por um lado, e a "Vontade Geral", por outro lado | Escólios

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